Notícias e Artigos Litúrgicos
Ver matéria completa ...
Igreja na China ajuda na atenção aos afetados por coronavírus

Os hospitais dependentes da Igreja Católica, organizações caritativas, empresas e comunidades católicas na China e no mundo estão fortalecendo os afetados pelo coronavírus com apoio material e espiritual.

A agência vaticana Fides informou que hospitais dependentes da Igreja Católica na China estão acolhendo e cuidando das pessoas contaminadas pelo coronavírus. Um desses hospitais é o administrado pela Congregação da Santa Esperança, da Diocese de Xian Xian, província de He Bei, no qual profissionais da saúde arriscam suas vidas para apoiar os doentes.

A diretora do hospital disse que “os suprimentos médicos e remédios estão acabando gradualmente e que os médicos, enfermeiras, religiosas e leigos estão expostos ao perigo de se infectar com o vírus”.

“Estou muito triste e preocupada, mas... confio em nosso Senhor Jesus Cristo e na proteção materna da Virgem Maria”, disse. Do mesmo modo, expressou que se sentem fortalecidos pelo apoio do Papa Francisco e da comunidade católica universal. “Estão rezando por nós e estão conosco: isso nos dá muita força”, assegurou.

As “organizações caritativas católicas, dioceses, paróquias, movimentos eclesiais, sacerdotes, religiosas e fiéis leigos individuais” também uniram forças para responder às necessidades da população chinesa, assinalou Fides.

Pe. Wang Wei, pároco de Shao Lin Kou da Diocese de Tian Jin, disse que “é impossível contar a imensa mobilização”, pois todas as comunidades católicas na China continental “estão fazendo sua parte, tanto em orações, novenas, terços, como com compromissos concretos”.

“Somos católicos, nosso coração e nossa mensagem de amor é universal. Onde for necessário, estamos prontos para fazer sentir nossa proximidade e caridade com a humanidade que sofre, sem distinções de religião, etnia ou nacionalidade”, expressou Pe. Wang Wei.

Jinde Charities, a maior organização caritativa católica ativa na China, solicitou uma arrecadação de fundos na qual participam Cáritas Internacional, países de todo o mundo e, em especial, muitos hospitais católicos administrados por ordens religiosas.

No dia 5 de fevereiro, Jinde Charities recebeu uma doação de seis milhões de yuanes, equivalente a 800 mil euros, que foram destinados à compra dos primeiros materiais de emergência, indicou Fides. Do mesmo modo, informou que de 3 a 5 de fevereiro, a organização proporcionou mais de 10 trajes de isolamento, 100 máquinas para o sistema respiratório e 30 toneladas de desinfetantes.

Fides indicou que não só os hospitais católicos, mas também empresas e fábricas de propriedade dos fiéis se colocaram a disposição das autoridades civis para receber os infectados ou para produzir os materiais médicos necessários.

vida de fé na China também se adaptou à emergência através do uso de redes sociais, informou Fides. Indicou que, diante da impossibilidade de se reunir, os fiéis estão usando ferramentas tecnológicas como “WeChat”, o aplicativo de mensagem instantânea mais popular usado na China.

Neste aplicativo, compartilham as leituras do dia, as mensagens dos bispos e as homilias. “As pessoas veem os batizados em ação, prontos para dar e compartilhar a esperança do Evangelho”, afirmou a Agência Fides.

Ver matéria completa ...
A santidade é o anúncio de esperança para o mundo, diz Cardeal Parolin

O Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, assegurou que a santidade é o anúncio de esperança que os cristãos devem dar ao mundo, especialmente aos jovens de hoje.

Assim indicou o Purpurado no simpósio “Pedagogia da santidade”, organizado pela Fundação Ação católica Escola de Santidade Pio XI, que aconteceu na quinta-feira, 6 de fevereiro, em Roma.

O Cardeal recordou que a santidade é um caminho que pode ser percorrido por todos depois de acolher a própria missão que receberam no Batismo.

A santidade, continuou o Secretário de Estado, mostra ao mundo uma humanidade nova e surpreende “sem pretender mudar os outros, mas sendo fiéis até o final ao próprio chamado”.

Além disso, “a santidade é o anúncio sempre atual de esperança a ser dirigido ao mundo. Ela é a atração da qual em particular têm necessidade os jovens que esperam, hoje mais do que nunca, testemunhas e não mestres, irmãos e irmãs com carisma e felizes, que os estimulem com o exemplo e não com sermões, para que a presença e a mensagem de Jesus vá de encontro aos sonhos de beleza que trazem no coração”.

“Somente assim se sentirão chamados a viver em plenitude sua humanidade, a decolar em direção a horizontes de infinito, porque, enfim, como São João Paulo II disse na primeira Jornada Mundial da Juventude: ‘Vale a pena ser homem, porque tu, Jesus, te fizeste homem!’”, disse.

Em seguida, o Cardeal Parolin respondeu a algumas perguntas dos jornalistas presentes e se referiu à situação da Venezuela, país para o qual se espera uma solução “interna, pacífica e democrática que veja a disponibilidade de todos” em dialogar e ajudar a população a sair de uma realidade de “dificuldade”.

Publicado originalmente em ACI Stampa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

Ver matéria completa ...
CF 2020 – Como conhecer o tema central: Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso?

A Campanha da Fraternidade é o modo com o qual a Igreja no Brasil vivencia a Quaresma. Há mais de cinco décadas, ela anuncia a importância de não se separar conversão e serviço à sociedade e ao planeta. A cada ano, um tema é destacado. Desta forma, a Campanha da Fraternidade já refletiu sobre realidades muito próximas dos brasileiros: família, políticas públicas, saúde, trabalho, educação, moradia e violência, entre outros enfoques.

Em 2020, a CF convida, a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida. Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34), busca conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, casa comum.

Como aprofundar o tema deste ano?

Texto-base, vídeo-aulas, matérias jornalística e o vídeo oficial integram um conjunto de subsídios para conhecer e aprofundar o tema central da campanha e se inspirar na atitude do “Bom Samaritano” na hora de planejar ações nas comunidades. Veja abaixo onde encontrar estes subsídios.

Conhecer e ler o texto-base

A Campanha da Fraternidade oferece sempre uma publicação conhecida como “Texto-base” com o aprofundamento do tema de cada ano organizado no método “ver, julgar e agir”. O subsídio é publicado pela CNBB, a Edições CNBB. Este ano, o texto-base convida a um olhar que se eleva para Deus, no mais profundo espírito quaresmal, e volta-se também para os irmãos e irmãs, identificando a criação como presente amoroso do Pai.

Ver, sentir, compaixão e cuidar são os verbos de ação que irão conduzir este tempo quaresmal. Para isso, o texto-base que é dividido em três partes, convida que cada pessoa, cada grupo pastoral, movimento, associação, Igreja Particular e o Brasil inteiro, motivados pela Campanha da Fraternidade, possam ver fortalecida a revolução do cuidado, do zelo, da preocupação mútua e, portanto, da fraternidade.

O subsídio, disponível para compra no site da editora, além de oferecer um panorama completo, com todo o referencial para que se possa viver, difundir e praticar os preceitos dessa edição da CF, traz a letra do hino oficial, a oração e o conceito da arte do cartaz. Também apresenta dados e orientações sobre o Fundo Nacional de Solidariedade e o resultado integral das coletas realizadas nas celebrações do Domingo de Ramos, coleta da solidariedade.

Edições CNBB: https://www.edicoescnbb.com.br/campanha-da-fraternidade-2020

Assistir ao vídeo oficial da Campanha da Fraternidade 2020

A produção apresenta experiências de cuidado com a vida em suas várias dimensões encontradas Brasil afora e poderá ser utilizado para auxiliar as reflexões sobre a temática. O vídeo oferece um panorama completo, com todo o referencial necessário “para viver, difundir e praticar os preceitos desta edição da CF”.

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, ressalta as diversas ações de cuidado em favor da vida promovidas pela Igreja em várias partes do Brasil e também “as diversas situações onde a vida tem sido descuidada e necessita de uma intervenção evangélica fruto de um coração convertido pela Palavra de Deus”. O vídeo intercala experiências de cuidado com a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é vida santificada”.

O vídeo pode ser encontrado no canal da CNBB no youtube: https://www.youtube.com

 

Vídeo aulas da CF 2020

Nesta série de três vídeos, é possível se informar sobre o tema central da CF 2020. O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, aprofunda as três partes do texto-base e da iluminação bíblica que inspirou esta campanha nos três vídeos que integram a série. As vídeo-aulas podem ser encontradas neste canal.

A série de vídeo aulas sobre o tema central pode ser vista no canal da Edições CNBB no youtube.

Matéria da Revista Bote Fé

Uma matéria jornalística especial, publicada na edição nº 30 da Revista Bote Fé, que circula de janeiro a março de 2020, aprofunda o caminho que a CF propõe: “agir como o Bom Samaritano”. A matéria fala da Quaresma como tempo litúrgico no qual a Igreja faz um convite mais intenso à conversão pessoal, renovação na família e ações em comunidade. A matéria apresenta ainda um pouco da trajetória de Santa Dulce dos Pobres e experiências no Brasil, como a experiência da Associação Guadalupe, em São José dos Campos (SP), que atua com gestantes em situação de vulnerabilidade social e com atendimento e aconselhamento de mulheres que apresentam algum risco de interromper a gravidez. A matéria apresenta ainda ações práticas a partir do texto base da CF 2020: primeirear, envolver, acompanhar, frutificar e festejar.

O link da matéria pode ser acessado aqui: https://recursos.edicoescnbb.com.br

Ver matéria completa ...
Papa inaugura Super Nuns em apoio a vítimas do tráfico humano

Com o primeiro clique, o Papa Francisco inaugurou “Super Nuns”, a comunidade na plataforma Patreon, idealizada para arrecadar fundos em favor das vítimas do tráfico de seres humanos e para financiar projetos de assistência e apoio.

O projeto lançado pela Talitha Kum – a Rede Internacional da Vida Consagrada comprometida em reconstruir essas vidas e protegê-las dos traficantes – e patrocinado pela Fundação Galileo, prevê a parceria de vários artistas de rua, entre os quais Stephen Power, também conhecido como ESPO, grafiteiro estadunidense, e Leiji Matsumoto, pioneiro da animação japonesa. Repetidamente, o Papa falou sobre o drama do tráfico, também pedindo ações concretas.

Francisco, na manhã deste sábado, 8, cumprimentou a todos pessoalmente e a irmã Gabriella Bottani, coordenadora internacional de Talitha Kum, apresentou o site ao Papa.

O artista Stephen Power pediu a Francisco para autografar uma cópia da primeira imagem e uma foi presenteada ao próprio Papa.

A inauguração contou com a presença de algumas irmãs da rede Talitha Kum, nascida por iniciativa da União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e que há 10 anos promovem a colaboração e o intercâmbio de informações entre mulheres e homens consagrados em 70 países do mundo, para erradicar o flagelo da escravidão.

Irmã Gabriella Bottani comentou a iniciativa: “Para nós, é um grande desafio e também acredito em um grande dom. “Super Nuns” nasceu de uma proposta de John McCaffrey, da Fundação Galileo, que estava em contato com a sociedade Edelman, uma grande empresa de comunicação nos Estados Unidos, e que a cada ano doa seu trabalho gratuitamente para projetos sociais. Em 2019, escolheram precisamente Talita Kum por ocasião de nossos 10 anos de vida, e iniciamos um diálogo com a equipe criativa de Edelmann, que deu vida à “Super Nuns”.”

Sobre os desafios enfrentados, a religiosa comentou: “Um dos primeiros obstáculos que encontramos foi justamente como contar a história de Talitha Kum sem colocar em risco a identidade das irmãs e respeitar as vítimas. Percebemos as pessoas que acompanhamos todos os dias, que sofrem ou que sofreram com o tráfico, dos testemunhos, que no início foi um ponto crítico das relações com o grupo criativo, que depois tornou-se um espaço bonito, de novidades. Edelmann então nos fez a proposta de trabalhar com alguns artistas que trabalham na área de quadrinhos e animação. Percebemos que é uma parceria “poderosa” porque nos permite contar as histórias de Talitha Kum e de respeitar aqueles que são nossos valores. A linguagem usada pelos artistas é uma linguagem que vai além, é inovadora e que pode alcançar um público que nunca poderíamos alcançar; também nos ajuda a repensar, a propor nosso trabalho com modalidades novas que nos fascinam.”

Ver matéria completa ...
Igreja deve ser fiel à evangelização diante da violência, afirma Papa

Na oração mariana do Angelus deste domingo, 9, Francisco chamou atenção dos fiéis a respeito do papel da Igreja diante da violência que assola o mundo contemporâneo. “Jesus nos convida a não ter medo de viver no mundo, mesmo que nele por vezes existam condições de conflito e pecado. Diante da violência, da injustiça e da opressão, a Igreja não pode se fechar em si mesma ou esconder-se na segurança do próprio recinto; não pode abandonar sua missão de evangelização e de serviço”, disse o Papa

No Evangelho de hoje (cf. Mt 5, 13-16), Jesus diz aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra […]. Vós sois a luz do mundo” (vv. 13.14). Ele utiliza uma linguagem simbólica para indicar àqueles que pretendem segui-lo, alguns critérios para viver a presença e o testemunho no mundo.

Primeira imagem: sal. O sal é o elemento que dá sabor e que conserva e preserva os alimentos da corrupção. O discípulo, portanto, é chamado a ter afastados da sociedade os perigos, os germes corrosivos que poluem a vida das pessoas.

Trata-se de resistir à degradação moral, ao pecado, testemunhando os valores da honestidade e da fraternidade, sem ceder às tentações mundanas do carreirismo, do poder e da riqueza.

É “sal” o “discípulo” que, apesar dos fracassos cotidianos – porque todos nós os temos – levanta-se do pó dos próprios erros, recomeçando com coragem e paciência, a cada dia, a buscar o diálogo e o encontro com os outros. É “sal” o discípulo que não busca o consenso e o aplauso, mas se esforça para ser uma presença humilde, construtiva, na fidelidade aos ensinamentos de Jesus, que veio ao mundo não para ser servido, mas para servir. E há tanta necessidade desse comportamento.

A segunda imagem que Jesus propõe aos seus discípulos é a da luz: “Vós sois a luz do mundo”. A luz dissipa a escuridão e permite ver. Jesus é a luz que dissipou as trevas, mas elas ainda permanecem no mundo e nas pessoas. É tarefa do cristão dissipá-las, fazendo resplandecer a luz de Cristo e anunciando seu Evangelho.

Trata-se de uma irradiação que também pode derivar de nossas palavras, mas deve, acima de tudo, brotar de nossas “boas obras” (v. 16).

Um discípulo e uma comunidade cristã são luz no mundo quando direcionam os outros para Deus, ajudando cada um a fazer a experiência da sua bondade e da sua misericórdia.

O discípulo de Jesus é luz quando sabe viver a própria fé fora de espaços restritos, quando contribui para eliminar os preconceitos, a eliminar as calúnias e a deixar entrar a luz da verdade nas situações deterioradas pela hipocrisia e pela mentira. Iluminar. Mas não é a minha luz, é a luz de Jesus. Nós somos instrumentos para que a luz de Jesus chegue a todos.

Jesus nos convida a não ter medo de viver no mundo, mesmo que nele por vezes existam condições de conflito e pecado.

Diante da violência, da injustiça, da opressão, o cristão não pode fechar-se em si mesmo ou esconder-se na segurança do próprio recinto. Também a Igreja não pode fechar-se em si mesma, não pode abandonar sua missão de evangelização e de serviço.

Jesus na última ceia, pediu ao Pai não para tirar os discípulos do mundo, de deixá-los, ali, no mundo, mas de protegê-los do espírito do mundo.

A Igreja se dedica com generosidade e ternura aos pequenos e aos pobres: este não é o espírito do mundo, esta é a sua luz, é o sal. A Igreja escuta o clamor dos últimos e dos excluídos, porque tem consciência de ser uma comunidade peregrina chamada a prolongar a presença salvífica de Jesus Cristo na história.

Que a Virgem Santa nos ajude a ser sal e luz em meio às pessoas, levando a todos, com a vida e a palavra, a Boa Nova do amor de Deus.

Ver matéria completa ...
O Papa aos consagrados: saber ver a graça é o ponto de partida

O Papa Francisco presidiu, na tarde deste sábado (1°/02), na Basílica de São Pedro, a missa para o XXIV Dia Mundial da Vida Consagrada celebrado neste domingo (02/02).

No início da missa, as luzes da Basílica Vaticana foram apagadas e por alguns instantes o templo foi iluminado pelas velas acesas que os consagrados seguravam em suas mãos. Uma pequena chama semelhante à luz do chamado que um dia Jesus acendeu em seus corações. 

O pontífice iniciou sua homilia com a seguinte passagem bíblica: “«Meus olhos viram a Salvação»: são as palavras de Simeão, que o Evangelho apresenta como um homem simples, um homem «justo e piedoso». Mas, dentre todos os homens que estavam no templo naquele dia, só ele viu, em Jesus, o Salvador. Um menino; um pequenino, frágil e simples menino. Nele viu a Salvação, porque o Espírito Santo lhe fez reconhecer, naquele terno recém-nascido, «o Messias do Senhor»”.

Ouça a reportagem

Acolher de braços abertos o dom do Senhor

Também vós, queridos irmãos e irmãs consagrados, sois homens e mulheres simples que vistes o tesouro que vale mais do que todas as riquezas do mundo. Por ele, deixastes coisas preciosas, tais como bens, criar uma família própria. Por que o fizestes? Porque vos apaixonastes por Jesus, n’Ele vistes tudo e, fascinados pelo seu olhar, deixastes o resto. A vida consagrada é esta visão. É ver aquilo que conta na vida. É acolher de braços abertos o dom do Senhor, como fez Simeão. Isto é o que veem os olhos dos consagrados: a graça de Deus derramada em suas mãos. A pessoa consagrada é alguém que, ao olhar-se cada dia, diz: «Tudo é dom, tudo é graça». Queridos irmãos e irmãs, não é mérito nosso a vida religiosa, é um dom de amor que recebemos.

