Notícias e Artigos Litúrgicos
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Missas de Corpus Christi na Catedral serão realizadas às 9h e às 17h30

Na próxima quinta-feira, 20 de junho, os fiéis católicos de Votuporanga celebrarão a Solenidade de Corpus Christi. Pela manhã serão celebradas Missas em todas as paróquias da cidade, sendo que na Catedral a Missa será realizada às 9h. Ao fim da tarde, os fiéis das Paróquias Nossa Senhora Aparecida, São Bento, Santa Luzia, São Cristóvão e São Benedito e Nossa Senhora de Fátima celebrarão unidos esta solenidade. A Santa Missa Solene e Procissão será celebrada às 17h30 na Sé Catedral e será concelebrada por padres e diáconos de nossa cidade.

Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Sagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para nossa cidade. A procissão passará pelas ruas Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Goiás. As ruas serão enfeitadas com tapetes e velas coloridas, e cada paróquia terá sua cor de vela. Os fiéis começarão a enfeitar as ruas a partir das 14h. A procissão retornará a Sé Catedral para a Benção Solene de Jesus Eucarístico. 

Como acontece todos os anos, pede-se aos fiéis a doação de alguns alimentos que serão destinados para o Hospital de Amor de Barretos. Neste ano, os alimentos pedidos são óleo, leite e feijão.

Significado

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
 
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

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Prestigie o Almoço da Casa Abrigo no dia 14 de julho

No próximo dia 14 de julho será realizado o tradicional Almoço Beneficente em prol da Casa Abrigo Irmãos de Emaús no Centro de Eventos da Catedral Nossa Senhora Aparecida. Os ingressos já estão sendo vendidos a 30 reais e podem ser adquiridos junto coordenadores da entidade ou secretaria paroquial. Crianças até 7 anos não pagam. O delicioso cardápio inclui churrasco (carne, frango, linguiça), farofa, mandioca, feijão gordo, salada e arroz. O almoço será servido das 11h30 às 14h e as bebidas podem ser adquiridas no local. 

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) foi fundada em 22 de abril de 1997, por membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga, liderados pelo Padre Edemur José Alves (In-memória), com sede própria neste município. 

É uma Associação Civil Filantrópica, sem fins lucrativos e em conformidade com a finalidade do seu Estatuto Social na execução de seus serviços, objetivando o atendimento a jovens, adultos, pessoas em migração e situação de rua com dependência indevida do uso de bebida alcoólica. 

É uma obra social da Catedral, que designa uma porcentagem do Dízimo paroquial, além da participação de muitos paroquianos que partilham espiritualidade junto aos usuários da entidade por meio de orações, encontros, reuniões, bem como a assistência do Diretor Espiritual Padre Gilmar Margotto, além do incentivo e veemência no desenvolvimento das atividades da Casa Abrigo, assim como conta com a ajuda de fieis através de doações e trabalhos voluntários. 

A entidade dispõe de 40 leitos assim distribuídos: 30 vagas para acolhimento a homens por tempo indeterminado com sistema de abrigamento e 10 vagas como Casa de passagem, sendo 07 vagas disponíveis ao público migratório para pernoite e 03 vagas à mulheres por curta temporada. 

Aqueles que permanecem na Casa Abrigo prestam atividades laborterápicas em horticultura, participação de suma importância destes usuários, visto que é a forma direta de contribuir com a manutenção da Entidade por meio de comercialização, além do consumo próprio. Eles também contribuem com tarefas auxiliares em jardinagem, limpeza e cozinha.

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Catedral Nossa Senhora Aparecida está realizando missões evangelizadoras nos setores

A Catedral Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Votuporanga está realizando todos os meses missões evangelizadoras nos setores da paróquia.
No sábado, dia 15 de junho, a missão foi realizada no setor 07, tendo início às 8h, com oração em uma residência do setor 7, e em seguida percorreu as ruas do setor. Foram visitados e abençoados diversas residências e comércios localizados na área do setor e muitas pessoas ficaram emocionadas ao receberem a benção em seus lares e locais de trabalho.
A ação é realizada pelo Conselho Missionário Paroquial (Comipa) e busca ressaltar que “Todos somos Igreja Missionária”.
As próximas missões serão realizadas nos dias 6 de julho, no setor 8; 3 de agosto, no setor 9; 21 de setembro, no setor 10; 26 de outubro, no setor 11; 30 de novembro, no setor 12; e 14 de dezembro, no setor 13.

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Conheça a história da Festa de Corpus Christi

História

Uma primeira coisa a saber é que não existe registo do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes.

A partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, pelo Bispo Albero em Liége, na Bélgica, podemos constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.

A Solenidade em honra ao Corpo do Senhor – “Corpus Chisti” –, que hoje celebramos na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, mais precisamente depois da festa da Santíssima Trindade, é oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV.

Como bem sabemos, Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e Ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi.  Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini.

Santa Juliana nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, na Bélgica. Essa localidade é importante, e, naquele tempo, era conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.

Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também uma monja agostiniana, era dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.

Com a idade de 16 anos, teve a primeira visão. Via a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.

Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Mais tarde, também outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.

A festa ficou conhecida

Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, e outros bispos faziam a mesma coisa em sua diocese. Tomou tal proporção, que veio a tornar-se não só uma festa do território da Bélgica, mas sim de todo o mundo. Sendo que, a festa mundial de Corpus Christi foi decretada oficialmente somente, em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.

Na cela onde jazia, foi exposto o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana faleceu contemplando, com um ímpeto de amor, a Jesus Eucaristia, por ela sempre amado, honrado e adorado.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada, em 1599, pelo Papa Clemente VIII.  Como vimos, ela morreu sem ver a procissão de forma mundial.

Depois da morte do Papa Alexandre IV, foi eleito o novo Papa, o cardeal Jacques Panteleón. Naquela época, a corte papal era em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde, em 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena.

Em que consiste esse milagre? Um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.

O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo até a ponte do Rio Claro, hoje atual Ponte do Sol. O Papa pegou as relíquias e mostrou à população da cidade.

O Santo Padre, movido pelo pelas visões de Santa Juliana, pelo prodígio e também a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula Transiturus de hoc mundo, em 11 de agosto de 1264. Esses fatos foram marcantes para se estabelecer a festa de Corpus Christi.

A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Foi assim que a festa de Corpus Chisti aconteceu, tendo como testemunho estes dois fatos: as visões de Santa Juliana e o milagre eucarístico de Bolsena.

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O significado de Corpus Christi para nós católicos

Na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, a Igreja nos convida a contemplar o mistério supremo da nossa fé: a Santíssima Eucaristia, presença real do Senhor Jesus Cristo no Sacramento do Altar. Cada vez que o sacerdote renova o sacrifício eucarístico, na oração da consagração, ele repete: “Este é o meu corpo (…) este é o meu sangue”. Ele empresta sua voz, as mãos e o coração a Cristo, que quis permanecer conosco e ser o coração da Igreja.

O dia de Corpus Christi, realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, é celebrado com a santa missa, seguida da procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A Celebração é o memorial da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da terra prometida e a adoração ao Santíssimo Corpo de Cristo é um dos gestos mais profundos de comunhão que podemos estabelecer com Cristo.

A festa de Corpus Christi nos leva ao século XIII. Mesmo sendo celebrado em cada missa, a Igreja Católica criou uma data para que o Corpo de Cristo pudesse ser especialmente lembrado. A justificativa vem de Liège, na Bélgica, onde no ano de 1243, uma freira chamada Juliana tendo visões nas quais Cristo revelava seu desejo de ver a Eucaristia ser festejada e reconhecida separadamente. Anos mais tarde o papa Urbano IV consagrou a festa para toda a Igreja por meio da Bula “Transiturus”, de 11 de agosto de 1264.

Nesta data, os fiéis reproduzem a tradição de fazer procissões pelas ruas, caminhando sobre um colorido tapete confeccionado a partir de materiais diversos: flores, serragem, farinha, folhas, areia. Esse costume chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus rumo à Terra Prometida.

Já a Hóstia levada num ostensório foi instituída em 1274. A procissão com o ostensório (carregando o Corpo de Cristo), seguia então por ruas enfeitadas nas cidades e aldeias. Os tapetes confeccionados expressam a fé e o amor do povo cristão por Jesus que volta a passar pelas ruas no entorno das paróquias.

O sacerdote com o ostensório caminha por cima dos tapetes. A procissão solene constitui o testemunho público da piedade do povo cristão para o Santíssimo Sacramento. Neste dia, o Senhor toma posse das nossas ruas e praças, atapetadas em muitos lugares com flores e ramos que simbolizam também a expressão de uma gratidão profunda pela presença real de Jesus na Eucaristia.

A data do Dia de Corpus Christi é móvel e é celebrada sempre na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, que por sua vez, acontece após o domingo de Pentecostes, ou seja, 60 dias após a Páscoa. Este ano no dia 15 de junho, mas em 2018 será em 31 de maio e em 2019 no dia 20 de junho.

A comemoração do Corpus Christi acontece sempre em uma quinta-feira, em referência à Quinta-Feira Santa, quando aconteceu a última ceia de Jesus com seus apóstolos. Nesta passagem, Cristo entrega simbolicamente sua vida a Deus e à humanidade. Jesus manda celebrar sua existência comendo o pão e bebendo o vinho (a Eucaristia), que se transformariam sem seu Corpo e Sangue.

O apóstolo João (Jo 6, 55-59) descreve a cena da seguinte forma:  “O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. A celebração da Eucaristia é, assim, a forma de reconhecer que Jesus continua vivo em meio à comunidade cristã.

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Paróquias arrecadarão alimentos para o Hospital do Amor de Barretos

Em diversas paróquias do país, a solenidade de Corpus Christi é ocasião para gestos concretos de doações de alimentos que auxiliam famílias carentes e instituições atendidas pelas dioceses. Em Votuporanga, os fiéis estão arrecadando alimentos para o Hospital do Amor, antigo Hospital de Câncer de Barretos, entidade mantida pela Fundação Pio XII e que atende milhares de pessoas de todo o Brasil, inclusive muitos votuporanguenses.

Neste ano serão arrecadados: óleo, leite e feijão. Os alimentos podem ser entregues nas secretarias das paróquias até o dia 20 (quinta-feira). As doações de alimentos para o Hospital do Amor tiveram início em 2007, mas há muito tempo é comum a doação de alimentos como gesto concreto em Corpus Christi.

A Santa Missa Solene seguida de Procissão será celebrada no dia 20 de junho, às 17h30, na Sé Catedral de Nossa Senhora Aparecida, quando os fiéis de  algumas paróquias e comunidades de Votuporanga celebrarão unidos a solenidade.

Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Consagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para a cidade. A procissão passará pelas ruas Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Goiás.

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Papa: o cristianismo deve influir positivamente na vida moral pública

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do encontro internacional “A atualidade de um novo compromisso” que teve início, em Caltagirone, na província de Catânia, sul da Itália, nesta sexta-feira (14/06).

O evento se realiza até o próximo dia 16, por ocasião do centenário do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, de 18 de janeiro de 1919, do pe. Luigi Sturzo, e tem como objetivo valorizar e atualizar o legado do pensamento do sacerdote italiano católico, fundador do Partido Popular Italiano.

Na mensagem, o Papa destaca que este centenário é importante para a história da Itália e da Europa. É uma “ocasião para refletir sobre a concepção cristã da vida social e sobre a caridade na vida pública, segundo o pensamento, a vida e as obas do Servo de Deus pe. Luigi Sturzo".

"Para o sacerdote de Caltagirone, a tarefa de informar de maneira cristã a vida social e política cabe aos cristãos leigos, através do compromisso e na liberdade que lhes compete em tal âmbito, colocando em prática os ensinamentos da Igreja, e elaborando uma síntese criativa entre fé e história que encontra a sua base no amor natural vivificado pela graça divina”.

Segundo o Pontífice, “com esse espírito, o amor ao próximo na política deve ser algo comum e não deve ser excluído (...). O amor ao próximo não consiste em palavras, mas em obras e verdade”.

Atualidade do apelo de pe. Sturzo

O ensinamento e testemunho de fé do pe. Sturzo "não devem ser esquecidos, sobretudo num período em que se pede à política para ser sensata ao enfrentar a grave crise antropológica”, ressalta o Papa.

A seguir, Francisco afirma que “devem ser lembrados os pontos principais da antropologia social do pe. Luigi Sturzo”, como “a primazia da pessoa na sociedade, a primazia da sociedade no Estado e da moral na política”.

Outros pontos importantes são “a centralidade da família, a defesa da propriedade com a sua função social como exigência de liberdade, a importância do trabalho como direito e dever de todo ser humano e a construção de uma paz justa através da criação de uma verdadeira comunidade internacional”.

