Notícias e Artigos Litúrgicos
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Diocese de Votuporanga celebrou 5 anos de instalação e posse de Dom Moacir

Na última sexta-feira, 22, a Diocese de Votuporanga celebrou os 5 anos de sua instalação e posse de seu primeiro bispo, Dom Moacir Aparecido de Freitas. Criada pelo Papa Francisco em 20 de julho de 2016, a Diocese de Votuporanga foi instalada em 22 de outubro de 2016 em celebração presidida pelo Arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva, na Sé Catedral de Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga que contou com a presença de arcebispos, bispos, padres e diáconos de diversas dioceses, e milhares de fieis que lotaram a Catedral e a Concha Acústica, onde também foi disponibilizado um telão.

A criação da diocese de Votuporanga permitiu um avanço nos trabalhos pastorais devido à proximidade com o bispo diocesano e demais organismos da Cúria. Ao longo destes 5 anos houve um amadurecimento do processo de identidade diocesana que permitiu a elaboração do 1º Plano de Pastoral em 2020.  Juntamente com as dioceses do mundo todo, a Diocese de Votuporanga está se preparando para o Sinodo dos Bispos a ser realizado em 2023 com o tema: Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão",  que ocorrerá em outubro de 2023.

A cúria diocesana, órgão que contempla diversos organismos pastorais e administrativos continua funcionando em imóvel do Centro Pastoral da Catedral enquanto ainda se estuda a mudança para um outro imóvel. Também está sendo estudada a construção de um Centro Pastoral para Retiros e Encontros Diocesanos.

Neste período de pandemia, com as celebrações sendo realizadas com capacidade reduzida de fieis, as paróquias da diocese passaram a usar cada vez mais os meios de comunicação para levar a Palavra de Deus aos fieis, amenizando o distanciamento e as dificuldades psicológicas e físicas deste tempo.

A Diocese de Votuporanga foi desmembrada das Dioceses de São José do Rio Preto e de Jales e é sufragânea da Arquidiocese de Ribeirão Preto e faz parte do Regional Sul 1 da CNBB, sendo composta por 30 paróquias localizadas em 25 municípios: Álvares Florence, Américo de Campos, Buritama, Cardoso, Cosmorama, Floreal, Gastão Vidigal, Lourdes, Macaubal, Magda, Monções, Nhandeara, Nova Luzitânia, Parisi, Paulo de Faria, Planalto, Pontes Gestal, Riolândia, Sebastianópolis do Sul, Tanabi, Turiúba, União Paulista, Valentim Gentil, Votuporanga e Zacarias. Para facilitar o trabalho pastoral, a diocese foi dividida em 5 regiões pastorais: Nhandeara, Buritama, Votuporanga, Cosmorama e Riolândia. A diocese abrange uma superfície de 7.694 Km² e segundo o censo de 2010, a população da nova diocese é de 250.000 habitantes.

Desde a criação da Diocese, foram ordenados 3 padres na diocese (Rafael Vicente, Michel Candeu e Murilo da Silveira) e em breve deverá ser ordenado padre o diácono transitório Alan Miatello. Infelizmente, neste ano a Diocese perdeu dois membros de seu clero diocesano vítimas da pandemia: Padre Joaquim Tadeu e Diácono José Roberto.

 

 

 

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Papa: trabalhem para construir uma obra mais solidária, justa e equânime

O Papa Francisco dirigiu-se neste sábado, 23, aos membros da Instituição Centesimus Annus — Pro Pontífice, ao concluírem a Convenção Internacional de 2021 sobre “Solidariedade, Cooperação e Responsabilidade: os antídotos para combater as injustiças, desigualdades e exclusões”.

Em suas observações, o Santo Padre expressou seu apreço pelo trabalho da Fundação, observando que a resposta à injustiça e exploração que vemos em todo o mundo deve consistir não apenas na condenação, mas na “promoção ativa do bem”.

