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Chegou o mês das noivas: Nove conselhos do papa para preparar o casamento

Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas e muitos optam por se casar exatamente neste período, quando as datas são bastante concorridas. Mas, além da data do casório, outras questões são importantes para este momento. Na exortação pós-sinodal Amoris Laetitia, o papa Francisco dá nove dicas para preparar o dia do casamento:

1. Não se concentrem nos convites, vestido ou festa

O papa pede para não se concentrar demais nos inúmeros detalhes que consomem recursos econômicos e energia dos noivos, porque assim chegam ao casamento já cansados. Em vez disso, indica a necessidade de dedicar suas melhores forças para se preparar como casal para este grande passo. “Esta mesma mentalidade subjaz também à decisão de algumas uniões de fato que nunca mais chegam ao matrimônio, porque pensam nas elevadas despesas da festa, em vez de darem prioridade ao amor mútuo e à sua formalização diante dos outros".

2. Optem por uma celebração austera e simples

Tenham “a coragem de ser diferentes” e não se deixem devorar “pela sociedade do consumo e da aparência”. “O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça”. Optem por uma celebração “austera e simples, para colocar o amor acima de tudo”.

3. O mais importante é o sacramento e o consentimento

Preparem-se para viver com grande profundidade a celebração litúrgica e perceber o peso teológico e espiritual do consentimento para o casamento. As palavras que dirão não se reduzem ao presente, mas “implicam uma totalidade que inclui o futuro: ‘até que a morte vos separe’”.

4. Deem valor e peso para a promessa que farão

O papa recorda que o sentido do consentimento mostra que “liberdade e fidelidade não se opõem uma à outra, aliás apoiam-se reciprocamente”. Pensem os danos que produzem as promessas não cumpridas. “A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício”.

5. Recordem que estarão abertos à vida

Lembre-se de que um grande compromisso, como o que expressa o consentimento matrimonial e a união dos corpos que consume o matrimônio, quando se trata de dois batizados, só pode ser interpretada como sinal do amor do Filho de Deus feito carne e unido com sua Igreja em aliança de amor. Assim, “o significado procriador da sexualidade, a linguagem do corpo e os gestos de amor vividos na história dum casal de esposos transformam-se numa ‘continuidade ininterrupta da linguagem litúrgica’ e ‘a vida conjugal torna-se de algum modo liturgia’”.

6. O matrimônio não é de um dia, dura a vida inteira

Tenham em mente que o sacramento que celebrarão “não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações, mas exerce a sua influência sobre toda a vida matrimonial, de maneira permanente”.

7. Rezem antes de se casar

Cheguem ao casamento depois de ter rezado juntos, “um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos”, perguntando juntos a Deus o que Ele espera de vocês.

8. O casamento é uma ocasião para anunciar o Evangelho

Recordem que Jesus iniciou seus milagres nas boas de Caná: “o vinho bom do milagre do Senhor, que alegra o nascimento de uma nova família, é o vinho novo da Aliança de Cristo com os homens e mulheres de cada tempo”. Portanto, o dia do seu casamento será “uma preciosa ocasião para anunciar o Evangelho de Cristo”.

9. Consagrem seu matrimônio à Virgem Maria

O papa também sugere que os noivos comecem sua vida matrimonial consagrando seu amor ante uma imagem da Virgem Maria.

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Aspectos edificantes sobre a figura de são José que poucos conhecem

Hoje, 1º de maio é comemorado o Dia Mundial de Trabalho, o qual coincide com a festa de são José Operário, padroeiro dos trabalhadores e pai adotivo de nosso Senhor Jesus Cristo. A seguir, é apresentada uma lista com 8 dados que poucos conhecem a respeito de São José:

1. Não há palavras suas nas Sagradas Escrituras

Ele protegeu a Imaculada Mãe de Deus e ajudou a cuidar do Senhor do Universo! Entretanto, não há nenhuma palavra dele nos Evangelhos. Muito pelo contrário, foi um silencioso e humilde servo de Deus que desempenhou seu papel cabalmente.

2. Foi muito pouco mencionado no Novo Testamento

São José é mencionado no Evangelho de são Mateus, de são Lucas, uma vez em são João (alguém diz que Jesus é “o filho de José”) e apenas isso. Ele não é mencionado em Marcos ou no restante do Novo Testamento.

3. Sua saída da história dos Evangelhos não é explicada na Bíblia

 

É uma figura importante nos relatos do Nascimento do Senhor em são Mateus e são Lucas e mencionado nas passagens que relatam o momento em que Jesus se perdeu aos 12 anos e foi encontrado no templo. Mas este é o último momento que falam dele.

Maria aparece várias vezes durante o ministério de Jesus, mas José desapareceu, sem deixar rastro. Então, o que aconteceu? Várias tradições explicam esta diferença dizendo que José morreu aproximadamente quando Jesus tinha 20 anos.

4. Viúvo e idoso?

A Escritura não diz a idade de são José quando se casou com Maria ou sobre seu passado. Entretanto, por muito tempo foi representado como um homem de idade avançada, aparentemente baseado em um texto do chamado protoevangelho de são Tiago, um evangelho apócrifo que menciona que são José havia casado anteriormente, teve filhos desse casamento e ficou viúvo.

Segundo essa tradição, são José sabia que Maria tinha feito voto de virgindade e foi eleito para se casar com ela para protegê-la, de certo modo porque ele era idoso e não estaria interessado em formar uma nova família. Esta ideia foi contraposta ao longo da história por grandes santos, como santo Agostinho.

5. É venerado aproximadamente desde o século IX

Um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi “nutritor Domini”, que significa “guardião do Senhor”.

6. Tem duas celebrações

A solenidade de são José é no dia 19 de março e a festa de são José Operário (Dia Internacional do Trabalho) no dia 1º de maio. Também é celebrado na festa da Sagrada Família (30 de dezembro) e sem dúvida faz parte da história do Natal.

7. É padroeiro de várias coisas

É o padroeiro da Igreja Universal, da boa morte, das famílias, dos pais, das mulheres grávidas, dos viajantes, dos imigrantes, dos artesãos, dos engenheiros e trabalhadores. E também é padroeiro das Américas, Canadá, China, Croácia, México, Coreia, Áustria, Bélgica, Peru, Filipinas e Vietnã.

8. A ‘Josefologia’

Entre as subdisciplinas da teologia, são conhecidas a cristologia e mariologia. Mas, sabia que também existe a Josefologia?

São José foi uma figura de interesse teológico durante séculos. Entretanto, a partir do século XX algumas pessoas começaram a recolher opiniões da Igreja a respeito dele e o converteram em uma subdisciplina.

Na década de 1950, abriram três centros dedicados ao estudo de São José: na Espanha, na Itália e no Canadá.

Publicado originalmente em ChurchPOP.

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Por que maio é o Mês de Maria?

Há vários séculos, a Igreja Católica dedica todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.

Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.

Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

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Maio, mês dedicado a Maria

Maio é o mês que a Igreja Universal dedica à Mãe de Deus, a Bem-aventurada Virgem Maria. Este tempo é uma oportunidade para renovar o amor de todos os batizados pela Mulher que Deus, da eternidade, escolheu para dar à luz cuidar Dele.

A Santíssima Virgem Maria é para sempre a Rainha do Céu e da Terra, não há santidade sem Maria porque toda Ela leva a Cristo.

