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17 cristãos por dia são mortos por radicais muçulmanos na Nigéria

Cerca de 3,4 mil cristãos foram mortos por terroristas islâmicos na Nigéria durante os primeiros 200 dias de 2021. Em média, são 17 cristãos mortos por dia. Os números foram divulgados pela Sociedade Internacional das Liberdades Cívicas e do Estado de Direito (Intersociety) da Nigéria e incluindo dez sacerdotes católicos e pastores protestantes.

O relatório da Intersociety afirma que o número atual é quase igual ao do ano inteiro de 2020, “estimado em 3.530 segundo a lista de vigilância mundial de cristãos perseguidos da Open Doors”.

A cifra é a segunda mais alta desde 2014, quando foram registrados mais de 5 mil assassinatos de cristãos. Mais de 4 mil foram vítimas de membros do grupo muçulmano Boko Haram. Os pastores Fulani, também muçulmanos, foram responsáveis pelo assassinato de outras 1,2 mil pessoas.

Intersociety é um grupo de pesquisas sobre direitos humanos que, desde 2010, monitora e investiga a perseguição religiosa e outras formas de violência cometidas por órgãos estatais e não estatais na Nigéria.  O trabalho da Intersociety é realizado em contato direto com as vítimas e testemunhas, além da análise dos meios de comunicação e de relatórios credíveis a nível nacional e internacional, entre outros métodos.

Na pesquisa de 2021, a Intersociety descobriu que 2,2 mil cristãos indefesos foram sequestrados entre os meses de janeiro e abril.

Do dia 1º de maio até o dia 18 de julho, outros 780 cristãos também foram sequestrados, totalizando quase 3 mil.

Intersociety estima que pelo menos 3 de cada 30 cristãos sequestrados morrem em cativeiro, o que elevaria em 300 o número de mortos pelos jihadistas. A pesquisa também contabilizou 150 assassinatos ocorridos e não registrados, considerados pelos pesquisadores como “números obscuros”.

Além disso, se estima que, desde janeiro deste ano, 300 igrejas foram ameaçadas, atacadas ou queimadas.

O relatório lamentou que, até agora, os culpados dos massacres de cristãos no país conseguiram escapar da justiça e estão livres de investigações ou julgamentos, o que tem levado à impunidade e à repetição das atrocidades.

A organização de direitos humanos também denunciou o abandono das famílias das vítimas e dos sobreviventes pelo governo da Nigéria, que continua recebendo fortes críticas e sendo acusado de ter culpa e cumplicidade nos assassinatos dos cristãos.

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Papa aos jovens de Medjugorje: seguir Cristo é a verdadeira alegria

A mensagem de Francisco chega aos jovens reunidos na Mladifest, um encontro anual internacional de oração que se realiza de 1° a 6 de agosto na cidade da Bósnia-Herzegóvina. Confiando-os ao modelo de Maria e seu "Eis-me aqui", o Papa os convida a acreditar na plenitude e na verdadeira felicidade que a entrega a Deus, livre de apegos, traz consigo

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

"O que farei de bom para ter a vida eterna"? As palavras do jovem rico de que falam os Evangelhos sinóticos (cf. Mt 19,16-22; Mc 10,17-22; Lc 18,18-23), aquele que "partiu, ou melhor, correu ao encontro do Senhor, para ter a vida eterna, isto é, a felicidade", são o tema guia do Festival dos Jovens em curso em Medjugorje até 6 de agosto. As saudações e a mensagem do Papa são dirigidas aos participantes, e ele toma estas palavras como ponto de partida e imediatamente indica o caminho: "É uma palavra - explica Francisco - que nos coloca diante do Senhor; e Ele fixa Seu olhar em nós, Ele nos ama e nos convida 'Vem! Segue-me'!" (Mt 19,21).

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Uma ocasião para ir ao encontro de Jesus

O Mladifest, recorda a todos o Papa, é de fato uma "semana de oração e de encontro com Jesus Cristo, em particular na sua Palavra viva, na Eucaristia, na adoração e no sacramento da Reconciliação", que tem o poder de "nos colocar no caminho para o Senhor". E assim este jovem do Evangelho, cujo nome não conhecemos, mas cuja alma conhecemos, torna-se o emblema de todos os que participam deste evento.

Ele, recorda o Papa, "educado e bem instruído", era animado por uma "saudável inquietação que o incitava a buscar a verdadeira felicidade, a vida em sua plenitude", por esta razão ele se colocou a caminho e em Jesus Cristo encontrou um guia "forte, credível e confiável" que "o dirigia a Deus, que é o único e supremo Bem do qual vem todo o outro bem".  A vida eterna, o bem pelo qual ele anseia, certamente não é um bem material a ser conquistado com "a própria força", mas através de etapas a serem percorridas que Francisco indica aos jovens.

As etapas da vida eterna: amar o próximo

A primeira etapa, indicada por Jesus, é o "amor concreto pelo próximo", mas não o amor dado pela observância de preceitos, mas um amor "gratuito e total".  De fato, Jesus está consciente do "desejo de plenitude que o jovem carrega em seu coração", mas também de seu "ponto fraco", que é seu apego a "muitos bens materiais". Por esta razão, como segunda etapa, "ele lhe propõe passar da lógica do 'mérito' para a do ‘dom’:

“"Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus" (Mt 19,21). Jesus muda a perspectiva: ele o convida a não pensar em assegurar a vida após a morte, mas a dar tudo em sua vida terrena, imitando assim o Senhor. É um chamado à maturidade adicional, para passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor livre e total. Jesus lhe pede para deixar para trás tudo o que pesa no coração e atrapalha o amor. O que Jesus propõe não é tanto um homem despojado de tudo, quanto um homem livre e rico em relacionamentos.”

Livre de todos os apegos

Se - explica o Papa - o coração está cheio de bens, o Senhor e o próximo se tornam apenas "coisas", porque "demais para ter e demais para querer" nos sufoca, "nos faz infelizes e incapazes de amar".

Daí a terceira etapa que Jesus propõe ao jovem, e que é uma escolha radical: "Vem! Segue-me!” Trata-se de "ser discípulos de Jesus", que significa - explica o Papa em sua Mensagem - não imitá-lo externamente, mas "conformar-se com Ele" no fundo, recebendo em troca "uma vida rica e feliz, cheia de rostos de muitos irmãos e irmãs, e pais e mães e filhos", como diz o Evangelho:

“Seguir Cristo não é uma perda, mas um ganho incalculável, enquanto a renúncia é sobre o obstáculo que impede o caminho. O jovem rico, porém, tem seu coração dividido entre dois senhores: Deus e dinheiro. O medo de arriscar e perder seus bens o faz voltar para casa triste”

Ligar-se a Cristo para ser feliz: dizer sim sem reservas

Triste, então, porque "não encontrou a coragem para aceitar a resposta, que é a proposta de se 'desamarrar' de si mesmo e das riquezas para se 'amarrar' a Cristo, para caminhar com Ele e descobrir a verdadeira felicidade". É isto então que o Papa, a partir do Evangelho, pede aos jovens que nesta semana desejam fazer um caminho interior:

Tenham a coragem de viver sua juventude, confiando-se ao Senhor e partindo com Ele. Deixai-vos conquistar por seu olhar amoroso que nos liberta da sedução dos ídolos, das falsas riquezas que prometem vida mas trazem a morte. Não tenham medo de acolher a Palavra de Cristo e de aceitar seu chamado. Não desanimem como o jovem rico do Evangelho; em vez disso, fixem o olhar em Maria, o grande modelo da imitação de Cristo, e confiem-se a Ela que, com seu "eis-me aqui", respondeu sem reservas ao chamado do Senhor.