Segundo o Papa, “esses valores se baseiam no pressuposto de que o cristianismo é uma mensagem de salvação que se encarna na história, se dirige a toda pessoa e deve influir positivamente na vida moral particular e pública”.

Compromisso responsável dos cristãos

Depois de cem anos do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, o encontro em Caltagirone convida a um “compromisso criativo e responsável dos cristãos, chamados a interpretar os sinais dos tempos à luz do Evangelho, para realizar uma prática social e política animada pela fé e vivida como exigência intrínseca da caridade”.

O Papa pensa sobretudo nos jovens que devem ser envolvidos adequadamente a fim de dar novo vigor, competência e impulso ao compromisso social e político.

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Emergência climática: “o tempo está se esgotando!”, adverte Papa

“Queridos amigos, o tempo está se esgotando!”, foi o que advertiu o Papa Francisco nesta sexta-feira, 14, ao se referir à emergência climática. O Pontífice discursou aos participantes do encontro “A transição energética e a tutela da casa comum”, promovido pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano. Esta é a segunda edição do evento que tem como objetivo promover um “diálogo” da Igreja com os dirigentes das empresas petrolíferas mundiais.

O evento se realizou na Casina Pio IV, nos Jardins Vaticanos, e ali o Pontífice manifestou sua preocupação com o “momento crítico” que o planeta está vivendo. “A atual crise ecológica, especialmente a mudança climática, ameaça o futuro da família humana”, disse o Papa, lamentando que por demasiado tempo os frutos das pesquisas científicas foram coletivamente ignorados. Um dos mais recentes, citado por Francisco, foi o relatório sobre o impacto do aquecimento global que ultrapassada a marca de 1,5º C nos próximos anos. Segundo o Santo Padre, quem paga e pagará a conta são os mais desfavorecidos e as futuras gerações.

“Como demonstra a atual situação, os pobres são os mais vulneráveis aos furacões, à seca, às inundações e aos outros eventos climáticos extremos. Por isso, certamente se requer coragem para responder ‘ao clamor sempre mais desesperado da terra e dos seus pobres’”, sublinhou. O Papa ressaltou que as futuras gerações estão prestes a herdar “um mundo arruinado”, fruto da irresponsabilidade. “De fato, como está se tornando sempre mais evidente, os jovens exigem uma transformação”, destacou.

Papa e os participantes do evento/ Foto: Vatican Media

O encontro no Vaticano examinou três pontos interconexos: uma correta transição energética, o preço do carvão e a transparência ao divulgar os riscos climáticos. A transição implica uma gestão do impacto social rumo a uma sociedade com baixo consumo de carvão. “Se for bem administrada, esta transição pode gerar novas oportunidades de emprego, reduzir as desigualdades e aumentar a qualidade de vida para as pessoas afetadas pela mudança climática”, evidenciou o Pontífice.

“As reflexões devem ir além das meras explorações daquilo que pode ser feito e concentrar-se sobre o que precisa ser feito”, exortou Francisco. Para o Santo Padre, a sociedade não pode permitir o luxo de esperar que outros tomem iniciativas ou dar prioridade a vantagens econômicas a curto prazo. “A crise climática requer de nós uma ação determinada aqui e agora e a Igreja está plenamente engajada a fazer a sua parte”, alertou.

Francisco concluiu reiterando que é necessária uma transição energética radical para salvar a casa comum: “Ainda há esperança e tempo para evitar os piores impactos da mudança climática, com a condição de que haja uma ação rápida e resoluta”.

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Papa: “Não tenham medo da ternura, pois ela dignifica”

O Papa Francisco enviou um vídeo, nesta quinta-feira, 14, por ocasião do Dia de “iMision”, ocorrido em Madri, para a formação gratuita de missionários digitais de língua espanhola. “iMision” é uma Associação, sem fins lucrativos, que reúne várias instituições católicas e pessoas interessadas em evangelizar o continente por meio digital.

Os objetivos da Associação, que nasceu em 2012, são: criar uma rede de missionários para formar, ajudar e trabalhar juntos na internet; oferecer uma formação de qualidade a todos os que desejam ser missionários digitais; e organizar eventos formativos.

Em seu vídeo, falando em espanhol, o Papa disse aos missionários: “Quero saudar todos vocês, que estão participando deste Dia Missionário Digital. Vão em frente! O problema que temos hoje não é tanto o que alguém diz ou que não diz, mas qual! Podemos dizer coisas dentro de ambientes de trabalho, totalmente assépticas, que não servem para nada. Podemos dizer coisas à distância, declarações que tampouco podem ser úteis ou que inspiram alguma coisa. O importante é dizer tudo com ‘proximidade’, estando perto”.

Francisco prosseguiu: “Quando alguém disser coisas com ‘proximidade’ expressa ternura: ternura de um olhar sereno, simples; ternura de uma palavra de encorajamento, de uma pessoa que acompanha quem fica para trás; ternura dos que estão sofrendo pelos efeitos desta civilização do ‘descarte’. Não tenham medo da ternura, pois ela dignifica e é linguagem de Deus. Deus se apresenta ao Povo de Israel dizendo como o trata: ‘Eu me comportei com ele – diz Deus – como um Pai que carrega seu filho nos braços’. Ele se apresenta com uma imagem de ternura. Logo, não tenham medo da ternura”.

“Vão em frente! Comprometam-se com o coração, então sim se pode ‘dizer’ coisas verdadeiras, não coisas assépticas, coisas declaratórias, coisas de compromisso, mas coisas que constroem o futuro. Abençoo todos vocês e não se esqueçam de rezar por mim. Que a Virgem os proteja”, concluiu o Santo Padre.

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Papa: “O amor ao próximo não consiste em palavras, mas em obras”

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do encontro internacional “A atualidade de um novo compromisso” que teve início, em Caltagirone, na província de Catânia, sul da Itália, nesta sexta-feira, 14. O evento se realiza até este domingo,16, por ocasião do centenário do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, de 18 de janeiro de 1919, do padre Luigi Sturzo, e tem como objetivo valorizar e atualizar o legado do pensamento do sacerdote italiano católico, fundador do Partido Popular Italiano.

Na mensagem, o Papa destaca que este centenário é importante para a história da Itália e da Europa. “É uma ocasião para refletir sobre a concepção cristã da vida social e sobre a caridade na vida pública, segundo o pensamento, a vida e as obras do Servo de Deus padre Luigi Sturzo”, comentou.

O Pontífice prosseguiu: “Para o sacerdote de Caltagirone, a tarefa de informar de maneira cristã a vida social e política cabe aos cristãos leigos, através do compromisso e na liberdade que lhes compete em tal âmbito, colocando em prática os ensinamentos da Igreja, e elaborando uma síntese criativa entre fé e história que encontra a sua base no amor natural vivificado pela graça divina”.

Segundo o Santo Padre, com esse espírito, o amor ao próximo na política deve ser algo comum e não deve ser excluído. “O amor ao próximo não consiste em palavras, mas em obras e verdade”, completou. Para Francisco, o ensinamento e testemunho de fé do sacerdote não devem ser esquecidos, sobretudo num período em que se pede à política para ser sensata ao enfrentar a grave crise antropológica.

“Devem ser lembrados os pontos principais da antropologia social do padre Luigi Sturzo, como a primazia da pessoa na sociedade, a primazia da sociedade no Estado e da moral na política”, sublinhou o Papa. Outros pontos importantes elencados pelo Pontífice são a centralidade da família, a defesa da propriedade com a sua função social como exigência de liberdade, a importância do trabalho como direito e dever de todo ser humano e a construção de uma paz justa através da criação de uma verdadeira comunidade internacional.

De acordo com Francisco, esses valores se baseiam no pressuposto de que o cristianismo é uma mensagem de salvação que se encarna na história, se dirige a toda pessoa e deve influir positivamente na vida moral particular e pública.

Depois de cem anos do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, o encontro em Caltagirone convida, segundo o Santo Padre, a um compromisso criativo e responsável dos cristãos, chamados a interpretar os sinais dos tempos à luz do Evangelho, para realizar uma prática social e política animada pela fé e vivida como exigência intrínseca da caridade. O Papa pensa sobretudo nos jovens que devem ser envolvidos adequadamente a fim de dar novo vigor, competência e impulso ao compromisso social e político.

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"Sem o Espírito, a Igreja é uma organização", afirma o Santo Padre

Na Solenidade de Pentecostes, neste sábado, 8, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra;

“O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações.

Até à Ascensão de Jesus, aguardavam um Reino de Deus para eles (cf. At 1, 6), agora estão ansiosos por alcançar fronteiras desconhecidas. Antes, quase nunca falaram em público e muitas vezes, quando o fizeram, criaram problemas como Pedro que renegou Jesus; agora falam corajosamente a todos. Em resumo, a história dos discípulos, que parecia ter chegado ao fim, é renovada pela juventude do Espírito: aqueles jovens, que dominados pela incerteza se sentiam no fim, foram transformados por uma alegria que os fez renascer.

Foi o Espírito Santo que fez isto. O Espírito não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores. Mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.

Harmonia dentro do homem. Era dentro, no coração, que os discípulos precisavam de ser mudados. A sua história diz-nos que a própria visão do Ressuscitado não basta; é preciso acolhê-Lo no coração. De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo, se não se vive como ressuscitados. E é o Espírito que faz viver e ressurgir Jesus em nós, que nos ressuscita dentro. Por isso Jesus, ao encontrar os Seus, repete: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19.21) e dá o Espírito. A paz não consiste em resolver os problemas a partir de fora – Deus não tira aos Seus tribulações e perseguições –, mas em receber o Espírito Santo.

Nisto consiste a paz, aquela paz dada aos Apóstolos, aquela paz que não livra dos problemas, mas, nos problemas, é oferecida a cada um de nós. É uma paz que torna o coração semelhante ao mar profundo: permanece tranquilo, mesmo quando as ondas estão revoltas à superfície. É uma harmonia tão profunda que pode até transformar as perseguições em bem-aventurança. Mas, em vez disso, quantas vezes permanecemos à superfície!

Em vez de procurar o Espírito, tentamos flutuar, pensando que tudo ficará bem se certo problema passar, se não virmos mais tal pessoa, se melhorar aquela situação. Mas isto é permanecer à superfície: superado um problema, chegará outro; e a ansiedade voltará. Não é afastando-nos de quem pensa diferente de nós que ficaremos tranquilos, não é resolvendo o problema presente que estaremos em paz. O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito.

Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia esteja posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida: uma pastilha atrás doutra para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo o Espírito.

É Ele que coloca ordem neste frenesi. É paz na ansiedade, confiança no desânimo, alegria na tristeza, juventude na velhice, coragem na prova. É Ele que, no meio das correntes tempestuosas da vida, mantém firme a âncora da esperança. Como nos diz hoje São Paulo, é o Espírito que nos impede de recair no medo, fazendo-nos sentir filhos amados (cf. Rm 8, 15). É o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une.

Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.

O Espírito Santo produz harmonia não só dentro, mas também fora, entre os homens. Faz-nos Igreja, compõe partes distintas num único edifício harmónico. Explica-o bem São Paulo que, ao falar da Igreja, repete muitas vezes a palavra «diferente»: «diferentes carismas, diferentes atividades, diferentes ministérios» (cf. 1 Cor 12, 4-6). Somos diferentes, na variedade das qualidades e dos dons. O Espírito distribui-os com criatividade, sem rebaixar nem nivelar. E, a partir desta diversidade, constrói a unidade. Assim procede desde a criação, porque é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. É especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um a sua, diferente. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é aquele que harmoniza, que dá a harmonia e dá a diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e há quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais “social”, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação.

E do ninho à seita, o passo é curto, também dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo.

Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar. Podemos dizer que vivemos uma cultura do adjetivo que esquece o substantitvo das coisas; e também em uma cultura do insulto, que é a primeira resposta a uma opinião com a qual eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria, não o proselitismo, os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço. E tantas Igrejas fazem ações programáticas neste sentido de planos pastorais, de discussões sobre todas as coisas. Parace ser aquele o caminho a nos unir, mas este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele «vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado» (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa).

Irmãos e irmãs, rezemos-Lhe diariamente. Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós. Dai-nos a alegria da ressurreição, a perene juventude do coração. Espírito Santo, nossa harmonia! Vós que fazeis de nós um só corpo, infundi a vossa paz na Igreja e no mundo. Espírito santo, tornai-nos artesãos de concórdia, semeadores de bem, apóstolos de esperança.