Maria, a mais humilde entre as mulheres, é precisamente o modelo de toda mulher, como assinalou o papa Francisco em abril de 2014, em uma mensagem a mais de 20 mil jovens reunidos em Buenos Aires, Argentina.

“Para vós existe um único modelo: Maria, a mulher da fidelidade, aquela que não entendia o que acontecia, mas obedecia. Aquela que, quando soube do que a sua prima precisava, foi depressa ter com ela; a Virgem da Prontidão!”.

O papa disse ainda que Maria é “aquela que fugiu como refugiada para um país estrangeiro a fim de salvar a vida do seu Filho. Aquela que ajudou o seu Filho a crescer, que o acompanhou e, quando o seu Filho começou a pregar, seguiu-o. Aquela que padeceu tudo o que acontecia com o Menino, com o Jovem. Aquela que permaneceu ao lado do seu Filho, e lhe indicava os problemas que surgiam: 'Olha, não têm vinho!'. Aquela que, no momento da Cruz, estava com Ele”.

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Neste domingo, Dia do Trabalhador, Igreja celebra São José Operário

Neste domingo, 1º de maio, celebra-se o Dia do Trabalhador e, para a Igreja, é a Festa de São José Operário. A data é um momento propício para recordar que o trabalho possui uma dimensão fundamental da existência humana sobre a terra (Laborem Exercens, 4).

Já dizia São João Paulo II que o trabalho é via para realizar a si próprio, mediante o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades e das capacidades adquiridas com a formação, a experiência e a concreta generosidade.

São José Operário, padroeiro dos trabalhadores 

No ano de 1955, o Papa Pio XII, na Praça São Pedro, com mais de 200 mil pessoas, instituiu a comemoração de São José Operário, para o mesmo dia em que é celebrada a data civil. O principal objetivo foi dignificar os frutos do esforço humano através do trabalho.

O reitor do seminário de Guarabira(PB), padre Daniel Lima, aponta a necessidade do trabalho e diz que São José garantiu a sustentação da família através do seu trabalho. “O carpinteiro José trabalhou em Nazaré e precisava ter a capacidade de ser muito bom no que fazia, somente assim seria apreciado e produziria frutos para conseguir sustentar sua família”, afirma.

O sacerdote acrescenta que Igreja aplicou a São José o título de padroeiro dos trabalhadores e homem justo, pois tinha a capacidade de olhar para o outro não como mero objeto de trabalho, mas se fez capaz de respeitar cada um, de maneira particular, como filho de Deus.

O trabalho que dignifica e enaltece o homem 

carta encíclica Laborem Exercens, de João Paulo II, destaca que o trabalho ajuda o homem a crescer na medida que ele se dá aos outros. O trabalho é uma das características que distinguem o homem do resto das criaturas.

Também está relacionado com a manutenção da própria vida: somente o homem tem capacidade para o trabalho e somente o homem o realiza preenchendo ao mesmo tempo com ele a sua existência sobre a terra. (Laborem Exercens, 3). 

De acordo com padre Carlos Eduardo Alves da Silva, da diocese de Itaguaí (RJ), o trabalho dignifica e constrói não somente o templo em que habitamos, mas também o caráter, onde nos tornamos pelo caminho, afeiçoados a Deus.

“Assim, a exemplo de um homem digno e Santo que foi São José, Jesus alcançou o ser humano. No dia a dia, nas labutas diárias, na forma de vivenciar as questões humanas e corriqueiras”, pontuou.

Testemunhos 

Maria José Francelino da Silva, da cidade de Varginha (MG), alcançou a graça do trabalho pelas mãos de São José Operário. “Eu e meu esposo assistimos todos os dias o terço da misericórdia e lá ouvimos falar da cartinha de São José, então escrevi minha carta para São José e coloquei debaixo da imagem de São José pedindo a graça de um emprego, que fazia mais de 1 ano que estava desempregada”.

Perseverante na oração, Maria José alcançou a graça pedida ao santo. “Pedi a graça de um trabalho que fosse de carteira assinada e que não me atrapalhasse ir ao grupo de oração, pois sou serva do grupo de oração. Com a graça de Deus, consegui um trabalho no dia dele e, por providência, trabalho na avenida com o nome dele e rezo muito para São José pedindo a graça dele na minha vida e na minha casa”, continuou.

Outro testemunho é o de Lidiane Aparecida Costa Meira, 34 anos, da cidade de Itapetininga (SP). Ela ficou desempregada por um ano e meio e pôde experimentar a providência de Deus por meio da novena em honra a São José Operário. 

“Alguns dias depois fui para uma missão da RCC, em um grupo de oração chamado São José, uma serva me disse que Deus estava abrindo uma grande porte pra mim. No mês seguinte, fui chamada a trabalhar em uma concessionária. Em julho vai fazer 10 anos desta graça, 10 anos de muita benção”.

Lidiane conta que seguiu trabalhando com dedicação, buscando os valores do Evangelho. E não deixa de agradecer, anualmente, pela intercessão do santo. “Todo ano faço a novena agradecendo pelo emprego e que ele continue abençoando. Tenho uma imagem de São José na mesa do meu trabalho”, agradeceu.

Patris Corde

Em 8 de dezembro de 2021, a Igreja encerrou o Ano de São Joséinstituído pelo Papa Francisco no ano anterior (em 8 de dezembro de 2020) por ocasião dos 150 anos da declaração do santo como padroeiro da Igreja Católica. O anúncio do Ano especial foi com a publicação da carta apostólica Patris corde, do Papa Francisco.

No documento, Francisco enfatiza que um dos aspectos evidenciados na pessoa e missão de São José foi o trabalho. A falta de trabalho afeta profundamente a vida de milhares de pessoas. 

Papa Francisco faz um apelo em sua carta apostólica para que “Peçamos a São José Operário que encontremos vias onde possamos comprometer até se di­zer: nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho!”

Extraído de: https://noticias.cancaonova.com/igreja/neste-domingo-dia-do-trabalhador-igreja-celebra-sao-jose-operario/

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Papa Francisco: que o trabalho seja digno

No Dia de São José Operário, festa do trabalhador, o Papa Francisco renovou seu apelo para que em todos os lugares e para todos "o trabalho seja digno".

As palavras do Pontífice foram pronunciadas ao final da oração do Regina Coeli deste primeiro de maio. E ao mundo do trabalho, exortou a fazer crescer uma "economia de paz". De modo especial, o Papa fez uma homenagem a todos os operários mortos na realização do seu ofício: "Uma tragédia muito comum, talvez demasiadamente comum".

Francisco citou ainda uma categoria especial de trabalhadores: os jornalistas. No dia 3 de maio, a Unesco promove o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa:

"Presto homenagem aos jornalistas que pagam pessoalmente para servir este direito", disse o Papa, citando dados alarmantes. No ano passado, 47 jornalistas foram mortos e mais de 350 encarcerados.

“Um agradecimento especial àqueles que, com coragem, nos informam sobre as chagas da humanidade.”

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Sofro e choro pela Ucrânia: Papa pede que fiéis rezem um terço por dia pela paz

O Papa Francisco fez um pedido aos fiéis na oração do regina Coeli deste domingo: "Ao iniciar hoje o mês dedicado à Mãe de Deus, gostaria de convidar todos os fiéis e as comunidades a rezarem o Terço todos os dias de maio pela paz".