Segundo o Papa, “saber ver a graça é o ponto de partida. Olhar para trás, reler a própria história e ver nela o dom fiel de Deus, não apenas nos grandes momentos da vida mas também nas fragilidades, fraquezas e misérias. O tentador, o diabo insiste precisamente em nossas misérias, em nossas mãos vazias, e corremos o risco de perder a bússola, que é a gratuidade de Deus. Com efeito, Deus nos ama e sempre se oferece a nós, mesmo nas nossas misérias. Quando mantemos o olhar fixo n’Ele, abrimo-nos ao perdão que nos renova e somos confirmados pela sua fidelidade”.

"Com efeito, sobre a vida religiosa, paira esta tentação: ter um olhar mundano. É o olhar que já não vê a graça de Deus como protagonista da vida e vai à procura de qualquer substituto: um pouco de sucesso, uma consolação afetiva, fazer finalmente aquilo que quero", frisou o Papa.

“A vida consagrada, quando deixa de girar em torno da graça de Deus, retrai-se no próprio eu: perde impulso, acomoda-se, paralisa.”

E sabemos o que acontece depois! Reivindicam-se os espaços próprios e os direitos próprios, deixamo-nos cair em críticas e murmurações, indignamo-nos pela mais pequena coisa que não funcione e entoamos a ladainha da lamentação acerca dos irmãos, das irmãs, da comunidade, da Igreja e da sociedade. Já não se vê o Senhor em tudo, mas só o mundo com as suas dinâmicas; e o coração se restringe.

Castidade, caminho para amar sem se apoderar

A fim de ter um olhar justo sobre a vida, Francisco convidou os consagrados a pedirem para “saber ver, como Simeão, a graça de Deus que veio para nós. O Evangelho repete três vezes que Simeão tinha familiaridade com o Espírito Santo, que estava nele, o inspirava e impelia. Tinha familiaridade com o Espírito Santo, com o amor de Deus".

“A vida consagrada, se permanecer firme no amor do Senhor, vê a beleza. Vê que a pobreza não é um esforço titânico, mas uma liberdade superior, que nos presenteia como verdadeiras riquezas Deus e os outros. Vê que a castidade não é uma esterilidade austera, mas o caminho para amar sem se apoderar. Vê que a obediência não é disciplina, mas a vitória, no estilo de Jesus, sobre a nossa anarquia.”

A seguir, o Papa contou uma experiência vivida por algumas religiosas: "Numa das terras onde ocorreu o terremoto, falando de pobreza e vida comunitária, havia um mosteiro beneditino. Outro mosteiro convidou as religiosas para se mudar e viver nesse mosteiro. Elas ficaram ali pouco tempo mas não eram felizes, pensavam no lugar que tinham deixado, nas pessoas de lá. No final, decidiram voltar e fazer o mosteiro em dois trailers. Em vez de estarem num grande mosteiro, confortáveis, eram como pulgas, ali, todas juntas, mas felizes na pobreza. Isso aconteceu no ano passado. Uma coisa bonita!"

Olhar dos consagrados, olhar de esperança

"Quem mantém o olhar fixo em Jesus, aprende a viver para servir. Não espera que os outros comecem, mas vai à procura do próximo, como Simeão que procurava Jesus no templo", disse ainda Francisco. "E onde se encontra o próximo, na vida consagrada? Primeiramente, na própria comunidade. Devemos pedir a graça de saber procurar Jesus nos irmãos e irmãs que recebemos. É aqui que se começa a praticar a caridade: no lugar onde se vive, acolhendo os irmãos e irmãs com as suas pobrezas, como Simeão acolheu Jesus simples e pobre. Há muitos, hoje, que só veem nos outros obstáculos e complicações. Há necessidade de olhares que procurem o próximo, que aproximem de quem está distante. Como homens e mulheres que vivem para imitar Jesus, os religiosos e as religiosas são chamados a tornar presente no mundo o olhar d’Ele, o olhar da compaixão, o olhar que vai à procura dos distantes, que não condena, mas encoraja, liberta, consola."

O olhar dos consagrados só pode ser um olhar de esperança”, disse ainda o Papa. “Saber esperar. Olhando ao redor, é fácil perder a esperança: as coisas que estão mal, a diminuição das vocações, etc. Paira ainda a tentação do olhar mundano, que aniquila a esperança”.

Francisco concluiu a sua homilia, dizendo que Simeão e Ana “eram idosos, viviam sozinhos e contudo não perderam a esperança, porque estavam em contato com o Senhor”. “Ana «não se afastava do templo, participando do culto noite e dia, com jejuns e orações». Aqui está o segredo: não se afastar do Senhor, fonte da esperança.”

Ver matéria completa ...
Vida Consagrada: a beleza da pertença a Deus em suas diversas expressões

Celebrado desde 1997 e instituído pelo Papa São João Paulo II, o dia da vida consagrada ‘’pretende ajudar a Igreja inteira a valorizar sempre mais o testemunho das pessoas que escolheram seguir a Cristo mais de perto, mediante a prática dos conselhos evangélicos e, ao mesmo tempo, quer ser para as pessoas consagradas uma ocasião propícia para renovar os propósitos e reavivar os sentimentos, que devem inspirar a sua doação ao Senhor.

Como ressaltou o Concílio (cf. Lumen gentium, 44), a vida consagrada «imita mais de perto, e perpetuamente representa na Igreja a forma de vida que Jesus, supremo consagrado e missionário do Pai para o seu Reino, abraçou e propôs aos discípulos que O seguiam» (n. 22).” (Mensagem para a celebração do I Dia da Vida Consagrada)

Em suas múltiplas expressões, a vida consagrada revela a íntima vocação da Igreja, de pertencer somente ao seu Senhor. A diversidade de carismas e formas de vida consagrada revelam a beleza do pertencimento a Deus, cada uma com sua identidade.

O consagrado é alguém que dá testemunho de que o mundo pode ser diferente, como uma antecipação do eterno.

Confira alguns testemunhos e olhares para as diferentes expressões da vida consagrada:

Frei Alysson Cássio – Carmelita Descalço

‘’A consagração é um mistério: nenhuma palavra dá o sentido pleno de uma realidade que supera toda inteligência humana.’’

Religioso há 16 anos, Frei Alysson Cássio, natural de João Monlevade-MG, iniciou seu caminho para a vida consagrada na Província São José – que abrange o sudeste e nordeste do Brasil – dos Frades Carmelitas Descalços, ordem a qual pertence atualmente.

Foi na juventude, com o envolvimento em atividades pastorais que viveu seu despertar vocacional. O religioso tomou conhecimento do Carmelo Descalço, com seu carisma e espiritualidade, através de livros sobre a vida de Santa Teresa de Jesus e Santa Teresinha do Menino Jesus e decidiu seguir este caminho.

Para ele, ‘’a consagração religiosa envolve uma prévia eleição por parte de Deus: é Ele quem chama, quem toma a iniciativa de convidar. É um ato de Deus Pai, que nos consagra em Cristo, com Cristo e para Cristo, na unidade do amor que é o Espírito Santo. Por isso é que se pode dizer que a consagração é uma ação divina.’’

Frei Alysson ressalta ainda que ao assumir a vida consagrada o ser humano procura viver em real configuração com Cristo casto, pobre e obediente, sendo que a consagração importa uma presença ativa e permanente de Deus no consagrado.

Divide também a realidade de sua consagração dentro do Carmelo, que se dá por meio da oração e contemplação das realidades divinas. ‘’Todo o apostolado deve ser fruto da vida de oração.’’

Santa Teresa de Jesus definiu a oração como um trato de amizade com Deus. Frei Alysson afirma que nesse “trato”, o mais importante é a relação amorosa entre os amigos: Deus e o homem. A intimidade é muito mais importante que as palavras, que os ritos, que as técnicas de recolhimento e interiorização.

Irmã Maria Raquel – Instituto HeSed

A irmã Maria Raquel, pertencente ao Instituto HeSed- CE testemunha a beleza e profundidade da vida consagrada dentro de um instituto religioso.

Ela conta que até os seus 18 anos, a consagração a Deus não era sequer uma possibilidade. Tinha planos de estudar, profissionalizar-se, casar e ter filhos; era essa a direção que havia escolhido para sua vida.

 “No entanto, encontrar-se com o Amor é algo que não apenas lhe transforma, mas que pode alterar todo o curso de sua vida. Posso dizer que não apenas me encontrei com Alguém, como me apaixonei por este Deus de uma maneira até então nunca experimentada. Os meus sonhos, que pareciam ser tão grandes, tornaram-se insignificantes quando comparados ao plano que Deus traçou para mim. Lancei-me neles com amor!’’.

A partir da primeira experiência com Deus, Irmã Maria Raquel foi percebendo uma sede insaciável dEle, um desejo irresistível de dar sua vida por Ele, pela Igreja, pela salvação das almas, pelos sacerdotes, pelos jovens e pelas famílias.

A religiosa revela que esses sentimentos todos lhe surpreenderam inicialmente; sentiu medo de algo tão inusitado, mas com o passar do tempo deu-se conta de que viver só para si, buscando a sua autossatisfação, já não fazia sentido algum.

“Eu precisava ofertar a minha vida e era esse o chamado contínuo que o Senhor me fazia: ‘Vem e segue-me!’”.

A vida religiosa foi a forma que o Senhor a inspirou, para que a oferta de sua vida se realizasse.

‘’A vida religiosa é sinal para todos do que se dará no Céu. Ela prefigura a união total e absoluta entre o Esposo e a esposa, isto é, entre Deus e a humanidade. E o que é ser esposa de Cristo? Parafraseando Santa Elisabete da Trindade, ‘ser esposa do Cristo é ser fecunda, corredentora, dar à luz às almas e à graça, multiplicar os adotivos do Pai, os resgatados do Cristo, os coerdeiros de sua glória’. Eis a nossa vocação!’’, dividiu ela.

Para a Irmã Maria Raquel, ser religiosa é ter a feliz missão de cantar as misericórdias do Senhor, pois ‘’não existe realidade de pecado, nem de afastamento de Deus, que não possa ser ultrapassada pelo amor misericordioso’’, como testemunha e ensina a fundadora do Instituto HeSed Madre Jane Madeleine.  

‘’Nossa vida é um misto de contemplação e ação. Buscamos por meio da contemplação a união com Deus para depois transbordarmos na missão este mesmo amor que deseja fazer arder todos os corações, sobretudo o dos mais distantes, frios e esquecidos.’’

Há 10 anos, a Irmã Maria Raquel vive a alegria da vida consagrada; um “sim’’ fecundo na vida de tantas pessoas, de maneira muito particular na vida de tantos jovens. ‘’Algo que só Deus pode fazer e Ele tem feito de maneira extraordinária!’’, concluiu a religiosa.

Vitor Aragão – Comunidade Católica Shalom

‘’Pela igreja, pelos homens, pelos jovens, me consumirei.’’

Vitor Aragão de Carvalho, natural de Fortaleza-CE, é consagrado na Comunidade Católica Shalom, com promessas definitivas e seminarista, em Roma.

Vindo de uma família muito católica, teve desde cedo contato com a religião, porém isso não o poupou de suas dúvidas e questionamentos sobre a fé.

O encontro com sua vocação começou quando, ao estar em um momento de incertezas e questionamentos, Vitor foi convidado para participar de um acampamento de jovens.

19 de janeiro de 2007 é uma data marcante para o jovem seminarista: dia em que viveu seu encontro pessoal com Jesus Cristo e ali entendeu que não poderia mais ser o mesmo; não poderia viver sem Deus.

“A partir deste encontro eu não mais ouvia falar de Deus, mas ouvia Deus falando diretamente comigo. E um detalhe mudou tudo em minha vida: Ele se tornou o meu melhor amigo.’’

Vitor conta também que neste momento não tinha planos de ser consagrado e nem seminarista.  Seu foco era apenas ser amigo de Jesus.

Construiu então uma caminhada de amizade com Deus; participou de grupos de oração, foi catequista e teve contato com alguns carismas. Posteriormente, sentiu-se chamado a dar um passo a mais.

‘’Foi quando perguntei a Deus, assim como São Francisco de Assis perguntou, ‘Senhor o que tu queres que eu faça?’. Jesus respondeu que me queria inteiramente para Ele e me pediu para que anunciasse o amor que eu havia conhecido.’’

Diante desta resposta que recebeu, Vitor começou a buscar o caminho que o levaria a ser todo de Deus. Assim, iniciou sua trajetória na comunidade de vida Shalom, onde vive a pobreza, a castidade e a obediência.

O amor pelos jovens e o ser missionário foram sempre o sentido de todo o caminho de consagração de Vitor.

Com relação ao sacerdócio, o jovem divide que já havia se questionado algumas vezes sobre essa vocação, mas não como uma decisão e correspondência a um convite de Deus. Com o tempo, o chamado ao sacerdócio foi se tornando forte e se transformou em uma inquietação do seu coração.

‘’Tive muito medo de dizer sim ao sacerdócio, mas esse medo foi sendo vencido por Deus. Lembro-me de dias em que disse para Ele que não iria ser padre; bastava eu ser missionário. Mas no outro dia, o Senhor me inquietava novamente e eu tinha uma nova chance de respondê-lo.’’

O seminarista revela ainda que hoje entende que todo medo é pequeno diante da graça de Deus e que Ele nos escolhe mesmo fracos e falhos, do jeito que somos. Compreende que mesmo com suas dificuldades, é chamado a ser missionário, ser a misericórdia de Cristo para os outros.

Como consagrado e futuro sacerdote, Vitor tem uma rotina de oração, estudos e trabalho. Dedica as manhãs para a oração, como um tempo específico para Deus e para fortalecer seu amor esponsal e concilia os demais compromissos ao longo do dia.

‘’O amor esponsal a Deus me faz querer estar em comunidade, viver a vida fraterna e a unidade com cada um dos meus irmãos. E o amor a Deus, unido aos irmãos, resulta na evangelização constante’’, explicou.

Vitor trabalha no Centro Internacional São Lourenco, com a evangelização dos jovens de todas as nações e sente que este é o seu chamado pessoal: a evangelização do jovem. ‘’Sou padre porque Deus me chamou, mas pelos jovens. Escolho dizer ‘sim’ em Deus, pelos jovens.’’

Para ele, o ser consagrado é, de fato, ser separado; separado para Deus.

‘’Durante a minha vida eu tive muitas oportunidades de escolher outros caminhos, mas Deus quis me separar e essa é a minha grande alegria.

Existe uma plenitude de felicidade que só experimentamos quando fazemos a vontade de Deus. Encontro plenitude quando sou separado para Ele e lançado para os outros, podendo ser alimento para um mundo que geme, sofre e espera, com fome, a manifestação dos filhos de Deus, que se fazem eucaristia’’, concluiu Vitor.

Padre José Roberto – Arquidiocese de São Paulo

Padre José Roberto Pereira exerce seu ministério sacerdotal há 12 anos, na Arquidiocese de São Paulo. Atualmente é pároco na Paróquia Nossa Senhora da Consolação, coordenador regional da Pastoral Vocacional e diretor espiritual da Renovação Carismática, na Arquidiocese.

‘’Encontrei-me com a minha vocação numa comunidade da periferia da zona leste de São Paulo. Eu participava de grupo de jovens, namorava, tinha minha vida como qualquer outro jovem da minha idade.

Comecei a conviver com os padres combonianos em minha comunidade de origem, e posteriormente um padre diocesano chegou, o Padre Eduardo Araújo. Algo me encantava na vida deste padre; sua maneira de conduzir a comunidade, sua dinâmica e seu jeito amigo.

Em um determinado momento, comecei a sentir uma inquietação e decidi falar com o Padre Eduardo, mesmo ele já não estando mais na comunidade. Fui ao encontro dele e antes que eu pudesse falar algo, ele já sabia que era sobre vocação.

Fiz um ano e meio de encontros vocacionais e aos 23 anos entrei para o seminário. Depois, em 1999 fui ordenado sacerdote. Trabalhei em outras paróquias e no ano de 2010 assumi a administração da minha paróquia atual, na qual sou pároco há mais de 5 anos.’’, relatou o padre José sobre o encontro com sua vocação.

O sacerdote diz que, para ele, o sentido da vida consagrada é a total entrega a Deus e ao outro. É abrir mão totalmente das suas próprias vontades, desejos e momentos, para viver inteiramente para Deus.

‘’Temos, a cada dia, que aprender a nos sacrificarmos; morrer para si mesmo e viver em Deus, esse é o sentido da consagração.’’

Padre José Roberto ressalta que viver o sacerdócio, no dia a dia, é aprender a apascentar o rebanho a ele confiado e aprender a lidar com as limitações humanas, sejam as dele ou as de seus irmãos.

Também entende que é chamado a uma busca constante de ajudar o outro a crescer, a encontrar-se com Deus.

‘’Busco também viver o meu sacerdócio na fraternidade presbiteral, que é tão necessária e urgente, nos dias de hoje. Nós padres, precisamos viver uns com os outros; a vida consagrada é uma constante convivência em comunidade: com o outro e para o outro.’’

Ver matéria completa ...
Padre Gilmar presidiu Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus iniciando o mês do Jubileu dos 25 anos da Paróquia

No último sábado, 01 de fevereiro, o Padre Gilmar presidiu a Santa Missa das 19h na Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga iniciando as celebrações do mês do Jubileu dos 25 anos da paróquia. Padre Gilmar foi ordenado sacerdote no dia 27 de janeiro de 1995 e menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga, tomando posse no dia 16 de fevereiro daquele ano. 

Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Breve História da Paróquia Senhor Bom Jesus

No início dos anos oitenta, a Capela Senhor Bom Jesus foi fundada, pelo caristmático Padre Silvio Roberto dos Santos, pároco da Paróquia Santa Luzia, debaixo de algumas árvores, as Paineiras, que deram nome ao novo bairro que nascia na cidade. Em 16 de fevereiro de 1995, o 2º bispo da história da Diocese de São José do Rio Preto, Dom José de Aquino Pereira, a erigiu como Paróquia, a fim de marcar a presença da Igreja na região oeste da cidade de Votuporanga.

Na ocasião, foi nomeado como seu primeiro pároco o jovem sacerdote Padre Gilmar Antônio Margotto, recém-ordenado, que permaneceu na Paróquia até o dia 25 de Outubro de 2011. Prodigiosa nas suas pastorais e movimentos, acolheu o projeto da setorização como forma de implementar o Dízimo que, depois, foi sementeira do Projeto das Redes de Pequenas Comunidades para toda a Diocese. No dia 09 de novembro de 2011, por determinação de Dom Paulo Mendes Peixoto, 4º bispo diocesano, acolheu seu segundo e atual pároco, Padre Marcio Tadeu Reiberti Alves de Camargo, filho da própria comunidade.

