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6 coisas que deve saber sobre a Solenidade da Anunciação

Todos os anos, celebramos a Solenidade da Anunciação, ou seja, quando o Arcanjo Gabriel apareceu à Virgem Maria para anunciar o nascimento de Cristo. Porque este dia é importante?

1. O que significa a palavra “Anunciação”?

Deriva da mesma raiz da palavra “anunciar”. O Arcanjo Gabriel anuncia o nascimento de Cristo com antecipação. “Anunciação” é simplesmente uma maneira antiga de dizer “o anúncio”.

Embora este termo costume ser aplicado ao anúncio do nascimento de Cristo, pode ser utilizado também em outros casos. Por exemplo, em sua livro “A infância de Jesus”, Bento XVI tem seções como “A anunciação do nascimento de João” e “A anunciação a Maria”, porque o nascimento de João Batista também foi anunciado com antecipação.

2. Quando é celebrada a Anunciação e por que, às vezes, muda-se a data?

A Solenidade da Anunciação é celebrada em 25 de março, isto é, nove meses antes do Natal (25 de dezembro), representado os nove meses que Jesus passou no ventre materno.

Entretanto, às vezes, a Anunciação coincide com a Semana Santa, cujos dias têm uma posição litúrgica superior a esta solenidade. De acordo com o Missal Romano: “Todas as vezes que esta solenidade acontece durante a Semana Santa, é transferida para a segunda-feira seguinte ao segundo domingo de Páscoa”.

3. Por que esta história é paralela ao nascimento de João Batista?

O nascimento de João Batista também foi anunciado antecipadamente. Em ambas as histórias há semelhanças:

  • O Arcanjo Gabriel fez o anúncio;
  • Anunciou-se a apenas uma pessoa: Zacarias, no caso de João Batista, e Maria, no caso de Jesus;
  • Anunciou-se o nascimento milagroso de uma pessoa que tem um lugar proeminente no plano de Deus;
  • Em ambos os casos, realizaram uma pergunta ao anjo (Zacarias perguntou como poderia saber se o que foi anunciado aconteceria; Maria perguntou como iria acontecer);
  • Um sinal milagroso foi apresentado como prova (Zacarias ficou mudo; Maria foi informada sobre a gravidez milagrosa de Isabel, que estava em seu sexto mês).
  • Gabriel se afastou.

4. Por que a reação de Maria é diferente da de Zacarias?

À primeira vista, a reação de Maria diante de Gabriel poderia se assemelhar à reação incrédula de Zacarias, mas é fundamentalmente diferente:

  • Zacarias perguntou como poderia saber se o que o anjo dizia seria verdade. Sua atitude era de ceticismo;
  • Maria, ao contrário, perguntou como seriam cumpridas as palavras do anjo. Sua atitude foi de uma fé que busca compreender.

5. Como o Arcanjo Gabriel respondeu à pergunta de Maria?

Gabriel lhe disse: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus”.

Neste ponto, o Arcanjo indicou a participação das três Pessoas da Santíssima Trindade: através da ação do Espírito Santo, o Pai faz com que o Filho seja concebido em forma humana. Não haverá nenhum pai humano, deixando claro o fato de que o Menino vai ser o Filho de Deus.

Como um exemplo a mais do poder de Deus, o anjo indicou que Isabel, embora idosa e aparentemente estéril, concebeu milagrosamente um filho e estava no sexto mês de gestação. “Para Deus nada é impossível”.

6. Por que o ‘Sim’ de Maria é importante?

A aceitação de Maria deste papel é transcendental, porque ela será a Mãe do Filho de Deus. Apesar dos sofrimentos, em suas diversas formas, ela se colocou por completo a serviço da vontade de Deus, tornando-se protetora do Menina que um dia nasceria e salvaria com amor o mundo.

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Catequese do Papa Francisco - 25/03/2020

O Papa Francisco deu uma pausa nas catequeses sobre as bem-aventuranças para recordar a Solenidade da Anunciação do Senhor, tendo o valor da vida como centro das reflexões, nesta quarta-feira, 25, no Vaticano. Leia abaixo na íntegra a Catequese do dia 25 de março:

 

CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Palácio Apostólico –  Vaticano
Quarta-feira, 25 de março de 2020

Boletim da Santa Sé
Tradução: Liliane Borges (Canção Nova)

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Vinte e cinco anos atrás, nesta mesma data de 25 de março, que na Igreja é a Solene festa da Anunciação do Senhor, São João Paulo II promulgava a Encíclica Evangelium vitae, sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana.

A ligação entre a Anunciação e o “Evangelho da vida” é estreita e profunda, como sublinhou São João Paulo em sua Encíclica. Hoje, nos encontramos relançando esse ensino no contexto de uma pandemia que ameaça a vida humana e a economia mundial. Uma situação que torna ainda mais exigente as palavras com as quais a Encíclica tem início. Aqui estão elas: “O evangelho da vida está no coração da mensagem de Jesus. Acolhido pela Igreja todos os dias com amor, deve ser anunciado com corajosa fidelidade, como boa notícia para os homens de todas as idades e culturas” (n. 1).

Como todo anúncio do Evangelho, isso também deve ser testemunhado antes de tudo. E penso com gratidão no testemunho silencioso de muitas pessoas que, de maneiras diferentes, estão fazendo o possível para servir os doentes, os idosos, os solitários e os mais necessitados. Eles colocam em prática o Evangelho da vida, como Maria, que, aceitando o anúncio do anjo, foi ajudar sua prima Isabel, que precisava dela.

De fato, a vida que somos chamados a promover e defender não é um conceito abstrato, mas sempre se manifesta em uma pessoa em carne e osso: uma criança recém-concebida, uma pobre pessoa marginalizada, um paciente solitário e desanimado ou em estado terminal. Alguém que perdeu o emprego ou não consegue encontrar outra oportunidade, um migrante recusado ou guetizado … A vida se manifesta de modo concreto nas pessoas.

Todo ser humano é chamado por Deus para desfrutar da plenitude da vida; e sendo confiado ao cuidado materna da Igreja, toda ameaça à dignidade e à vida humana não pode deixar de afetar seu coração, em suas “vísceras maternos”. A defesa da vida para a Igreja não é uma ideologia, é uma realidade, uma realidade humana que envolve todos os cristãos, precisamente porque são cristãos e porque são humanos.

Os ataques à dignidade e à vida das pessoas continuam Infelizmente mesmo em nossa era que é a era dos direitos humanos universais; pelo contrário, somos confrontados com novas ameaças e nova escravidão, e nem sempre a legislação protege a vida humana mais fraca e vulnerável.

A mensagem da Encíclica Evangelium vitae é, portanto, mais atual do que nunca. Além das emergências, como a que estamos enfrentando, é uma questão de atuar no nível cultural e educativo para transmitir às gerações futuras a atitude de solidariedade, cuidado, acolhida, sabendo bem que a cultura da vida não é um patrimônio exclusivo dos cristãos, mas pertencem a todos aqueles que, lutando pela construção de relacionamentos fraternos, reconhecem o valor adequado de cada pessoa, mesmo quando são frágeis e sofredores.
Queridos irmãos e irmãs, toda vida humana, única e irrepetível é válida por si mesma, constitui um valor inestimável. Isso sempre deve ser anunciado novamente, com a coragem da palavra e a coragem das ações. Isso exige solidariedade e amor fraterno pela grande família humana e por cada um de seus membros.

Portanto, com São João Paulo II, que fez essa encíclica, com ele reafirmo com renovada convicção o apelo que fez a todos, vinte e cinco anos atrás: “Respeite, defenda, ame e sirva a vida, toda vida, toda vida humana ! Somente neste caminho você encontrará justiça, desenvolvimento, liberdade, paz e felicidade! ” (Enc. Evangelium vitae, 5).