Maria modelo para a vida de todos nós

Que Maria, a cuja materna intercessão o Papa confia os jovens presentes ao Festival, seja a fonte da "força" à qual nos inspiramos para dizer nosso "eis-me aqui", mas também um modelo para "levar Cristo ao mundo" e para "transformar nossas vidas em um dom para os outros". Como Ela, esforcemo-nos, pede o Papa, para estar atentos aos outros e descobrir na vontade de Deus "nossa alegria", acolhendo-a mesmo que não seja fácil, mas na certeza de que "ela nos faz felizes".

Sim, a alegria do Evangelho enche o coração e toda a vida dos que encontram Jesus". Aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo a alegria sempre nasce e renasce.

extraído de : https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-08/papa-francisco-jovens-medjugorje-mensagem-cristo.html

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2º Domingo de Agosto - Dia dos Pais

Ser pai não é apenas gerar vidas. Ser pai é muito mais, é estar ali, presente, marcando todos os momentos e contribuindo para a alegria da família.

Ser pai é participar, regando com carinho, amor e atenção, o fruto novo que necessita de cuidados para que possa se desenvolver e crescer saudável.

Ser pai é acompanhar todos os passos do filho, oferecendo, além de carinho e amor, segurança, bem-estar, educação e lazer.

Ser pai é conduzir o filho pelas veredas da vida, apontando o que é bom e o que é ruim. Ensinando que a vida é tão boa de se viver, e que cabe a nós dar rumo certo a ela.

Ser pai é promover o ensinamento e a educação da fé, mostrando a bondade e o amor de Deus para com a humanidade e que podemos e devemos imita-lo, sendo seus seguidores e promotores da paz.

Ser pai é ser amigo, companheiro, compreensivo e confidente, é saber escutar com o coração aberto. É estender a mão, não só na alegria, mas, principalmente nas adversidades.

Ser pai é carregar o filho no colo, brincar, correr, pular. É encher de alegria o pequenino ser. É também corrigir, sem, contudo, ofender a integridade física, fazendo com que o filho aprenda a ter respeito e não medo.

Ser pai é amar de corpo e alma, assim como Deus ama a cada um de nós, seus filhos.

Ser pai é enxergar no sorriso do filho, uma bênção de Deus e a alegria da vida. Ser pai é saber, juntamente com o filho, pintar a vida com as cores da felicidade.

Ser pai é entender a criação como obra-prima de Deus e um presente Dele para conosco.

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Dia do Diácono - 10/08

No dia 10 de agosto a Igreja comemora o ‘dia do diácono’, na festa de São Lourenço, diácono e mártir, que é o patrono dos diáconos.

O diácono é uma vocação ministerial para o serviço, seu nome vem do termo ‘diaconia’ que significa serviço. O ministério diaconal possui três dimensões: o serviço da Palavra de Deus, o serviço da Caridade e o serviço da Liturgia. O ministério diaconal vem crescendo nas comunidades à medida que é compreendido o seu valor e contribuição para uma Igreja cada vez mais servidora. O Documento de Puebla manifesta a missão confiada aos diáconos.

“O diácono, colaborador do bispo e do presbítero, recebe uma graça sacramental própria. O carisma do diácono, sinal sacramental de Cristo-Servo, tem grande eficácia para a realização de uma Igreja servidora e pobre, que exerce sua função missionária com vistas à libertação integral do homem” (Puebla, 697). Os diáconos podem ser transitórios ou permanentes. O diaconato transitório é o primeiro grau do Sacramento da Ordem.

Os diáconos transitórios permanecem por um período específico até completar sua formação e serem ordenados sacerdotes. O diácono permanente é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos.

O diácono  realiza atividades essenciais para a vida da Igreja. Eles podem administrar sacramentos (Batismo, Matrimônio e Eucaristia) e colaborar nas funções litúrgicas, como servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar os fiéis para o abraço da paz e fazer a despedida da missa.

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Dia do Padre - 04/08

A Igreja celebra no dia 04 de agosto, o Dia do Padre, data da Festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. Estes homens humildes e perseverantes deixaram suas casas e famílias para atenderam ao chamado de Deus, servindo-O na comunidade.

O Padre entende, desde muito cedo, o chamado para ser um servo de Deus, um “pai” espiritual do povo, que leva o Evangelho e o Amor de nosso Pai lá no Céu ao coração de cada pessoa. Essa não é uma missão fácil, pois o Padre é um ser humano e está sujeito a tentações, fraquezas, emoções e sentimentos. Mas toda a força, carinho e orações que a comunidade possa dar ao sacerdote é a certeza e a prova da graça divina na vida e na missão dele aqui no mundo.

É alguém escolhido por Deus, dentro de uma comunidade, no seio de uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade. Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus para todos.

O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio. O padre alimenta seus fiéis por esse sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho

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Mês Vocacional

Nossa Igreja comemora no mês de agosto o mês das vocações, dedicando cada domingo a uma vocação específica.

1º domingo: é comemorado o dia do padre.

2º domingo: dia dos pais (celebra-se o dia daqueles chamados a vida matrimonial, logo a gerarem novas vidas para Deus, aqueles que são chamados a serem co criadores de Deus)

3º domingo: em virtude da comemoração da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, é destacada a vocação religiosa feminina e masculina

4º domingo: o apostolado leigo, e os catequistas.

O catequista é sempre comemorado no último domingo do mês, portanto quando no mês tem 5 domingos ele é transferido para este.

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo. (cf. Mc 2, 14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, co

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Buscar Deus por amor e não por interesse, exorta Papa Francisco

Na manhã deste domingo, 1, o Papa Francisco fez a sua tradicional reflexão antes de rezar o Angelus. A oração foi proferida junto aos fiéis reunidos na Praça São Pedro no Vaticano. A narrativa do Evangelho de João da liturgia deste XVIII Domingo do Tempo Comum, em que Jesus é destacado como o Pão da vida, foi o centro da meditação do Pontífice.

O Santo Padre exortou homens e mulheres a buscar uma relação com Deus sem interesse. A busca deve ser por uma relação que “vá além das lógicas do interesse e do cálculo”. Ter com Ele uma relação de amor é o que pede Francisco.

O Papa apontou que no centro de uma fé imatura não existe Deus, mas apenas necessidades particulares. Assim, defendeu que para viver uma relação de amor verdadeiro com o Senhor é preciso interrogar-se sobre os motivos pelo qual O buscamos. O objetivo é fugir da tentação idolátrica que leva a buscá-Lo apenas para o “próprio uso e consumo”, e depois de satisfeitos, “nos esquecemos dele”.

Não ter uma fé superficial e miraculosa

Dirigindo-se aos fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, Francisco comentou que as pessoas que haviam testemunhado a multiplicação dos pães não haviam compreendido o significado do gesto, “se restringiram ao milagre externo e ao pão material.”

Neste sentido, o Santo Padre questionou: “Por que buscamos o Senhor? Por que eu busco o Senhor? Quais são as motivações da minha fé, da nossa fé?”. “Temos necessidade de discernir isso, porque entre as tantas tentações que temos na vida, entre as tantas tentações há uma que poderíamos chamar de tentação idolátrica. É aquela que nos leva a buscar a Deus para nosso próprio uso e consumo, para resolver os problemas, para obter, graças a Ele, o que não conseguimos obter sozinhos, por interesse.”

O Santo Padre prosseguiu observando que a fé permanece superficial e miraculosa. “Buscamos a Deus para matar nossa fome e depois quando estamos satisfeitos nos esquecemos dele”. “No centro desta fé imatura não existe Deus, estão as nossas necessidades.  Penso nos nossos interesses, tantas coisas… É justo apresentar ao coração de Deus as nossas necessidades, mas o Senhor, que age bem além das nossas expectativas, deseja viver conosco sobretudo uma relação de amor. E o amor verdadeiro é desinteressado, é gratuito: não se ama para receber um favor em troca. Isso é interesse, e tantas vezes na vida nós somos interesseiros!”