Ver matéria completa ...
Inscrições abertas para a Pastoral de Coroinhas e Acólitos

Estão abertas as inscrições para os novos membros da Pastoral dos Coroinhas e Acólitos para as crianças e pré-adolescentes de ambos os sexos acima de 9 anos. As inscrições podem ser feitas na secretaria paroquial , maiores informações pelo telefone: 3421-6245. Desde março de 2014, as crianças e pré-adolescentes tem auxiliado no serviço do altar como coroinhas na Catedral. 

As formações para os coroinhas e acólitos são realizadas quinzenalmente aos sábados  no Salão Paroquial e são ministradas pelos paroquianos Maria Odete, Mara e Milton.

Durante muitos anos, existiram as turmas de coroinhas na paróquia, despertando vocações sacerdotais e religiosas e ao serviço da comunidade. Com a chegada do seminarista Murilo a nossa paróquia e com o auxílio da paroquiana Maria Odete, o grupo de coroinhas voltou a existir em 2014. 

Ser coroinha e acólito é algo muito importante, pois se presta um serviço à Igreja, ao sacerdote e, principalmente, a Deus. O coroinha ou acólito ajudam o padre a celebrar a missa e outras cerimônias da igreja, em toda a sua liturgia. 

As tarefas de um coroinha e acólito podem ir desde a correta preparação do altar, ao correto manuseamento do missal romano, todo o trabalho a realizar na credencia, recepção das oferendas, etc. e também - em celebrações mais solenes " o manuseamento do turíbulo, o transporte da Cruz, das velas e do Evangelho ou todas as demais tarefas que "aparecem ocasionalmente devido o tempo Litúrgico que se vive. 

Responsabilidade dos Coroinhas e Acólitos

1.- Participar das reuniões; missas e demais compromissos assumidos. 

2.- Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações. 

3.- Seja organizado. Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, caleados e roupas bem arrumados. 

4.- Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar. 

5.- Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto divino. 

6.- Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado. 

7.- Durante os atos litúrgicos evite conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações evitar circulações no presbitério). 

8.- Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia. 

9.- Dedique-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor. 

10.- Observe o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente antes de começar o ato litúrgico.

Ver matéria completa ...
Mundanidade leva cristão a perder sentido do pecado, alerta Papa

Na Missa desta sexta-feira, 31, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco alertou para o mundanismo, que rouba a capacidade de ver o mal sendo feito. Refletindo sobre a passagem extraída do segundo livro de Samuel (cf. 2Sm 11,1-4a.5-10a.13-17), que narra o rei Davi cedendo à tentação do adultério, o “santo rei Davi”, que caindo na vida cômoda, esquece ter sido eleito por Deus.

“Davi, como tantos homens de hoje, pessoas que parecem boas, que vão à Missa todos os domingos, que se dizem cristãs, mas que perderam ‘a consciência do pecado: um dos males de nosso tempo’, dizia Pio XII. Um tempo em que parece que tudo pode ser feito”.

O espírito do mundo

Francisco focou nos pecados de Davi: o censo do povo e a forma como faz Urias morrer, depois de ter engravidado sua esposa Betsabeia. Ele escolhe o assassinato porque seu plano para colocar as coisas no lugar depois do adultério, falha miseravelmente. “Davi continuou a sua vida normal. Tranquilo. O coração não se moveu”, destacou o Papa.

“Mas como o grande Davi, que é santo, que havia feito tantas coisas boas, que era tão unido a Deus, foi capaz de fazer isso? Isso não se faz da noite para o dia. O Grande Davi escorregou lentamente, lentamente. Há pecados de um momento: o pecado da ira, um insulto, que eu não posso controlar. Mas há pecados nos quais se escorrega lentamente, com o espírito do mundanismo. É o espírito do mundo que te leva a fazer essas coisas, como se fossem normais. Um assassinato …”, explicou.

Ser sacudido pela vida

Não são coisas antigas, disse o Papa, recordando um caso recente ocorrido na Argentina com alguns jovens jogadores de rugby que espancaram um companheiro até a morte depois de uma noitada. “Jovens que se tornaram um bando de lobos. Um fato que leva a questionar sobre a educação dos jovens, sobre a sociedade”, afirmou.

Francisco destacou que, muitas vezes, é preciso de um “tapa da vida” para dar um basta “naquele lento deslizar para o pecado”. Há necessidade de uma pessoa como o profeta Natã, enviado por Deus a Davi, para fazê-lo ver seu erro:

“Pensemos um pouco: qual é a atmosfera espiritual da minha vida? Estou atento, sempre tenho necessidade de alguém para me dizer a verdade, ou não, acredito que não? Escuto a repreensão de algum amigo, do confessor, do marido, da esposa, dos filhos, que me ajuda um pouco?”, destacou.

E, focando nesta história de Davi, o Papa motivou os fiéis a refletirem: “se um Santo foi capaz de cair assim, estejamos atentos, irmãos e irmãs, isso pode acontecer também conosco. E também nos perguntemos: eu, em que atmosfera vivo?”.

O Santo Padre concluiu sua homilia rogando ao Senhor para que, sempre envie “um profeta”, que pode ser o vizinho, o filho, a mãe, o pai, “que nos dê um tapa quando estivermos deslizando para essa atmosfera onde parece que tudo seja lícito”.

Ver matéria completa ...
Não se afastar do Senhor, fonte da esperança, pede Papa

O Papa Francisco presidiu, na tarde deste sábado, 1º, na Basílica de São Pedro, a missa para o XXIV Dia Mundial da Vida Consagrada celebrado neste domingo, 2. No início da missa, as luzes da Basílica Vaticana foram apagadas e por alguns instantes o local foi iluminado pelas velas acesas que os consagrados seguravam em suas mãos. 

O Pontífice iniciou sua homilia com a seguinte passagem bíblica: “Meus olhos viram a Salvação”. A frase é de Simeão, que o Evangelho apresenta como um homem simples, justo e piedoso. O Papa destaca que dentre todos os homens que estavam no templo naquele dia, só ele viu, em Jesus, o Salvador. “Um menino; um pequenino, frágil e simples menino. Nele viu a Salvação, porque o Espírito Santo lhe fez reconhecer, naquele terno recém-nascido, o Messias do Senhor”, frisou.

“Também vós, queridos irmãos e irmãs consagrados, sois homens e mulheres simples que vistes o tesouro que vale mais do que todas as riquezas do mundo. Por ele, deixastes coisas preciosas, tais como bens, criar uma família própria. Por que o fizestes? Porque vos apaixonastes por Jesus, n’Ele vistes tudo e, fascinados pelo seu olhar, deixastes o resto”, constatou.

A vida consagrada é, de acordo com Francisco, esta visão visão de Simeão. “É ver aquilo que conta na vida. É acolher de braços abertos o dom do Senhor, como fez Simeão. Isto é o que veem os olhos dos consagrados: a graça de Deus derramada em suas mãos. A pessoa consagrada é alguém que, ao olhar-se cada dia, diz: ‘Tudo é dom, tudo é graça’. Queridos irmãos e irmãs, não é mérito nosso a vida religiosa, é um dom de amor que recebemos”.

Saber ver a graça é o ponto de partida, explicou o Santo Padre. “Olhar para trás, reler a própria história e ver nela o dom fiel de Deus, não apenas nos grandes momentos da vida mas também nas fragilidades, fraquezas e misérias”, argumentou. O Pontífice alerta que o tentador, o diabo, insiste precisamente nas misérias, nas mãos vazias, e homens e mulheres correm o risco de perder a bússola, que é a gratuidade de Deus. Com efeito, Francisco afirma que Deus ama a humanidade e sempre se oferece a ela, mesmo nas suas misérias.

“Quando mantemos o olhar fixo n’Ele, abrimo-nos ao perdão que nos renova e somos confirmados pela sua fidelidade. Com efeito, sobre a vida religiosa, paira esta tentação: ter um olhar mundano. É o olhar que já não vê a graça de Deus como protagonista da vida e vai à procura de qualquer substituto: um pouco de sucesso, uma consolação afetiva, fazer finalmente aquilo que quero”, alertou.

O Papa sublinhou: “A vida consagrada, quando deixa de girar em torno da graça de Deus, retrai-se no próprio eu: perde impulso, acomoda-se, paralisa. E sabemos o que acontece depois! Reivindicam-se os espaços próprios e os direitos próprios, deixamo-nos cair em críticas e murmurações, indignamo-nos pela mais pequena coisa que não funcione e entoamos a ladainha da lamentação acerca dos irmãos, das irmãs, da comunidade, da Igreja e da sociedade. Já não se vê o Senhor em tudo, mas só o mundo com as suas dinâmicas; e o coração se restringe”.

A fim de ter um olhar justo sobre a vida, Francisco convidou os consagrados a pedirem para ver, como Simeão, a graça de Deus. O Evangelho repete três vezes que Simeão tinha familiaridade com o Espírito Santo, que estava nele, o inspirava e impelia. “Tinha familiaridade com o Espírito Santo, com o amor de Deus”, reforçou o Pontífice.

A vida consagrada, de acordo com o Santo Padre, se permanece firme no amor do Senhor, vê a beleza, vê que a pobreza não é um esforço titânico, mas uma liberdade superior, que presenteia com verdadeiras riquezas: Deus e os outros. Vê que a castidade não é uma esterilidade austera, mas o caminho para amar sem se apoderar. Vê que a obediência não é disciplina, mas a vitória, no estilo de Jesus, constatou o Papa.

Em seguida, Francisco contou uma experiência vivida por algumas religiosas: “Em uma das terras onde ocorreu o terremoto, falando de pobreza e vida comunitária, havia um mosteiro beneditino. Outro mosteiro convidou as religiosas para se mudar e viver nesse mosteiro. Elas ficaram ali pouco tempo mas não eram felizes, pensavam no lugar que tinham deixado, nas pessoas de lá. No final, decidiram voltar e fazer o mosteiro em dois trailers. Em vez de estarem num grande mosteiro, confortáveis, eram como pulgas, ali, todas juntas, mas felizes na pobreza. Isso aconteceu no ano passado. Uma coisa bonita!”.

“Quem mantém o olhar fixo em Jesus, aprende a viver para servir. Não espera que os outros comecem, mas vai à procura do próximo, como Simeão que procurava Jesus no templo”, disse ainda o Santo Padre, que prosseguiu: “E onde se encontra o próximo, na vida consagrada? Primeiramente, na própria comunidade. Devemos pedir a graça de saber procurar Jesus nos irmãos e irmãs que recebemos. É aqui que se começa a praticar a caridade: no lugar onde se vive, acolhendo os irmãos e irmãs com as suas pobrezas, como Simeão acolheu Jesus simples e pobre”.

O Pontífice alertou que muitos, hoje, veem nos outros obstáculos e complicações. “Há necessidade de olhares que procurem o próximo, que aproximem de quem está distante”. Como homens e mulheres que vivem para imitar Jesus, os religiosos e as religiosas são chamados a tornar presente no mundo o olhar de Deus o olhar da compaixão, o olhar que vai à procura dos distantes, que não condena, mas encoraja, liberta, consola, exortou o Papa.

“O olhar dos consagrados só pode ser um olhar de esperança”, disse ainda o Santo Padre. “Saber esperar. Olhando ao redor, é fácil perder a esperança: as coisas que estão mal, a diminuição das vocações, etc. Paira ainda a tentação do olhar mundano, que aniquila a esperança”, ressaltou.

Francisco concluiu a sua homilia, dizendo que Simeão e Ana eram idosos, que viviam sozinhos e contudo não perderam a esperança, porque estavam em contato com o Senhor. “Ana não se afastava do templo, participando do culto noite e dia, com jejuns e orações. Aqui está o segredo: não se afastar do Senhor, fonte da esperança”.

Ver matéria completa ...
Papa destaca que idosos são indispensáveis e que são o futuro da Igreja

O Papa Francisco recebeu na Sala Regia, no Vaticano, nesta sexta-feira, 31, os participantes do primeiro Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos sobre o tema “A riqueza dos anos”. A conferência, promovida pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, destacou a presença substancial de avós nas paróquias e sociedades.

“A riqueza dos anos é riqueza das pessoas, de cada pessoa que tem muitos anos de vida, experiência e história. É o tesouro precioso que toma forma no percurso da vida de cada homem e mulher, qualquer que seja a sua origem, sua proveniência, suas condições econômicas ou sociais. A vida é um dom, e quando é longa é um privilégio, para si mesmo e para os outros. Sempre”, disse o Papa em seu discurso.

O Pontífice destacou que, no século XXI, a velhice tornou-se um dos traços marcantes da humanidade. “Em poucas décadas, a pirâmide demográfica, que se referia a um grande número de crianças e jovens e tinha no ápice poucos idosos, foi invertida. Se tempos atrás os idosos povoavam um pequeno estado, hoje enchem um continente inteiro. Nesse sentido, a grande presença de idosos é uma novidade para o ambiente social e geográfico do mundo. Além disso, a velhice hoje corresponde a estações diferentes da vida: para alguns é a idade em que cessa o compromisso de produzir, as forças declinam e aparecem os sinais de doença, da necessidade de ajuda e o isolamento social, para outros é o início de um longo período de bem-estar psicofísico e liberdade das obrigações de trabalho”.

Apreciar a velhice

Francisco refletiu sobre: como viver esses anos da velhice? E que sentido dar a essa fase da vida, que para muitos pode ser longa?

Segundo o Pontífice, “a desorientação social, a indiferença e a rejeição que as nossas sociedades têm pelos idosos, chamam não apenas a Igreja, mas todos a uma reflexão séria a fim de aprender a acolher e apreciar o valor da velhice. Se de um lado os Estados enfrentam a nova situação demográfica no plano econômico, de outro, a sociedade civil precisa de valores e significados para a terceira e a quarta idade. Aqui, a comunidade eclesial pode dar a sua contribuição”.

Francisco pediu para que esse congresso “não se torne uma iniciativa isolada, mas que seja o início de um caminho de aprofundamento pastoral e de discernimento. Devemos mudar os nossos hábitos pastorais a fim de dar responder à presença de muitas pessoas idosas nas famílias e comunidades”.

A seguir, o Papa disse que a “longevidade na Bíblia é uma bênção que nos ajuda a confrontar-nos com a nossa fragilidade, com a dependência recíproca, com os nossos laços familiares e comunitários, mas sobretudo com a nossa filiação divina. Concedendo a velhice, Deus doa tempo para aprofundar o nosso conhecimento sobre Ele, a intimidade com Ele a fim de entrar sempre mais em seu coração e abandonar-se a Ele”.

Ao mesmo tempo, prosseguiu, a velhice é um tempo de fecundidade renovada. “O plano de salvação de Deus também se realiza na pobreza dos corpos frágeis, estéreis e sem força. Do ventre estéril de Sara e do corpo centenário de Abraão nasceu o Povo eleito. De Isabel e do velho Zacarias nasceu João Batista. O idoso, mesmo quando é fraco, pode ser um instrumento da história da salvação”.

Os idosos e o futuro da Igreja

Consciente desse papel insubstituível das pessoas idosas, “a Igreja torna-se o lugar em que as gerações são chamadas a partilhar o projeto de amor de Deus, numa relação de troca recíproca dos dons do Espírito Santo. Essa partilha entre gerações nos obriga a mudar o nosso olhar em relação aos idosos a fim de aprender a olhar o futuro junto com eles”.

Francisco afirmou que os idosos são o hoje e o amanhã da Igreja. “Sim, eles são também o futuro de uma Igreja que, junto com os jovens, profetiza e sonha. Por isso, é importante que idosos e jovens conversem entre si. É muito importante”.

Segundo o Papa, “a profecia dos idosos se realiza quando a luz do Evangelho entra plenamente em suas vidas, quando, como Simeão e Ana, pegam Jesus nos braços e anunciam a ‘revolução da ternura’, a Boa Nova Daquele que trouxe ao mundo a luz do Pai.”

O Santo Padre convidou todos a ir “ao encontro dos idosos com o sorriso no rosto e o Evangelho nas mãos”. A sair pelas ruas das paróquias, procurando os idosos que vivem sozinhos. A velhice não é uma doença, mas um privilégio! A solidão pode ser uma doença que pode ser curada com a caridade, a proximidade e o conforto espiritual”.

“Deus tem um povo numeroso de avós em todas as partes do mundo. Hoje, nas sociedades secularizadas de muitos países, as gerações atuais de pais não têm, na sua maioria, a formação cristã e a fé viva que os avós podem transmitir aos seus netos. Eles são o elo indispensável na educação das crianças e dos jovens na fé. Devemos nos acostumar a incluí-los em nossos horizontes pastorais e a considerá-los como uma das componentes vitais de nossas comunidades. Eles não são apenas pessoas que somos chamados a ajudar e a proteger, mas podem ser protagonistas de uma pastoral evangelizadora, testemunhas privilegiadas do amor fiel de Deus”, concluiu o Papa.

Ver matéria completa ...
Papa no Angelus: estagnação não combina com o cristão e com a Igreja

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 2, Festa da Apresentação do Senhor e XXIV Dia Mundial da Vida Consagrada, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice disse: “Celebramos hoje a Festa da Apresentação do Senhor: quando Jesus recém-nascido foi apresentado ao templo pela Virgem Maria e São José. Nesta data também se celebra o Dia da Vida Consagrada, que recorda o grande tesouro na Igreja daqueles que seguem o Senhor de perto, professando os conselhos evangélicos.”

Segundo o Evangelho, quarenta dias após o nascimento, os pais de Jesus levaram o Menino a Jerusalém para consagrá-lo a Deus, conforme prescrito pela lei judaica, recordou o Santo Padre. “Ao descrever um rito previsto pela tradição, este episódio chama a nossa atenção para o exemplo de alguns personagens. Eles são pegos no momento em que fazem experiência do encontro com o Senhor no lugar em que Ele se faz presente e próximo ao homem”, sublinhou.

“Trata-se de Maria e José, Simeão e Ana, que representam modelos de acolhimento e doação da vida a Deus. O evangelista Lucas descreve todos eles numa dupla atitude: de movimento e admiração”, destacou o Papa. A primeira atitude é o movimento. Maria e José vão em direção a Jerusalém. Por sua vez, Simeão, movido pelo Espírito, vai ao templo, enquanto Ana serve a Deus dia e noite sem cessar, pontuou Francisco. 