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Papa e cristãos rezam o Pai-Nosso pelo fim da pandemia de coronavírus

Cristãos de todo o mundo se uniram, nesta quarta-feira, 25, para rezar, junto ao Papa Francisco, a oração do Pai-Nosso. Da Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, o Santo Padre iniciou a transmissão, às 12h (hora local), rogando pelo fim da pandemia: “Queridos irmãos e irmãs, hoje, nos reunimos, todos os cristãos do mundo, para rezar o Pai-Nosso, a oração que Jesus nos ensinou. Como filhos confiantes, dirigimo-nos ao Pai. Fazemos isso todos os dias, várias vezes ao dia, mas, neste momento, queremos implorar misericórdia para a humanidade duramente provada pela pandemia de coronavírus“.

O Pontífice destacou a unidade proporcionada pelo momento. “Faremos isso juntos, cristãos de cada Igreja e comunidade, de todas as tradições e de todas as idades, línguas e nações”. Francisco expôs também a intenção da oração: “Rezamos pelos doentes e suas famílias, pelos agentes de saúde e por aqueles que nos ajudam, pelas autoridades, forças de ordem e voluntários, pelos ministros e nossas comunidades”.

A Solenidade da Anunciação do Senhor, celebrada hoje, também foi recordada pelo Papa. “Hoje, muitos de nós celebram a encarnação do Verbo no seio da Virgem Maria. Quando, no seu “Eis-me aqui”, refletiu-se o “Eis-me aqui” do Filho de Deus, também nós, com plena confiança às mãos de Deus e com um só coração e uma só alma, rezamos: Pai-Nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém”.

A oração foi seguida pelo Angelus e pelo Terço conduzido pelo Cardeal Comastri na Basílica de São Pedro.

 

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Pedir ao Senhor confiança e tolerância para vencer os medos, exorta Papa

Na Missa desta quinta-feira, 26, realizada pelo Papa Francisco na Capela da Casa Santa Marta, o Pontífice rogou a Deus para que ajude a humanidade a vencer o medo neste tempo caracterizado pela pandemia do Covid-19. O Santo Padre iniciou a celebração eucarística com a seguinte prece:

“Nestes dias de tanto sofrimento, há tanto medo. O medo dos anciãos, que se encontram sozinhos, nas casas de repouso ou no hospital ou na casa deles, e não sabem o que pode acontecer. O medo dos trabalhadores sem trabalho fixo, que pensam como prover o alimento a seus filhos e veem a fome chegar. O medo de tantos agentes sociais que, neste momento, ajudam a sociedade a seguir adiante e podem pegar a doença. Também o medo – os medos – de cada um de nós: cada um sabe qual é o próprio. Rezemos ao Senhor a fim de que nos ajude a ter confiança e a tolerar e vencer os medos”.

Na homilia, comentando a primeira leitura, extraída do livro do Êxodo (Ex 32,7-14), que conta o episódio do bezerro de ouro, Francisco falou dos ídolos do coração, ídolos escondidos, muitas vezes, de modo astucioso, ressaltando que a idolatria faz homens e mulheres perderem tudo, até mesmo os próprios dons do Senhor. A idolatria leva a uma religiosidade errônea, alertou o Pontífice. Em seguida, o Papa pediu para que façam um exame de consciência para descobrirem seus ídolos escondidos. 

Íntegra da homilia

“Na primeira Leitura encontra-se a cena do amotinamento do povo. Moisés subiu ao Monte para receber a Lei: Deus a deu a ele, em pedra, escrita com seu dedo. Mas o povo se entediou e se comprimiu em torno a Aarão e disse: ‘Mas, este Moisés, faz tempo que não sabemos onde está, para onde foi e nós estamos sem guia. Faça-nos um deus que nos ajude a seguir adiante’. E Aarão, que depois será sacerdote de Deus, mas ali foi sacerdote da estupidez, dos ídolos, disse: ‘Sim, deem-me todo o ouro e a prata que têm’, e eles deram tudo e fizeram aquele bezerro de ouro.

No Salmo, ouvimos o lamento de Deus: ‘Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno’. E aí, neste momento, quando começa a Leitura: ‘O Senhor disse a Moisés: ‘Vai, desce, pois se corrompeu o teu povo, que tiraste da terra do Egito. Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’”. Uma verdadeira apostasia! Do Deus vivo à idolatria. Não teve paciência para esperar que Moisés retornasse: queriam novidades, queriam algo, espetáculo litúrgico, alguma coisa…

Gostaria de acenar algumas coisas sobre isso: Em primeiro lugar, aquela saudade idolátrica: neste caso, pensava nos ídolos do Egito, mas a saudade de voltar aos ídolos, voltar ao pior, não saber esperar o Deus vivo. Essa saudade é uma doença, também nossa. Inicia-se a caminhar com o entusiasmo de ser livres, mas depois começam as lamentações: ‘Mas sim, este é um momento duro, o deserto, tenho sede, quero água, quero carne… mas, no Egito, comíamos as cebolas, as coisas boas, e aqui não se tem…’ Sempre a idolatria é seletiva: leva você a pensar nas coisas boas que lhe dá, mas não o deixa enxergar as coisas ruins. Neste caso, eles pensavam como era quando estavam à mesa, com essas refeições tão boas das quais gostavam tanto, mas esqueciam que aquela mesa era a mesa da escravidão.

Depois, outra coisa: a idolatria faz você perder tudo. Aarão, para fazer o bezerro, pede ouro: ‘Deem-me ouro e prata’: mas era o ouro e a prata que o Senhor tinha dado a eles, quando lhes disse: ‘Peçam ouro emprestado aos egípcios’, e depois foram embora com o ouro. É um dom do Senhor e com o dom do Senhor fazem o ídolo. E isso é muito feio. Mas esse mecanismo acontece também conosco: quando temos atitudes que nos levam à idolatria, somos apegados a coisas que nos distanciam de Deus, porque nós fazemos outro deus e o fazemos com os dons que o Senhor nos deu. Com a inteligência, com a vontade, com o amor, com o coração… são os próprios dons do Senhor que nós usamos para fazer a idolatria.

Sim, alguém de vocês pode me dizer: ‘Mas eu não tenho ídolos em casa. Tenho o Crucifixo, a imagem de Nossa Senhora, que não são ídolos…’ – Não, não: no seu coração. E a pergunta que hoje devemos fazer é: qual é o ídolo que você tem no seu coração, no meu coração. Aquela saída escondida onde me sinto bem, que me distancia do Deus vivo. E nós temos também um atitude, com a idolatria, muito astuto: sabemos esconder os ídolos, como fez Raquel quando fugiu de seu pai e os escondeu na sela do camelo e entre as roupas. Também nós, entre as nossas roupas do coração, escondemos muitos ídolos.

A pergunta que gostaria de fazer hoje é: qual é o meu ídolo? Aquele meu ídolo do mundanismo… e a idolatria chega também à piedade, porque eles queriam o bezerro de ouro não para fazer um circo: não. Para fazer adoração. ‘Prostraram-se diante dele’. A idolatria leva você a uma religiosidade errônea, aliás, muitas vezes, o mundanismo, que é uma idolatria, faz você mudar a celebração de um sacramento numa festa mundana. Um exemplo: não sei, penso, pensemos, não sei, uma celebração de casamento. Você não sabe se é um sacramento onde realmente os recé

m-casados dão tudo e se amam diante de Deus e prometem ser fiéis diante de Deus e recebem a graça de Deus, ou se é uma exposição de modelos, como um e o outro estão vestidos e o outro… o mundanismo. É uma idolatria. Isso é um exemplo. Porque a idolatria não se cessa: segue sempre adiante.

Hoje, a pergunta que eu gostaria de fazer a todos nós, a todos: quais são os meus ídolos? Cada um tem os seus. Quais são os meus ídolos. Onde os escondo. E que o Senhor não nos encontre, no final da vida, e diga de cada um de nós: ‘Você se corrompeu. Você se distanciou do caminho que eu tinha indicado. Você se prostrou diante de um ídolo’. Peçamos ao Senhor a graça de conhecer nossos ídolos. E se não podemos expulsá-los, ao menos os coloquemos de lado…”

Adoração e a bênção eucarística

Por fim, o Papa terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Santo Padre:

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!”.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antiga antífona mariana Ave Regina Caelorom (“Ave Rainha dos Céus”).

