Notícias e Artigos Litúrgicos
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Papa Francisco: Cristo libertou a humanidade da escravidão do pecado

O Papa Francisco destacou, durante a oração do Ângelus deste domingo, 19 de janeiro, na Praça de São Pedro no Vaticano, que, ao contrário de outras religiões em que fazem sacrifícios e oferendas a Deus, no Cristianismo, é Deus que sacrifica seu Filho para salvar a humanidade.

O Santo Padre indicou que Jesus “carregou todos” os pecados “consigo, tirando-os de nós, para que fôssemos finalmente livres, não mais escravos do mal”.

O Pontífice refletiu sobre o trecho evangélico deste segundo domingo do Tempo Comum, do Evangelho de São João, no qual segue descrevendo a Epifania do Senhor, “a manifestação de Jesus”.

“Depois de ter sido batizado no rio Jordão”, assinalou Francisco, “Ele foi consagrado pelo Espírito Santo que posou sobre Ele e foi proclamado Filho de Deus pela voz do Pai celeste”.

O Pontífice explicou que “o Evangelista João, ao contrário dos outros três, não descreve o acontecimento, mas nos propõe o testemunho de João Batista. Ele foi a primeira testemunha de Cristo. Deus o chamara e o prepara para isso”.

Depois do batismo no Jordão, “João Batista não consegue resistir ao impelente desejo de dar testemunho de Jesus e declara: ‘Eu vi e por isso dou testemunho’”.

João fala assim porque “viu algo desconcertante, isto é, o Filho amado de Deus solidário com os pecadores; e o Espírito Santo o fez compreender a novidade inaudita, uma verdadeira reviravolta”.

Essa novidade supõe que, “enquanto em todas as religiões é o homem que oferece e sacrifica alguma coisa a Deus, no evento Jesus é Deus que oferece o próprio Filho para a salvação da humanidade”.

“João manifesta seu estupor e sua aceitação desta novidade trazida por Jesus mediante uma expressão que repetimos sempre na Missa: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’”.

Desse modo, “o testemunho de João Batista nos convida a recomeçar sempre no nosso caminho de fé: recomeçar de Jesus Cristo, Cordeiro cheio de misericórdia que o Pai deu por nós”.

Por isso, o Papa Francisco convidou a aprender com Batista “a não presumir que já conhecemos Jesus, de saber tudo sobre Ele. Não, não é assim. Temos que nos deter no Evangelho, talvez contemplando um ícone de Cristo, um ‘Rosto santo’, uma das muitas belas representações em que é rica a história da arte no oriente e no ocidente”.

“Contemplemos com os olhos e, ainda mais, com o coração: e deixemo-nos instruir pelo Espírito Santo, que dentro nos diz: é Ele! É o Filho de Deus que se fez cordeiro, imolado por amor”.

“Ele, Ele sozinho carregou, sofreu e expiou o pecado do mundo e também os meus pecados. Todos. Carregou todos consigo, tirando-os de nós, para que fôssemos finalmente livres, não mais escravos do mal. Sim, talvez pobres pecadores, porém não escravos, não, mas filhos, filhos de Deus”, concluiu o Papa Francisco.

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Vaticano apresenta o “Domingo da Palavra de Deus”, instituído pelo Papa

Nesta sexta-feira, 17, uma coletiva no Vaticano apresentou o “Domingo da Palavra de Deus”, data instituída pelo Papa Francisco e que será celebrada pela primeira vez em 26 de janeiro de 2020.

A celebração foi anunciada em 30 de setembro passado, com a publicação da carta apostólica “Aperuit illis” (Abriu-lhes). Trata-se de uma iniciativa que o Santo Padre confia a toda a Igreja para que “a comunidade cristã se concentre sobre o grande valor que a Palavra de Deus ocupa na sua existência cotidiana”, escreve o Papa na carta.

Na conclusão do Jubileu da Misericórdia, na carta apostólica “Misericordia et misera”, Papa Francisco já havia feito uma alusão a esta perspectiva: “Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura: um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo”.

Apresentando a iniciativa na coletiva, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella. Ele destacou que são muitas e diversas as iniciativas pastorais que colocam no centro o conhecimento, a difusão, a reflexão e o estudo da Sagrada Escritura e, entre os exemplos, citou a Comunidade Canção Nova no Brasil.

“Este Domingo da Palavra de Deus, portanto, coloca-se como uma iniciativa pastoral de Nova Evangelização, com o escopo de reavivar a responsabilidade que os crentes têm no conhecimento da Sagrada Escritura e em mantê-la viva através de uma obra de permanente transmissão e compreensão, capaz de dar sentido à vida da Igreja nas diversas condições em se encontra”, afirmou.

Ecumenismo

Dom Rino comentou ainda na coletiva o valor ecumênico desta data, que será celebrada sempre no III Domingo do Tempo Comum, próximo ao dia do diálogo entre judeus e católicos e da Semana de Oração pela unidade dos cristãos.

“Não é, obviamente, uma mera coincidência temporal, mas uma escolha que pretende marcar mais um passo no diálogo ecumênico, colocando a Palavra de Deus no coração do próprio compromisso que os cristãos são chamados a realizar cotidianamente”.

A celebração no Vaticano

Em 26 de fevereiro, Papa Francisco presidirá a Santa Missa na Basílica de São Pedro às 10h (hora local). Ao final da celebração, um gesto simbólico da parte do Papa: entregará a Bíblia a 40 pessoas representantes de várias expressões da vida cotidiana: do bispo ao estrangeiro, do sacerdote ao catequista, dos consagrados a policiais e à guarda suíça, dos embaixadores a docentes universitários, do pobre ao jornalista; também um representante das Igrejas Ortodoxas e das Comunidades Evangélicas.

“A todos é confiada a Sagrada Escritura para indicar a atenção que somos chamados a dar à Palavra de Deus, para que não permaneça um livro em nossas mãos, mas se torne uma provocação contínua para que seja de oração, leitura, meditação e estudo. Este Domingo quer provocar todos os cristãos a não colocar a Bíblia como um dos tantos livros na estante de casa, talvez cheios de pós, mas um instrumento que desperte a nossa fé”.

Para preparar a celebração deste Domingo, foi feito um subsídio pastoral em italiano, já traduzido em francês, espanhol, português, polonês e inglês, disponível somente online, que os párocos e agentes pastorais poderão utilizar para encontrar ideias e instrumentos para a animação desse dia.

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Papa Francisco confirma intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020

Nesta quinta-feira, 9 de janeiro, em seu discurso aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, o Papa Francisco reiterou sua intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020.

Referindo-se à sua viagem apostólica na África que realizou no ano passado a Moçambique, Madagascar e Maurício, o Santo Padre lembrou o Sudão do Sul e afirmou que almeja que “seus cidadãos possam viver na paz e na prosperidade”, assim como também “colaborar no crescimento democrático e econômico do país”, por isso acrescentou que espera visitá-lo “no decurso deste ano”.

Nesse sentido, o Pontífice lembrou o retiro espiritual que ocorreu em abril passado no Vaticano com os líderes do país e “a preciosa contribuição do Arcebispo de Cantuária, Sua Graça Justin Welby, e do ex-Moderador da Igreja Presbiteriana da Escócia, o Reverendo John Chalmers”.

"Confio que aqueles que têm responsabilidades políticas continuem o diálogo, com a ajuda da Comunidade Internacional, para implementar os acordos alcançados", encorajou o Papa.

 

 

Além disso, Francisco mencionou a assinatura de um acordo global na República Centro-Africana, assinado em fevereiro de 2019 "para pôr termo a mais de cinco anos de guerra civil".

