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Papa convoca maratona de oração em maio pelo fim da pandemia

Para maio, Papa Francisco convoca maratona de oração pelo fim da pandemia. A iniciativa consiste na oração do Terço em trinta Santuários de todo o mundo. Nestes locais será conduzida a recitação do Terço todos os dias.

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Tema da maratona de oração é: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus”. A iniciativa, nascida do desejo sincero do Pontífice, é promovida pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização.

O objetivo da iniciativa é envolver, de modo especial, todos os outros santuários do mundo. Eles promoverão a oração do Terço junto dos fiéis, das famílias e das comunidades.

Papa abrirá a oração em 1º de maio

A maratona de oração será aberta pelo Papa Francisco em 1º de maio e será concluída também por ele em 31 de maio. A recitação do Terço será transmitida ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé às 18 horas (horário de Roma) todos os dias.

Desde 17 de abril, de segunda a sábado, ao meio-dia, a oração do Terço também foi retomada da Basílica de São Pedro. Ela é dirigida pelo Cardeal Angelo Comastri. O purpurado é Vigário emérito do Papa para a Cidade do Vaticano e Arcipreste emérito da Basílica.

O momento de oração que começou em março de 2020. Ele visava dar esperança no início da primeira onda da pandemia. Era possível acompanhá-lo ao vivo no site do Vatican News e no canal italiano da Rádio Vaticano.

 

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Devoção mariana é caminho para superar pandemia, afirma padre

O mês de maio é dedicado pela Igreja à Virgem Maria há muitos séculos. Este ano, ele está sendo marcado por uma iniciativa do Papa Francisco: a “maratona de oração”. Ela reúne 30 santuários do mundo para a recitação diária do terço.

O assessor de Liturgia da diocese de Lorena e vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, padre Thales Maciel, explica sobre a atribuição mariana ao mês de maio.

Segundo o sacerdote, alguns elementos antigos são capazes de contar o porquê dessa prática. Na Grécia antiga, recorda o presbítero, o mês de maio era dedicado à Artemisa, deusa da fecundidade. Na Roma antiga, este mesmo mês era consagrado à Flora, deusa da vegetação.

Antes do século XII, padre Thales conta que surgiu a tradição do Tricesimum. Isto é, trinta dias dedicados à Virgem Maria, normalmente situados entre o mês de agosto e o mês de setembro.

“O costume de dedicar trinta dias a Maria consolidou-se no século XVII e aprofundou-se com as devoções do século XIX”, pontua.

O sacerdote afirma que alguns autores, como São John Henry Newman, observam que, no hemisfério norte, o mês de maio corresponde ao auge da primavera. Há uma correspondência entre o mês das flores e a Virgem Maria. Ela é considerada como a Rosa Mística.

A ênfase que recai sobre o mês de maio acentuou-se após as aparições da Virgem em Fátima, observa o presbítero. “Nossa Senhora confiou a sua mensagem, na segunda década do século XX, a três pastorinhos. No entanto, esta comunicação materna não se restringiu a Portugal. Ela se destinou ao mundo inteiro, de maneira a suscitar e a alimentar a devoção mariana na consciência católica em todo o orbe, especialmente durante o mês de maio”.

Rosário

A oração diária do terço, foco da “maratona de oração” do Papa, resgata a origem do rosário. Desde o século IV, padre Thales relata que os monges católicos recitavam o Pai-Nosso segundo determinada quantidade de contas.

São Domingos de Gusmão, no século XIII, desempenhou um importante papel para a constituição do santo terço, aponta o presbítero. “Ao combater a heresia albigense, foi-lhe revelado que a arma espiritual mais fundamental era o saltério da Virgem Maria”.

No século XIV, o sacerdote frisa que o monge cartuxo Domingo de Prusia organizou o saltério mariano associando a cada dezena de Ave-Marias um mistério da vida de Cristo.

“Foi o Papa S. Pio V que, no século XVI, fixou a atual configuração do Rosário, o qual obteve a adição de cinco mistérios luminosos por parte do Papa S. João Paulo II”, comenta.

Expressão de amor a Maria

Para o sacerdote, recitar o santo terço é ingressar na escola de Maria. “Como afirmou S. João Paulo II na Rosarium Virginis Mariae: ‘a contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável’ (RVM 10)”, relembra.

O terço, além de ser uma oração eminentemente cristológica, isto é, centrada em Cristo, é igualmente uma expressão de amor a Maria, explica o padre. “É um reconhecimento de que a acolhemos por mãe como o fez o discípulo amado aos pés da cruz”.

Terço pelo fim da pandemia

A iniciativa do Papa deste mês tem como principal intenção o fim da pandemia. Para padre Thales, a maratona demonstra a sensibilidade de Francisco em perceber na devoção mariana o caminho para a superação do sofrimento que assola o mundo neste tempo.

“O Papa, por meio dessa iniciativa, conseguiu reunir os católicos ao entorno de Maria para suplicar a Deus que nos liberte deste mal que perdura há mais de um ano” – Padre Thales Maciel

Desse mesmo modo, o presbítero define que o Santo Padre conseguiu reunir os católicos junto à Maria para suplicar o auxílio do alto, o consolo para tantos corações atribulados.

“Certamente, receberemos uma resposta, e a esperança cristã, que não decepciona, será a força motriz capaz de nos engajar no presente custoso deste mundo a fim de sermos sal na terra e luz do mundo”.

Santuários Marianos

Muitos Santuários Marianos estão participando da maratona de oração do Papa. No Brasil, o Santuário Nacional dedicado a Nossa Senhora Aparecida é um dos trinta que acolherá a oração do terço neste mês.

Padre Thales destaca que, ao contemplar a presença de fiéis nos mais diversos Santuários Marianos presentes em todo o mundo, é possível reconhecer que a devoção mariana é um patrimônio irrenunciável para a fé cristã.

“Isso se deve, antes de tudo, ao fato de que os discípulos e discípulas do Senhor em todos os tempos e lugares sempre recorreram à proteção maternal de Maria. Sempre estiveram certos de que aproximar-se dela é aproximar-se de Cristo”, destaca.

Devoção Mariana

O valor da devoção mariana para a fé católica é singular. Isto, aponta padre Thales, é atestado desde os primeiros escritores eclesiásticos, pela Tradição e Magistério da Igreja e, sobretudo, pela prática da fé.

“Maria, como bem definiu o Concílio Vaticano II, é membro supereminente da Igreja e participou de maneira singular na economia da salvação, pois foi por ela que adveio a nós o autor da vida. Jesus, Graça das graças, veio até nós por intermédio de Maria”.

Certamente, o sacerdote frisa que as graças que continuam recaindo abundantes dos céus contam com a participação de Maria enquanto intercessora junto a Jesus.

“É ela que nos auxilia nas tribulações, nos sofrimentos e angústias de nossa vida. Inclusive, historicamente, muitas superações de conflitos e pandemias foram atribuídas à intervenção de Maria Santíssima”, conclui.

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Papa ajuda a redescobrir a beleza do Terço em família, diz Fisichella

Muitas são as cartas de agradecimento que continuam a chegar para o Terço recitado todas as noites ao vivo em vídeo em um Santuário diferente ao redor do mundo. “Estamos tentando entender exatamente quantos são”, diz dom Rino Fisichella. No tempo da Internet pode parecer estranho não ter esses dados em mãos. No entanto, o prelado explica que além dos 30 lugares de culto incluídos na lista oficial há muitos outros que participam todos os dias de forma espontânea. “Muitas vezes – especifica – são pequenos Santuários espalhados pelo mundo que prosseguem com entusiasmo não só o momento da oração, mas também a transmissão da fé de acordo com as tradições da espiritualidade popular”.

Pensando nesta questão, é preciso ter em mente que ultimamente também os pequenos santuários se equiparam do ponto de vista técnico para a retransmissão do evento através de vários canais digitais, apesar da dificuldade representada pela diferença de fuso horário que muitas vezes é substancial em relação a Roma. Estas soluções permitem chegar aos peregrinos e aos fiéis que costumam frequentar as diversas comunidades, mas, em termos de números, torna-se complicado fazer um cálculo preciso das realidades realmente envolvidas. O que é certo – comenta dom Fisichella – “é que os meios de comunicação nos fazem compreender mais uma vez o quanto eles são determinantes para a evangelização”.

Graças ao Papa, recuperado o Terço em família

E há outra tendência que emerge das mensagens enviadas ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização: “muitos fiéis – relata o prelado – escrevem para sublinhar a importância de estar unidos ao Papa na oração do Terço e de ter recuperado esta prática na família”. É uma “descoberta” que confirma que a transmissão da devoção à Mãe de Deus ocorre na dimensão doméstica e, portanto, diante das crianças que crescem levando consigo esta tradição.

Numerosos pedidos para participar da oração conclusiva em 31 de maio

A atmosfera é, portanto, calorosa em vista do dia 31 de maio, às 18 horas, (hora de Roma) quando Francisco concluirá a iniciativa nos Jardins do Vaticano para invocar o fim da pandemia e a retomada das atividades sociais e produtivas. “Esperamos antes de tudo que haja bom tempo porque a celebração acontecerá ao ar livre”, disse Fisichella, salientando que estão em andamento trabalhos para organizar a procissão e a oração. “Como já recebemos muitos pedidos de participação”, continua ele, “vamos nos certificar de que outros santuários também possam estar presentes ao mesmo tempo, ao lado dos 30 diretamente envolvidos na maratona”.

“O Papa observa tudo isso com alegria”

Certamente, o Papa observa tudo isso com alegria. Fisichella conversou longamente com Francisco em 1º de maio, pois o Pontífice chegou com bastante antecedência à Basílica de São Pedro para o primeiro evento da série. Entre outras coisas”, confidenciou ele, “eu lhe disse que também há muitas comunidades evangélicas que se juntam a nós, ao vivo, para a recitação do Terço”. Mas o Papa já estava ciente desta tradição típica, sobretudo dos grupos que vivem na fronteira com as populações orientais”.

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O Papa Emérito Bento XVI faz 94 anos

Bento XVI completou 94 anos de idade na sexta-feira, 16 de abril. Desde que anunciou sua renúncia ao trono de Pedro em 11 de fevereiro de 2013, o Papa Emérito, depois de um breve período em Castelgandolfo vive no Mosteiro Mater Ecclesiae, nos jardins vaticanos cuidado por algumas Memores Domini, consagradas do movimento Comunhão e Libertação.

Este será o primeiro aniversário em que Ratzinger não terá ao seu lado - nem ouvirá a voz - de seu irmão Georg, que faleceu em 1º de julho de 2020 com a idade de 97 anos. Bento XVI, para despedir-se dele, empreendeu uma árdua viagem até Regensburg.

Certamente não faltarão pensamentos afetuosos do Papa Francisco no aniversário de Bento XVI. Ratzinger fez sua última declaração pública há duas semanas ao semanário católico alemão Die Tagepost, expressando sua gratidão pelo Ano de São José convocado pelo Papa Francisco e pela Carta Apostólica Patris corde.

Nossos parabéns e nossas orações ao Papa emérito.

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Papa à CNBB: promover a reconciliação do povo brasileiro

Solidariedade, caridade e unidade: estes são os conceitos apontados pelo Papa Francisco ao enviar uma videomensagem aos bispos que participam da 58a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pela primeira vez realizada de forma virtual.

No início da mensagem, o Pontífice não deixa de lado o bom humor, pedindo desculpa por falar em espanhol, bem sabendo que existe um idioma que brasileiros e argentinos dominam: o “portuñol”.

Assumindo logo um tom mais sério, o Papa afirma que, através dos bispos, se dirige a todo o povo brasileiro, “num momento em que este amado país enfrenta uma das provas mais difíceis da sua história”.

“Gostaria, em primeiro lugar, de expressar minha proximidade às centenas de milhares de famílias que choram a perda de um ente querido. Jovens e idosos, pais e mães, médicos e voluntários, ministros sagrados, ricos e pobres: a pandemia não excluiu ninguém no seu rastro de sofrimento. Penso em especial nos bispos que morreram vítimas da Covid.”

Francisco pede a Deus que conceda o descanso eterno aos mortos e consolação aos familiares, que muitas vezes nem puderam se despedir. “E este ir-se sem poder se despedir, ir-se na solidão mais despojada é uma das maiores dores de quem vai e de quem fica.”

Mas nossa fé em Cristo ressuscitado nos mostra que podemos superar este trágico momento e aqui se apresenta a importância da solidariedade, “a chorar com os que choram”. “E a caridade nos impulsiona como bispos a nos despojar. Não tenham medo de se despojar. Cada um sabe do quê.” A pandemia só será superada com a união e a CNBB deve ser una neste momento, “porque o povo que sofre é um”.

Igreja una, porque o povo é um

O Papa recorda sua “inesquecível” visita ao Brasil em 2013 e do que disse a respeito da história de Nossa Senhora AparecidaPor ter sido encontrada quebrada, poderia servir de símbolo da realidade brasileira: o que estava separado, recobra a unidade.

“E ser instrumento de reconciliação, ser instrumento de unidade: esta é a missão da Igreja no Brasil. Hoje mais do que nunca! E, para isto, é necessário deixar de lado as divisões e as desavenças. É necessário encontrarmo-nos no essencial. Com Cristo, por Cristo e em Cristo.”

Somente assim, prossegue o Papa, os bispos poderão inspirar os fiéis, outros cristãos e cidadãos, também em nível governamental, a trabalhar juntos para superar não só o coronavírus, mas também outro vírus: o vírus da indiferença, que nasce do egoísmo e gera injustiça social.

Francisco está consciente de que “o desafio é grande. Mas sabemos que o Senhor caminha conosco”. “Sempre Jesus! Aqui está nossa base, nossa força, nossa unidade.”

O Papa conclui pedindo ao Senhor ressuscitado que esta Assembleia Geral dê frutos de unidade e reconciliação a todo o povo brasileiro e à CNBB. “Unidade não é uniformidade”, recordou, mas harmonia.

“Imploro a Nossa Senhora Aparecida que ela, como Mãe, dê a todos os seus filhos a graça de ser custódios do bem e da vida dos demais e  promotores de fraternidade”, são as palavras finais de Francisco, concedendo sua bênção apostólica.

 

Fonte: VaticanNews

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Papa: uma política que ignora os pobres nunca pode promover o bem comum

Foi divulgada, nesta quinta-feira (15/04), a mensagem de vídeo do Papa Francisco aos participantes da Conferência Internacional “Uma política arraigada no povo”, em andamento, em Londres, na Inglaterra.

Promovida pelo Centro de Teologia e Comunidade em Londres, a iniciativa aborda os temas tratados no livro do Papa Francisco, Sonhemos Juntos, especialmente no que diz respeito aos movimentos populares e organizações que os apoiam.

Terra, teto e trabalho

Na videomensagem, Francisco sauda a Campanha Católica para o Desenvolvimento Humano que celebra 50 anos, ajudando as comunidades pobres nos Estados Unidos a fim de que possam viver com mais dignidade, promovendo sua participação nas decisões que as afetam.

Nesta dimensão trabalham também outras organizações aqui presentes, do Reino Unido, da Alemanha e outros países, cuja missão é acompanhar o povo na luta pela terra, teto e trabalho, os famosos três “T”, e permanecer ao seu lado quando se deparam com atitudes de oposição e desprezo. A pobreza e a exclusão do mercado de trabalho que resultam desta pandemia que estamos vivendo, tornam o seu trabalho e testemunho muito mais urgentes e necessários.