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Qual o lugar da caridade em tempos de coronavírus?

Caros irmãos e irmãs, estamos diante de uma emergência devido ao Coronavírus. Emergência, palavra de origem latina “emergere”, que se refere a um evento imprevisto que se apresenta diante de nós e requer atenção. Para nós, as emergências não são uma novidade. Todos os anos sofremos com terremotos, furacões, inundações, secas e doenças. A atual emergência do Covid19 chama-se pandemia, a partir de duas palavras gregas: “pan”, que significa “todos” e “demo”, que significa “povo ou população”. A pandemia atinge todas ou quase todas as pessoas. Podemos dizer que o Covid19 é uma emergência geral ou universal. Atinge quase todos nós. E requer uma resposta por parte de todos nós.

Durante as emergências, pensamos instintivamente antes de tudo a nós mesmos, às nossas famílias e às pessoas que estão perto de nós. Faremos tudo o que pudermos para protegê-los. Mesmo sendo uma reação fundamentalmente boa, devemos estar atentos para não pensarmos só em nós mesmos. Devemos evitar que o medo nos torne cegos às necessidades dos outros, necessidades que são as mesmas que temos. Devemos evitar que a ânsia acabe com a autêntica preocupação pelo próximo. Em uma emergência, emerge o verdadeiro coração de uma pessoa. De uma emergência que atinge todas as pessoas (pandemia) esperamos ver uma emergência pandêmica de cura, compaixão e amor. Uma crise de emergência que surge inesperadamente só pode ser enfrentada com uma idêntica “erupção” de esperança. A difusão pandêmica de um vírus deve produzir um “contágio” pandêmico de caridade. A história julgará a nossa geração em base à força do amor desinteressado que nesta emergência comum será gerado e será difundido, ou senão por não ter conseguido fazê-lo. Agradecemos as pessoas heroicas cujo amor e coragem já foram fontes de curas e de esperanças nestas últimas semanas.

Os especialistas dizem que devemos lavar as mãos para evitar o contágio do vírus e evitar a sua difusão. No Processo de Jesus, Pôncio Pilatos “mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: ‘Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!’ (Mateus 27, 24). Devemos lavar as mãos, mas não como Pilatos. Não podemos lavar as mãos da nossa responsabilidade para com os pobres, os idosos, os desempregados, os refugiados, os sem-teto, os profissionais da saúde, todas as pessoas, da Criação e das gerações futuras. Rezemos, através da força do Espírito Santo, para que possa surgir um amor genuíno em todos os corações humanos para enfrentar esta emergência comum”.

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Decreto de Dom Moacir suspendendo as celebrações litúrgicas com a presença de fiéis na Diocese

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Após suspensão de missas presenciais na Diocese, Catedral de Votuporanga transmitirá missa ao vivo aos domingos nos meios de comunicação

O Bispo Dom Moacir Aparecido de Freitas decretou nesta sexta-feira (20/3) a suspensão de todas as celebrações litúrgicas na Diocese de Votuporanga, inclusive as missas com participação dos fiéis. A determinação foi divulgada para que a Igreja contribua na prevenção ao Covid-19 (Coronavírus).
Desta forma, a Catedral Nossa Senhora Aparecida transmitirá ao vivo, aos domingos, a missa das 7h30, nas plataformas digitais da paróquia, bem como na TV Unifev (Canal 53). O Padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral, afirmou que “a suspensão é por tempo indeterminado. Neste período também divulgaremos vídeos diariamente para os fiéis. Continuo em oração por todos e cada um”.
O Escritório Paroquial, localizado na Rua São Paulo, 3.577, em Votuporanga, segue com atendimentos telefônicos (17) 3421-624, e presenciais com extremo cuidado sanitário, até ordem específica da Cúria Diocesana.
O Decreto publicado nesta sexta-feira para o aperfeiçoamento da contribuição da Igreja diocesana na prevenção ao Covid-19 (Coronavírus) é válido em todo o território diocesano, por um prazo de 30 dias, podendo ser estendido, ou até determinação contrária. “Os passos de contingenciamento de nossas atividades são para contribuir para a prevenção de um colapso no nosso já precário sistema de saúde, que corre alto risco de não conseguir atender, com leitos hospitalares, todos os infectados que necessitarem de internação”, afirmou o Bispo Dom Moacir Aparecido de Freitas.

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Confira dias e horários das missas transmitidas pelas emissoras de TV de inspiração católica

A pandemia do novo coronavírus fez com que uma mudança de hábitos fosse imposta ao povo brasileiro. Em nome da preservação da saúde, do cuidado com o dom da vida, a orientação das autoridades de Saúde acolhidas pela Igreja é que sejam evitadas aglomerações e mantido o isolamento social. Essas medidas impactam, principalmente os mais idosos, na participação da Santa Missa. Na impossibilidade de participação presencial, as celebrações pelos meios de comunicação ganham mais relevância.

Missas nos meios de comunicação

A Pastoral da Comunicação (Pascom-Brasil) fez um levantamento junto às emissoras de televisão de inspiração católica para divulgar dias e horários das missas televisionadas (confira abaixo). Algumas destas emissoras também oferecem a transmissão pela internet.

O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Leonardo José Pinheiro, recorda que há na orientação dos bispos, ao acolher as indicações das autoridades e profissionais da saúde, a dispensa da obrigatoriedade de participar fisicamente das celebrações dominicais nas comunidades. As missas nos meios de comunicação, segundo padre Leonardo, “se tornam, ainda mais neste momento, instrumentos eficazes de ‘reunir’ todos, cada um em suas casas, sobretudo os idosos, em torno da Palavra de Deus”.

Outra forma de estar em oração e em sintonia com a Igreja é por meio da meditação da Liturgia Diária sozinho ou em família: “mas é bom lembrar, sem aglomerações ou sem reunir gente de fora”, destaca padre Leonardo. Neste Tempo da Quaresma, além da liturgia do dia, é possível intensificar a leitura e meditação da Palavra de Deus, o terço e a Via Sacra.

Comunhão Espiritual

“Todos são chamados, mesmo não comungando concretamente como fariam se estivessem nas celebrações, a fazer sua comunhão espiritual, isto é, no momento da comunhão em suas casas unirem seu coração com toda a igreja cultivando no coração o desejo de estar recebendo o corpo do Senhor e juntando sua prece às preces de toda a Igreja, sobretudo para que se supere logo este momento da pandemia que estamos enfrentando. Estaremos assim unidos pela força da fé e pelas ondas dos meios de comunicação”, orienta o assessor da Comissão para a Liturgia da CNBB.

Restrições a aglomerações

Em todo o Brasil, já são oito arquidioceses e 18 dioceses que suspenderam celebrações com massas de fiéis, de modo especial nas regiões Sudeste e Sul. No estado de Santa Catarina, a restrição por ordem governamental atingiu todas as dioceses e a arquidiocese de Florianópolis.

Mesmo sem restrições, regionais, arquidioceses e dioceses do Brasil têm divulgado orientações aos fiéis de como proceder durante a pandemia, além de terem cancelado eventos já marcados.