O Pontífice reforça que os quatro protagonistas da passagem do Evangelho mostram que a vida cristã exige dinamismo e disponibilidade de caminhar, deixando-se guiar pelo Espírito Santo. “A estagnação não combina com o testemunho cristão e com a missão da Igreja. O mundo precisa de cristãos que se movam, que nunca se cansam de andar pelas estradas da vida, para levar a todos a palavra consoladora de Jesus.”

A seguir, o Papa disse que todo batizado recebeu a vocação para o anúncio, para a missão evangelizadora. As paróquias e várias comunidades eclesiais são chamadas a incentivar o compromisso dos jovens, famílias e idosos, para que todos possam ter uma experiência cristã, vivendo a vida e a missão da Igreja como protagonistas, frisou o Santo Padre.

A segunda atitude com a qual São Lucas apresenta os quatro personagens da história é a admiração, conta Francisco. “Maria e José ficaram maravilhados com o que se dizia Dele. A admiração é uma reação explícita também do velho Simeão, que no Menino Jesus vê com seus próprios olhos a salvação realizada por Deus em favor de seu povo. E o mesmo acontece com Ana, que «também começou a louvar a Deus”.

Segundo o Pontífice, essas figuras de fiéis são circundadas pela admiração, porque se deixam cativar e se envolver pelos eventos que aconteciam diante de seus olhos. Para o Papa, a capacidade de se surpreender com as coisas favorece a experiência religiosa e torna fecundo o encontro com o Senhor. “Ao contrário, a incapacidade de nos surpreender nos torna indiferentes e amplia as distâncias entre o caminho de fé e a vida cotidiana”, alertou.

Francisco concluiu: “Que a Virgem Maria para que nos ajude a contemplar todos os dias em Jesus o dom de Deus para nós, e a nos deixar envolver por Ele no movimento do dom, com admiração alegre, para que toda a nossa vida se torne um louvor a Deus no serviço aos irmãos”.

Ver matéria completa ...
Papa no Angelus: confiar na Palavra de Deus que muda o mundo e os corações

Depois da missa celebrada na Basílica de São Pedro, por ocasião do Primeiro Domingo da Palavra de Deus, o Papa Francisco, na alocução que precedeu a Oração Mariana do Angelus deste domingo (26), se concentrou no Evangelho do dia, de quando começou a missão pública de Jesus. Uma pregação que começa ao pronunciar as seguintes palavras:"Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo". Um anúncio poderoso como um “feixe de luz que atravessa as trevas e corta a névoa”, disse Francisco.

“Com a vinda de Jesus, luz do mundo, Deus Pai mostrou à humanidade a sua proximidade e amizade”, comentou o Papa, dadas gratuitamente e que não são um mérito nosso: “são um dom gratuito de Deus. Nós devemos tutelar esse dom”, explicou o Pontífice, que fez um apelo para um “verdadeiro caminho de conversão”:

“Tantas vezes é impossível mudar a própria vida, abandonar o caminho do egoísmo, do mal, abandonar a estrada do pecado, porque o compromisso de conversão está centrado apenas em si mesmo e nas próprias forças, e não em Cristo e no seu Espírito. Mas nossa adesão ao Senhor não pode ser reduzida a um esforço pessoal, não. Acreditar nisso também seria um pecado de soberba. A nossa adesão ao Senhor não pode se reduzir a um esforço pessoal, ao contrário, deve ser expressa em uma abertura confiante de coração e mente para acolher a Boa Nova de Jesus. É essa, a Palavra de Jesus, a Boa Nova de Jesus, o Evangelho – que muda o mundo e os corações! Somos chamados, portanto, a confiar na palavra de Cristo, a nos abrir à misericórdia do Pai e a nos deixar ser transformados pela graça do Espírito Santo.”

Ver matéria completa ...
Dom Walmor: “um ano da tragédia-crime de Brumadinho”

Este dia 25 de janeiro será um momento para rezar e refletir, caminhar e celebrar, conscientizar e indignar, cantar e esperar: com esta finalidade, se realiza neste sábado, a Primeira Romaria da Arquidiocese de Belo Horizonte pela Ecologia Integral a Brumadinho. A Romaria recorda o primeiro aniversário desta tragédia. A missa será presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Numa entrevista à Rádio Vaticano - Vatican News, Dom Walmor recorda esta triste data: “um ano da tragédia-crime de Brumadinho”. Um verdadeiro pesadelo – destaca o presidente da CNBB -, na vida de todos nós, particularmente das famílias enlutadas das 272 duas pessoas que morreram, 272 vítimas. Muitas famílias, o Vale do Paraopeba, Brumadinho e muitas outras cidades profundamente marcadas pelo luto.

“Compartilho um alegria – continua dom Walmor -, que não é uma alegria de entusiamo simplesmente, nem uma alegria simplesmente de sensação, mas a alegria cristã. Tivemos ao longo deste ano a oportunidade de exercitar a nossa fé e sobretudo abrir os nossos corações para aprendermos novas lições, e elas são muitas. Lições a serem aprendidas em reverência à dor de tantos irmãos e irmãs, o luto que pesa sobre os ombros e que machuca o coração de muitas famílias. Muitas lições a serem aprendidas por uma nova lógica no horizonte da ecologia integral".

Luta por uma nova ordem

Minas Gerais, como no Brasil, ou em qualquer lugar, - enfatiza o presidente da CNBB -, "a mineração não pode continuar mais fazendo o que ainda continua a fazer apesar de avanços conseguidos em legislações com trabalhos importantes. É preciso avançar muito, há muito o que modificar. É preciso exercitar a solidariedade, esse é o grande ganho da missão aprendida neste tempo, a solidariedade entre pessoas. Ao mesmo tempo uma grande luta, uma luta por uma nova ordem nos princípios da ecologia integral".

Dom Walmor recorda que a “arquidiocese de Belo Horizonte desse o primeiro momento se fez e se faz presente na vida das famílias, das comunidade de fé do povo de Brumadinho e de todo o seu município e de todos aqueles atingidos por esta tragédia-crime". Ao mesmo tempo criamos, - sublinha -, ampliando no Vicariato episcopal, uma seção para a questão ambiental, também enfrentado por nós no Santuário da Piedade, no grande e importante complexo da Serra da Piedade.

“Nós sofremos como Igreja o impacto da ganância pelo lucro, pelo dinheiro”, acrescenta. “Mas estamos trabalhando do ponto de vista jurídico estrutural, organizacional, de conscientização, levando junto nossa presença amorosa e solidária e o nosso empenho por um novo tempo e por uma nova ordem".

Lições a serem aprendidas

O arcebispo de Belo Horizonte afirma que Brumadinho “significa para nós lições a serem aprendidas, compromisso com o novo tempo. Fácil não é, porque enfrentar o sistema e tudo aquilo que está organizado, como vemos, por exemplo, a defesa midiática feita por quem cometeu o crime, para convencer as pessoas de que fez o que devia fazer ou está fazendo o que tem obrigação de fazer. No entanto, esperamos do Ministério Público que se posiciona nesta direção, a condenação dos responsáveis. É preciso, ao pecador, o perdão, mas a quem cometeu o crime a pena.

Dom Walmor destaca ainda: “nós vamos continuar trabalhando nesta direção e ao mesmo tempo, e sobretudo, reconstruindo vidas para que nós possamos dar testemunho da vida plena que ele Cristo veio trazer e é para todos nós”.

A força do amor do nosso Deus

Na conclusão de suas palavra o olhar para os que sofrem por causa desta tragédia-crime: “Continuem neste caminho em união profunda com os horizontes desafiadores postos a nós pelo amado Papa Francisco: uma nova economia, a economia de Francisco, um novo pacto para a educação, o trabalho para a ecologia integral, um novo tempo para todos nós". "Por isso ao celebramos neste dia 25 de janeiro um ano da tragédia-crime nós reverenciamos as vítimas, nos solidarizamos e nos fazemos próximos e comprometidos com as famílias enlutadas e nos fortalecemos para uma luta que continua e será vencida na força do amor do nosso Deus”.

Ver matéria completa ...
Papa: vamos dar espaço à Palavra de Deus, lendo diariamente a Bíblia, inclusive no celular

Ao pronunciar a homilia na missa que, pela primeira vez, celebra o Domingo da Palavra de Deus, Francisco nos encorajou novamente a ler o Evangelho todos os dias. A cerimônia foi instituída no ano passado e, neste domingo (26), foi celebrada para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia: “vamos ler diariamente qualquer versículo”, trazendo o Evangelho no bolso ou mesmo lendo pelo celular, disse o Papa.

Pela primeira vez a Igreja celebrou o Domingo da Palavra de Deus dedicado ao estudo e à difusão do Evangelho. Esse dia é celebrado sempre no III Domingo do Tempo Comum, desde a instituição do Papa em setembro de 2019, para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia.

Na homilia deste domingo (26), na Basílica de São Pedro, Francisco se inspirou nas leituras do dia para voltar às origens da pregação de Jesus, que relata como, onde e a quem começou a pregar.

A missão pública de Jesus começou com a base de todos os discursos de Jesus, ao nos dizer que “o Reino do Céu está próximo”, que dizer que “Deus está próximo” porque se fez homem. E essa mensagem, que é de alegria ao tomar a condição humana, disse o Papa, não foi num “sentido de dever, mas por amor”. E, por isso, pediu para mudarmos de vida, de “passar da escuridão à luz”, com a força da sua Palavra.

“Mudem de vida porque começou um modo novo de viver: acabou o tempo de viver para si mesmo, começou o tempo de viver com Deus e para Deus, com os outros e para os outros, com amor e por amor.”

Ao observar onde Jesus começou a pregar, Francisco lembrou que foram “a partir das regiões então consideradas ‘tenebrosas’”, onde moravam pessoas muito diferentes entre si, em termos de povos, línguas e culturas:

“Não era certo o lugar onde se encontrava o povo eleito na sua pureza religiosa melhor. E, no entanto, Jesus começou de lá: não do átrio do templo de Jerusalém, mas do lado oposto do país, da Galileia dos gentios, de um local de fronteira, de uma periferia. Disso mesmo podemos tirar uma lição: a Palavra que salva não procura lugares refinados, esterilizados, seguros. Vem à complicação dos nossos dias, às nossas obscuridades. Hoje, como então, Deus deseja visitar aqueles lugares, onde se pensa que lá Ele não vai.”

Por fim, para quem Jesus iniciou a pregar?

“Os primeiros destinatários da chamada foram pescadores: não pessoas atentamente selecionadas com base nas suas capacidades, nem homens piedosos que estavam no templo a rezar, mas gente comum que trabalhava. Pessoas normais, que trabalhavam.”

Para seguir Jesus, finalizou o Papa, “não bastam os bons propósitos; é preciso ouvir dia a dia a sua chamada”. Dessa forma, Francisco enaltece a importância de saber escutar, em meio a milhares de palavras todos os dias, “a única Palavra que não nos fala de coisas, mas de vida”.

“Queridos irmãos e irmãs, demos espaço à Palavra de Deus! Vamos ler diariamente qualquer versículo da Bíblia. Começar pelo Evangelho: mantê-lo aberto no cômodo de casa, trazê-lo conosco no bolso, visualizá-lo no celular; deixemos que nos inspire todos os dias. Descobriremos que Deus está perto de nós, ilumina as nossas trevas, amorosamente impele para conduzir a nossa vida.”

Ver matéria completa ...
Padre Gilmar completa 25 anos de Vida Sacerdotal

Na próxima segunda-feira, 27 de janeiro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Catedral) completa 25 anos de ordenação sacerdotal. Para comemorar este Jubileu de Vida Sacerdotal, será celebrada a Santa Missa no dia 27 na Catedral às 19h30. Em preparação a esta celebração, está sendo realizado um tríduo nos dias 24,25 e 26.

Nascido em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, desde sua infância e juventude se interessou pela Igreja e trabalhos pastorais da comunidade, participando da Catequese, Congregação Mariana e Pastoral da Juventude. Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto.

Em Rio Preto, ele cursou Filosofia e Teologia pela Faculdade Sagrado Coração de Jesus entre os anos de 1988 e 1994. Foi ordenado diácono no dia 13 de maio de 1994 e recebeu a ordenação Presbiteral no dia 27 de janeiro de 1995, por imposição das mãos de Dom José de Aquino Pereira, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga.

Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP). Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga.

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011.

Nestes 8 anos o padre Gilmar cativou a todos os paroquianos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Como destaque de seu trabalho estão a reorganização territorial, reforma do Salão, Secretaria Paroquial e das sacristias, construção do Centro de Eventos, volta das badaladas do relógio, instalação dos vitrais, celebração dos sacramentos, Missa em todos os dias da semana, comemoração dos 70 anos da paróquia, transmissão da missa pela internet, criação da Web Rádio e Web TV, incentivo aos trabalhos sociais dos Vicentinos, Pastoral da Criança e Casa Abrigo, Missão de Evangelização nos Setores, entre outros. Além disso, Padre Gilmar atuou na Comissão de Criação da Diocese de Votuporanga desde 2010 e desde 2016, com a instalação da nova diocese, o sacerdote tornou-se o Cura da Catedral.

Além de pároco da Catedral, Padre Gilmar atua como membro do Colégio dos Consultores da Diocese e é Assessor Diocesano de Comunicação.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco pede leitura bíblica diária, inclusive no celular

Pela primeira vez a Igreja celebrou o Domingo da Palavra de Deus dedicado ao estudo e à difusão do Evangelho. Esse dia é celebrado sempre no III Domingo do Tempo Comum, desde a instituição do Papa em setembro de 2019, para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia. Na homilia deste domingo. 26, na Basílica de São Pedro, Francisco se inspirou nas leituras do dia para voltar às origens da pregação de Jesus, que relata como, onde e a quem começou a pregar.

A missão pública de Jesus começou com a base de todos os discursos de Jesus, ao nos dizer que “o Reino do Céu está próximo”, que dizer que “Deus está próximo” porque se fez homem. E essa mensagem, que é de alegria ao tomar a condição humana, disse o Papa, não foi num “sentido de dever, mas por amor”. E, por isso, pediu para mudarmos de vida, de “passar da escuridão à luz”, com a força da sua Palavra.

“Mudem de vida porque começou um modo novo de viver: acabou o tempo de viver para si mesmo, começou o tempo de viver com Deus e para Deus, com os outros e para os outros, com amor e por amor.”

Ao observar onde Jesus começou a pregar, Francisco lembrou que foram “a partir das regiões então consideradas ‘tenebrosas’”, onde moravam pessoas muito diferentes entre si, em termos de povos, línguas e culturas:

“Não era certo o lugar onde se encontrava o povo eleito na sua pureza religiosa melhor. E, no entanto, Jesus começou de lá: não do átrio do templo de Jerusalém, mas do lado oposto do país, da Galileia dos gentios, de um local de fronteira, de uma periferia. Disso mesmo podemos tirar uma lição: a Palavra que salva não procura lugares refinados, esterilizados, seguros. Vem à complicação dos nossos dias, às nossas obscuridades. Hoje, como então, Deus deseja visitar aqueles lugares, onde se pensa que lá Ele não vai.”

Por fim, para quem Jesus iniciou a pregar?

“Os primeiros destinatários da chamada foram pescadores: não pessoas atentamente selecionadas com base nas suas capacidades, nem homens piedosos que estavam no templo a rezar, mas gente comum que trabalhava. Pessoas normais, que trabalhavam.”

Para seguir Jesus, finalizou o Papa, “não bastam os bons propósitos; é preciso ouvir dia a dia a sua chamada”. Dessa forma, Francisco enaltece a importância de saber escutar, em meio a milhares de palavras todos os dias, “a única Palavra que não nos fala de coisas, mas de vida”.

“Queridos irmãos e irmãs, demos espaço à Palavra de Deus! Vamos ler diariamente qualquer versículo da Bíblia. Começar pelo Evangelho: mantê-lo aberto no cômodo de casa, trazê-lo conosco no bolso, visualizá-lo no celular; deixemos que nos inspire todos os dias. Descobriremos que Deus está perto de nós, ilumina as nossas trevas, amorosamente impele para conduzir a nossa vida.”

Ver matéria completa ...
Convertei-vos, pois o anúncio do Céu está próximo, afirma o Papa

Na Praça São Pedro neste domingo, 26, o Papa Francisco celebrou mais uma oração mariana do Angelus. Nesta ocasião, o Pontífice recordou o início da missão pública de Jesus Cristo, que se deu na Galileia.

“Ele proclama o núcleo do seu ensinamento no apelo ‘convertei-vos’, porque o Reino dos Céus está próximo”, disse Francisco. Este, segundo o Sucessor de Pedro, é um poderoso anúncio que atravessa as trevas e corta a névoa.

“E evoca a profecia de Isaías, que lida na noite de Natal: ‘o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, sobre os que andavam uma luz brilhou’. Com a vinda de Jesus, luz do mundo, Deus Pai mostrou à humanidade sua proximidade e amizade, que nos foram dadas gratuitamente, para além de nossos méritos”, ressaltou Francisco.

Este apelo de Jesus, seguindo as palavras do Santo Padre, compreende-se à luz do evento da manifestação do Filho de Deus, sobre o qual as meditações dos últimos domingos foi feita. “Tantas vezes é impossível mudar a própria vida, abandonar o caminho do egoísmo, do mal e do pecado”, lembrou Francisco. “Porque o compromisso de conversão está encerrado em si mesmo e nas próprias forças e não em Cristo e em Seu espírito. A nossa adesão ao Senhor, porém, não pode ser reduzida a um esforço pessoal”, vaticinou.

Auschwitz nunca mais

Ao final do Angelus, Francisco pediu aos fiéis que nesta segunda-feira, 27, dedicassem um momento do dia para as vidas perdidas no campo de concentração alemão de Auschwitz. A data lembra os 75 anos desde que houve a libertação dos prisioneiros judeus.

“Diante desta imensa tragédia e atrocidade, não é admissível a indiferença e é legítima a memória. Estamos todos convidados a fazer um momento de oração e recolhimento dizendo cada um, em nossos corações, nunca mais, nunca mais!”, exaltou o Santo Padre.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco: a oração simples comove Jesus

“Senhor, se queres, tens o poder”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta (16/01), o Papa Francisco comentou o episódio evangélico da cura do leproso e exortou a contemplar a compaixão de Jesus, que veio para dar a vida por nós, pecadores.