O Papa ressalta que “um dos objetivos do encontro é mostrar que a verdadeira resposta ao aumento do populismo não é mais individualismo, mas o contrário: uma política de fraternidade, arraigada na vida do povo. Em seu livro recente, o reverendo Angus Ritchie descreve essa política que vocês chamam de “populismo inclusivo”. Gosto de usar “popularismo” para expressar a mesma ideia. Mas o que importa não é o nome, mas a visão, que é a mesma: trata-se de encontrar mecanismos que garantam a todas as pessoas uma vida digna de ser chamada de humana, uma vida que seja capaz de cultivar a virtude e forjar novos vínculos”.

Política como serviço

Em Sonhemos Juntos, Francisco chama “esta política de “Política com letra maiúscula”, política como serviço, que abre novos caminhos para o povo se organizar e se expressar. É uma política não só para o povo, mas com o povo, arraigada em suas comunidades e em seus valores. Em vez disso, os populismos seguem como inspiração, consciente ou inconscientemente, outro lema: “Tudo para o povo, nada com o povo”, paternalismo político. Assim, na visão populista, o povo não é o protagonista de seu destino, mas acaba sendo devedor de uma ideologia”.

Quando o povo é descartado, fica privado não só do bem-estar material, mas também da dignidade de agir, de ser protagonista de sua história, de seu destino, de se expressar com seus valores e sua cultura, sua criatividade, sua fecundidade. Portanto, para a Igreja, é impossível separar a promoção da justiça social do reconhecimento dos valores e da cultura do povo, incluindo os valores espirituais que são a fonte de seu sentido de dignidade. Nas comunidades cristãs, estes valores nascem do encontro com Jesus Cristo, que incansavelmente busca quem está desanimado ou perdido, que vai até dos limites da existência, para ser o rosto e a presença de Deus, para ser “Deus conosco”.

“Muitos de vocês aqui reunidos trabalham há anos fazendo isso nas periferias e acompanhando os movimentos populares. Às vezes, pode ser incômodo. Alguns acusam vocês de serem muito políticos, outros de querer impor a religião. Mas vocês percebem que respeitar o povo é respeitar suas instituições, inclusive as religiosas; e que o papel dessas instituições não é impor nada, mas caminhar com o povo, lembrando-as a face de Deus que está sempre à nossa frente”, disse Francisco.

A Igreja nasceu na periferia da Cruz

Em Sonhemos Juntos, o Papa fala sobre o desejo de que todas as dioceses do mundo tenham uma colaboração forte com os movimentos populares. Sair ao encontro de Cristo ferido e ressuscitado nas comunidades mais pobres permite-nos recuperar o nosso vigor missionário, porque assim nasceu a Igreja, na periferia da Cruz“.

O Papa recorda que “uma política que ignora os pobres nunca pode promover o bem comum. Uma política que ignora as periferias nunca será capaz de entender o centro e confundirá o futuro com a projeção através de um espelho. Uma maneira de desconsiderar os pobres é desprezar sua cultura, seus valores espirituais e seus valores religiosos, descartando-os ou explorando-os para fins de poder. O desprezo pela cultura popular é o início do abuso de poder. O reconhecimento da importância da espiritualidade na vida do povo regenera a política. Por isso, é imprescindível que as comunidades de fé se encontrem, confraternizem e trabalhem “para e com o povo”. Com meu irmão, o Grão Imame Ahmad Al-Tayyeb, “assumimos” a cultura do diálogo como caminho, a colaboração comum como conduta e o conhecimento recíproco como método e critério. Sempre a serviço dos povos”.

“Queridos amigos, devemos construir um futuro partindo de baixo, a partir de uma política com o povo, arraigada no povo. Que sua conferência ajude a iluminar o caminho”, conclui.

 

Fonte: VaticanNews

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CNBB: bispos reunidos em assembleia divulgam mensagem ao povo brasileiro

No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.

Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.

Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.

Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.

Confira o texto na íntegra:

MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13) 

Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.

Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.

O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.

Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo[1]. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada[2].

Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”[3]. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!

Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.

Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”[4]. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia[5], com especial atenção aos pobres e desempregados.

É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.

A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco[6].

Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.

Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”[7]. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”[8].

É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis[10].

Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”[11]

Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Brasília, 16 de abril de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente  

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

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Por que rezamos o Regina Coeli e não o Ângelus no tempo pascal?

A oração à Rainha do Céu teria sido composta no século XII

Durante o tempo pascal, a Igreja se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli (pronuncia-se “Redgína Tchéli“, que quer dizer “Rainha do Céu”), junto à Mãe de Deus, pela Ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.

A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação.

Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.

Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão.

A oração:

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!

R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V. Ressuscitou como disse, Aleluia!

R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia!

R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).

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A ressurreição é ponto de partida, não de chegada!

 

Os sinos repicam ainda no nosso coração. Jesus Ressuscitou, Ele é a nossa Páscoa e a nossa alegria. Esta frase ecoa nos nossos ouvidos e na nossa mente vinda do anúncio da Vigília e do Domingo de Páscoa. Foi abundantemente repetida e cantada por todos nós nas celebrações pascais. Mas, o que significa esta alegria que vem da ressurreição de Cristo? E como se vive esta alegria?

A jornalista Lígia Silveira, da Agência Ecclesia, em Tempo de Quaresma, foi à procura de respostas, numa conversa com o padre Vasco Pinto de Magalhães. E dessa reflexão sobressai a frase: “a ressurreição é o ponto de partida não é o ponto de chegada”.

“Devia ser tão importante o percurso dos 40 dias depois do Domingo de Páscoa como os 40 dias para trás. Porque nós vivemos nesses 40 dias depois. Esse é que é o nosso paradigma. Porque o ponto de partida é a ressurreição” – sublinha.

“A ressurreição é o ponto de partida não é o ponto de chegada” – declara.

O padre Vasco Pinto de Magalhães recorda um livro que leu no seu inicio de noviciado na Companhia de Jesus que se chamava “A Quaresma da Alegria” e que apresentava uma proposta para os 40 dias depois da Páscoa.

O sacerdote jesuíta cita o Papa Francisco recordando que na fé “o que conta não é o momento, mas o processo”. “E a alegria é a força do processo” – afirma.

“O que conta não é o momento – diz o Papa – mas o processo. E o processo é este. E a alegria é a força do processo. Como são as palavras do anjo a Nossa Senhora, alegra-te – «Avé, Deus está contigo», alegra-te. Renasce, recomeça” – frisa.

O padre Vasco considera que é importante na vida da fé o caminho de preparação e de conversão, mas, por vezes, falta o mais importante que é a “experiência da ressurreição”.

“Penso muitas vezes nas catequeses que fazemos. Como se a catequese fosse o pecado, a conversão, o seguimento, mas depois falta a experiência da ressurreição. Temos a via purgativa, iluminativa, mas importante é a via unitiva, que é a da semana santa, que é a da comunhão. Semana santa é um chamamento a viver em comunhão com Cristo que se transforma, que dá a vida por nós, e diz agora faz o mesmo” – declara.

E fazer o mesmo que Jesus é dar a vida pelos outros, algo que vai “contra a corrente de um mundo instalado que não procura a paz” – diz o sacerdote jesuíta.

“Isto vai um bocadinho contra a corrente de um mundo instalado que não procura a paz, mas procura o bem-estar. Fala de justiça, mas está cada vez mais burguês. E, assim, é difícil vir com esta proposta do nascer de novo” – afirmou.

“A palavra alegria significa vontade de viver, ânimo” – define o padre Vasco clarificando que o seu verdadeiro significado não é contente nem divertido. “Uma alegria não superficial” como era “a vida interior de Jesus Cristo, confiadíssimo no amor do Pai”.

“Nós confundimos, muitas vezes, tristeza como se fosse o contrário da alegria. Ora a tristeza não é o contrário da alegria. O contrário da alegria é o pessimismo, é a desistência, é a negatividade é a depressão. A tristeza não, a tristeza é compatível com a alegria”. 

“A ressurreição é o ponto de partida não é o ponto de chegada” – é a frase que nos fica desta reflexão do padre Vasco Pinto de Magalhães e que nos pode ajudar a descobrir a ressurreição de Cristo na nossa vida.

Laudetur Iesus Christus

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Sonho do Beato Donizetti se tornará realidade em Santuário

O Santuário Nossa Senhora Aparecida de Tambaú é o segundo mais visitado do estado de São Paulo, com milagres atribuídos ao Beato Donizetti Tavares de Lima, sacerdote diocesano falecido há 60 anos.

Ele nasceu em Cássia-MG no dia 03 de janeiro de 1882. Seu pai Tristão, advogado, o guiou à música. Sua mãe, Francisca Cândida, professora, gravou nele o amor a Nossa Senhora Aparecida. Estudou em Franca, Sorocaba e em São Paulo, onde foi organista e professor de música. Com 21 anos buscou o sacerdócio e estudou filosofia no Seminário de São Paulo. Em Pouso Alegre-MG, terminou seus estudos e foi ordenado sacerdote em 12 de julho de 1908. Exerceu seu ofício em Campanha-MG, Jaguariúna-SP, Vargem Grande do Sul-SP e em Tambaú de 12 de junho de 1926 a 16 de junho de 1961, quando faleceu.

A chegada da imagem da Padroeira do Brasil

Padre Donizetti assumiu a Paróquia Santo Antônio, em Tambaú-SP, em 24 de maio de 1926. Logo que chegou, encomendou a réplica da imagem, vinda de Aparecida. A recepção aconteceu na Estação de Trem e foi conduzida em procissão até a Matriz. Chovia muito, e o fato testemunhado por todos é que ninguém se molhou.

A imagem da Mãe Aparecida sai intacta do incêndio

No dia 11 de outubro de 1929 aconteceu “o milagre”. Um curto circuito provocou incêndio na Matriz e a destruiu toda. Das 23 imagens presentes ali, restou intacta só a da Padroeira do Brasil. Padre Donizetti pegou-a no meio das cinzas, abraçou-a e a levou à casa paroquial, escrevendo no livro da paróquia:

“Atestamos que a 11 de outubro de 1929, às 8 horas, irrompeu, imprevistamente, pavoroso incêndio na Matriz Local, destruindo tudo. 22 imagens forma reduzidas a cinzas, restando, do edifício, apenas as paredes revestidas de reboco. Entretanto, ilesa, ficou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, com o manto de seda, o que causou profunda impressão em todos. Será perpetuado o fato insólito em suntuosa igreja que será construída no centro da cidade, à rua Santo Antônio, para conservação da milagrosa imagem” (Assinado por inúmeras pessoas de todas as classes sociais. Tambaú, 07 de setembro de 1946. Vigário Padre Donizetti Tavares de Lima).

Tal fato, o Beato Donizetti registrou com muitas assinaturas, pois dizia a quem lhe perguntava:

“Daqui a 50 ou 60 anos ninguém vai saber do ocorrido. Assim, fica registrado.”

O Beato Donizetti quis “perpetuar o fato insólito com a conservação da milagrosa imagem em suntuosa igreja construída no centro da cidade, à rua Santo Antônio”. Em vida, não pôde realizar seu sonho por obediência às autoridades eclesiásticas. O Santuário só foi construído após sua morte, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 1º. de novembro de 1961. Sua conclusão se deu no ano de 1966. Como o motivo da construção do Santuário, seria o de abrigar a imagem milagrosa, concluímos que aquele sonho ainda não se realizou totalmente. Agora chegou o momento esperado.

O sonho do Beato Donizetti vai se realizar

No dia 06 de março passado, recebi em mãos o pedido do Prefeito de Tambaú, Dr. Leonardo T. Spiga Real, do Reitor do Santuário, Pe. Paulo Sérgio de Souza, do Vigário, Pe. Agnaldo José dos Santos, e do Pároco Pe. Edward Gregório Júnior, da Paróquia Santo Antônio que abriga a imagem milagrosa, com a aceitação de seu conselho. A aprovação do pedido, por mim, foi imediata.

No dia 31 de março de 2021, em uma coletiva de imprensa realizada no Santuário de Tambaú, foi divulgada a data da entronização da imagem milagrosa. O sonho do Padre Donizetti de abrigá-la em seu Santuário, vai se completar no dia 16 de junho de 2021, sessenta anos após sua morte. Esta é a data do Jubileu de Diamante da Páscoa do Beato Donizetti. A cada ano, nesta data, acontece a tradicional “Marcha da Fé” que reúne dezenas de milhares de pessoas na cidade de Tambaú.

O manto branco da imagem milagrosa

É branco o manto de seda da imagem de Nossa Senhora Aparecida que o Beato Donizetti resgatou intacta no incêndio ocorrido no dia 11 de outubro de 1929 na Matriz Santo Antônio de Tambaú. Assim sendo, a cor branca do manto que cobre a imagem será conservada em sinal de respeito ao Beato que assim revestia a imagem de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Deus e nossa.

*Dom Vilar é Bispo Diocesano de São João da Boa Vista

Da redação, com Vatican News,
Com colaboração de Dom Antonio Emidio Vilar, SDB*

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58ª Assembleia Geral dos Bispos: edição será realizada virtualmente

De 12 a 16 de abril, a já tradicional Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que se encontra em sua 58ª edição, será realizada virtualmente. O encontro do episcopado brasileiro é organizado, desde 2011, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeira em Aparecida (SP).

Para levar adiante esta edição, mesmo com a pandemia, os bispos brasileiros organizaram-se para que o evento pudesse ser posto em prática à distância. “Em novembro do ano passado, reunimos quase 200 bispos numa manhã de reflexão e oração. Adequação das plataformas para reuniões virtuais. As que tínhamos não suportavam tanto tempo e tanta gente. Essas têm sido as duas ações mais importantes”, explica o secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella.

Mensagem de esperança

Diante das mudanças que a pandemia trouxe, esta Assembleia será uma oportunidade para reforçar uma mensagem de esperança junto aos fiéis e a todos os brasileiros.

“A mensagem de esperança tem sido transmitida desde o início”, reforça Dom Joel. “Há um conjunto de manifestações escritas e também de atitudes, seja em nível nacional, seja em nível local. Esperança é tudo que os brasileiros necessitam nesse momento de cansaço, desânimo e, pior ainda, desistência em face das regras de proteção sanitária. Há muita morte. Há impossibilidade de luto. Tudo isso clama por esperança”, pondera.

Presença de todos os bispos

Atualmente, Igreja Católica no Brasil conta com 278 circunscrições eclesiásticas, totalizando 475 bispos, dos quais 309 exercem alguma missão e função de governo, além dos 166 bispos eméritos.

Toda esta força religiosa se fará presente nesta 58ª Assembleia Geral — mesmo os bispos eméritos, que mesmo não tendo direito a voto direto, terão sua presença garantida. “O fato de os bispos eméritos possuírem voz, porém não voto, é uma realidade estatutária. Não depende de outra condição”, explica Dom Joel. “Também para a 58ª assembleia, realizada em formato virtual, eles foram convidados, pois para eles não há convocação. Serão bem-vindos e ouvidos sempre que desejarem se manifestar sobre os assuntos tratados. A Comissão para os Bispos Eméritos terá uma fala, como sempre teve nas assembleias em formato fisicamente presencial”, reitera.

Tema central

“Casas da Palavra — Animação bíblica da vida e da pastoral nas comunidades eclesiais missionárias” é o tema em que os bispos se apoiarão nesta 58ª Assembleia Geral.

Os bispos, porém, ainda aprofundarão outros 30 assuntos, tais como o Ano Vocacional previsto para 2023; os anos temáticos de São José e Família Amoris Laetitia, convocados pelo Papa Francisco; o Colégio Pio Brasileiro, as Comissões, organismos e Regionais entre outros temas.

O futuro da Assembleia

Em caráter excepcional, como revelado no início deste texto, os bispos optaram por realizar esta edição da Assembleia em caráter virtual. Questionado sobre utilizar o mesmo expediente em edições futuras, Dom Joel afirma: é cedo para pensar nisso.

