Notícias e Artigos Litúrgicos
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Chá Beneficente da Catedral será dia 09/06

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida promoverá no dia 09 de junho, seu Tradicional Chá Beneficente com renda revertida para as obras sociais da Paróquia da Catedral. 

Esta será a 8ª edição do evento e a 4ª a ser realizada no Centro Paroquial de Eventos Nossa Senhora Aparecida, com início previsto para as 14h30min. Além do sorteio de brindes, no local serão servidos bolos, salgados, chás, refrigerantes e sucos. 

Os convites estão sendo vendidos a 25 reais e podem ser adquiridos na secretaria paroquial ou com os coordenadores paroquiais. Mais informações pelo telefone: 3421-6245. 

O Chá Beneficente faz parte de uma série de eventos, promoções e campanhas para angariar fundos para as obras sociais da Paróquia da Catedral.

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57ª Assembleia Geral: Nova presidência da CNBB toma posse

A cerimônia de encerramento da 57ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aconteceu nesta sexta-feira, 10, e foi marcada pela transição da antiga para a nova presidência da CNBB. Em sua última vez presidindo a mesa dos trabalhos, o cardeal Sérgio da Rocha celebrou a conclusão do quadriênio em que esteve à frente da conferência (2015-2019), com uma das frases ditas durante o início de celebrações eucarísticas: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!”.

Para Dom Sérgio, a CNBB tem muitos motivos para bendizer a Deus diante das muitas graças recebidas no último quadriênio. Segundo o cardeal, mesmo agradecendo os trabalhos durante a missa desta sexta-feira, 10, era necessário agradecer mais uma vez. Junto com os demais bispos, o antigo presidente da CNBB entoou um canto de louvor. “Expressamos agora pouco nosso louvor e gratidão a Deus, sua presença amorosa que foi nos conduzindo, o Espírito Santo que foi nos iluminando”, afirmou o cardeal após a canção.

“Acima de tudo nosso louvor e gratidão ao Senhor. Nessa ação de graças se completa minha gratidão a tantos irmãos que contribuíram com a convivência fraterna”, revelou Dom Sérgio, que aproveitou a oportunidade para agradecer todos que desenvolveram algum tipo de serviço na CNBB durante o período em que presidiu a conferência. Além disso, o cardeal expressou sua gratidão sincera ao Papa Francisco: “[O Papa] nos apoio, ouviu, acolheu e confiou em nós, na Conferência Episcopal”.

Ao Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’aniello o cardeal expressou sua gratidão pelo relacionamento respeitoso e comunhão com a CNBB e a Santa Sé. O Conselho Episcopal Pastoral (Consep), o Conselho Econômico, as Comissões Especiais, os grupos de trabalho da CNBB, os assessores e assessoras cedidos pelas dioceses, as irmãs filhas do Amor Divino, as irmãs do Apostola do Sagrado Coração, os bispos representantes do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), o secretariado Geral da CNBB, subsecretários, o Santuário Nacional, a Pássaro Marrom, a Prefeitura de Aparecida e os funcionários que estiveram a serviço da CNBB em sua sede nacional e nos regionais foram mencionados por Dom Sérgio em seu momento de agradecimento.

Por fim, Dom Sérgio felicitou Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (BH), e a nova presidência nesta nova tarefa. “Se há uma certeza que temos é que somente podemos servir contando com a graça e misericórdia de Deus. Desejo que Dom Walmor e todos os presidentes eleitos possam cumprir de maneira feliz essa missão, promovendo a união e comunhão da Igreja no Brasil e com o Santo Padre”, frisou.

Carta do Papa aos bispos

Dom Giovanni D’aniello apresentou aos bispos a carta de felicitação do Papa Francisco, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, aos bispos reunidos durante a 57ª AG da CNBB.  No texto, Dom Pietro Parolin afirmou que o Santo Padre acolheu com alegria a mensagem que lhe foi enviada por todo o episcopado brasileiro.

O Pontífice manifestou seu afeto colegial e de solidariedade espiritual aos bispos e fez votos para que os projetos assumidos pela Igreja no Brasil  possam ajudar os brasileiros de forma fecunda. Por fim, o Papa concedeu sua bênção apostólica e pediu ao episcopado brasileiro que continue rezando por ele.

Ato de transmissão da presidência

Em sinal de transmissão da presidência da CNBB, Dom Sérgio da Rocha entregou as novas diretrizes – símbolo do trabalho e serviço que será prestado pela nova presidência – ao bispo de Belo Horizonte e novo presidente da Conferência.

Dom Murilo Krieguer, antigo vice-presidente da CNBB, entregou aos novos vice-presidentes, Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (SC), e Dom Mário Silva, bispo de Roraima, a nova tradução da Sagrada Escritura em um momento de transição dos cargos. Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), entregou o diretório da liturgia  a Dom Joel Portella, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ).

A nova presidência

“Nada há de melhor para oferecer ao mundo do que o evangelho de Cristo”, disse Dom Walmor no início de sua fala após assumir a presidência da CNBB. Segundo o bispo, é papel da Igreja buscar uma sociedade mais justa, fraterna e solidária ao anunciar o evangelho.

O bispo agradeceu a antiga presidência pelos avanços e conquistas, e afirmou que os trabalhos realizados deram condições para que a CNBB prossiga com os trabalhos no próximo quadriênio 2019-2023. Dom Walmor também saudou todos os bispos que participaram da 57ª AG e os exortou: “Podemos fazer de nossas diferenças uma grande força para o enriquecimento do caminho de nossa Igreja”.

Os novos presidentes das doze Comissões Episcopais Pastorais foram saudados e motivados a buscarem, junto à nova presidência, respostas para os desafios atuais. “As dificuldades são muitas, mas é uma oportunidade porque temos fé”, sublinhou Dom Walmor, que acrescentou: “Não é só dentro da Igreja que devemos ajudar, mas também fora, a sociedade brasileira. É preciso encontrar um novo caminho”.

Para o novo quadriênio, o presidente pediu aos bispos o compromisso de serem presença solidária e amorosa na vida do povo, uma fé desdobrada em gestos e o sustentado pela força do evangelho. “O coração da CNBB (…) é a colegialidade efetiva. Jesus disse “ide e fazei”, por isso é necessário sermos e nos fazermos discípulos, aprendendo na escuta diária, na abertura do coração. Só se faz discípulo quem é discípulo”, comentou.

Ao final de sua fala, Dom Walmor comentou sobre a importância da Igreja melhorar suas respostas às situações do mundo e rogou para que Deus ajude os bispos a construírem um novo caminho: “Que Deus nos ajude”. O bispo se colocou na condição de peregrino e aprendiz e falou em uma abertura do episcopado. “Digamos juntos tudo o que é necessário, com muita abertura para fecundar nossa colegialidade”, frisou.

Preces dos Bispos

Os novos presidentes das doze Comissões Episcopais Pastorais da CNBB protagonizaram um momento dedicado a preces e orações. Os bispos rezaram juntos pelo Papa, por todas as comunidades do Brasil, pelo povo brasileiro, por uma sociedade justa, democrática e solidária; pela viagem de regresso de todos os bispos participantes da 57 AG, e pelos membros e colaboradores falecidos da CNBB.

A cerimônia foi encerrada com a oração do Pai Nosso, a Benção Final de Dom Walmor e com o canto “Salve Rainha”.