O Pontífice dirigiu seu pensamento à cidade ucraniana de Mariupol, “cidade de Maria”, barbaramente bombardeada e destruída, e solicitou novamente a criação de corredores humanitários para as pessoas refugiadas na siderúrgica da cidade. "Sofro e choro", disse o Papa, "pensando nos sofrimentos da população ucraniana e, em especial, aos mais frágeis, aos idosos e às crianças". Francisco citou as notícias "terríveis" a respeito de crianças expulsas e deportadas.

Neste contexto, no qual se assiste a um "macabro retrocesso de humanidade", o Papa se pergunta se está-se em busca realmente da paz, se há vontade de evitar uma contínua escalada militar e verbal, se está sendo feito todo o possível para que se calem as armas:

"Eu lhes peço, não nos rendamos à lógica da violência, à perversa espiral das armas. Empreenda-se o caminho do diálogo e da paz", exortou o Pontífice, convidando os fiéis a um momento silencioso de oração.

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Na Assembleia Geral, Bispos divulgam Mensagem ao povo Brasileiro

A 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aprovou a tradicional Mensagem ao povo brasileiro. No texto em que os bispos lembraram da solidariedade para a superação da pandemia, foi apresentada “uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil”.   

Os bispos também agradeceram às famílias e agentes educativos pelo cuidado no campo da educação, e dedicaram reflexões sobre a realidade do país, cujo quadro atual é gravíssimo. Para os bispos, “o Brasil não vai bem!”.

A CNBB espera que os governantes “promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988”, diante da complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política.

A mensagem também aborda o processo eleitoral deste ano, envolto “de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança”. Também chama atenção para as ameaças ao pleito, além de reforçar um apelo pela democracia brasileira.

“Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve”

Ao final do texto, os bispos convidam a todos, particularmente a juventude, “a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna”.

Confira o texto na íntegra:

 

MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO

 

59ª. Assembleia Geral da CNBB

 

“A esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Guiados pelo Espírito Santo e impulsionados pela Ressurreição do Senhor, unidos ao Papa Francisco, nós, bispos católicos, em comunhão e unidade, reunidos para a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de modo on-line e com a representação de diversos organismos eclesiais, dirigimos ao povo brasileiro uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil.

Enche o nosso coração de alegria perceber a explosão de solidariedade, que tem marcado todo o País na luta pela superação do flagelo sanitário e social da COVID-19. A partilha de alimentos, bens e espaços, a assistência a pessoas solitárias e a dedicação incansável dos profissionais de saúde são apenas alguns exemplos de incontáveis ações solidárias. Gestores de saúde e agentes públicos, diante de um cenário de medo e insegurança, foram incansáveis e resilientes. O Sistema Único de Saúde-SUS mostrou sua fundamental importância e eficácia para a proteção social dos brasileiros. A consciência lúcida da necessidade dos cuidados sanitários e da vacinação em massa venceu a negação de soluções apresentadas pela ciência. Contudo, não nos esquecemos da morte de mais de 660.000 pessoas e nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, trazendo ambas em nossas preces.

Agradecemos ainda, de modo particular às famílias e outros agentes educativos, que não se descuidaram da educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar de todas as dificuldades. Com certeza, a pandemia teria consequências ainda mais devastadoras, se não fosse a atuação das famílias, educadores e pessoas de boa vontade, espírito solidário e abnegado. A Campanha da Fraternidade 2022 nos interpela a continuar a luta pela educação integral, inclusiva e de qualidade.

A grave crise sanitária encontrou o nosso País envolto numa complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, que já nos desafiava bem antes da pandemia, escancarando a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. A COVID-19, antes de ser responsável, acentuou todas essas crises, potencializando-as, especialmente na vida dos mais pobres e marginalizados.

O quadro atual é gravíssimo. O Brasil não vai bem! A fome e a insegurança alimentar são um escândalo para o País, segundo maior exportador de alimentos no mundo, já castigado pela alta taxa de desemprego e informalidade. Assistimos estarrecidos, mas não inertes, os criminosos descuidos com a Terra, nossa casa comum. Num sistema voraz de “exploração e degradação” notam-se a dilapidação dos ecossistemas, o desrespeito com os direitos dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, a perseguição e criminalização de líderes socioambientais, a precarização das ações de combate aos crimes contra o meio ambiente e projetos parlamentares desastrosos contra a casa comum.

Tudo isso desemboca numa violência latente, explícita e crescente em nossa sociedade. A crueldade das guerras, que assistimos pelos meios de comunicação, pode nos deixar anestesiados e desapercebidos do clima de tensão e violência em que vivemos no campo e nas cidades. A liberação e o avanço da mineração em terras indígenas e em outros territórios, a flexibilização da posse e do porte de armas, a legalização do jogo de azar, o feminicídio e a repulsa aos pobres, não contribuem para a civilização do amor e ferem a fraternidade universal.

Diante deste cenário esperamos que os governantes promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988, já tão desfigurada por meio de Projetos de Emendas Constitucionais. Não se permita a perda de direitos dos trabalhadores e dos pobres, grande maioria da população brasileira. A lógica do confronto que ameaça o estado democrático de direito e suas instituições, transforma adversários em inimigos, desmonta conquistas e direitos consolidados, fomenta o ódio nas redes sociais, deteriora o tecido social e desvia o foco dos desafios fundamentais a serem enfrentados.

Nesse contexto, iremos este ano às urnas. O cenário é de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança. Nossas escolhas para o Executivo e o Legislativo determinarão o projeto de nação que desejamos. Urge o exercício da cidadania, com consciente participaçãopolítica, capaz de promover a “boa política”, como nos diz o Papa Francisco. Necessitamos de uma política salutar, que não se submeta à economia, mas seja capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, como as conquistas da Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135 de 2010, que afasta do pleito eleitoral candidatos condenados em decisões colegiadas, e da Lei 9.840 de 1999, que criminaliza a compra de votos. Não existe alternativa no campo democrático fora da política com a ativa participação no processo eleitoral.

Tentativas de ruptura da ordem institucional, hoje propagadas abertamente, buscam colocar em xeque a lisura do processo eleitoral e a conquista irrevogável do voto. Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro. Reiteramos nosso apoio às Instituições da República, particularmente aos servidores públicos, que se dedicam em garantir a transparência e a integridade das eleições.

Duas ameaças merecem atenção especial. A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental. A segunda é a disseminação das fake news, que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e o respeito aos resultados nas eleições. A democracia brasileira, ainda em construção, não pode ser colocada em risco.

Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve. Todos os cristãos somos chamados a preocuparmo-nos com a construção de um mundo melhor, por meio do diálogo e da cultura do encontro, na luta pela justiça e pela paz.

Agradecemos os muitos gestos de solidariedade de nossas comunidades, por ocasião da pandemia e dos desastres ambientais. Encorajamos as organizações e os movimentos sociais a continuarem se unindo em mutirão pela vida, especialmente por terra, teto e trabalho. Convidamos a todos, irmãos e irmãs, particularmente a juventude, a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, obtenha de Deus as bênçãos para todos nós.

 

Brasília – DF, 29 de abril de 2022.