“Temos a clara certeza de que, se ainda estivermos sob o peso da pandemia, a 59ª Assembleia Geral poderá ser virtual. O formato não é mais problema para a CNBB nem para as outras instâncias da vida. Aprendemos a lição, ainda que sob dores muito fortes”, afirma o secretário-geral da CNBB.

A possibilidade, porém, de colocar-se em prática a próxima reunião do episcopado brasileiro nos mesmos moldes que a atual não está descartada. “A 58ª Assembleia será um grande teste, um desafio para todo o episcopado brasileiro. Uma vez encerrada, analisaremos com cuidado a questão virtual, discernindo o que poderá ser feito”, finaliza Dom Joel.

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Amoris laetitia é uma carta de amor do Papa às famílias, afirma padre

Amoris laetitia é uma carta de amor do Papa às famílias. A afirmação é do Secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, padre Alexandre Awi Mello.

O sacerdote brasileiro descreve a exortação do Pontífice como um texto com “muita riqueza prática”.

Em entrevista ao Vatican News, padre Alexandre falou da importância de se abrir a esse documento do Pontífice. A Amoris laetitia acaba de completar 5 anos de publicação.

Orientação para a vida familiar

Segundo o presbítero, a exortação ajuda a preencher a lacuna de muitas pessoas que têm “necessidade de orientação em relação à vida familiar”.

Padre Alexandre explicou o porquê de o Papa inclusive convocar um período especial chamado Ano “Família Amoris laetitia”.

“Sem dúvida é revitalizar; resgatar; até diria assim, para alguns, tirar da gaveta; outros que nem sabiam que existia a exortação; entrar em contato com essa carta de amor do Papa às famílias”.

A carta de amor traz ações práticas

A exortação, como o próprio Ano especial, tem o objetivo de colocar a família no centro da atenção pastoral da Igreja, fazendo dela protagonista.

Por isso, Amoris laetitia procura ir direto ao ponto, observou padre Alexandre. Ela propõe ações práticas para serem vividas dentro do lar.

O sacerdote brasileiro recorda o pedido de Francisco para que as famílias cultivem sempre as três “palavrinhas mágicas”: obrigado, desculpa e dá licença.

“São palavras muito práticas que se no dia a dia a gente usa, a gente consegue viver melhor”.

O Santo Padre também faz uma série de outras recomendações, recordou o presbítero. Elas são práticas e são sobre como cultivar o amor, se manter sempre enamorados, de como enfrentar o sofrimento, as dificuldades.

Livro de cabeceira

“O Papa diz claramente no início da exortação: não é um texto para ser lido, assim, corrido; é para ser lido pausadamente, com calma, meditando”, constatou padre Alexandre.

Para o sacerdote, a exortação é aquele livro de cabeceira que cada dia a gente pode se perguntar: “mas hoje será que eu vivi algo disso?”.

Aprofundamento

Junto à reflexão da exortação, o próprio Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida tem oferecido subsídios de aprofundamento da Amoris laetitia.

Esses subsídios são para ajudar diretamente as famílias a enfrentar as alegrias e as dificuldades do dia a dia.

“Não ficar esperando que o pároco, que o bispo, que o dicastério, façam as coisas. Mas é justamente que as famílias se sintam protagonistas, sintam que está nas mãos delas”, comentou.

Segundo o presbítero, é tempo de arregaçar as mangas e não ficar parado, perdido com a pandemia, que ninguém sabe como é que vai terminar e quando vai terminar.

Respeitando todas as regras de distanciamento, padre incentiva reuniões pelos meios de comunicação, vídeos e muita criatividade.

“Todos nós estamos nos reinventando nesse tempo e que seja um tempo justamente de reinventar a beleza e alegria do amor familiar”.

Encontro Mundial das Famílias de 2022 em Roma

Todas as iniciativas do Ano Especial vão culminar no Encontro Mundial das Famílias marcado para o próximo ano, em Roma.

O padre brasileiro afirma que a ocasião é perfeita para celebrar essa “beleza da vocação e da santidade da vida familiar”.

“Não sei se você já parou para pensar que existem Santos, esposos: marido e mulher que foram canonizados. Já existem muitos Beatos, muitos casais de esposos Beatos. Esse também é um tema que a gente gostaria de propor, ver que é possível ser Santo como casal.”

Além da santidade da vida familiar, os jovens também são tema de reflexão. O incentivo é para que busquem o diálogo intergeracional com os idosos e se motivem para a vocação matrimonial.

“Talvez falte esse momento para os jovens: ‘você já pensou que bonito que é casar?’. Mas a gente brinca entre nós no Brasil: ‘Ah, não, Deus me livre’. O próprio Papa brinca: ‘vocês são corajosos’.  Eu que trabalhei sempre com a juventude se brincava: ‘olha, vão te colocar a coleira’. Então, como se o casamento não fosse algo lindo, mas é uma vocação, é um chamado”.

O sacerdote observa que o casamento é para os que têm vocação matrimonial, porque Deus os chamou a essa vocação. É uma missão dada por Deus e por isso Ele se faz presente através dos sacramentos de uma maneira que cela esse amor.

“Então, é um Ano para resgatar tudo isso. Esperamos realmente que no próximo ano, em junho, nós possamos celebrar esse X Encontro Mundial das Famílias junto com o Papa, aqui em Roma, como uma combinação de toda essa reflexão sobre a vocação e a santidade matrimonial.”

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Jesus vence o mal e nos liberta do maligno, diz Papa na Missa do Crisma

O Pontífice presidiu a Missa do Crisma com os sacerdotes de Roma na Basílica de São Pedro. A celebração é conhecida tradicionalmente pela renovação das promessas sacerdotais e a bênção dos santos óleos.

Homilia

O Evangelho de hoje apresenta uma mudança de sentimentos das pessoas que escutavam Jesus. A mudança dramática, de acordo com o Santo Padre, reafirma o quão ligadas estão a perseguição e a cruz no anúncio do Evangelho.

Filho de José?

Francisco constata que a admiração do povo de Nazaré por Jesus durou pouco. Segundo o Papa, uma frase que alguém murmurou baixo – “Não é este o filho de José?” – viralizou entre os nazarenos.

Ela trata-se de uma daquelas frases ambíguas que se diz por dizer, comenta. “Uma pessoa pode usá-la para exprimir alegria – Que maravilha ver alguém de origem humilde que fala com autoridade. Ou pode ser usada com desdém – De onde ele veio? Quem ele pensa ser?”.

O Pontífice observa que a frase se repete enquanto os apóstolos, cheios do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, começam a pregar o Evangelho. Alguém diz: “Esses que estão a falar, não são todos galileus?”.

Enquanto uns acolheram a Palavra, Francisco destaca que outros os consideravam bêbados.

Frase que persegue Jesus

Essas frases, segundo o Santo Padre, assemelham-se a germes que se espalham. Elas viraram-se contra Jesus. “É uma frase motivadora, como quando se diz: ‘Isso é demais!’. É uma frase que agride o outro ou deixa-o e vá-se embora”, frisou

O Senhor, que as vezes ficava calado, desmascarava a forma maligna que aparentava ser uma bisbilhotice de aldeia.

Tudo que falaram em Carfanaun, o Papa comenta que foi falado em Nazaré: “Cura-te a ti mesmo!”. Essa mesma frase acompanha Jesus até a cruz, ressalta Francisco: “Salvou os outros, salva-se a si mesmo”. O Pontífice recorda também o pedido dos ladrões: “Salve a nós também”.

Jesus, segundo o Papa, não dialoga com o espírito maligno. Responde apenas com a Sagrada Escritura.

Jesus: causa de contradição

Nem mesmo os profetas Elias e Eliseu foram aceitos por seus compatriotas, mas por uma viúva e um leproso, recorda o Santo Padre. “Dois estrangeiros, duas pessoas de outras religiões”.

O Pontífice lembra então da afirmação de Simeão. “Jesus seria causa de contradição”. A palavra de Cristo, frisa o Papa, tem o poder de trazer à luz aquilo que uma pessoa guarda no coração. Sendo habitualmente uma mistura de coisas como o trigo e o joio. “Isto provoca luta espiritual”.

Os gestos de misericórdia, as bem-aventuranças e a frase de Jesus, “ai de vós”, exigem dos ouvintes escolhas.

Segundo o Santo Padre, neste caso do Evangelho, a palavra de Cristo não foi acolhida. A multidão ficou enfurecida e tentou tirar-lhe a vida. “Ainda não era a hora e Jesus, passando no meio deles, seguiu o seu caminho”, ressalta.

Cruz e perseguição

“Não era a hora, mas a rapidez com que desencadeou a fúria e a brutalidade do encarniçamento, capaz de matar o Senhor naquele momento, mostra-nos que é sempre a hora”, aponta Francisco.

Aos sacerdotes, o Papa revela que “andam juntas a hora do anúncio jubiloso e a hora da perseguição e da cruz”.

“A proclamação do Evangelho está sempre ligada ao abraço de uma cruz concreta. A luz suave da Palavra gera clareza nos corações bem-dispostos, e confusão e rejeição naqueles que o não estão. Vemos isso constantemente no Evangelho.”

Jesus abraçou a cruz

Ao contemplar a cruz precoce de Jesus, ou seja, a incompreensão, rejeição e perseguição, Francisco conta que fez duas reflexões.

A primeira é que a cruz, na vida Jesus, existia antes de seu nascimento. “Já estava presente no primeiro turbamento de Maria ao ouvir o anúncio do Anjo. Está presente nas insônias de José, sentindo-se obrigado a abandonar a sua esposa prometida. Está presente na perseguição de Herodes e nas agruras sofridas pela Sagrada Família, iguais às de tantas famílias que têm de exilar-se da sua pátria”.

Esta realidade abre ao mistério da cruz experimentada antes, destaca o Papa. Faz compreender que a cruz não é um fato indutivo, ocasional produzido por uma conjuntura na vida do Senhor.

Os crucificadores da história, observa o Pontífice, fazem aparecer a cruz como um dano colateral, mas não é assim: a cruz não depende das circunstâncias.

“Por que o Senhor abraçou a cruz em toda a sua integridade? Por que Jesus abraçou a paixão inteira: abraçou a traição e o abandono dos seus amigos já desde a Última Ceia, aceitou a prisão ilegal, o julgamento sumário, a sentença desproporcionada, a malvadez sem motivo das bofetadas e cuspidelas?”, questiona.

Para o Santo Padre, se as circunstâncias determinassem o poder salvífico da cruz, o Senhor não teria abraçado tudo. Mas quando chegou a sua hora, Francisco afirma que Jesus abraçou a cruz inteira. Porque a cruz não tolera ambiguidade; com a cruz, não se regateia, disse ele.

Triunfo de Deus

A segunda reflexão apresentada pelo Papa aos sacerdotes destaca que a cruz é parte integrante da condição humana, mas contém algo que não é inerente à fragilidade. “É a mordida da serpente que, vendo o Crucificado indefeso, morde-O e tenta envenenar e desacreditar toda a sua obra”.

“Mordida que procura escandalizar, imobilizar e tornar estéril e insignificante todo o serviço e sacrifício de amor pelos outros. É o veneno do maligno que continua a insistir: salva-te a ti mesmo. Nesta mordida, cruel e dolorosa, que pretende ser mortal, aparece finalmente o triunfo de Deus”, assegura o Pontífice.

Abraçar a cruz

No anúncio do Evangelho, há cruz; mas é uma cruz que salva, frisa o Santo Padre. A cruz é pacificada com o Sangue de Jesus, ela tem a força da vitória de Cristo que vence o mal e liberta do maligno.

“Abraçá-la com Jesus e como Ele permite-nos discernir e repelir o veneno do escândalo com que o demônio procurará envenenar-nos quando chegar inesperadamente uma cruz na nossa vida”, exorta o Papa.

Francisco concluiu sua homilia, partilhando uma lembrança de momento muito escuro de sua vida. “Eu pedia ao Senhor a graça de me libertar daquela situação dura e difícil”.

O Santo Padre conta que ao confessar uma irmã muito idosa, sentiu vontade de pedir a ela que rezasse por ele. O Pontífice conta que precisava alcançar uma graça e acreditava que se fosse a religiosa a pedi-la, com certeza o Senhor a daria.

Depois de rezar, a Irmã disse-lhe: “Certamente, o Senhor lhe concederá a graça, mas não se engane: ele a dará segundo o seu modo divino”.

“Isto fez-me muito bem: ouvir que o Senhor nos dá sempre o que lhe pedimos, mas o faz à sua maneira divina. Esta maneira envolve a cruz. Não por masoquismo, mas por amor, por amor até o fim”, finalizou.

Fonte:Papa Francisco durante Missa do Crisma desta Quinta-feira Santa, 1° /Foto: Andrew Medichini/Pool via REUTERS

Fonte foto: Papa Francisco durante Missa do Crisma desta Quinta-feira Santa, 1° /Foto: Andrew Medichini/Pool via REUTERS

 

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Mensagem de Páscoa - Padre Gilmar

Mensagem de Páscoa

                        Páscoa é o mistério central da fé cristã, que celebra o acontecimento da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ao assumir a condição humana, Deus rompe o limite do tempo e do espaço, conduzindo toda humanidade à eternidade. Uma das grandes novidades que a mensagem de Jesus deseja imprimir em nossa alma é a liberdade interior. A libertação de tudo o que nos impede de viver em plenitude. Jesus tem o poder de fazer novas todas as coisas, mas Ele só vai agir em nossa alma se estivermos dispostos a nos desapegar das coisas que guardamos ao longo de nossa vida, como certos rancores, mágoas, desejo de vingança, etc.

                        Não basta afirmar que o Cristo ressuscitou, é necessário sentir a sua presença em nosso meio e deixar-se transformar por Ele.  A celebração pascal é a grande oportunidade de deixarmos Jesus ser Deus e deixarmos que Ele atue livremente em nosso ser. A presença do Ressuscitado transforma a existência de quem o encontra. No entanto, encontra-lo e sentir a sua presença foi um desafio para os primeiros cristãos, e continua sendo ainda hoje.

                        A ressurreição de Cristo nos ensina a manter nossos corações ao alto. Somos tomados de alegria e gratidão diante de tão grande dom. Nós somos beneficiados por essa imensa graça e somos filhos de Deus pelo nosso batismo, acolhidos e perdoados. Somos ungidos para vivermos em Cristo e portadores dessa alegria da ressurreição como o sentido último de nossas vidas e de tudo o que fazemos.

                        À todos, minha oração e comunhão, na certeza de que Cristo reconstruirá os nossos corações enlutados por tantas dores e mortes causados pela pandemia e nos erguerá com o poder salvador de sua ressurreição.

Padre Gilmar Antônio Fernandes Margotto

Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga

Abril 2021

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Participe das celebrações do Tríduo Pascal

Pelo segundo ano consecutivo, as celebrações do Tríduo Pascal em Votuporanga serão realizadas sem a presença de fiéis. A medida foi tomada por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde. Assim como em 2020, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação existentes em cada paróquia, com adequada divulgação aos fiéis para participarem em seus lares e manterem-se unidos a sua igreja paroquial. 

Cada paróquia terá sua programação específica. Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:

• 01/04 – Quinta-Feira Santa – Missa da Ceia do Senhor às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 02/04 – Sexta-Feira Santa – Celebração da Cruz às 15h transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 03/04 – Sábado Santo – Vigília Pascal às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 04/04 - Domingo de Páscoa – Missa da Ressurreição do Senhor às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)

Na Quinta-feira Santa, a Igreja faz memória aos três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. Devido a pandemia, será omitido o rito do Lava-pés que já é facultativo.
Na Sexta-feira Santa ou da Paixão, a Igreja contempla o mistério do Crucificado, com a veneração da santa cruz.  É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. No sábado à noite, a Igreja celebra a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
No Domingo de Páscoa, a Igreja celebra a Ressurreição do Senhor, a vitória da vida sobre a morte. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.