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Dom Walmor sobre nova presidência da CNBB: "aberta ao diálogo"

A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conversou com a imprensa nesta sexta-feira, 10, sobre os trabalhos que serão desenvolvidos no próximo quadriênio 2019-2023. O novo presidente da CNBB, Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG), classificou o momento como importante para a Igreja no Brasil e teve algumas de suas ações comparadas por jornalistas às do Papa. “Experimentamos uma grande comunhão entre nós bispos, o povo e o Papa Francisco”, revelou o bispo que disse ter se sentido lisonjeado com a comparação.

A postura adotada pela nova presidência foi definida por Dom Walmor: “Somos e seremos uma Igreja a serviço da vida e aberta ao diálogo”. Citando as novas diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o arcebispo falou da necessidade de atenção à cultura urbana e aos novos desafios atuais. “O caminho da sociedade é exigente. (…) São tempos de grandes mudanças culturais”, observou. Para Dom Walmor, os valores inegociáveis do evangelho ajudarão a sociedade a encontrar novos caminhos: “Temos uma contribuição essencial, o evangelho”.

O respeito às instâncias é também umas das prioridades da CNBB. De acordo com Dom Walmor, o diálogo será o caminho escolhido pela conferência no contato com todas as instituições, sejam elas federais, estaduais, municipais, particulares ou sociais. “Torceremos para que todos cumpram seus papéis”, completou. O arcebispo retomou a mensagem da CNBB ao povo brasileiro e reforçou o convite à sociedade para que não sigam caminhos em direção a violência.

A Igreja contra os abusos

O presidente da CNBB também comentou durante a coletiva de imprensa o Motu Proprio publicado nesta quinta-feira, 9,  de autoria do Papa Francisco, e que é dedicado à luta contra os abusos sexuais cometidos por clérigos e religiosos. O documento citava as ações ou omissões dos bispos e dos superiores religiosos “tendentes a interferir ou contornar” as investigações sobre os abusos.

“Em sintonia com o Papa temos o princípio de tolerância zero. Nosso compromisso é com a justiça, o bem e a verdade (…). Iremos operar de maneira decisiva, forte em proteção às vítimas sobretudo na prevenção”, declarou Dom Walmor.

Relação com o Governo Federal

O novo secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella respondeu à questionamentos sobre uma possível aproximação da CNBB com o atual Governo Federal. Sobre o assunto, o bispo enalteceu a comunhão da presidência do episcopado brasileiro e retomou a “bandeira do diálogo” levantada pelo presidente da CNBB. “Iremos dialogar com quem for preciso para cumprir aquilo que Dom Walmor indicou”, afirmou o secretário-geral, que concluiu o tema: “Não cansaremos de dialogar e buscar a paz em um mundo muito fragmentado por exageros e fundamentalismos”.

“Precisamos nos ajudar, precisamos de diálogos e compreensão lúcida. (…) O Brasil precisa de muitas reformas, com atenção e clarividência. (…) É um enorme desafio para quem governa, discute legislação, para todos os cidadãos. (…) Precisamos ter referências fundamentais como o evangelho de Jesus e cooperação para abrirmos novos caminhos”, comentou Dom Walmor.

Conservadores x Progressistas

A CNBB é apontada, de acordo com jornalistas, como uma conferência dividida entre conservadores e progressistas. Sobre a afirmação, o primeiro vice-presidente, Dom Jaime Spengler, revelou não passar de uma ideia inexistente na prática. “Somos conservadores, porque seguimos o evangelho, e progressistas, porque atuamos pautados pela Doutrina Social da Igreja. Essa qualificação não existe entre nós, o que existe é o desejo de respondermos de forma eficaz aos desafios da sociedade”, sublinhou o bispo.

Novas Diretrizes

O grande desafio da nova presidência da CNBB é a implantação das novas diretrizes, de acordo com Dom Joel Portella. “As diretrizes têm características muito peculiares e (…) cada realidade deverá aplicá-la segundo seu contexto”, esclareceu. Para o bispo, as novas diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil é como que uma “constituição” para a CNBB. “É nossa missão, é nossa responsabilidade”, revelou.

Para Dom Walmor, as novas diretrizes colocam os bispos diante daquilo que de fato é um desafio e uma complexidade: a urbanização. “A Igreja vive este enorme desafio, uma cultura que muda muito rapidamente e pede novas posturas, gestos e respostas (…). O contexto atual pede de nós novas respostas, e o mesmo acontece para governos e instituições. (…) As diretrizes são um enorme desafio que vai pedir criatividade e centralidade da palavra de Deus”.

A Igreja, em sua tradição, deve, segundo o presidente da CNBB, colocar a palavra de Deus em primeiro lugar para conseguir responder à altura, fazer frente e ter um bom entendimento sobretudo com a juventude.

A urbanização, foco do documento, é marcada pelo cansaço e sinais fortes na sociedade, de acordo com Dom Jaime. “Nas escolas, o número é grande de jovens que se automutilando, se suicidam, nas periferias temos a violência”, exemplificou o bispo, que questionou: “Como responder a isso?”. Dom Jaime prosseguiu: “Isso nos desafia a transmitir a fé às novas gerações. (…) O Papa pede ousadia para nós em uma sociedade marcada por complexidade e desafios e uma riqueza de diversidades”.

Dom Mário Silva, segundo vice-presidente da conferência, acredita que o momento é de continuidade e renovação. “Olhar a comunidade com mais atenção e cuidado, (…) expressando a natureza missionária da Igreja”, observou. De acordo com o bispo, é preciso olhar para as comunidades e identificar virtudes e defeitos, pois elas oferecem propostas e respostas. “Precisamos continuar semeando e cultivando”, apontou.

Imigrantes e refugiados

O tema migração e refúgio ganhou destaque na coletiva. Dom Mário retomou a necessidade da sociedade olhar para a dimensão da vida humana, como forma de reconhecer ameaças e lacunas. “A questão migratória é um fato mundial!”, afirmou. O bispo pontuou a intensidade do assunto na diocese em que atua – a de Roraima -, e recordou a existência de um fluxo contínuo de migração e a urgência de comunidades mais solidárias no Brasil.

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Em encontro com sua Diocese, Papa destaca vivência das bem-aventuranças

Na tarde desta quinta-feira, 09,  o Papa Francisco foi ao encontro dos membros da Diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão. Ao iniciar o seu discurso deixou seus sacerdotes surpresos com as suas palavras.

O Santo Padre disse que a primeira tentação é colocar ordem nas dioceses, nas paróquias, mas que isso significa “olhar para nós mesmos”. Significa “domesticar o coração das pessoas, domesticar as famílias e seria o pecado mais grave porque é o da mundanidade. Não se trata de organizar” reitera o Papa.

E recordando o testemunhos dos sacerdotes presentes disse: “ouvimos que há desequilíbrio, somos chamados a assumir o desequilíbrio com as nossas mãos, não temos que ter medo”.

Francisco disse ainda que a tentação do equilíbrio e da ordem das pessoas da Igreja leva ao “clericalismo e ao funcionalismo”, leva ao “afastamento de Deus porque eleva a harmonia não da beleza, mas do bom funcionamento”.

O chamado do Povo de Deus

O Papa exortou: “O que as pessoas pedem ao Senhor?” “Muitas vezes não ouvimos as pessoas, porque deixamos de ouvir com o coração, portanto ficamos surdos aos chamados da cidade”, em seguida sugere dois elementos por onde começar: o primeiro é a humildade.