Posteriormente, o Pontífice olhou para outras partes do continente e disse que "dói constatar como continuam episódios de violência contra pessoas inocentes, entre as quais muitos cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho".

Especificamente, o Papa citou Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria e apelou: “Exorto a Comunidade Internacional a apoiar os esforços que estes países estão a fazer na luta para derrotar o flagelo do terrorismo, que está a cobrir de sangue partes cada vez mais extensas da África, bem como outras regiões do mundo”.

O último episódio ocorreu na Nigéria, onde membros do grupo terrorista Boko Haram, fiel ao Estado Islâmico, assassinaram dez cristãos.

O Estado Islâmico anunciou esse massacre em 26 de dezembro, um dia após o Natal.

Por essa razão, o Papa Francisco acrescentou que, “à luz destes acontecimentos, é necessário que se implementem estratégias que incluam intervenções não só no campo da segurança, mas também na redução da pobreza, na melhoria do sistema de saúde, no desenvolvimento e na assistência humanitária, na promoção da boa governança e dos direitos civis”, porque “tais são os pilares de um real desenvolvimento social”, concluiu.

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Papa Francisco: A verdadeira paz é semeada no coração

Durante a Missa celebrada em 9 de janeiro na Casa Santa Marta, o Papa Francisco alertou sobre a "tentação do diabo de fazer guerra" e lembrou que "a verdadeira paz é semeada no coração".

Em sua homilia, o Santo Padre convidou a questionar "como vai a paz em casa" e se o nosso coração está "em paz" ou "ansioso".

“Geralmente, nosso modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra: destruir o outro, sujar o outro. E isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente, vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”, assinalou o Papa.

Nesse sentido, o Pontífice comentou a primeira leitura da Liturgia do dia, na qual o evangelista São João indica o caminho para alcançar a paz interior que é: "permanecer no Senhor".

“Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós. Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão”, explicou.

Por isso, o Santo Padre sugeriu “permanecer no Senhor” e acrescentou: “Como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: Se nos amarmos uns aos outros. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Por fim, o Papa Francisco exortou em sua homilia a rezar para que o Senhor conceda paz no mundo.

“Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação... Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos... A mente se dirige imediatamente para lá quando falamos de paz: ‘Que o Senhor nos dê a paz’. E isso está certo. Devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”, concluiu.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

1 João 4,19 - 5,4

Caríssimos, 19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.

5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

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Papa pede que educação católica seja uma proposta de esperança para o mundo

O Papa Francisco espera que a educação católica "possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo".

Assim escreveu o Pontífice em uma mensagem dirigida aos participantes do XXVI Congresso Interamericano de Educação Católica, realizado em Santiago, Chile, até a última sexta-feira, 10 de janeiro.

Na carta papal, assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o Santo Padre envia uma cordial saudação aos organizadores e participantes do XXVI Congresso da Confederação Interamericana de Educação Católica, cujo tema é "Liderança, comunicação e marketing".

Segundo informou ‘Vatican News’, em 10 de janeiro, a mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Núncio Apostólico no Chile, Dom Alberto Ortega Martín, no início do Congresso.

"O Santo Padre os anima em sua reflexão sobre os desafios que os responsáveis pela escola católica devem enfrentar a fim de promover nela uma autêntica cultura do encontro, de modo que possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo", lê-se na carta.

Ao finalizar, o Pontífice solicita que "rezem por ele e por seu serviço à Igreja universal" e os encomenda à proteção materna de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Chile, enquanto concede com afeto a Bênção Apostólica.

Encontro Mundial de Educação

Em setembro de 2019, o Papa Francisco pediu à Congregação para a Educação Católica a organização no Vaticano de um encontro mundial sem precedentes sobre educação com o tema "Reconstruir o pacto educativo global".

O encontro será em 14 de maio de 2020 e o próprio Pontífice anunciou esta iniciativa por meio de uma mensagem de vídeo.

Este encontro global – explicou o Papa – visa "reavivar o compromisso por e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz da escuta paciente, do diálogo construtivo e da mútua compreensão”.

"Hoje, mais do que nunca, é necessário unir os esforços por uma aliança educativa ampla para formar pessoas maduras, capazes de superar as fragmentações e contraposições e reconstruir o tecido das relações por uma humanidade mais fraterna”, advertiu o Papa Francisco.

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Reflexão sobre a liturgica da Festa do Batismo do Senhor

O tema do Evangelho deste domingo está no versículo 15:  “Devemos cumprir toda a justiça”. Jesus fala essa mensagem a João Batista e, como percebemos, fala na primeira pessoa do plural. Ele fala em nome do Pai – cujo projeto Jesus cumpre fielmente -  está falando em nome do Espírito – que virá sobre ele -  e também em nome de todos aqueles que se comprometem com ele, desde a Virgem Maria, passando por São José, pelo próprio João Batista e chegando até nós.

Essa justiça que constrói o Reino está dentro de nossa história e se caracteriza não pela violência como João anunciava, como vimos no primeiro Domingo do Advento, mas na solidariedade para com os pecadores, como nos anunciou o Evangelho do segundo Domingo.

O Pai quer que Jesus salve a humanidade, essa é a justiça que ele deverá cumprir. Para isso se solidariza com a humanidade ao receber de João o batismo de penitência. Contudo o Pai e o Espírito manifestam que o verdadeiro batismo se dá fora da água, se realiza quando Jesus sai do Jordão, o céu se abre, o Espírito vem sobre Jesus e pousa sobre ele. Jesus assumiu o projeto do Pai, irá realizar a justiça, irá redimir a humanidade, o Espírito o ungiu para isso!

Neste momento recordemos as palavras de Isaías na primeira leitura: “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. Em Jesus se realiza essa vocação. Ele é rei e sacerdote, foi ungido para cumprir toda a justiça dando origem ao Reino de Deus.

Recordemos o nosso batismo. Fomos inseridos no Povo de Deus também para essa missão, cumprir a justiça, não apenas para nos salvar. Temos uma dimensão apostólica, colaborar com o Senhor na instauração da justiça, da solidariedade, da acolhida a todos, especialmente daqueles que são marginalizados porque pecadores.

A missão é ir atrás da ovelha perdida, é resgatar os extraviados, é colaborar para que a cana rachada não se quebre e nem o pavio que ainda fumega seja apagado, como falou Isaías.

Ser batizado é ter um coração misericordioso e integrador, como o de Jesus. De acordo com esse coração que é reflexo do amor do Pai, justiça não é manter as pessoas excluídas por causa de seus erros, mas justiça é transformá-las em filhas de Deus, assim como aconteceu e acontece com cada um de nós.

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Durante encontro com o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, Papa falou sobre temas atuais; queimadas na Austrália, impasse na Venezuela e proteção do meio ambiente também foram citados

A crise entre Estados Unidos e Irã, as queimadas na Austrália, o impasse na Venezuela e a proteção do meio ambiente foram alguns dos temas atuais que estiveram presentes no discurso do Papa Francisco ao corpo diplomático. Na Sala Regia do Palácio Apostólico, no Vaticano, estavam presentes nesta quinta-feira, 9, os embaixadores dos 183 países com os quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas, incluindo o Brasil.

A longa e minuciosa análise do Pontífice partiu da palavra esperança. “Infelizmente, o novo ano aparece-nos constelado não tanto de sinais encorajadores, como sobretudo de uma intensificação de tensões e violências. É precisamente à luz destas circunstâncias que não podemos cessar de esperar. E esperar exige coragem”, destacou.