Um verdadeiro desafio

O Papa deu destaque à “história simples” do leproso, que pede a Jesus para ser curado. Naquela expressão “se queres”, está a oração, que “chama a atenção de Deus”, e a solução. “É um desafio – afirmou Francisco –, mas é também um ato de confiança. Eu sei que Ele pode e, por isso, me entrego a Ele”. “Mas por que este homem sentiu a necessidade fazer esta oração?”, questionou o Pontífice. Porque via como Jesus agia. Este homem tinha visto a compaixão de Jesus”. “Compaixão”: um “refrão no Evangelho”, que tem os rostos da viúva de Naim, do Bom Samaritano, do pai do filho pródigo.

A compaixão envolve, vem do coração e o leva a possuir algo. Compaixão é ‘sentir com’, tomar o sofrimento do outro sobre si para resolvê-lo, para curá-lo. E esta foi a missão de Jesus. Jesus não veio para pregar a lei e depois foi embora. Jesus veio ‘em compaixão’, isto é, para sentir com e por nós e a dar a própria vida.

Jesus não lava as mãos, mas permanece ao nosso lado

O convite do Papa é para repetir “esta pequena frase”: “Sentiu compaixão”. Jesus – explicou Francisco – “é capaz de se envolver nas dores, nos problemas dos outros porque veio para isso, não para lavar suas mãos e fazer três ou quatro sermões e ir embora”, está sempre ao nosso lado.

“Senhor, se queres, tens o poder de curar-me, tens o poder de perdoar-me; se queres, podes me ajudar”. Ou, se vocês quiserem, pode ser mais longa: “Senhor, sou pecador, tens piedade de mim, tens compaixão, oração simples, que pode ser dita várias vezes por dia. “Senhor eu te peço: tens piedade de mim”. Várias vezes ao dia, a partir do coração, interiormente, sem dizê-lo em voz alta: “Senhor, se queres, tens o poder; se queres, tens o poder. Tens compaixão”, repetir isso.

Uma oração milagrosa

Com a sua oração simples e milagrosa, o leproso conseguiu obter a cura graças à compaixão de Jesus, que nos ama mesmo no pecado.

Ele não sente vergonha de nós. “Oh, padre, eu sou pecador, como poderia dizer isso…” Melhor ainda! Porque Ele veio justamente por nós pecadores e quanto mais pecador você for, mais próximo o Senhor estará de você, porque Ele veio por você, , por mim, pelo maior dos pecadores, por todos nós. Tenhamos o hábito de repetir esta oração, sempre: “Senhor, se queres, tens o poder. Se queres, tens o poder”, com a confiança de que o Senhor está próximo de nós e a sua compaixão tomará sobre si os nossos problemas, os nossos pecados, as nossas doenças interiores, tudo.

Via Vatican News

Ver matéria completa ...
Na Secretaria de Estado uma subsecretária mulher: Francesca Di Giovanni

O Papa Francisco nomeou Francesca Di Giovanni, oficial da Secretaria de Estado, como nova Subsecretária da Seção para as Relações com os Estados, responsabilizando-a pelo Setor Multilateral. Francesca Di Giovanni, trabalha há quase 27 anos na Secretaria de Estado, nasceu em Palermo em 1953 e é formada em Direito. Trabalhou no âmbito do setor jurídico-administrativo junto ao Centro Internacional da Obra de Maria (Movimento dos Focolares). Desde setembro de 1993 trabalha como oficial na Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado da Santa Sé. Trabalhou sempre no setor Multilateral, principalmente no que se refere aos temas ligados a migrantes, refugiados, direito internacional humanitário, as comunicações, direito internacional privado, situação da mulher, a propriedade intelectual e o turismo. A partir de hoje a Seção para as Relações com os Estados contará com dois subsecretários: Francesca Di Giovanni e Monsenhor Miros?aw Wachowski, responsável principalmente pelo setor da diplomacia bilateral.

Foi uma surpresa sua nomeação a subsecretária?
Francesca Di Giovanni: Sim, absolutamente! Há muitos anos pensamos na necessidade de um subsecretário para o setor multilateral: um setor delicado e importante que necessita de uma particular atenção, porque tem modalidades próprias, em parte diferentes do âmbito bilateral. Mas pensar que o Santo Padre confiasse este cargo a mim, sinceramente jamais pensei. É um cargo novo e farei de tudo para corresponder a confiança que me foi dada pelo Santo Padre, mas espero não fazê-lo sozinha: gostaria de contar como sempre com a sintonia que até agora caracterizou o nosso grupo de trabalho.

Pode explicar o que é o “setor multilateral”?
Di Giovanni: Em palavras pobres pode-se dizer que se trata das relações com as organizações inter-governamentais em nível internacional e compreende também a rede dos tratados multilaterais, que são importantes porque estabelecem a vontade política dos Estados com relação aos temas ligados ao bem comum internacional: pensemos ao desenvolvimento, ao ambiente, à proteção das vítimas de conflitos, à condição da mulher e assim por diante.

No que consiste o seu trabalho?

Di Giovanni: Continuarei a fazer o meu trabalho anterior dentro da Seção para as Relações com Estados, e agora com este novo cargo, terei a tarefa de coordenar o trabalho deste setor.

A senhora é a primeira mulher a receber um cargo deste nível na Secretaria de Estado…

Di Giovanni: Sim, é verdade, é a primeira vez que uma mulher tem um cargo de direção na Secretaria de Estado. O Santo Padre tomou uma decisão inovadora, certamente, além da minha pessoa, representa um sinal de atenção para com as mulheres. Mas a responsabilidade é mais ligada ao trabalho do que pelo fato de ser mulher.

Na sua opinião, qual é a contribuição específica que uma mulher pode dar neste campo?

Di Giovanni: Recordo-me das palavras do Santo Padre na homilia de 1º de janeiro passado, na qual, segundo a minha opinião, faz um hino ao papel da mulher, dizendo também que “A mulher é doadora e mediadora de paz e deve ser associada plenamente aos processos decisórios. Com efeito, quando é dada às mulheres a possibilidade de transmitir os seus dons, o mundo encontra-se mais unido e mais em paz”. Gostaria de contribuir para que esta visão do Santo Padre possa se realizar, com as outras colegas que trabalham neste setor na Secretaria de Estado, mas também com outras mulheres – e são muitas – que trabalham para construir a fraternidade na dimensão internacional. É importante sublinhar a atenção do Papa para com o setor multilateral, que hoje é colocado em discussão por alguns, mas que tem uma função fundamental na comunidade internacional. Uma mulher pode ter determinadas atitudes para encontrar pontos comuns, cuidar das relações centralizando tudo sempre na unidade. Espero que o fato de ser mulher possa se refletir positivamente nesta tarefa mesmo se são dons que certamente encontro também nos meus colegas de trabalho homens.

No seu recente discurso ao Corpo Diplomático o Papa falou do sistema multilateral, pedindo que seja reformado.
Di Giovanni: A Santa Sé tem também a missão, na Comunidade internacional, de cuidar para que a interdependência entre os homens e as nações se desenvolvam em uma dimensão moral e ética, além das outras dimensões e vários aspectos que as relações adquirem no mundo atual. Devemos sempre, incansavelmente, favorecer o diálogo em todos os níveis, sempre na busca de soluções diplomáticas. Por exemplo, o Papa no seu recente discurso ao Corpo Diplomático recordou, entre outras coisas, dos vários resultados positivos das Nações Unidas, que neste ano celebram 75 anos da sua fundação. Queremos continuar ver as Nações Unidas como um meio necessário para conseguir o bem comum, mesmo se este não nos exime de pedir modificações ou reformas onde sejam necessárias.

Via Vatican News

Ver matéria completa ...
Francisco: o essencial da vida é a nossa relação com Deus

Ao celebrar a missa na capela da Casa Santa Marta (17/01), o Papa comentou o trecho de hoje, extraído do Evangelho segundo Marcos, que apresenta um episódio de cura realizada por Jesus a um paralítico.

Jesus está em Cafarnaum e a multidão está reunida em volta dele. Através da abertura feita no teto da casa, algumas pessoas levam a Ele um homem deitado numa maca. A esperança é que Jesus cure o paralítico, mas surpreende a todos dizendo: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Somente depois ordenará que se levante, pegue a cama e volte para casa.

O Pontífice comentou dizendo que, com as suas palavras, Jesus nos permite ir ao essencial. “Ele é um homem de Deus”, afirmou o Papa: cura, mas não é um curandeiro, ensina, mas é mais do que um mestre, e diante da cena que se apresenta, vai ao essencial:

Olha o paralitico: “Os teus pecados estão perdoados”. A cura física é um dom, a saúde física é um dom que devemos proteger. Mas o Senhor nos ensina ainda que também a saúde do coração, a saúde espiritual precisa ser preservada.

O medo de ir ali onde acontece o encontro com o Senhor

Jesus vai essencial também com a mulher pecadora, de que fala o Evangelho, quando diante do seu choro, diz: “Os teus pecados estão perdoados”. Os outros ficam escandalizados, afirmou o Papa, “quando Jesus vai ao essencial, se escandalizam, porque ali está a profecia, ali está a força”.

Do mesmo modo, “vai, mas não peques mais”, diz Jesus ao homem da piscina que nunca chega em tempo para descer na água para poder curar. À Samaritana que lhe faz tantas perguntas, -“fazia um pouco o papel de teóloga”, disse o Papa – Jesus pergunta do marido. Vai ao essencial da vida. “E o essencial – afirmou Francisco – é a sua relação com Deus. E nós muitas vezes esquecemos disto, como se tivéssemos medo de ir propriamente ali, onde há o encontro com o Senhor, com Deus”. O Papa observou que fazemos tanto por nossa saúde física, trocamos conselhos sobre médicos e remédios, o que é bom, “mas pensamos na saúde do coração?”.

Aqui tem uma palavra de Jesus que talvez nos ajudará: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Estamos acostumados a pensar neste remédio do perdão dos nossos pecados, dos nossos erros? Nós nos perguntamos: “Eu devo pedir perdão a Deus por alguma coisa?”. “Sim, sim, sim, em geral todos somos pecadores”, e assim a coisa se dilui e perde a força, esta força de profecia que Jesus faz quando vai ao essencial. E hoje Jesus, a cada um de nós, nos diz: “Eu quero perdoar os teus pecados”.

O perdão é o remédio para a saúde do coração

O Papa prosseguiu afirmando que há pessoas que não encontram pecados em si mesmas para confessar, porque “falta a consciência dos pecados”. “Pecados concretos”, “doenças da alma”, “doenças da alma” que devem ser curadas “e o remédio para se curar é o perdão”.

É uma coisa simples, mas que Jesus nos ensina quando vai ao essencial. O essencial é a saúde, toda: do corpo e da alma. Devemos preservar bem a do corpo, mas também a saúde da alma. E devemos ir àquele médico que pode nos curar, que pode perdoar os pecados. Jesus veio para isto, deu a vida por isto.

Via Vatican News

Ver matéria completa ...
Como fazer o estudo da Palavra de Deus?

Veja abaixo um roteiro de como fazer o estudo da Palavra de Deus

No Evangelho do semeador o próprio Jesus diz que a semente é a Palavra de Deus. Hoje temos máquinas que fazem semeaduras nos campos, porém, no tempo de Jesus tudo era feito manualmente, lançavam as sementes com as mãos. Nessa passagem Jesus explica o que aconteceu em cada terreno que recebeu a semente. Há vários tipos de terrenos, até mesmo aquele solo duro, pedregoso a semente foi lançada.

Da mesma forma, quando recebemos a Palavra de Deus, nosso coração precisa estar preparado. Pior ainda é quando não lemos a Bíblia, pois, a semente da Palavra não é semeada em nosso coração.

Você sabe muito bem que os bons perfumes estão nos fracos pequenos. Digo a mesma coisa do livro que escrevi “A Bíblia no meu dia a dia”. Temos o costume de querer ler a Bíblia da primeira parte, que é o Gênesis, e quando vai chegando ao terceiro, quarto livros que são Levítico e dos Números começa a complicar, porque a pessoa não entende mais. Por essa razão, muitas pessoas não passam do terceiro livro bíblico. Nesse livreto eu dou uma receita, começando pelo livro de São João, onde está embutida a essência da nossa fé. A partir do livro de São João, a pessoa começa a ser preparada para a ler a Bíblia. Então, a seguir, explico livro por livro.

Como ler a Bíblia

É importante não ter medo de riscar a Bíblia, portanto, use lápis e canetas. Claro, não vamos querer sujar a Bíblia por sujar, mas para a manusear. Se for preciso trocar de Bíblia, adquirir uma nova porque a sua já está muito usada, que beleza! É preciso gastar a sua Bíblia lendo-a ativamente. É bom riscar trechos e palavras para gravar mais ainda no seu coração. O que está escrito no livro do profeta Isaías 21,10, por eu riscar e meditar muito esse versículo, eu já até o gravei: “Ó povo meu, pisado, malhado como o grão, o que aprendi do Senhor dos exércitos, do Deus de Israel, eu te anuncio”. Desde que li essa Palavra na Bíblia e a risquei, ficou gravada no meu coração. É bom estar na memória, mas as passagens bíblicas também devem estar em nosso coração, é por isso que você precisa riscar a sua Bíblia.

Não é apenas uma maneira de falar, mas é a verdade, a Bíblia foi escrita para você! A Palavra é um amor especial de Deus por cada um de nós, não são palavras jogadas, Jesus nos ama demais, de modo especial e único.

Você precisa conhecer a Palavra de Deus, “mastiga-la” e “ruminá-la”, ou seja, meditar o que foi lido.  Se você escrever palavra por palavra do que aprendeu ao meditar, isso ficará gravado em seu coração. E na hora em que a “coisa apertar”, o que virá em seu coração não será a angústia, mas a Palavra de Deus.

Só por isso, vale a pena ler a Palavra de Deus, “mastigar” e “digerir” seu conteúdo dia por dia. Deus quer que você faça isso todos os dias. Mesmo que seja pouco, faça-o! É o mesmo que aconteceria se a pessoa não quisesse mastigar por preguiça: ela já estaria condenada à morte. A pessoa que tem anorexia deixa de comer, vai ficando desnutrida até ficar muito doente ou morrer. Assim é com a Palavra de Deus, você não pode deixar de ler, porque ela é alimento necessário, sólido para todos os dias. A Palavra de Deus esta aí para salvá-lo continuamente. Não seja preguiçoso! É preciso “mastigar”, não só “engolir” o ensinamento da Palavra de Deus.

Roteiro de leitura bíblica

Apresento a você um roteiro muito concreto a seguir, quando ler a Palavra de Deus:

Promessas de Deus

Se você não sabe das promessas de Deus para sua vida, como vai saber que estão se cumprindo? Precisamos saber quais são e buscá-las na hora certa. Quantas pessoas “morrem na praia” angustiadas porque não sabem das promessas de Deus?

Uma Bíblia, grossa como a nossa, é cheia de promessas de Deus. Se você não as conhece é porque não lê.

É muito fácil identificá-las, são coisas que Deus promete:

Jo 1, 12: “A todos aqueles que o receberam, aos que crêem em seu nome, deu o poder de ser tornar filhos de Deus”.

Mt 18,20: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou no meio deles”.

Lc 11,13: “Se vós que sois mais sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem”.

Ef 6,8: “E estais certos de que cada uma receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito”.

A Bíblia está repleta de promessas de Deus. Veja bem: são promessas de um Deus fiel que sempre cumpre a palavra dada a seus filhos. Podemos confiar nas promessas de Deus; podemos correr riscos por elas: Deus não falha. Por isso, vale a pena conhecer as promessas que Ele nos faz. E, o que é mais importante, devemos gravá-las em nossa mente e em nosso coração. Assim, anote diariamente as promessas de Deus que encontrar na leitura.

Nem sempre vamos encontrar promessas divinas nos trechos que lermos. Se não as encontrarmos, nada teremos que anotar. Contudo, são tantas as promessas de Deus que encontraremos muitas, e com frequência. Eis alguns exemplos;

Ordens de Deus

Também temos as ordens de Deus e as leis que as regem nas Sagradas Escrituras. Há várias leis que precisamos seguir. Por exemplo,  você não vai colocar um aparelho que é de 110 volts na tomada de 220 volts. Quanta gente se estragando e estragando a vida de muita gente, porque não segue o “manual” [da Palavra de Deus]. Deus tem ordens e mandamentos que não são pesados. Você precisa conhecer a Palavra de Deus e suas ordens. Se sua vida está uma desordem é porque você não conhece as ordens de Deus para ela.

Deus, que é Pai, tem prescrições claras para nortear a nossa vida. Ele manda, prescreve, proíbe, ordena; tudo para nos conduzir como filhos muito amados. Seguir seus mandamentos, obedecer-lhe as ordens, é o segredo da vida. É do nosso interesse, portanto, conhecer e guardar as ordens que Deus nos dá. Tal como acontece com as promessas, as ordens de Deus são abundantes na Bíblia, embora não as encontremos no seu Diário. É bem simples distingui-las. Alguns exemplos:

Jo 13,34 : “Amais-vos uns aos outros como vos tenho amado”

Mt 5,37: “Dizei somente sim se é sim, e não se é não”.

Mc 16, 15: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura”.

Lc 6,27-28: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai aos que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam”.

Em geral,  o verbo no imperativo (dai, fazei, ide, buscai, recebei, perdoai, sede) é sinal de uma ordem.

Princípios eternos 

Os princípios do Reino bem poderia chamar-se “Leis do Reino de Deus”. Não os denominamos assim para não confundi-los com ordens ou mandamentos.  Mas os princípios são leis que governam o Reino de Deus, ou seja, no Reino, as coisas funcionam dessa maneira.

Neste mundo, tudo é regido por leis: os astros, os minerais, as plantas, a eletricidade, o corpo humano etc. As leis são princípios imutáveis que determinam o modo de ser de cada uma dessas coisas. O cientista precisa conhecer os princípios que regem a sua ciência. O Reino de Deus também é também regido por princípios eternos, imutáveis, leis permanentes. O Reino de Deus funciona da maneira descrita nesses princípios. Deus quer revelar aos seus filhos os segredos do Reino, os mistérios do mundo sobrenatural.