“Quando o senhor quer converter a sua Igreja chama o menor de todos e coloca-o no centro convidando todos a se tornarem pequenos e a humilhar-se como Ele fez. A reforma da Igreja – continuou – começa com a humildade e continua com as humilhações.

O segundo ponto é o desinteresse. “O Espírito Santo não entende o equilíbrio. O desinteresse para com si mesmo é a condição necessária para se interessar pelos outros, para escutar verdadeiramente.

Bem-aventuranças, o prato principal

Depois Francisco falou da importância das Bem-aventuranças que “são uma mensagem cristã, mas também humana que nos faz viver, nos faz ir adiante. Usá-las significa ter aprendido onde está a verdade”.

E cita duas palavras que correm o risco de extinção: “mansidão e ternura”. As Bem-aventuranças, continua Francisco, “ainda não são o nosso prato principal, mas devem ser oferecidas aos nosso cidadãos, é o prato principal do Evangelho”. E recomendou, “não podemos cair na indiferença”.

Por fim, o Santo Padre recordou aos párocos e ao clero da cidade de Roma que é necessário, e é a segunda tarefa, exercer um olhar contemplativo às novas culturas que vivem nas cidades. São os contextos urbanos que produzem as novas culturas no bem e no mal”.

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Amazônia, abusos, diaconato feminino: o encontro do Papa com as superioras

Um encontro repleto de alegria e exortações: assim foi a audiência que o Papa Francisco concedeu às mais de 800 religiosas, que concluem esta sexta-feira, 10, em Roma a Assembleia da União Internacional das Superioras Gerais (UISG).

Francisco entregou o discurso oficial e preferiu manter um diálogo com as superioras, falando de vários temas: abusos, serviço, diaconato feminino e a teologia da mulher.

Sobre os abusos, o Pontífice comentou o encontro de fevereiro e as expectativas depositadas. “Se tivéssemos enforcado publicamente 100 padres na Praça São Pedro, estariam todos felizes, mas não teríamos resolvido o problema. Trata-se de um processo.”

Quanto ao serviço, Francisco afirmou que isso é aceitável, mas a servidão não é tolerada. “Serviço sim, servidão não. Ninguém é ordenado para se tornar doméstica de um padre.”

O diaconato feminino foi outro tema. O Papa recordou que instituiu uma comissão a pedido das próprias superioras, o trabalho avançou, mas com poucos resultados. “Não posso fazer um decreto sacramental sem um fundamento histórico e teológico. O resultado não é dos melhores, mas foi feito um passo avante.”

Sobre o trabalho das mulheres na Igreja, o Pontífice afirmou que erra quem pensa que se trata somente de um trabalho funcional. “A Igreja é feminina, é mulher. Não é uma imagem, é a realidade, é a esposa de Jesus, devemos ir avante com a teologia da mulher.”

Amazônia

O Papa abriu espaço então para que as superioras fizessem perguntas. Uma delas foi a a da brasileira Ir. Marlise Hendges, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, que falou a Francisco do período crítico que muitos países latino-americanos estão vivendo e o egajamento das religiosas, principalmente contra o tráfico de seres humanos na Rede “Um Grito pela Vida”. A superiora comentou também a expectativa para a realização do Sínodo para a Amazônia.

Ao tomar a palavra, Francisco brincou: “Eu gostaria de perguntar quem foi melhor, Pelé ou Maradona? Depois, retomou o tom sério para ressaltar a importância da mulher na Amazônia, devido à sensibilidade que tem com os povos indígenas. Para o Papa, a mulher compreende melhor o problema tribal, justamente porque se trata de uma questão vital, e saberá encontrar caminhos para uma nova inculturação.

Discurso do Papa

No seu discurso preparado, o Papa desejou a todos uma santa Páscoa, plena de paz, alegria e paixão, ao levar o Evangelho a todos os cantos da terra. Ninguém pode roubar nossa paixão pela evangelização. Não há Páscoa sem missão: “Ide e pregai o Evangelho a todos os homens”.

E, dirigindo-se de modo particular às Superioras, Francisco as exortou a ir e anunciar Cristo ressuscitado como fonte de alegria, que ninguém e nada podem nos tirar; a renovar seu encontro com Jesus e ser suas testemunhas; a levar aos homens e mulheres, amados pelo Senhor, sobretudo aos que são vítimas da cultura da exclusão, a doce e confortadora alegria do Evangelho.

Diante da diminuição do número de vocações à vida consagrada, sobretudo a feminina, disse Francisco, a tentação é de desanimar e se resignar. Neste contexto, difícil para a Vida Religiosa, encorajou-as a não ter medo de serem poucas, mas medo de não serem sal, que dá sabor à vida dos homens e mulheres da nossa sociedade.

Mas recordou-lhes: “Há muita gente que precisa e espera por vocês; precisa do seu sorriso amigo, que dá confiança; das suas mãos, que os sustentam em sua caminhada; da sua palavra, que semeia esperança em seus corações; do seu amor, como o de Jesus, que cura as profundas feridas causadas pela solidão, rejeição e exclusão”.

Abrir novos caminhos

Depois, Francisco exortou as Religiosas a jamais cederem à tentação da autossuficiência, mas a desenvolver sua fantasia na promoção da caridade e da fidelidade aos seus carismas; a abrirem novos caminhos para levar o Evangelho às diferentes culturas, aos que vivem e trabalham nas várias esferas da sociedade e a prestarem seu serviço de modo discreto e humilde, sempre animadas pela oração pessoal e comunitária, e pela Palavra do Senhor.

O Santo Padre afirmou ainda que “entre os valores essenciais da vida religiosa se destacam a vida fraterna comunitária, a comunicação, a correção fraterna, vida sinodal, acolhida e respeito na diversidade”.

Vida fraterna em comunidade

Aqui, o Santo Padre expressou sua preocupação com a vida fraterna em comunidade, onde as diversas raças e costumes são vistos como ameaça e conflito de gerações, ao invés de um enriquecimento.

Por fim, o Papa expressou seu reconhecimento pelo precioso serviço que as Religiosas prestam em âmbito eclesial, mas, sobretudo, nas periferias do mundo: “A periferia da educação, onde educar é sempre um ganho para Deus; a periferia da saúde, na qual são servas e mensageiras de uma vida digna; a periferia do trabalho pastoral, onde vocês testemunham o Evangelho com suas vidas e manifestam o rosto materno da Igreja”.

Francisco concluiu seu discurso encorajando as Religiosas a cultivar a paixão por Cristo e pela humanidade, sem a qual a vida religiosa e consagrada não tem sentido; a zelar pela boa formação e o discernimento da sua vocação e a viver, com alegria, a sua consagração.

 

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CNBB: Confira a lista completa dos bispos eleitos na 57ª AG

Nesta sexta-feira, 10, se encerrou a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em que foram aprovadas as novas Diretrizes para a Ação Evangelizadora para a Igreja no Brasil para o próximo quadriênio, e eleitos os bispos para a próxima gestão. 

Foi eleita a nova presidência geral da entidade, que desta vez contou com mais um cargo, além do de presidente, vice-presidente, e secretário-geral: o cargo de segundo vice-presidente.

Também foram eleitos os bispos que estarão à frente das doze comissões episcopais, que cuidam das ações pastorais em diferentes áreas, além de dois representantes para o CELAM (delegado e suplente de delegado).