América

O Papa recordou cada uma de suas viagens apostólicas realizadas em 2019 e fez uma resenha de todos os continentes, começando pela América. No Panamá, em janeiro, Francisco visitou o país por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

A primeira lembrança resgatado pelo Santo Padre, porém, foi a de jovens abusados por membros do clero. “Trata-se de crimes que ofendem a Deus, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a vida de comunidades inteiras”, frisou. O Pontífice reiterou o compromisso da Igreja em debelar esta chaga e os esforços que vem fazendo, como, por exemplo, o encontro realizado em fevereiro com os presidentes de todas as Conferências Episcopais. O evento marcado para o próximo mês de março, visando um novo pacto educativo global, foi citado pelo Papa,

O Sínodo para a Amazônia, realizado no Vaticano em outubro passado, também foi comentado por Francisco. “O Sínodo foi um evento essencialmente eclesial, mas não podia eximir-se de abordar outras temáticas – a começar pela ecologia integral – que dizem respeito à própria vida daquela região tão vasta e importante para todo o mundo, uma vez que a floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a terra cada vez mais ameaçada”, afirmou.

Ainda sobre o continente americano, o Pontífice mencionou explicitamente a Venezuela e criticou as polarizações ideológicas: “Em geral, os conflitos da região americana, embora possuindo raízes diferentes, são irmanados pelas profundas desigualdades, as injustiças e uma endêmica corrupção, bem como pelas várias formas de pobreza que ofendem a dignidade das pessoas. Por isso, os líderes políticos esforcem-se por restabelecer, urgentemente, uma cultura do diálogo em prol do bem comum e por fortalecer as instituições democráticas e promover o respeito pelo estado de direito, a fim de prevenir deslizes antidemocráticos, populistas e extremistas”.

Oriente Médio

Ao falar de sua viagem ao Marrocos e aos Emirados Árabes Unidos, ocasião em que assinou o Documento sobre a Fraternidade Humana com o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, o Santo Padre enquadrou uma das situações mais explosivas do planeta: o Oriente Médio e a península arábica.

Síria, Iêmen, Líbia, Israel e Palestina foram citados, mas a atenção de Francisco se concentrou sobre o que aconteceu recentemente no Iraque.“Particularmente preocupantes são os sinais que chegam de toda a região, após a recrudescência da tensão entre o Irã e os Estados Unidos que se arrisca, antes de tudo, a colocar a dura prova o lento processo de reconstrução do Iraque, bem como a criar as bases de um conflito de mais vasta escala que todos quereríamos poder esconjurar”.

O Papa completou: “Renovo o meu apelo a todas as partes interessadas para que evitem um agravamento do conflito e mantenham ‘acesa a chama do diálogo e do autocontrole’, no pleno respeito da legalidade internacional”.

Europa

Sobre a Europa, o Pontífice relembrou suas viagens à Bulgária, Macedônia do Norte e Romênia. Francisco não esqueceu dos migrantes e refugiados, constatando que o Mediterrâneo permanece um grande cemitério. Falou das tensões no Cáucaso, nos Bálcãs e na Ucrânia e citou uma série de datas comemorativas: os 45 anos da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), os 70 anos do Conselho Europeu e os 30 anos da queda do Muro de Berlim.

“O Muro de Berlim permanece emblemático de uma cultura da divisão que afasta as pessoas umas das outras e abre caminho ao extremismo e à violência. Vê-lo-emos sempre mais na linguagem de ódio amplamente usada na internet e nos meios de comunicação social. Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade”.

Outro fato que mereceu uma menção por parte do Santo Padre foi o incêndio que destruiu a Catedral de Notre Dame, em Paris. De acordo com Francisco, a situação mostrou como é frágil e fácil destruir até o que parece sólido e trouxe à tona o tema dos valores históricos e culturais da Europa. “Em um contexto onde faltam valores de referência, torna-se mais fácil encontrar elementos de divisão que de coesão”.

África

A África ganhou destaque, quando o Papa fez memória de suas viagens a Moçambique, Madagascar e Maurício, ressaltando os sinais de paz e de reconciliação. Todavia, Francisco manifestou o seu pesar pela violência e atos de terrorismo em Burkina Faso, Camarões, Mali, Níger, Nigéria, República Centro-Africana e Sudão. O Pontífice falou sobre os cristãos que pagam com a vida a sua fidelidade ao Evangelho. E mais uma vez manifestou publicamente seu desejo de visitar o Sudão do Sul este ano.

Ásia

Por fim, a viagem à Tailândia e Japão foi citada. A atenção se concentrou sobre o testemunho dos hibakusha, isto é, os sobreviventes aos bombardeios atômicos em Hiroshima Nagasaki. O Santo Padre voltou a repetir que o uso das armas atômicas é imoral e que é possível e necessário livrar-se desses armamentos.

Austrália

A última nação citada pelo Pontífice foi a Austrália, que vem sofrendo com os incêndios nos últimos meses. “Ao povo australiano, especialmente às vítimas e a quantos vivem nas regiões atingidas pelos fogos, desejo certificá-los da minha proximidade e oração”.

Além de se debruçar sobre situações inerentes aos países, o Papa recordou ainda os 75 anos da Organização das Nações Unidas, cujo serviço até aqui foi um “sucesso”, especialmente para evitar outra guerra mundial, mas que hoje necessita de uma reforma geral para torná-la ainda mais eficaz.

Mulheres

Outra data que inspirou Francisco foram os 500 anos da morte do artista italiano Rafael Sanzio, que tinha como um de seus temas preferidos retratar Nossa Senhora. E lembrou que a Igreja celebra em 2020 os 70 anos da proclamação dogmática da Assunção da Virgem Maria ao Céu.

“Com o olhar posto em Maria, desejo dirigir uma saudação particular a todas as mulheres, 25 anos depois da IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher, realizada em Pequim no ano de 1995, com votos de que em todo o mundo se reconheça cada vez mais o precioso papel das mulheres na sociedade e cessem todas as formas de injustiça, desigualdade e violência contra elas”.

O Santo Padre frisou que “toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus”, “um crime que destrói a harmonia, a poesia e a beleza que Deus quis dar ao mundo”.

Diplomacia

A justiça e a paz, finalizou o Pontífice, serão totalmente restabelecidas no final do caminhar terreno. Até lá, a diplomacia é a tentativa humana – “imperfeita, mas sempre preciosa” – para se alcançar esses frutos. “Com este compromisso, renovo a todos vocês, queridos embaixadores e ilustres convidados aqui reunidos, e aos seus países, os meus votos cordiais de um novo ano cheio de esperança e repleto de bênçãos”, finalizou.

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Sem paz no coração, não haverá paz no mundo, adverte Papa

“Que o Senhor nos dê o Espírito Santo para permanecer Nele e nos ensine a amar, simplesmente, sem fazer guerra aos outros”. Esta foi a oração do Papa Francisco na missa celebrada nesta quinta-feira, 9, na capela da Casa Santa Marta. Durante sua homilia, o Pontífice destacou que não é possível ser cristão e semear a guerra.

Recordando a oração no início da Liturgia, com a invocação a Deus para conceder a “todas as pessoas” uma “paz segura”, Francisco se concentrou nos temas da atualidade. “Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação”.

O Santo Padre complementou: “Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos, a mente dirige-se imediatamente para lá quando falamos de paz, [quando rezamos] para que o Senhor nos dê a paz. E isso está certo; e devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”.

O Papa exortou os fiéis a se perguntarem: Como vai a paz em minha casa? Meu coração estão “em paz” ou “ansioso”, sempre “em guerra, em tensão de ter algo mais, para dominar, para ser ouvido”?. A paz das pessoas ou de um país é semeada no coração, explicou Francisco. “Se não temos paz no coração, como pensamos que haverá paz no mundo?”, questionou. O Pontífice advertiu que habitualmente homens e mulheres não pensam nisso.