Purificar a busca por Deus

Mas vem então um segundo questionamento: “Mas como fazer para purificar a nossa busca por Deus? Como passar de uma fé mágica, que só pensa nas próprias necessidades, para uma fé que agrada a Deus?”.

Segundo o Pontífice, o próprio Jesus que responde, afirmando que “a obra de Deus é acolher Aquele que o Pai enviou, ou seja, Ele mesmo, Jesus”:

“Não é acrescentar práticas religiosas ou observar especiais preceitos; é acolher Jesus, é acolhê-Lo na vida, é viver uma história de amor com Ele. Será Ele quem purificará a nossa fé. Sozinhos, não somos capazes. Mas o Senhor deseja uma relação de amor conosco: antes das coisas que recebemos e fazemos, existe Ele a ser amado. Existe uma relação com Ele que vai além das lógicas do interesse e do cálculo”.

Não usar Deus nem as pessoas

Isso, disse Francisco, vale não só em relação a Deus, mas também nas relações humanas e sociais: “Quando buscamos sobretudo a satisfação das nossas necessidades, corremos o risco de usar as pessoas e de instrumentalizar as situações para os nossos objetivos”. 

“Quantas vezes ouvimos sobre uma pessoa: ‘Mas ele usa as pessoas e depois se esquece’. Usar as pessoas em proveito próprio, é feio isso! E uma sociedade que coloca no centro os interesses em vez das pessoas, é uma sociedade que não gera vida. O convite do Evangelho é este: em vez de nos preocuparmos apenas com o pão material que nos alimenta, acolhamos Jesus como o pão da vida e, a partir da amizade com Ele, aprendamos a amar-nos uns aos outros. Com gratuidade e sem cálculos.  Amor gratuito e sem cálculos, sem usar as pessoas, com gratuidade, com generosidade, com magnanimidade”.

Por fim, o Papa rogou à Virgem Santa, Aquela que viveu a mais bela história de amor com Deus, para que conceda a todos a graça de se abrirem ao encontro com o seu Filho.

Extraído de: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/buscar-deus-por-amor-e-nao-por-interesse-exorta-papa-francisco/

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Diocese de Votuporanga completou 5 anos de criação

Há cinco anos atrás, no dia 20 de julho de 2020, o Papa Francisco dava um presente à região noroeste paulista criando a Diocese de Votuporanga e nomeando seu primeiro bispo, Dom Moacir Aparecido de Freitas, até então sacerdote da Diocese de São Carlos. A Diocese de Votuporanga foi desmembrada das Dioceses de São José do Rio Preto e de Jales e é sufragânea da Arquidiocese de Ribeirão Preto e faz parte do Regional Sul 1 da CNBB.

A diocese foi instalada no dia 22 de outubro, data também da posse do primeiro bispo. Com a criação da nova diocese a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida tornou-se Catedral.

A diocese é composta por 28 paróquias localizadas em 25 municípios: Álvares Florence, Américo de Campos, Buritama, Cardoso, Cosmorama, Floreal, Gastão Vidigal, Lourdes, Macaubal, Magda, Monções, Nhandeara, Nova Luzitânia, Parisi, Paulo de Faria, Planalto, Pontes Gestal, Riolândia, Sebastianópolis do Sul, Tanabi, Turiúba, União Paulista, Valentim Gentil, Votuporanga e Zacarias. Para facilitar o trabalho pastoral, a diocese foi dividida em 5 regiões pastorais: Nhandeara, Buritama, Votuporanga, Cosmorama e Riolândia. Nossa diocese abrange uma superfície de 7.694 Km² e segundo o censo de 2010, a população da nova diocese é de 237.380 habitantes.

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No Angelus, Papa destaca poder do serviço e da gratuidade

A importância do amor, do serviço, da gratuidade. Essas foram três palavras de destaque no Angelus deste domingo, 25, com o Papa Francisco. O Santo Padre rezou a oração da janela do apartamento pontifício com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Em sua reflexão antes da oração, Francisco recordou o Evangelho de hoje. A passagem narra o famoso episódio da multiplicação dos pães e peixes. Jesus alimentou cerca de cinco mil pessoas que foram ouvi-lo.

O Papa explicou que Jesus não cria os pães nem os peixes do nada, mas age a partir do que os discípulos lhe trazem. Entre eles havia um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. “Mas o que é isso para tanta gente?”, questionam os discípulos. “É pouco, não é nada, mas é o suficiente para Jesus”, disse o Pontífice.

Francisco, então, analisou a situação do ponto de vista do menino. Os discípulos lhe pediram para partilhar tudo o que ele tinha para comer. Pode parecer ilógico tirar de uma pessoa o que não é suficiente para todos. Mas para Deus não é. E graças a esse dom gratuito – e portanto heroico – frisou o Papa, Jesus pôde alimentar a todos. “Este é um grande ensinamento para nós. Ele nos diz que o Senhor pode fazer muito com o pouco que colocamos à sua disposição”.

O Papa convidou os fiéis a se perguntarem o que levam para Jesus hoje. E frisou que Ele pode fazer muito com uma oração, um gesto de caridade e até mesmo com a miséria humana. “Deus ama agir assim: Ele faz grandes coisas a partir de coisas pequenas e gratuitas”, sublinhou.

Lógica da pequenez e do dom

O Pontífice recordou ainda que todos os grandes protagonistas da Bíblia, de Abraão a Maria, e também o menino citado no Evangelho de hoje, mostram esta lógica da pequenez e do dom.

A lógica do dom é muito diferente da lógica humana, ressaltou o Papa. Ao passo que os seres humanos buscam acumular e aumentar o que têm, Jesus pede para doar e diminuir.

“Nós queremos multiplicar para nós. Jesus aprecia quando dividimos com os outros, quando partilhamos. É curioso que, nos relatos da multiplicação dos pães presentes nos Evangelhos, o verbo “multiplicar” nunca aparece. Pelo contrário, os verbos usados são de sinal oposto: “partir”, “dar”, “distribuir”. O verdadeiro milagre, diz Jesus, não é a multiplicação que produz glória e poder, mas a divisão, a partilha, que aumenta o amor e permite que Deus realize maravilhas”.

Trazendo para os dias de hoje, o Papa pontuou que a multiplicação de bens não resolve os problemas sem uma partilha justa. Ele citou, por exemplo, a tragédia da fome que afeta particularmente as crianças. Cerca de sete mil crianças abaixo de cinco anos morrem por causa da desnutrição, porque não têm o necessário para viver.

“Diante de escândalos como estes, Jesus também nos faz um convite, um convite semelhante ao que provavelmente recebeu o menino do Evangelho, que não tem nome e no qual todos nós podemos nos ver: “Coragem, doa o pouco que tem, os seus talentos e seus bens, coloque-os à disposição de Jesus e dos irmãos. Não tenha medo, nada será perdido, porque se você partilha, Deus multiplica. Expulse a falsa modéstia de se sentir inadequado, confie. Acredite no amor, no poder do serviço, na força da gratuidade”.

O Papa concluiu a reflexão pedindo a intercessão da Virgem Maria. “Ajude-nos a abrir o coração para os convites do Senhor e para as necessidades dos outros”.

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Papa: cuidemos dos avós e idosos, eles não são sobras de vida

Cuidar dos avós e dos idosos, pois eles não são sobras de vida. Esse é o pedido do Papa Francisco em sua homilia para o I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, celebrado neste domingo, 25.

Devido à recente cirurgia no cólon, o Papa não presidiu a Missa. Quem o representou na celebração foi o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, que leu a homilia preparada por Francisco.