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Católicos celebrarão Semana Santa pelos Meios de Comunicação

Pelo segundo ano consecutivo, as celebrações da Semana Santa em Votuporanga serão realizadas sem a presença de fiéis. A medida foi tomada por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde. Assim como em 2020, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação existentes em cada paróquia, com adequada divulgação aos fiéis para participarem em seus lares e manterem-se unidos a sua igreja paroquial. 

 

A Semana Santa inicia-se neste domingo, 28, com as celebrações do Domingo de Ramos e encerra-se no Domingo de Páscoa, 04 de abril, com as Missas da Ressurreição do Senhor. Ainda na Semana Santa a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, Celebração da Cruz na Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste ano, a Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente é celebrada na Terça-feira Santa será remarcada para uma outra oportunidade.


Cada paróquia terá sua programação específica. Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:


• 28/03 - Domingo de Ramos – Missa e Benção dos Ramos às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 01/04 – Quinta-Feira Santa – Missa da Ceia do Senhor às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 02/04 – Sexta-Feira Santa – Celebração da Cruz às 15h transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 03/04 – Sábado Santo – Vigília Pascal às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 04/04 - Domingo de Páscoa – Missa da Ressurreição do Senhor às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)

Conheça um pouco do significado das celebrações da Semana Santa:
A Semana Santa se inicia no Domingo de Ramos, 28, com o rito da benção dos ramos, “visto que eles serão também usados para a celebração de cinzas no próximo ano”, porém não será realizada a tradicional procissão.
A Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente ocorre na Terça-feira Santa com a presença dos padres e fieis da diocese será agendada para uma nova data.
Na Quinta-feira Santa, a Igreja faz memória aos três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. Devido a pandemia, será omitido o rito do Lava-pés que já é facultativo.
Na Sexta-feira Santa ou da Paixão, a Igreja contempla o mistério do Crucificado, com a veneração da santa cruz.  É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. No sábado à noite, a Igreja celebra a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
No Domingo de Páscoa, a Igreja celebra a Ressurreição do Senhor, a vitória da vida sobre a morte. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.

 

 

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Católicos celebrarão Semana Santa pelos Meios de Comunicação

Pelo segundo ano consecutivo, as celebrações da Semana Santa em Votuporanga serão realizadas sem a presença de fiéis. A medida foi tomada por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde. Assim como em 2020, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação existentes em cada paróquia, com adequada divulgação aos fiéis para participarem em seus lares e manterem-se unidos a sua igreja paroquial. 

 

A Semana Santa inicia-se neste domingo, 28, com as celebrações do Domingo de Ramos e encerra-se no Domingo de Páscoa, 04 de abril, com as Missas da Ressurreição do Senhor. Ainda na Semana Santa a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, Celebração da Cruz na Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste ano, a Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente é celebrada na Terça-feira Santa será remarcada para uma outra oportunidade.


Cada paróquia terá sua programação específica. Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:


• 28/03 - Domingo de Ramos – Missa e Benção dos Ramos às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 01/04 – Quinta-Feira Santa – Missa da Ceia do Senhor às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 02/04 – Sexta-Feira Santa – Celebração da Cruz às 15h transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 03/04 – Sábado Santo – Vigília Pascal às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 04/04 - Domingo de Páscoa – Missa da Ressurreição do Senhor às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)

Conheça um pouco do significado das celebrações da Semana Santa:
A Semana Santa se inicia no Domingo de Ramos, 28, com o rito da benção dos ramos, “visto que eles serão também usados para a celebração de cinzas no próximo ano”, porém não será realizada a tradicional procissão.
A Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente ocorre na Terça-feira Santa com a presença dos padres e fieis da diocese será agendada para uma nova data.
Na Quinta-feira Santa, a Igreja faz memória aos três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. Devido a pandemia, será omitido o rito do Lava-pés que já é facultativo.
Na Sexta-feira Santa ou da Paixão, a Igreja contempla o mistério do Crucificado, com a veneração da santa cruz.  É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. No sábado à noite, a Igreja celebra a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
No Domingo de Páscoa, a Igreja celebra a Ressurreição do Senhor, a vitória da vida sobre a morte. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.

 

 

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Missas da Catedral são transmitidas pela internet, TV UNIFEV e rádio 87,9 FM

Com a determinação do decreto estadual, em decorrência da fase emergencial do Plano São Paulo de Flexibilização, desde a segunda-feira (15) estão suspensas as missas presenciais. Em Votuporanga, a Catedral Nossa Senhora Aparecida seguirá com as celebrações transmitidas ao vivo pelo facebook da paróquia, pela rádio 87,9 FM, além da TV Unifev. Pelo www.facebook.com/catedraldevotuporanga, os fiéis podem acompanhar a missa de quarta-feira, às 15 horas, que também é transmitida pela rádio 87,9 FM. Já no domingo, às 7h30, além do facebook, os católicos podem assistir na TV Unifev a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas ou ouvir na rádio 87,9 FM.

Ainda pela internet, os católicos têm acesso a Palavra do Dia e a reflexão feita pelo padre Gilmar Margotto. O conteúdo é compartilhado no youtube da paróquia. Outro canal de comunicação é a rádio Clube FM, que também transmite a homilia diária em sua programação. 

“Em nenhum momento paramos com a evangelização, pois precisamos estar sempre conectados com Deus. Seja presencial ou on-line, a nossa fé deve ser abastecida cotidianamente e nos fortalecer para vencer os desafios da vida”, destacou o padre Gilmar Margotto. Acompanhe as novidades da Catedral Nossa Senhora Aparecida pelo www.facebook.com/catedraldevotuporanga ou pelo instagram @catedral- devotuporanga e pelo site www.nossasenhoravotuporanga.com.br.

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Ano de São José e Ano da Família

Na Solenidade de São José e no Ano dedicado ao Patrono da Igreja Universal, tem início o Ano da Família Amoris laetitia, 5 anos após a publicação da Exortação pós-sinodal. Dois aniversários importantes que se cruzam com uma surpreendente continuidade.

São José e a família. Um vínculo de ternura que vem imediatamente à mente como a mais natural das associações. "Um homem justo e sábio", definiu-o o Papa Francisco na audiência de quarta-feira; um Pai amado, acolhedor e na penumbra, um Pai da coragem criativa, lemos em Patris corde, a Carta apostólica com a qual o Pontífice proclamou o Ano de São José no dia 8 de dezembro de 2020. Um ano que se sobrepõe ao da Família que começa nesta sexta-feira, na solenidade do esposo de Maria, e 5 anos após a publicação de Amoris laetitia.

Francisco - outra importante associação - assinou a Exortação Apostólica precisamente em 19 de março de 2016, em meio ao Jubileu da Misericórdia e sob a proteção de São José. Na conclusão de Amoris laetitia, os muitos fios desta tela, tecida de amor pela Igreja e seus filhos, são entrelaçados.

Oração à Sagrada Família

Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, a vós, confiantes nos entregamos. Sagrada Família de Nazaré, tornai também a nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, escolas autênticas do Evangelho e pequenas Igrejas domésticas. Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja episódios de violência, fechamento e divisão nas famílias; que qualquer um que tenha sido ferido ou escandalizado seja prontamente confortado e curado. Sagrada Família de Nazaré, conscientizai a todos do caráter sagrado e inviolável da família, de sua beleza no plano de Deus. Sagrada Família de Nazaré, fazei com que todos nós tomemos consciência do caráter sagrado e inviolável da família, de sua beleza no plano de Deus.

O Ano da Família Amoris Laetitia

É na Festa da Sagrada Família, 27 de dezembro de 2020, que o Papa Francisco no Angelus anuncia o Ano dedicado à Família Amoris laetitia. O início é 19 de março de 2021, cinco anos após a publicação da Exortação Apostólica; a conclusão está marcada para 26 de junho de 2022, por ocasião do décimo Encontro Mundial das Famílias em Roma. "Um ano - ele explica ao anunciar o Ano - de reflexão, uma oportunidade para aprofundar os conteúdos do documento". Coordenando as iniciativas pastorais, espirituais e culturais está o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida que, em seu site em 5 idiomas, www.amorislaetitia.va, disponibilizou subsídios e anunciou conferências e estudos aprofundados sobre o documento pontifício. É o próprio Papa que esclarece, no texto no número 5, a importância de Amoris laetitia:

“Esta Exortação adquire um significado especial no contexto deste Ano Jubilar da Misericórdia. Primeiro, porque a entendo como uma proposta para as famílias cristãs, encorajando-as a apreciar os dons do matrimônio e da família, e a manter um amor forte e cheio de valores como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paciência. Em segundo lugar, porque se propõe a encorajar a todos a serem sinais de misericórdia e proximidade onde a vida familiar não é perfeitamente realizada ou não se desenvolve em paz e alegria".

A família de Nazaré, estrela polar

Francisco olha para o "ícone da família de Nazaré, com sua vida cotidiana feita de dificuldades e até pesadelos", como a violência de Herodes, que ainda hoje se renova na pele de tantos refugiados, mas também à sua "aliança de amor e fidelidade" que "ilumina o princípio, que dá forma a toda família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história". E em Amoris laetitia, o Papa cita Paulo VI e seu discurso em Nazaré em 5 de janeiro de 1964:

“Aqui entendemos o modo de vida da família. Nazaré nos lembra o que é a família, o que é a comunhão de amor, sua beleza austera e simples, seu caráter sagrado e inviolável; nos faz ver como é doce e insubstituível a educação na família, nos ensina sua função natural na ordem social”.

O Ano de São José

É José quem cuida deste tesouro, "como chefe da família", é Ele - escreve Francisco no Patris Corde - que nos ensina que "ter fé em Deus também inclui acreditar que Ele pode operar mesmo através de nossos medos, nossas fragilidades, nossas fraquezas". "É o verdadeiro milagre com o qual Deus salva a Criança e sua mãe", confiando em sua "coragem criativa". A esta figura muito amada pelos fiéis, 150 anos após sua proclamação como Patrono da Igreja Universal graças ao decreto do Papa Pio IX Quemadmodum Deus, Francisco decidiu dedicar um Ano a São José. Ele também concedeu o "dom das Indulgências especiais" até 8 de dezembro de 2021 sob as condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração de acordo com as intenções do Papa.

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Papa: as máfias trocam a fé pela idolatria

Após rezar a oração mariana do Angelus o Papa Francisco recordou que neste domingo na Itália, celebra-se o Dia da memória e do compromisso em recordação das vítimas inocentes das máfias.

“As máfias estão presentes em várias partes do mundo e, aproveitando a pandemia, estão se enriquecendo com a corrupção. São João Paulo II denunciou sua "cultura de morte" e Bento XVI as condenou como "caminhos de morte".

Estas estruturas de pecado, estruturas mafiosas, - destacou o Papa - contrárias ao Evangelho de Cristo, trocam a fé pela idolatria. "Hoje lembramos todas as vítimas e renovamos nosso compromisso contra as máfias".

Francisco recordou ainda que nesta segunda-feira celebramos do Dia Mundial da Água, que nos convida a refletir sobre o valor deste maravilhoso e insubstituível dom de Deus. Para nós crentes, a "irmã água” – disse o Papa - não é uma mercadoria: é um símbolo universal e uma fonte de vida e saúde. Francisco em seguida recordou as pessoas que não tem água:

"Demasiados irmãos e irmãs têm acesso a pouca água e talvez água poluída! É necessário garantir água limpa e saneamento para todos".

Francisco então agradeceu e encorajou todos aqueles que, com diferentes habilidades profissionais e responsabilidades, trabalham para este objetivo muito importante. E dirigiu seu pensamento para a Argentina:

“Penso, por exemplo, na Universidade da Água, na minha pátria, naqueles que trabalham para levá-la adiante e para fazer as pessoas entenderem a importância da água. Muito obrigado a vocês, argentinos, que trabalham nesta Universidade da Água".

O Papa concluiu saudando todas as pessoas conectadas através dos meios de comunicação, com uma recordação especial aos doentes e às pessoas sozinhas e desejando a todos um bom domingo. Por favor, - repetiu mais uma vez - não se esqueçam de rezar por mim. Tenham um bom almoço e até breve!

 

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As catequeses do Papa Francisco sobre a oração

O Papa Francisco conclui na Audiência Geral da quarta-feira, 17 de março, seu ciclo de catequeses dedicado à Oração. Foram 27 catequeses, que tiveram início no dia 6 de maio de 2020, sendo interrompidas entre 5 de agosto e 30 de setembro, quando as catequeses foram dedicadas ao tema pandemia, no ciclo intitulado "Curar o mundo". A maior parte delas, foram realizadas na Biblioteca do Palácio Apostólico, devido às restrições para conter contágios.

"A oração é o respiro da fé, é a sua expressão mais adequada. Como um grito que sai do coração de quem crê e se confia a Deus (...). Mais forte do que qualquer argumentação contrária, no coração do homem há uma voz que invoca. Todos nós temos esta voz interior. Uma voz que sai espontaneamente, sem que ninguém a governe, uma voz que se interroga sobre o sentido do nosso caminho aqui na terra, especialmente quando nos encontramos na escuridão: “Jesus, tem compaixão de mim! Jesus, tem compaixão de mim!”. É uma bonita oração! Mas não estão estas palavras esculpidas em toda a criação? Tudo invoca e suplica para que o mistério da misericórdia encontre o seu cumprimento definitivo."

2020

06 de maio - O mistério da oração: https://bit.ly/3r34J4I

13 de maio - A oração do cristão: https://bit.ly/2P7vTKs

20 de maio - O mistério da Criação: https://bit.ly/3eMG8hW

27 de maio - A oração dos justos: https://bit.ly/3eRtyOy

03 de junho - A oração de Abraão: https://bit.ly/3tAcq3Z

10 de junho - A oração de Jacob: https://bit.ly/38TiWLf

17 de junho - A oração de Moisés: https://bit.ly/30Q7hZd

24 de junho - A oração de David: https://bit.ly/3tuVSKr

07 de outubro - A oração de Eliashttps://bit.ly/3qYH4lL

14 de outubro - A oração dos Salmos. 1: https://bit.ly/3qUbxBh

21 de outubro - A oração dos Salmos. 2: https://bit.ly/3eQt4rK

28 de outubro - Jesus, homem de oração: https://bit.ly/3bXqmim

04 de novembro - Jesus, mestre da oração: https://bit.ly/38Sywql

11 de novembro - A oração perseverante: https://bit.ly/3qVE5KV

18 de novembro - A Virgem Maria, mulher orante: https://bit.ly/2OIuf1R

25 de novembro - A oração da Igreja nascente: https://bit.ly/3s10VlB

02 de dezembro - A bênção: https://bit.ly/3tAKsFf

09 de dezembro - A oração de súplica: https://bit.ly/3lo5xzR

16 de dezembro - A oração de intercessão: https://bit.ly/3bXbzUV

30 de dezembro  - A oração de ação de graças: https://bit.ly/2P3KoyR

2021

13 de janeiro - A oração de louvor: https://bit.ly/3twDOQ6

20 de janeiro - A oração pela unidade dos cristãos: https://bit.ly/30PhZz0

27 de janeiro - A oração com as Sagradas Escrituras: https://bit.ly/3lqEILb

03 de fevereiro - Rezar na Liturgia: https://bit.ly/3eQoQjO

10 de fevereiro - Rezar na vida quotidiana: https://bit.ly/2QgNFLN

03 de março - A oração e a Trindade. 1: https://bit.ly/2P5SarH

17 de março - A oração e a Trindade. 2: https://bit.ly/3lr9SC7

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Francisco: São José, Santo da porta ao lado e guardião das vocações

Foi divulgada, nesta sexta-feira (19/03), a mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado em 25 de abril próximo, IV Domingo de Páscoa.