Encontrando novos modelos de desenvolvimento

O compromisso da Fundação de estudar e pesquisar novos modelos de desenvolvimento econômico e social, inspirado no ensinamento social católico, “é importante e extremamente necessário”, disse ele. “Em solo contaminado pelo predomínio das finanças, precisamos semear muitas pequenas sementes que possam dar frutos em uma economia que seja igualitária e benéfica, humana e centrada nas pessoas.”

Os conceitos de solidariedade, cooperação e responsabilidade — o foco da conferência — são “três pilares da doutrina social da Igreja”, disse o Papa Francisco. Ele explicou que a doutrina social da Igreja se baseia na interação entre as pessoas e é direcionada para o bem comum, em oposição aos modelos individualistas e coletivistas.

Fundamentado na palavra de Deus

O ensinamento social católico, ele insistiu, “está fundamentado no mundo de Deus e busca promover o desenvolvimento humano integral com base em nossa fé no Deus que se fez homem”. Por esta razão, disse ele, “deve ser praticado, apreciado e desenvolvido”, porque “é um tesouro da tradição da Igreja!”

O estudo deste ensinamento, continuou, levou a Fundação Centesimus Annus “a combater as formas de desigualdade que atingem especialmente os mais frágeis e a trabalhar pela promoção de uma fraternidade real e eficaz”.

Solidariedade, cooperação, responsabilidade

Acrescentou que as três palavras que estão no centro dos debates da Fundação “recordam o mistério do próprio Deus, que, enquanto Trindade, comunhão de pessoas, inspira-nos a encontrar realização na abertura generosa aos outros (solidariedade), por meio da colaboração com os outros (a cooperação) e pelo compromisso com os outros (responsabilidade)”.

O Papa Francisco explicou que a missão de implementar a doutrina social da Igreja nos compromete a trabalhar para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equânime, mas também defendendo e salvaguardando a dignidade e a liberdade de cada pessoa humana.

Nós não estamos sozinhos

“Caros amigos”, disse o Papa, “na promoção destes valores e desta forma de vida, muitas vezes nos encontramos indo contra a corrente, mas devemos sempre lembrar que não estamos sós. Deus se aproximou de nós”.

O Pontífice disse ainda que, enquanto cristãos, somos chamados a trabalhar com todos aqueles que trabalham para o bem comum. “Podemos ser ‘irmãos e irmãs todos’”, disse, fazendo uma alusão à sua encíclica Fratelli tutti, “e assim podemos e devemos pensar e trabalhar como‘ irmãos e irmãs todos ’.”

Um sonho que pode se tornar realidade

Embora o sonho de um mundo mais justo e equânime possa parecer inatingível, o Papa Francisco disse, “preferimos acreditar que é um sonho que pode se tornar realidade, pois é o sonho de Deus”.

E o Sucessor de Pedro encorajou os membros da Fundação a “continuarem resolutamente” em seu caminho, pois o bem que fazem “por cada pessoa na Terra traz alegria ao coração de Deus no céu”.

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Padre Gilmar Margoto completa 10 anos à frente da Catedral Nossa Senhora Aparecida

Nesta terça-feira (26/10), o padre Gilmar Margoto completa 10 anos à frente da Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Votuporanga. Para celebrar a data, às 19h, será presidida a missa em ação de graças.
Nesta data, o pároco da Catedral renova o comprometimento em favor da comunidade paroquial com a doação da vida por meio do ministério sacerdotal, e agradece a comunidade pelo acolhimento, amizade e comunhão. 
“Agradeço a Deus pela vida, saúde, vigor e oportunidade de servir nestes 10 anos na Comunidade Paroquial da Catedral. Agradeço pela confiança da Igreja em colocar sob minha responsabilidade esta sublime missão. Gratidão por todo trabalho realizado e bons frutos colhidos, graças a participação ativa e corresponsabilidade dos fiéis leigos, agentes dos movimentos, pastorais e serviços. Sinto um amadurecimento da nossa espiritualidade pela convivência e celebração diária da Eucaristia.”, afirma.
O padre Gilmar Margoto tomou posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em 26 de outubro de 2011, durante celebração presidida pelo bispo diocesano Dom Paulo Mendes Peixoto, após o falecimento do saudoso padre Edemur José Alves.
Ao longo destes anos, ele cativou os paroquianos com sua dedicação e amor pelo povo de Deus. Entre os destaques de seu trabalho estão a reorganização territorial, celebração de missas em todos os dias da semana, reforma do Salão, da Secretaria Paroquial e das sacristias, construção do Centro de Eventos e implantação do sistema de transmissão de missas via internet.
Ele também foi um dos responsáveis pela implantação da Diocese de Votuporanga, com participação na Comissão de Criação, desde 2010. Após a instalação, em 2016, tornou-se Cura da Catedral e padre assessor da Pastoral da Comunicação.