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte – MG

Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler

Arcebispo de Porto Alegre, RS

1º Vice-Presidente 

Dom Mário Antônio da Silva

Bispo de Roraima, RR

2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado

Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

Secretário-Geral 

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Papa convida os fiéis a se lançarem em direção a Jesus

Neste domingo,01, de maio a reflexão do Papa Francisco foi inspirada no Evangelho do terceiro domingo da Páscoa. A narrativa se dá através da aparição de Jesus aos apóstolos, no lago da Galiléia. 

O episódio envolve sobretudo Simão Pedro, que estava um pouco desencantado à espera de Jesus. E a pergunta que o  Papa dirigiu aos fiéis na Praça São Pedro, na oração do Regina Coeli foi a seguinte: E nós, queremos amar Jesus? 

“Pode acontecer também conosco, por cansaço, desilusão, talvez preguiça, de nos esquecer do Senhor e ignorar as grandes escolhas que fizemos, para nos contentar com outras coisas”, disse o Papa. 

E continuou dizendo que ninguém está isento de cometer o mesmo erro de Pedro, de ficar desiludido com as redes vazias.

A palavra de hoje é “lançar-se”

Eis então que Jesus volta às margens do lago e convida os discípulos a lançarem as redes com coragem, obtendo um resultado grandioso.

“Irmãos, irmãs, quando nossas redes estão vazias na vida, não é o momento de comiseração, de ócio, de voltar a velhos passatempos. É o momento de recomeçar com Jesus, de encontrar a coragem de reiniciar, de retomar o largo com Ele”, exortou

Pedro ao reconhecer o Mestre se lança nas águas em sua direção. Esta mesma atitude foi encorajada pelo Pontífice, um convite a lançar sem medo de perder algo, sem calcular muito, sem esperar que os outros comecem. Para ir ao encontro de Jesus, é preciso se decidir, disse Francisco.

A fé não é questão de saber, mas de amar

No final deste episódio, Jesus dirige a Pedro, por três vezes, a pergunta: Tu me amas?

Uma pergunta que vale para todas as pessoas, porque, na Páscoa, Jesus quer também o coração ressuscitado; porque a fé não é questão de saber, mas de amar.

“Tu me amas?, pergunta Jesus a você, que tem as redes vazias e tem medo de recomeçar; a você, que não tem a coragem de se lançar e perdeu o entusiasmo.

Tu me amas?, pergunta Jesus. Desde então, Pedro parou de pescar para sempre e se dedicou ao serviço de Deus e dos irmãos, até ao ponto de dar a vida aqui, onde nos encontramos agora. E nós, queremos amar Jesus?”

Francisco concluiu pedindo a intercessão de Nossa Senhora, para que a Mãe ajude a reencontrar a coragem do bem.

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Jubileu de 2025: em movimento a máquina organizativa vaticana

Um caminho rico de conteúdos que todas as Igrejas ao redor do mundo podem fazer juntas". Esta é a prioridade para o Jubileu de 2025, segundo o arcebispo dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dicastério vaticano designado pelo Papa para organizar o evento. A diretriz", disse em uma entrevista a Telepace, "é evitar que o evento seja vivenciado como algo que acontece a cada 25 anos".

Primeira reunião

A primeira reunião da comissão de pastoral foi realizada nesta segunda-feira na presença de representantes da Cúria Romana, da Conferência Episcopal Italiana e de muitas outras realidades eclesiais. Juntos", explicou, "começaremos a ver como dar substância ao Jubileu não somente do ponto de vista espiritual, mas também em termos da composição e temas dos eventos, de acordo com as indicações contidas na carta que o Papa Francisco me dirigiu nos últimos meses.

Encontros programados

Uma reunião da Comissão de Cultura está agendada para os próximos dias com o objetivo de entender como combinar a experiência espiritual com a cultural. "Gostaríamos que a cidade de Roma pudesse oferecer todas as riquezas históricas, artísticas, musicais e arquitetônicas que possui também para este Jubileu". Um horizonte decorrente de experiências jubilares anteriores que destacaram uma estreita ligação entre a dimensão da peregrinação e do turismo. "Na história das peregrinações, as pessoas sempre demonstraram uma curiosidade de conhecer e compreender a cultura local, voltando para casa com uma riqueza incrível".

Aliança com a mídia

Uma preciosa indicação para a máquina organizativa da Santa Sé que agora tomou forma. A estrutura", explicou Fisichella, "também inclui um comitê técnico, uma comissão ecumênica e uma comissão para a comunicação, que se reunirá em breve". A aliança com a mídia também é de fundamental importância, ressalta o prelado. "Sobre a mesa está a necessidade de esclarecer não apenas como transmitir os compromissos, mas sobretudo quais são as formas mais atualizadas para envolver os peregrinos".

O logotipo

Finalmente, dom Fisichella anunciou que o logotipo do Jubileu será mais ou menos conhecido no final de maio. 20 de maio, na verdade, é o prazo final para a competição internacional recentemente lançada para reunir os vários projetos. E parece que numerosos projetos estão chegando de diferentes partes do mundo. "Os primeiros vieram da África, um sinal do grande interesse do continente".

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Veja a Programação das Celebrações da Semana Santa na Catedral

Depois de dois anos sendo celebrada sem a presença de fiéis por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde, a Semana Santa de 2022 será celebrada presencialmente na Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga. A utilização de máscara pelos fiéis continua obrigatória. Como costume, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação da catedral.

A Semana Santa inicia-se neste domingo, 10 de abril, com as celebrações do Domingo de Ramos e encerra-se no Domingo de Páscoa, 17 de abril, com as Missas da Ressurreição do Senhor. Ainda na Semana Santa a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, Celebração da Cruz na Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste ano, a Missa dos Santos Óleos Diocesana será celebrada na Quinta-feira Santa pela manhã na Capela São Francisco de Assis.

 Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:

Dia 10 de abril – Domingo de Ramos – Coleta Nacional de Solidariedade

Às 7h30 – Santa Missa com benção dos ramos

Às 10h – Santa Missa com benção e procissão dos ramos

Às 19h – Santa Missa

Dia 11 de abril - Segunda-feira Santa

Às 19h – Santa Missa

Dia 12 de abril - Terça-feira Santa

Às 19h – Santa Missa

Dia 13 de abril - Quarta-feira Santa

Às 19h – Santa Missa

Tríduo Pascal

Dia 14 de abril - Quinta-feira Santa: Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio

Às 19h – Santa Missa com o rito do lava-pés

Às 20h30 – Adoração ao Santíssimo Sacramento: Legião de Maria; Apostolado da Oração; Ministros Extraordinários da Comunhão; Pastoral da Família; ENS

Dia 15 de abril – Sexta-feira Santa: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Adoração ao Santíssimo Sacramento das 7h às 15h:

Às 7h – RCC (Renovação Carismática Católica); Catequese Adulto; Mães de Santa Mônica

Às 8h – Encontro de Pais; Encontro de Mães; Pastoral da Criança

Às 9h – Catequese de Primeiro Ano de Eucaristia (catequizandos e pais)

Às 10h – Catequese de Segundo Ano de Eucaristia (catequizandos e pais)

Às 11h – Catequese de Primeiro Ano de Crisma (catequizandos e pais)

Às 12 – Catequese de Segundo Ano de Crisma (catequizandos e pais)

Às 13h – OFS (Ordem Franciscana Secular); Acolhida; Vicentinos; Jovens; PASCOM

Às 14 – Setores; Pastoral do Dízimo

Às 15h – Celebração da Cruz

Às 19h – Procissão com a Celebração da Via Sacra

Dia 16 de abril – Sábado Santo

Às 19 – Vigília Pascal: Benção do fogo, da luz e da água. Renovação das promessas do batismo

Dia 17 de abril – Domingo de Páscoa

Às 7h30 – Santa Missa da Ressurreição

Às 10h – Santa Missa da Ressurreição

Às 11h30 – Celebração do Batismo

Às 19h – Santa Missa da Ressurreição

Jesus Ressuscitado, permita-me que te siga!