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Crianças encontram o Papa Francisco no Vaticano

Momento de festa e descontração na manhã deste sábado, 8, no Vaticano, com a chegada de centenas de crianças para o encontro com o Papa Francisco, naquela que é a 7ª edição da iniciativa “Trem das Crianças”, intitulada: “Uma ponte de ouro em um mar de luz”.

O tema da iniciativa – Construir pontes para vencer todo isolamento – representa justamente a necessidade de abater qualquer muro e construir passarelas de amor, pontes resistentes a todas as inundações e desabamentos que ferem o cotidiano das crianças.

Francisco foi presenteado durante o encontro/ Foto: Vatican Media

Cerca de 150 estudantes de três escolas de Gênova, que sofreram consequências com a queda da Ponte Morandi, em 14 de agosto de 2018, pegaram o trem que fez uma primeira parada em Civitavecchia para receber mais crianças. Um novo grupo chegou de navio, vindo da Sardenha, trazendo crianças de cidades atingidas pelas inundações de 2013.

Em outra parada, na Estação Termini, centro de Roma, juntou-se um grupo de estudantes vindos de Nápoles, para oferecer uma ajuda concreta às crianças dos bairros mais pobres e complexos da cidade, até chegar ao destino final, no Vaticano.

A iniciativa não é só um evento, mas um percurso pedagógico e educativo que continua durante todo o ano escolar dentro das escolas, através de atividades preparatórias e momentos de encontro e formação.

Chegada das crianças no Vaticano/ Foto: Vatican Media

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Ecologia integral: “é tanto um chamado como um dever”, afirma Papa

Conversão, mudança de direção e de mentalidade, e superação da visão imediatista e individualista foram alguns dos pedidos do Papa Francisco ao encontrar na manhã deste sábado, 8, na Sala Regia, no Vaticano, cerca de 500 participantes da Conferência Internacional “A Doutrina Social da Igreja, das raízes à era digital”, promovida pela Fundação Centesimus Annus.

O encontro deste ano refletiu sobre a Carta Encíclica ‘Laudato Si’ e sobre o chamado a uma conversão das mentes e dos corações. “Que o desenvolvimento de uma ecologia integral, torne-se sempre mais uma prioridade a nível internacional, nacional e individual”, disse o Pontífice ao dar as boas-vindas aos participantes do encontro.

O Santo Padre recordou que, quatro anos após a publicação da Encíclica, foi possível constatar sinais de um aumento da consciência sobre a necessidade do cuidado da “casa comum”, e citou a adoção por parte de muitas nações dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, o crescente investimento em fontes de energia renovável e sustentável, os novos métodos de eficiência energética e uma maior sensibilidade, especialmente entre os jovens, sobre temas ecológicos.

Mesmo com muitos progressos, Francisco observou que ainda existem muitos desafios e problemas. O Papa falou sobre o lento ou mesmo inexistente progresso em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sobre o uso impróprio dos recursos naturais, e comentou sobre os modelos não inclusivos e não sustentáveis que continuam a ter efeitos negativos sobre a pobreza, o crescimento e a justiça social. “O bem comum é colocado em risco por atitudes de excessivo individualismo, consumismo e desperdício”, alertou.

“Tudo isso torna difícil promover a solidariedade econômica, ambiental e social e a sustentabilidade dentro de uma economia mais humana, que considere não apenas a satisfação de desejos imediatos, mas também o bem-estar das futuras gerações. Diante da enormidade de tais desafios, poder-se-ia facilmente desanimar, deixando espaço para a incerteza e a ansiedade”, frisou o Santo Padre.

Papa durante audiência neste sábado, 8, no Vaticano/ Foto: Vatican Media

Os seres humanos, capazes de degradarem-se ao extremo, podem, de acordo com o Pontífice, também superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se, para além de qualquer condicionamento psicológico e social que lhes é imposto. Neste sentido, Francisco afirmou que a palavra “conversão” adquire uma particular importância na atual situação e sublinhou que respostas adequadas aos problemas atuais não podem ser superficiais.

“De fato, o que é necessário é precisamente uma conversão, uma ‘mudança de direção’, ou seja, uma transformação dos corações e mentes. O compromisso para superar problemas como fome e insegurança alimentar, persistente desconforto social e econômico, degradação do ecossistema e ‘cultura do desperdício’, requer uma renovada visão ética, que saiba colocar no centro as pessoas, com o objetivo de não deixar ninguém à margem da vida. Uma visão que una em vez de dividir, que inclua em vez de excluir. É uma visão transformada por ter bem presente a meta última e o objetivo de nosso trabalho, de nossos esforços, da nossa vida e de nossa passagem nesta terra”, comentou o Papa.

O Pontífice destacou que o desenvolvimento de uma ecologia integral é tanto um chamado como um dever: “É um chamado a redescobrir a nossa identidade de filhos e filhas de nosso Pai Celeste, criados à imagem de Deus e encarregados de ser administradores da terra, recriados por meio da morte salvífica e a ressurreição de Jesus Cristo, santificados pelo dom do Espírito Santo”.

Neste sentido, Francisco fez um apelo para que homens e mulheres sejam mais solidários como irmãos e irmãs e tenham uma responsabilidade compartilhada pela casa comum. Mudar o modelo de desenvolvimento global, abrindo um novo diálogo sobre o futuro do planeta é, segundo o Santo Padre, a tarefa da humanidade.

Diante destes desafios, que por vezes podem atemorizar, o Papa concluiu encorajando os presentes a não perderem a esperança, porque ela está baseada no amor misericordioso do Pai celeste. “Que suas discussões e seus esforços possam contribuir para uma profunda transformação em todos os níveis de nossas sociedades contemporâneas: indivíduos, empresas, instituições e políticas”, foram os votos do Pontífice.

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Por que junho é o mês do Sagrado Coração de Jesus?

 A Igreja Católica dedica o mês de junho ao Sagrado Coração de Jesus, para que os fiéis venerem, honrem e imitem mais intensamente o amor generoso e fiel de Cristo por todas as pessoas.

É um mês um qual se demonstra a Jesus, através das obras, o quanto o amam; correspondendo a seu grande amor demonstrado ao se entregar à morte por seus filhos, permanecendo na Eucaristia e ensinando o caminho para a vida eterna.

Sobre esta festa, o Papa Bento XVI afirmou que, “a contemplação do ‘lado transpassado pela lança’, na qual resplandece a vontade infinita de salvação por parte de Deus, não pode ser considerada, portanto, como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do amor de Deus, que encontrou no símbolo do ‘coração transpassado’ sua expressão histórico-devocional, continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus”.

A devoção ao Coração de Jesus existe desde o início da Igreja, desde que se meditava no lado e no coração aberto do Senhor.

Conta a história que, em 16 de junho de 1675, o Filho de Deus apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque e lhe mostrou seu Coração rodeado por chamas de amor, coroado por espinhos, com uma ferida aberta da qual brotava sague e, do interior do mesmo, saia uma cruz.

Santa Margarida escutou o Senhor dizer: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-Se e consumir-Se, para manifestar-lhes seu amor. E como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, desprezos, irreverências, sacrilégios, friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor”.

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Igreja celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais

Neste domingo em que a Igreja celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor, também comemora o 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais, para o qual todos os anos, o Papa Francisco publica uma mensagem, sendo a desta ocasião com o tema “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana”.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II e tem como objetivo chamar a atenção para o vasto e complexo fenômeno dos modernos meios de comunicação social existentes nos dias atuais.

O Papa Paulo VI foi o primeiro a comemorar o Dia Mundial das Comunicações, que aconteceu no dia 7 de maio de 1967.

A data foi instituída com o decreto Inter Mirifica. Desde então, vem sendo celebrada em muitos países no domingo que antecede a Festa de Pentecostes. A mensagem do Papa para a ocasião é publicada, tradicionalmente, no dia 24 de janeiro, festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.

Neste ano, na mensagem por ocasião do 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco advertiu que a internet, e as redes sociais, em vez de ser “uma janela aberta para o mundo”, está se tornando “uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo”.

Em contraposição a este narcisismo, Francisco destacou que a Igreja “é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [‘like’], mas na verdade, no ‘amen’ com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros”.

Para Francisco, “a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis”.

“Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem”, afirmou.

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Santo Antônio, São João e São Pedro: os santos juninos

No mês de junho, a Igreja celebra a festa de três grandes santos: Santo Antônio (dia 13); São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). Essa festividade, trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses, ficou popularmente conhecida como Festa Junina.

Antes de assumir sua forma cristã, as festas juninas tiveram origem pagã no hemisfério norte, onde se festejava, em junho, o solstício de verão, para comemorar o início das colheitas. Com a expansão do cristianismo, elas foram ganhando novo significado e nova roupagem, tornando-se celebração da festa de São João, chamada de festa joanina (de João) e, posteriormente, junina (de Junho). Nelas, Santo Antônio e São Pedro passaram a ser também celebrados.

Para conhecermos mais sobre esses três grandes santos de nossa Igreja, Padre Camilo Junior, do Santuário Nacional de Aparecida, faz-nos uma explicação:

Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal), em 1195, e faleceu em Pádua (Itália), no dia 13 de junho de 1231. Foi primeiramente religioso agostiniano e, depois, tornou-se franciscano. Chegou a conhecer São Francisco de Assis e com ele conviveu por um tempo. São Francisco o nomeou responsável pela formação dos frades, diante de sua grande capacidade intelectual e seu conhecimento teológico. É o santo junino com maior apelo popular. É chamado do Santo dos Pobres e também muito procurado como santo casamenteiro, por ter ajudado moças pobres a conseguirem os dotes para o casamento.

São João Batista, cujo nome João significa ‘Deus dá a graça’, foi o precursor de Jesus. Ele se alegrou com a chegada do Messias, ainda no ventre de sua mãe, Isabel, quando esta recebeu a visita de Maria em sua casa (Lc 1,39-43). Ele foi o único profeta a anunciar a chegada do Messias e a mostrá-lo no meio do povo. Ele batizou no Rio Jordão o próprio autor do batismo. Foi ele quem apontou Jesus, proclamando-o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). No dia 24 de junho, celebramos seu nascimento. Ele é o único dos Santos que tem o dia do nascimento e o dia da morte celebrados, pois os demais santos têm apenas o dia da morte rememorado.

São Pedro foi o primeiro a ser chamado por Jesus, com seu irmão André (Lc 6,14). Jesus o convidou para deixar o barco na praia, ir caminhar com ele, pois ele o faria pescador de homens. Pedro prontamente deixou tudo e passou a caminhar com JesusFoi o primeiro a professar a fé no Cristo, quando disse: ‘Eu sei que tu és o Messias, o filho do Deus vivo’ (Mt 16,16) – sobre esse testemunho de fé, Jesus edificou sua Igreja. Pedro foi morto sendo crucificado de cabeça para baixo.

O sacerdote nos conta também sobre a tradição da entrega do pão no dia de Santo Antônio: “Ele tinha enorme compaixão pelos pobres e sentia, como frade franciscano, a fome dos pobres. Certa vez, no convento onde ele vivia, distribuiu todos os pães para os pobres. Quando o frade padeiro foi buscá-los para a refeição, levou um grande susto, pois não havia nenhum pão no cesto. Ao contar o fato para Santo Antônio, este o mandou voltar e verificar se os pães realmente não estavam lá. O frade ficou surpreso, pois encontrou o cesto cheio de pães. Por isso, até hoje, existe a grande devoção popular de abençoar o pãozinho de Santo Antônio, que os fiéis levam e colocam na vasilha de trigo, arroz ou de outro alimento na casa, na confiança de que Santo Antônio nunca deixará o pão de cada dia faltar sobre as mesas. Os pães distribuídos no dia de Santo Antônio também nos ensinam a importância da partilha. Se o amor de Cristo continuar tocando nosso coração, como tocou o coração de Santo Antônio, aprenderemos que o pão não pode ser só meu, mas nosso; só assim haverá pão para todos”.

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Igreja celebra Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

 

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2019 (SOUC) que, no hemisfério norte, é celebrada de 18 a 25 de janeiro, terá como tema “Procurarás a justiça, nada além da justiça” (Dt 16.11-20). Realizada mundialmente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a SOUC acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

No hemisfério sul (inclusive no Brasil), a Semana de Oração será celebrada na semana de Pentecostes, que neste ano será entre 2 e 9 de junho.

SOUC

De acordo com a Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastora Romi Márcia Bencke, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2019 foi preparada por cristãos e cristãs da Indonésia.

O país tem uma população de 265 milhões de pessoas, das quais 86% se identificam como muçulmanas 10% como cristãos, de diferentes tradições. A Indonésia é a maior nação do sudeste da Ásia. Sua diversidade se expressa em 1.340 grupos étnicos e 740 línguas locais. O idioma nacional é o Bahasa Indonésio.