A primeira leitura desta quinta-feira, 9, de São João Apóstolo, indica o caminho para alcançar a paz interior e permanecer no Senhor, sublinhou o Santo Padre. “Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós”.

“Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão. Permanecer no Senhor. E como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: ‘Se nos amarmos uns aos outros’. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Francisco falou sobre o amor verdadeiro, que não é aquele das novelas, nem um espetáculo, mas que leva homens e mulheres a falarem bem dos outros. O Papa aconselhou:  “Se eu não posso falar bem, fecho a boca, não falo mal e não conto coisas ruins. Porque falar mal dos outros é guerra”. O amor, sublinhou o Pontífice, se mostra nas pequenas coisas.

“Se existe a guerra no meu coração, haverá guerra na minha família, haverá guerra no meu bairro e haverá guerra no local de trabalho. Os ciúmes, as invejas, as fofocas nos levam a fazer guerra um com o outro, destroem, são como sujeiras”, destacou. O Santo Padre convidou os fiéis a refletirem: Quantas vezes o “espírito de paz” ou ” espírito de guerra” dominam minhas falas e discursos?. “Cada um tem os seus pecados, eu olho para os meus e os outros terão os deles, para assim fechar a boca”, completou.

O modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra, apontou o Papa. ” Destruir o outro, sujar o outro, isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”.

Quando o diabo consegue que homens e mulheres façam guerra, fica feliz, pois não precisa mais trabalhar, alertou o Pontífice. “Somos nós que trabalhamos para destruirmo-nos um ao outro, (…) somos nós que levamos avante a guerra, a destruição, destruindo antes a nós mesmos, porque expulsamos o amor e depois os outros”. Francisco observou como, de fato, a humanidade é dependente desse hábito de sujar os outros. “É uma semente que o diabo colocou dentro de nós”.

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Jubileu de Prata Pe. Gilmar
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Retrospectiva Paroquial 2019

O ano de 2019 está  chegando ao fim. Assim, nada melhor do que relembrar as grandes bênçãos que Deus derramou sobre nós neste ano tão especial, principalmente com as Missões de Evangelização nos setores.

Veja abaixo as atividades que marcaram a vida de nossa paróquia nesse ano:

Geral

  • 6 Formações de Preparação para o Batismo
  • 177 crianças foram batizadas
  • 3 Encontros de Formação de Preparação para o Matrimônio 
  • 38 casais receberam o sacramento do Matrimônio
  • 20 adultos receberam os sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma
  • 720 famílias foram atendidas pelos Vicentinos 
  • 660 gestantes e famílias atendidas pela Pastoral da Criança 
  • 400 pessoas foram atendidas pela Casa Abrigo
  • 538 Missas celebradas em 2019 
  • 168 Celebrações da Partilha 

Janeiro

 Investidura de novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística

Celebração dos 24 anos de sacerdócio do Padre Gilmar

 

Fevereiro

 Missas com Benção das Gargantas

Formação Diocesana da Campanha da Fraternidade 2019

Festa das Inscrições da Catequese

Abertura do Ano Catequético na Paróquia

 Início da Lavagem Externa da Igreja

 

Março

Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade

Missa da Quarta-feira de Cinzas e Início da Quaresma

Missa e Procissão da Penitência

Leilão de Gado da Catedral

Festa da Ácies da Legião de Maria

Mutirão de Confissões

 

Abril

Ceia judaica da OFS

Semana Santa

Domingo de Ramos 

Missa dos Santos Óleos

Missa do Lava Pés

Celebração da Cruz

Encenação da Via Sacra

Vigília Pascal

Domingo de Páscoa

Aniversário de Fundação da Casa Abrigo e homenagem ao ex-presidente João Guerche.

 

Maio

Celebração dos Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma para os Adultos

Vigília pelos Mortos de AIDS

Coroação de Nossa Senhora

 

Junho

Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Chá Beneficente

Corpus Christi

Alimentos para o Hospital de Amor 

Festa Junina da Catequese

Dia de Oração pela Santificação do Clero

 

Julho

Mês do Dízimo

Aniversário Natalício do Padre Gilmar

Almoço Beneficente em prol da Casa Abrigo

Missa pelos Doentes

Aniversário de 3 anos da criação da Diocese e eleição canônica de Dom Moacir

Missa com o Padre Nino 

 

Agosto

Mês Vocacional

Início das celebrações em preparação ao Jubileu de 25 anos de Vida Sacerdotal do Padre Gilmar Margotto

Missa pelo Aniversário de Votuporanga

Semana da Família

Show com Eugênio Jorge

Encerramento da Semana da Família

Aniversário Natalício de Dom Moacir

Noite com Jesus (Catequese)

 

Setembro

Mês da Bíblia

Aniversário de Ordenação Diaconal

8 anos de falecimento do Padre Edemur 

Encontro de Mães

3º Encontro de Coroinhas e Acólitos

Encontro de Pais

Início do Terço Vocacional do Jubileu do Padre Gilmar

 

Outubro

Abertura do Mês Missionário Extraordinário

Novena da Padroeira

Benção dos Animais

30 anos da OFS em Votuporanga

Aniversário de Ordenação Episcopal de Dom Moacir

 Dia da Padroeira

Quermesse

Concurso Boneca e Boneco Vivos

Canonização da Santa Dulce dos Pobres

Aniversário de instalação da Diocese

8 anos do Padre Gilmar como nosso pároco

 

Novembro

Chá Beneficente em prol da Casa Abrigo

Dia Mundial dos Pobres

 

Dezembro

Aniversário de Ordenação Presbiteral de Dom Moacir

Concerto de Natal na Catedral

Celebrações do Natal do Senhor

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5 coisas que talvez não saiba sobre os Santos Inocentes

No marco da festa dos Santos Inocentes, apresentamos 5 coisas que talvez não sabia sobre estes mártires, cujas mortes seguem repercutindo na sociedade de hoje, segundo artigo de Pe. Sergio Román, publicado no SIAME (Serviço Informativo da Arquidiocese do México).

1. A história

Herodes disse aos Magos do Oriente que ele estava muito interessado no rei que tinha acabado de nascer e pediu-lhes para informá-lo sobre este rei em seu retorno para também ir adorá-lo. A estrela guiou os Magos até a criança e, cumprida sua missão, voltaram para seus países de origem por outros caminhos, pois um anjo lhes avisou em sonhos que Herodes queria matar Jesus.

Desapontado com os Magos, Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos com o desejo de acabar com aquele Rei nascido em Belém, que colocava em perigo seu próprio reinado. Um genocídio. A matança dos inocentes. A Igreja os recorda no dia 28 de dezembro, unidos aos Natal, porque eles não morreram por Cristo, mas no lugar de Cristo.

2. Herodes, o Grande!

Assim se fazia chamar aquele rei da Palestina, fantoche do Império Romano. Foi grande porque soube ganhar guerras e conquistar terras para o seu reino, mas também por seus crimes: casou-se com Mariana, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; sua esposa Mariana; os irmãos dela, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.

Quando ficou enfermo, mandou prender todos os personagens importantes de Jericó, com a ordem de que assim que morresse, matassem-nos a flechadas. Quando Herodes morreu, esta ordem não foi cumprida. Com esses dados, podemos compreender que para ele foi fácil mandar matar os Santos Inocentes. Quantos foram? Hoje, sabe-se que Belém não devia ter mais de mil habitantes e que a este número, provavelmente, corresponderia uma população de 20 meninos.