O Evangelho que narra a multiplicação dos pães e dos peixes norteou a homilia do Santo Padre. Francisco se concentrou em três momentos desse episódio, resumidos em três verbos: ver, partilhar e guardar.

O olhar que se dirige aos avós

O primeiro verbo é o “ver”. Jesus levanta os olhos e vê a multidão com fome depois de ter caminhado tanto para encontra-Lo. Francisco ressaltou que o milagre começa justamente com esse olhar de Jesus, que não foi indiferente nem apressado. Jesus se preocupa com os homens, cuida deles, tem um olhar contemplativo. Assim também é o olhar que os avós e os idosos tiveram sobre a nossa vida.

“Foi o modo como cuidaram de nós, desde a nossa infância. Depois de uma vida feita muitas vezes de sacrifícios, não se mostraram indiferentes conosco. Tiveram olhos atentos, cheios de ternura”.

Francisco questionou, então, qual é o olhar que se tem hoje para os avós e os idosos. “Sofro quando vejo uma sociedade que corre, apressada e indiferente, ocupada com tantas coisas e incapaz de parar para dar um olhar, uma saudação, uma carícia”.

O Pontífice acrescentou: “Tenho medo duma sociedade onde todos formamos uma multidão anônima e já não somos capazes de erguer os olhos e reconhecer-nos. Os avós, que alimentaram a nossa vida, hoje têm fome de nós: da nossa atenção, da nossa ternura; de sentir-nos perto deles. Ergamos o olhar para eles, como Jesus faz conosco”.

Partilha: jovens e idosos juntos

Sobre o verbo partilhar, o Papa destacou que o milagre da multiplicação ocorreu graças ao dom de um jovem, que ofereceu seus cinco pães e dois peixes.

“Hoje há necessidade de uma nova aliança entre jovens e idosos, necessidade de partilhar o tesouro comum da vida, sonhar juntos, superar os conflitos entre as gerações para preparar o futuro de todos”.

Francisco ressaltou que, sem esta aliança, corre-se o risco de morrer de fome, porque aumentam os laços desfeitos, as solidões, os egoísmos e as forças desagregadoras. “Frequentemente, na nossa sociedade, deixamos a vida guiar-se por esta ideia: ‘cada um pensa por si’. Mas isto mata! O Evangelho nos exorta a partilhar o que somos e temos: só assim poderemos ser saciados”.

“Jovens e idosos, o tesouro da tradição e o frescor do Espírito. Jovens e idosos juntos. Na sociedade e na Igreja: juntos”.

Cuidar dos avós e dos idosos

O terceiro verbo é o “guardar”. O Papa explicou que, depois que todos comeram, Jesus recomendou que recolhessem e guardassem o que sobrou, para que nada fosse perdido.

Francisco destacou que, aos olhos de Deus, nada deve ser descartado e mais ainda: ninguém deve ser descartado. É um convite profético: recolher, conservar cuidadosamente, guardar.

“Os avós e os idosos não são sobras de vida, desperdícios para jogar fora. São aqueles preciosos pedaços de pão deixados na mesa da nossa vida, que ainda podem nos nutrir com uma fragrância que perdemos, ‘a fragrância da misericórdia e da memória’”.

Os avós e idosos guardaram todo o nosso caminho de crescimento, agora é a nossa vez de guardar a vida deles, sem deixá-los sozinhos, pediu o Papa. Os idosos são pão que nutre a vida, acrescentou Francisco, e é preciso ser grato a eles por tudo o que fizeram.

“Por favor, não nos esqueçamos deles. Aliemo-nos com eles. Aprendamos a parar, a reconhecê-los, a ouvi-los. Nunca os descartemos. Guardemo-los amorosamente. E aprendamos a partilhar tempo com eles. Sairemos melhores”.

Sobre a data

O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos foi anunciado pelo Papa Francisco em 31 de janeiro deste ano. A data será celebrada anualmente, a partir de 2021, no quarto domingo de julho, próximo à festa dos Santos Joaquim e Ana, avós de Jesus.

O tema escolhido para este ano foi: “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28,20).

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Falece o Diácono José Roberto de França, mais uma vítima da Covid-19

A Igreja Diocesana de Votuporanga lamenta profundamente o falecimento de mais um integrante de seu clero: o querido diácono permanente José Roberto de França da Paróquia Santa Luzia de Votuporanga. O querido diácono faleceu no início da tarde deste sábado, 10 de julho, aos 65 anos. José Roberto estava internado desde o último sábado, 03, no Hospital Unimed de Votuporanga, chegando já em estado grave, sendo entubado e infelizmente não resistiu às complicações desta doença.

Infelizmente essa foi a segunda perda de um membro do clero diocesano de Votuporanga em menos de um mês. No último dia 18 de junho, o Padre Joaquim Tadeu Ferraz Andrade da Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima de Votuporanga faleceu também vítima de Covid-19.

Carismático, acolhedor, humilde e um grande devoto de Nossa Senhora, o Diácono José Roberto era querido por toda a comunidade diocesana. Nascido em 01 de dezembro de 1956, ele completaria no próximo mês de setembro 12 anos de Ordenação Diaconal. Atualmente ele atuava como Assessor Diocesano da Legião de Maria e Notário da Câmara Eclesiástica, além de servir a comunidade diocesana, em especial a Paróquia Santa Luzia de Votuporanga.

José Roberto sentiu a vocação ao serviço ao Reino de Deus em sua juventude e aspirava iniciar os estudos no seminário, porém devido ao falecimento de seu pai ainda jovem, necessitou adiar esse sonho para poder ajudar no sustento da família por ser o irmão mais velho.

A não ida para o seminário não o impediu de viver ativamente da comunidade católica de Votuporanga. José Roberto participou de diversas pastorais, movimentos e ministérios da Igreja, como Legião de Maria, Ministros de Eucaristia, Pastoral das Exéquias, entre outros, nas Paróquias Nossa Senhora Aparecida e Santa Luzia, ambas em Votuporanga

Já aposentado pela CESP, José Roberto acolheu novamente o chamado de Deus e iniciou os estudos para o Diaconato Permanente, tendo participado da  1ª turma da Escola Diaconal Santo Estevão da Diocese de São José do Rio Preto. José Roberto recebeu os Ministérios do Leitorato e Acolitato no dia 18 de dezembro de 2008 na Sé Catedral de São José em Rio Preto e foi ordenado Diácono Permanente no dia 04 de setembro de 2009 na então Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga por imposição das mãos de Dom Paulo Mendes Peixoto juntamente com os demais votuporanguenses Lécio de Almeida Alves, Nilton Leme do Prado e Valdmir Massao Okamoto (in memorian).

A Diocese de Votuporanga agradece a Deus pelos quase 12 anos de ministério diaconal do Diácono José Roberto, período em que ele viveu com amor e dedicação sua missão e confiamos à Divina Misericórdia e a Maria, a Mãe da Misericórdia, a alma do querido diácono.

A Igreja Diocesana está em oração e comunhão com a Comunidade Paroquial Santa Luzia de Votuporanga que acolheu o Diácono José Roberto nos últimos anos e a todos os seus familiares e amigos.

Que a alma do Diácono José Roberto e de todos os fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descanse em paz!

 

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Missas do horário noturno voltaram a ser celebradas às 19h


Com o término do lockdown noturno após as 19h, desde a última segunda-feira,05 de julho,  as Missas da Catedral Nossa Senhora Aparecida celebradas voltaram a ser celebradas às 19h. As demais celebrações continuam nos horários de costume: quarta-eira às 15h e aos domingos às 7h30 e 10h. 

Durante 15 dias, de 21/06 a 04/07, o horário das celebrações do horário foram celebradas às 17h30 devido ao lockdown noturno das 19h às 5h.