Emissoras e horários de missas

TV Horizonte
Domingo: 8h e 15h
Segunda a sexta-feira: 9h e 15h
Sábado: 15h

TV Imaculada
Domingo: 7h
Segunda a sábado: 7h

TV Aparecida
Domingo: 8h e 18h (Missa de Aparecida)
Segunda a sexta-feira: 6h45, 9h e 18h (Missa de Aparecida)
Sábado: 6h45 (Missa de Bom Jesus da Lapa) / 9h e 18h (Missa de Aparecida)

TV Evangelizar
Domingo: 08h, 11h e 18h
Segunda, terça e quarta-feira: 07h30, 12h e 16h30
Quinta-feira: 07h30, 12h e 20h
Sexta-feira: 07h30, 12h e 19h
Sábado: 19h

TV Canção Nova
Domingo a Domingo – 7h (Santuário Pai das Misericórdias)
Segunda-feira: 7h (Santuário), 15h30 (Santuário), 19h30 (SP – Paróquia Santa Cândida)
Terça, quarta e sexta-feira: 7h e 20h (Santuário)
Quinta: 7h, 16h30 (Santuário) e 20h (TV CN de Aracaju) [nesta quinta-feira, será às 19h30]

Rede Nazaré
Domingo: 7h, 10h e 18h
Segunda a sexta-feira: 7h, 12h e 18h
Sábado: 9h e 12h

Via CNBB

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Papa reza pelos que morreram por causa do coronavírus

O Papa Francisco direcionou seu pensamento durante a missa desta quarta-feira, 18, para aqueles que estão sofrendo em razão da pandemia de coronavírus. A intenção de oração do foi para os que perderam a vida. “Rezemos hoje pelos defuntos, aqueles que por causa do vírus perderam a vida; de modo especial, gostaria que rezássemos pelos agentes de saúde que morreram estes dias. Deram a vida no serviço aos doentes”, rogou.

Na homilia realizada na capela da Casa Santa Marta, o Pontífice refletiu sobre o Evangelho do dia e afirmou: Deus é próximo de seu povo neste momento difícil e pede que todos estejam próximos uns dos outros. 

Íntegra da homilia

“O tema de ambas as leituras de hoje é a Lei. A Lei que Deus dá a seu povo. A Lei que o Senhor quis dar-nos e que Jesus quis levá-la à máxima perfeição. Mas tem uma coisa que chama a atenção: o modo em que Deus dá a Lei.

Diz Moisés: “De fato, qual grande nação tem deuses tão próximos de si como está de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que O invocamos?” O Senhor dá a Lei a seu povo com uma atitude de proximidade. Não são prescrições de um governante, que pode estar distante, ou de um ditador… Não: é a proximidade; e nós sabemos pela revelação que é uma proximidade paterna, de pai, que acompanha o seu povo dando-lhe o dom da Lei. O Deus próximo. “De fato, qual grande nação tem deuses tão próximos de si como está de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que O invocamos?”

O nosso Deus é o Deus da proximidade, é um Deus próximo, que caminha com o seu povo. Aquela imagem no deserto, no Êxodo, a nuvem, a coluna de fogo para proteger o povo: caminha com o seu povo. Não é um Deus que deixa as prescrições escritas, “e segue adiante”. Faz as prescrições, as escreve na pedra com as próprias mão, as dá a Moisés, as entrega a Moisés, mas não deixa as prescrições e vai embora: caminha, é próximo. “Qual nação tem um Deus tão próximo?” É a proximidade. O Nosso Deus é um Deus da proximidade.

E a primeira resposta do homem, nas primeiras páginas da Bíblia, são duas atitudes de não proximidade. Nossa resposta é sempre distanciar-nos, distanciamo-nos de Deus. Ele se faz próximo e nós nos distanciamos. Aquelas duas primeiras páginas, a primeira atitude de Adão, com a mulher, é esconder-se: escondem-se da proximidade de Deus, têm vergonha, porque pecaram, e o pecado nos leva a esconder-nos, a não querer a proximidade. E muitas vezes, a fazer uma teologia somente pensada “no juiz”, e por isso me escondo: tenho medo.

A segunda atitude, humana, à proposta desta proximidade de Deus é matar. Matar o irmão. “Eu não sou o guardião de meu irmão”. Duas atitudes que eliminam toda proximidade. O homem rejeita a proximidade de Deus, ele quer ser dono das relações e a proximidade sempre traz consigo alguma fraqueza. O “Deus próximo” se faz fraco, e quanto mais se faz próximo, mas fraco parece. Quando vem até nós, a habitar conosco, se faz homem, um de nós: se faz fraco e carrega a fraqueza até à morte e a morte mais cruel, a morte dos assassinos, a morte dos maiores pecadores. A proximidade humilha Deus. Ele se humilha para estar conosco, para caminhar conosco, para ajudar-nos.

O “Deus próximo” nos fala de humildade. Não é um “grande Deus”, aí… Não. É próximo. É de casa. E vemos isso em Jesus, Deus feito homem, próximo a seus discípulos até à morte: os acompanha, os ensina, os corrige com amor… Pensemos, por exemplo, na proximidade de Jesus aos discípulos angustiados de Emaús: estavam angustiados, estavam derrotados e Ele se aproxima lentamente, para fazer-lhes entender a mensagem de vida, de ressurreição.

O nosso Deus é próximo e pede a nós para ser próximos, um do outro, a não distanciar-nos entre nós. E neste momento de crise pela pandemia que estamos vivendo, esta proximidade nos pede para ser ainda mais manifestada, ainda mais vista. Nós não podemos, talvez, aproximar-nos fisicamente por medo do contágio, mas sim, despertar em nós uma atitude de proximidade entre nós: com a oração, com a ajuda, tantos modos de proximidade. E por qual motivo devemos ser próximos um do outro? Porque o nosso Deus é próximo, quis acompanhar-nos na vida. É o Deus da proximidade. Por isso, nós não somos pessoas isoladas: somos próximos, porque a herança que recebemos do Senhor é a proximidade, ou seja, o gesto da proximidade.

Peçamos ao Senhor a graça de ser próximos, um do outro; não esconder-se um do outro; não lavar-se as mãos, como fez Caim, do problema do outro: não. Próximos. Proximidade. “De fato, qual grande nação tem deuses tão próximos de si como está de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que O invocamos?”

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Papa ressalta gestos de misericórdia e amor ao próximo

O Papa Francisco celebrou nesta quarta-feira, 18, a tradicional Catequese e mais uma vez de dentro da Biblioteca Vaticana, porém com este forte convite a viver esse momento de provação, de dificuldade, com o coração em Deus e gestos de amor ao próximo.

Veja abaixo na íntegra a Catequese do Papa:

CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro– Vaticano
Quarta-feira, 18 de março de 2020

Boletim da Santa Sé
Tradução: Liliane Borges (Canção Nova)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje nos concentramos na quinta bem-aventurança, que diz: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5,7). Nesta bem-aventurança há uma particularidade: é a única em que coincidem a causa e o fruto da felicidade, a misericórdia. Aqueles que exercitam misericórdia encontrarão misericórdia, serão “misericordiosos”.

Este tema da reciprocidade do perdão não está presente apenas nesta bem-aventurança, mas é recorrente no Evangelho. E como poderia ser de outra maneira? A misericórdia é o próprio coração de Deus! Jesus diz: «Não julgueis e não sereis julgado; não condeneis e não sereis condenado; perdoai e sereis perdoados (Lc 6,37)¨. Sempre a mesma reciprocidade. E a Carta de Tiago afirma que “a misericórdia triunfa sobre o julgamento (2,13).”

Mas é sobretudo no Pai Nosso que rezamos: “Perdoai-nos as nossas dívidas, como também perdoamos os nossos devedores” (Mt 6,12); e esta questão é a única retomada no final: “Se de fato você perdoa os pecados dos outros, seu Pai do céu também vos perdoará; mas se você não perdoa aos outros, seu Pai também não perdoará seus pecados “(Mt 6: 14-15; cf. Catecismo da Igreja Católica, 2838)

Há duas coisas que não podem ser separadas: perdão dado e perdão recebido. Mas muitas pessoas sentem dificuldade, elas não conseguem perdoar. Tantas vezes o mal recebido é tão grande que ser capaz de perdoar assemelha subir uma montanha muito alta: um esforço enorme; e pensa-se: não pode ser feito, isto não pode ser feito. Esse fato de reciprocidade de misericórdia indica que precisamos reverter a perspectiva. Sozinho não podemos, é preciso a graça de Deus, devemos pedi-la. De fato, se a quinta bem-aventurança promete a misericórdia e, no Pai Nosso, pedimos a remissão de dívidas, isso significa que somos essencialmente devedores e precisamos encontrar misericórdia!