3. A gruta de Belém

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que deu paz aos cristãos no século IV, construiu uma Basílica sobre a gruta de Belém, onde o Menino Jesus nasceu. Essa Basílica, reconstruída, ainda existe e guarda em sua cripta a preciosa gruta onde uma estrela de prata marca o lugar do santo nascimento. “Aqui nascei Jesus Cristo de Maria, a Virgem”, diz a inscrição em latim.

A gruta de Belém é um sistema de cavernas que se estendem debaixo da antiga basílica e do templo católico de Santa Catarina. Em uma dessas cavernas foram encontrados restos de crianças enterradas. O primeiro pensamento foi que eram os restos dos Santos Inocentes, mas os caixões correspondiam a uma época muito posterior. De todo modo, essa caverna foi dedicada à memória dos Santos Inocentes.

4. Ain Karen

Ain Karen é uma cidade perto de Jerusalém. Segundo a tradição, é o lugar da “Visitação” e do nascimento de João Batista. Este era mais velho do que Jesus apenas seis meses e existe a lenda de que também ao ser vítima de Herodes. Perseguida por soldados assassinos, sua mãe Isabel buscou uma rocha no monte atrás da qual ocultou seu pequeno João antes que os soldados a alcançassem.

Quando os soldados a alcançaram, procuraram até atrás da rocha, mas não viram nada. Quando saíram, Isabel correu para buscar seu menino e descobriu que a rocha tinha aberto um espaço para dar lugar em seu interior ao pequeno perseguido e, assim, salvou João Batista. Na Basílica da Visitação, sobre o monte, guarda-se uma estranha rocha que recorda esta história.

5. Os santos inocentes de hoje

A celebração litúrgica deve nos recordar não apenas o fato histórico daquelas crianças assassinadas no lugar de Cristo, mas também o acontecimento diário de todos aqueles inocentes perseguidos e assassinados entre nós. Os humanos somos capazes de monstruosidades que nos envergonham.

Seguimos assassinando por motivos religiosos, políticos, econômicos e, cada vez que denunciamos um desses crimes, clamamos indignados “Nunca mais!”, para, em seguida, repetir a história. Não permaneçamos indiferentes ante esses genocídios, despertemos em nós a solidariedade e unamos nossas vozes e nossas ações às desses inocentes que seguem morrendo no lugar de Cristo.

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Papa destaca exemplo de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja

No dia de Santo Estêvão, nesta quinta-feira, 26, a recordação dos mártires de ontem e de hoje. No Vaticano, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro destacando o exemplo desse que foi o primeiro mártir da Igreja Católica.

Francisco explicou que a liturgia de hoje apresenta os momentos finais da vida de Estêvão. Diante da alegria do Natal, a memória do primeiro cristão assassinado por causa de sua fé pode parecer fora de lugar, disse o Papa, mas está em sintonia com o verdadeiro significado do Natal.

“No martírio de Santo Estevão, a violência é derrotada pelo amor, a morte pela vida. Ele, na hora do testemunho supremo, contempla o céu e concede a seus perseguidores o seu perdão”, explicou.

O Santo Padre destacou que Santo Estêvão soube narrar Jesus com as palavras e sobretudo com a sua vida. A partir de seu exemplo, também os fiéis hoje fixam o olhar sobre Jesus, testemunha fiel do Pai, e aprendem que a glória do céu não é feita de riquezas e poderes, mas de amor e doação de si.

“Precisamos manter o olhar fixo sobre Jesus, autor e aperfeiçoador da nossa fé, para poder dar razão da esperança que nos foi dada através dos desafios e das provações que devemos enfrentar cotidianamente”.

Estevão era diácono e ensina a anunciar Cristo em gestos de caridade evangélica, acrescentou o Santo Padre. “Seu testemunho, culminado no martírio, é fonte de inspiração para a renovação das nossas comunidades cristas. Elas são chamadas a se tornarem sempre mais missionárias, voltadas à evangelização, decididas a alcançar homens e mulheres nas periferias existenciais e geográficas onde há mais sede de esperança e salvação”.

Celebrar o primeiro mártir da Igreja também é um convite a recordar todos os mártires de ontem e hoje, disse o Papa, enfatizando que hoje são muitos os mártires. “Que Maria, mãe do Redentor, nos ajude a viver esse tempo do Natal fixando o olhar em Jesus, para nos tornarmos a cada dia mais semelhantes a Ele”, concluiu.

 

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Padre explica o que é e como viver a Oitava de Natal

Nesta semana, a Igreja vive a Oitava de Natal. Mas o que é este tempo? A Solenidade do Natal não é vivida somente em um dia, mas é estendida por oito dias, bem como a oitava da Páscoa. O período da Oitava de Natal vai até o dia 1º de Janeiro, quando se celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus.

Padre Reginaldo Carreira explica que os oito dias da Oitava de Natal são celebrados como se fossem um único dia, e que começaram a ser vividos depois do surgimento da Oitava da Páscoa.

“No decorrer do caminho da Igreja, começou-se a se celebrar a oitava da Páscoa, oitava de Pentecostes, uma série de oitavas no sentido de comemorar a semana toda, de domingo a domingo, não só por ser uma semana festiva, de festas consideradas especiais, mas por entender o oitavo dia como o dia sem ocaso, o dia final, o dia da ressurreição, da plenitude. Então nesse sentido a Igreja sempre nos remete à visão também do Céu, da Igreja definitiva. A Igreja começou a celebrar as oitavas, e no decorrer do caminho ficaram a Oitava de Natal e a Oitava de Páscoa, porque são festas ligadas e as mais importantes. O mistério da encarnação tem seu sentido e toda a nossa fé cristã tem seu sentido a partir do mistério da Páscoa de Jesus.”

O sacerdote acrescenta que a Oitava de Natal é uma celebração litúrgica que faz lembrar a Encarnação de Jesus, que se fez homem para salvar a humanidade.

Festas nesse Período

Durante o período da Oitava de Natal, no calendário litúrgico, há outras festas. “É interessante que a festa da Oitava de Natal não tira a importância das outras celebrações que acontecem nesse período, que também são muito significativas”. 

No dia 26, é celebrada a festa de Santo Estêvão: “primeiro mártir, testemunho de um amor, de uma doação, de uma entrega que tem sentido por causa da fé na ressurreição e na encarnação de Jesus. A missão de Jesus foi tão eficaz que as pessoas tiveram coragem de dar a vida por Ele”. 

Dia 27, celebra-se São João Apóstolo e Evangelista: “É quem nós chamamos de discípulo amado, que fala de uma forma mais profunda do mistério da Encarnação, não explicando de uma maneira histórica, mas de uma forma mais teológica”. 

Outra festa é dos Santos Inocentes, no dia 28: “Essa festa tem todo o sentido no Natal de Jesus, pois Maria e José fugiram com Jesus para o Egito devido à ordem de Herodes”. 

No meio deste tempo, também é comemorada a Festa da Sagrada Família, no dia 30 de dezembro: “Jesus que nasceu numa família pra salvar nossa família; é na família que está centrada nossa experiência de vida e de amor.”

A Oitava de Natal se encerra com a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. “É uma forma de consagrar a Nossa Senhora, a mãe de Deus, todo o ano que se inicia. Essa festa coroa a Oitava de Natal falando de Maria como Mãe, porque o mistério da Encarnação aconteceu a partir do Sim sincero, profundo, e convicto de Nossa Senhora”. 

Como viver a Oitava de Natal

O sacerdote salienta que o período da Oitava de Natal, além de repleto de celebrações litúrgicas, pode e deve ser vivido de forma pessoal, através da oração do terço (especialmente dos Mistérios Gozosos), e da contemplação do Mistério da Encarnação. Também é importante sinalizar a casa, com velas e luzes, como forma de demonstrar a alegria da chegada do Senhor. Também, claro, participar da Missa dentro do possível. 