Para aqueles que não podem participar presencialmente, as Missas continuarão sendo transmitidas pelos meios de comunicação.Todas as celebrações são transmitidas ao vivo pelo facebook da paróquia (www.facebook.com/catedraldevotuporanga), além da transmissão da Missa de quarta-feira às 15h que é transmitida pela rádio 87,9 FM e aos domingos, às 7h30, além do facebook, os católicos podem assistir na TV Unifev a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas ou ouvir na rádio 87,9 FM.

Ainda pela internet, os católicos têm acesso a Palavra do Dia e a reflexão feita pelo padre Gilmar Margotto. O conteúdo é compartilhado no youtube da paróquia. Outro canal de comunicação é a rádio Clube FM, que também transmite a homilia diária em sua programação. 

Horários de Missas na Catedral 

Segunda-feira - Missa às 19h

Terça-feira - Missa às 19h

Quarta-feira - Missas às 15h e 19h

Quinta-feira - Missa às 19h

Sexta-feira - Missa às 19h

Sábado - Missa às 19h

Domingo - Missas às 7h30, 10h e 19h

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Nota da CNBB diante do atual momento brasileiro

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota nesta sexta-feira, 9 de julho, sobre o momento atual da conjuntura brasileira. No documento, a instituição reafirma, por meio de sua presidência, a necessidade de “defender as vidas ameaçadas, os direitos respeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade”.

Na avaliação da CNBB, a sociedade democrática brasileira está atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. “A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19”, diz um trecho da nota.

A CNBB, na nota, “apoia e conclama as instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos”.

Confira, abaixo, a íntegra do documento :

Nota da CNBB
diante do atual momento brasileiro

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB levanta sua voz neste momento,
mais uma vez, para defender vidas ameaçadas, direitos desrespeitados e para apoiar a
restauração da justiça, fazendo valer a verdade. A sociedade democrática brasileira está
atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. A gravidade deste momento
exige de todos coragem, sensatez e pronta correção de rumos.

A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de
prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19. “Ao abdicarem da ética
e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um
cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque.” 1 Apoiamos e conclamamos às
instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem
procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com
consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos
descompassos.

Brasília, 9 de julho de 2021

D. Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte, MG
Presidente
D. Jaime Spengle

 

Veja a nota oficial

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500 mil mortes no Brasil: Toda vida Importa

Infelizmente chegamos na triste marca de 500 mil mortes por conta da Pandemia da Covid-19! Esse vírus que assola o mundo há aproximadamente dois anos e que já levou tantas pessoas queridas do nosso convívio. Quantos de nós não conhece alguém que contraiu o vírus, ele está cada vez mais perto de nós. Alguns contraem o vírus e graças a Deus ficam bem, outros infelizmente não tem a mesma sorte.

Esse vírus que veio para ser um alerta para nós, para mudarmos as nossas atitudes conosco mesmo e com o próximo e veio nos ensinar a viver um novo normal e que a humanidade pudesse ao menos mudar um pouco as suas atitudes, mas esse vírus está demorando para ir embora e mesmo assim a humanidade parece não ter aprendido muita coisa.

As vacinas estão aí, mas infelizmente as pessoas tomam a vacina e acham que já estão totalmente imunizadas contra o vírus e acabam saindo pelas ruas sem máscara e não tomam mais o cuidado devido. Pelo contrário, mesmo tomando o imunizante devemos manter os cuidados, sobretudo usando a máscara e protegendo a nós e os outros. Segundo a OMS (organização mundial da saúde), teremos ainda que usar a máscara por um bom tempo.

Muitas pessoas ao final de 2020 esperavam um 2021 melhor e a erradicação do corona vírus, mas infelizmente o 2021 está bem parecido com 2020 e a pandemia está ai a todo vapor. Rezemos para que tão logo a vacina possa chegar ao braço de todos os brasileiros e mantendo todos os cuidados, mesmo após a vacinação poderemos ter um 2022 melhor, voltando a vida normal. Dessa forma reduziremos o número de mortes que infelizmente chegamos aos 500 mil e que não cheguemos ao número de um milhão de mortes.

A Igreja tem buscado fazer a sua parte, os padres nas paróquias, os bispos em suas dioceses e o Papa Francisco tem alertado as pessoas quanto ao cuidado com o corona vírus e a importância do uso de máscara. De igual modo a Igreja tem rezado por todas as vítimas do corona vírus no mundo e rezado para que suas famílias sejam confortadas pela fé que vem de Deus.

A Igreja no Brasil inclusive por meio da CNBB (Conferência nacional dos Bispos do Brasil), lançou uma campanha “Toda vida importa” e uma mobilização de oração pelos 500 mil mortos da pandemia. É um momento em que o país inteiro se encontra de luto e se solidariza com as vítimas e os familiares das vítimas da pandemia da covid-19. Ninguém imaginava quando essa pandemia começou que pudéssemos chegar a esse número tão expressivo de mortes, mas infelizmente chegamos e cabe a nós estarmos unidos em oração com toda essa situação que o nosso país e o mundo se encontram.

A CNBB (Conferência nacional dos Bispos do Brasil), preparou uma programação neste sábado, dia 19 de Junho. Eu mesmo celebrei de manhã nessa intenção e foi o tema do ângelus em nosso sistema de comunicação. Estivemos transmitindo os atos da CNBB e divulgamos a oração pelos nossos meios de comunicação e enviamos para que todas as paróquias rezassem neste final de semana. Recomendei às paróquias para que neste sábado, as 15 horas tocassem os sinos, em memória das vítimas e uma maneira de demonstrar apoio e solidariedade com as vítimas.

Para essa iniciativa do dia de hoje a CNBB preparou cards que foram compartilhados nas redes sociais e que podemos compartilhar, para demonstrar apoio para com aqueles que faleceram e seus familiares. A cada cartaz que compartilharmos podemos rezar uma Ave Maria, em memória das vítimas, não compartilhemos simplesmente porque todos estão fazendo, mas compartilhemos no intuito de rezar por essas vítimas.

A razão dessa iniciativa da CNBB é que todas as pessoas se solidarizem, criar no ser humano um “espírito de solidariedade” para que possamos tornar o nosso país um pouco melhor. Dom Joel Portela Amado que é bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário geral da CNBB acredita que todas as pessoas, de algum modo, têm o mínimo de sensibilidade em seu coração e devem parar nesse momento e refletir. “É um número simbólico, meio milhão de pessoas é muita gente” (afirma dom Joel).

Dom Joel Portela Amado destaca ainda que esse espírito de oração deve perdurar ao longo dessa semana inteira e que representa um gesto de estar junto ao povo brasileiro e solidariedade com todas as vítimas da covid -19. É um momento em que todos nós devemos nos mobilizar, seja os crentes ou não. Devemos sempre acreditar na vida.

Que possamos trazer em nosso coração esse sentimento de oração e solidariedade por todas as vítimas da Covid-19 e seus familiares e que ao longo de toda essa semana possamos trazer em nosso coração essa frase: “Toda a vida importa”. Rezemos e nos cuidemos uns dos outros, para que não cheguemos ao número de um milhão de mortos.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-06/dom-orani-brail-500-mil-mortes-covid.html

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Missas do horário noturno serão celebradas às 17h30 a partir de 21/06

Com o novo lockdown noturno entre às 19h e 05h editado pela Prefeitura Municipal, a partir desta segunda-feira, 21, às Missas da Catedral Nossa Senhora Aparecida celebradas anteriormente às 19h terão início às 17h30. As demais celebrações continuam nos horários de costume: quarta-feira às 15h e aos domingos às 7h30 e 10h. A medida será válida até o dia 04 de julho.