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Conheça o significado das celebrações da Semana Santa

A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre, por excelência, a Semana Santa, pois celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, a Morte e a Ressurreição.
Este domingo é chamado assim, porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde o Senhor passaria montado num jumento. Com isso, Ele despertou, nos sacerdotes da época e mestres da Lei, inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começa, então, uma trama para condená-Lo à morte. 
A liturgia dos ramos não é uma repetição apenas da cena evangélica, mas um sacramento da nossa fé, na vitória do Cristo na história, marcada por tantos conflitos e desigualdades.

Quinta-Feira Santa ou Quinta-Feira da Ceia do Senhor

Neste dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é presointerrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão.

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia

O Sábado Santo não é um dia vazio, em que "nada acontece". Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa.

Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Todos os elementos especiais da vigília querem ressaltar o conteúdo fundamental da noite: a Páscoa do Senhor, Sua passagem da morte para a vida. 
A celebração acontece no sábado à noite. É uma vigília em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (cf. Lc 12,35-36), tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor chegar, para que, os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa. 
A Solene Vigília Pascal, é a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa

É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. 
A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Quando dizemos "Cristo vive" não estamos usando um modo de falar, como pensam alguns, para dizer que vive somente em nossa lembrança. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.

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Malta é um lugar-chave para um mundo mais fraterno, indica Papa

A recente viagem apostólica do Papa Francisco a Malta foi o tema da catequese desta quarta-feira, 6. A Audiência Geral foi realizada na Sala Paulo VI.

A viagem do Pontífice a Malta estava planejada para se realizar em 2020, mas foi adiada por causa da pandemia da Covid-19. Segundo o Santo Padre, “poucas pessoas sabem que Malta, embora sendo uma ilha no meio do Mediterrâneo, recebeu o Evangelho muito cedo, porque o Apóstolo Paulo naufragou perto do seu litoral e milagrosamente salvou a si mesmo e a todos os que estavam no barco, mais de duzentas e setenta pessoas.

“Os Atos dos Apóstolos relatam que os malteses acolheram todos ‘com rara humanidade'”, recordou. Francisco afirmou ter escolhido precisamente estas palavras: com rara humanidade, como lema de sua viagem. Elas indicam o caminho a seguir não só para enfrentar o fenômeno dos migrantes, mas em geral para que o mundo se torne mais fraterno, mais habitável, e se salve de um “naufrágio” que ameaça a todos, indicou. “Malta é um lugar-chave neste horizonte”.

Malta: lugar-chave para um mundo mais fraterno

Primeiramente, o Papa ressaltou que Malta é um lugar-chave geograficamente. Segundo ele, isso se deve à sua posição no centro do mar entre a Europa e a África, mas que também banha a Ásia. Malta é uma espécie de “rosa dos ventos”, onde povos e culturas se encontram, comentou.

A ilha é um ponto privilegiado a partir do qual se pode observar a área mediterrânea numa perspectiva de 360°, relatou o Santo Padre. “Hoje, fala-se frequentemente de ‘geopolítica’, mas infelizmente a lógica dominante é a das estratégias dos Estados mais poderosos para afirmar os seus interesses alargando a própria área de influência econômica, ideológica e militar. Estamos vendo isso com a guerra”, disse.

“Malta representa, neste quadro, o direito e a força dos ‘pequenos’, das nações pequenas, mas ricas em história e civilização, que deveriam levar a cabo outra lógica: a do respeito, mas também a lógica da liberdade, da convivência das diferenças, oposta à colonização dos mais poderosos. Estamos vendo isso agora e não somente de uma parte, mas também da outra. Depois da Segunda Guerra Mundial, foram feitas tentativas para lançar as bases de uma nova história de paz, mas infelizmente, não aprendemos, a velha história de grandes potências concorrentes continuou. E, na atual guerra na Ucrânia, estamos vendo a impotência da Organização das Nações Unidas”.

Fenômeno das migrações

O segundo aspecto é que “Malta é um lugar-chave no que diz respeito ao fenômeno das migrações”, apontou Francisco. No Centro de acolhimento João XXIII, o Pontífice contou ter encontrado com muitos migrantes que chegaram à ilha após terríveis viagens. 

Ouvir os testemunhos do migrantes. De acordo com o Papa esta é a única forma de fugir da visão distorcida que frequentemente circula nos meios de comunicação. Só assim pode-se reconhecer os seus rostos, histórias, feridas, sonhos e esperanças.

Cada migrante é único, não é um número, é uma pessoa, é único como cada um de nós, frisou o Santo Padre. “Cada migrante é uma pessoa com a própria dignidade, raízes e cultura. Cada um deles é portador de uma riqueza infinitamente maior do que os problemas que podem surgir. Não nos esqueçamos de que a Europa foi formada por migrações”, reforçou.

Francisco ressaltou que, obviamente, o acolhimento deve ser organizado, deve ser planejado juntos, no âmbito internacional. “O fenômeno migratório não pode ser reduzido a uma emergência, é um sinal dos nossos tempos. Deve ser lido e interpretado como tal. Pode tornar-se um sinal de conflito ou um sinal de paz”.

Centro de acolhimento a migrantes em Malta: laboratório de paz

O Pontífice disse também que o Centro de acolhimento de migrantes João XXIII, em Malta, é um “laboratório de paz”. “Malta, no seu conjunto, é um laboratório de paz! Toda nação com o seu comportamento é um laboratório de paz”, complementou.

O Santo Padre frisou que a ilha “pode cumprir esta missão se buscar nas suas raízes a seiva da fraternidade, da compaixão e da solidariedade. O povo maltês recebeu estes valores junto com o Evangelho, e graças ao Evangelho eles serão capazes de os manter vivos”.

Evangelização

O terceiro aspecto é que “Malta é um lugar-chave também do ponto de vista da evangelização. De Malta e Gozo, as duas dioceses do país, muitos sacerdotes e religiosos, bem como fiéis leigos, partiram, dando testemunho cristão em todo o mundo. Como se a passagem de São Paulo tivesse deixado a missão no DNA dos malteses! Por isso, a minha visita foi, primeiramente, um ato de gratidão. Gratidão a Deus e ao seu santo povo fiel que está em Malta e Gozo”.

O Papa recordou que em Malta também sopra o vento do secularismo e a pseudocultura globalizada do consumismo, do neocapitalismo e do relativismo. “Também lá, portanto, é tempo de nova evangelização”, frisou ele, recordando a visita à Gruta de São Paulo, ao Santuário Nacional Mariano de Ta’ Pinu, na ilha de Gozo.

“Lá senti palpitar o coração do povo maltês, que tem tanta confiança na sua Santa Mãe. Maria nos traz sempre de volta ao essencial, a Cristo crucificado e ressuscitado por nós, ao seu amor misericordioso. Maria nos ajuda a reavivar a chama da fé, atraindo o fogo do Espírito Santo, que anima o jubiloso anúncio do Evangelho de geração em geração, pois a alegria da Igreja é evangelizar!”, disse ainda Francisco indicando as palavras de São Paulo VI: “A vocação da Igreja é evangelizar. A alegria da Igreja é evangelizar. É a definição mais bonita da Igreja”.