Intitulada «São José: o sonho da vocação», a mensagem recorda que o Pai putativo de Jesus é uma "figura extraordinária e, ao mesmo tempo, «tão próxima da condição humana de cada um de nós», escreve o Papa, citando um trecho da introdução da Carta Apostólica Patris corde.

"São José não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial aos olhos de quem se cruzava com ele. Não era famoso, nem se fazia notar: dele, os Evangelhos não transcrevem uma palavra sequer. Contudo, através da sua vida normal, realizou algo de extraordinário aos olhos de Deus. Deus vê o coração e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias", ressalta o Papa no texto.

“O Senhor deseja moldar corações de pais, corações de mães: corações abertos, capazes de grandes ímpetos, generosos na doação, compassivos para consolar as angústias e firmes para fortalecer as esperanças. Disto têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida.”

"São José vem em nossa ajuda com a sua mansidão, como Santo da porta ao lado; simultaneamente pode, com o seu forte testemunho, guiar-nos no caminho", sublinha Francisco.

O amor dá sentido à vida

"A vida de São José sugere-nos três palavras-chave para a vocação de cada um", sublinha o Papa. "A primeira é sonho. Todos sonham realizar-se na vida. E é justo nutrir aspirações grandes, expectativas altas, que objetivos efêmeros como o sucesso, a riqueza e a diversão não conseguem satisfazer. Realmente, se perguntássemos às pessoas para traduzirem numa só palavra o sonho da sua vida, não seria difícil imaginar a resposta: «amor». É o amor que dá sentido à vida, porque revela o seu mistério. Pois só se tem a vida que se doa, só se possui de verdade a vida que se doa plenamente. A este propósito, São José tem muito a nos dizer, pois, através dos sonhos que Deus lhe inspirou, fez da sua existência um dom."

De acordo com Francisco "assim acontece na vocação: o chamado divino impele sempre a sair, a doar-se, a ir mais além. Não há fé sem risco. Neste sentido, São José constitui um ícone exemplar do acolhimento dos projetos de Deus. Que ele ajude a todos, sobretudo os jovens em discernimento, a realizar os sonhos que Deus tem para cada um; inspire a corajosa intrepidez de dizer «sim» ao Senhor, que sempre surpreende e nunca desilude!"

Viver para servir

A segunda palavra, serviço, marca o itinerário de São José e da vocação. Segundo os Evangelhos, "ele viveu em tudo para os outros e nunca para si mesmo. O serviço, expressão concreta do dom de si mesmo, não foi para São José apenas um alto ideal, mas tornou-se regra da vida diária. Em resumo, adaptou-se às várias circunstâncias com a atitude de quem não desanima se a vida não lhe corre como queria: com a disponibilidade de quem vive para servir".

"Por isso gosto de pensar em São José, guardião de Jesus e da Igreja, como guardião das vocações. Com efeito, da própria disponibilidade em servir, deriva o seu cuidado em guardar. «Levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe»: refere o Evangelho, indicando a sua disponibilidade e dedicação à família. Este cuidado atento e solícito é o sinal duma vocação realizada. É o testemunho duma vida tocada pelo amor de Deus", ressalta o Papa.

A fidelidade é o segredo da alegria

O terceiro aspecto que atravessa a vida de São José e a vocação cristã, cadenciando o seu dia a dia é a fidelidade. "Como se alimenta esta fidelidade? À luz da fidelidade de Deus", frisa o Pontífice. "Esta fidelidade é o segredo da alegria. Como diz um hino litúrgico, na casa de Nazaré reinava «uma alegria cristalina». Era a alegria diária e transparente da simplicidade, a alegria que sente quem guarda o que conta: a proximidade fiel a Deus e ao próximo."

"Como seria belo se a mesma atmosfera simples e radiante, sóbria e esperançosa, permeasse os nossos seminários, os nossos institutos religiosos, as nossas residências paroquiais!", sublinha Francisco, desejando esta alegria a todos os que fizeram "de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que lhes foram confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria". "Que São José, guardião das vocações, os acompanhe com coração de pai", conclui o Papa.

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Francisco: ouvir o grito dos pobres nos faz partícipes de um mundo melhor

As palavras do Papa são dirigidas a um grupo de voluntários e responsáveis da FIDESCO, a Organização católica de solidariedade internacional nascida na França e engajada há quarenta anos no Sul do mundo em apoio aos mais pobres. Os agradecimentos e encorajamento de Francisco são por um compromisso realizado com ternura e misericórdia, que faz crescer em nível pessoal e eclesial.

Gabriella Ceraso, Silvonei José – Vatican News

Testemunhar Cristo com competência e profissionalismo, oferecendo à Igreja apoio voluntário para o desenvolvimento humano integral. Este é o trabalho realizado durante quarenta anos pela FIDESCO - Federação Internacional para o Desenvolvimento Econômico e Social através da Cooperação - uma ONG católica voluntária, nascida da Comunidade Emmanuel em 1981 e atualmente operativa nos quatro continentes. Em peregrinação nestes dias a Roma, uma representação de voluntários e dirigentes foi recebida nesta manhã de sábado (20/03) em audiência pelo Papa, após uma passagem aos túmulos dos Apóstolos que - como lhes disse Francisco em seu discurso de saudação - "permite enraizar ainda melhor as ações que vocês realizam diariamente na sua fé em Cristo morto e ressuscitado e no coração da missão da Igreja".

Um caminho de "renovação espiritual com uma conotação penitencial quaresmal" que foi empreendido, como Francisco o define, que - espera - tornará vocês ainda "mais entusiasmados e alegres" em seu serviço aos seus irmãos e irmãs no mundo.

A FIDESCO, de fato, é especializada no envio ao Sul do mundo de voluntários católicos motivados pela fé e treinados profissionalmente, em resposta a uma necessidade ou pedido da Igreja, independentemente da religião, etnia ou cultura de origem e em setores diversos ou em áreas problemáticas, como campos de refugiados ou dispensários. É por isso que se chama "fides-co", fé e cooperação.

Voluntários em busca do bem dos outros

Homens e mulheres, portanto, em busca do "bem dos outros", dos irmãos e irmãs "mais distantes, menos afortunados, mais desfavorecidos, com menos oportunidades que vocês, mas igualmente amados por Deus e dotados de dignidade". Assim, o Papa em seu discurso, no qual ele se baseou várias vezes na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, partindo precisamente do conceito de que é o amar e o sentir-se amado por Deus que provoca em nós o "desejo de cuidar dos outros ". E o período quaresmal com sua meditação sobre a Paixão de Cristo é - disse Francisco - para este tipo de missão, "a fonte": é Ele crucificado que vive nos pobres, nos excluídos, nos famintos, é Ele que nos amou a ponto de dar sua vida, salvando-nos:

Confessar que Jesus deu seu sangue por nós nos impede de manter a mínima dúvida sobre o amor sem limites que enobrece todo ser humano. Todo ser humano é digno. Todo ser humano é um irmão ou irmã para mim. Convido todos vocês, quando estiverem no vivo de sua missão, com a sua relação pessoal com o Senhor e com sua vida de fé, a preservar intacta a maravilha, o fascínio, o entusiasmo de viver o Evangelho da fraternidade. Precisamos disso nos momentos mais difíceis de solidão, desânimo, desilusão...

Testemunhas de ternura e compaixão para um mundo mais bonito

Diante deste compromisso que há quarenta anos marca a vida dos voluntários da FIDESCO, o Papa expressa seu agradecimento pela missão encarnada com "ternura e compaixão" e pelo testemunho "dado a Cristo", e encoraja todos a perseverarem neste caminho construindo um mundo mais bonito e fortalecendo a construção do Reino de Deus:

De fato, sua ação de solidariedade está orientada para o desenvolvimento integral das pessoas, cuidando não apenas de suas necessidades materiais, mas também de sua integração social, seu crescimento intelectual, cultural e espiritual, dando a cada um sua dignidade. Eu os encorajo a perseverarem neste caminho, permanecendo enraizados na doutrina social da Igreja. Hoje é mais importante do que nunca que os fiéis de Cristo sejam testemunhas de ternura e compaixão. Ouvir o grito dos pobres que ressoa dentro de nós, deixar-se provocar pelo sofrimento dos outros e decidir sair para tocar suas feridas - que são as feridas de Cristo - não só nos faz participar da construção de um mundo mais bonito, mais fraterno, mais evangélico, mas fortalece a Igreja em sua missão de apressar o estabelecimento do Reino de Deus.

Servir o próximo faz crescer na fé e na humanidade

A missão e o compromisso com o cuidado e o bem dos outros, como pode ser o trabalho na FIDESCO, mesmo que temporário, - observa ainda o Papa - também têm um efeito de "crescimento pessoal" importante, assim como em nível de fé e de formação para os mais jovens:

Aqueles que se comprometem nas suas missões encontram não somente a oportunidade de uma abertura ao mundo e às culturas, mas também os meios para responder à misericórdia que Deus lhes mostrou: "Sede misericordiosos, assim como vosso Pai é misericordioso" (Lc 6,36). Encontram também um caminho espiritual em resposta ao dom gratuito de Deus. Mais uma vez, merece reconhecimento a oportunidade que vocês oferecem, especialmente aos mais jovens, de crescer na fé e na humanidade.

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Cada criança é um dom, afirma Papa no Dia da Síndrome de Down

O Dia Mundial das pessoas com Síndrome de Down foi lembrado pelo Papa Francisco em sua conta no twitter. “Toda criança que se anuncia no ventre de uma mulher precisa ser amada e cuidada”, escreveu o Santo Padre.

A data foi estabelecido pela Assembleia Geral da ONU. Ela tem como objetivo difundir uma maior consciência e conhecimento da Síndrome de Down. A escolha do dia 21 não é casual. O número 21 lembra a presença de um cromossomo a mais. A síndrome é também chamada trissomia 21. 

Conectar

O tema escolhido para este ano é “Conectar”. O objetivo é conectar a comunidade mundial com as pessoas com Síndrome de Down. Isso, de formas inovadoras para continuar a apoiar a igualdade de direitos e oportunidades.

Direito a trabalhar 

CoorDown, a Coordenação Nacional das Associações de Pessoas com Síndrome de Down, por ocasião do Dia Mundial, lançou a campanha de conscientização internacional “The hiring chain” (A Cadeia de Contratação).

A finalidade é afirmar que a inclusão no emprego não é apenas um direito a ser garantido, mas que traz benefícios no contexto do trabalho e à sociedade como um todo.

O objetivo é garantir que essas pessoas possam ter oportunidades iguais de trabalho, conseguindo assim crescer tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

Cultura de descarte cada vez mais forte

A grave situação sanitária da pandemia também levou, nos últimos meses, a um agravamento da mentalidade em relação àqueles que nascem com um cromossomo a mais.

Na verdade, em muitos países, uma tendência chamada Down Syndrome Free está se desenvolvendo cada vez mais. Em países como a Dinamarca e a Islândia, 98% das mulheres grávidas diagnosticadas com síndrome de Down optam por abortar seus bebês. E estes nem sempre são diagnósticos corretos.

O Papa Francisco condenou repetidamente esta cultura do descarte que rejeita os seres humanos mais fracos e frágeis. “Por isso – explicou o Pontífice em sua Mensagem no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência em dezembro passado – certas partes da humanidade parecem sacrificáveis em benefício de uma seleção que favorece um setor humano digno de viver sem limites. Afinal, as pessoas não são mais sentidas como um valor primordial a ser respeitado e protegido, especialmente se são pobres ou deficientes”.

Proximidade da Igreja

Vittorio Scelzo, do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, explica que o Papa sempre demonstrou grande atenção aos mais frágeis. As audiências gerais, as visitas às paróquias, viagens, estão cheias de encontros de Francisco com pessoas com Síndrome de Down.

“Olhando para eles, percebe-se que são muitos para serem acidentais. Evidentemente, há uma grande atenção por trás desses encontros. E muitas vezes são imagens em que se capta a felicidade de ambos, do Papa e dessas pessoas que ele encontra. É como se fosse um magistério muito particular, feito, porém, acima de tudo, de gestos, de sorrisos e de abraços, é uma atenção que o Papa sempre tem”.

Durante a visita ao Iraque, por exemplo, Scelzo afirma que o Pontífice conheceu algumas pessoas com Síndrome de Down. “E certamente não se limita ao dia de hoje, o que também é muito importante, mas esta atenção do Papa nos convida a um compromisso pastoral renovado, em direção a uma inclusão cada vez maior das pessoas com deficiência”.

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Papa: o racismo é um vírus que ao invés de desaparecer, se esconde

“O racismo é um vírus que se transforma facilmente e, em vez de desaparecer, se esconde, mas está sempre à espreita”. É o que escreveu o Papa Francisco neste domingo, 21, em sua conta no twitter.

O Santo Padre prosseguiu em sua mensagem: “As manifestações de racismo renovam em nós a vergonha, demonstrando que os progressos da sociedade não estão assegurados de uma vez por todas”.

Neste domingo é celebrado o Dia internacional para a eliminação da discriminação racial.

Dia 21 de março

Este Dia internacional é comemorado todos os anos em 21 de março. A data faz memória ao fatídico dia 21 de março de 1960. Neste dia, na África do Sul, era o auge do apartheid. A polícia disparou contra um grupo de manifestantes negros, matando sessenta e nove e ferindo 180.

Um episódio dramático conhecido como o massacre de Sharpeville. A data foi proclamada em 1966, com a Resolução 2142. A Assembleia Geral da ONU enfatizou a necessidade de maiores esforços para eliminar todas as formas de discriminação racial.

Manifestações nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, centenas de pessoas saíram neste sábado, 20, às ruas de Atlanta, Geórgia. Os manifestantes protestaram contra o massacre de oito pessoas, seis delas mulheres de origem asiática, perpetrado por um homem branco de 21 anos.

O grupo portava muitos cartazes com escritas “Acabe o ódio contra asiáticos” e “O racismo é um vírus”.

Discurso de Biden

Em discurso na Universidade Emory em Atlanta, presidente dos EUA, Joe Biden, falou sobre valores e crenças fundamentais. Para Biden, eles “deveriam unir os estadunidenses”.

“Lutar contra o ódio e o racismo – o veneno que há muito assombra e atormenta nossa Nação”, foi um pedido do presidente dos EUA. Segundo Biden, o ódio e violência muitas vezes se escondem à vista de todos. “E muitas vezes estão associados ao silêncio”.

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Olhar para a cruz para conhecer Jesus, exorta Papa Francisco

Olhar para a cruz para conhecer Jesus. É a exortação do Papa Francisco no Angelus deste domingo, 21. A reflexão e a tradicional oração mariana foram recitadas da Biblioteca do Palácio Apostólico do Vaticano.

Desejo de conhecer Jesus

O Pontífice observou que hoje, mesmo sem dizer de forma implícita, muitos gostariam de ‘ver Jesus’, encontrá-lo, conhecê-lo. Diante disso, o Santo Padre reforçou a importância dos cristãos e suas comunidades compreenderem a grande responsabilidade que têm.

Tomar sobre si o estilo de Deus

“Devemos responder com o testemunho de uma vida que se doa no serviço”. Foi o que afirmou o Papa. Para ele, é preciso que cada um tome sobre si o estilo de Deus. Este estilo consiste em viver a proximidade, compaixão, ternura e doação no serviço.

Francisco observou que se trata de plantar sementes de amor, não com palavras que voam para longe, mas com exemplos concretos, simples e corajosos. “Sem condenações teóricas, mas com gestos de amor”.

O Senhor, com sua graça, faz os cristãos darem frutos, mesmo quando o terreno é árido por causa de incompreensões, dificuldades ou perseguições ou pretensões de moralismos clericais, apontou o Pontífice.