Para aqueles que não puderem participar presencialmente, as Missas continuarão sendo transmitidas pelos meios de comunicação.Todas as celebrações são transmitidas ao vivo pelo facebook da paróquia (www.facebook.com/catedraldevotuporanga), além da transmissão da Missa de quarta-feira às 15h que é transmitida pela rádio 87,9 FM e aos domingos, às 7h30, além do facebook, os católicos podem assistir na TV Unifev a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas ou ouvir na rádio 87,9 FM.

Ainda pela internet, os católicos têm acesso a Palavra do Dia e a reflexão feita pelo padre Gilmar Margotto. O conteúdo é compartilhado no youtube da paróquia. Outro canal de comunicação é a rádio Clube FM, que também transmite a homilia diária em sua programação. 

Horários de Missas na Catedral - 21/06 a 04/07

Segunda-feira - Missa às 17h30

Terça-feira - Missa às 17h30

Quarta-feira - Missas às 15h e 17h30

Quinta-feira - Missa às 17h30

Sexta-feira - Missa às 17h30

Sábado - Missa às 17h30

Domingo - Missas às 7h30, 10h e 17h30

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Meio milhão de vidas perdidas

A CNBB, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, escreveram uma carta em que prestam solidariedade às milhares de famílias afetadas pela perda de entes queridos pela Covid-19.

As entidades também manifestaram indignação pelas manifestações contrárias às medidas recomendadas por organismos sanitários no cuidado e na promoção da vida. Por fim, ainda destacaram a importância do trabalho da CPI da Pandemia, instalada no Congresso Nacional, para investigar as ações da gestão pública diante da crise da pandemia.

As seis entidades signatárias dessa carta se sensibilizaram com a situação provocada pela pandemia e se uniram desde abril do ano passado, quando lançaram o Pacto Pela Vida e Pelo Brasil, endossado por organizações e pessoas de todo o país. Naquela época, logo no início da pandemia, as entidades perceberam que eram necessárias medidas firmes, guiadas pela ciência, para conter o seu alastramento. Previa-se que a crise sanitária atingiria de forma desigual a população brasileira, afetando particularmente os mais vulneráveis.

MEIO MILHÃO DE VIDAS PERDIDAS

Em sete de abril de 2020, Dia Mundial da Saúde, as seis entidades signatárias desta carta manifestaram-se diante da expansão da Covid-19, lançando o Pacto Pela Vida e Pelo Brasil, endossado por organizações e pessoas de todo o país. Sinais indicavam se tratar de um vírus de alta transmissão, com impactos graves sobre o organismo humano, pedindo medidas firmes, guiadas pela ciência, para conter o seu alastramento. Previa-se que a crise sanitária atingiria de forma desigual a população brasileira, afetando particularmente os mais vulneráveis.

O Brasil contava, então, com 688 óbitos pelo coronavírus. Hoje, passado pouco mais de um ano, são 500 mil óbitos, meio milhão de vidas perdidas. O equivalente a duas vezes e meia o número de mortos pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

Uma palavra de esperança sempre será necessária para confortar as milhares de famílias afetadas pela perda de entes queridos. A todas, nosso sentimento e nossa solidariedade. Contudo, continua causando estranheza, e também indignação, as manifestações contrárias às medidas recomendadas por organismos sanitários, no cuidado e na promoção da vida humana.

É incompreensível, especialmente por parte do Presidente da República, no exercício de suas atribuições constitucionais, a promoção de aglomerações com objetivos ideológico-políticos, estimulando comportamentos sociais com risco epidemiológico. Tais atitudes são um atentado contra a vida e contra os valores democráticos.

Manifestações de autoridades promovendo o uso de medicação sem eficácia no combate ao vírus, o descrédito propagado em torno da ciência, a omissão em relação às vacinas, a multiplicação de fake news, a desorientação sanitária e a falta de coordenação nacional no enfrentamento da pandemia cooperaram para que o número de doentes e mortos alcançasse níveis exorbitantes.

Pertinente e indispensável é a CPI instalada no Senado Federal, que se debruça sobre um mar de informações, convergindo para uma certeza: negacionismo mata. Desejamos que a CPI, ao concluir seus trabalhos, elucide a verdade dos fatos para os brasileiros, podendo abrir um novo capítulo em nossa história democrática.

Importante ressaltar que a falsa oposição entre salvar vidas e salvar a economia, que ainda alimenta o discurso oficial, revela a estratégia de quem não faz nem uma coisa nem outra. A população sofre com a falta de vacinas, cuja compra foi sistematicamente negligenciada por órgãos oficiais, assim como sofre pela falta de trabalho e de perspectivas. A concentração de renda, uma das maiores do mundo, segue seu curso, enquanto a fome se instala em milhões de lares. E o necessário auxílio emergencial, que deveria continuar a ser de R$ 600, serve como paliativo, jamais como solução.

O Estado democrático de direito, com amplo respeito às instituições, promove o convívio social pacífico, estimulando o entendimento e a disposição para a construção de uma nação mais justa e fraterna. Porém, não é nessa direção que caminham alguns setores da sociedade e parcela dos governantes. O vazio de políticas públicas, ao lado das políticas da desconstrução, não só no âmbito da saúde, mas em educação, cultura, meio ambiente, moradia, emprego, geração de renda, apoio à ciência e inovação, revela a sociedade que se sente confusa, abandonada e adoecida.

Expressamos aqui a nossa solidariedade, com uma palavra de conforto. Se, por um lado, a morte de tantos requer o silêncio respeitoso e as preces dos que têm fé, de outro lado, conclamamos mais uma vez a união nacional em defesa da vida e da democracia no Brasil. Dias melhores virão. Seja esta a bandeira de um novo tempo. Vidas perdidas não serão esquecidas.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB

José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC

Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Fonte: https://www.cnbb.org.br/meio-milhao-de-vidas-perdidas-entidades-do-pacto-pela-vida-e-pelo-brasil-se-manifestam-diante-do-numero-de-mortes-pela-covid-19-no-pais/

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Conselho Permanente da CNBB envia carta ao Congresso

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido nos dias 16 e 17 de junho, de forma online, preparou e enviou uma carta ao Congresso Nacional, mediante os graves retrocessos na pauta agrária e socioambiental.

Confira a carta na íntegra: 

CARTA AO CONGRESSO BRASILEIRO MEDIANTE OS GRAVES RETROCESSOS NA PAUTA AGRÁRIA E SOCIOAMBIENTAL

“Quando algumas empresas sedentas de lucro fácil se apropriam dos terrenos, chegando a privatizar até a água potável, ou quando as autoridades deixam o caminho livre a madeireiros, a projetos minerários ou petrolíferos e outras atividades que devastam a floresta e contaminam o ambiente, transformam-se indevidamente as relações econômicas e tornam-se um instrumento que mata.”

(Papa Francisco – Querida Amazônia, 14)

Nós, do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante das discussões referentes aos projetos legislativos que tratam dos direitos constitucionais dos povos da terra, das águas e das florestas no Congresso Nacional, nos dirigimos aos senhores presidentes do Senado e da Câmara Federal, e aos demais membros dessas Casas, com a intenção de apresentar a nossa reflexão e solicitação.

Como a viúva, da parábola contada por Jesus (cf. Lc 18,1-8), pobre, mas firme na determinação por garantir seus direitos, que convenceu o juiz da cidade por meio de sua insistência, também nós, voltamos a reiterar o clamor pelos direitos das comunidades e da natureza, certos de que este pleito por justiça será escutado.

Os bispos da Amazônia já haviam externado a preocupação por meio da carta ao Excelentíssimo senhor presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no início do mês passado, sobre o conteúdo do PL nº 510/2021. O caráter de urgência atribuído aos Projetos de Leis que tocam a pauta ambiental e agrária intensifica nossa preocupação. Em verdade, todos esses PLs são oriundos da mesma fonte: a MP nº 910/2019, a qual já havia sido denunciada como nociva aos povos, pelos bispos da Amazônia, há exatamente um ano, em nota pública.