Estamos todos em dívida. Todos. Diante de Deus, que é tão generoso, e diante dos irmãos. Cada pessoa sabe que não é o pai ou a mãe que deveria ser, o noivo ou a noiva, o irmão ou a irmã que deveria ser. Estamos todos “em déficit” na vida. E precisamos de misericórdia. Sabemos que também fizemos o mal, sempre falta algo do bem que deveríamos ter feito

Mas precisamente essa nossa pobreza se torna a força para perdoar! Somos devedores e, como ouvimos no início, seremos medidos pela medida com a qual medimos os outros (cf. Lc 6,38), então devemos ampliar a medida e perdoar as dívidas, perdoar. Todos devem se lembrar de que precisam perdoar, precisam de perdão, precisam de paciência; este é o segredo da misericórdia: ao perdoar, se é perdoado. Portanto, Deus nos precede e nos perdoa primeiro (cf. Rm 5, 8). Ao receber seu perdão, nós, por sua vez, nos tornamos capazes de perdoar. Assim, a própria miséria e falta de justiça tornam-se uma oportunidade de se abrir para o reino dos céus, em maior medida, a medida de Deus, que é misericórdia.

De onde vem nossa misericórdia? Jesus nos disse: “Sejais misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso (Lc 6:36)”. Quanto mais você acolhe o amor do Pai, mais você ama (cf. CCC, 2842). A misericórdia não é uma dimensão entre outras, mas é o centro da vida cristã: não há cristianismo sem misericórdia. [1] Se todo o nosso cristianismo não nos leva à misericórdia, seguimos o caminho errado, porque a misericórdia é o único objetivo verdadeiro de todo caminho espiritual. É um dos mais belos frutos da caridade (cf. CCC, 1829)

Lembro que esse tema foi escolhido desde o primeiro Angelus que eu tive que rezar como Papa: a misericórdia. E isso permaneceu muito impresso em mim, como uma mensagem que, como Papa, eu deverei sempre transmitir, uma mensagem que deve ser cotidiana: misericórdia. Lembro-me daquele dia em que também tive a atitude um pouco “sem pudor” de fazer publicidade de um livro sobre misericórdia, recém publicado pelo cardeal Kasper. E naquele dia senti muito forte que esta é a mensagem que devo transmitir, como bispo de Roma: misericórdia, misericórdia, por favor, perdão

A misericórdia de Deus é nossa libertação e a nossa felicidade. Vivemos de misericórdia e não podemos nos permitir estar sem misericórdia: é o ar para respirar. Somos pobres demais para estabelecer condições, precisamos perdoar, porque precisamos ser perdoados. Obrigado!

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Vaticano concede indulgência plenária aos infectados pelo coronavírus

A Penitenciaria Apostólica publicou, nesta sexta-feira, 20, um decreto com o qual concede a indulgência plenária aos fiéis infectados pelo coronavírus, bem como aos profissionais de saúde, familiares e todos aqueles que, em qualquer modo, mesmo em oração, cuidam dos doentes. O decreto foi assinado pelo cardeal penitenciário maior, Dom Mauro Piacenza.

Para obter a indulgência plenária, pacientes com coronavírus, pacientes em quarentena, profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar os afetados pelo Covid-19, devem recitar o Creio, o Pai Nosso e uma Ave-Maria.

Os outros terão a escolha entre as opções: visitar o Santíssimo Sacramento ou a adoração eucarística ou ler as Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora, ou recitar o Rosário, a Via Crucis ou recitar o Terço da Divina Misericórdia, pedindo Deus, a cessação da epidemia, o alívio para os doentes e a salvação eterna dos mortos.

A indulgência plenária também pode ser obtida pelos fiéis que, no momento da morte, não puderem receber o sacramento da Unção dos Enfermos e o Viático. Neste caso, recomenda-se o uso do crucifixo.

Quanto à absolvição coletiva – explica a Penitenciária – “o sacerdote é obrigado a avisar, dentro dos limites do possível, o bispo diocesano ou, se não puder, a informá-lo o mais breve possível”. De fato, cabe sempre ao bispo diocesano – sublinha a nota – “determinar, no território de sua circunscrição eclesiástica e em relação ao nível de contágio pandêmico, os casos de séria necessidade em que é permitido dar absolvição coletiva: por exemplo, na entrada enfermarias hospitalares, onde se encontram os fiéis infectados em perigo de morte.

A Penitenciaria também pede para avaliar “a necessidade e a oportunidade de estabelecer, quando necessário, de acordo com as autoridades de saúde, grupos de ‘capelães extraordinários de hospitais’, também de forma voluntária e em conformidade com as regras de proteção contra o contágio, para garantir a necessária assistência espiritual aos enfermos e moribundos ”.

Além disso o decreto recorda que onde “os fiéis se encontram na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental”, a contrição perfeita, vinda do amor de Deus, expressa por um sincero pedido de perdão (aquilo que no momento o penitente é capaz de se expressar) e acompanhado pela firme resolução de recorrer à confissão sacramental o mais rápido possível, obtém perdão dos pecados, até mortais, conforme indicado pelo Catecismo da Igreja Católica (n. 1452 ).

Na conclusão, o decreto destaca que neste tempo a Igreja experimentou o poder da Comunhão dos Cantos,e assim “eleva orações ao seu Senhor crucificado e ressuscitado, em particular o sacrifício da Santa Missa, celebrado diariamente, mesmo sem pessoas, pelos sacerdotes”. A Igreja implora ao Senhor, reitera o decreto, que a “humanidade se liberte desse flagelo, invocando a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Misericórdia e Saúde dos Enfermos, e de seu Esposo São José, sob cujo patrocínio a Igreja sempre andou pelo mundo “.

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Vaticano indica medidas cautelares durante a confissão

A Penitenciaria Apostólica esclareceu, por meio de uma nota, nesta sexta-feira, 20, as disposições para celebrar o sacramento da Penitência neste tempo de pandemia. O documento da trata da absolvição coletiva e traz orientações para as confissões individuais. 

Segue, na íntegra, o comunicado:

Nota da Penitenciária Apostólica sobre o Sacramento da Reconciliação na atual situação de pandemia

A gravidade das circunstâncias atuais exige uma reflexão sobre a urgência e centralidade do sacramento da Reconciliação, juntamente com alguns esclarecimentos necessários, tanto para os fiéis leigos quanto para os ministros chamados a celebrar o sacramento.

Mesmo no tempo de Covid-19, o sacramento da reconciliação é administrado de acordo com a lei canônica universal e de acordo com as disposições do Ordo Paenitentiae.

A confissão individual representa a maneira comum para celebrar este sacramento (cf. cân. 960 CIC), enquanto a absolvição coletiva, sem prévia confissão individual, não pode ser comunicada, a menos que ocorra o perigo iminente de morte. tempo suficiente para ouvir as confissões de penitentes individuais (cf. cân. 961, § 1 CIC), ou uma necessidade grave (cf. cân. 961, § 1, 2 ° CIC), cuja consideração pertence ao bispo diocesano, levando em consideração os critérios acordados com os demais membros da Conferência Episcopal (cf. cân. 455, § 2 CIC) e sem prejuízo da necessidade de absolvição válida do votum sacramenti pelo penitente, ou seja, o propósito de confessar a em devido tempo, os pecados graves individuais, que no momento não era possível confessar (cf. cân. 962, § 1 CIC).

Esta Penitenciária Apostólica afirma que, especialmente nos locais mais afetados pelo contágio da pandemia e até que o fenômeno termine, se recorra aos casos de grave necessidade mencionados no cânon 961, § 2 CIC.

Qualquer outra especificação é delegada pelo direito aos bispos diocesanos, sempre levando em consideração o bem supremo da salvação das almas (cf. cân. 1752, CIC).