Na provação, experimentar a fecundidade do amo

Na provação e na solidão, enquanto a semente morre, é o momento, de acordo com o Santo Padre, no qual a vida brota, para produzir frutos maduros em seu próprio tempo.

De acordo com o Papa, é neste entrelaçamento de morte e vida que se pode experimentar a alegria e a verdadeira fecundidade do amor.

Encontrando Jesus

Para todo homem que quer procurar, Jesus “é a semente escondida pronta para morrer a fim de dar muitos frutos”, disse Francisco. O Pontífice ilustra com estas palavras o Evangelho em que São João relata um episódio ocorrido nos últimos dias da vida de Jesus, pouco antes de Sua Paixão.

Enquanto se encontra em Jerusalém para a festa da Páscoa, alguns gregos expressam o desejo de vê-lo. Eles se aproximam do apóstolo Felipe e lhe dizem: “Queremos ver Jesus”.

A cruz expressa o amor

“No pedido daqueles gregos podemos discernir o pedido que tantos homens e mulheres, de todos os lugares e de todas as épocas, dirigem à Igreja”. É o que reforçou o Santo Padre.

O Papa recorda que Jesus responde ao pedido dos gregos. “Chegou a hora de o Filho do Homem ser glorificado”. […] Se o grão de trigo cai na terra e não morre, permanece sozinho; mas se morre, dá muito fruto”, disse Jesus.

Para conhecer e compreender Cristo, explicou Francisco, deve-se olhar “o grão de trigo que morre na terra”, deve-se olhar para a cruz.

Deste modo, o Pontífice comentou sobre o sinal da cruz. Ele, ao longo dos séculos, se tornou o emblema por excelência dos cristãos.

Crucifixo

Aqueles que querem “ver Jesus” hoje, talvez vindo de países e culturas onde o cristianismo é pouco conhecido, o que eles veem antes de tudo? Qual é o sinal mais comum que eles encontram? Questionou o Papa.

A resposta é o crucifixo. Ele está nas igrejas, nos lares dos cristãos, até mesmo usado em seu próprio corpo. O importante, para Francisco, é que o sinal seja coerente com o Evangelho. “A cruz não pode deixar de expressar o amor, o serviço, o dom de si sem reservas: só assim é verdadeiramente a ‘árvore da vida’, da vida superabundante”.

Oração

Por fim, o Santo Padre rogou pedindo que a Virgem Maria ajudasse homens e mulheres a seguirem Jesus. “Que o amor de Cristo possa brilhar em todas as nossas atitudes e se torne cada vez mais o estilo de nossa vida diária”, exortou o Papa.

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É necessário garantir água limpa e saneamento para todos, diz Papa

“É necessário garantir água limpa e saneamento para todos”. Foi o pedido do Papa Francisco após a oração do Angelus deste domingo, 21. Nesta segunda-feira, 22, é celebrado do Dia Mundial da Água.

O Pontífice convidou os fiéis a refletirem sobre o valor deste que considerou um maravilhoso e insubstituível dom de Deus.  “Para nós crentes, a ‘irmã água’ não é uma mercadoria: é um símbolo universal e uma fonte de vida e saúde”.

O Santo Padre recordou as pessoas que não tem água: “Demasiados irmãos e irmãs têm acesso a pouca água e talvez água poluída!”.

Francisco então agradeceu e encorajou todos aqueles que, com diferentes habilidades profissionais e responsabilidades, trabalham para garantir água limpa e saneamento para todos.

Universidade da Água

Ao dirigir seu pensamento para a Argentina, o Pontífice recordou a Universidade da Água. O local desenvolve um trabalho para fazer as pessoas entenderem a importância da água.

“Muito obrigado a vocês, argentinos, que trabalham nesta Universidade da Água”, disse Francisco.

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Papa Francisco completa 8 anos de pontificado

Neste sábado, 13, o Papa Francisco completa oito anos de pontificado. “Proximidade, Assembleias Sinodais e impulso missionário”: eis as bases fundamentais do Pontificado de Francisco.

A perspectiva do seu Pontificado partiu de baixo, com uma maior atenção às “periferias” existenciais e geográficas do mundo, como ponto de partida do seu modo de ser e agir. Ao convidar os fiéis a retomar “o frescor original do Evangelho”, pediu-lhes um maior fervor e dinamismo, para que o amor de Jesus pudesse chegar realmente a todos. A Igreja que Bergoglio queria era uma Igreja “em saída”, de portas abertas, um hospital de campanha, sem temer a “revolução da ternura e o milagre da delicadeza”.

Novidades e a “Evangelii gaudium”, um texto programático do Pontificado

Jorge Mário Bergoglio foi o primeiro Papa a escolher o nome de “Francisco”: primeiro Jesuíta, de origens latino-americanas, mas também o primeiro Pontífice, dos tempos modernos, eleito após a renúncia do seu antecessor. Francisco começou o seu Pontificado marcado pela novidade. A mais importante foi a de celebrar Missas diárias na Casa Santa Marta, onde decidiu morar, ao invés da Residência Apostólica. Esta foi mais uma novidade! Em suas breves homilias, pronunciadas com rigor e estilo de pároco, buscou estabelecer um diálogo direto com os fiéis, exortando-os a um confronto imediato com a Palavra de Deus.

No mesmo ano da sua eleição, Francisco surpreendeu a todos com a publicação de uma Exortação apostólica “Evangelii gaudium”: um verdadeiro “texto programático” do seu primeiro Pontificado. No documento, o Papa exorta a uma “nova Evangelização”, caracterizada pela alegria, bem como à reforma das estruturas eclesiais e à conversão do Papado, para que sejam mais missionárias e próximas do sentido desejado por Jesus. Ainda em 2013, o Papa instituiu um “Conselho de Cardeais” para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica “Pastor bonus”, sobre a Cúria Romana, que remonta ao ano de 1988.

A família

A família foi o foco central da pastoral do Papa Francisco, em 2014, à qual dedicou um Sínodo extraordinário. Para o Pontífice, a sociedade individualista contemporânea agride duramente a família, colocando em risco os direitos dos filhos e dos pais, sobretudo no âmbito da educação moral e religiosa. O tema da família teve seu ápice na Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, em 8 de abril de 2016, na qual Francisco destacou a importância e a beleza da família, com base no matrimônio indissolúvel entre o homem e a mulher; o documento trata, com realismo, das fragilidades de algumas pessoas, que se divorciam e casam de novo, incentivando os pastores ao discernimento.

Confira
.: Especial Família

Do ponto de vista das reformas, em 2014, foi muito significativa a instituição da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, que tem o objetivo de propor iniciativas ao Pontífice sobre “a promoção e a responsabilidade das Igrejas particulares em relação à proteção de todos os menores e adultos vulneráveis”.

Sobre a ação diplomática, o ano de 2014 foi caracterizado por duas grandes iniciativas do Papa Francisco: primeiro, a “Invocação pela Paz” na Terra Santa, em 8 de junho, nos Jardins do Vaticano, junto com os Presidentes de Israel, Shimon Peres, e o da Palestina, Mahmoud Abbas; segundo, o restabelecimento das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba.

Salvaguarda da Criação

O ano 2015 foi dedicado à “salvaguarda da criação”: em 24 de maio, Francisco assinou a Encíclica “Laudato sì” sobre o cuidado da nossa Casa Comum, cujo ponto central foi a ecologia integral, em que a preocupação com a natureza, a equidade com os pobres e o compromisso da sociedade são inseparáveis. Por isso, o Pontífice instituiu o “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”, de cunho ecumênico, que se celebra, todos os anos, no dia 1° de setembro.

No entanto, em relação às reformas, continuam os trabalhos para a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana, cujo esboço provisório foi intitulado “Pregai o Evangelho”. Não obstante, explodiu o caso “Vatileaks 2”, sobre o vazamento de documentos reservados da Santa Sé: “Um ato deplorável”, – definiu o Papa na oração do Angelus de 8 de novembro, – porque “roubar documentos é um crime”. Depois de um regular julgamento no Tribunal do Vaticano, o caso foi encerrado, em julho de 2016, com duas condenações e duas absolvições.

Jubileu Extraordinário da Misericórdia

O fio condutor do Pontificado de Francisco, em 2016, foi, sem dúvida, a “misericórdia”. Naquele ano, foi proclamado o “Jubileu extraordinário da Misericórdia” sobre o tema “Misericordiosos como o Pai”. A preocupação com os últimos se concretizou com as “Sextas-feiras da Misericórdia”, com visitas privadas que o Pontífice fez às estruturas dedicadas ao acolhimento dos pobres, dos enfermos, dos marginalizados. Foi um Jubileu de ampla extensão, que deu a possibilidade de abrir uma “Porta Santa” em todas as igrejas do mundo. Antes de abrir a Porta da Basílica Vaticana, o Papa Francisco abriu outra, muito simbólica: a Porta da Catedral de Bangui, na República Centro-Africana, durante a sua Viagem Apostólica, em novembro de 2015.

Em 2016, aconteceu um evento inédito: em 12 de fevereiro, o Pontífice encontrou-se em Cuba com o Patriarca de Moscou e de toda a Rússia, Kirill. Ambos os líderes religiosos assinaram uma Declaração conjunta, com a qual se comprometeram em responder aos desafios do mundo contemporâneo, inclusive o fim da perseguição dos cristãos e das guerras, promover o diálogo inter-religioso, ajudar os migrantes e refugiados e proteger a vida e a família.

Dia Mundial dos Pobres

O ano 2017 também foi marcado por importante evento, que faz parte integrante da diplomacia de paz do Papa Francisco: em 20 de setembro de 2017, na sede das Nações Unidas, em Nova York, a Santa Sé foi um dos primeiros países a assinar e ratificar o “Tratado sobre proibição das Armas nucleares”. E, em âmbito pastoral, aquele ano foi caracterizado pela celebração do primeiro “Dia Mundial dos Pobres”: um acontecimento que deveria ser – segundo o Papa – uma advertência de que “a presença de Jesus se manifesta” sobretudo nos pobres: “eles abrem o caminho para o céu e são o nosso passaporte para o céu”.

Acordo com a China

Em 2018, dois acontecimentos marcaram o Pontificado de Francisco: em nível pastoral, o “Sínodo sobre os Jovens” representou um momento de reflexão eclesial. O Pontífice pediu aos jovens para “escutar, serem próximos e testemunhar”, porque “a fé é uma questão de encontro, não uma teoria”. Este apelo tornou-se bem mais forte com a Exortação apostólica pós-sinodal “Christus vivit”, em 2019. “Agora vocês são de Deus”, escreveu Francisco no documento, pedindo aos jovens para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo e dedicar mais atenção aos últimos.

Em 2018, em campo diplomático, deu-se o Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China, assinado em Pequim, em 22 de setembro, sobre a nomeação dos Bispos. Em 2020, o acordo foi renovado por dois anos.

Luta contra os abusos

O ano de 2018 contou com uma página muito amarga para a Igreja Católica: os abusos cometidos por alguns membros do clero, como o caso concernente ao Cardeal George Pell, julgado na Austrália e absolvido após 13 meses, passados injustamente na prisão; o do ex-sacerdote chileno, Ferdinando Karadima, que depois foi destituído por Francisco do estado clerical; enfim, a publicação do “Relatório da Pensilvânia”, nos Estados Unidos, sobre a importância de combater este crime, por determinação do Pontífice.

Em agosto, ao término da sua Viagem Apostólica à Irlanda, Francisco presidiu a um comovente “Ato Penitencial”, durante o qual pediu perdão por este crime, em nome da Igreja. No mesmo período, a mídia divulgou o “Caso McCarrick”, o ex Cardeal responsável por abusos sexuais de menores, exonerado do estado clerical, em 2019. Sobre este fato, a Santa Sé publicou um “Relatório” especial, elaborado pelo Cardeal Secretário de Estado, a pedido do Papa, em 10 de novembro de 2020.

A luta contra os abusos continuou, em 2019, com um Encontro de Cúpula, no Vaticano, sobre a tutela dos menores, do qual nasceu o Motu próprio “Vos estis lux mundi”, que obrigava os clérigos e religiosos a denunciar os abusos: cada diocese devia ter um sistema, que fosse facilmente acessível ao público, para acolher as denúncias. Além do mais, em dezembro, com um Rescrito, o Papa aboliu o Segredo pontifício para os casos de abuso sexual.

Fraternidade, paz e unidade dos Cristãos

Em 2019, aconteceram três grandes eventos: primeiro, a assinatura do documento “Fraternidade Humana pela Paz Mundial e a Convivência Comum”, assinado pelo Papa Francisco e pelo Grão Imame de Al-Azhar, Ahamad al-Tayyeb, em Abu Dhabi, em 4 de fevereiro. O documento, um marco nas relações entre o Cristianismo e o Islamismo, encorajava o fortalecimento do diálogo inter-religioso, promovia o respeito mútuo e condenava o terrorismo e a violência.

O segundo evento foi a realização de um Retiro espiritual, no Vaticano, para os líderes civis e eclesiásticos do Sul do Sudão. O encontro espiritual deu-se em abril e concluiu-se com um ato impressionante: Francisco ajoelhou-se e beijou os pés do Presidente da República do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, e dos vice-Presidentes presentes, para “implorar o fim definitivo da guerra” no jovem país africano.

Enfim, o terceiro e último evento, foi em vista da relação da unidade dos Cristãos: no dia 29 de junho, Francisco doou alguns fragmentos das relíquias de São Pedro a uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. Em uma Carta ao Patriarca Bartolomeu, o Santo Padre escreveu: “Esta doação representa uma ulterior confirmação do caminho das nossas Igrejas rumo à unidade”.

Reformas econômicas e financeiras

Em agosto de 2019, no âmbito das reformas, o Pontífice renovou, com um quirógrafo, o Estatuto do IOR, nomeando um Revisor externo para controlar as contas do Banco Vaticano. Esta decisão deu origem, em fins do ano 2020, a um novo Estatuto da Autoridade de Informação Financeira, chamada Autoridade de Supervisão e Informação Financeira (Asif), como também ao Motu proprio “Sobre determinadas competências em matéria econômica e financeira”, com o qual transferia à APSA a gestão dos fundos e bens da Secretaria de Estado, inclusive o Óbolo de São Pedro, a fim de reforçar o controle da Secretaria para a Economia.

Oração em plena pandemia

Em 2020, o ano da pandemia do Covid-19, o Papa Francisco permaneceu ao lado dos fiéis mediante o poder da oração constante. Permaneceu impressa, na memória do mundo inteiro, a “Statio Orbis”, que o Pontífice presidiu sozinho, dia 27 de março, diante da Basílica Vaticana, em uma Praça São Pedro deserta e chuvosa.

A tecnologia também ajudou a encurtar as distâncias necessárias para conter os contágios: neste período de pandemia, a Audiência Geral e a oração do Angelus são transmitidas ao vivo por áudio-vídeos, como as Missas matutinas na Casa Santa Marta.

Em fevereiro, foi publicada a quinta Exortação Apostólica intitulada “Querida Amazônia”, que reúne os frutos do Sínodo Especial para a Região Pan-Amazônica, realizado no Vaticano, em 2019; em outubro, foi a vez da terceira Encíclica, “Todos Irmãos”, que, mas pegadas salientes deste Pontificado, apela à fraternidade e à amizade social e reitera o “não” decisivo às guerras, para a construção de um mundo melhor, com o esforço de todos.

Viagens Apostólicas com atenção especial às periferias

O ano de 2020 concluiu-se com o anúncio da histórica Viagem Apostólica ao Iraque, que se realizou no fim da semana passada: pela primeira vez, um Sucessor de Pedro visita aquele país. Assim, após 15 meses de pandemia, Francisco retoma sua missão de levar a luz e a beleza do Evangelho ao mundo, voltando sempre seu olhar às periferias, onde a “fraternidade e a esperança” são urgentes.