Confira abaixo um quadro com todos os cargos e respectivos bispos eleitos:

 

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Dom Walmor sobre nova presidência da CNBB:

A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conversou com a imprensa nesta sexta-feira, 10, sobre os trabalhos que serão desenvolvidos no próximo quadriênio 2019-2023. O novo presidente da CNBB, Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG), classificou o momento como importante para a Igreja no Brasil e teve algumas de suas ações comparadas por jornalistas às do Papa. “Experimentamos uma grande comunhão entre nós bispos, o povo e o Papa Francisco”, revelou o bispo que disse ter se sentido lisonjeado com a comparação.

A postura adotada pela nova presidência foi definida por Dom Walmor: “Somos e seremos uma Igreja a serviço da vida e aberta ao diálogo”. Citando as novas diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o arcebispo falou da necessidade de atenção à cultura urbana e aos novos desafios atuais. “O caminho da sociedade é exigente. (…) São tempos de grandes mudanças culturais”, observou. Para Dom Walmor, os valores inegociáveis do evangelho ajudarão a sociedade a encontrar novos caminhos: “Temos uma contribuição essencial, o evangelho”.

O respeito às instâncias é também umas das prioridades da CNBB. De acordo com Dom Walmor, o diálogo será o caminho escolhido pela conferência no contato com todas as instituições, sejam elas federais, estaduais, municipais, particulares ou sociais. “Torceremos para que todos cumpram seus papéis”, completou. O arcebispo retomou a mensagem da CNBB ao povo brasileiro e reforçou o convite à sociedade para que não sigam caminhos em direção a violência.

A Igreja contra os abusos

O presidente da CNBB também comentou durante a coletiva de imprensa o Motu Proprio publicado nesta quinta-feira, 9,  de autoria do Papa Francisco, e que é dedicado à luta contra os abusos sexuais cometidos por clérigos e religiosos. O documento citava as ações ou omissões dos bispos e dos superiores religiosos “tendentes a interferir ou contornar” as investigações sobre os abusos.

“Em sintonia com o Papa temos o princípio de tolerância zero. Nosso compromisso é com a justiça, o bem e a verdade (…). Iremos operar de maneira decisiva, forte em proteção às vítimas sobretudo na prevenção”, declarou Dom Walmor.

Relação com o Governo Federal

O novo secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella respondeu à questionamentos sobre uma possível aproximação da CNBB com o atual Governo Federal. Sobre o assunto, o bispo enalteceu a comunhão da presidência do episcopado brasileiro e retomou a “bandeira do diálogo” levantada pelo presidente da CNBB. “Iremos dialogar com quem for preciso para cumprir aquilo que Dom Walmor indicou”, afirmou o secretário-geral, que concluiu o tema: “Não cansaremos de dialogar e buscar a paz em um mundo muito fragmentado por exageros e fundamentalismos”.

“Precisamos nos ajudar, precisamos de diálogos e compreensão lúcida. (…) O Brasil precisa de muitas reformas, com atenção e clarividência. (…) É um enorme desafio para quem governa, discute legislação, para todos os cidadãos. (…) Precisamos ter referências fundamentais como o evangelho de Jesus e cooperação para abrirmos novos caminhos”, comentou Dom Walmor.

Conservadores x Progressistas

A CNBB é apontada, de acordo com jornalistas, como uma conferência dividida entre conservadores e progressistas. Sobre a afirmação, o primeiro vice-presidente, Dom Jaime Spengler, revelou não passar de uma ideia inexistente na prática. “Somos conservadores, porque seguimos o evangelho, e progressistas, porque atuamos pautados pela Doutrina Social da Igreja. Essa qualificação não existe entre nós, o que existe é o desejo de respondermos de forma eficaz aos desafios da sociedade”, sublinhou o bispo.

Novas Diretrizes

O grande desafio da nova presidência da CNBB é a implantação das novas diretrizes, de acordo com Dom Joel Portella. “As diretrizes têm características muito peculiares e (…) cada realidade deverá aplicá-la segundo seu contexto”, esclareceu. Para o bispo, as novas diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil é como que uma “constituição” para a CNBB. “É nossa missão, é nossa responsabilidade”, revelou.

Para Dom Walmor, as novas diretrizes colocam os bispos diante daquilo que de fato é um desafio e uma complexidade: a urbanização. “A Igreja vive este enorme desafio, uma cultura que muda muito rapidamente e pede novas posturas, gestos e respostas (…). O contexto atual pede de nós novas respostas, e o mesmo acontece para governos e instituições. (…) As diretrizes são um enorme desafio que vai pedir criatividade e centralidade da palavra de Deus”.

A Igreja, em sua tradição, deve, segundo o presidente da CNBB, colocar a palavra de Deus em primeiro lugar para conseguir responder à altura, fazer frente e ter um bom entendimento sobretudo com a juventude.

A urbanização, foco do documento, é marcada pelo cansaço e sinais fortes na sociedade, de acordo com Dom Jaime. “Nas escolas, o número é grande de jovens que se automutilando, se suicidam, nas periferias temos a violência”, exemplificou o bispo, que questionou: “Como responder a isso?”. Dom Jaime prosseguiu: “Isso nos desafia a transmitir a fé às novas gerações. (…) O Papa pede ousadia para nós em uma sociedade marcada por complexidade e desafios e uma riqueza de diversidades”.

Dom Mário Silva, segundo vice-presidente da conferência, acredita que o momento é de continuidade e renovação. “Olhar a comunidade com mais atenção e cuidado, (…) expressando a natureza missionária da Igreja”, observou. De acordo com o bispo, é preciso olhar para as comunidades e identificar virtudes e defeitos, pois elas oferecem propostas e respostas. “Precisamos continuar semeando e cultivando”, apontou.

Imigrantes e refugiados

O tema migração e refúgio ganhou destaque na coletiva. Dom Mário retomou a necessidade da sociedade olhar para a dimensão da vida humana, como forma de reconhecer ameaças e lacunas. “A questão migratória é um fato mundial!”, afirmou. O bispo pontuou a intensidade do assunto na diocese em que atua – a de Roraima -, e recordou a existência de um fluxo contínuo de migração e a urgência de comunidades mais solidárias no Brasil.

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Por que rezamos o Regina Coeli e não o Angelus durante o tempo pascal?

Durante o tempo pascal, a Igreja Universal se une por meio da oração do Regina Coeli ou Rainha do Céu com alegria, junto à Mãe de Deus, pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.

A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Angelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação. 

Da mesma maneira que o Angelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio-dia e ao entardecer como uma forma de consagrar nosso dia a Deus e à Virgem Maria. 

Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão. 

A oração: 

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia! 

R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia! 

V. Ressuscitou como disse, Aleluia! 

R. Rogai por nós a Deus, Aleluia! 

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia! 

R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia! 

Oremos: 

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).