Nossa preocupação é com os riscos destes Projetos para as populações campesinas e tradicionais no atual contexto de perpetuação da Pandemia da Covid-19, bem como o tempo necessário para que um Projeto de Lei de tamanha consequência para o País sem uma ampla discussão com todos os setores da sociedade brasileira. Trata-se, em suma, de patrimônio público, de territórios de vida que poderão ser concedidos à iniciativa privada por meio dos respectivos Projetos de Leis. Defendemos que seus termos sejam de conhecimento e debate com o conjunto da sociedade brasileira como um todo, já que sua matéria envolve os direitos constitucionais das populações da terra, das águas e das floretas.

Se a MP nº 910/2019 havia sido obstada exatamente por se tratar de medida provisória, sem o necessário tempo para discussão com a sociedade brasileira, o PL nº2633/2020, em sendo conferido caráter de urgência na tramitação na Câmara dos Deputados, sujeita-se à mesma crítica que obstou a referida Medida Provisória, da qual é originário. Ainda mais porque a ele foi apensado o PL 1730/2021, que se trata de uma cópia do PL 510/2021 do Senado, considerado um dos mais preocupantes projetos de flexibilização da regularização fundiária no Brasil, conforme externamos em nossa carta aos senadores.

Como dito na mencionada carta dos bispos da Amazônia:

“A regularização fundiária no Brasil é extremamente relevante e requer a atenção da sociedade. Mas, numa situação de emergência como a que enfrentamos com a pandemia, não há urgência ou lacuna legal que justifique o retorno de um PLs sobre tema tão complexos, pois a legislação vigente (Lei 11.952/2009) já atende aos pequenos e médios produtores. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) são quase 200 mil posseiros que podem receber seu título de propriedade. O que falta, no entanto, é fortalecer a estrutura dos órgãos responsáveis para fazer valer a lei fundiária brasileira e as políticas públicas de incentivo à produção familiar. E para os que ocupam e produzem em terras públicas há décadas, a legislação atual já é suficiente.”

Assim,

  • Considerando que o caráter de urgência à tramitação do PL 2633/2020 e PL 1730/2021 retira a possibilidade de sua necessária ampla discussão com todos os setores da sociedade brasileira;
  • Considerando a necessidade de dar voz aos povos da terra e das florestas, sobretudo aos agricultores familiares e comunidades tradicionais que seriam afetados diretamente com os termos do Projeto de Lei 510/2021, no Senado Federal, e os Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021, na Câmara dos deputados, que objetivam instaurar novas regras para processos de regularização fundiária favorecendo a grilagem de terras no Brasil, como também o Projeto de Lei 490/2007, na Câmara dos Deputados, que visa restringir das demarcações de terras indígenas com base na tese do marco temporal;
  • Considerando que a pandemia prejudica o debate das populações vulneráveis mais afetadas sujeitos de direitos dos projetos de Leis em tramitação;
  • Considerando que a grilagem de terras públicas é responsável por 1/3 (um terço) do desmatamento no Brasil, além de ser promotora de violência no campo brasileiro;
  • Considerando que os Projetos de Leis atinentes à regularização fundiária flexibilizam procedimentos para a titulação de terras por meio da autodeclaração e dispensam a exigência de vistoria para a regularização dessas áreas;
  • Considerando que o crescimento do desmatamento ilegal na Amazônia precisa ser combatido de forma urgente e que o PL 2159/2021 no Senado Federal e o PL 2633/2020 na Câmara Federal podem ter como consequência o estímulo ao desmatamento;
  • Considerando que os Projetos de Leis em pauta possibilitam a titulação de terras com pendências ambientais e alvo de conflitos fundiários, o que favorece pessoas com maiores recursos financeiros em detrimento dos mais vulneráveis;
  • Considerando que o Projeto de Lei 510/2021 e o Projeto de Lei 2159/2021, no Senado Federal, e os Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021 e o Projeto de Lei 490/2007, na Câmara dos Deputados, tratam de patrimônio público que será entregue à iniciativa privada, com tamanho ataque aos biomas e aos seus respectivos povos, verdadeiros guardiões da natureza, sem audiências públicas;

Nós, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, conscientes de nossa missão de pastores comprometidos com a vida de todos os seres da Criação, respeitosamente, reivindicamos encarecidamente que se proceda a retirada do regime de urgência da tramitação dos Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021, na Câmara dos deputados, como também dos demais Projetos de Leis em tramitação supracitados (PL 510/2020 e PL 2159/2021 no Senado e PL 490/2020 na Câmara), e se favoreça um debate amplo a respeito da regularização fundiária e do licenciamento ambiental, e da preservação da vida das populações indígenas nos seus territórios, considerando, sobretudo, os pleitos apresentados na Carta dos Bispos da Amazônia, de maio deste ano.

Pedimos ao Deus da vida, que sempre nos acompanha e nos socorre, esteja conosco em mais esse momento de luta e na defesa intransigente da justiça e da vida dos nossos povos.

Brasília-DF, 17 de junho de 2021.

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/brasil/conselho-permanente-da-cnbb-envia-carta-ao-congresso/

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Dia do Refugiado: cardeal Tagle enfatiza o fim do tráfico humano

Em comemoração do Dia do Refugiado, celebrado no dia 20 de junho, e no contexto da Campanha Continental contra o Tráfico de Pessoas, o Celam, a Rede CLAMOR e a Caritas América Latina e Caribe, com o apoio da Caritas Brasileira, organizaram na sexta-feira, 18, um Seminário Continental de Incidência contra o Tráfico de Pessoas.

O evento virtual faz parte de uma série de atividades que procuram enfatizar o tema da incidência, uma dinâmica que está sendo promovida ao longo deste ano com a Campanha “A vida não é uma mercadoria, é tráfico humano“. O objetivo era gerar uma reflexão sobre o tráfico de pessoas a partir da realidade global e latino-americana, procurando ser um espaço de diálogo na região para os próximos meses, a fim de definir uma agenda comum que se adapte e reflita o trabalho que tem sido feito.

O presidente da Rede Clamor, Dom Juan Carlos Rodriguez Vega, dirigiu-se aos participantes do Seminário afirmando que “a Igreja tem a missão de evangelizar, e viver a caridade é uma forma concreta de pregar o Evangelho com caridade, pregando-o com obras, mais do que com palavras”. Para o arcebispo de Yucatán (México), “se queremos ir mais longe na caridade, temos de procurar influência política, de influenciar, de procurar maneiras de fazer mudanças políticas para que muitos irmãos refugiados possam se beneficiar”. A partir da ideia de que “a política é a forma mais elevada de caridade”, apelou a procurar essa política, “o verdadeiro bem comum, que atinge todas as pessoas, incluindo os nossos irmãos refugiados”.

John Aloysius destacou o trabalho da linha da frente da Rede CLAMOR para “proteger, acolher, promover a dignidade dos migrantes, deslocados e vítimas de tráfico humano e facilitar a sua integração”. Para o Secretário-Geral da Cáritas Internacional, no campo da incidência em tempos de Covid-19, o desafio é “como dar a conhecer o sofrimento e as vozes dos migrantes, como acompanhá-los com dignidade neste período de pandemia, e, finalmente, como parar o tráfico de seres humanos, promovendo ações alternativas que ajudem os potenciais migrantes a permanecer no país e a encontrar uma forma de viver com dignidade através de atividades económicas”.