“Mas o mais importante é entender que todos esses sinais devocionais, rituais ou litúrgicos que a gente celebra só têm sentido se acontecer o nascimento espiritual, se a gente alimentar no nosso coração, para que nasça Jesus a partir daquilo que Ele quer que nós vivamos: o amor verdadeiro, o perdão sincero, a alegria coerente com o propósito de vida cristã. As festas que a gente vive nesse tempo, tanto de Natal quanto de Ano Novo, precisam ser norteadas pelo sentido delas: Jesus”. 

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Mensagem de Dom Moacir sobre o Natal do Senhor

Que ótima oportunidade estamos tendo pela bondade de Deus que mantém a nossa vida de celebrar mais um Natal com nossas famílias, amigos e comunidades.

Natal é uma festa bem popular. O comércio começa a falar dela desde novembro, fazendo as suas propagandas, estimulando o povo para as compras de presentes natalinos para os familiares e amigos. Isso tudo pode contribuir para a alegria da festa de Natal. Também as igrejas cristãs procuram ensinar o sentido essencial desta festa de Natal.  Nas nossas paróquias temos um período de quatro semanas, chamado tempo do Advento, como tempo oportuno para nos preparar espiritualmente para a Solenidade do Natal. Esse tempo longo de preparação mostra como é importante a festa do Natal para a nossa vida.

Outra festa cristã muito importante que temos na igreja católica é a festa da Páscoa. Ela tem também um longo tempo de preparação (Quaresma). Eis então as duas festas mais importantes da nova vida cristã: A festa da Páscoa que celebra a Ressurreição gloriosa de Cristo e que nos convida a renovar a nossa fé e o nosso compromisso em Jesus Ressuscitado e a festa do Natal que celebra o nascimento do Filho de Deus em Belém e Ele que vem nos libertar e salvar de todo tipo de escravidão.

Natal é para nós o reconhecimento do “grande presente” que Deus Pai deu para a humanidade: Jesus Cristo. O Evangelho da Vigília de Natal nos recorda o anúncio do anjo de Deus: “Não tenhais medo! Eis que eu vos anuncio uma grande alegria que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, em Belém” (Lc 2,9-11)

Diante desse evento somos convidados a festejar e meditar sobre esse mistério revelado na Sagrada Escritura e na Tradição cristã e perguntamos: por que Deus tomou essa iniciativa em favor de cada um de nós pecadores? E em última análise, podemos dizer que Deus tem agido assim não é por causa de nossos merecimentos diante dEle mas porque Ele nos ama com muita misericórdia.

E agora nos perguntamos: Se Deus nos presenteou com o seu divino Filho, Jesus de Nazaré, qual deve ser a nossa resposta diante de “grande presente recebido”?

Quando recebemos um presente de alguém, o sentimento que nos envolve normalmente é de gratidão para com o doador. Neste Natal, na sua realidade mais profunda nos faz pensar: que resposta eu estou dando no dia a dia, àquele que no Natal (histórico ou litúrgico) vem ao meu encontro para orientar a minha vida para a alegria, felicidade e liberdade?

Além disso o Natal aconteceu sim em Belém mas ele continua acontecendo em cada cristão que recebe Jesus como Filho de Deus em sua vida: Exemplo: O primeiro Natal do evangelista Mateus foi quando o Senhor Jesus o chamou na coletoria de imposto para segui-Lo. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Mateus, isto é, Jesus foi aceito no coração de Mateus. E isso mudou a vida de Mateus.

O apóstolo Paulo teve o seu primeiro Natal quando o Senhor Jesus Ressuscitado o chamou no caminho de Damasco. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Paulo, isto é, Jesus foi aceito no coração de Paulo. E isso mudou também a vida de Paulo.   Você já se perguntou, quando aconteceu o seu primeiro Natal com Jesus? Se isso já aconteceu, agradeça a Deus. Se não aconteceu peça a graça de Deus para que o Natal aconteça na sua vida também.

Por último, te convido neste tempo abençoado do Natal, além de meditar no sentido profundo do Natal, agradecer a Deus pelas inúmeras pessoas que estão acolhendo em suas vidas o “verdadeiro presente” do Natal e vão doravante a seguir os passos da “Luz” de Belém.

Desejo a todos um Feliz e Santo Natal. E que o mesmo Deus que nos enviou Jesus para ser Deus conosco renove em ti numerosas bênçãos.

 

Dom Moacir Ap. de Freitas

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Hoje começa a Oitava de Natal, celebramos o nascimento de Jesus por 8 dias

Como é tradição na Igreja, na noite de 24 de dezembro se começa a celebrar de maneira solene o Natal do Senhor e, logo após, seguem-se oito dias chamados “Oitava de Natal”, que começa em 25 de dezembro e se conclui no dia 1º de janeiro, nos quais se festeja igualmente o nascimento do Menino Deus.

A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.

O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava (oito dias) segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Natal” e a “Oitava de Páscoa”.

Na Oitava de Natal, também são celebradas as seguintes festas:

  • 26 de dezembro: Santo Estêvão é o primeiro mártir do cristianismo e representa todos os que morreram por Cristo voluntariamente.
  • 27 de dezembro: São João Evangelista é o jovem e valente apóstolo que permaneceu ao pé da cruz com a Virgem Maria. É considerado o “discípulo amado” e representa os que estiveram dispostos a morrer por Cristo, mas não foram mortos.
  • 28 de dezembro: Os Santos Inocentes representam os que morreram por Cristo sem saber e os milhões de bebês que morrem hoje em dia com o aborto.
  • 30 de dezembro: A Sagrada Família é modelo para todas as famílias e símbolo da união da Santíssima Trindade. Costuma ser celebrada no domingo seguinte ao Natal.
  • 1º de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Todos os títulos atribuídos à Virgem Maria têm sua raiz neste dogma de fé.
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Feliz Natal! Hoje nasceu o Salvador!

Neste dia 25 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade do nascimento de Jesus Cristo. É um dia de alegria e gozo, porque o Senhor veio ao mundo para trazer a salvação. Por isso, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida deseja a todos um feliz Natal e que Jesus também nasça em sua família e coração.

Como o sol ilumina a escuridão ao amanhecer, a presença de Cristo invade a escuridão do pecado, do mundo, do demônio e da carne para mostrar o caminho a seguir. Com sua luz, mostra a verdade de nossa existência. O próprio Cristo é a vida que renova a natureza caída do homem e da natureza. O Natal comemora a presença renovadora de Cristo que vem para salvar o mundo.

A Igreja em seu papel de mãe e mestra, através de uma série de festas busca conscientizar o homem deste fato tão importante para a salvação de seus filhos. É, portanto, necessário que todos os fiéis vivam com o reto sentido a riqueza da experiência real e profunda do Natal.

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Presidência da CNBB incentiva boa vivência do Natal

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou nesta terça-feira, 24, os votos de um Feliz Natal para toda a Igreja no Brasil. Em uma mensagem de vídeo, o presidente da instituição, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, o primeiro vice-presidente, Dom Jaime Spengler, o segundo vice-presidente, Dom Mário Antônio da Silva, e o secretário-geral, Dom Joel Portella Amado, incentivaram os fiéis a viverem bem o Natal.

Dom Walmor afirmou: “Você vive o espírito do Natal quando se dispõe todos os dias a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma e quando a oração se torna parte da sua rotina, sendo seu guia, alicerce e proteção”. Dom Jaime pediu que os católicos ajudem a resgatar a dignidade e a nobreza do Natal. “[É preciso] avaliar nosso modo de viver e compreender o mistério de um Deus que é amor”.