Por outro lado, a sua primeira Viagem como Pontífice deu-se em 8 de julho de 2013, com uma visita à Ilha de Lampedusa, porto de desembarques desesperados. Ali, o Papa acendeu os refletores globais sobre o drama da migração, um tema importante do seu Pontificado. O Santo Padre recorda sempre que “os migrantes são, antes de tudo, pessoas, não apenas números ou questões sociais”, mas não o faz apenas com palavras, mas também com gestos concretos. Em abril de 2016, ao voltar de uma visita ao campo de refugiados em Lesbos, na Grécia, o Papa trouxe consigo, no voo de retorno, 12 refugiados sírios, para que recebessem assistência e acolhida em Roma.

Dados estatísticos

Até agora, Francisco fez 25 viagens na Itália e 33 internacionais. Os dados do seu Pontificado confirmam mais de 340 audiências gerais, mais de 450 orações do Angelus ou Regina Coeli, quase 790 homilias na Casa Santa Marta e proclamou cerca de 900 novos Santos, inclusive os 800 mártires de Otranto. O Papa presidiu a 7 Consistórios, com a criação de 101 Cardeais, e convocou vários Anos especiais, como os dedicados à Vida Consagrada (2015-2016), à figura de São José (2020-2021) e à Família “Amoris Laetitia” (2021-2022).

Francisco instituiu também diversas Jornadas: a última, em ordem cronológica, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrado, pela primeira vez, em julho de 2021, por ocasião da festa dos Santos Joaquim e Ana, “Avós” de Jesus.

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Missa da Catedral de Votuporanga é transmitida ao vivo pela TV Unifev

Os católicos de Votuporanga e região, há quatro anos, contam com mais uma opção de evangelização. Aos domingos, às 7h30, os fiéis podem acompanhar a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas, ao vivo, direto da Catedral Nossa Senhora Aparecida.

Desde o ano passado, essa tem sido uma alternativa para dezenas de pessoas, por conta da pandemia do novo coronavírus. “Com o passar dos anos, fomos evoluindo em tecnologia e equipamentos. Essa parceria com a TV Unifev é essencial, para levar a palavra de Deus para todos. Aqueles que desejarem, podem acompanhar a missa e a homilia de Dom Moacir pela TV Unifev, com a mesma fé e fervor, dos que acompanham presencialmente na igreja”, destacou o padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral Nossa Senhora Aparecida. Além da transmissão pela TV Unifev, a paróquia conta com lives de todas as missas e celebrações pelo facebook.com/catedraldevotuporanga. Diariamente, a população também pode ouvir a reflexão da palavra do dia, por meio do youtube e instagram.

Durante o período de missas presenciais, a igreja cumpre uma série de regras de prevenção da Covid-19, entre elas o uso obrigató- rio de máscara, o respeito ao distanciamento social e a dispensa de momentos como o cumprimento da paz. Outro zelo da igreja, é a entrega da eucaristia para cada fiel em seu banco, para evitar aglomeração e filas, e a disposição perma- nente de álcool em gel. Acompanhe as novidades da catedral Nossa Senhora Aparecida pelo www.facebook.com/catedraldevo- tuporanga e no instagram pelo @catedraldevotuporanga.

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Igreja no Brasil apoia campanha do Celam em defesa das mulheres

A campanha do Celam em defesa das mulheres recebeu o apoio da Igreja no Brasil. A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) somará esforços para auxiliar na ação.

Também a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB declarou o seu apoio. Um conjunto de organizações da Igreja no Brasil também mobilizou-se em favor da campanha que é contra tráfico de pessoas e se compromete na defesa da vida das mulheres.

A campanha

A mobilização alerta para as várias formas de violência contra as mulheres que se agravam com a pandemia de Covid-19.

Segundo a campanha, as mulheres continuam migrando forçadamente em busca de melhores condições de vida. Elas são as maiores vitimas do tráfico humano.

O compromisso da iniciativa é de proteger as mulheres vítimas. O acompanhamento às sobreviventes das diversas violências foi reafirmado. Materiais para disseminar as mensagens da campanha já estão disponíveis no facebook.

Rede Clamor

A Igreja da América Latina e do Caribe, através da Rede CLAMOR, lançou a Campanha Continental contra o Tráfico de Pessoas 2021. A iniciativa aconteceu no, no Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas 2021. O lema da ação é “A vida não é uma mercadoria, trata-se de pessoas”.

Mobilização pela vida das mulheres

Participam também desta mobilização a Cáritas Brasileira e o Serviço Pastoral dos Migrantes. A Comissão Brasileira de Justiça e Paz e o Instituto de Migrações e Direitos Humanos também demonstraram apoio.

A Pastoral da Mulher Marginalizada e a Pastoral Carcerária mostraram-se a favor da campanha.

CNBB no Dia das Mulheres

O arcebispo da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB divulgou uma mensagem no Dia da Mulher. Nela, Dom Walmor Oliveira chamou a atenção para as graves violências e o feminicídio. Para ele os crimes devem ser enfrentados com urgência e determinação.

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Povo iraquiano tem o direito de viver em paz, afirma Papa na Catequese

“Povo iraquiano tem o direito de viver em paz.” É o que afirmou o Papa na Catequese desta quarta-feira, 10. A Audiência Geral foi dedicada a sua recente viagem apostólica ao Iraque.

O Pontífice comentou que a visita ao país foi a realização de um projeto de São João Paulo II. “Nunca antes um Papa tinha estado na terra de Abraão. A Providência quis que isso acontecesse agora, como sinal de esperança, após anos de guerra e terrorismo e durante uma dura pandemia”.

Gratidão

Depois da visita, Francisco confidenciou que sua alma está cheia de gratidão. Gratidão a Deus e a todos aqueles que a tornaram possível. O Santo Padre citou então os colaboradores de sua visita ao Iraque.

Presidente da República e o Governo do Iraque. Os Patriarcas e Bispos do país. Todos os ministros e fiéis das respectivas Igrejas. As Autoridades religiosas. Grão-Aiatolá Al-Sistani, com quem teve um encontro. O Papa agradeceu a todos.

Sentido penitencial da viagem

“Experimentei o forte sentido penitencial desta peregrinação. Não podia aproximar-me daquele povo martirizado, daquela Igreja mártir, sem carregar, em nome da Igreja católica, a cruz que eles carregam há anos. Uma grande cruz, como aquela colocada na entrada de Qaraqosh”, frisou o Pontífice.

Segundo o Santo Padre, tudo foi sentido de forma particular quando viu as feridas ainda abertas da destruição. Ainda mais quando conheceu e ouviu “as testemunhas que sobreviveram à violência, à perseguição e ao exílio”.

Esperança

Ao mesmo tempo, o Papa destacou ter visto a alegria do povo do Iraque ao acolhê-lo. “Vi a esperança de se abrir a um horizonte de paz e fraternidade, resumida nas palavras de Jesus, que foram o lema da visita: ‘Sois todos irmãos’.”

A esperança foi vista pelo Pontífice também no discurso do Presidente da República. Ela foi sentida nas muitas saudações e testemunhos. Também nas canções e nos gestos das pessoas.

“Eu a li nos rostos luminosos dos jovens e no olhar vivaz dos idosos. Pessoas que esperavam o Papa há cinco horas, de pé, até mesmo mulheres com crianças no colo. Esperavam! Em seus olhos havia esperança”, destacou.

Direito de viver em paz

O povo iraquiano tem o direito de viver em paz, reforçou o Santo Padre. “Tem o direito de voltar a encontrar a dignidade que lhe pertence.” O Papa recordou as raízes religiosas e culturais milenares dos iraquianos.

A guerra é sempre um monstro

O Pontífice afirmou que a Mesopotâmia é berço de civilização. Na história, Bagdá foi uma cidade de importância primordial, que durante séculos albergou a biblioteca mais rica do mundo. “E o que a destruiu? A guerra”, pontuou.

“A guerra é sempre o monstro que, na medida em que os tempos mudam, transforma-se e continua a devorar a humanidade. Mas a resposta à guerra não é outra guerra, a resposta às armas não são outras armas”, enfatizou Francisco.

Armas

O Santo Padre destacou que os questionamentos que se fez são: “Quem vendia armas aos terroristas? Quem vende hoje armas aos terroristas?”. “Estão fazendo um massacre em outros lugares, pensemos na África, por exemplo. É uma pergunta que eu gostaria que alguém respondesse!”.

Resposta ao terror: a fraternidade

A resposta para a guerra é a fraternidade. De acordo com o Papa, o desafio para o Iraque, para as muitas regiões de conflito e para o mundo inteiro é a fraternidade.

“Seremos capazes de criar fraternidade entre nós, de criar uma cultura de irmãos? Ou continuaremos com a lógica iniciada por Caim: a guerra. Irmandade, fraternidade.”

Por isso Francisco frisou que cristãos e muçulmanos encontraram-se e rezaram com representantes de outras religiões em Ur. O local é onde Abraão recebeu o chamado de Deus há cerca de quatro mil anos.

“Abraão é pai na fé, porque ouviu a voz de Deus que lhe prometia uma descendência, deixou tudo e partiu”, disse ainda o Papa. “Deus é fiel às suas promessas, e ainda hoje guia os nossos passos de paz, orienta os passos daqueles que caminham na Terra com o olhar voltado para o Céu.”

Em Ur, Abraão viu sua descendência, e no coração de todos parecia ressoar a frase: “Sois todos irmãos”. Foi o que sublinhou o Santo Padre. Para ele, uma mensagem de fraternidade emanou também do encontro eclesial na Catedral sírio-católica de Bagdá.

Uma Igreja mártir

Na mesma Catedral, em 2010, quarenta e oito pessoas, incluindo dois sacerdotes, foram assassinadas durante a celebração da Missa. “A Igreja no Iraque é uma Igreja mártir. Naquele templo, que traz inscrita na pedra a memória daqueles mártires, ressoou a alegria do encontro. O meu entusiasmo por estar no meio deles fundia-se com a sua alegria de ter consigo o Papa”.

“Transmitimos uma mensagem de fraternidade de Mossul e de Qaraqosh, na margem do rio Tigre, próximo das ruínas da antiga Nínive”, recordou ainda Francisco. “A ocupação do Estado islâmico provocou a fuga de milhares de habitantes, entre os quais muitos cristãos de diferentes confissões e de outras minorias perseguidas, especialmente os yazidis”.

A antiga identidade daquelas cidades foi destruída, frisou o Pontífice. Agora, com grande dificuldade, procura-se reconstruir. Os muçulmanos convidam os cristãos a regressar e, juntos, restauram igrejas e mesquitas.

Acompanhando com as orações

“Continuemos, por favor, a rezar por esses nossos irmãos e irmãs tão provados, para que tenham a força de recomeçar. E pensando nos numerosos emigrantes iraquianos, gostaria de lhes dizer: vocês deixaram tudo, como Abraão; como ele, mantende a fé e a esperança, e sejam tecelões de amizade e de fraternidade onde quer que estejam.”

O Santo Padre comentou que uma mensagem de fraternidade emanou das duas celebrações eucarísticas. Ade Bagdá, em rito caldeu, e a de Erbil. “A esperança de Abraão e da sua descendência realizou-se no mistério que celebramos em Jesus. O Filho que Deus Pai não poupou, mas ofereceu para a salvação de todos: pela sua morte e ressurreição, Ele abriu-nos a passagem para a terra prometida, para uma nova vida onde as lágrimas são enxugadas, as feridas curadas, os irmãos reconciliados.”

“Queridos irmãos e irmãs, louvemos a Deus por esta visita histórica e continuemos a rezar por aquela terra e pelo Oriente Médio. No Iraque, apesar do fragor da destruição e das armas, as palmeiras, símbolo do país e da sua esperança, continuaram crescendo e dando frutos. Assim é com a fraternidade: não faz barulho, mas é fecunda e nos faz crescer. Deus, que é paz, conceda um futuro de fraternidade ao Iraque, ao Oriente Médio e ao mundo inteiro!”, concluiu.

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Há 8 anos Bento XVI se despedia dos fiéis como Papa pela última vez

Depois de anunciar a sua decisão de renunciar ao ministério em 11 de fevereiro, 2013, o Papa Emérito Bento XVI fez a sua renúncia no dia 28 de fevereiro do mesmo ano, se transladou do Palácio Pontifício do Vaticano a Castel Gandolfo.

Em 28 de fevereiro de 2013, às 17h07 (hora local), Bento XVI deixou o Vaticano e seguiu de helicóptero até Castel Gandolfo. Na varanda da casa de verão dos pontífices, ele, que havia sido Papa durante oito anos, se dirigiu aos peregrinos reunidos na praça para lhes dizer: "Eu sou simplesmente um peregrino que iniciou a última etapa da sua peregrinação nesta terra".

Logo depois de ser transladado a Castel Gandolfo, foram fechadas as portas do local, começou a Sede Vacante.

Bento XVI viveu em Castel Gandolfo durante dois meses, enquanto realizavam as adaptações apropriadas em sua nova residência, o antigo mosteiro "Mater Eclesiae".

Entretanto, durante esses 62 dias, não ficou sozinho. De fato, nas primeiras imagens "roubadas" do Pontífice, ele aparecia caminhando pelos jardins junto com o seu secretário, Dom Georg Gänswein.

Além disso, recebeu algumas visitas, como a do seu sucessor Papa Francisco, que visitou Castel Gandolfo em 23 de março. Naquele dia, as primeiras imagens de ambos se abraçando na frente do helicóptero e rezando na capela ajoelhados no mesmo banco deram a volta ao mundo.

Um pouco mais de um mês depois, Bento XVI voltou ao Vaticano, onde Francisco o esperava para lhe dar as boas-vindas. A partir disso, Bento XVI começou uma nova vida no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’ junto das quatro ‘memores Domini’ (Rossella, Loredana, Carmela e Cristina), leigas consagradas do Movimento Comunhão e Libertação que o ajudam desde então e com o Prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular do Papa Emérito, Dom Georg Gänswein.

Mas desde que vive no Vaticano, Joseph Ratzinger também visitou aquela que tinha sido sua casa durante os meses de verão e algumas semanas depois da sua renúncia; durante essas visitas, percorreu os jardins junto com Dom Gänswein, rezou o rosário e participou de um concerto de piano.

Bento XVI em boa forma

Embora nas primeiras imagens divulgadas após a sua renúncia, Bento XVI foi visto usando uma bengala e movendo-se com dificuldade, ele mesmo disse durante os meses seguintes que queria deixar claro que está "muito bem". Assim assegurou o ator italiano Lino Banfi quando encontrou com ele no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’, ocasião na qual também indicou que "toca piano, lê, estuda e reza".

Em outubro de 2017, Dom Gänswein desmentiu os rumores publicados no Facebook que Bento XVI estava à beira da morte.

Francisco visita Bento antes de cada viagem

Em meados de 2014, o Prefeito da Casa Pontifícia, Dom Georg Gaenswein, revelou que, antes de qualquer viagem internacional, o Papa Francisco visita Bento XVI, um gesto que mostra a boa relação que existe entre ambos e como o atual Pontífice continua a visão do seu antecessor.

Em 14 de fevereiro de 2015, Bento XVI participou da criação de 20 novos cardeais pelo Papa Francisco, e no dia 8 de dezembro do mesmo ano foi o primeiro peregrino a cruzar a Porta Santa da Basílica de São Pedro, durante a inauguração do Ano Santo da Misericórdia.