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Conheça o significado do Tempo Pascal

O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22). 
O tempo pascal é o mais forte de todo o ano, inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até Pentecostes. É a Páscoa (passagem) de Cristo, do Senhor, que passou da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a páscoa também da Igreja, seu Corpo, que é introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes. A origem desta cinquentena remonta-se às origens do Ano litúrgico. 
Os judeus tinha já a "festa das semanas" (ver Dt 16,9-10), festa inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos cinquenta dias da Páscoa. Os cristãos organizaram rapidamente sete semanas, mas para prolongar a alegria da Ressurreição e para celebrar ao final dos cinquenta dias a festa de Pentecostes: o dom do Espírito Santo. Já no século II temos o testemunho de Tertuliano que fala que neste espaço de tempo não se jejua, mas que se vive uma prolongada alegria. 
A liturgia insiste muito no caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana é a "oitava da Páscoa", em que já por irradiação os batizados na Vigília Pascal, eram introduzidos a uma mais profunda sintonia com o Mistério de Cristo que a liturgia celebra. A "oitava da Páscoa" termina com o domingo da oitava, chamado "in albis", porque nesse dia os recém batizados vestiam em outros tempos as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo. 
Dentro da Cinquentena se celebra a Ascensão do Senhor, agora não necessariamente aos quarenta dias da Páscoa, mas no domingo sétimo de Páscoa, porque a preocupação não é tanto cronológica mas teológica, e a Ascensão pertence simplesmente ao mistério da Páscoa do Senhor. E conclui tudo com a vinda do Espírito em Pentecostes. 
A unidade da Cinquentena que dá também destacada pela presença do Círio Pascal aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Os vários domingos não se chamam, como antes, por exemplo, "domingo III depois da Páscoa", mas "domingo III de Páscoa". As celebrações litúrgicas dessa Cinquentena expressam e nos ajudam a viver o mistério pascal comunicado aos discípulos do Senhor Jesus. 

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Bispos participam de conferência sobre livro Teologia da Liturgia de Bento XVI

Uma conferência sobre o livro “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência cristã”, marcou a noite desta terça-feira (30), dia que antecedeu a abertura da abertura da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O conferencista foi o cardeal Gerhard Müller, editor das obras completas de Joseph Ratzinger em língua alemã. Dezenas de bispos participaram da conferência, a qual ocorreu no auditório Santo Afonso, anexo ao hotel Rainha do Brasil.

Segundo o cardeal, na apresentação do livro, o papa Bento XVI, durante os longos anos de sua carreira acadêmica, como professor de teologia fundamental e dogmática, desenvolveu uma obra teológica pessoal que o coloca na série dos teólogos mais importantes do século XX e XXI. Por mais de 50 anos, o nome de Joseph Ratzinger está em conexão com um plano geral original de teologia sistemática.

“O que está em debate não é a ordem exterior do rito, mas sua compreensão cristológica e a participação ativa da Liturgia no Espírito do Senhor. Na renovação de nossa capacidade litúrgica depende a renovação de nossa capacidade de dar aos homens e mulheres de hoje o ‘logos’ da esperança que habita em nós. Na Liturgia sagrada, nós, juntos, escutamos a Cristo que olha a nós. A Eucaristia é a congregação da Igreja em torno de Cristo, no Espírito Santo para louvor e glória de Deus”, afirmou durante sua exposição.

Todos, na Liturgia, se elevam como filhos e filhas de Deus no Filho único de Deus. Na Sagrada Liturgia adoramos a Deus, em atenção ao logos, e participamos do conhecimento de Deus. Nisto consiste a Liturgia católica: adoração a Deus em espírito e verdade. É experimentar a liberdade e a glória dos filhos de Deus.

“Há sempre um fundamento trinitário da Liturgia, sempre. A Igreja não é uma comunidade fundada por Jesus no sentido de ‘associativismo’. A Igreja é a comunidade de fiéis nascida da atuação de Jesus e, por meio dela, o Senhor ressuscitado se torna presente no Espírito Santo, uma vez que a Igreja é seu corpo e templo do Espírito. A partir do Concilio Vaticano II, a Igreja deve ser entendida como instrumento de Deus e sinal de Sua presença no mundo. A Igreja é, portanto, em sua realização, o sacramento de salvação no mundo”, disse.

Ainda segundo o cardeal Müller, a Igreja cumpre não somente uma missão exterior, mas compreende, em diversos momentos da vida do ser humano, uma atualização da salvação de Deus. “A Igreja é a representação de Cristo, uma atualização da atualidade de Cristo. Devemos concluir que a atividade sacramental da Igreja nada mais é do que sua realização. A liturgia já é a práxis da Igreja. Na Liturgia, Cristo já age como cabeça, fazendo da Igreja seu instrumento. A Liturgia transmite o Espírito Santo. Nela podemos falar com Deus, não apenas para Deus. Falamos de um Deus presente em nossa vida”, afirmou.

O conferencista também explicou que qualquer pessoa, incluindo presbíteros e bispos, não pode querer que seu pensamento se sobressaia sobre o sentido objetivo da Liturgia e da fé da Igreja, pois o pensamento humano pode ser falível. “A Liturgia conclui também a profissão pública da fé. Toda nossa Liturgia tem como fundamento os apóstolos. Neles a Liturgia se sustenta. Na Liturgia o fiel participa do acontecimento fundante da vida cristã. A Igreja é a fonte original do sentido da fé do Povo de Deus. A fé subjetiva e a compreensão pessoal não podem se sobressair diante do sentido objetivo da Liturgia e da fé objetiva da Igreja. O cristão individual, inclusive um bispo, pode ser falível em suas reflexões teológicas ou filosóficas. As reflexões subjetivas não podem ser uma norma. Por isso que entendemos a Liturgia como expressão total e objetiva da vida da Igreja. A liturgia é infalível no sentido objetivo, porque a Palavra de Deus é infalível, porque Jesus Cristo, no Espírito Santo, se faz presente nas ações fundamentais da Igreja”, refletiu.

A obra – O plano editorial das Obras Completas foi elaborado em estrita concordância com o Papa Bento XVI. Cada volume é autorizado pelo próprio Santo Padre em sua concepção temática e também na escolha dos textos. O volume “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência cristã”, inicia a publicação das Obras Completas em língua portuguesa, publicada pelas Edições CNBB. A pedido do próprio autor, os escritos sobre a Liturgia iniciam as publicações, num total de 16 volumes.

Por padre Andrey Nicioli

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“Participação, comunhão e missão” definem a 57ª Assembleia dos Bispos, segundo presidente da CNBB na abertura do evento

O versículo “Que todos sejam um”, do evangelho de São João, deu a tônica à celebração de abertura da 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil no Centro de Convenções Padre Vitor Coelho, em Aparecida (SP), às 9h15 deste 1º de maio. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada à plenária pela Sandra Zambor, secretária executiva do Sul 3.

O arcebispo de Brasília, cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, reforçou que o início da Assembleia ocorre efetivamente com a celebração da Eucaristia que, para ele, é fonte e sustento da missão e dos trabalhos nos próximos dias. “A assembleia é sempre ocasião privilegiada de partilha, oração e reflexão”, disse.

Para o cardeal, três palavras definem uma assembleia: participação, comunhão e missão. “Trata-se de um tempo especial de encontro entre os bispos do Brasil em vista da missão evangelizadora da Igreja no Brasil”, disse.

Sobre o tema central, As diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 – 2023, o presidente da CNBB reforçou que são nas novas diretrizes que são os referenciais para atuação dos que serão eleitos. “Por isto, primeiro aprovamos as diretrizes e depois elegemos os responsáveis por animá-las na vida da Igreja’, disse.

O cardeal também falou da importância da Assembleia Especial dos Bispos sobre a Amazônia que acontece este ano, em outubro, no Vaticano. Ele lembrou que este sínodo está sendo especialmente preparado pelas Igrejas da Amazônia no Brasil e de outros países. “Agradeço ao papa Francisco por esta iniciativa e desejo que ela dê muitos frutos à Igreja na Amazônia e no mundo e aumento a nossa corresponsabilidade por este bioma”, disse.