Em sua fala, Dom Mário comentou as dificuldades que muitos fiéis enfrentam. “Mesmo que esteja carregando uma cruz pesada, coloque um sorriso no rosto e ofereça a Deus este sacrifício. Assim como o pinheiro de Natal, seja resistente aos ventos e dificuldades da vida, isso vai fortalecer sua caminhada na esperança”, exortou.

Por fim, Dom Joel questionou: “Você quer ser um sinal de Cristo no Natal?”, e respondeu: “Lembre-se dos sinos da noite feliz, assim como eles, chame, reúna, congregue, seja um ombro amigo para o seu irmão e, acima de tudo, perdoe e ensine o perdão”.

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Em Jesus, Deus se fez menino, para ser abraçado por nós, diz Papa

O Papa Francisco presidiu nesta terça-feira, 24, a missa da noite do Natal do Senhor, no Vaticano, como de costume. Após a procissão de entrada, foi cantada a Kalenda, o anúncio do nascimento de Jesus, e o Santo Padre beijou a imagem do Menino Jesus colocada diante do altar. 

Em sua homilia, Francisco falou sobre a Luz que brilhou na noite de Natal.

“Na noite da terra, apareceu uma luz vinda do Céu. Que significa esta Luz? É a graça de Deus portadora de Salvação para todos os homens. E o que é esta graça? É o amor divino, o amor que liberta do mal. Nesta noite foi mostrado o amor de Deus, em Jesus, pequeno, para ser amado por nós. Em Jesus, Deus se fez menino, para poder ser abraçado por nós.”

O Papa lembrou que em Jesus, a graça é completamente gratuita:

“Enquanto aqui na terra tudo parece ser um ‘dar para receber’, um negócio, em Deus, é grátis. Nada fizemos para merecer, e nem poderíamos. Nesta noite, nos damos conta que, sem sermos dignos da Altura de Deus, Ele veio a nós. O natal lembra que Deus continua a amar todo homem, mesmo o pior. A mim e a ti…Deus não te ama porque te comportas bem. Deus ama e basta. Podes ter ideias erradas, mas o Senhor não desiste de te querer bem. Quantas vezes pensamos que Deus será bom se formos bons, e que nos castigará se formos maus. Mas não é assim. O amor de Deus é fiel, e paciente. Esse é o Dom que encontramos no Natal.”

Francisco afirmou que na noite em que a Graça de Deus se manifestou, o ser humano encontra, na Beleza de Deus, a sua própria beleza:

“Na saúde e na doença, felizes ou tristes, sempre parecemos lindos aos seus olhos. Somos belos. É uma beleza que está no nosso ser.”

A grande alegria anunciada aos pastores é verdadeiramente a todo o povo. Naqueles pastores estão também as fragilidades do povo de Deus.

“Deus nos chama, porque nos ama. E nas noites da vida, Deus nos diz: Coragem. Nessa noite o amor venceu o medo. A luz gentil de Deus venceu as trevas da arrogância humana.”

O Papa ressaltou que, diante desta Graça, só resta ao ser humano acolher o dom de Deus. Antes de ir a procura de Deus, se deixar procurar por Ele. Não partir das capacidades humanas, mas da Sua Graça, porque Ele é o Salvador.

“Fixemos o olhar no menino e deixemo-nos amar por Ele. Aquilo que está torto na vida, não poderá servir-nos mais de justificativa. Não há desculpas. Deixo-me amar por Deus? Abandono-me ao Amor que vem salvar-me? Acolher a Graça é saber agradecer. Hoje é o dia certo para nos aproximarmos da manjedoura e dizermos: Obrigado! Obrigado! E depois tornar-nos dom, dar sentido à nossa vida. Deus não esperou sermos bons para merecê-Lo. Mas também não esperemos que os outros sejam bons para amarmos os outros. Sejamos nós, bons com os outros. Esta graça consiste em preservar essa gratuidade.”

Por fim, o pontífice concluiu:

“Se as tuas mãos te parecem vazias, esta é a tua noite. Manifestou-se a graça de Deus para resplandecer na sua vida. Brilhará em ti a Luz do Natal.”

 

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Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida, pede Papa

Nesta quarta-feira, 25, o Papa Francisco deu a Benção e a Mensagem Urbi et Orbi, como de costume no dia de Natal.

Leia a mensagem, na íntegra:

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Nesta noite, do ventre da mãe Igreja, nasceu de novo o Filho de Deus feito homem. O seu nome é Jesus, que significa Deus salva. O Pai, Amor eterno e infinito, enviou-O ao mundo, não para condenar o mundo, mas para o salvar (cf. Jo 3, 17). O Pai no-Lo deu, com imensa misericórdia; deu-O para todos; deu-O para sempre. E Ele nasceu como uma chamazinha acesa na escuridão e no frio da noite.

Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne; a Palavra que guiou o coração e os passos de Abraão rumo à terra prometida, e continua a atrair aqueles que confiam nas promessas de Deus; a Palavra que guiou os judeus no caminho desde a escravidão à liberdade, e continua a chamar os escravos de todos os tempos, incluindo os de hoje, para sairem das suas prisões. É Palavra mais luminosa do que o sol, encarnada num pequenino filho de homem, Jesus, luz do mundo.

Por isso, o profeta exclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1). É verdade que há trevas nos corações humanos, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nas relações pessoais, familiares, sociais, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nos conflitos econômicos, geopolíticos e ecológicos, mas é maior a luz de Cristo.

Que Jesus Cristo seja luz para tantas crianças que padecem a guerra e os conflitos no Médio Oriente e em vários países do mundo; seja conforto para o amado povo sírio, ainda sem o fim à vista das hostilidades que dilaceraram o país nesta década; sacuda as consciências dos homens de boa vontade; inspire os governantes e a comunidade internacional, para encontrar soluções que garantam a segurança e a convivência pacífica dos povos da Região e ponham termo aos seus sofrimentos; seja sustentáculo para o povo libanês, para poder sair da crise atual e redescobrir a sua vocação de ser mensagem de liberdade e coexistência harmoniosa para todos.

Que o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem se perder de ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade; seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iêmen, provado por uma grave crise humanitária.

Que o Menino pequerrucho de Belém seja esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão a atravessar um período de convulsões sociais e políticas; revigore o querido povo venezuelano, longamente provado por tensões políticas e sociais, e não lhe deixe faltar a ajuda de que precisa; abençoe os esforços de quantos se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa.

Que o Redentor do mundo seja luz para a querida Ucrânia, que aspira por soluções concretas para uma paz duradoura.

Que o Senhor recém-nascido seja luz para os povos da África, onde perduram situações sociais e políticas que, frequentemente, obrigam as pessoas a emigrar, privando-as duma casa e duma família; haja paz para a população que vive nas regiões orientais da República Democrática do Congo, martirizada por conflitos persistentes; seja conforto para quantos padecem por causa das violências, calamidades naturais ou emergências sanitárias; dê consolação a todos os perseguidos por causa da sua fé religiosa, especialmente os missionários e os fiéis sequestrados, e para quantos são vítimas de ataques de grupos extremistas, sobretudo no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria.

Que o Filho de Deus, descido do Céu à terra, seja defesa e amparo para todos aqueles que, por causa destas e outras injustiças, devem emigrar na esperança duma vida segura. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e mares, transformados em cemitérios; é a injustiça que os obriga a suportar abusos indescritíveis, escravidões de todo o gênero e torturas em campos de detenção desumanos; é a injustiça que os repele de lugares onde poderiam ter a esperança duma vida digna e lhes faz encontrar muros de indiferença.

Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida. Enterneça o nosso coração frequentemente endurecido e egoísta e nos torne instrumentos do seu amor. Através dos nossos pobres rostos, dê o seu sorriso às crianças de todo o mundo: às crianças abandonadas e a quantas sofreram violências. Através das nossas frágeis mãos, vista os pobres que não têm nada para se cobrir, dê o pão aos famintos, cuide dos enfermos. Pela nossa frágil companhia, esteja próximo das pessoas idosas e de quantas vivem sozinhas, dos migrantes e dos marginalizados. Neste dia de festa, dê a todos a sua ternura e ilumine as trevas deste mundo.

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A rigidez nasce do medo da mudança, afirma Papa à Cúria Romana

O Papa Francisco recebeu neste sábado, 21, na Sala Clementina, para as felicitações de Natal, os seus colaboradores mais próximos da Cúria Romana. Em seu discurso, o Santo Padre afirmou que a época atual não é simplesmente uma época de mudanças, mas é uma mudança de época. Segundo o Pontífice, o comportamento saudável de quem é membro da Cúria é o de se deixar interrogar pelos desafios do tempo presente, com discernimento e coragem, e não se deixar seduzir pela cômoda inércia de deixar tudo como é.

“Muitas vezes vive-se uma mudança limitando-se a vestir uma roupa nova, mas na realidade permanece-se como era antes. Recordo a expressão enigmática que se lê em um famoso romance italiano: ‘Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude (O Leopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa)'”, afirmou o Papa.

Francisco frisou que em um mundo que muda, a Cúria Romana não deve mudar simplesmente para “seguir modas”. A Igreja vive o desenvolvimento e o crescimento a partir da perspectiva de Deus e a história da Bíblia é toda um caminho marcado por começos e recomeços, destacou o Santo Padre. Por isso, o Pontífice citou um dos novos santos, o cardeal Newman, que quando falava de “mudança” na realidade queria dizer “conversão”.

A reforma da Cúria Romana também fez parte do discurso do Papa. Francisco sublinhou que nunca teve a presunção de fazer como se antes nada tivesse existido, mas apostou no contrário, em valorizar tudo o que foi feito de bom na complexa história da Cúria.

“É obrigatório valorizar a sua história para construir um futuro que tenha bases sólidas, que tenha raízes e possa nos levar a um futuro fecundo. Apelar-se à memória não quer dizer ancorar-se na autoconservação, mas reconvocar a vida e a vitalidade de um percurso em contínuo desenvolvimento. A memória não é estática, é dinâmica. Por sua natureza implica o movimento”, completou.

Novidades durante o papado de Francisco

De modo resumido, o Pontífice falou sobre algumas novidades da organização curial, como a criação no final de 2017 da Terceira Seção da Secretaria de Estado (Seção para os funcionários diplomatas da Santa Sé, ndr), junto com outras mudanças ocorridas nas relações entre Cúria Romana e Igrejas particulares e na estrutura de alguns Dicastérios, em particular o das Igrejas Orientais e outros para o diálogo ecumênico e inter-religioso, em particular com o Judaísmo.

O Santo Padre reforçou que foi principalmente da constatação – já evidente no tempo de João Paulo II e de Bento XVI – de um mundo que não é mais consciente do Evangelho como no passado, que foram originadas profundas reestruturações de dicastérios históricos ou que surgiram ou nasceram novos. Ao se referir à Congregação para a Doutrina da Fé e à Congregação para a Evangelização dos Povos, o Papa observou que quando foram instituídas, era uma época na qual era mais simples distinguir entre dois divisores definidos: de um lado o mundo cristão e de outro um mundo ainda a ser evangelizado.

“Hoje não existe mais esta situação. As populações que ainda não receberam o anúncio do Evangelho não vivem apenas nos continentes não ocidentais, mas estão em todos os lugares, especialmente nas grandes concentrações urbanas as quais requerem uma pastoral específica. Nas grandes cidades precisamos de outros ‘mapas’, de outros paradigmas, que nos ajudem a reposicionar o nosso modo de pensar e as nossas atitudes: não estamos mais na cristandade, não estamos mais!”, frisou Francisco.

Evangelho e cultura digital

O que remodelou as instituições vaticanas foi o impulso a um renovado anúncio do Evangelho, afirmou o Papa. Conforme o Pontífice já tinha esclarecido na Evangelii gaudium: costumes, estilos, horários e linguagem, tudo deve ser um canal adequado à evangelização do mundo atual, mais do que para a autopreservação. E para esta necessidade corresponde o nascimento do Dicastério para a Comunicação, entidade que une nove setores da mídia vaticana que antes eram separados entre eles.

Este fato não foi um simples “agrupamento coordenativo”, mas um modo de “harmonizar” para “produzir uma melhor oferta de serviços em uma cultura amplamente digitalizada”, esclareceu o Santo Padre.  A nova cultura, marcada por fatores de convergência e multimidialidade, precisava de uma resposta adequada por parte da Sé Apostólica no âmbito da comunicação, completou Francisco.

Com relação aos serviços diversificados, atualmente prevalece a forma multimídia, e isso marca também o modo de criá-los, pensá-los e atuá-los, contou o Papa. Tudo isso implica, segundo o Pontífice, junto com a mudança cultural, em uma conversão institucional e pessoal para passar de um trabalho completamente isolado – que nos casos melhores tinha alguma coordenação – a um trabalho conectado, em sinergia.

O mesmo destino coube ao Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral criado para tornar mais coerente e unitário o trabalho que estava dividido entre os Pontifícios Conselho Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Migrantes e Pastoral no Campo da Saúde.

Um olhar para os descartados

A Igreja é chamada, de acordo com o Santo Padre, a recordar a todos que não se trata apenas de questões sociais ou migratórias, mas de pessoas humanas, de irmãos e irmãs que hoje são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada. “É chamada a testemunhar que para Deus ninguém é ‘estrangeiro’ ou ‘excluído’. É chamada a despertar as consciências adormecidas na indiferença diante da realidade do Mar Mediterrâneo que se tornou para muitos, demasiados, um cemitério”, alertou.

Portanto, para o Papa, entre os “grandes desafios” e “necessários equilíbrios”, o que conta é que a Igreja, a Cúria Romana por primeiro, olhe à humanidade na qual todos são “filhos de um único Pai”. O Pontífice não escondeu a dificuldade de mudanças tão grandes, a necessidade de gradualismo, “o erro humano”, com os quais, “não é possível, nem justo não considerar”.

“A este difícil processo histórico está sempre ligada a tentação de se fechar no passado (mesmo usando novas formulações), porque é considerado mais garantido, conhecido e, certamente, menos conflitual”, observou o Santo Padre. Neste ponto, o Pontífice frisou ser preciso colocar em alerta a tentação de assumir um comportamento rígido.

Segundo Francisco, a rigidez nasce do medo da mudança e termina por disseminar limites e obstáculos no terreno do bem comum, fazendo com que se torne um campo minado de incomunicabilidade e de ódio. “Recordemos sempre que por trás de toda a rigidez jaz algum desequilíbrio. A rigidez e o desequilíbrio se alimentam mutuamente em um círculo vicioso”, observou.

Na conclusão, o Papa citou as palavras do cardeal Carlo Maria Martini que, pouco antes da sua morte afirmou: “A Igreja ficou para trás 200 anos. Por que não se mexe? Temos medo? Medo ao invés de coragem? De qualquer modo a fé é o fundamento da Igreja. A fé, a confiança, a coragem. […] Só o amor vence o cansaço”.

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