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Papa condena crueldade em cidade ucraniana e pede fim da guerra

Em vez de notícias de alívio e esperança, novas atrocidades. O Papa Francisco condenou a crueldade em Bucha, cidade ucraniana a poucos quilômetros de Kiev, de onde foram divulgadas fotos e informações sobre corpos de civis nas ruas. Após a catequese desta quarta-feira, 6, no Vaticano, Francisco voltou a clamar pelo fim da guerra, mostrando uma bandeira que recebeu ontem diretamente de Bucha.

“As recentes notícias sobre a guerra na Ucrânia, ao invés de trazer alívio e esperança, atestam novas atrocidades, como o massacre de Bucha: crueldade sempre mais horrenda, perpetrada também contra civis, mulheres e crianças indefesas. São vítimas cujo sangue inocente grita até o céu e implora: coloquem fim a esta guerra! Calem as armas! Parem de semear morte e destruição” Rezemos juntos por isso…”, implorou o Papa.

Francisco se referiu às imagens de mais de 70 corpos de civis espalhados pelas ruas, de mãos atadas atrás das costas. Tais fotos foram divulgadas pelas autoridades locais juntamente com relatos de valas comuns e estão sendo investigadas como “crimes de guerra”.

Carinho com as crianças ucranianas

Na sequência do apelo, o Papa acolheu um grupo de crianças que chegaram da Ucrânia. Elas subiram ao palco na Sala Paulo VI acompanhadas por seus pais. A mais nova delas estava no colo da mãe e levava consigo um desenho.

“Estas crianças tiveram que fugir e chegar a uma terra estranha: este é um dos frutos da guerra. Não os esqueçamos, e não esqueçamos o povo ucraniano. É difícil ser desenraizado da própria terra por causa de uma guerra”.

Francisco beijou e abençoou a bandeira da cidade de Bucha. Às crianças, entregou alguns ovos de Páscoa e não deixou de expressar em gestos – carinhos, afagos nas cabeças – sua proximidade e acolhimento aos menores vitimados pelo conflito em curso.

 

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Papa: esporte pode abrir caminhos de harmonia entre os povos

Celebra-se nesta quarta-feira, 6, o Dia Internacional do Esporte para a Paz e o Desenvolvimento, data instituída pela ONU. Ao final da catequese de hoje na Sala Paulo VI, Papa Francisco recordou a data, exaltando o esporte como um caminho de harmonia.

“Dirijo-me aos homens e às mulheres do esporte, para que através da sua atividade possam ser testemunhas ativas de fraternidade e de paz. O esporte, com seus valores, pode desenvolver um papel importante no mundo, abrindo caminhos de harmonia entre os povos, desde que nunca perca a sua capacidade de gratuidade: o esporte pelo esporte, e não se torne comercial. Aquele amadorismo próprio do verdadeiro esporte”, disse.

A data é celebrada anualmente em 6 de abril com o propósito de recordar que a prática esportiva também promove solidariedade e respeito. Em 2022, o lema é: “Assegurando um Futuro Sustentável e Pacífico para Todos: a Contribuição do Esporte”. Com a temática, a ONU destaca o papel do esporte no combate à crise climática e na mobilização de ações para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa.

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Igreja inicia tempo da Quaresma: jejum, oração e esmola

A Igreja Católica iniciou na Quarta-Feira de Cinzas, 2, o período da Quaresma. Este é um tempo litúrgico em que os fiéis se preparam para celebrar a Páscoa de Cristo Jesus. Momento único e importante da fé cristã. 

Pelo twitter, o Papa Francisco recordou o início do período quaresmal. “Hoje entramos no tempo da Quaresma. Nossa oração e jejum serão uma súplica pela paz na Ucrânia, recordando que a paz no mundo inicia sempre com nossa conversão pessoal, no seguimento de Cristo”, afirmou.

Marcado pelo tripé jejum, oração e esmola, o período da Quaresma tem duração de quarenta dias. Este tempo litúrgico faz referências aos quarenta dias que Jesus ficou em jejum no deserto e depois foi tentado pelo demônio. O número quarenta também representa um valor simbólico nas Sagradas Escrituras. Alguns exemplos: por 40 dias e 40 noites, Deus fez cair o dilúvio sobre a terra. Por 40 anos, o povo de Israel se fez peregrino pelo deserto sinaítico até entrar na Terra Prometida. 

Exercícios penitenciais

A penitência é definida pelo Catecismo como uma reorientação radical da vida por inteiro, um regresso, uma conversão a Deus de todo o coração, que comporta uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações cometidas, e que implica, simultaneamente, o desejo e o propósito de mudar de vida, com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda da sua graça (cf. CIC 1431).

Já a esmola é a oportunidade de combater o egoísmo, ir ao encontro do irmão não só materialmente mas também espiritualmente. E a oração unir-se a Jesus, Aquele que leva vida nova.

O jejum, esmola e oração quando bem-vindos se tornam características cotidianas da nossa vida cristã que nos conduzem ao céu.

Fonte: Canção Nova

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A ajuda do Papa Francisco aos refugiados ucranianos

Há imagens de morte e destruição que chegam até nossas casas há dias, imagens que ferem e abatem. Depois, há imagens de carros carregados de ajuda, pacientemente em fila no pátio da Basílica de Santa Sofia, em Roma, no bairro Boccea. Esperam para descarregar o material recolhido: roupas, conservas, brinquedos para as crianças, expressão de uma proximidade que nasceu espontaneamente após o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

A Basílica é o ponto de encontro da comunidade ucraniana, onde tantos ucranianos que se encontram, na Itália, partilham sua solidão e suas necessidades práticas e onde encontram uma Igreja de portas abertas, como o Papa Francisco gosta de repetir.

Ali, pela manhã, o esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, levou a ajuda e a proximidade do Papa, acolhendo um apelo lançado nos dias passados pela comunidade ucraniana na Itália que pedia suprimentos médicos. A doação de Francisco inclui seringas, curativo adesivo, desinfetantes e muito mais. Esta é a primeira operação que será seguida pela entrega de medicamentos.

Um bom sinal que chegará dentro de alguns dias a Lviv, cidade mais próxima da fronteira com a Polônia. “O Vaticano está pronto para ajudar os necessitados”, disse o cardeal Krajewski, não olha a nacionalidade, mas a pessoa necessitada.

Muitos caminhoneiros ucranianos disponibilizaram seus caminhões para levar ajuda aos compatriotas que sofrem. Mas o apoio da Esmolaria Apostólica não termina aí: aos núncios que vivem nas áreas mais difíceis chegam fundos para ajudar as pessoas dificuldade. A última ajuda foi para o núncio na Romênia, que está ajudando os refugiados ucranianos acolhidos em várias estruturas da rede eclesial. Um acompanhamento, reiterado nesta quarta-feira, 2, pelo Papa na Audiência Geral, necessário para construir a paz no coração, mas não só.

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Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2022

«Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido.
Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a).

Queridos irmãos e irmãs!

A Quaresma é um tempo favorável de renovação pessoal e comunitária que nos conduz à Páscoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado. Aproveitemos o caminho quaresmal de 2022 para refletir sobre a exortação de São Paulo aos Gálatas: «Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo (kairós), pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a).