Divulgação/CONIC

CONIC: Conselho Naiconal de Igrejas Cristãs do Brasil.

Ainda de acordo com a Secretária Geral do CONIC, “a nação orienta-se em cinco princípios: crença em um único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade da Indonésia, democracia guiada por sabedoria interna e unanimidade vinda de deliberações entre os representantes e justiça social para todo o povo. O lema do país é ‘Bhineka Tungal Ika’, que significa ‘Unidade na Diversidade’”.

Iniciativas no Brasil

No Brasil, as principais atividades da SOUC têm sido as celebrações ecumênicas ao longo da Semana, com a realização de seminários, troca de púlpito, rodas de conversa sobre ecumenismo ou sobre o tema da Semana de Oração, programas de rádio, televisão e audiências públicas sobre diversidade religiosa.

Oferta da SOUC

A Pra. Romi Márcia destacou que a oferta da SOUC remete ao gesto da partilha presente nas antigas comunidades cristãs. “Simboliza a nossa capacidade de desprendimento e espírito comunitário. É a nossa contribuição concreta para o ecumenismo”, completou.

Os valores arrecadados ao longo da semana têm os seguintes destinos: 40% da coletapermanecem para a representação regional do CONIC (onde houver). Esses valores arrecadados contribuem para a motivação do ecumenismo em diferentes regiões, com a organização de seminários, encontros e oficinas de formação.

Os outros 60% da coleta são enviados para o CONIC Nacional: este recurso irá subsidiar a elaboração dos cadernos do próximo ano.

No site do CONIC, é possível saber onde existem grupos ecumênicos locais.

Fonte: conic.org.br

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Novo presidente da CNBB, Dom Walmor, visita Bolsonaro

O novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, realizou uma visita “cordial e de cortesia” ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na tarde da última quarta-feira, 29 de maio.

O encontro privado aconteceu por volta das 14h no Palácio do Planalto e, de acordo com a TV Canção Nova, durou menos de uma hora. Também estavam presentes os dois vice-presidentes da CNBB, Dom Jaime Spengler e Dom Mário Antônio, e o secretário-geral, Dom Joel Portella.

Na saída do encontro, Dom Walmor declarou à TV Canção Nova que “a conversa com o presidente Bolsonaro foi amigável. Viemos como presidência da CNBB fazer uma visita cordial e de cortesia. Dizer a importância do diálogo e da nossa proximidade, porque como Igreja Católica, a partir dos valores do Evangelho e do tesouro maior que nós temos, a nossa fé, olhamos o Brasil nos seus muitos desafios”.

“Estamos aqui para dialogar, colaborar, com todos os poderes, com todos os segmentos da sociedade, porque a Igreja, quando anuncia o Reino de Deus, ilumina o coração e a mente de todas as pessoas buscando sempre promover a vida em todas as suas etapas”, acrescentou.

O Prelado disse ainda que a visita “não foi para ‘dar recados’, mas para caminhar juntos pelo bem da sociedade brasileira”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, que é Arcebispo de Belo Horizonte (MG), foi eleito presidente da CNBB no último dia 6 de maio, durante a 57º Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, quando também aconteceu a eleição dos demais membros da presidência da entidade e de suas comissões episcopais.

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Papa na Romênia: uma sociedade é civil quando cuida dos mais pobres

O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã desta sexta-feira (31/5), para mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, é a sua 30ª viagem, que o leva à Romênia.

Depois da acolhida no aeroporto de Bucareste o Papa fez uma visita de cortesia ao Presidente romeno Klaus Werner Iohannis no Palácio presidencial, local do encontro com as Autoridades, a Sociedade civil, os Representantes de várias confissões religiosas e o Corpo Diplomático.

Após as palavras de boas-vindas do Presidente, o Papa Francisco pronunciou seu discurso expressando sua alegria:

“ Estou feliz por me encontrar nesta “?ar? frumoas?, terra formosa, vinte anos depois da visita de São João Paulo II e no semestre em que a Romênia – pela primeira vez desde que começou a fazer parte da União Europeia – preside ao Conselho Europeu ”

Depois de lembrar dos 30 anos passados desde que a Romênia se libertou do regime que oprimia a liberdade civil e religiosa, o Papa elogiou a reconstrução e o trabalho feito através “do pluralismo das forças políticas e sociais e do seu diálogo mútuo através do reconhecimento fundamental da liberdade religiosa e da plena integração do país no mais amplo cenário internacional”.

Fenômeno da emigração

Porém continuou Francisco,

“ É preciso reconhecer que as transformações, tornadas necessárias pela abertura de uma nova era, acarretaram consigo – juntamente com as conquistas positivas – o aparecimento de inevitáveis obstáculos que se devem superar e de consequências para a estabilidade social e a própria administração do território nem sempre fáceis de gerir ”

Neste ponto recordou o fenômeno da emigração da população à procura de novas oportunidades de trabalho, levando ao “despovoamento de muitas localidades” que pesa inevitavelmente “na qualidade de vida em tais terras e enfraquecimento das raízes culturais e espirituais que sustentam nas adversidades”.

Caminhar juntos

Para enfrentar estes problemas, afirma o Papa “é preciso aumentar a colaboração positiva das forças políticas, econômicas, sociais e espirituais”

“ É necessário caminhar juntos e que todos se comprometam, convictamente, a não renunciar à vocação mais nobre a que deve aspirar um Estado: ocupar-se do bem comum do seu povo ”

“Assim – continua o Pontífice – pode-se construir uma sociedade inclusiva, na qual cada um, disponibilizando os seus próprios talentos e competências (…) se torne protagonista do bem comum”. De fato, conclui “quanto mais uma sociedade se dedica aos mais desfavorecidos, tanto mais se pode dizer verdadeiramente civil”.

E para alcançar estes objetivos: “É preciso que tudo isto tenha uma alma, um coração e uma direção clara de marcha, imposta, (…) pela consciência da centralidade da pessoa humana e dos seus direitos inalienáveis”. E o Papa continua “para um desenvolvimento sustentável harmonioso (…) não é suficiente atualizar as teorias econômicas, nem bastam – apesar de necessárias – as técnicas e capacidades profissionais. Com efeito, trata-se de desenvolver, juntamente com as condições materiais, a alma de todo o povo”.

A Igreja Católica quer dar a sua contribuição

“ Neste sentido as Igrejas cristãs podem ajudar a reencontrar e alentar o coração pulsante de onde fazer fluir uma ação política e social que parta da dignidade da pessoa e leve a empenhar-se, leal e generosamente, pelo bem comum da coletividade ”

Por fim, falando do trabalho das Igrejas cristãs esclarece que “a Igreja Católica quer colocar-se neste sulco, quer dar a sua contribuição para a construção da sociedade, deseja ser sinal de harmonia, esperança de unidade e colocar-se ao serviço da dignidade humana e do bem comum”.

O Papa concluiu o seu discurso desejando à Romênia “paz e prosperidade” e invocando sobre “toda a população abundância de bênçãos divinas”.

Via Vatican News

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Jovem ordenado sacerdote em cama de hospital celebrou sua primeira Missa

Michal Los é o jovem sacerdote diagnosticado com câncer terminal que, depois de ser ordenado diácono e sacerdote em uma cama de hospital, pôde celebrar sua primeira missa no domingo passado, 26 de maio.

No último domingo, por meio de uma publicação no Facebook, a Congregação dos Filhos da Divina Providência, à qual o sacerdote pertence, anunciou a emocionante notícia. “Nada me separará do amor de Cristo”, diz a imagem do jovem polonês, que aparece no momento da Consagração do Corpo e Sangue de Cristo.

O jovem sacerdote fez seus votos perpétuos na quinta-feira, 23 de maio, na sala de oncologia do Hospital Militar de Varsóvia (Polônia). No dia seguinte, o Bispo Auxiliar de Varsóvia-Praga, Dom Marek Solarczyk, presidiu a cerimônia em que foi ordenado diácono e depois sacerdote.

A ordenação contou com a presença do vigário geral dos Padres Orionitas, Pe. Oreste Ferrari; do conselheiro geral, Pe. Fernando Fornerod; e do diretor da província Orionita de Nossa Senhora de Czestochowa, Pe. Krzysztof Mis.

Os pais de Michal, sua irmã e outros religiosos poloneses da congregação também o acompanharam neste momento.

Michal Los pôde ser ordenado sacerdote graças à permissão concedida pelo Papa Francisco ao diretor geral da congregação, Pe. Tarcisio Vieira.

Via ACI Digital

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Catedral celebrará Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Em todo o mundo, a Igreja Católica celebra neste domingo (2/6) o Dia Mundial das Comunicações. Na Diocese de Votuporanga, a missa será às 7h30, na Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Votuporanga, presidida pelo bispo Dom Moacir e concelebrada pelo padre Gilmar Margotto, com a participação de jornalistas e radialistas da cidade.

Neste ano, “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana” foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para ser estudado no dia 2 de junho. “Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar uma vez mais a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão”, escreveu o Papa.

Para Dom Moacir, a reflexão do tema deve proporcionar verdadeiras e íntimas transformações. “A cada ano o Papa nos convida a pensarmos a nossa relação com a comunicação. Desta vez, somos alertados sobre a importância de investir nas relações e afirmar o caráter interpessoal da nossa humanidade”, explicou.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é realizado anualmente na Solenidade da Ascensão do Senhor. Toda a comunidade é convidada a vivenciar esse momento. A missa também será transmitida ao vivo pela TV Unifev.

Encontro com jornalistas

Na terça-feira (4/6), Dom Moacir conversará com jornalistas e radialistas de Votuporanga durante um café da manhã. O bispo falará sobre a carta enviada pelo Papa Francisco para reflexão do Dia Mundial das Comunicações, além de também apresentar novidades quanto a comunicação da Diocese de Votuporanga.

Pascom da Diocese de Votuporanga

Cúria Diocesana (17) 3422-6477

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Papa: “Rezar em toda situação, sem esquecer de nossos irmãos”

Esta quarta-feira de sol e clima primaveril em Roma foi o cenário no qual cerca de 20 mil pessoas participaram do encontro semanal com o Papa, no Vaticano. Francisco entrou na Praça São Pedro e imediatamente deixou cinco crianças subirem no papamóvel e o acompanharem na volta da praça. É a ocasião em que o Pontífice cumprimenta todos os presentes distribuindo sorrisos e carinho.

Em sua reflexão, ele encerrou o ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, e concluiu que “a oração cristã nasce da audácia de poder chamar Deus de ‘Pai’: “Trata-se de um ato de intimidade filial, fruto da graça de Jesus que nos introduz na familiaridade com Deus.”

Francisco continuou explicando que em diversas passagens do Novo Testamento, podemos ver como Jesus, com o seu exemplo e palavras, nos ensina o sentido da oração do Pai-Nosso. Por exemplo, quando os discípulos que, ao ver Jesus passar longos momentos em oração, pedem que Ele lhes ensine como rezar. Ou no Getsêmani, onde, ao invocar a Deus chamando-o de Abbá, Jesus demonstra a confiança num momento de angústia.

Em meio às trevas, Jesus invoca Deus com o nome de “Abbà”, com confiança filial e embora sinta medo e angústia, pede que seja feita a sua vontade.

Quando Jesus fala da necessidade de rezar de modo insistente, lembra-se sempre dos irmãos, sobretudo com a disponibilidade de perdoar as ofensas recebidas. Em suma, Jesus nos ensina que o cristão pode rezar em qualquer situação, seja com expressões retiradas da Bíblia, como os salmos, seja com expressões que brotaram dos corações de tantos homens e mulheres que se sabiam amados pelo Pai.

O primeiro protagonista de toda oração cristã é o Espírito Santo

É ele que sopra no coração do discípulo e nos torna capazes de rezar como filhos de Deus. É ele que nos ensina a rezar:

“Este é o mistério da oração cristã: pela graça, somos atraídos ao diálogo de amor da Santíssima Trindade.”

Assim rezava Jesus, e por vezes usou expressões muito distantes do texto do Pai Nosso. Como quando na cruz, pronunciou as palavras ‘Deus meu por que me abandonastes’. A explicação é que naquele grito de angústia, está o núcleo da relação com o Pai, o fulcro da fé e da oração. Eis porque o cristão pode rezar em qualquer situação.

Francisco concluiu pedindo que nunca deixemos de recordar na oração ao Pai nossos irmãos e irmãs na humanidade, para que nenhum deles, especialmente os pobres, fique sem consolo e sem uma porção de amor.