No caso de apresentar-se súbita necessidade de conceder a absolvição sacramental a vários fiéis juntos, o padre é obrigado a avisar o bispo diocesano, na medida do possível, ou, se não puder, informá-lo o mais rápido possível (cf. Ordo Paenitentiae, n 32)

Na atual emergência pandêmica, cabe ao bispo diocesano indicar aos padres e penitentes as atenções prudentes a serem adotadas na celebração individual da reconciliação sacramental, como a celebração em um local ventilado fora do confessionário, a adoção de uma distância conveniente, o uso de máscaras protetoras sem prejuízo da atenção absoluta prestada à salvaguarda do selo sacramental e à discrição necessária

Além disso, cabe sempre ao bispo diocesano determinar, no território de sua circunscrição eclesiástica e em relação ao nível de contágio pandêmico, os casos de séria necessidade em que é permitido dar absolvição coletiva: por exemplo, na entrada das enfermarias hospitalares, onde estão localizadas hospitalizou os fiéis infectados em perigo de morte, utilizando os meios de amplificação da voz o máximo possível e com as devidas precauções, para que a absolvição possa ser ouvida.

Considerar a necessidade e a oportunidade de estabelecer, quando necessário, de acordo com as autoridades de saúde, grupos de “capelães extraordinários de hospital”, também de forma voluntária e em conformidade com as regras de proteção contra o contágio, para garantir a assistência espiritual necessária para doente e moribundo

Onde os fiéis se encontravam na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental, recorda-se que a contrição perfeita, vinda do amor de Deus amado acima de tudo, expressa por um sincero pedido de perdão (aquilo em que o penitente está atualmente capaz de expressar) e acompanhada pelo votum confessionis, ou seja, pela firme resolução de recorrer à confissão sacramental o mais rápido possível, para obter perdão dos pecados, até mortais (cf. CCC, n. 1452).

Nunca como neste tempo a Igreja experimentou o poder da comunhão dos santos, eleva votos e orações a seu Senhor Crucificado e Ressuscitado, em particular o Sacrifício da Santa Missa, celebrado diariamente, mesmo sem povo, pelos sacerdotes.

Como boa mãe, a Igreja implora ao Senhor que a humanidade se liberte desse flagelo, invocando a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Misericórdia e Saúde dos Enfermos, e de seu esposo São José, sob cuja proteção a Igreja sempre caminha pelo mundo.

Que Maria Santíssima e São José obtenham abundantes graças de reconciliação e salvação, em atenta escuta da Palavra do Senhor, que repete hoje à humanidade: “Saibam que eu sou Deus” (Sl 46,11), “Estou convosco todos os dias »(Mt 28,20).

Dado em Roma, a partir da sede da Penitenciária Apostólica, em 19 de março de 2020,
Solenidade de São José, Esposo do B.V. Maria, patrono da Igreja Universal.
Mauro Card. Piacenza
Penitenciário Maior

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Papa reza pelos médicos e agentes de saúde que estão dando a própria vida

O Papa celebrou a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta sexta-feira, 20, recordando o grande trabalho que os médicos e agentes de saúde estão fazendo, especialmente nas áreas mais atingidas pelo Covid-19.

Ontem recebi uma mensagem de um sacerdote bergamasco, pedindo para rezar pelos médicos de Bérgamo, Treviglio, Bréscia, Cremona, que estão trabalhando no limite de suas forças; eles estão dando suas próprias vidas para ajudar os doentes, para salvar a vida dos outros. E também peçamos pelas autoridades; não é fácil para eles gerir esse momento, e muitas vezes sofrem com incompreensões. Médicos, funcionários de hospitais, voluntários da saúde ou as autoridades, neste momento são colunas que nos ajudam a seguir em frente e nos defendem nesta crise. Rezemos por eles.

Rezar pelos médicos e agentes de saúde

Ao comentar a primeira leitura, extraída do Livro do Profeta Oséias (Os 14: 2-10), Francisco nos exorta a nos dirigirmos a Deus não como se fosse a um juiz, mas como um Pai bom, que ama e perdoa sempre. Neste sentido, recordando o que diz o Catecismo, explica como é possível confessar, quando não a situação não permite encontrar um sacerdote.

Segue o texto da homilia na íntegra, segundo nossa transcrição:

Quando leio ou ouço essa passagem do Profeta Oséias que ouvimos na Primeira Leitura [que diz]: ” Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus”, quando a ouço, lembro-me de uma canção que há 75 anos Carlo Buti cantava e que nas famílias italianas em Buenos Aires as pessoas ouviam com grande prazer: “Volte para o teu pai. Ele ainda cantará para ti a canção de ninar.” Volta: mas é o teu pai que te diz para voltar. Deus é o teu pai; não é o juiz, é o teu pai: “Volta para casa, escuta venha”.

E essa recordação – eu era menino – me leva imediatamente ao pai do capítulo 15 de Lucas, aquele pai que diz: “Estava ainda longe, quando seu pai o viu”, aquele filho que tinha ido embora com todo o dinheiro e o desperdiçou. Mas, se o vê de longe, é porque esperava por ele. Subia ao terraço – quantas vezes por dia! – por dias e dias, meses, anos, quem sabe, esperando o filho. O vê de longe. Volta para o teu pai, volta para o teu pai. Ele te espera. É a ternura de Deus que nos fala, especialmente na Quaresma. É o momento de entrar em nós mesmos e recordar o Pai, ou voltar para ele.

“Não, pai, tenho vergonha de voltar porque … Você sabe pai, fiz muitas coisas, eu aprontei muito …”. O que o Senhor diz? “Volta, eu te curarei da tua infidelidade, te amarei profundamente, porque minha ira se afastou. Eu serei como orvalho; florescerás como um lírio e lançarás raízes como uma árvore do Líbano”. Volta para teu pai que te espera. O Deus da ternura nos curará; nos curará das tantas, tantas feridas na vida e das tantas coisas ruins que aprontamos. Cada um tem as suas!

Mas pensar isso: retornar a Deus é retornar ao abraço, ao abraço de pai. E pensar naquela outra promessa que Isaías faz: “Se vossos pecados forem escarlates, se tornarão brancos como a neve”. Ele é capaz de nos transformar, Ele é capaz de mudar o coração, mas precisamos dar o primeiro passo: voltar. Não é ir para Deus, não: é voltar para casa.

E a Quaresma sempre tem por objetivo essa conversão do coração que, no costume cristão, ganha forma no Sacramento da Confissão. É o momento para – eu não sei se [para] “acertar as contas”, não gosto disso – deixar Deus nos embranquecer, Deus nos purificar, Deus nos abraçar.

Sei que muitos de vocês, na Páscoa, vão se confessar para se encontrarem com Deus. Mas muitos me diriam hoje: “Mas padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor, por que não podemos sair de casa? E eu quero fazer as pazes com o Senhor, eu quero que ele me abrace, que meu pai me abrace … Como posso fazer se não encontro sacerdotes?”. Faz o que o diz Catecismo. É muito claro: se não encontras um sacerdote para confessar, fale com Deus, Ele é teu pai, e diga a Ele a verdade: “Senhor, aprontei isso, isso, isso … Perdoa-me”, e peça perdão a Ele de todo coração, com o Ato de Contrição e prometa a Ele: “Depois vou me confessar, mas me perdoe agora”. E imediatamente voltarás à graça de Deus. Tu mesmo podes aproximar-te – como nos ensina o Catecismo – ao perdão de Deus, se não tem à mão um sacerdote. Mas pensem: é o momento! E este é o momento correto, o momento oportuno. Um Ato de Contrição bem feito, e assim nossa alma se tornará branca como a neve.

Seria belo se hoje ecoasse em nossos ouvidos esta frase: “Volta para o teu pai, volta para o teu pai”. Ele te espera e fará festa para ti.

Também hoje, Francisco encerrou a celebração com a Adoração e Bênção Eucarística, convidando a fazer a comunhão espiritual:

Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no vosso e na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Eu vos amo. Assim seja.