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Pedir tudo a Jesus, pois Ele tudo pode, afirma Papa Francisco

“Quando a fé é viva, a oração é sincera: não mendiga trocados, não se reduz às necessidades do momento. A Jesus, que tudo pode, deve ser pedido tudo. Ele não vê a hora para derramar sua graça e sua alegria em nossos corações”.

A fé concreta, insistente e corajosa de Bartimeu foi apresentada como exemplo pelo Papa Francisco, ao refletir no Angelus deste 30º Domingo do Tempo Comum sobre a narrativa apresentada no Evangelho de Marcos (Mc 10, 46-52).

Dirigindo-se aos milhares de fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, em um belo domingo de outono, o Papa começa destacando a importância deste encontro entre Bartimeu – “um cego que mendiga ao longo do caminho” – e Jesus, que se preparava para entrar em Jerusalém para a Páscoa.

A fé, raiz do milagre

Se os gritos de Bartimeu “Filho de Davi, Jesus, tem piedade de mim” incomodaram a multidão e os apóstolos, não passaram desapercebidos de Jesus, que percebe que sua voz “é cheia de fé, uma fé que não tem medo de insistir, de bater no coração de Deus, apesar da incompreensão e repreensões. E aqui – ressaltou o Papa – está a raiz do milagre. Na verdade, Jesus lhe disse: ‘A tua fé te curou’”.

Ou seja, “a fé de Bartimeu, transparece pela sua oração. Não é uma oração tímida, uma oração convencional. Antes de tudo, ele chama o Senhor de “Filho de Davi”, isto é, o reconhece como Messias, o Rei que vem ao mundo. Depois o chama pelo nome, com confiança: “Jesus”. Não tem medo dele, não se distancia. E assim, de coração, grita ao Deus amigo todo o seu drama: ‘Tem piedade de mim!'”.

Não pede algum trocado como faz com os transeuntes. Não, não. Aquele que tudo pode, pede tudo. Às pessoas pede trocados, a Jesus, que pode fazer tudo, pede tudo: “Tem piedade de mim, tem piedade de tudo o que sou”. Não pede uma graça, mas apresenta a si mesmo: pede misericórdia para a sua pessoa, para a sua vida. Não é um pedido pequeno, mas é belíssimo, porque invoca a piedade, isto é, a compaixão, a misericórdia de Deus, a sua ternura.

Apresentar-se inteiramente ao Senhor, como somos

“Bartimeu não usa muitas palavras – recorda Francisco –  diz o essencial e confia-se no amor de Deus, que pode fazer a sua vida voltar a florescer realizando o que é impossível aos homens”:

Por isso, não pede esmola ao Senhor, mas manifesta tudo, a sua cegueira e o seu sofrimento, que iam além do não poder ver. A cegueira era a ponta do iceberg, mas em seu coração haveria feridas, humilhações, sonhos desfeitos, erros, remorsos. E ele rezava com o coração.

“E nós – pergunta o Papa – quando pedimos uma graça a Deus, colocamos também na oração a nossa própria história: as feridas, as humilhações, os sonhos desfeitos, os erros, os remorsos?”