Cardeal Tagle

O Cardeal Tagle começou a sua participação no seminário agradecendo o fato de ter sido organizado, o que ele vê como “um sinal de que a Cáritas continua empenhada em acompanhar as pessoas que se deslocam em todo o mundo”. O presidente da Cáritas Internacional recordou a campanha “Share the Journey”, lançada há quatro anos com “a esperança de construir pontes entre ilhas que foram separadas umas das outras pelo medo”. Nas suas palavras, recordou o desafio proposto pela campanha, “não apenas para ver os migrantes, mas para os olhar com compaixão, não apenas para ouvir a sua voz, mas para ouvir as suas histórias e preocupações, não apenas para passar do outro lado, mas para parar, como o Bom Samaritano, e viver um momento de comunhão, de solidariedade, com eles”. Por esta razão, afirmou que a campanha “Share the Journey” ajudou a Cáritas “a chegar aos migrantes, a abraçar a sua pobreza e sofrimento, a elevá-los, com a convicção de que não são números, são pessoas, com nomes, com dignidade, com história e com sonhos. E ver Jesus Cristo neles, como uma criança que se torna um refugiado no Egito com os seus pais”.

Foi uma campanha, segundo o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, com a qual “a Cáritas ajudou a desenvolver e difundir uma nova cultura a nível global, uma cultura vital de encontro pessoal, uma nova visão de acolhimento da pessoa humana no migrante”. O cardeal filipino recordou a sua visita ao campo de refugiados de Edumene, na Grécia, como “uma experiência que permanecerá comigo durante muito tempo”, algo que também viveu no Líbano, na Jordânia, no Bangladesh. Nesses momentos, estava feliz com a atenção que recebiam como seres humanos, mas entristecia-se ao pensar se isto seria para eles um estado de vida permanente ou temporário.

Suas raízes

Em migrantes e refugiados, o Cardeal Tagle disse ter visto as suas próprias raízes, recordando que o seu avô nasceu na China, uma terra que foi obrigado a deixar quando era jovem. Voltando à campanha “Share the Journey”, definiu-a como “um grande momento de encontro, solidariedade e, sobretudo, uma expressão do amor da Igreja pelas pessoas que migram, cristãos, muçulmanos, hindus, seguidores de outras religiões e pessoas sem religião, foram recebidos como pessoas humanas”.

Migrantes e refugiados tornam-se “vítimas de uma empresa chamada tráfico de seres humanos”, que, nas palavras do cardeal, “esta empresa tem muitos voluntários e trabalhadores, à espera de migrantes em cada rua, em cada esquina, em cada margem”. Segundo o presidente da Cáritas Internacional, “é irónico que, para proteger a própria vida, se tenha de aceitar ser tratado como um objeto a ser vendido e utilizado. Isto é algo que “revela uma mentalidade e uma economia defeituosas em que os seres humanos se tornam objetos, enquanto o dinheiro se torna objeto de amor”.

Por esta razão, o cardeal filipino sublinhou a importância de um trabalho que visa “evitar que as pessoas em movimento se tornem vítimas do tráfico de seres humanos, prostituição e escravatura”. Num momento marcado pela Covid-19, que “nos deveria conduzir a uma solidariedade global”, e com atitudes xenófobas por parte de muitos países, salientou a importância de “continuar partilhando o caminho com os migrantes”. O Papa Francisco foi colocado pelo cardeal como “uma fonte de inspiração para esta campanha”, insistindo na sua companhia e encorajamento para “defender, acolher, acompanhar e integrar os migrantes”.

Direito de permanecer no país de origem

O presidente da Cáritas Internacional propôs quatro tarefas à Cáritas América Latina e à Rede CLAMOR: “Estudar e abordar as causas da migração forçada de pessoas na sua região”, insistindo que “os cidadãos têm o direito de permanecer no seu país de origem”, o que exige a intervenção da comunidade internacional. Em segundo lugar, “verificar se os migrantes forçados ou refugiados são também vítimas de tráfico humano, prostituição e escravatura”, recordando que este se tornou um dos negócios mais lucrativos.

Uma terceira tarefa seria “seguir os migrantes e refugiados nos seus novos lares”, perguntando “como são recebidos, como a comunidade que os recebe os integra”, e ao mesmo tempo se “os seus talentos, os seus dons são apreciados, se são considerados um fardo, um problema, se os seus filhos têm acesso à educação”. Finalmente, “recolher histórias de compaixão, cuidado, partilha de perspectivas sobre refugiados, cura de feridas e novos começos, histórias de esperança, histórias que mostram o Evangelho em ação”.

O seminário serviu para partilhar diferentes experiências de trabalho com vítimas de tráfico de pessoas, tais como a levada a cabo pela Rede TAMAR na Colômbia. No campo da incidência levaram a cabo, segundo Victoria Tenjo, processos de prevenção, sensibilização e cuidados, insistindo que “o tráfico de pessoas existe, se o ignorarmos é favorecido”. Por este motivo, a religiosa Adoradora salientou alguns desafios para levar a cabo esta defesa, tais como a importância do trabalho interdisciplinar (comunhão), a visão holística da realidade (contemplação), e a tomada de ação para a transformação (co-criação).

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/igreja/dia-do-refugiado-cardeal-tagle-enfatiza-o-fim-do-trafico-humano/

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Papa no Angelus: acreditar no poder suave e extraordinário da oração

Na oração mariana do Angelus deste domingo, 20, o Papa Francisco falou sobre o texto do Evangelho de Marcos no qual Jesus com os discípulos no barco, acalmou a tempestade. No texto, os discípulos são deixados levar pelo medo, assustados, olhando as violentas ondas e ficam perplexos ao ver Jesus, na popa, dormindo sobre um travesseiro. E gritam-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”.

Partindo da atitude dos discípulos, o Papa Francisco nos recorda: “Muitas vezes nós também, assaltados pelas provações da vida, gritamos ao Senhor: ‘Por que ficas em silêncio e não fazes nada por mim?’”. Devemos lembrar, continua o Papa que “apesar de estar dormindo, Jesus está lá e compartilha com seus discípulos tudo o que está acontecendo. Seu sono, se por um lado nos surpreende, por outro nos põe à prova”. E explica:

“O Senhor, de fato, espera que o envolvamos, que o invoquemos, que o coloquemos no centro do que vivemos. Seu sono nos provoca a acordar. Porque, para ser discípulos de Jesus, não basta crer que Deus está presente, que existe, mas é preciso se envolver com Ele, é preciso também levantar nossa voz com Ele, gritar a Ele”

Chamar Deus através da oração

Francisco continua: “O Evangelho nos diz que os discípulos se aproximam de Jesus, acordam-no e falam com ele”. Este é o começo de nossa fé:

“Reconhecer que sozinhos não somos capazes de permanecer à tona. A fé começa com a crença de que não somos suficientes para nós mesmos, com o sentimento de necessidade de Deus”

“Quando superamos a tentação de nos fecharmos em nós mesmos – continua o Papa – quando superamos a falsa religiosidade que não quer perturbar Deus, quando clamamos a Ele, Ele pode fazer maravilhas em nós. É o poder suave e extraordinário da oração que faz milagres”.

Olhar na direção certa

Depois de Jesus perguntar aos discípulos: ‘Por que tendes medo? Ainda não tendes fé’? nos damos conta que devemos olhar para Jesus e não se deixar levar pelo medo.  E Francisco conclui:

“Quantas vezes ficamos olhando para os problemas em vez de irmos ao Senhor e lançarmos nossas preocupações n’Ele! Quantas vezes deixamos o Senhor em um canto, no fundo do barco da vida, para despertá-lo apenas no momento da necessidade!”

Por fim o Papa pede: “não cansemos de buscar o Senhor, de bater na porta de Seu Coração”, desejando ainda, “Que a Virgem Maria, que em sua vida nunca deixou de confiar em Deus, redescubra em nós a necessidade vital de nos confiarmos a Ele todos os dias”.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-no-angelus-acreditar-no-poder-suave-e-extraordinario-da-oracao/

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