Via Vatican News

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Diocese de Votuporanga suspende Mutirão de Confissões 2020

Diante da proliferação dos casos da Covid-19 (Coronavírus) no mundo e no Brasil, bem como sua capacidade de transmissão e diante dos Planos de Contingência do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde e Secretarias e Diretórios Municipais que corroboram para evitar um colapso no Sistema de Saúde, o Bispo da Diocese de Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas decretou, em 14 de março de 2020, a suspensão de Mutirões de Confissões nas Regiões Pastorais.
Desta forma, foi autorizado, durante o período quaresmal, de acordo com o Cân. 961 e o Catecismo da Igreja, nº 1482-1483, a Celebração do Rito para a Reconciliação de Vários Penitentes com Confissão e Absolvição Geral (Ritual da Penitência, pág. 77), visto que os sacerdotes, que além de vítimas, se assintomáticos, podem ser agentes de transmissão do vírus.
Consta ainda no Decreto a suspensão nas celebrações, e em outras reuniões, os cumprimentos de “boas-vindas”, o abraço da paz e o costume de rezar o Pai Nosso de mãos dadas; a Sagrada Comunhão seja distribuída aos fiéis apenas sob a espécie de pão e obrigatoriamente na mão; devem ser esvaziados os recipientes de água benta nos templos; que os Padres e Ministros da Eucaristia, levando em conta todas as medidas e precauções de higiene e bom senso, “tenham a coragem de sair e ir até os enfermos levando a força da Palavra de Deus e a Eucaristia” (Papa Francisco); ficam suspensas as reuniões de fiéis diocesanas e regionais que serão posteriormente remarcadas.
A medida ainda atende o apelo da Campanha da Fraternidade deste ano sobre o cuidado com a vida em todas as suas dimensões, atentando que todos somos responsáveis por orientar, com amor e serenidade, o Povo de Deus e evitar situações e circunstâncias que facilitem a transmissão do Coronavírus. “Que estas medidas sejam vistas como mais um gesto de amor para com o próximo e não simplesmente como um ato de isolamento social. Reafirmo o nosso compromisso em colaborar com a sociedade civil na preservação da vida em todas as suas instâncias”, afirmou Dom Moacir Aparecido de Freitas.
O Decreto tem prazo indeterminado até determinação contrária da Diocese de Votuporanga.

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9 mulheres que foram exemplares para a Igreja e o mundo

Há quem diga que a mulher não tem papéis importantes na Igreja. Entretanto, desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o Povo de Deus, influenciando também no curso do Papado. Conheça 9 mulheres que foram exemplares para a Igreja.

1. A Virgem Maria

“Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus.

Os primeiros séculos do cristianismo estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhes chega o momento.

2. Santa Hildegarda de Bingen

Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja já não era perseguida, mas vivia-se uma cultura machista, própria da época. Isto não foi impedimento para Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas.

Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada Doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com São João d’Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos.

“Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao Papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recordar-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus”, contou o Papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010.

3. Santa Catarina de Sena

Posteriormente, apareceria outra mística e Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de Santa Domingo. Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma.

Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.

Mais tarde, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice.

A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. A Santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado.

4. Santa Teresa de Jesus

Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de Santa Teresa de Jesus (1515-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita.

Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista.

Sendo Santa Teresa D’Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também Doutora da Igreja.

5. Santa Rosa de Lima

Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, Santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou Santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam por sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes.

“Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX ao se referir à primeira Santa da América.

São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era “testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho”.

6. Santa Teresa de Lisieux

Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), Doutora da Igreja e padroeira universal das missões.

Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus.

“Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”, disse São João Paulo II sobre esta santa.

O Papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir “uma rosa”.

7. Santa Edith Stein

Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, Santa Edith Stein, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942).

Junto com outros judeus conversos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações de judeus.

Santa Edith foi transferida para Auschwitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muitos outros de seu povo.

São João Paulo II diria sobre ela: “Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e amor ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo”.

8. Santa Teresa de Calcutá

O testemunho de Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) de servir a Cristo nos “mais pobres entre os pobres” ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto.

“Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”, dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979.

Em sua canonização em outubro de 2016, o Papa Francisco disse que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”.

9. Santa Gianna Beretta Molla

Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Esta santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida.

Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”.

Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família.

Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

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Coronavírus: Vaticano expressa proximidade aos afetados pela doença

“A vida de uma pessoa tem grande valor aos olhos de Deus. Se, em certas circunstâncias, algo ataca a saúde e a própria vida de muitas delas, e talvez até a nossa, não devemos nos sentir sozinhos diante desse inimigo”. Esta é a mensagem que o Dicastério para Leigos, Família e Vida evoca sobre a emergência do Covid-19, doença mais conhecida como coronavírus.

Solidariedade e gratidão

“Como o Dicastério encarregado pelo Santo Padre dos cuidados pastorais dos leigos, da família e da vida, desejamos manifestar, neste momento difícil, àqueles que foram afetados pelo coronavírus ou se sentem ameaçados por essa infecção viral, nossa proximidade, nosso carinho e nossa oração por eles “, diz a mensagem.

O Dicastério agradece a médicos, enfermeiros, equipes de resgate e pesquisadores científicos pela generosidade de sua dedicação, incentivando-os a oferecer seus esforços e talentos intelectuais doados por Deus às necessidades atuais.

O departamento do Vaticano está convidando todos a enfrentar esta emergência internacional de saúde com seriedade, serenidade e coragem, preparando-se também para fazer alguns sacrifícios em sua vida pessoal pelo bem comum.

Todos chamados a fazer a sua parte

Todos são chamados a fazer a sua parte, afirma o Dicastério, assegurando que todos tenham a proteção de Deus, que observa a tudo e a cada um de nós com o amor do Pai.

A Igreja também quer estar perto de todas as pessoas afetadas pelo coronavírus, sua família e amigos, profissionais de saúde que cuidam da pessoa e pesquisadores que buscam um remédio para esta doença.

O papel das famílias

Um pensamento especial é dirigido às famílias, chamadas a acompanhar seus membros afetados pelo coronavírus, com amor e um grande senso de responsabilidade, ou a cuidar dos idosos que não podem sair de casa por conta do risco de contágio, os mais fracos por causa de outra doença já em andamento, e as crianças que precisam ficar em casa e não ir à escola por conta do contágio.

O Dicastério para Leigos, Família e Vida reconhece que é particularmente oneroso para as famílias que vivem em condições de escassos recursos econômicos e assistência social e para aquelas que correm o risco de perder o emprego.

A mensagem enfatiza que, nessas circunstâncias, a família pode se tornar um recurso e uma força motriz generalizada que desperta em cada pessoa o senso de responsabilidade, solidariedade, fortaleza, prudência, compartilhamento e ajuda mútua em meio às dificuldades.

Por fim, o Dicastério para Leigos, Família e Vida se une ao Papa Francisco, que na audiência geral de 26 de fevereiro expressou sua proximidade com aqueles que estão doentes com coronavírus e com os profissionais de saúde que os tratam, bem como com as autoridades civis e todos os aqueles que estão trabalhando para ajudar os pacientes e tentam refrear o contágio.

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Ser testemunha de Cristo é um dom, não podemos nos furtar, diz Papa

Um Angelus “um pouco estranho” em tempo de coronavírus: o Papa fez sua tradicional alocução dominical não da janela do Palácio Apostólico, mas na Biblioteca, “enjaulado”, como disse Francisco logo no início da transmissão.

Os telões na Praça São Pedro mostraram ao vivo este momento, com a presença de algumas centenas de fiéis. A medida foi tomada, como explicou o Pontífice, o para evitar aglomerações que, neste período, podem favorecer a transmissão do vírus.

Dimensão ultraterrena de Jesus

Sem os aplausos e a interação dos fiéis, o Pontífice comentou o Evangelho deste segundo Domingo da Quaresma (cfr Mt 17,1-9), que apresenta a narração da Transfiguração de Jesus.