Convidados – O reitor do santuário de Aparecida, padre Carlos Eduardo, saudou todos os bispos do Brasil e disse da alegria de acolhê-los na casa da Mãe. “O santuário pertence ao povo brasileiro e à Igreja no Brasil”, disse.

Ao dirigir-se aos bispos do Brasil, em sua acolhida, dom Orlando Brantes, arcebispo de Aparecida (SP), lembrou da oração de sagração episcopal que diz que: “Deus conhece tudo com antecipação” e por isto quis todos os bispos como irmãos na comunhão da Igreja. “Que sejamos instrumentos do amor de Deus nestes dias na Assembleia Geral”, desejou.

O nuncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Anielo, representante do papa Francisco, expressou sua gratidão aos bispos do Brasil por compartilhar a presença na assembleia em vista de reforçar a comunhão. “Quero expressar meu desejo da convivialidade entre nós. Estamos como romeiros que vem buscar a partir da filiação com a Mãe o compromisso de fazer a vontade de Deus”, disse. O ponto central das discussões, segundo dom D’Anielo, é o amor de Deus para conosco e nosso compromisso com o mundo.

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Papa Francisco recorda que Satanás existe e que Jesus o derrotou

Frente àqueles que negam a existência do diabo, o Papa Francisco recordou que o próprio Jesus, como narram os Evangelhos, o enfrentou no deserto, “mas Jesus recusou toda tentação e saiu vitorioso”.

Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 1º de maio, festa de São José Operário, o Santo Padre explicou que a vida de Jesus começou “com a tentação que vem de Satanás. Satanás estava presente ali. Muita gente diz: ‘Mas por que falar do diabo, é uma coisa antiga, não existe’. Não olhe o que o Evangelho nos ensina: Jesus enfrentou o diabo. Foi tentado por Satanás”.

Em sua catequese, o Papa continuou com seus ensinamentos sobre o Pai Nosso. Em concreto, centrou-se na invocação "Não nos deixeis cair em tentação".

Francisco explicou que este pedido “exclui que Deus seja o protagonista das tentações que pairam sobre o caminho do homem. Como se Deus estivesse esperando para armar armadilhas e colocar obstáculos no caminho de seus filhos”.

O Papa sublinhou: “Não esqueçamos, o Pai Nosso começa dizendo 'Pai', e o pai não faz armadilhas aos filhos”.

 

 

“Uma interpretação deste tipo – continuou –, contrasta, sobretudo, com o próprio texto, e afasta da imagem de Deus que Jesus nos revelou”. Assinalou que “os cristãos não lidam com um Deus invejoso, em competição com o homem, ou que gosta de colocá-lo à prova. Essas são as imagens de muitas divindades pagãs”.

O Papa insistiu: “O Pai não é o autor do mal, a nenhum filho que peça um pescado dá uma serpente, e quando o mal cruza na vida do homem, combate ao seu lado, para que possa ser libertado”. Deus é “um Deus que sempre combate por nós, não contra nós. É um Pai”.

“Estes dois momentos, a provação e a tentação, se apresentaram misteriosamente na própria vida de Jesus. Com essa experiência, o Filho de Deus se fez completamente nosso irmão, de uma maneira que beira o escândalo”.

De fato, “Deus não nos deixou sozinhos, mas, em Jesus, Ele se manifesta como o ‘Deus conosco’ até as últimas consequências”.

Deus “esta conosco quando nos dá a vida, durante a vida, nas alegrias, nas provações, na tristeza, nos fracassos, quando pecamos. Mas sempre conosco porque é Pai, não pode nos abandonar”.

“Se somos tentados em fazer o mal, negando a fraternidade com os outros e desejando um poder absoluto sobre tudo e todos, Jesus já combateu por nós essa tentação”.

Entretanto, “mesmo no momento da provação suprema, Deus não nos deixa sozinhos. Quando Jesus se retira para rezar no Getsêmani, seu coração é invadido por uma angústia indescritível, e Ele experimenta a solidão e o abandono. Sozinho, com a responsabilidade de todos os pecados do mundo sobre as costas. Sozinho. Com uma angústia indescritível”.

Naquela noite, “Jesus, que nunca mendiga amor para si mesmo, ao contrário, naquela noite sente sua alma triste até a morte e, então, pede a proximidade de seus amigos”.

Mas os discípulos, os amigos de Jesus dormiram. “No momento da agonia, Deus pede ao homem que não o abandone e, em vez disso, o homem dorme”.

Pelo contrário, “nos momentos em que o homem experimenta a provação, Deus vigia. Nos momentos mais difíceis da nossa vida, mais sofridos, mais angustiantes, Deus vigia conosco, luta conosco, sempre perto de nós. Por quê? Porque é Pai. Um Pai não abandona seus filhos”.

O papa finalizou sua catequese recordando que “nosso consolo diante da provação é saber que, desde que Jesus o atravessou, aquele vale já não está desolado, mas abençoado pela presença do Filho de Deus. Ele não nos abandonará jamais”.

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Chegou o mês das noivas: 9 conselhos do Papa para preparar o casamento

Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas e muitos optam por se casar exatamente neste período, quando as datas são bastante concorridas. Mas, além da data do casório, outras questões são importantes para este momento. Na exortação pós-sinodal Amoris Laetitia, o Papa Francisco dá nove dicas para preparar o dia do casamento:

1. Não se concentrem nos convites, vestido ou festa

O Papa pede para não se concentrar demais nos inúmeros detalhes que consomem recursos econômicos e energia dos noivos, porque assim chegam ao casamento já cansados. Em vez disso, indica a necessidade de dedicar suas melhores forças para se preparar como casal para este grande passo. “Esta mesma mentalidade subjaz também à decisão de algumas uniões de fato que nunca mais chegam ao matrimônio, porque pensam nas elevadas despesas da festa, em vez de darem prioridade ao amor mútuo e à sua formalização diante dos outros".

2. Optem por uma celebração austera e simples

Tenham “a coragem de ser diferentes” e não se deixem devorar “pela sociedade do consumo e da aparência”. “O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça”. Optem por uma celebração “austera e simples, para colocar o amor acima de tudo”.

3. O mais importante é o sacramento e o consentimento

Preparem-se para viver com grande profundidade a celebração litúrgica e perceber o peso teológico e espiritual do consentimento para o casamento. As palavras que dirão não se reduzem ao presente, mas “implicam uma totalidade que inclui o futuro: ‘até que a morte vos separe’”.

4. Deem valor e peso para a promessa que farão

O Papa recorda que o sentido do consentimento mostra que “liberdade e fidelidade não se opõem uma à outra, aliás apoiam-se reciprocamente”. Pensem os danos que produzem as promessas não cumpridas. “A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício”.

5. Recordem que estarão abertos à vida

Lembre-se de que um grande compromisso, como o que expressa o consentimento matrimonial e a união dos corpos que consume o matrimônio, quando se trata de dois batizados, só pode ser interpretada como sinal do amor do Filho de Deus feito carne e unido com sua Igreja em aliança de amor. Assim, “o significado procriador da sexualidade, a linguagem do corpo e os gestos de amor vividos na história dum casal de esposos transformam-se numa ‘continuidade ininterrupta da linguagem litúrgica’ e ‘a vida conjugal torna-se de algum modo liturgia’”.

6. O matrimônio não é de um dia, dura a vida inteira

Tenham em mente que o sacramento que celebrarão “não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações, mas exerce a sua influência sobre toda a vida matrimonial, de maneira permanente”.