Alguns exemplos:

Lc 6,36: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados, perdoai e sereis perdoados”. É assim que funciona no Reino de Deus.

Lc 18,14: “Todo aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. Queiramos ou não, é assim que funciona o Reino de Deus.

Tito 1,15: “Porque nada trouxemos a este mundo, como tampouco nada poderemos levar”.

“O que Deus está dizendo para mim hoje?”

Se você está acostumado a digitar, digite. Mas é muito importante escrever, você o assimila melhor. Fazer o diário espiritual exige esforço. Até você ler com lápis ou caneta o ajuda a não dormir, pois, o estudo é feito de forma mais ativa.

Anote a mensagem todos os dias. Não deixe que ela se perca. Faça anotações bem pessoais, com suas próprias palavras. Seja simples, nada de complicações.

Como colocar o estudo Bíblico em prática

Depois de achar as promessas, as ordens e os princípios eternos, você vai escrever no seu diário espiritual, feito com a leitura da Palavra, a seguinte pergunta: “Como vou colocar isso em prática?”. E então a Bíblia vai ser “digerida” e “assimilada” por você. Eu digo que esse livro “A Bíblia no meu dia a dia” é um livro de receita.

Eu sei que existem outros métodos, mas eu lhe apresento esse. É preciso ler a Palavra, mas só isso não basta! É preciso “ruminar” e se alimentar dos ensinamentos dela. Eu sou resultado desse método da Bíblia no meu dia a dia. Graças a Deus, eu conheço as promessas de Deus e me arrisco nelas na fé. Da mesma forma, tento seguir as ordens afinco. Os princípios bíblicos não mudam.

Veja mais dicas de como achar as promessas de Deus, ordens e os princípios eternos:

Não podemos ser indiferentes aos ensinamentos da Palavra de Deus. Se cada um varresse a frente da sua casa, a nossa rua ficaria limpa. Se a nossa rua está suja é porque não a estamos limpando. Não adianta a prefeitura vir limpar, é preciso que cada um tome a atitude de fazer isso. Da mesma forma, essa graça não se faz apenas com bons propósitos, mas se faz com a leitura e a vivência da Palavra de Deus.

Infelizmente, o nosso Cristianismo e o nosso Evangelho, muitas vezes, são vividos como verniz, os vivemos só por cima, sem penetração e sem profundidade. Nós precisamos de substância. A Palavra de Deus precisa estar encarnada em nossa vida, assimilada em nós. A sua vida precisa ser evangelizada, e a partir daí a sua mente, o seu coração, sua vontade e os seus atos devem sê-lo também. Desse modo, você vai começar a viver a transparência e a justiça.

Quando se começa com algo errado, todos as outras coisas vêm atrás. Veja a questão da sexualidade. Nós precisamos ser pessoas que, possuídas pela Palavra, vamos nos tornando homens e mulheres novos.

Eu peço que o Senhor lhe dê um batismo da Palavra de Deus. Que lhe dê o gosto pela leitura da Palavra. E Jesus lhe diz: “Guarda a minha Palavra, íntegra e irrepreensível até a minha segunda vinda!”.

Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D’Onofrio

Pregação “A Bíblia foi escrita para você” de monsenhor Jonas.

Ver matéria completa ...
A Bíblia deve ser lida e interpretada conforme o Espírito que a inspirou

O documento do Concílio Vaticano II, Dei Verbum, orienta como a Bíblia deve ser lida. “Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio de homens e de modo humano: ‘deve o intérprete da Sagrada Escritura, para bem entender o que Deus nos quis transmitir, investigar atentamente o que foi que os hagiógrafos, de fato, quiseram dar a entender e, por suas palavras, aprouve a Deus manifestar’.”

Para descobrir a intenção dos hagiógrafos, devem-se levar em conta, entre outras coisas, também os “gêneros literários”, pois a verdade é apresentada e expressa de maneira bem diferentes nos textos, de um modo ou outro históricos, proféticos ou poéticos, bem como em outras modalidades de expressão. Ora, é preciso que o intérprete pesquise o sentido que, em determinadas circunstâncias, o hagiógrafo, conforme a situação de seu tempo e de sua cultura, quis exprimir e exprimiu por meio de gêneros literários então em uso. Pois, para corretamente entender aquilo que o autor sacro haja intencionado afirmar por escrito, é necessário levar devidamente em conta tanto as nossas maneiras comuns e espontâneas de pensar, falar e contar, as quais já eram correntes no tempo do hagiógrafo, como a que costumavam empregar-se no intercâmbio humano daquelas eras.

Ler a Sagrada Escritura conforme a Igreja nos ensina

Sagrada Escritura deve ser também lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita, e para bem captar os sentidos dos textos sagrados, deve-se atender com não menor diligência ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura, levada em conta a Tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé. Cabe aos exegetas trabalhar esforçadamente dentro dessas diretrizes para mais aprofundadamente entender e expor o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho, de certo modo, amadureça o julgamento da Igreja. Pois tudo o que concerne à maneira de interpretar a Escritura, está sujeito, em última instância, ao juízo da Igreja, que exerce o mandato e o ministério divino de guardar e interpretar a Palavra de Deus”(n.12).

Devemos compreender que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita para os homens e pelos homens; logo, ela apresenta duas faces: a divina e a humana. Logo, para poder interpretá-la bem é necessário o reconhecimento da sua face humana, para depois, compreender a sua mensagem divina.

A importância de uma boa tradução

Não se pode interpretar a Sagrada Escritura só em nome da “mística”, pois, muitas vezes, podemos ser levados por ideias religiosas pré-concebidas, ou mesmo podemos cair no subjetivismo. Por outro lado, não se pode querer usar apenas os critérios científicos (linguística, arqueologia, história); é necessário, após o exame científico do texto, buscar o sentido teológico.

A Bíblia não é um livro caído do céu, ela não foi ditada mecanicamente por Deus e escrita pelo autor bíblico (=hagiógrafo), mas é um livro que passou pela mente de judeus e gregos, numa faixa de tempo que vai do séc. XIV a.C. ao século I d.C. Por causa disso, é necessário usar uma tradução feita a partir de originais e com seguros critérios científicos.

Livro humano-divino

Os escritos bíblicos foram inspirados a certos homens, isto é, o Espírito Santo iluminou a mente do hagiógrafo a fim de que ele, com sua cultura religiosa e profana, pudesse transmitir uma mensagem fiel à vontade de Deus. A Bíblia é, portanto, um livro humano-divino, todo de Deus e todo do homem, ela transmite o pensamento do Senhor, mas de forma humana. É como o Verbo encarnado, Deus e homem verdadeiro. É importante dizer que a inspiração bíblica é estritamente religiosa, isto é, não devemos querer buscar verdades científicas na Bíblia, mas verdades religiosas, que ultrapassam a razão humana: o plano da salvação do mundo, a sua criação, o sentido do homem, do trabalho, da vida, da morte etc.

A Sagrada Escritura e as ciências

Não há oposição entre a Bíblia e as ciências naturais; ao contrário, os exegetas (estudiosos da Bíblia) usam das línguas antigas, da história, da arqueologia e outras ciências para poder compreender melhor o que os autores sagrados quiseram nos transmitir.

Mas é preciso ficar claro que a revelação de Deus, por meio da Bíblia, não tem uma garantia científica de tudo o que nela está escrito. É inútil pedir à Bíblia uma explicação dos seis dias da criação, ou da maneira como podiam falar os animais, como no caso da jumenta de Balaão. Esses fatos não são revelações, mas tradições que o autor sagrado usou para se expressar.

A própria história contida na Bíblia não deve ser tomada como científica. O que importa é a “verdade religiosa” que Deus quis revelar, e que, às vezes, é apresentada embutida em uma parábola, ou outra figura de linguagem.

Critérios

O Concilio Vaticano II indica três critérios para uma interpretação da Escritura conforme o Espírito que a inspirou:

1. Prestar muita atenção “ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira”. Por mais diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una em razão da unidade do projeto de Deus, do qual Cristo Jesus é o centro e o coração, aberto depois de Sua Páscoa.

2. Ler a Escritura dentro “da Tradição viva da Igreja inteira”. Como ensinaram os padres da Igreja, “a Sagrada Escritura está escrita mais no coração da Igreja do que nos instrumentos materiais”. Com efeito, a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo quem lhe dá a interpretação espiritual da Escritura.

3. Estar atento à “anagogia da fé”, isto é, à coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação.

Ver matéria completa ...
Interpretar a Palavra de Deus com docilidade, sem soberba, pede Papa

Ser dóceis à Palavra de Deus, que é sempre novidade. Esta é a exortação do Papa na missa desta sexta-feira, 20, celebrada na Casa Santa Marta. Refletindo sobre a primeira leitura, Francisco se concentrou na rejeição “por parte de Deus” de Saul como rei, “profecia” confiada a Samuel.

O pecado de Saul, explicou o Pontífice, foi a falta de docilidade à Palavra de Deus, pensando que a própria “interpretação” da mesma era “mais correta”. “É a medula do pecado contra a docilidade”, esclareceu o Santo Padre. O Papa recorda que o Senhor havia dito a Saul para não tirar nada do povo que havia sido derrotado, mas isso não aconteceu:

“Quando Samuel vai repreendê-lo da parte Senhor, ele diz, explica: ‘Mas, veja, havia bois, havia tantos animais gordos, bons, e com eles fiz um sacrifício ao Senhor’. Ele não colocou nada no bolso, os outros sim. De fato, com essa atitude de interpretar a Palavra de Deus como lhe parecia, permitiu que os outros colocassem algo dos espólios nos bolsos. Os passos da corrupção: se começa com uma pequena desobediência, uma falta de docilidade e se vai em frente, em frente, em frente”.

Depois de ter exterminado os Amalequitas, o povo retirou do espólio pequenos e grandes animais, primícias do que é dedicado ao extermínio, para sacrificar ao Senhor, observou Francisco. É Samuel quem recorda como o Senhor prefere obediência à voz de Deus aos holocausto e sacrifícios, esclarecendo a hierarquia de valores: é mais importante ter um “coração dócil” e “obedecer”, antes que “fazer sacrifícios, jejuns, penitências”, destacou o Pontífice.

O pecado da falta de docilidade, prosseguiu Francisco, está precisamente naquele preferir aquilo que penso e não o que ordena o Senhor. De acordo com o Santo Padre, quando homens e mulheres se rebelam contra a vontade do Senhor, não são dóceis, é como se cometessem um pecado de adivinhação. “Como se, mesmo dizendo acreditar em Deus, fosse a uma cartomante para ler as mãos por segurança. O não obedecer ao Senhor, a falta de docilidade, é como uma adivinhação”, esclareceu.

Segundo o Pontífice, quando alguém se obstina diante da vontade do Senhor, é um idolatra, porque prefere o que  pensa, aquele ídolo, à vontade do Senhor. E esta desobediência a Saul custou o reino, porque rejeitou a Palavra do Senhor, e o Senhor o rejeitou como rei, ponderou o Papa. Tal ato, incentiva os cristãos a pensarem um pouco sobre a docilidade:

“Muitas vezes nós preferimos as nossas interpretações do Evangelho ou da Palavra do Senhor ao Evangelho à Palavra do Senhor. Por exemplo, quando nós caímos nas casuísticas, nas casuísticas morais… Esta não é a vontade do Senhor. A vontade do Senhor é clara, está nos mandamentos, na Bíblia e a mostra o Espírito Santo dentro do seu coração. Mas quando eu fico obstinado e transformo a Palavra do Senhor em ideologia sou um idolatra, não sou dócil. A docilidade, a obediência”.

Citando o Evangelho, Francisco recordou que os discípulos eram criticados porque não jejuavam. “É o Senhor que explica que não se deve remendar um vestido velho com um pedaço de tecido cru, porque se corre o risco de piorar o rasgo. E que não se deve colocar vinho novo em odres velhos, para não quebrar os odres, perdendo tudo: portanto, vinho novo em odres novos”.

“A novidade da Palavra do Senhor – porque a Palavra do Senhor sempre é novidade, nos leva sempre avante – vence sempre, é melhor do que tudo. Vence a idolatria, vence a soberba e vence esta atitude de ser demasiado seguro de si mesmo, não pela Palavra do Senhor, mas pelas ideologias que eu fiz em volta da Palavra do Senhor. Há uma frase de Jesus muito boa que explica tudo isso e que a traz de Deus, do Antigo Testamento: ‘Quero misericórdia e não sacrifícios’”.

Ser um bom cristão significa então ser dócil à Palavra do Senhor, ouvir o que o Senhor diz sobre a justiça, sobre a caridade, sobre o perdão, sobre a misericórdia e não ser incoerentes na vida, usando uma ideologia para poder ir avante, alertou o Santo Padre. É verdade, acrescentou o Papa, que a Palavra de Deus às vezes coloca homens e mulheres em dificuldade, mas o diabo faz o mesmo, de maneira enganosa. Ser cristão, portanto, é “ser livres”, através da “confiança” em Deus, concluiu.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco: Cristo libertou a humanidade da escravidão do pecado

O Papa Francisco destacou, durante a oração do Ângelus deste domingo, 19 de janeiro, na Praça de São Pedro no Vaticano, que, ao contrário de outras religiões em que fazem sacrifícios e oferendas a Deus, no Cristianismo, é Deus que sacrifica seu Filho para salvar a humanidade.

O Santo Padre indicou que Jesus “carregou todos” os pecados “consigo, tirando-os de nós, para que fôssemos finalmente livres, não mais escravos do mal”.

O Pontífice refletiu sobre o trecho evangélico deste segundo domingo do Tempo Comum, do Evangelho de São João, no qual segue descrevendo a Epifania do Senhor, “a manifestação de Jesus”.

“Depois de ter sido batizado no rio Jordão”, assinalou Francisco, “Ele foi consagrado pelo Espírito Santo que posou sobre Ele e foi proclamado Filho de Deus pela voz do Pai celeste”.

O Pontífice explicou que “o Evangelista João, ao contrário dos outros três, não descreve o acontecimento, mas nos propõe o testemunho de João Batista. Ele foi a primeira testemunha de Cristo. Deus o chamara e o prepara para isso”.

Depois do batismo no Jordão, “João Batista não consegue resistir ao impelente desejo de dar testemunho de Jesus e declara: ‘Eu vi e por isso dou testemunho’”.

João fala assim porque “viu algo desconcertante, isto é, o Filho amado de Deus solidário com os pecadores; e o Espírito Santo o fez compreender a novidade inaudita, uma verdadeira reviravolta”.

Essa novidade supõe que, “enquanto em todas as religiões é o homem que oferece e sacrifica alguma coisa a Deus, no evento Jesus é Deus que oferece o próprio Filho para a salvação da humanidade”.

“João manifesta seu estupor e sua aceitação desta novidade trazida por Jesus mediante uma expressão que repetimos sempre na Missa: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’”.

Desse modo, “o testemunho de João Batista nos convida a recomeçar sempre no nosso caminho de fé: recomeçar de Jesus Cristo, Cordeiro cheio de misericórdia que o Pai deu por nós”.

Por isso, o Papa Francisco convidou a aprender com Batista “a não presumir que já conhecemos Jesus, de saber tudo sobre Ele. Não, não é assim. Temos que nos deter no Evangelho, talvez contemplando um ícone de Cristo, um ‘Rosto santo’, uma das muitas belas representações em que é rica a história da arte no oriente e no ocidente”.

“Contemplemos com os olhos e, ainda mais, com o coração: e deixemo-nos instruir pelo Espírito Santo, que dentro nos diz: é Ele! É o Filho de Deus que se fez cordeiro, imolado por amor”.

“Ele, Ele sozinho carregou, sofreu e expiou o pecado do mundo e também os meus pecados. Todos. Carregou todos consigo, tirando-os de nós, para que fôssemos finalmente livres, não mais escravos do mal. Sim, talvez pobres pecadores, porém não escravos, não, mas filhos, filhos de Deus”, concluiu o Papa Francisco.

Ver matéria completa ...
Vaticano apresenta o “Domingo da Palavra de Deus”, instituído pelo Papa

Nesta sexta-feira, 17, uma coletiva no Vaticano apresentou o “Domingo da Palavra de Deus”, data instituída pelo Papa Francisco e que será celebrada pela primeira vez em 26 de janeiro de 2020.

A celebração foi anunciada em 30 de setembro passado, com a publicação da carta apostólica “Aperuit illis” (Abriu-lhes). Trata-se de uma iniciativa que o Santo Padre confia a toda a Igreja para que “a comunidade cristã se concentre sobre o grande valor que a Palavra de Deus ocupa na sua existência cotidiana”, escreve o Papa na carta.

Na conclusão do Jubileu da Misericórdia, na carta apostólica “Misericordia et misera”, Papa Francisco já havia feito uma alusão a esta perspectiva: “Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura: um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo”.

Apresentando a iniciativa na coletiva, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella. Ele destacou que são muitas e diversas as iniciativas pastorais que colocam no centro o conhecimento, a difusão, a reflexão e o estudo da Sagrada Escritura e, entre os exemplos, citou a Comunidade Canção Nova no Brasil.

“Este Domingo da Palavra de Deus, portanto, coloca-se como uma iniciativa pastoral de Nova Evangelização, com o escopo de reavivar a responsabilidade que os crentes têm no conhecimento da Sagrada Escritura e em mantê-la viva através de uma obra de permanente transmissão e compreensão, capaz de dar sentido à vida da Igreja nas diversas condições em se encontra”, afirmou.

Ecumenismo

Dom Rino comentou ainda na coletiva o valor ecumênico desta data, que será celebrada sempre no III Domingo do Tempo Comum, próximo ao dia do diálogo entre judeus e católicos e da Semana de Oração pela unidade dos cristãos.

“Não é, obviamente, uma mera coincidência temporal, mas uma escolha que pretende marcar mais um passo no diálogo ecumênico, colocando a Palavra de Deus no coração do próprio compromisso que os cristãos são chamados a realizar cotidianamente”.

A celebração no Vaticano

Em 26 de fevereiro, Papa Francisco presidirá a Santa Missa na Basílica de São Pedro às 10h (hora local). Ao final da celebração, um gesto simbólico da parte do Papa: entregará a Bíblia a 40 pessoas representantes de várias expressões da vida cotidiana: do bispo ao estrangeiro, do sacerdote ao catequista, dos consagrados a policiais e à guarda suíça, dos embaixadores a docentes universitários, do pobre ao jornalista; também um representante das Igrejas Ortodoxas e das Comunidades Evangélicas.