1. Sementeira e colheita

Neste trecho, o Apóstolo evoca a sementeira e a colheita, uma imagem que Jesus muito prezava (cf. Mt 13). São Paulo fala-nos dum kairós: um tempo propício para semear o bem tendo em vista uma colheita. Qual poderá ser para nós este tempo favorável? Certamente é a Quaresma, mas é-o também a nossa inteira existência terrena, de que a Quaresma constitui, de certa forma, uma imagem [1]. Muitas vezes, na nossa vida, prevalecem a ganância e a soberba, o anseio de possuir, acumular e consumir, como se vê no homem insensato da parábola evangélica, que considerava assegurada e feliz a sua vida pela grande colheita acumulada nos seus celeiros (cf. Lc 12, 16-21). A Quaresma convida-nos à conversão, a mudar mentalidade, de tal modo que a vida encontre a sua verdade e beleza menos no possuir do que no doar, menos no acumular do que no semear o bem e partilhá-lo.

O primeiro agricultor é o próprio Deus que, generosamente, «continua a espalhar sementes de bem na humanidade» (Enc. Fratelli tutti, 54). Durante a Quaresma, somos chamados a responder ao dom de Deus, acolhendo a sua Palavra «viva e eficaz» (Heb 4, 12). A escuta assídua da Palavra de Deus faz maturar uma pronta docilidade à sua ação (cf. Tg 1, 19.21), que torna fecunda a nossa vida. E se isto já é motivo para nos alegrarmos, maior motivo ainda nos vem da chamada para sermos «cooperadores de Deus» (1 Cor 3, 9), aproveitando o tempo presente (cf. Ef 5, 16) para semearmos, também nós, praticando o bem. Esta chamada para semear o bem deve ser vista, não como um peso, mas como uma graça pela qual o Criador nos quer ativamente unidos à sua fecunda magnanimidade.

E a colheita? Porventura não se faz toda a sementeira a pensar na colheita? Certamente, o laço estreito entre a sementeira e a colheita é reafirmado pelo próprio São Paulo quando escreve: «Quem pouco semeia, também pouco há de colher; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá» (2 Cor 9,6). Mas de que colheita se trata? Um primeiro fruto do bem semeado, temo-lo em nós mesmos e nas nossas relações diárias, incluindo os gestos mais insignificantes de bondade. Em Deus, nenhum ato de amor, por mais pequeno que seja, e nenhuma das nossas «generosas fadigas» se perde (cf. Exort. Evangelii gaudium, 279). Tal como a árvore se reconhece pelos frutos (cf. Mt 7, 16.20), assim também a vida repleta de obras boas é luminosa (cf. Mt 5, 14-16) e difunde pelo mundo o perfume de Cristo (cf. 2 Cor 2, 15). Servir a Deus, livres do pecado, faz maturar frutos de santificação para a salvação de todos (cf. Rm 6, 22).

Na realidade, só nos é concedido ver uma pequena parte do fruto daquilo que semeamos, pois, segundo o dito evangélico, «um é o que semeia e outro o que ceifa» (Jo 4, 37). É precisamente semeando para o bem do próximo que participamos na magnanimidade de Deus: constitui «grande nobreza ser capaz de desencadear processos cujos frutos serão colhidos por outros, com a esperança colocada na força secreta do bem que se semeia» (Enc. Fratelli tutti, 196). Semear o bem para os outros liberta-nos das lógicas mesquinhas do lucro pessoal e confere à nossa atividade a respiração ampla da gratuidade, inserindo-nos no horizonte maravilhoso dos desígnios benfazejos de Deus.

A Palavra de Deus alarga e eleva ainda mais a nossa perspectiva, anunciando-nos que a colheita mais autêntica é a escatológica, a do último dia, do dia sem ocaso. O fruto perfeito da nossa vida e das nossas ações é o «fruto em ordem à vida eterna» (Jo 4, 36), que será o nosso «tesouro no céu» (Lc 18, 22; cf. 12, 33). O próprio Jesus, para exprimir o mistério da sua morte e ressurreição, usa a imagem da semente que morre na terra e frutifica (cf. Jo 12, 24); e São Paulo retoma-a para falar da ressurreição do nosso corpo: «semeado corrutível, o corpo é ressuscitado incorrutível; semeado na desonra, é ressuscitado na glória; semeado na fraqueza, é ressuscitado cheio de força; semeado corpo terreno, é ressuscitado corpo espiritual» (1 Cor 15, 42-44). Esta esperança é a grande luz que Cristo ressuscitado traz ao mundo: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1 Cor 15, 19-20), para que quantos estiverem intimamente unidos a Ele no amor, «por uma morte idêntica à Sua» (Rm 6, 5), também estejam unidos à sua ressurreição para a vida eterna (cf. Jo 5, 29): «então os justos resplandecerão como o sol, no reino do seu Pai» (Mt 13, 43).

2. «Não nos cansemos de fazer o bem»

A ressurreição de Cristo anima as esperanças terrenas com a «grande esperança» da vida eterna e introduz, já no tempo presente, o germe da salvação (cf. Bento XVI, Spe salvi, 3; 7). Perante a amarga desilusão por tantos sonhos desfeitos, a inquietação com os desafios a enfrentar, o desconsolo pela pobreza de meios à disposição, a tentação é fechar-se num egoísmo individualista e, à vista dos sofrimentos alheios, refugiar-se na indiferença. Com efeito, mesmo os recursos melhores conhecem limitações: «Até os adolescentes se cansam, se fatigam, e os jovens tropeçam e vacilam» (Is 40, 30). Deus, porém, «dá forças ao cansado e enche de vigor o fraco. (…) Aqueles que confiam no Senhor, renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 29.31). A Quaresma chama-nos a repor a nossa fé e esperança no Senhor (cf. 1 Ped 1, 21), pois só com o olhar fixo em Jesus Cristo ressuscitado (cf. Heb 12, 2) é que podemos acolher a exortação do Apóstolo: «Não nos cansemos de fazer o bem» (Gal 6, 9).

Não nos cansemos de rezar. Jesus ensinou que é necessário «orar sempre, sem desfalecer» ( Lc 18, 1). Precisamos de rezar, porque necessitamos de Deus. A ilusão de nos bastar a nós mesmos é perigosa. Se a pandemia nos fez sentir de perto a nossa fragilidade pessoal e social, permita-nos esta Quaresma experimentar o conforto da fé em Deus, sem a qual não poderemos subsistir (cf. Is 7, 9). No meio das tempestades da história, encontramo-nos todos no mesmo barco, pelo que ninguém se salva sozinho [2]; mas sobretudo ninguém se salva sem Deus, porque só o mistério pascal de Jesus Cristo nos dá a vitória sobre as vagas tenebrosas da morte. A fé não nos preserva das tribulações da vida, mas permite atravessá-las unidos a Deus em Cristo, com a grande esperança que não desilude e cujo penhor é o amor que Deus derramou nos nossos corações por meio do Espírito Santo (cf. Rm 5, 1-5).