7. Rezem antes de se casar

Cheguem ao casamento depois de ter rezado juntos, “um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos”, perguntando juntos a Deus o que Ele espera de vocês.

8. O casamento é uma ocasião para anunciar o Evangelho

Recordem que Jesus iniciou seus milagres nas boas de Caná: “o vinho bom do milagre do Senhor, que alegra o nascimento de uma nova família, é o vinho novo da Aliança de Cristo com os homens e mulheres de cada tempo”. Portanto, o dia do seu casamento será “uma preciosa ocasião para anunciar o Evangelho de Cristo”.

9. Consagrem seu matrimônio à Virgem Maria

O Papa também sugere que os noivos comecem sua vida matrimonial consagrando seu amor ante uma imagem da Virgem Maria.

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CNBB divulga mensagem por ocasião do Dia do trabalhador

Por ocasião do 1º de maio – data em que se celebra o Dia do Trabalhador (a), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga mensagem aos trabalhadores e às trabalhadoras brasileiros e se une a eles manifestando-lhes estima, solidariedade e gratidão.

A mensagem afirma a urgência de assegurar o direito ao trabalho e reafirma “a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras, de modo a garantir seu justo sustento e de suas famílias, combatendo o desemprego, o trabalho escravo, a precarização das relações de trabalho e a perda de direitos trabalhistas, dentre outros problemas que têm causado tanto sofrimento ao povo brasileiro”.

Ainda segundo o documento, a presidência da CNBB manifesta, de modo especial, a preocupação com o grave problema do desemprego. “A flexibilização de direitos dos trabalhadores, institucionalizada pela lei 13.467 de 2017, como solução para superar  a crise, mostrou-se ineficiente. Além de suscitar questionamentos éticos, o desemprego aumentou e já são mais de treze milhões de desempregados. O Estado não pode abrir mão do seu papel de mediador das relações trabalhistas, numa sociedade democrática”.

Eis a íntegra da Mensagem:

Mensagem por ocasião do 1º de maio: Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

“Do trabalho de tuas mãos comerás, serás feliz, tudo irá bem” (Sl 128,2)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, através de sua Presidência, iluminada pela Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio, manifestando-lhes estima, solidariedade e gratidão.

O trabalho digno, para além de cumprir a necessária tarefa de prover as necessidades materiais, “constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra” (Laborem Exercens, 4) e de sua participação na obra do Criador. Urge assegurar o direito ao trabalho e reafirmar a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras, de modo a garantir seu justo sustento e de suas famílias, combatendo o desemprego, o trabalho escravo, a precarização das relações de trabalho e a perda de direitos trabalhistas, dentre outros problemas que têm causado tanto sofrimento ao povo brasileiro. Para tanto, é indispensável a atuação dos Poderes Públicos, bem como a participação da sociedade civil: empresários, sindicatos, igrejas, trabalhadores e trabalhadoras. Neste esforço, como ensina o Papa Francisco, “é preciso reconhecer um grande mérito àqueles empresários que, apesar de tudo, não deixaram de se comprometer, de investir e arriscar para garantir o emprego” (Papa Francisco, 22 de setembro de 2013). Ao mesmo tempo, devemos reconhecer o valor dos sindicatos, expressão do perfil profético da sociedade (Papa Francisco, 28 de junho de 2017).

Reafirmamos o princípio orientador da Doutrina Social da Igreja sobre a primazia do trabalho e do bem comum sobre o lucro e o capital. Nos nossos dias, difunde-se o paradigma da utilidade econômica como princípio das relações sociais e, por isso, de trabalho, almejando a maior quantidade possível de lucro, imediatamente e a todo o custo, em detrimento da dignidade e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Manifestamos, de modo especial, a nossa preocupação com o grave problema do desemprego. A flexibilização de direitos dos trabalhadores, institucionalizada pela lei 13.467 de 2017, como solução para superar  a crise, mostrou-se ineficiente. Além de suscitar questionamentos éticos, o desemprego aumentou e já são mais de treze milhões de desempregados. O Estado não pode abrir mão do seu papel de mediador das relações trabalhistas, numa sociedade democrática.

A participação dos trabalhadores e dos sindicatos, na discussão da Previdência social, é fundamental para a preservação da dignidade dos trabalhadores e de sua justa e digna aposentadoria, especialmente dos que se encontram mais fragilizados na sociedade. Reconhecer a necessidade de avaliar o sistema não permite desistir da lógica da solidariedade e da proteção social através da capitalização, como propõe a PEC 06/2019. Também não é ético desconstitucionalizar regras da Previdência, inseridas na Constituição de 1988.

Nosso olhar volta-se também para os jovens. Segundo o Papa Francisco, o desemprego juvenil é a “primeira e mais grave” forma de exclusão e de marginalização dos jovens (Christus Vivit, 270). A impossibilidade de trabalho gera a perda do sentido da vida e, consequentemente, leva à pobreza e à marginalização.

Incentivamos os trabalhadores e trabalhadoras e as suas organizações a colaborarem ativamente na construção de uma economia justa e de uma sociedade democrática.

Trabalhadores e trabalhadoras, sobre cada um de vocês e de suas famílias, suplicamos as bênçãos de Deus, pela intercessão de São José Operário e Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S.R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo U. Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Brasília-DF, 1º de maio de 2019

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Ser Mãe ...!

A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama. 
Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga. 
O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento. 
Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo? 
É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho. 
Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina. 
Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas. 
Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores. 
É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas.

 

É ouvir as confidências. 
Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho? 
E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome. 
Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho. 
É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas. 
É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase. 
Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto. 
Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação. 
Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê. 
Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais  não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela. 
É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro. 
É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar. 
Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá. 
Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento. 
 

Parabéns a todas as Mães!

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Maio: mês das noivas

Maio é conhecido como o Mês das Noivas. Essa é uma tradição que veio do Hemisfério Norte e tudo indica que a denominação tem influência da Igreja Católica, que definiu o mês como sendo o mais propício para cerimônias religiosas por causa da consagração de Maria e da comemoração do Dia das Mães.

Tornou-se um costume entre os casais marcar a data do casamento nessa época do ano. Acreditava-se que o período traria sorte e felicidade.

As mulheres principalmente ficam ansiosas e a mil com os preparativos do casamento: buffet, decoração, lembrancinhas, repertório e rituais da cerimônia, enfim, tudo o que faz parte da magia e das expectativas que antecedem a data. Muitas pessoas sonham desde a infância com o dia do casamento e esse é um ritual que já vem de muitos e muitos anos.

A cerimônia de casamento surgiu na Roma antiga. O costume da noiva se vestir especialmente para a cerimônia também veio de lá e se tornou uma tradição. Em Roma também ocorreram as primeiras uniões de direito e a liberdade da mulher se casar por sua vontade. A bênção do sacerdote não era obrigatória; esse costume só ficou oficializado depois do Concílio de Trento, no século XVI. Já o casamento civil surgiu em 1650 na Inglaterra.

O uso da aliança de casamento vem da tradição cristã, desde o século XI, e que era colocada no 3º dedo da mão esquerda, porque se acreditava que nesse dedo havia uma veia que ia direto para o coração. Os primeiros buquês de noivas incluíam, além das flores, também ervas e temperos e cada um tinha um significado: espantar maus espíritos, fidelidade; pureza; amor; entre outros. 

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Maria, exemplo de amor!