“A todos é confiada a Sagrada Escritura para indicar a atenção que somos chamados a dar à Palavra de Deus, para que não permaneça um livro em nossas mãos, mas se torne uma provocação contínua para que seja de oração, leitura, meditação e estudo. Este Domingo quer provocar todos os cristãos a não colocar a Bíblia como um dos tantos livros na estante de casa, talvez cheios de pós, mas um instrumento que desperte a nossa fé”.

Para preparar a celebração deste Domingo, foi feito um subsídio pastoral em italiano, já traduzido em francês, espanhol, português, polonês e inglês, disponível somente online, que os párocos e agentes pastorais poderão utilizar para encontrar ideias e instrumentos para a animação desse dia.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco confirma intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020

Nesta quinta-feira, 9 de janeiro, em seu discurso aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, o Papa Francisco reiterou sua intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020.

Referindo-se à sua viagem apostólica na África que realizou no ano passado a Moçambique, Madagascar e Maurício, o Santo Padre lembrou o Sudão do Sul e afirmou que almeja que “seus cidadãos possam viver na paz e na prosperidade”, assim como também “colaborar no crescimento democrático e econômico do país”, por isso acrescentou que espera visitá-lo “no decurso deste ano”.

Nesse sentido, o Pontífice lembrou o retiro espiritual que ocorreu em abril passado no Vaticano com os líderes do país e “a preciosa contribuição do Arcebispo de Cantuária, Sua Graça Justin Welby, e do ex-Moderador da Igreja Presbiteriana da Escócia, o Reverendo John Chalmers”.

"Confio que aqueles que têm responsabilidades políticas continuem o diálogo, com a ajuda da Comunidade Internacional, para implementar os acordos alcançados", encorajou o Papa.

 

 

Além disso, Francisco mencionou a assinatura de um acordo global na República Centro-Africana, assinado em fevereiro de 2019 "para pôr termo a mais de cinco anos de guerra civil".

Posteriormente, o Pontífice olhou para outras partes do continente e disse que "dói constatar como continuam episódios de violência contra pessoas inocentes, entre as quais muitos cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho".

Especificamente, o Papa citou Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria e apelou: “Exorto a Comunidade Internacional a apoiar os esforços que estes países estão a fazer na luta para derrotar o flagelo do terrorismo, que está a cobrir de sangue partes cada vez mais extensas da África, bem como outras regiões do mundo”.

O último episódio ocorreu na Nigéria, onde membros do grupo terrorista Boko Haram, fiel ao Estado Islâmico, assassinaram dez cristãos.

O Estado Islâmico anunciou esse massacre em 26 de dezembro, um dia após o Natal.

Por essa razão, o Papa Francisco acrescentou que, “à luz destes acontecimentos, é necessário que se implementem estratégias que incluam intervenções não só no campo da segurança, mas também na redução da pobreza, na melhoria do sistema de saúde, no desenvolvimento e na assistência humanitária, na promoção da boa governança e dos direitos civis”, porque “tais são os pilares de um real desenvolvimento social”, concluiu.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco: A verdadeira paz é semeada no coração

Durante a Missa celebrada em 9 de janeiro na Casa Santa Marta, o Papa Francisco alertou sobre a "tentação do diabo de fazer guerra" e lembrou que "a verdadeira paz é semeada no coração".

Em sua homilia, o Santo Padre convidou a questionar "como vai a paz em casa" e se o nosso coração está "em paz" ou "ansioso".

“Geralmente, nosso modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra: destruir o outro, sujar o outro. E isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente, vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”, assinalou o Papa.

Nesse sentido, o Pontífice comentou a primeira leitura da Liturgia do dia, na qual o evangelista São João indica o caminho para alcançar a paz interior que é: "permanecer no Senhor".

“Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós. Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão”, explicou.

Por isso, o Santo Padre sugeriu “permanecer no Senhor” e acrescentou: “Como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: Se nos amarmos uns aos outros. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Por fim, o Papa Francisco exortou em sua homilia a rezar para que o Senhor conceda paz no mundo.

“Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação... Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos... A mente se dirige imediatamente para lá quando falamos de paz: ‘Que o Senhor nos dê a paz’. E isso está certo. Devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”, concluiu.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

1 João 4,19 - 5,4

Caríssimos, 19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.

5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

Ver matéria completa ...
Papa pede que educação católica seja uma proposta de esperança para o mundo

O Papa Francisco espera que a educação católica "possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo".

Assim escreveu o Pontífice em uma mensagem dirigida aos participantes do XXVI Congresso Interamericano de Educação Católica, realizado em Santiago, Chile, até a última sexta-feira, 10 de janeiro.

Na carta papal, assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o Santo Padre envia uma cordial saudação aos organizadores e participantes do XXVI Congresso da Confederação Interamericana de Educação Católica, cujo tema é "Liderança, comunicação e marketing".

Segundo informou ‘Vatican News’, em 10 de janeiro, a mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Núncio Apostólico no Chile, Dom Alberto Ortega Martín, no início do Congresso.

"O Santo Padre os anima em sua reflexão sobre os desafios que os responsáveis pela escola católica devem enfrentar a fim de promover nela uma autêntica cultura do encontro, de modo que possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo", lê-se na carta.

Ao finalizar, o Pontífice solicita que "rezem por ele e por seu serviço à Igreja universal" e os encomenda à proteção materna de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Chile, enquanto concede com afeto a Bênção Apostólica.

Encontro Mundial de Educação

Em setembro de 2019, o Papa Francisco pediu à Congregação para a Educação Católica a organização no Vaticano de um encontro mundial sem precedentes sobre educação com o tema "Reconstruir o pacto educativo global".

O encontro será em 14 de maio de 2020 e o próprio Pontífice anunciou esta iniciativa por meio de uma mensagem de vídeo.

Este encontro global – explicou o Papa – visa "reavivar o compromisso por e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz da escuta paciente, do diálogo construtivo e da mútua compreensão”.

"Hoje, mais do que nunca, é necessário unir os esforços por uma aliança educativa ampla para formar pessoas maduras, capazes de superar as fragmentações e contraposições e reconstruir o tecido das relações por uma humanidade mais fraterna”, advertiu o Papa Francisco.

Ver matéria completa ...
Reflexão sobre a liturgica da Festa do Batismo do Senhor

O tema do Evangelho deste domingo está no versículo 15:  “Devemos cumprir toda a justiça”. Jesus fala essa mensagem a João Batista e, como percebemos, fala na primeira pessoa do plural. Ele fala em nome do Pai – cujo projeto Jesus cumpre fielmente -  está falando em nome do Espírito – que virá sobre ele -  e também em nome de todos aqueles que se comprometem com ele, desde a Virgem Maria, passando por São José, pelo próprio João Batista e chegando até nós.

Essa justiça que constrói o Reino está dentro de nossa história e se caracteriza não pela violência como João anunciava, como vimos no primeiro Domingo do Advento, mas na solidariedade para com os pecadores, como nos anunciou o Evangelho do segundo Domingo.

O Pai quer que Jesus salve a humanidade, essa é a justiça que ele deverá cumprir. Para isso se solidariza com a humanidade ao receber de João o batismo de penitência. Contudo o Pai e o Espírito manifestam que o verdadeiro batismo se dá fora da água, se realiza quando Jesus sai do Jordão, o céu se abre, o Espírito vem sobre Jesus e pousa sobre ele. Jesus assumiu o projeto do Pai, irá realizar a justiça, irá redimir a humanidade, o Espírito o ungiu para isso!

Neste momento recordemos as palavras de Isaías na primeira leitura: “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. Em Jesus se realiza essa vocação. Ele é rei e sacerdote, foi ungido para cumprir toda a justiça dando origem ao Reino de Deus.

Recordemos o nosso batismo. Fomos inseridos no Povo de Deus também para essa missão, cumprir a justiça, não apenas para nos salvar. Temos uma dimensão apostólica, colaborar com o Senhor na instauração da justiça, da solidariedade, da acolhida a todos, especialmente daqueles que são marginalizados porque pecadores.

A missão é ir atrás da ovelha perdida, é resgatar os extraviados, é colaborar para que a cana rachada não se quebre e nem o pavio que ainda fumega seja apagado, como falou Isaías.

Ser batizado é ter um coração misericordioso e integrador, como o de Jesus. De acordo com esse coração que é reflexo do amor do Pai, justiça não é manter as pessoas excluídas por causa de seus erros, mas justiça é transformá-las em filhas de Deus, assim como aconteceu e acontece com cada um de nós.

Ver matéria completa ...
Durante encontro com o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, Papa falou sobre temas atuais; queimadas na Austrália, impasse na Venezuela e proteção do meio ambiente também foram citados

A crise entre Estados Unidos e Irã, as queimadas na Austrália, o impasse na Venezuela e a proteção do meio ambiente foram alguns dos temas atuais que estiveram presentes no discurso do Papa Francisco ao corpo diplomático. Na Sala Regia do Palácio Apostólico, no Vaticano, estavam presentes nesta quinta-feira, 9, os embaixadores dos 183 países com os quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas, incluindo o Brasil.

A longa e minuciosa análise do Pontífice partiu da palavra esperança. “Infelizmente, o novo ano aparece-nos constelado não tanto de sinais encorajadores, como sobretudo de uma intensificação de tensões e violências. É precisamente à luz destas circunstâncias que não podemos cessar de esperar. E esperar exige coragem”, destacou.

América

O Papa recordou cada uma de suas viagens apostólicas realizadas em 2019 e fez uma resenha de todos os continentes, começando pela América. No Panamá, em janeiro, Francisco visitou o país por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

A primeira lembrança resgatado pelo Santo Padre, porém, foi a de jovens abusados por membros do clero. “Trata-se de crimes que ofendem a Deus, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a vida de comunidades inteiras”, frisou. O Pontífice reiterou o compromisso da Igreja em debelar esta chaga e os esforços que vem fazendo, como, por exemplo, o encontro realizado em fevereiro com os presidentes de todas as Conferências Episcopais. O evento marcado para o próximo mês de março, visando um novo pacto educativo global, foi citado pelo Papa,

O Sínodo para a Amazônia, realizado no Vaticano em outubro passado, também foi comentado por Francisco. “O Sínodo foi um evento essencialmente eclesial, mas não podia eximir-se de abordar outras temáticas – a começar pela ecologia integral – que dizem respeito à própria vida daquela região tão vasta e importante para todo o mundo, uma vez que a floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a terra cada vez mais ameaçada”, afirmou.

Ainda sobre o continente americano, o Pontífice mencionou explicitamente a Venezuela e criticou as polarizações ideológicas: “Em geral, os conflitos da região americana, embora possuindo raízes diferentes, são irmanados pelas profundas desigualdades, as injustiças e uma endêmica corrupção, bem como pelas várias formas de pobreza que ofendem a dignidade das pessoas. Por isso, os líderes políticos esforcem-se por restabelecer, urgentemente, uma cultura do diálogo em prol do bem comum e por fortalecer as instituições democráticas e promover o respeito pelo estado de direito, a fim de prevenir deslizes antidemocráticos, populistas e extremistas”.

Oriente Médio

Ao falar de sua viagem ao Marrocos e aos Emirados Árabes Unidos, ocasião em que assinou o Documento sobre a Fraternidade Humana com o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, o Santo Padre enquadrou uma das situações mais explosivas do planeta: o Oriente Médio e a península arábica.

Síria, Iêmen, Líbia, Israel e Palestina foram citados, mas a atenção de Francisco se concentrou sobre o que aconteceu recentemente no Iraque.“Particularmente preocupantes são os sinais que chegam de toda a região, após a recrudescência da tensão entre o Irã e os Estados Unidos que se arrisca, antes de tudo, a colocar a dura prova o lento processo de reconstrução do Iraque, bem como a criar as bases de um conflito de mais vasta escala que todos quereríamos poder esconjurar”.

O Papa completou: “Renovo o meu apelo a todas as partes interessadas para que evitem um agravamento do conflito e mantenham ‘acesa a chama do diálogo e do autocontrole’, no pleno respeito da legalidade internacional”.

Europa

Sobre a Europa, o Pontífice relembrou suas viagens à Bulgária, Macedônia do Norte e Romênia. Francisco não esqueceu dos migrantes e refugiados, constatando que o Mediterrâneo permanece um grande cemitério. Falou das tensões no Cáucaso, nos Bálcãs e na Ucrânia e citou uma série de datas comemorativas: os 45 anos da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), os 70 anos do Conselho Europeu e os 30 anos da queda do Muro de Berlim.

“O Muro de Berlim permanece emblemático de uma cultura da divisão que afasta as pessoas umas das outras e abre caminho ao extremismo e à violência. Vê-lo-emos sempre mais na linguagem de ódio amplamente usada na internet e nos meios de comunicação social. Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade”.

Outro fato que mereceu uma menção por parte do Santo Padre foi o incêndio que destruiu a Catedral de Notre Dame, em Paris. De acordo com Francisco, a situação mostrou como é frágil e fácil destruir até o que parece sólido e trouxe à tona o tema dos valores históricos e culturais da Europa. “Em um contexto onde faltam valores de referência, torna-se mais fácil encontrar elementos de divisão que de coesão”.

África

A África ganhou destaque, quando o Papa fez memória de suas viagens a Moçambique, Madagascar e Maurício, ressaltando os sinais de paz e de reconciliação. Todavia, Francisco manifestou o seu pesar pela violência e atos de terrorismo em Burkina Faso, Camarões, Mali, Níger, Nigéria, República Centro-Africana e Sudão. O Pontífice falou sobre os cristãos que pagam com a vida a sua fidelidade ao Evangelho. E mais uma vez manifestou publicamente seu desejo de visitar o Sudão do Sul este ano.

Ásia

Por fim, a viagem à Tailândia e Japão foi citada. A atenção se concentrou sobre o testemunho dos hibakusha, isto é, os sobreviventes aos bombardeios atômicos em Hiroshima Nagasaki. O Santo Padre voltou a repetir que o uso das armas atômicas é imoral e que é possível e necessário livrar-se desses armamentos.

Austrália

A última nação citada pelo Pontífice foi a Austrália, que vem sofrendo com os incêndios nos últimos meses. “Ao povo australiano, especialmente às vítimas e a quantos vivem nas regiões atingidas pelos fogos, desejo certificá-los da minha proximidade e oração”.

Além de se debruçar sobre situações inerentes aos países, o Papa recordou ainda os 75 anos da Organização das Nações Unidas, cujo serviço até aqui foi um “sucesso”, especialmente para evitar outra guerra mundial, mas que hoje necessita de uma reforma geral para torná-la ainda mais eficaz.

Mulheres

Outra data que inspirou Francisco foram os 500 anos da morte do artista italiano Rafael Sanzio, que tinha como um de seus temas preferidos retratar Nossa Senhora. E lembrou que a Igreja celebra em 2020 os 70 anos da proclamação dogmática da Assunção da Virgem Maria ao Céu.

“Com o olhar posto em Maria, desejo dirigir uma saudação particular a todas as mulheres, 25 anos depois da IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher, realizada em Pequim no ano de 1995, com votos de que em todo o mundo se reconheça cada vez mais o precioso papel das mulheres na sociedade e cessem todas as formas de injustiça, desigualdade e violência contra elas”.

O Santo Padre frisou que “toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus”, “um crime que destrói a harmonia, a poesia e a beleza que Deus quis dar ao mundo”.

Diplomacia

A justiça e a paz, finalizou o Pontífice, serão totalmente restabelecidas no final do caminhar terreno. Até lá, a diplomacia é a tentativa humana – “imperfeita, mas sempre preciosa” – para se alcançar esses frutos. “Com este compromisso, renovo a todos vocês, queridos embaixadores e ilustres convidados aqui reunidos, e aos seus países, os meus votos cordiais de um novo ano cheio de esperança e repleto de bênçãos”, finalizou.

Ver matéria completa ...
Sem paz no coração, não haverá paz no mundo, adverte Papa

“Que o Senhor nos dê o Espírito Santo para permanecer Nele e nos ensine a amar, simplesmente, sem fazer guerra aos outros”. Esta foi a oração do Papa Francisco na missa celebrada nesta quinta-feira, 9, na capela da Casa Santa Marta. Durante sua homilia, o Pontífice destacou que não é possível ser cristão e semear a guerra.

Recordando a oração no início da Liturgia, com a invocação a Deus para conceder a “todas as pessoas” uma “paz segura”, Francisco se concentrou nos temas da atualidade. “Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação”.

O Santo Padre complementou: “Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos, a mente dirige-se imediatamente para lá quando falamos de paz, [quando rezamos] para que o Senhor nos dê a paz. E isso está certo; e devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”.

O Papa exortou os fiéis a se perguntarem: Como vai a paz em minha casa? Meu coração estão “em paz” ou “ansioso”, sempre “em guerra, em tensão de ter algo mais, para dominar, para ser ouvido”?. A paz das pessoas ou de um país é semeada no coração, explicou Francisco. “Se não temos paz no coração, como pensamos que haverá paz no mundo?”, questionou. O Pontífice advertiu que habitualmente homens e mulheres não pensam nisso.

A primeira leitura desta quinta-feira, 9, de São João Apóstolo, indica o caminho para alcançar a paz interior e permanecer no Senhor, sublinhou o Santo Padre. “Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós”.

“Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão. Permanecer no Senhor. E como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: ‘Se nos amarmos uns aos outros’. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Francisco falou sobre o amor verdadeiro, que não é aquele das novelas, nem um espetáculo, mas que leva homens e mulheres a falarem bem dos outros. O Papa aconselhou:  “Se eu não posso falar bem, fecho a boca, não falo mal e não conto coisas ruins. Porque falar mal dos outros é guerra”. O amor, sublinhou o Pontífice, se mostra nas pequenas coisas.

“Se existe a guerra no meu coração, haverá guerra na minha família, haverá guerra no meu bairro e haverá guerra no local de trabalho. Os ciúmes, as invejas, as fofocas nos levam a fazer guerra um com o outro, destroem, são como sujeiras”, destacou. O Santo Padre convidou os fiéis a refletirem: Quantas vezes o “espírito de paz” ou ” espírito de guerra” dominam minhas falas e discursos?. “Cada um tem os seus pecados, eu olho para os meus e os outros terão os deles, para assim fechar a boca”, completou.

O modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra, apontou o Papa. ” Destruir o outro, sujar o outro, isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”.

Quando o diabo consegue que homens e mulheres façam guerra, fica feliz, pois não precisa mais trabalhar, alertou o Pontífice. “Somos nós que trabalhamos para destruirmo-nos um ao outro, (…) somos nós que levamos avante a guerra, a destruição, destruindo antes a nós mesmos, porque expulsamos o amor e depois os outros”. Francisco observou como, de fato, a humanidade é dependente desse hábito de sujar os outros. “É uma semente que o diabo colocou dentro de nós”.

Ver matéria completa ...
Jubileu de Prata Pe. Gilmar
Ver matéria completa ...
Retrospectiva Paroquial 2019

O ano de 2019 está  chegando ao fim. Assim, nada melhor do que relembrar as grandes bênçãos que Deus derramou sobre nós neste ano tão especial, principalmente com as Missões de Evangelização nos setores.

Veja abaixo as atividades que marcaram a vida de nossa paróquia nesse ano:

Geral

  • 6 Formações de Preparação para o Batismo
  • 177 crianças foram batizadas
  • 3 Encontros de Formação de Preparação para o Matrimônio 
  • 38 casais receberam o sacramento do Matrimônio
  • 20 adultos receberam os sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma
  • 720 famílias foram atendidas pelos Vicentinos 
  • 660 gestantes e famílias atendidas pela Pastoral da Criança 
  • 400 pessoas foram atendidas pela Casa Abrigo
  • 538 Missas celebradas em 2019 
  • 168 Celebrações da Partilha 

Janeiro

 Investidura de novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística

Celebração dos 24 anos de sacerdócio do Padre Gilmar

 

Fevereiro

 Missas com Benção das Gargantas

Formação Diocesana da Campanha da Fraternidade 2019

Festa das Inscrições da Catequese

Abertura do Ano Catequético na Paróquia

 Início da Lavagem Externa da Igreja

 

Março

Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade

Missa da Quarta-feira de Cinzas e Início da Quaresma

Missa e Procissão da Penitência

Leilão de Gado da Catedral

Festa da Ácies da Legião de Maria

Mutirão de Confissões

 

Abril

Ceia judaica da OFS

Semana Santa

Domingo de Ramos 

Missa dos Santos Óleos

Missa do Lava Pés

Celebração da Cruz

Encenação da Via Sacra

Vigília Pascal

Domingo de Páscoa

Aniversário de Fundação da Casa Abrigo e homenagem ao ex-presidente João Guerche.

 

Maio

Celebração dos Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma para os Adultos

Vigília pelos Mortos de AIDS

Coroação de Nossa Senhora

 

Junho

Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Chá Beneficente

Corpus Christi

Alimentos para o Hospital de Amor 

Festa Junina da Catequese

Dia de Oração pela Santificação do Clero

 

Julho

Mês do Dízimo

Aniversário Natalício do Padre Gilmar

Almoço Beneficente em prol da Casa Abrigo

Missa pelos Doentes

Aniversário de 3 anos da criação da Diocese e eleição canônica de Dom Moacir

Missa com o Padre Nino 

 

Agosto

Mês Vocacional

Início das celebrações em preparação ao Jubileu de 25 anos de Vida Sacerdotal do Padre Gilmar Margotto

Missa pelo Aniversário de Votuporanga

Semana da Família

Show com Eugênio Jorge

Encerramento da Semana da Família

Aniversário Natalício de Dom Moacir

Noite com Jesus (Catequese)

 

Setembro

Mês da Bíblia

Aniversário de Ordenação Diaconal

8 anos de falecimento do Padre Edemur 

Encontro de Mães

3º Encontro de Coroinhas e Acólitos

Encontro de Pais

Início do Terço Vocacional do Jubileu do Padre Gilmar

 

Outubro

Abertura do Mês Missionário Extraordinário

Novena da Padroeira

Benção dos Animais

30 anos da OFS em Votuporanga

Aniversário de Ordenação Episcopal de Dom Moacir

 Dia da Padroeira

Quermesse

Concurso Boneca e Boneco Vivos

Canonização da Santa Dulce dos Pobres

Aniversário de instalação da Diocese

8 anos do Padre Gilmar como nosso pároco

 

Novembro

Chá Beneficente em prol da Casa Abrigo

Dia Mundial dos Pobres

 

Dezembro

Aniversário de Ordenação Presbiteral de Dom Moacir

Concerto de Natal na Catedral

Celebrações do Natal do Senhor

Ver matéria completa ...
5 coisas que talvez não saiba sobre os Santos Inocentes

No marco da festa dos Santos Inocentes, apresentamos 5 coisas que talvez não sabia sobre estes mártires, cujas mortes seguem repercutindo na sociedade de hoje, segundo artigo de Pe. Sergio Román, publicado no SIAME (Serviço Informativo da Arquidiocese do México).

1. A história

Herodes disse aos Magos do Oriente que ele estava muito interessado no rei que tinha acabado de nascer e pediu-lhes para informá-lo sobre este rei em seu retorno para também ir adorá-lo. A estrela guiou os Magos até a criança e, cumprida sua missão, voltaram para seus países de origem por outros caminhos, pois um anjo lhes avisou em sonhos que Herodes queria matar Jesus.

Desapontado com os Magos, Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos com o desejo de acabar com aquele Rei nascido em Belém, que colocava em perigo seu próprio reinado. Um genocídio. A matança dos inocentes. A Igreja os recorda no dia 28 de dezembro, unidos aos Natal, porque eles não morreram por Cristo, mas no lugar de Cristo.

2. Herodes, o Grande!

Assim se fazia chamar aquele rei da Palestina, fantoche do Império Romano. Foi grande porque soube ganhar guerras e conquistar terras para o seu reino, mas também por seus crimes: casou-se com Mariana, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; sua esposa Mariana; os irmãos dela, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.

Quando ficou enfermo, mandou prender todos os personagens importantes de Jericó, com a ordem de que assim que morresse, matassem-nos a flechadas. Quando Herodes morreu, esta ordem não foi cumprida. Com esses dados, podemos compreender que para ele foi fácil mandar matar os Santos Inocentes. Quantos foram? Hoje, sabe-se que Belém não devia ter mais de mil habitantes e que a este número, provavelmente, corresponderia uma população de 20 meninos.

3. A gruta de Belém

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que deu paz aos cristãos no século IV, construiu uma Basílica sobre a gruta de Belém, onde o Menino Jesus nasceu. Essa Basílica, reconstruída, ainda existe e guarda em sua cripta a preciosa gruta onde uma estrela de prata marca o lugar do santo nascimento. “Aqui nascei Jesus Cristo de Maria, a Virgem”, diz a inscrição em latim.

A gruta de Belém é um sistema de cavernas que se estendem debaixo da antiga basílica e do templo católico de Santa Catarina. Em uma dessas cavernas foram encontrados restos de crianças enterradas. O primeiro pensamento foi que eram os restos dos Santos Inocentes, mas os caixões correspondiam a uma época muito posterior. De todo modo, essa caverna foi dedicada à memória dos Santos Inocentes.

4. Ain Karen

Ain Karen é uma cidade perto de Jerusalém. Segundo a tradição, é o lugar da “Visitação” e do nascimento de João Batista. Este era mais velho do que Jesus apenas seis meses e existe a lenda de que também ao ser vítima de Herodes. Perseguida por soldados assassinos, sua mãe Isabel buscou uma rocha no monte atrás da qual ocultou seu pequeno João antes que os soldados a alcançassem.

Quando os soldados a alcançaram, procuraram até atrás da rocha, mas não viram nada. Quando saíram, Isabel correu para buscar seu menino e descobriu que a rocha tinha aberto um espaço para dar lugar em seu interior ao pequeno perseguido e, assim, salvou João Batista. Na Basílica da Visitação, sobre o monte, guarda-se uma estranha rocha que recorda esta história.

5. Os santos inocentes de hoje

A celebração litúrgica deve nos recordar não apenas o fato histórico daquelas crianças assassinadas no lugar de Cristo, mas também o acontecimento diário de todos aqueles inocentes perseguidos e assassinados entre nós. Os humanos somos capazes de monstruosidades que nos envergonham.

Seguimos assassinando por motivos religiosos, políticos, econômicos e, cada vez que denunciamos um desses crimes, clamamos indignados “Nunca mais!”, para, em seguida, repetir a história. Não permaneçamos indiferentes ante esses genocídios, despertemos em nós a solidariedade e unamos nossas vozes e nossas ações às desses inocentes que seguem morrendo no lugar de Cristo.

Ver matéria completa ...
Papa destaca exemplo de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja

No dia de Santo Estêvão, nesta quinta-feira, 26, a recordação dos mártires de ontem e de hoje. No Vaticano, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro destacando o exemplo desse que foi o primeiro mártir da Igreja Católica.

Francisco explicou que a liturgia de hoje apresenta os momentos finais da vida de Estêvão. Diante da alegria do Natal, a memória do primeiro cristão assassinado por causa de sua fé pode parecer fora de lugar, disse o Papa, mas está em sintonia com o verdadeiro significado do Natal.

“No martírio de Santo Estevão, a violência é derrotada pelo amor, a morte pela vida. Ele, na hora do testemunho supremo, contempla o céu e concede a seus perseguidores o seu perdão”, explicou.

O Santo Padre destacou que Santo Estêvão soube narrar Jesus com as palavras e sobretudo com a sua vida. A partir de seu exemplo, também os fiéis hoje fixam o olhar sobre Jesus, testemunha fiel do Pai, e aprendem que a glória do céu não é feita de riquezas e poderes, mas de amor e doação de si.

“Precisamos manter o olhar fixo sobre Jesus, autor e aperfeiçoador da nossa fé, para poder dar razão da esperança que nos foi dada através dos desafios e das provações que devemos enfrentar cotidianamente”.

Estevão era diácono e ensina a anunciar Cristo em gestos de caridade evangélica, acrescentou o Santo Padre. “Seu testemunho, culminado no martírio, é fonte de inspiração para a renovação das nossas comunidades cristas. Elas são chamadas a se tornarem sempre mais missionárias, voltadas à evangelização, decididas a alcançar homens e mulheres nas periferias existenciais e geográficas onde há mais sede de esperança e salvação”.

Celebrar o primeiro mártir da Igreja também é um convite a recordar todos os mártires de ontem e hoje, disse o Papa, enfatizando que hoje são muitos os mártires. “Que Maria, mãe do Redentor, nos ajude a viver esse tempo do Natal fixando o olhar em Jesus, para nos tornarmos a cada dia mais semelhantes a Ele”, concluiu.

 

Ver matéria completa ...
Padre explica o que é e como viver a Oitava de Natal

Nesta semana, a Igreja vive a Oitava de Natal. Mas o que é este tempo? A Solenidade do Natal não é vivida somente em um dia, mas é estendida por oito dias, bem como a oitava da Páscoa. O período da Oitava de Natal vai até o dia 1º de Janeiro, quando se celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus.

Padre Reginaldo Carreira explica que os oito dias da Oitava de Natal são celebrados como se fossem um único dia, e que começaram a ser vividos depois do surgimento da Oitava da Páscoa.

“No decorrer do caminho da Igreja, começou-se a se celebrar a oitava da Páscoa, oitava de Pentecostes, uma série de oitavas no sentido de comemorar a semana toda, de domingo a domingo, não só por ser uma semana festiva, de festas consideradas especiais, mas por entender o oitavo dia como o dia sem ocaso, o dia final, o dia da ressurreição, da plenitude. Então nesse sentido a Igreja sempre nos remete à visão também do Céu, da Igreja definitiva. A Igreja começou a celebrar as oitavas, e no decorrer do caminho ficaram a Oitava de Natal e a Oitava de Páscoa, porque são festas ligadas e as mais importantes. O mistério da encarnação tem seu sentido e toda a nossa fé cristã tem seu sentido a partir do mistério da Páscoa de Jesus.”

O sacerdote acrescenta que a Oitava de Natal é uma celebração litúrgica que faz lembrar a Encarnação de Jesus, que se fez homem para salvar a humanidade.

Festas nesse Período

Durante o período da Oitava de Natal, no calendário litúrgico, há outras festas. “É interessante que a festa da Oitava de Natal não tira a importância das outras celebrações que acontecem nesse período, que também são muito significativas”. 

No dia 26, é celebrada a festa de Santo Estêvão: “primeiro mártir, testemunho de um amor, de uma doação, de uma entrega que tem sentido por causa da fé na ressurreição e na encarnação de Jesus. A missão de Jesus foi tão eficaz que as pessoas tiveram coragem de dar a vida por Ele”. 

Dia 27, celebra-se São João Apóstolo e Evangelista: “É quem nós chamamos de discípulo amado, que fala de uma forma mais profunda do mistério da Encarnação, não explicando de uma maneira histórica, mas de uma forma mais teológica”. 

Outra festa é dos Santos Inocentes, no dia 28: “Essa festa tem todo o sentido no Natal de Jesus, pois Maria e José fugiram com Jesus para o Egito devido à ordem de Herodes”. 

No meio deste tempo, também é comemorada a Festa da Sagrada Família, no dia 30 de dezembro: “Jesus que nasceu numa família pra salvar nossa família; é na família que está centrada nossa experiência de vida e de amor.”

A Oitava de Natal se encerra com a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. “É uma forma de consagrar a Nossa Senhora, a mãe de Deus, todo o ano que se inicia. Essa festa coroa a Oitava de Natal falando de Maria como Mãe, porque o mistério da Encarnação aconteceu a partir do Sim sincero, profundo, e convicto de Nossa Senhora”. 

Como viver a Oitava de Natal

O sacerdote salienta que o período da Oitava de Natal, além de repleto de celebrações litúrgicas, pode e deve ser vivido de forma pessoal, através da oração do terço (especialmente dos Mistérios Gozosos), e da contemplação do Mistério da Encarnação. Também é importante sinalizar a casa, com velas e luzes, como forma de demonstrar a alegria da chegada do Senhor. Também, claro, participar da Missa dentro do possível. 

“Mas o mais importante é entender que todos esses sinais devocionais, rituais ou litúrgicos que a gente celebra só têm sentido se acontecer o nascimento espiritual, se a gente alimentar no nosso coração, para que nasça Jesus a partir daquilo que Ele quer que nós vivamos: o amor verdadeiro, o perdão sincero, a alegria coerente com o propósito de vida cristã. As festas que a gente vive nesse tempo, tanto de Natal quanto de Ano Novo, precisam ser norteadas pelo sentido delas: Jesus”. 

Ver matéria completa ...
Mensagem de Dom Moacir sobre o Natal do Senhor

Que ótima oportunidade estamos tendo pela bondade de Deus que mantém a nossa vida de celebrar mais um Natal com nossas famílias, amigos e comunidades.

Natal é uma festa bem popular. O comércio começa a falar dela desde novembro, fazendo as suas propagandas, estimulando o povo para as compras de presentes natalinos para os familiares e amigos. Isso tudo pode contribuir para a alegria da festa de Natal. Também as igrejas cristãs procuram ensinar o sentido essencial desta festa de Natal.  Nas nossas paróquias temos um período de quatro semanas, chamado tempo do Advento, como tempo oportuno para nos preparar espiritualmente para a Solenidade do Natal. Esse tempo longo de preparação mostra como é importante a festa do Natal para a nossa vida.

Outra festa cristã muito importante que temos na igreja católica é a festa da Páscoa. Ela tem também um longo tempo de preparação (Quaresma). Eis então as duas festas mais importantes da nova vida cristã: A festa da Páscoa que celebra a Ressurreição gloriosa de Cristo e que nos convida a renovar a nossa fé e o nosso compromisso em Jesus Ressuscitado e a festa do Natal que celebra o nascimento do Filho de Deus em Belém e Ele que vem nos libertar e salvar de todo tipo de escravidão.

Natal é para nós o reconhecimento do “grande presente” que Deus Pai deu para a humanidade: Jesus Cristo. O Evangelho da Vigília de Natal nos recorda o anúncio do anjo de Deus: “Não tenhais medo! Eis que eu vos anuncio uma grande alegria que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, em Belém” (Lc 2,9-11)

Diante desse evento somos convidados a festejar e meditar sobre esse mistério revelado na Sagrada Escritura e na Tradição cristã e perguntamos: por que Deus tomou essa iniciativa em favor de cada um de nós pecadores? E em última análise, podemos dizer que Deus tem agido assim não é por causa de nossos merecimentos diante dEle mas porque Ele nos ama com muita misericórdia.

E agora nos perguntamos: Se Deus nos presenteou com o seu divino Filho, Jesus de Nazaré, qual deve ser a nossa resposta diante de “grande presente recebido”?

Quando recebemos um presente de alguém, o sentimento que nos envolve normalmente é de gratidão para com o doador. Neste Natal, na sua realidade mais profunda nos faz pensar: que resposta eu estou dando no dia a dia, àquele que no Natal (histórico ou litúrgico) vem ao meu encontro para orientar a minha vida para a alegria, felicidade e liberdade?

Além disso o Natal aconteceu sim em Belém mas ele continua acontecendo em cada cristão que recebe Jesus como Filho de Deus em sua vida: Exemplo: O primeiro Natal do evangelista Mateus foi quando o Senhor Jesus o chamou na coletoria de imposto para segui-Lo. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Mateus, isto é, Jesus foi aceito no coração de Mateus. E isso mudou a vida de Mateus.

O apóstolo Paulo teve o seu primeiro Natal quando o Senhor Jesus Ressuscitado o chamou no caminho de Damasco. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Paulo, isto é, Jesus foi aceito no coração de Paulo. E isso mudou também a vida de Paulo.   Você já se perguntou, quando aconteceu o seu primeiro Natal com Jesus? Se isso já aconteceu, agradeça a Deus. Se não aconteceu peça a graça de Deus para que o Natal aconteça na sua vida também.

Por último, te convido neste tempo abençoado do Natal, além de meditar no sentido profundo do Natal, agradecer a Deus pelas inúmeras pessoas que estão acolhendo em suas vidas o “verdadeiro presente” do Natal e vão doravante a seguir os passos da “Luz” de Belém.

Desejo a todos um Feliz e Santo Natal. E que o mesmo Deus que nos enviou Jesus para ser Deus conosco renove em ti numerosas bênçãos.

 

Dom Moacir Ap. de Freitas

Clique aqui para ver mais Matérias