Orações por missionária assassinada e cristãos na China

Em suas palavras finais, o Papa lembrou a Irmã espanhola Ines Nieves Sancho, missionária assassinada na República Centro-africana, pedindo a todos que rezassem com ele uma Ave Maria.

Sexta-feira, dia 24 de maio, celebra-se o dia de Nossa Senhora Auxiliadora, que é particularmente venerada na China, no Santuário da Virgem de Sheshan, em Xangai.

“Nesta feliz ocasião, expresso minha proximidade a todos os católicos na China, que, entre tantas dificuldades e provações, continuam a esperar e amar. Que a nossa Mãe do Céu os ajude a ser testemunhas da caridade e da fraternidade, mantendo-os sempre unidos na comunhão da Igreja universal.”

Dirigindo-se aos brasileiros, numerosos na Praça, o Papa recomendou que neste mês dedicado à Virgem Maria, busquemos contemplar mais intensamente a face do Senhor Jesus com a oração do Terço, para que Ele seja o centro de nossos pensamentos, de nossas ações e de nossa vida.

Enfim, fez uma saudação especial ao Cardeal José Falcão, arcebispo emérito de Brasília, que está completando 70 anos de ordenação sacerdotal. Dom José respondeu com um sorriso.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a bênção apostólica.

Via Vatican News

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Papa: a presença de Deus mora na pequenez dos pobres que encontramos

“Peçamos ao Senhor que nos livre do eficientismo, do mundanismo, da tentação sutil de render culto a nós mesmos e à nossa bravura. Peçamos a graça de acolher o caminho indicado pela Palavra de Deus: humildade, comunhão, renúncia.”

Foi a exortação do Papa Francisco na missa celebrada na tarde de quinta-feira (23/05) no Altar da Cátedra na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional.

Tendo presente a liturgia do dia, o Santo Padre desenvolveu sua reflexão na homilia a partir do trecho dos Atos dos Apóstolos que traz a primeira grande reunião da história da Igreja, em que os apóstolos e os anciãos se reuniram para examinar questões surgidas após uma situação inesperada: os pagãos que se convertiam à fé. Devem adequar-se, como os outros, também a todas as normas da Lei antiga?

O Pontífice ressaltou tratar-se de uma decisão difícil de ser tomada e o Senhor não estava mais presente. Uma pergunta espontânea: por que Jesus não tinha deixado uma sugestão para dirimir a discussão? Por que Jesus não tinha dado regras sempre claras e rapidamente resolutivas?

Tentação do eficientismo

Francisco apontou aí a tentação do eficientismo, do pensar que a Igreja caminha bem se mantém tudo sob controle, se vive sem turbulências, com a agenda sempre em ordem. Mas o Senhor não faz desse modo, observou.

“O Senhor não manda uma resposta do céu, manda o Espírito Santo. E o Espírito não vem trazendo a agenda do dia, vem como fogo. Jesus não quer que a Igreja seja um modelo miniatura perfeito, que se compraz da própria organização e é capaz de defender seu bom nome. Jesus não viveu assim, mas em caminho, sem temer as agitações da vida. O Evangelho é o nosso programa de vida.”

Após lembrar que o Evangelho nos ensina que as questões não devem ser enfrentadas com uma receita pronta e que a fé não é uma tabela de marcha, mas o ‘Caminho’ a ser percorrido juntos, sempre juntos, com espírito de confiança”, Francisco reiterou que da narração dos Atos dos Apóstolos aprendemos três elementos essenciais para a Igreja em caminho: a humildade da escuta, o carisma do permanecer juntos, e a coragem da renúncia.

Coragem da renúncia

Atendo-se à coragem da renúncia, o Papa frisou que para os primeiros cristãos a questão em discussão tratava de tradições e preceitos importantes, que o povo eleito tinha muito a peito. Estava em jogo a identidade religiosa.

Todavia, observou, escolheram que o anúncio do Senhor antecede e vale mais do que tudo. Para o bem da missão, para anunciar a todos, de modo transparente e crível, que Deus é amor, também aquelas convicções e tradições humanas que são mais obstáculo que ajuda, podem e devem ser deixadas.

“A fé verdadeira purifica dos apegos. Para seguir o Senhor é preciso caminhar rapidamente e para caminhar veloz é preciso aliviar o peso, mesmo se custa. Como Igreja, não somos chamados a comprometimentos empresariais, mas a ardores evangélicos.”

Deus não quer maquiagem, mas a conversão dos corações

E ao purificar-nos, ao reformar-nos, continuou, “devemos evitar a simulação, ou seja, o fingir mudar algo para que na realidade nada mude. Isso se dá, por exemplo, quando, para buscar estar passo a passo com os tempos, se faz de certo modo uma maquiagem na superfície das coisas, mas é somente maquiagem para parecer jovens. O Senhor não quer retoque cosméticos, quer a conversão do coração, que passa através da renúncia. Sair de si é a reforma fundamental.”

Os primeiros cristãos alcançaram a coragem da renúncia partindo da humildade da escuta. Exercitaram-se no desinteresse por si mesmos: “vemos que cada um deixa o outro falar e é disponível a mudar as próprias convicções. Sabe escutar somente que deixa que a voz do outro entre realmente nele”, disse ainda.

Ouvir especialmente a voz dos pequenos e dos últimos

Francisco ressaltou que quem quer percorrer os caminhos da caridade, a humildade e a escuta significam ouvido disponível aos pequenos.

“É sempre importante ouvir a voz de todos, especialmente dos pequenos e dos últimos. No mundo quem dispõe de mais meios fala mais, mas entre nós não pode ser assim, porque Deus ama revelar-se através dos pequenos e dos últimos. E a cada um pede que não olhe ninguém de cima para baixo.”

Por fim, a escuta da vida: A Igreja faz discernimento não diante do computador, mas diante da realidade das pessoas. “Pessoas, antes dos programas, com o olhar humilde de quem sabe buscar nos outros a presença de Deus, que não mora na grandeza do que fazemos, mas na pequenez dos pobres que encontramos.

Ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro

Da humildade da escuta à coragem da renúncia, tudo passa pelo carisma do estar juntos. De fato, “na discussão da primeira Igreja a unidade prevalece sempre sobre as diferenças. Para cada um, em primeiro lugar não estão as próprias preferências e estratégias, mas o ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro, na caridade que não cria uniformidade, mas comunhão”.

É preciso estar próximo de Jesus, Pão partilhado. “Ajuda-nos estar diante do tabernáculo e diante de tantos tabernáculos vivos que são os pobres. A Eucaristia e os pobres, tabernáculo fixo e tabernáculos móveis: ali se permanece no amor e se absorve a mentalidade da fração do Pão”, concluiu.

Via Vatican News

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Devotos aguardam, com alegria, a data da canonização de Irmã Dulce, o “Anjo Bom da Bahia”

Irmã Dulce será proclamada santa! Esta é a notícia que percorre o mundo e enche de alegria os corações dos fiéis, de forma particular, os da arquidiocese de Salvador desde o dia 14 de maio, quando a Santa Sé divulgou que o segundo milagre por intercessão do “Anjo Bom da Bahia” – como Irmã Dulce é conhecida – havia sido reconhecido pelo Papa Francisco no dia anterior (13).

Todos nós fomos tomados pela alegre surpresa. Sabíamos que tudo isso estava bem adiantado, mas não sabíamos que em ‘tal dia’ o milagre seria reconhecido”, disse o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, durante coletiva de imprensa, na capital baiana, na tarde do dia 14.

Na expectativa
A primeira atividade logo após o anúncio da canonização foi a celebração da missa em ação de graças, que aconteceu no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, localizado no Largo de Roma, em Salvador, ao lado do Hospital Santo Antônio da OSID. É neste templo que estão os restos mortais da futura santa. Em seguida, os fiéis uniram as mãos para dar um abraço simbólico na OSID. “Para nós, este momento está sendo de grande alegria para toda a congregação, tanto aqui no Brasil quanto nas casas que estão localizadas em outros países. É uma honra muito grande termos em nossa congregação uma Irmã que se fez grande missionária e que se fez santa do povo brasileiro e do mundo inteiro”, disse a Irmã Leonilda Cipriano, da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

A data da canonização de Irmã Dulce será marcada durante o Consistório dos Cardeais, marcado para julho, quando o Papa anunciará oficialmente de quem foram reconhecidos os milagres. De acordo com dom Murilo, “a canonização, formalmente, acontece em Roma e é presidida pelo Papa. Excepcionalmente é fora de Roma, mas, mesmo assim, sempre presidida pelo Papa. Somente a partir da Missa de Canonização, o Papa proclama e entra no catálogo dos santos é que se pode chamar Santa Dulce dos Pobres, e que se poderá celebrar missa em qualquer lugar do mundo. Já não será mais um culto restrito, mas em qualquer parte”, afirmou dom Murilo.

A celebração de canonização, em Roma, acontece sempre em um domingo. No dia seguinte, em uma Igreja, também em Roma, é celebrada a primeira missa em honra da santa e esta missa será presidida pelo bispo diocesano, neste caso dom Murilo. Já no domingo seguinte à canonização, será celebrada, em Salvador, a primeira missa oficial da santa.

Recuperação da visão
O milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce é ligado à visão. De acordo com dom Murilo, embora ainda não se possa dar muitas informações, um homem que há 14 anos estava cego suplicou a intercessão da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres para aliviar o seu sofrimento. Na manhã do dia seguinte, ao acordar, estava enxergando. “Foram colhidos testemunhos de médicos, de pessoas que conheciam esta pessoa que recebeu o milagre. Enfim, foi feito um processo muito bem elaborado, e esse processo foi encaminhado para Roma”, disse o arcebispo.

Em Roma, um fato como este passa por uma primeira comissão, que é a comissão de médicos especialistas naquele campo da saúde em que houve algo extraordinário. Não importa se o médico é católico, de outra igreja ou ateu, o que importa é que ele seja especialista na matéria e que possa testificar que, realmente, não há uma explicação científica para aquele acontecimento. A maioria dos fatos não é aprovada por esta comissão”, esclareceu dom Murilo.

A segunda etapa desse processo acontece quando o fato é direcionado a uma comissão de teólogos, que é mais severa do que a comissão de médicos, já que alguns precisam tentar provar que não houve nada de extraordinário, não houve milagre. Após passar por esta comissão, o caso é levado para uma comissão formada por cardeais, que estuda o parecer dos médicos e dos teólogos e apresenta um parecer para o Papa.

O médico perito, Sandro Barral, das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), foi o primeiro a ter contato com o miraculado. De acordo com ele, os exames são de um paciente cego, mesmo ele já enxergando. “Os exames mostram uma visão extremamente comprometida. Ele era uma pessoa que andava com cão-guia e agora enxerga normal. A doença dele começou no ano de 1998 e ele foi, progressivamente, perdendo a visão”, contou o médico.

Para Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha de Irmã Dulce e superintendente da OSID, a notícia é uma verdadeira graça. “Nós já esperávamos, mesmo sabendo que foi tudo muito rápido. Esse caso, quando puder ser divulgado, ele vai ser um caso de superação. Não só por ter preenchido os três requisitos de um milagre: instantâneo, duradouro e que a ciência não explica, mas um caso de superação da pessoa, que tem muita fé, muita força, muita resiliência. E eu acho que a gente deve se espelhar, também, na vida dessa pessoa, para que quando a gente estiver em um momento de dificuldade possamos confiar em Deus”, afirmou.

CNBB em comunhão
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem a dom Murilo Krieger por ocasião da canonização de irmã Dulce. No texto, assinado pela Presidência, a entidade coloca-se unida ao arcebispo de Salvador e ao povo baiano “na ação de graças pela canonização da querida Irmã Dulce dos Pobres”. Para a CNBB, a alegria pelo anúncio é de todos brasileiros.

Com seu amor a Deus inseparável do amor aos pobres, Irmã Dulce, em meio a sofrimentos próprios, ensinou-nos que somos consolados em nossas tribulações para que, desse modo, possamos também nós consolar os que sofrem”, afirma a CNBB.

O desejo da Conferência episcopal é que a alegria da notícia da canonização de uma brasileira, “mulher frágil no meio dos frágeis, mãe dos pobres e abandonados, nos ensine a seguir sempre buscando e concretizando caminhos de solidariedade e paz”.

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Papa Francisco: o aborto nunca é a resposta ideal para as famílias

O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado, 25, na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 300 participantes do Encontro Internacional intitulado “Yes to Life (Sim à vida): cuidado com o precioso dom da vida na fragilidade”. O encontro é promovido pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida e pela Fundação “O Coração em uma gota”, que acolhe crianças recém-nascidas em extrema fragilidade.