Cristo toma consigo Pedro, Tiago e João e os leva para uma alta montanha, símbolo da proximidade com Deus, para abri-los a uma compreensão mais plena do mistério da sua pessoa. Jesus diz a eles dos sofrimentos, da morte e da ressurreição que o aguardavam, mas os discípulos não conseguiam aceitar aquela perspectiva. Por isso, já no topo da montanha, Jesus se imergiu em oração e se transfigurou diante dos três: “o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (v. 2).

Através do evento maravilhoso da Transfiguração, explicou o Papa, os três discípulos são chamados a reconhecer em Jesus o Filho de Deus. “Assim, eles avançam no conhecimento do seu Mestre, dando-se conta que o aspecto humano não expressa toda a sua realidade; aos olhos deles, é revelada a dimensão ultraterrena e divina de Jesus.”

E os discípulos são convidados a ouvi-lo e segui-lo.

Os desígnios de amor

Francisco destacou que, em meio ao grupo dos Doze, Jesus escolhe Pedro, Tiago e João. Reserva a eles o privilégio de assistir à transfiguração, “não porque eram os mais santos”. E mesmo assim, na hora da provação, Pedro o renegará; e os dois irmãos Tiago e João pedirão para ter os primeiros lugares no seu reino.

O Papa recordou que Jesus não escolhe segundo os nossos critérios, mas segundo o seu desenho de amor. “Trata-se de uma escolha gratuita, incondicionada, uma iniciativa livre, uma amizade divina que não pede nada em troca.”

E assim como chamou aqueles três discípulos, também hoje chama algumas pessoas para que estejam próximas a Ele, para poder testemunhar.

“Ser testemunhas é um dom que não merecemos: nos sentimos inadequados, mas não podemos nos furtar com a desculpa da nossa incapacidade.”

Testemunhar é um dom do Espírito

Não estivemos no monte Tabor, prosseguiu Francisco, não vimos com os nossos olhos o rosto de Jesus brilhar como o sol. Todavia, também a nós foi entregue a Palavra da salvação, foi doada a fé. Também a nós Jesus diz: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

“Neste mundo, marcado pelo egoísmo e pela avidez, a luz de Deus está ofuscada pelas preocupações do cotidiano. Dizemos com frequência: não tenho tempo para rezar, não sou capaz de realizar um serviço na paróquia, de responder aos pedidos dos outros… Mas não devemos nos esquecer que o Batismo que recebemos faz de nós testemunhas, não pela nossa capacidade, mas pelo dom do Espírito.”

O Papa concluiu pedindo a intercessão da Virgem Maria para que, no tempo propício da Quaresma, nos dê a docilidade ao Espírito, que é “indispensável para nos encaminhar de maneira resoluta no caminho da conversão”.

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Leilão de Gado será dia 28/03

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida-Catedral já está se preparando para a realização de mais um Leilão de Gado que neste ano será virtual pela primeira vez, acompanhando a nova tendência de leilões de gado. O Leilão acontecerá no Centro de Eventos da Catedral no 28 de março às 20h. No local também serão servidos espetos de carne, kafta, refrigerante, água, entre outros.

A renda obtida com o Leilão de Gado será utilizada nas obras sociais da Paróquia. Quem deseja realizar a doação de gado ou fazer doações em dinheiro pode entrar em contato com a Secretaria Paroquial ou com membros da comunidade. Mais informações pelo tel: 3421-6245. 

Prestigie mais este evento de nossa paróquia!

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Agenda de Confissões na Quaresma 2020

Vivendo o Tempo Quaresmal, iniciam-se no próximo dia 10 de março, as Confissões com a presença de todos os padres nas paróquias da região de Votuporanga, iniciando na Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima e Capela São João Batista. Todas as Confissões terão início às 19h00min, exceto no dia 25 de março quando as confissões serão realizadas na Catedral durante o período da tarde e da noite.

Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Jesus, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23). Também é chamado de sacramento da Reconciliação. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

Veja abaixo a escala das Confissões na região de Votuporanga:

10/3 – Terça-feira - Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fatima e Capela São João Batista às 19h 

12/3 - Quinta-feira - Paróquia São Sebastião (Valentim Gentil) às 19h 

17/3 - Terça-feira - Paróquia Senhor Bom Jesus às 19h 

20/03 - Sexta-feira - Paróquia Santa Joana Princesa às 19h 

24/03 - Terça-feira - Paróquia São Cristóvão e Capela Nossa Senhora Aparecida de Simonsem às 19h

25/03 - Quarta-feira - Catedral Nossa Senhora Aparecida - das 13h às 15h e às 20h

26/03 - Quinta-feira - Paróquia Santa Luzia às 19h 

31/03 - Terça-feira - Paróquia São Bento às 19h 

02/04 - Quinta-feira - Capela Santo Antônio (Parque das Nações), Capela Santo Expedito (Colinas) e Capela Nossa Senhora Aparecida(Parisi) às 19h 

 

 

 

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Curiosidades sobre a Quaresma

Reunimos algumas curiosidades sobre a Quaresma:

Que é a Quaresma?

A Quaresma é um tempo litúrgico que prepara os Cristãos para a Páscoa do Senhor. Por 40 dias a Igreja pede que os fiéis façam penitência e cheguem à verdadeira conversão. Preparem-se assim para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa e a Páscoa do Senhor ressuscitado durante toda a vida. Portanto, chamamos Quaresma o período de quarenta dias reservado a preparação da Páscoa, e indicado como última preparação dos catecúmenos que deveriam receber nela o batismo.

Desde quando se vive a Quaresma?

Desde o século IV se manifesta a tendência para constituí-la no tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, menos no princípio nas igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma vem sido cada vez maior no ocidente, mas deve se observar um espírito penitencial e de conversão.

Qual é o espírito da Quaresma?

Deve ser como um retiro coletivo de quarenta dias, durante os quais a Igreja, propondo a seus fiéis o exemplo de Cristo em seu retiro no deserto, se prepara para a celebração das solenidades pascoais, com a purificação do coração, uma prática perfeita da vida cristã e uma atitude penitencial.

Quais práticas quaresmais?

A Oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

O Jejum é saber renunciar a certas coisas legítimas para viver o desapego e desprendimento. Consiste em fazer uma refeição forte por dia. O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos inclusive. Essa mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”. Sobre a prática do doar, São João Paulo II explica que este chamado “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”. Mais do que uma esmola (dar do que sobra), é um compromisso (dar segundo a necessidade).

Somos obrigados a fazer Penitência?

“Todos os fiéis, cada um a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência. Não obstante, para que todos se unam em alguma prática comum de penitência, se fixaram uns dias de penitência para os fiéis que se dedicam de maneira especial a oração, realizam obras de piedade e de caridade e se negam a si mesmos, cumprindo com maior fidelidade suas próprias obrigações e, sobretudo, observando o jejum e a abstinência” (Código de Direito Canônico, c. 1249).

Quais são os dias e tempos penitenciais?

“Na Igreja católica, são dias e tempos penitenciais todas as Sextas-feiras do ano e o tempo de quaresma” (Código de Direito Canônico, c. 1250).

Que deve se fazer todas as sextas-feiras do ano?

Em lembrança do dia em que Jesus morreu na Santa Cruz, “todas as sextas-feiras, a não ser que coincidam com uma solenidade, deve se fazer a abstinência de carne, ou de outro alimento que seja determinado pela Conferência Episcopal; jejum e abstinência se guardarão na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa” (Código de Direito Canônico, c. 1251).

Que é abstinência?

Entre as diversidades do jejum está a abstinência que consiste em não comer carne. Embora proíba o consumo de carne, não é o caso de peixe, ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade. Com o jejum e a abstinência reconhecemos a necessidade de fazer obras de caridade para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja. Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

Qual o período da Quaresma?

Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa. Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim. A Quaresma termina no pôr-do-sol da Quinta-feira Santa. Nessa noite, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa

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