Do mesmo modo, em 28 de junho de 2016, Bento XVI pronunciou algumas palavras ao seu sucessor. Durante os 65 anos de ordenação sacerdotal do Papa Francisco, o Papa Emérito afirmou que “a sua bondade, desde o primeiro momento da eleição, em cada momento da minha vida aqui, me toca, me leva, realmente, interiormente”.

“Mais do que nos Jardins do Vaticano, com a sua beleza, a Sua bondade é o lugar onde eu moro: Sinto-me protegido”, acrescentou.

Uma vida de oração

Em 11 de fevereiro de 2017, quatro anos depois da renúncia de Bento XVI ao pontificado, o Pe. Federico Lombardi, ex porta-voz do Vaticano, afirmou que o Papa alemão vive em oração e com muita discrição o seu serviço de acompanhamento à Igreja e de solidariedade com seu sucessor, o Papa Francisco.

O sacerdote jesuíta, que foi Diretor da Sala de Imprensa durante o pontificado de Bento XVI, disse que, embora a força física de Joseph Ratzinger esteja debilitada devido à sua idade, "as forças mentais e espirituais estão perfeitas".

"Realmente é muito bonito ter o Papa Emérito que reza pela Igreja, pelo seu Sucessor. É uma presença que sentimos. Sabemos que ele está presente e, embora não o vejamos com frequência, quando o vemos, todos nós ficamos muito contentes, porque o amamos. Portanto, o sentimos como uma presença que nos acompanha, nos consola e nos tranquiliza", afirmou o sacerdote, atual presidente da Fundação Joseph Ratzinger.

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58ª Assembleia Geral da CNBB será realizada de forma virtual

A 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi adiada em 2020 e, neste ano, ocorrerá de forma virtual, de 12 a 16 de abril. No contexto de pandemia, a Presidência da CNBB buscou alternativas para a realização do encontro anual do episcopado brasileiro e encontrou como melhor opção a forma on-line, por videoconferência, assim como outros encontros já realizados desde 2020.

Na reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), nesta quarta-feira, 24 de fevereiro, foram apresentados os temas que estarão na pauta da assembleia e os procedimentos em relação ao debate e às deliberações permitidas pela legislação canônica. A comissão de canonistas estabelecida para ajudar na preparação da 58ª Assembleia Geral da CNBB analisou quais temas poderão ser debatidos e aprovados durante o encontro e apresentou as indicações aos bispos de que não poderão ser feitas votações que impliquem em alteração de texto legislativo, como as modificações referentes à concessão de ministérios às mulheres, a aprovação da tradução da Terceira edição do Missal Romano, o novo estatuto da Conferência e o próprio tema central da Assembleia. Tais assuntos serão somente debatidos para encaminhamento posterior.

A comissão ad hoc de canonistas é formada pelo consultor canônico da CNBB, frei Evaldo Xavier; o arcebispo de Ribeirão Preto (SP), dom Moacir Silva; o arcebispo de Mariana (MG), dom

Airton José dos Santos; e o bispo auxiliar de Brasília (DF), dom José Aparecido Gonçalves.

Tema central

O tema central da Assembleia diz respeito ao Pilar da Palavra proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023). Mesmo sem a possibilidade de votação de um documento, será debatido o tema “Casas da Palavra – Animação bíblica da vida e da pastoral nas comunidades eclesiais missionárias”.

Outros temas

Além dos assuntos listados acima, os quais não serão objeto de deliberação, a 58ª Assembleia Geral da CNBB vai tratar da análise de conjuntura; do Ano Vocacional previsto para 2023; dos anos temáticos de São José e Família Amoris Laetitia, convocados pelo Papa Francisco; do Colégio Pio Brasileiro, das Comissões, organismos e Regionais; da criação do Regional Leste 3, das Edições CNBB, do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS); e da pandemia do novo coronavírus.

Os bispos também aprovarão, como de costume, mensagens ao Papa Francisco, à Congregação para o Clero e ao povo brasileiro. Durante a assembleia, também serão apresentados os relatórios do presidente e o econômico. Este também será o primeiro encontro do episcopado com a presença do novo núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, que terá uma audiência on-line com os participantes.

Como de costume, há um momento de espiritualidade dos bispos, o retiro. Será na quinta-feira, 15 de abril, na parte da manhã. Conduzirá este momento o arcebispo de Boston, nos Estados Unidos, cardeal Seán Patrick O’Malley.

Agenda

A 58ª Assembleia Geral da CNBB será de 12 a 16 de abril com sessões pela manhã, das 8h às 12h, e à tarde, das 14h às 17h.

Confira alguns horários da programação já divulgados:

  • Retiro: 15 de abril, pela manhã;
  • Reunião dos Regionais: 15 de abril, à tarde;
  • Entrevistas coletivas: todos os dias, às 13h

Fonte: CNBB

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No Dia das Doenças raras, Papa pede orações por crianças que sofrem

Este domingo, 28, é o Dia Mundial das Doenças Raras. Recordando a data, o Papa Francisco rezou por todas as pessoas que sofrem com doenças raras, em especial as crianças.

Após a oração do Angelus, Francisco saudou as associações empenhadas nessa área que estavam na Praça São Pedro. Ele lembrou que, no caso das doenças raras, é mais que importante a rede de solidariedade entre os familiares, um trabalho promovido por essas associações. Isso ajuda as pessoas a não se sentirem sozinhas e a trocar experiências e conselhos.

O Santo Padre encorajou as iniciativas que apoiam a pesquisa e o tratamento dessas doenças. Ele também expressou sua proximidade aos doentes, às famílias e especialmente às crianças.

“Estar próximo das crianças doentes, das crianças que sofrem, rezar por elas, fazê-las sentir a carícia do amor de Deus, a ternura. Curar as crianças também com a oração… Quando existem doenças que não sabemos o que são, ou quando há um prognóstico bastante ruim. Rezemos por todas as pessoas que têm estas doenças raras, rezemos especialmente pelas crianças que sofrem”, concluiu.

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Papa alerta sobre preguiça espiritual: cristão é lâmpada do Evangelho

No Angelus deste domingo, 28, na Praça São Pedro, Papa Francisco deixou um alerta sobre a preguiça espiritual. A partir do relato bíblico sobre a transfiguração do Senhor, lembrou a missão do cristão de levar a luz de Cristo às pessoas.

Jesus chamou Pedro, Tiago e João e os levou para a montanha. O Santo Padre lembrou que a montanha, na Bíblia, tem um significado especial. Trata-se do lugar onde o céu e a terra se tocam, onde profetas tiveram o encontro com Deus.

A face radiante de Jesus e suas vestes resplandecentes que antecipam sua imagem como ressuscitado dão aos discípulos a luz da esperança, disse o Papa. É uma luz para atravessar as trevas. “A morte não será o fim de tudo porque se abrirá à glória da Ressurreição”.

Nas provações, lembrar da luz de Cristo

Estar na montanha com Jesus é uma “antecipação” de luz no coração da Quaresma. Segundo o Papa, é um convite a lembrar, nos momentos de provação, que o Senhor ressuscitou e não permite que as trevas tenham a última palavra.

No próprio caminho de fé, disse o Papa, as pessoas se deparam com o escândalo da cruz e as exigências do Evangelho. Este pede para viver a vida a serviço e perdê-la no amor, em vez de guardá-la para nós e defendê-la.

“Precisamos, então, de um outro olhar, de uma luz que ilumine em profundidade o mistério da vida e nos ajude a ir além dos nossos esquemas e critérios deste mundo. Também nós somos chamados a subir ao monte, a contemplar a beleza do Ressuscitado que acende vislumbres de luz em cada fragmento de nossa vida e nos ajuda a interpretar a história a partir da vitória pascal”.

Cuidado com a preguiça espiritual

O Papa ressaltou, porém, que não se pode permanecer no monte, desfrutando sozinhos das bem-aventuranças deste encontro com Jesus. Ele alertou sobre a preguiça espiritual lembrando que Jesus nos traz de volta ao vale entre os irmãos na vida cotidiana.

“Devemos nos cuidar sobre a preguiça espiritual: estamos bem, com nossas orações e liturgias, e nos basta isso. Não! Subir ao monte não é esquecer a realidade; rezar nunca é fugir das fadigas da vida; a luz da fé não serve para uma bela emoção espiritual. Não, essa não é a mensagem de Jesus”.

E essa reflexão faz lembrar a missão de vida do cristão. “Somos chamados a fazer experiência do encontro com Cristo para que, iluminados pela sua luz, possamos leva-la e fazê-la resplandecer em todos os lugares. Acender pequenas luzes nos corações das pessoas; ser pequenas lâmpadas de Evangelho que levam um pouco de amor e de esperança: essa é a missão do cristão”.

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EDIÇÕES CNBB DISPONIBILIZA VIDEOAULAS PARA AJUDAR COMUNIDADES NA PREPARAÇÃO DA CFE 2021

A Edições CNBB, editora da CNBB, disponibilizou três videoaulas para ajudar as comunidades na preparação e vivência da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 nas paróquias e dioceses. O conteúdo é apresentado pelo secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, de maneira didática, rápida, clara e objetiva, favorecendo a compreensão sobre o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema, “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14a).

Na primeira videoaula, padre Patriky fala sobre a estrutura do texto-base da campanha e das características do “ver”, a primeira de quatro partes do documento, na qual são oferecidas “impressões sobre o tempo presente”, a partir da figura dos discípulos de Emaús. Num tempo marcado por diversas polarizações, fica a pergunta: “O que aconteceu conosco que já não dialogamos mais como antigamente?”. A proposta de reflexão segue na perspectiva de reestabelecer o diálogo como compromisso de amor.

Confira:

https://youtu.be/96r7_HR-qFE

Na segunda videoaula, o secretário executivo das Campanhas aborda o segundo momento do texto-base, onde as pessoas são chamadas a iluminar a atual realidade, marcada por divisões e polarizações com a Palavra de Deus. “A segunda parada que o texto-base nos traz como proposta nos ajuda a refletir sobre dois textos bíblicos: os Discípulos de Emaús e a carta que Paulo escreve à comunidade de Éfeso”, explica padre Patriky.

Confira:

https://youtu.be/gIZMBUutIs0

Na videoaula de número 3, o padre Patriky fala sobre as duas partes finais do texto-base: o agir e o celebrar. No agir, o padre fala que é contemplada as diversas iniciativas que o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o Conic, entendeu ao longo dos anos como testemunho concreto da possibilidade do diálogo mesmo com as diferenças, a exemplo da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, uma oportunidade para conhecer a iniciativa. Já no celebrar ele explica que é uma proposta, um roteiro para a celebração ecumênica, que pode acontecer de forma virtual ou presencial.

Confira:

https://youtu.be/xkGQ3rqUf7o

fonte

https://www.cnbb.org.br/edicoes-cnbb-disponibiliza-videoaulas-para-ajudar-comunidades-na-preparacao-da-cfe-2021/

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Deserto é lugar de tentação: nunca dialoguem com o diabo, diz Papa

Deserto é lugar de tentação: "nunca dialoguem com o diabo", disse o Papa

O Evangelho do dia sobre as tentações de Jesus no deserto, neste primeiro Domingo de Quaresma, conduziu a reflexão do Papa Francisco na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus. O Pontífice nos lembrou que o ambiente simbólico do deserto é o lugar “onde Deus fala ao coração do homem”, uma dimensão existencial “para ficar em silêncio e escutar a palavra de Deus". Porém, também “é lugar da tentação” de Santanás. Sem medo, mas com cuidado, devemos nos preparar para combatê-lo como Jesus, disse o Pontífice, que "nunca fez um diálogo com o diabo, nunca". Quando o sedutor se aproximar, "não há diálogo possível. Somente a Palavra de Deus”.

Neste primeiro Domingo de Quaresma, na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia que evoca os temas da tentação e da conversão, através do “ambiente natural e simbólico” do deserto. De fato, com o rito penitencial das cinzas na última quarta-feira (17), começamos o caminho da Quaresma. E, neste primeiro domingo desse tempo litúrgico, a Palavra de Deus é quem nos conduz para melhor viver “os 40 dias que conduzem à celebração anual da Páscoa”.

O ambiente simbólico do deserto

O Papa, assim, através do Evangelista Marcos (cf. 1,12-15), comentou sobre o caminho percorrido por Jesus quando "o Espírito o levou para o deserto" (v. 12), se retirando durante 40 dias por lá, “onde foi tentado por Satanás”. O deserto, incentivou Francisco a refletir, um ambiente “natural e simbólico, tão importante na Bíblia”:

“O deserto é o lugar onde Deus fala ao coração do homem, e onde brota a resposta da oração, ou seja, o deserto da solidão, o coração separado de outras coisas e, somente naquela solidão, se abre à Palavra de Deus. Mas é também o lugar da provação e da tentação, onde o Tentador, aproveitando a fragilidade e as necessidades humanas, insinua a sua voz mentirosa, uma alternativa àquela de Deus, uma voz alternativa que te mostra outro caminho, um outro caminho de engano. O Tentador seduz.”

Na verdade, continuou Francisco, durante os 40 dias vividos por Jesus no deserto, “começa o ‘duelo' entre Jesus e o diabo, que terminará com a Paixão e a Cruz. Todo o ministério de Cristo é uma luta contra o Maligno nas suas muitas manifestações: curas de doenças, exorcismos sobre os possuídos, perdão dos pecados”. Jesus, ao agir com o poder de Deus, “parece que o diabo tem a vantagem, quando o Filho de Deus é rejeitado, abandonado e, finalmente, capturado e condenado à morte”. Mas, não, disse o Pontífice, porque “a morte era o último ‘deserto’ para se atravessar para derrotar definitivamente Satanás e libertar todos nós do seu poder”.

A vitória de todos nós sobre o mal

Todos os anos, no início da Quaresma, recordou Francisco, “este Evangelho das tentações de Jesus no deserto nos lembra que a vida do cristão, nos passos do Senhor, é uma batalha contra o espírito do mal”. Mas, que devemos fazer como Jesus, que enfrentou e venceu o Tentador: "devemos estar conscientes da presença deste inimigo astuto, interessado na nossa condenação eterna, no nosso fracasso, e nos prepararmos para nos defender dele e combatê-lo".  Assim, o Pontífice procurou enfatizar que, "nas tentações, Jesus nunca dialoga com o diabo, nunca":

“Na sua vida, Jesus nunca fez um diálogo com o diabo, nunca. Ou o afasta dos possuídos ou o condena ou mostra a sua malícia, mas nunca um diálogo. E, no deserto, parece que há um diálogo porque o diabo faz três propostas e Jesus responde. Mas Jesus não responde com as suas palavras. Responde com a Palavra de Deus, com três passagens da Escritura. E isso é para todos nós. Quando o sedutor se aproxima, ele começa a nos seduzir: 'mas pense isto, faça aquilo...', a tentação é de dialogar com ele, como fez Eva. Eva disse: 'mas não se pode porque nós...', e entrou em diálogo. E se nós entrarmos em diálogo com o diabo, seremos derrotados. Coloque isso na cabeça e no coração: com o diabo nunca se dialoga, não há diálogo possível. Somente a Palavra de Deus.”

Nunca dialogar com o diabo

O Papa, assim, finalizou a sua reflexão, encorajando todos nós, neste tempo de Quaresma, seguir o Espírito Santo, como Jesus, e entrar no deserto, "sem medo":

“Não se trata - como vimos - de um lugar físico, mas de uma dimensão existencial para ficar em silêncio, escutar a palavra de Deus, "para que a verdadeira conversão se realize em nós". Não tenham medo do deserto, procurem por momentos de mais oração, de silêncio, de entrar em nós mesmos. Não tenham medo. Somos chamados a percorrer os caminhos de Deus, renovando as promessas do nosso Batismo: renunciar a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções. O inimigo está ali, agachado, tenham cuidado. Mas nunca dialoguem com ele.”

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