Em seu discurso, o Santo Padre disse que as crianças, em alguns casos, são definidas pela cultura do descarte como incompatíveis com a vida. “Nenhum ser humano jamais pode ser incompatível com a vida, seja pela sua idade, pela sua saúde e pela qualidade da sua existência. Toda criança, desde o seio da sua mãe, é um dom, que muda a história de uma família. Ela deve ser sempre bem-vinda, amada e cuidada”, sublinhou.

Segundo o Pontífice, quando uma mulher descobre que está esperando um filho, sente a profunda sensação de um mistério, que cresce dentro de si, permeia todo o seu ser e a torna mãe. Entre ela e a criança, Francisco afirma que instaura-se um intenso diálogo, uma relação real desde o momento da concepção.

“Esta capacidade comunicativa não é só da mulher, mas, sobretudo, da criança, que, em sua individualidade, envia sinais da sua presença e das suas necessidades à mãe. Hoje, as técnicas modernas fazem um diagnóstico pré-natal, prevendo malformações e patologias, que poderiam comprometer a vida da criança e a serenidade da mulher”, explicou o Papa, que prosseguiu alertando: “A autenticidade da sua evolução é muito subjetiva e, eventualmente, pode ser resolvida com as devidas terapias. Por isso, os médicos jamais devem esquecer o valor sagrado da vida humana e a sua proteção”.

Aos médicos, o Santo Padre revelou: “A profissão do médico é uma missão, uma vocação para a vida. Eles devem estar conscientes de que são um dom para as famílias. Por isso, devem assumir a vida dos outros, enfrentar a sua dor; serem capazes de tranquilizar e encontrar soluções sempre no respeito da dignidade da vida humana”.

Ao cuidar das crianças terminais, Francisco comentou que os médicos devem ajudar os pais a aceitarem a realidade e a aliviar sua dor. “Infelizmente, a cultura dominante, hoje, não promove este aspecto. Em nível social, o temor e a hostilidade, diante da deficiência física, podem levar, muitas vezes, à escolha do aborto, como prática de ‘prevenção’”, completou o Pontífice que recordou o ensinamento da Igreja:

“A vida humana é sagrada e inviolável e o uso da diagnose pré-natal, para propósitos seletivos, deve ser fortemente desencorajado. O aborto nunca é a resposta ideal que as mulheres e as famílias buscam. Neste sentido, as ações pastorais são sempre urgentes e necessárias para criar espaços, lugares e ‘redes de amor’, aos quais os casais podem se dirigir, além de dedicar tempo para acompanhar as famílias”.

O Santo Padre concluiu seu discurso aos participantes no encontro internacional, agradecendo a todos os que trabalham para a defesa da vida, em particular, às famílias, mães e pais, que acolheram a vida frágil e, agora, são solidários e ajudam outras famílias. “Seu testemunho de amor é um presente para o mundo!”, encerrou.

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A tarefa do Espírito Santo é ajudar a humanidade, afirma Francisco

Na manhã deste domingo, 26, o Papa Francisco se inspirou no evangelho de São João para dar início a mais um Regina Coeli. O Santo Padre citou um trecho do evangelho em que Jesus fala aos apóstolos durante a Última Ceia.

“Ele fala da obra do Espírito Santo e faz uma promessa”, explica o Pontífice. “Enquanto se aproxima o momento da cruz, Jesus tranquiliza os apóstolos, pois não ficarão sozinhos. Com eles estará sempre o Espírito Santo defensor, que os apoiará na missão de levar o Evangelho a todo o mundo”, reiterou.

Esta missão do Espírito Santo consiste em recordar os discípulos de Jesus de tudo Ele os ensinou. “Durante a sua vida terrena, Jesus transmitiu tudo o que queria confiar aos apóstolos, cumpriu a revelação divina, isto é, tudo aquilo que o Pai queria dizer à humanidade. A tarefa do Espírito Santo é a de recordar, a de fazer compreender em plenitude e induzir a realizar os ensinamentos de Jesus. E bem esta é a missão da Igreja”, exaltou Francisco.

E, segundo o Sucessor de Pedro, a Igreja precisa se livrar dos laços mundanos para que possa levar a Palavra de Deus a todos aqueles que dela necessitam. “É por meio da Igreja que brilha o rosto autêntico, belo e luminoso desejado por Cristo. O Senhor hoje nos convida a abrir o coração ao dom do Espírito Santo”, disse. 
Ao final de sua tradicional Oração Mariana, o Papa Francisco saudou os fiéis que se aglomeravam junto à Praça São Pedro a fim de ouví-lo. Acenou, inclusive, aos jovens crismandos de Gênova

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Chá Beneficente da Catedral será dia 09/06

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida promoverá no dia 09 de junho, seu Tradicional Chá Beneficente com renda revertida para as obras sociais da Paróquia da Catedral. 

Esta será a 8ª edição do evento e a 4ª a ser realizada no Centro Paroquial de Eventos Nossa Senhora Aparecida, com início previsto para as 14h30min. Além do sorteio de brindes, no local serão servidos bolos, salgados, chás, refrigerantes e sucos. 

Os convites estão sendo vendidos a 25 reais e podem ser adquiridos na secretaria paroquial ou com os coordenadores paroquiais. Mais informações pelo telefone: 3421-6245. 

O Chá Beneficente faz parte de uma série de eventos, promoções e campanhas para angariar fundos para as obras sociais da Paróquia da Catedral.

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Mais de 20 adultos receberam os sacramentos do Batismo, da Eucaristia e da Crisma na Catedral

Neste domingo, mais de 20 adultos receberam os Sacramentos do Batismo, da Eucaristia e Crisma na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida. A celebração foi presidida pelo Padre Gilmar Margotto e foi realizada durante a Santa Missa das 10h no domingo 19 de maio.

Os sacramentos da Sagrada Eucaristia e da Crisma, que juntamente com o Batismo, fazem parte dos sacramentos de iniciação cristã.

Padre Gilmar ministrou o sacramento do Batismo a 5 adultos, 21 pessoas receberam a Eucaristia pela primeira vez e 26 adultos foram crismados. Estes jovens e adultos foram preparados durante um ano e meio pelos catequistas: Helena, Maria, Clarice e Diácono Lécio. 

 A Catequese para adultos é a pastoral que trás a oportunidade para jovens e adultos de terem seu encontro pessoal com Cristo, por meio dos vários recursos que a Igreja nos dá. Com a catequese, se busca compreender melhor a nossa Igreja, mas principalmente, compreender e viver a Palavra de Deus.

Voltado a pessoas adultas que não receberam os sacramentos do Batismo, Primeira Eucaristia e/ou Crisma, a catequese tem o propósito de instruir, informar, transmitir, ensinar de viva voz a fé e a doutrina cristã. Anunciar Jesus, uma pessoa viva, levando o catequizando ao desejo de converter-se e aderir a Cristo, amadurecer e crescer na fé, segundo a vontade e os projetos de Deus.

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Amor familiar: vocação e caminho de santidade será o tema do Encontro Mundial das Famílias

O  tema do próximo Encontro Mundial das Famílias, que se realizará, em Roma, de 23 a 27 de junho de 2021, será "Amor familiar: vocação e caminho de santidade".

Segundo informou o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, por meio de um comunicado de imprensa, foi o próprio Papa Francisco quem escolheu este tema.  O próximo Encontro Mundial das Famílias acontecerá no quinto aniversário da Exortação apostólica Amoris Laetitia e há três anos da promulgação da Exortação apostólica Gaudete et Exsultate

Segundo assinala o Dicastério, "esse encontro pretende ressaltar o amor familiar como vocação e caminho de santidade a fim de entender e partilhar o sentido profundo e salvífico das relações familiares na vida cotidiana. Para esse fim, o Encontro Mundial das Famílias propõe reler a Amoris Laetitia à luz do chamado à santidade da Gaudete et Exsultate".

"O amor conjugal e familiar" continua o comunicado, "revela o dom precioso do viver juntos, alimentando a comunhão e prevenindo a cultura do individualismo, do consumo e do descarte".

Neste sentido, recordou uma citação da Amoris Laetitia para enfatizar que a "experiência estética do amor exprime-se naquele olhar que contempla o outro como fim em si mesmo e ao mesmo tempo reconhece a outra pessoa em sua identidade familiar sagrada, como marido, mulher, pai, mãe, filho/a, avô/ó".

O comunicado também destaca que "ao dar forma à experiência concreta do amor, matrimônio e família manifestam o valor elevado das relações humanas, na partilha das alegrias e fadigas, e no desempenho da vida cotidiana, orientando as pessoas ao encontro com Deus".

"Esse caminho, quando vivido com fidelidade e perseverança, fortalece o amor e realiza a vocação à santidade, própria de cada pessoa, que se concretiza nas relações conjugais e familiares. Nesse sentido, a vida familiar cristã é vocação e caminho de santidade, expressão do rosto mais belo da Igreja", concluiu.

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Catedral realizou Missão Evangelizadora no Setor 6

A Catedral Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Votuporanga está realizando todos os meses missões evangelizadoras na cidade.
No último sábado, dia 18 de maio, a missão foi realizada no setor 06, tendo início às 8h, com oração na residência do setor 6, e em seguida percorreu as ruas Goiás, Sergipe, Amazonas, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Tietê. Foram visitados e abençoados diversas residências e comércios localizados na área do setor e muitas pessoas ficaram emocionadas ao receberem a benção em seus lares e locais de trabalho.
A ação é realizada pelo Conselho Missionário Paroquial (Comipa) e busca ressaltar que “Todos somos Igreja Missionária”.
As próximas missões serão realizadas nos dias 25 de junho, no setor 7; 6 de julho, no setor 8; 3 de agosto, no setor 9; 21 de setembro, no setor 10; 26 de outubro, no setor 11; 30 de novembro, no setor 12; e 14 de dezembro, no setor 13.

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Inscrições abertas para o Encontro de Formação para o Batismo

Estão abertas as inscrições para o próximo Encontro de Formação para o Batismo para Pais e Padrinhos que será realizado no dia 26 de maio. O Curso tem início às 7h30 no Salão Paroquial e as inscrições devem ser feitas na Secretaria Paroquial. Mais informações pelo telefone: 3421-6245.

O principal objetivo da Pastoral do Batismo é levar aos pais e padrinhos o conhecimento do que é o sacramento do Batismo e o compromisso que através dele se assume com Deus e com a comunidade. Demonstrar que este Sacramento não se resume apenas em cumprir um preceito: é necessário, portanto, vivenciar, testemunhar e ensinar filhos e afilhados a serem cristãos autênticos e fiéis seguidores de Jesus Cristo.

Os Batizados são realizados no 1º domingo de cada mês e o Encontro de Formação para o Batismo é realizado no último domingo de cada mês, a cada dois meses.

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Encontro de Formação para Noivos será nos dias 15 e 16/06

Estão abertas as inscrições para o Encontro de Formação para Noivos de nossa paróquia. Organizado pelo Setor Pré-Matrimonial, o Curso de Noivos será realizado nos dias 15 e 16 de junho, iniciando no sábado às 19h e se encerrando no domingo às 12h. As inscrições podem ser feitas na secretaria paroquial. Mais informações na Secretaria paroquial ou pelo telefone: (17) 3421-6245

O sacramento do matrimônio é uma aliança, similar a aliança de Cristo com sua Igreja. O amor entre um homem e uma mulher, como filhos de Deus, deve possuir respeito, dignidade e responsabilidade, deve ser cultivado em sua plenitude. Mesmo nas tensões, o homem e a mulher crescem em sua humanidade, cultivando seus dons e fazendo uma experiência profunda do amor de Deus. Nesse ambiente de amor e solidariedade acontece a geração de novas vidas.
 

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Coroação de Nossa Senhora será dia 29/05 na Catedral

Na última quarta-feira de maio, 29 de maio, será realizada a tradicional Coroação de Nossa Senhora pelos fiéis. A celebração será realizada durante a Santa Missa, às 19h30, na Sé Catedral. É tradição dos devotos de Nossa Senhora finalizar o mês de maio com a cerimônia de Coroação de Nossa Senhora. Para o devoto, coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhece como rainha. Rainha de um reino que não é o desse mundo, mas, sim, o reino sonhado por Deus para seus filhos e filhas. Na história da vida humana de Jesus, Maria tem o papel fundamental. Seu "sim" sela a encarnação do Filho de Deus como homem e com sua aceitação ela demonstra que é possível uma pessoa fazer de sua vida uma constante escuta da vontade de Deus. 