Devemos ter um grande cuidado para que o Dia das Mães não seja apenas um dia comercial. Shoppings e lojas nos massacram com anúncios na televisão, nos jornais e na internet para que não esqueçamos de comprar o presente das nossas mães. No entanto, precisamos sempre lembrar que o maior presente que toda mãe gostaria de receber é o amor e o reconhecimento de seus filhos. Assim, se você não pode comprar um presente caro nem barato ou se você pode comprar presentes para ela - qualquer que seja a sua situação -, fique ao lado da sua mãe, passe o dia de domingo com ela, telefone, dê um beijo de agradecimento por todos os dias que ela dedicou de sua vida a você. Este será o grande presente do dia. Pode acreditar! Abaixo um poema sobre Maria, nossa primeira mãe.

 

MARIA, NOSSA MÃE

"Que honra é para mim chamar de minha mãe
A mãe de meu Deus, de meu salvador.
Ensina-me, ó mãe, a caminhar na luz,
Seguindo os passos de Jesus…
Aquele que tudo criou, te escolheu,
você não vacilou, trouxe ao mundo
o autor da vida, de ti nasceu Jesus…
Ensina-me a dizer o sim e
aceitar os planos do Senhor.
Ó mãe querida, és para mim
exemplo de amor !…"

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Maio: mês de Maria

Em maio, o desabrochar das flores manifesta com originalidade e beleza o milagre da vida. A tradição católica escolheu este período do ano para venerar com especial devoção a Maria, que, com simplicidade e fidelidade inimitáveis, vivenciou os ensinamentos de Cristo, caminho, verdade e vida. Ao longo da História, foram poucas as mulheres que romperam com o preconceito e conseguiram participar efetivamente dos fatos e acontecimentos significativos de seu tempo, alcançando seus objetivos e ganhando o devido reconhecimento. Maria foi uma dessas mulheres, senão, a principal delas.
Ainda muito jovem, ficou noiva de José, um homem honesto e bem mais velho do que ela, que não tardaria em tomá-la como esposa. Vivendo em uma sociedade judaica que estava sob a dominação dos romanos, onde a mulher pouco ou quase nada valia, esta jovem percebe, em um momento de inconfundível beleza, a presença de Deus em sua vida. E Deus a convida para ser a mãe de seu Filho predileto, Jesus Cristo, que assumiu a condição humana e veio ao mundo para nos ensinar que o amor é o único caminho que, verdadeiramente, nos leva à felicidade.

Maria disse “sim” a Deus e levou este “sim” às últimas consequências. Por ação direta e exclusiva do Espírito Santo, ficou grávida antes de se casar e correu o risco de ser apedrejada, conforme mandava a lei daquela época. Suportou a desconfiança de seu esposo; suportou as dificuldades inerentes à pobreza; suportou a perseguição de homens poderosos e cruéis, como Herodes, que tentou matar Jesus ainda quando criança. Por fim, suportou a dor de ver seu Filho inocente ser condenado, cruelmente agredido e crucificado. Suportou tudo isso sem perder a fé, a confiança, a dignidade e a esperança em seu Deus. Suportou tudo por amor, já que o amor tudo suporta (1 Cor. 13,7). Suportou tudo em silêncio. Silêncio que não significa covardia e omissão, mas que se traduz em serviço constante, em humildade, em entrega total e absoluta ao papel que lhe havia sido reservado por Deus na história da humanidade. Em silêncio Maria viveu sua opção por Cristo.

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Casa Abrigo completou 22 anos de atuação em Votuporanga

No último dia 22 de abril, a Casa Abrigo Irmãos de Emaús completou 22 anos de fundação. A data foi comemorada com a celebração da Santa Missa presidida pelo Padre Gilmar na entidade na entidade com a participação dos assistidos e comunidade em geral. Na oportunidade, foi feita uma homenagem póstuma ao ex-presidente da instituição, João Cezar Guerche, que faleceu no início de abril. A Horta da entidade recebeu o nome do ex-presidente por cinco mandatos, sendo descerrada uma placa por seus familiares.

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) foi fundada em 22 de abril de 1997, por membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga, liderados pelo Padre Edemur José Alves (In-memória), com sede própria neste município. Atualmente a entidade é presidida pelo paroquiano Sérgio Raimundo de Carvalho.

É uma Associação Civil Filantrópica, sem fins lucrativos e em conformidade com a finalidade do seu Estatuto Social na execução de seus serviços, objetivando o atendimento a jovens, adultos, pessoas em migração e situação de rua com dependência indevida do uso de bebida alcoólica.

É uma obra social da Catedral Nossa Senhora Aparecida, que designa uma porcentagem do Dízimo paroquial, além da participação de muitos paroquianos que partilham espiritualidade junto aos usuários da entidade por meio de orações, encontros, reuniões, bem como a assistência do Diretor Espiritual Padre Gilmar Margotto, além do incentivo e veemência no desenvolvimento das atividades da Casa Abrigo, assim como conta com a ajuda de fieis através de doações e trabalhos voluntários.

A entidade dispõe de 40 leitos assim distribuídos: 30 vagas para acolhimento a homens por tempo indeterminado com sistema de abrigamento e 10 vagas como Casa de passagem, sendo 07 vagas disponíveis ao público migratório para pernoite e 03 vagas à mulheres por curta temporada.

Aqueles que permanecem na Casa Abrigo prestam atividades laborterápicas em horticultura, participação de suma importância destes usuários, visto que é a forma direta de contribuir com a manutenção da Entidade por meio de comercialização, além do consumo próprio. Eles também contribuem com tarefas auxiliares em jardinagem, limpeza e cozinha.

 

 

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519 anos da celebração da 1ª Missa no Brasil

Há 519 anos, no dia 26 de abril de 1500 – domingo da oitava de Páscoa –, era celebrada a primeira Missa daquele que viria a ser o país com o maior número de católicos batizados no mundo, o Brasil.

A Santa Missa foi presidida por Frei Henrique de Coimbra e concelebrada por outros sacerdotes em Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia, sobre o ilhéu da Coroa Vermelha.

Em sua carta ao rei Dom Manuel, o escrivão Pero Vaz de Caminha descreveu a celebração feita em um “altar mui bem arranjado” e que, segundo observou, “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”.

Os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, nas 13 caravelas lideradas por Pedro Alvares Cabral, o qual, avistando do mar um monte, chamou-o de Monte Pascoal, por ser oitava de Páscoa. Àquela terra, inicialmente, colocou o nome Terra de Vera Cruz.

Após desembarcarem em terra firme e terem os primeiros contatos com os índios, seguiram a bordo de suas caravelas para um lugar mais protegido, parando na praia da Coroa Vermelha. Foi neste local que celebraram a Santa Missa.

Terminada a celebração, conforme relata Pero Vaz de Caminha, o sacerdote subiu em uma cadeira alta e “pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção”.

Conforme indicam os relatos, o escrivão Caminha acreditava que a conversão dos índios seria fácil, pois demonstraram respeito quanto à religião. Neste sentido, pediu ao rei que enviasse logo clérigos para batizá-los.

A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, feito em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima.

Após esta, a segunda Missa foi celebrada no dia 1º de maio, na foz do rio Mutarí. Os anos se passaram e, hoje, o Brasil é o país com o maior número de católicos batizados no mundo.

Segundo o Anuário Pontifício 2018 e o Anuário Estatístico da Igreja 2016, no Brasil vivem 173,6 milhões de católicos, o que representa 13,3% de fiéis do mundo e 27,5% da América do Sul..

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