Não nos cansemos de extirpar o mal da nossa vida. Possa o jejum corporal, a que nos chama a Quaresma, fortalecer o nosso espírito para o combate contra o pecado. Não nos cansemos de pedir perdão no sacramento da Penitência e Reconciliação, sabendo que Deus nunca Se cansa de perdoar [3]. Não nos cansemos de combater a concupiscência, fragilidade esta que inclina para o egoísmo e todo o mal, encontrando no decurso dos séculos vias diferentes para fazer precipitar o homem no pecado (cf. Enc. Fratelli tutti, 166). Uma destas vias é a dependência dos meios de comunicação digitais, que empobrece as relações humanas. A Quaresma é tempo propício para contrastar estas ciladas, cultivando ao contrário uma comunicação humana mais integral (cf. ibid., 43), feita de «encontros reais» ( ibid., 50), face a face.

Não nos cansemos de fazer o bem, através duma operosa caridade para com o próximo. Durante esta Quaresma, exercitemo-nos na prática da esmola, dando com alegria (cf. 2 Cor 9, 7). Deus, «que dá a semente ao semeador e o pão em alimento» (2 Cor 9, 10), provê a cada um de nós os recursos necessários para nos nutrirmos e ainda para sermos generosos na prática do bem para com os outros. Se é verdade que toda a nossa vida é tempo para semear o bem, aproveitemos de modo particular esta Quaresma para cuidar de quem está próximo de nós, para nos aproximarmos dos irmãos e irmãs que se encontram feridos na margem da estrada da vida (cf. Lc 10, 25-37). A Quaresma é tempo propício para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão. Acolhamos o apelo a praticar o bem para com todos, reservando tempo para amar os mais pequenos e indefesos, os abandonados e desprezados, os discriminados e marginalizados (cf. Enc. Fratelli tutti, 193).

3. «A seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido»

Cada ano, a Quaresma vem recordar-nos que «o bem, como aliás o amor, a justiça e a solidariedade não se alcançam duma vez para sempre; hão de ser conquistados cada dia» (ibid., 11). Por conseguinte, peçamos a Deus a constância paciente do agricultor (cf. Tg 5, 7), para não desistir na prática do bem, um passo de cada vez. Quem cai, estenda a mão ao Pai que nos levanta sempre. Quem se extraviou, enganado pelas seduções do maligno, não demore a voltar para Deus, que «é generoso em perdoar» (Is 55, 7). Neste tempo de conversão, buscando apoio na graça divina e na comunhão da Igreja, não nos cansemos de semear o bem. O jejum prepara o terreno, a oração rega, a caridade fecunda-o. Na fé, temos a certeza de que «a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido», e obteremos, com o dom da perseverança, os bens prometidos (cf. Heb 10, 36) para salvação nossa e do próximo (cf. 1 Tm 4, 16). Praticando o amor fraterno para com todos, estamos unidos a Cristo, que deu a sua vida por nós (cf. 2 Cor 5, 14-15), e saboreamos desde já a alegria do Reino dos Céus, quando Deus for «tudo em todos» (1 Cor 15, 28).

A Virgem Maria, em cujo ventre germinou o Salvador e que guardava todas as coisas «ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19), obtenha-nos o dom da paciência e acompanhe-nos com a sua presença materna, para que este tempo de conversão dê frutos de salvação eterna.

Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica do bispo São Martinho, 11 de novembro de 2021.

Francisco

[1] Cf. Santo Agostinho, Sermones 243, 9,8; 270, 3; Enarratio in Psalmis 110, 1.

[2] Cf. Francisco, Momento extraordinário de oração em tempo de pandemia (27 de março de 2020).

[3] Cf. Idem, Angelus de 17 de março de 2013.

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Oração da Campanha da Fraternidade 2022

Em 2022, a CF refletirá sobre “Fraternidade e Educação” com o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Cf Pr 31,26).

Abaixo apresentamos a Oração da Campanha da Fraternidade de 2022.

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2022

Pai Santo, neste tempo favorável de conversão e compromisso,
dai-nos a graça de sermos educados pela Palavra que liberta e salva.

Livrai-nos da influência negativa de uma cultura em que
a educação não é assumida como ato de amor aos irmãos
e de esperança no ser humano.

Renovai-nos com a vossa graça para vencermos o medo, o desânimo e o cansaço,
e ajudai-nos a promover uma educação integral, fraterna e solidária.

Fortalecei-nos, para que sejamos corajosos na missão de educar para a vida plena em família,
em comunidades eclesiais missionárias, nas escolas, nas universidades e em todos os ambientes.

Ensinai-nos a falar com sabedoria e educar com amor!

Fazei com que a Virgem Maria, Mãe educadora, com a sabedoria dos pequenos e pobres,
nos ajude a educar e servir com a pedagogia do diálogo, da solidariedade e da paz.

Por Jesus, vosso Filho amado, no Espírito, Senhor que dá a vida.
Amém.

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As cinzas sagradas, origem e significado

Depois que João foi preso, Jesus veio à Galileia, pregando o Evangelho de Deus. Dizia: "Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1, 1-15).

Do trecho do Evangelho de Marcos foi extraída a fórmula que acompanha a imposição das Cinzas Sagradas, permitidas para todas as celebrações do dia. Com este simples gesto no início deste período litúrgico, evidencia-se, além do aspecto penitencial, também o tempo da conversão, da oração assídua e do regresso ao Pai Celeste.

Origem da celebração

Segundo a antiga praxe, o sacramento da penitência era público e constituía de fato o rito que dava início ao caminho de penitência dos fiéis que seriam absolvidos na celebração da manhã da Quinta-feira Santa. Mais tarde o gesto da imposição das Cinzas – obtidas queimando os ramos de oliveiras benzidas no Domingo de Ramos do ano anterior – estendeu-se a todos os fiéis e foi colocado dentro da celebração da Missa, no final da homilia. Também a fórmula que acompanha, com o tempo foi mudada: no início era “recorda-te que és pó e em pó te hás de tornar!” extraído do Gênesis. Além disso, ainda hoje o rito Ambrosiano é diverso do Romano porque não consta a imposição das Cinzas e a Quaresma inicia no domingo seguinte.

O significado bíblico das Cinzas

As cinzas sagradas que são colocadas na fronte estão presentes no texto bíblico várias vezes e assumem um significado duplo. Antes de tudo indica a frágil condição do homem diante do Senhor, como evidencia Abraão que fala a Deus no Gênesis: “Abraão prosseguiu e disse: ‘Sou bem atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza’” (Gên 18, 27). Jó também sublinha o profundo limite da própria existência: “Arremessam-me ao lodo e eu me confundo com a poeira e a cinza” (Jó 30, 19). Assim como outros exemplos do Livro da Sabedoria e do Eclesiástico: “De repente nascemos, e logo passaremos, como quem não existiu. Fumaça é a respiração em nossas narinas e o pensamento, uma centelha ao pulsar do coração: quando ela se apaga, nosso corpo se tornará cinza e o espírito se dispersará como o ar inconsistente. (Sab 2, 2-3); “Por que se ensoberbece quem é terra e cinza, aquele que ainda em vida expele as próprias entranhas? (Eclo 10,9). Também, as cinzas são um sinal concreto de quem se arrependeu e com o coração renovado retoma o próprio caminho para o Senhor, como se lê no Livro de Jonas no qual o rei de Nínive, ao receber a notícia da conversão do seu povo, senta-se sobre as cinzas, e no de Judite no qual os habitantes de Jerusalém que querem rezar a Deus para que os liberte, espalham em suas frontes as cinzas sagradas.

Fonte: Vatican News

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