Maria: filha, mulher, mãe. Filha de pais fiéis a Deus, recebeu deles a educação que lhe abriu o coração para conhecer o Pai do Céu e escutar-Lhe as palavras. Mulher, engajou-se no seu tempo a prestar atenção aos anseios daqueles que a cercavam e soube fazer de seu serviço uma interceder contínuo pela humanidade. Mãe, constituiu a personalidade de seu único Filho, ensinou-lhe os passos e fundamentou seu conhecimento de Deus com aquilo que lhe era revelado. Maria humana, gente, pessoa, que com todas as limitações próprias de sua natureza pode dizer "sim" e ensinar à humanidade a também dizer "sim". 

Por isso reconhecê-la como rainha é dar um lugar de destaque à humanidade daquela mulher que enveredou por um caminho desconhecido pelo puro amor a Deus. Mulher que sentiu a dor do parto, a dor da partida, a dor da perda. Mulher que trabalhou, que cuidou de sua família, que acompanhou a lida do outro como aquela que oferece o descanso e o alimento. Mulher que recebeu de seu filho o beijo carinhoso, o reconhecimento do colo, o sorriso cúmplice daqueles que partilham o mesmo entendimento do mundo. Por sua "humanidade humana" Maria se torna rainha: por ser o exemplo capaz de mostrar a cada um de nós que é possível chegar ao reino que Deus nos prepara. Basta dizer que sim, que em minha vida seja feita a vontade do Senhor. 

 

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Faça sua doação de agasalho e cobertor para a Casa Abrigo

Com a chegada do inverno e as mudanças na temperatura, muitas pessoas acabam sofrendo mais por não terem como se proteger do frio.  Todos nós temos uma roupa de frio ou um cobertor que não usamos e que pode servir para aquecer outra pessoa necessitada. Assim, a Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo), entidade mantida pela Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga está solicitando a doação de agasalhos masculinos e cobertores proteger do frio os assistidos pela entidade.

As doações podem ser feitas diretamente na entidade localizada  na Rua José Messias da Silva, 1.880, Jardim Nossa Senhora Aparecida ou no Escritório Paroquial localizado na rua São Paulo, 3577, Centro.

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) foi fundada em 22 de abril de 1997, por membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga, liderados pelo Padre Edemur José Alves (In-memórian). A entidade tem como objetivo atendimento a jovens, adultos, pessoas em migração e situação de rua com dependência indevida do uso de bebida alcoólica.

É uma obra social da Catedral Nossa Senhora Aparecida , que designa uma porcentagem do Dízimo paroquial, além da participação de muitos paroquianos que partilham espiritualidade junto aos usuários da entidade por meio de orações, encontros, reuniões, bem como a assistência do Diretor Espiritual Padre Gilmar Margotto, além do incentivo e veemência no desenvolvimento das atividades da Casa Abrigo, assim como conta com a ajuda de fieis através de doações e trabalhos voluntários.

A entidade dispõe de 40 leitos assim distribuídos: 30 vagas para acolhimento a homens por tempo indeterminado com sistema de abrigamento e 10 vagas como Casa de passagem, sendo 07 vagas disponíveis ao público migratório para pernoite e 03 vagas à mulheres por curta temporada.

Aqueles que permanecem na Casa Abrigo prestam atividades laborterápicas em horticultura, participação de suma importância destes usuários, visto que é a forma direta de contribuir com a manutenção da Entidade por meio de comercialização, além do consumo próprio. Eles também contribuem com tarefas auxiliares em jardinagem, limpeza e cozinha.

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Papa pede aos jornalista: comunicação para construir e não destruir

A audiência deste sábado, 18, com os membros da Associação da Imprensa Estrangeira na Itália, foi mais uma ocasião escolhida pelo Papa Francisco para falar sobre os desafios do comunicador contemporâneo. Antes de tudo, o Santo Padre manifestou a sua estima pessoal e a de toda a Igreja pela missão dos jornalistas, mesmo quando “colocam o dedo na ferida” e esta ferida se encontra na comunidade eclesial. “Este trabalho é precioso porque contribui para a busca da verdade e somente a verdade nos torna livres”, frisou

Para Francisco, o trabalho jornalístico tem um papel indispensável, mas requer grande responsabilidade ao escolher palavras, imagens e conteúdo a partilhar: “Eu os exorto a atuar segundo verdade e justiça, para que a comunicação seja realmente instrumento para construir e não destruir; para dialogar, não monologar; para orientar, não para desorientar; para caminhar em paz, não para semear ódio; para dar voz a quem não tem voz e não ser megafone de quem grita mais forte”.

De todas as características necessárias para ser um comunicador – profissionalismo, competência, curiosidade, capacidade de escrever e de fazer perguntas oportunas -, o Pontífice destacou uma em especial, que pode representar uma mudança radical para o jornalista: a humildade: “A humildade de não saber tudo é o que move a apuração. A presunção de já saber tudo é o que a bloqueia”.

Jornalistas humildes não são sinônimo de medíocres, esclareceu o Papa, que sublinhou a importância dos profissionais estarem cientes de que através de uma reportagem, de um tuíte, de um programa no rádio e na televisão pode se fazer o bem ou o mal ao próximo. “Às vezes uma ‘errata’ não é suficiente para restituir a dignidade a uma pessoa, sobretudo na era da internet”, completou.

Ser humilde significa, de acordo com o Santo Padre, evitar estereótipos, dominar a pressa, apurar os fatos antes de contá-los e comentá-los. Para o Pontífice, é preciso que o jornalista use a palavra assim como um cirurgião usa o bisturi, e citou São Francisco de Sales, o padroeiro dos comunicadores.

Papa e os jornalistas presente no Vaticano neste sábado, 18/ Foto: Vatican Media

“Num tempo de fake news, a humildade impede comercializar o alimento vencido da desinformação e oferece o pão saudável da verdade. O jornalista humilde é um jornalista livre. Livre dos condicionamentos. Livre dos preconceitos e, por isso, corajoso. A liberdade requer coragem”, frisou.

Em seu discurso, Francisco citou também os muitos jornalistas que perdem a vida em serviço, enquanto exerciam a sua profissão em guerras e situações dramáticas que vivem tantas pessoas no mundo. “A liberdade de expressão é um índice importante do estado de saúde de um país”, afirmou o Santo Padre ao recordar que a primeira medida de uma ditadura é acabar com a liberdade da imprensa.

“Precisamos de jornalistas que estejam da parte das vítimas, da parte de quem é perseguido, da parte de quem é excluído, descartado, discriminado”, acrescentou o Papa, agradecendo mais uma vez aos jornalista pelo trabalho de não deixar a sociedade esquecer das vidas sofridas deste mundo, das crianças-soldado, das crianças violadas, de quem foge de calamidades, guerras, terrorismo, fome e sede.

“Permito-me uma pergunta: quem hoje fala dos rohingya? Quem fala dos yazidi? Estão esquecidos e continuam sofrendo”, disse ainda o Pontífice, pedindo que os comunicadores não se esqueçam da realidade, das guerras esquecidas e do “Mediterrâneo que está se tornando um cemitério”.

O convite final de Francisco aos jornalistas é que não deixem de contar também as boas notícias: “A realidade de quem não se rende à indiferença, de quem não foge diante da injustiça. Há um oceano submerso de bem que merece ser conhecido e que dá força à nossa esperança”. O trabalho de jornalista, se vivido com espírito de serviço, se torna uma missão, concluiu o Santo Padre, que concedeu uma “bênção silenciosa” aos presentes, já que nem todos professam uma religião

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“Descartar a comida é descartar as pessoas”, afirma o Papa Francisco

O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado, 18, no Vaticano, 200 membros da Federação Europeia dos Bancos de Alimentos, que se reuniram em Roma por ocasião dos 30 anos de sua fundação na Itália. Estes Bancos são organizações ou entidades reconhecidas oficialmente, sem fins lucrativos, baseadas no voluntariado, que têm o objetivo de arrecadar doações de alimentos ou sobras de comidas para serem distribuídas aos mais necessitados. No Brasil, o Banco de Alimentos foi fundado em 1988.

Em seu discurso aos membros e voluntários da Federação, o Pontífice expressou sua gratidão pelo seu trabalho de “dar de comer a quem tem fome”. Segundo o Santo Padre, não se trata de assistencialismo, mas um gesto concreto e silencioso de solidariedade e caridade com os mais necessitados. E, reafirmando o ditado “é fácil falar, mas é difícil fazer”, Francisco disse:

“Vocês se colocam em jogo, não com palavras, mas com fatos, combatendo o desperdício de comida e coletando suas sobras para serem distribuídas aos indigentes. Lutar contra a terrível chaga da fome é também combater o desperdício. Coletar para distribuir, não produzir para desperdiçar. Descartar a comida é descartar as pessoas”.

No mundo complexo atual, o Papa frisou a importância do “bem ser bem feito” e não ser fruto de um assistencialismo que não contribui para o desenvolvimento. Referindo-se aos componentes dos Bancos de Alimentos, Francisco afirmou: “É belo ver pessoas de várias línguas, crenças, tradições e orientações diferentes que se encontram para compartilhar e promover a dignidade dos outros. Não se trata de uma busca de lucros pessoais, mas do futuro e do progresso dos últimos da sociedade”.

O Pontífice também expressou sua preocupação com a economia mundial frenética: “Precisamos de uma economia mais humana, que tenha alma e não espezinhe os mais frágeis, desprovidos de trabalho, de dignidade e de esperança; muitos são oprimidos pelos ritmos produtivos desumanos, que reduzem as relações pessoais e afetam a vida familiar”. O Papa prosseguiu: “A economia, que nasceu para cuidar da Casa Comum, perdeu sua personalidade: ao invés de servir ao homem, o escraviza por meio de mecanismos financeiros. Como podemos viver bem se as pessoas são reduzidas a números? ”

Diante de um contexto econômico doentio, ponderou o Santo Padre, não se deve intervir, de modo brutal, para não correr o risco até de matar. “É preciso empreender caminhos saudáveis e solidários, mediante modelos de vida baseados na equidade social, na dignidade das pessoas, das famílias, do futuro dos jovens, do respeito pelo meio ambiente”, sublinhou. E Francisco concluiu:

“Uma economia circular não pode ser mais adiada. O desperdício não pode ser a última palavra, deixada em herança pelos poucos ricos, enquanto a maior parte da humanidade se cala. Por isso, renovo-lhes minha gratidão e os encorajo a continuar a envolver, sobretudo os jovens, para que possam se unir a vocês na promoção do bem em benefício de todos”.

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‘Amai-vos uns aos outros’, pede o Santo Padre durante Regina Coeli

Neste domingo, 19, o Papa Francisco celebrou mais uma oração mariana no Regina Coeli, desta vez centrada na passagem do Evangelho em que Jesus dirigi algumas palavras aos seus discípulos em seu discurso de despedida, antes de sua Paixão.

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, afirma o Senhor, depois de ter lavado os pés dos discípulos. “Assim, vós deveis amar uns aos outros. Mas, em que sentido chama novamente por este testamento? O antigo mandamento do amor, que dizia ‘amar Deus e ao próximo’, tornou-se novo porque foi completado com este acréscimo: ‘como eu vos amei’”, detalhou o Santo Padre.

Prosseguindo com sua reflexão, o Sucessor de Pedro explicou aos fiéis que o amor de Deus é infinito e encontra seu ápice na Cruz. “Naquele momento de extremo abandono ao Pai, o Filho de Deus mostrou e deu ao mundo a plenitude do amor”, ponderou Francisco. “Pensando na paixão e na agonia de Cristo, os discípulos entenderam o significado de suas palavras: ‘como eu vos amei, assim vos os amai-vos uns aos outros”, reiterou.

Sendo assim, ao nos dar este novo mandamento, Jesus nos pede, nas palavras papais, que nos amemos mutuamente. “O Espírito Santo infunde em nossos corações se o invocarmos com fé, deste modo, e somente assim, podemos nos amar mutuamente, não somente como nos amamos, mas como Ele nos amou, isto é, imensamente mais”, disse Francisco.

Ao final deste Regina Coeli, Francisco saudou os peregrinos reunidos à Praça São Pedro. E dirigiu suas saudações àqueles que ficam a cargo da Comunidade de Santo Egídio, vindos de inúmeros países.

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Chá Beneficente da Catedral será dia 09/06

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida promoverá no dia 09 de junho, seu Tradicional Chá Beneficente com renda revertida para as obras sociais da Paróquia da Catedral. 

Esta será a 8ª edição do evento e a 4ª a ser realizada no Centro Paroquial de Eventos Nossa Senhora Aparecida, com início previsto para as 14h30min. Além do sorteio de brindes, no local serão servidos bolos, salgados, chás, refrigerantes e sucos. 

Os convites estão sendo vendidos a 25 reais e podem ser adquiridos na secretaria paroquial ou com os coordenadores paroquiais. Mais informações pelo telefone: 3421-6245. 

O Chá Beneficente faz parte de uma série de eventos, promoções e campanhas para angariar fundos para as obras sociais da Paróquia da Catedral.

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57ª Assembleia Geral: Nova presidência da CNBB toma posse

A cerimônia de encerramento da 57ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aconteceu nesta sexta-feira, 10, e foi marcada pela transição da antiga para a nova presidência da CNBB. Em sua última vez presidindo a mesa dos trabalhos, o cardeal Sérgio da Rocha celebrou a conclusão do quadriênio em que esteve à frente da conferência (2015-2019), com uma das frases ditas durante o início de celebrações eucarísticas: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!”.

Para Dom Sérgio, a CNBB tem muitos motivos para bendizer a Deus diante das muitas graças recebidas no último quadriênio. Segundo o cardeal, mesmo agradecendo os trabalhos durante a missa desta sexta-feira, 10, era necessário agradecer mais uma vez. Junto com os demais bispos, o antigo presidente da CNBB entoou um canto de louvor. “Expressamos agora pouco nosso louvor e gratidão a Deus, sua presença amorosa que foi nos conduzindo, o Espírito Santo que foi nos iluminando”, afirmou o cardeal após a canção.

“Acima de tudo nosso louvor e gratidão ao Senhor. Nessa ação de graças se completa minha gratidão a tantos irmãos que contribuíram com a convivência fraterna”, revelou Dom Sérgio, que aproveitou a oportunidade para agradecer todos que desenvolveram algum tipo de serviço na CNBB durante o período em que presidiu a conferência. Além disso, o cardeal expressou sua gratidão sincera ao Papa Francisco: “[O Papa] nos apoio, ouviu, acolheu e confiou em nós, na Conferência Episcopal”.

Ao Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’aniello o cardeal expressou sua gratidão pelo relacionamento respeitoso e comunhão com a CNBB e a Santa Sé. O Conselho Episcopal Pastoral (Consep), o Conselho Econômico, as Comissões Especiais, os grupos de trabalho da CNBB, os assessores e assessoras cedidos pelas dioceses, as irmãs filhas do Amor Divino, as irmãs do Apostola do Sagrado Coração, os bispos representantes do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), o secretariado Geral da CNBB, subsecretários, o Santuário Nacional, a Pássaro Marrom, a Prefeitura de Aparecida e os funcionários que estiveram a serviço da CNBB em sua sede nacional e nos regionais foram mencionados por Dom Sérgio em seu momento de agradecimento.

Por fim, Dom Sérgio felicitou Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (BH), e a nova presidência nesta nova tarefa. “Se há uma certeza que temos é que somente podemos servir contando com a graça e misericórdia de Deus. Desejo que Dom Walmor e todos os presidentes eleitos possam cumprir de maneira feliz essa missão, promovendo a união e comunhão da Igreja no Brasil e com o Santo Padre”, frisou.

Carta do Papa aos bispos

Dom Giovanni D’aniello apresentou aos bispos a carta de felicitação do Papa Francisco, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, aos bispos reunidos durante a 57ª AG da CNBB.  No texto, Dom Pietro Parolin afirmou que o Santo Padre acolheu com alegria a mensagem que lhe foi enviada por todo o episcopado brasileiro.

O Pontífice manifestou seu afeto colegial e de solidariedade espiritual aos bispos e fez votos para que os projetos assumidos pela Igreja no Brasil  possam ajudar os brasileiros de forma fecunda. Por fim, o Papa concedeu sua bênção apostólica e pediu ao episcopado brasileiro que continue rezando por ele.

Ato de transmissão da presidência

Em sinal de transmissão da presidência da CNBB, Dom Sérgio da Rocha entregou as novas diretrizes – símbolo do trabalho e serviço que será prestado pela nova presidência – ao bispo de Belo Horizonte e novo presidente da Conferência.

Dom Murilo Krieguer, antigo vice-presidente da CNBB, entregou aos novos vice-presidentes, Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (SC), e Dom Mário Silva, bispo de Roraima, a nova tradução da Sagrada Escritura em um momento de transição dos cargos. Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), entregou o diretório da liturgia  a Dom Joel Portella, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ).

A nova presidência

“Nada há de melhor para oferecer ao mundo do que o evangelho de Cristo”, disse Dom Walmor no início de sua fala após assumir a presidência da CNBB. Segundo o bispo, é papel da Igreja buscar uma sociedade mais justa, fraterna e solidária ao anunciar o evangelho.

O bispo agradeceu a antiga presidência pelos avanços e conquistas, e afirmou que os trabalhos realizados deram condições para que a CNBB prossiga com os trabalhos no próximo quadriênio 2019-2023. Dom Walmor também saudou todos os bispos que participaram da 57ª AG e os exortou: “Podemos fazer de nossas diferenças uma grande força para o enriquecimento do caminho de nossa Igreja”.

Os novos presidentes das doze Comissões Episcopais Pastorais foram saudados e motivados a buscarem, junto à nova presidência, respostas para os desafios atuais. “As dificuldades são muitas, mas é uma oportunidade porque temos fé”, sublinhou Dom Walmor, que acrescentou: “Não é só dentro da Igreja que devemos ajudar, mas também fora, a sociedade brasileira. É preciso encontrar um novo caminho”.

Para o novo quadriênio, o presidente pediu aos bispos o compromisso de serem presença solidária e amorosa na vida do povo, uma fé desdobrada em gestos e o sustentado pela força do evangelho. “O coração da CNBB (…) é a colegialidade efetiva. Jesus disse “ide e fazei”, por isso é necessário sermos e nos fazermos discípulos, aprendendo na escuta diária, na abertura do coração. Só se faz discípulo quem é discípulo”, comentou.

Ao final de sua fala, Dom Walmor comentou sobre a importância da Igreja melhorar suas respostas às situações do mundo e rogou para que Deus ajude os bispos a construírem um novo caminho: “Que Deus nos ajude”. O bispo se colocou na condição de peregrino e aprendiz e falou em uma abertura do episcopado. “Digamos juntos tudo o que é necessário, com muita abertura para fecundar nossa colegialidade”, frisou.

Preces dos Bispos

Os novos presidentes das doze Comissões Episcopais Pastorais da CNBB protagonizaram um momento dedicado a preces e orações. Os bispos rezaram juntos pelo Papa, por todas as comunidades do Brasil, pelo povo brasileiro, por uma sociedade justa, democrática e solidária; pela viagem de regresso de todos os bispos participantes da 57 AG, e pelos membros e colaboradores falecidos da CNBB.

A cerimônia foi encerrada com a oração do Pai Nosso, a Benção Final de Dom Walmor e com o canto “Salve Rainha”.

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Dom Walmor sobre nova presidência da CNBB: "aberta ao diálogo"

A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conversou com a imprensa nesta sexta-feira, 10, sobre os trabalhos que serão desenvolvidos no próximo quadriênio 2019-2023. O novo presidente da CNBB, Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG), classificou o momento como importante para a Igreja no Brasil e teve algumas de suas ações comparadas por jornalistas às do Papa. “Experimentamos uma grande comunhão entre nós bispos, o povo e o Papa Francisco”, revelou o bispo que disse ter se sentido lisonjeado com a comparação.

A postura adotada pela nova presidência foi definida por Dom Walmor: “Somos e seremos uma Igreja a serviço da vida e aberta ao diálogo”. Citando as novas diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o arcebispo falou da necessidade de atenção à cultura urbana e aos novos desafios atuais. “O caminho da sociedade é exigente. (…) São tempos de grandes mudanças culturais”, observou. Para Dom Walmor, os valores inegociáveis do evangelho ajudarão a sociedade a encontrar novos caminhos: “Temos uma contribuição essencial, o evangelho”.

O respeito às instâncias é também umas das prioridades da CNBB. De acordo com Dom Walmor, o diálogo será o caminho escolhido pela conferência no contato com todas as instituições, sejam elas federais, estaduais, municipais, particulares ou sociais. “Torceremos para que todos cumpram seus papéis”, completou. O arcebispo retomou a mensagem da CNBB ao povo brasileiro e reforçou o convite à sociedade para que não sigam caminhos em direção a violência.

A Igreja contra os abusos

O presidente da CNBB também comentou durante a coletiva de imprensa o Motu Proprio publicado nesta quinta-feira, 9,  de autoria do Papa Francisco, e que é dedicado à luta contra os abusos sexuais cometidos por clérigos e religiosos. O documento citava as ações ou omissões dos bispos e dos superiores religiosos “tendentes a interferir ou contornar” as investigações sobre os abusos.

“Em sintonia com o Papa temos o princípio de tolerância zero. Nosso compromisso é com a justiça, o bem e a verdade (…). Iremos operar de maneira decisiva, forte em proteção às vítimas sobretudo na prevenção”, declarou Dom Walmor.

Relação com o Governo Federal

O novo secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella respondeu à questionamentos sobre uma possível aproximação da CNBB com o atual Governo Federal. Sobre o assunto, o bispo enalteceu a comunhão da presidência do episcopado brasileiro e retomou a “bandeira do diálogo” levantada pelo presidente da CNBB. “Iremos dialogar com quem for preciso para cumprir aquilo que Dom Walmor indicou”, afirmou o secretário-geral, que concluiu o tema: “Não cansaremos de dialogar e buscar a paz em um mundo muito fragmentado por exageros e fundamentalismos”.

“Precisamos nos ajudar, precisamos de diálogos e compreensão lúcida. (…) O Brasil precisa de muitas reformas, com atenção e clarividência. (…) É um enorme desafio para quem governa, discute legislação, para todos os cidadãos. (…) Precisamos ter referências fundamentais como o evangelho de Jesus e cooperação para abrirmos novos caminhos”, comentou Dom Walmor.

Conservadores x Progressistas

A CNBB é apontada, de acordo com jornalistas, como uma conferência dividida entre conservadores e progressistas. Sobre a afirmação, o primeiro vice-presidente, Dom Jaime Spengler, revelou não passar de uma ideia inexistente na prática. “Somos conservadores, porque seguimos o evangelho, e progressistas, porque atuamos pautados pela Doutrina Social da Igreja. Essa qualificação não existe entre nós, o que existe é o desejo de respondermos de forma eficaz aos desafios da sociedade”, sublinhou o bispo.

Novas Diretrizes

O grande desafio da nova presidência da CNBB é a implantação das novas diretrizes, de acordo com Dom Joel Portella. “As diretrizes têm características muito peculiares e (…) cada realidade deverá aplicá-la segundo seu contexto”, esclareceu. Para o bispo, as novas diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil é como que uma “constituição” para a CNBB. “É nossa missão, é nossa responsabilidade”, revelou.

Para Dom Walmor, as novas diretrizes colocam os bispos diante daquilo que de fato é um desafio e uma complexidade: a urbanização. “A Igreja vive este enorme desafio, uma cultura que muda muito rapidamente e pede novas posturas, gestos e respostas (…). O contexto atual pede de nós novas respostas, e o mesmo acontece para governos e instituições. (…) As diretrizes são um enorme desafio que vai pedir criatividade e centralidade da palavra de Deus”.

A Igreja, em sua tradição, deve, segundo o presidente da CNBB, colocar a palavra de Deus em primeiro lugar para conseguir responder à altura, fazer frente e ter um bom entendimento sobretudo com a juventude.

A urbanização, foco do documento, é marcada pelo cansaço e sinais fortes na sociedade, de acordo com Dom Jaime. “Nas escolas, o número é grande de jovens que se automutilando, se suicidam, nas periferias temos a violência”, exemplificou o bispo, que questionou: “Como responder a isso?”. Dom Jaime prosseguiu: “Isso nos desafia a transmitir a fé às novas gerações. (…) O Papa pede ousadia para nós em uma sociedade marcada por complexidade e desafios e uma riqueza de diversidades”.

Dom Mário Silva, segundo vice-presidente da conferência, acredita que o momento é de continuidade e renovação. “Olhar a comunidade com mais atenção e cuidado, (…) expressando a natureza missionária da Igreja”, observou. De acordo com o bispo, é preciso olhar para as comunidades e identificar virtudes e defeitos, pois elas oferecem propostas e respostas. “Precisamos continuar semeando e cultivando”, apontou.

Imigrantes e refugiados

O tema migração e refúgio ganhou destaque na coletiva. Dom Mário retomou a necessidade da sociedade olhar para a dimensão da vida humana, como forma de reconhecer ameaças e lacunas. “A questão migratória é um fato mundial!”, afirmou. O bispo pontuou a intensidade do assunto na diocese em que atua – a de Roraima -, e recordou a existência de um fluxo contínuo de migração e a urgência de comunidades mais solidárias no Brasil.

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