E ao sugerir para fazermos nossa a oração “Filho de David, Jesus, tem piedade de mim!”, o Papa exorta a nos perguntarmos: “Como vai a minha oração?”:

É oração corajosa, tem a boa insistência daquela de Bartimeu, sabe “agarrar” o Senhor que passa, ou contenta-se em dar-lhe uma saudação formal de vez em quando, quando me lembro? Estas orações mornas não ajudam nada.

Fé viva, oração sincera

Depois – acrescentou Francisco – também podemos nos perguntar se “nossa oração é “substanciosa”, expõe o coração diante do Senhor: levo a ele a história e os rostos da minha vida? Ou é anêmica, superficial, feito de rituais sem afeto e sem coração?“:

Quando a fé é viva, a oração é sincera: não mendiga trocados, não se reduz às necessidades do momento. A Jesus, que tudo pode, tudo deve ser pedido. Não se esqueçam disso. A Jesus que tudo pode, deve ser pedido tudo, com a minha insistência diante d’Ele. Ele não vê a hora para derramar sua graça e sua alegria em nossos corações, mas infelizmente somos nós que mantemos distância, talvez por timidez, ou preguiça ou descrença. Tantos de nós, quando rezamos, não acreditamos que o Senhor possa realizar o milagre.

Oração insistente e corajosa

Para ilustrar o resultado de uma oração insistente e expectante, o Papa voltou a contar uma história ocorrida quando era arcebispo na Argentina: com a filha pequena desenganada pelos médicos, um pai viajou 70 km de ônibus até um Santuário mariano. Mesmo estando fechado, ele passou a noite agarrado às grades do portão rezando e clamando: “Senhor, salva-a. Senhor, dá a ela a vida”. Ao voltar ao hospital na manhã seguinte, encontrou a esposa que chorava, mas não de tristeza: “Não se entende, não se entende. Os médicos dizem algo estranho: parece curada”.

“Aquele grito daquele homem que pedia tudo, foi ouvido pelo Senhor que lhe havia dado tudo”, disse o Papa, acrescentando: “Esta não é uma história, eu vi isso”!:

“Mas temos coragem na oração? Peçamos tudo àquele que pode dar tudo, como Bartimeu, que é um grande mestre, um grande mestre na oração nisto.”

Que Bartimeu – disse ao concluir – seja um exemplo para nós com a sua fé concreta, insistente e corajosa. E que Nossa Senhora, a Virgem orante, nos ensine a dirigir-nos a Deus de todo o coração, confiando que Ele escuta atentamente cada oração.

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O Papa aos detentos: erra-se, mas não se deve permanecer errado

Um Papa que escuta, acompanha com o sorriso e as palavras, encoraja a acreditar na misericórdia de Deus, na ajuda dos outros, a não se condenar pelos erros cometidos. Esta foi a experiência vivida na sexta-feira, 22, na Casa Santa Marta, por um grupo de detentos e ex-detentos que cumprem ou cumpriram pena nas estruturas da comunidade de padre Benzi em Vasto, na Província italiana de Chieti, e em Termoli, perto de Campobasso. O grupo estava acompanhado pelo padre Benito Giorgetta, pároco da igreja de São Timóteo em Termoli.

Francisco opta por ouvir suas vozes e os agradece pelos testemunhos dados, muitas vezes duros e difícieis. Recorda, em um vídeo dirigido aos detentos que não estavam presentes, que é importante caminhar sozinho ou até mesmo pedir a mão de alguém, bater à porta mesmo que se sinta perdido e não sabe para onde ir. “É o Senhor quem te dá a oportunidade e te faz dar um passo”, diz Francisco.

O caminho a ser seguido

“O importante na vida é caminhar estar na estrada”. Há quem não veja a direção e nem mesmo o caminho. Há pessoas “estacionadas” a serem ajudadas, com o “coração estacionado” no qual não entra a inquietação que te faz mover. “Nós nos movemos, mas como em um labirinto, não encontramos a porta de saída, o caminho e vamos lá, rodeando e rodeando dentro das coisas, sem sair delas”.

Todos cometemos erros na vida, prossegue Francisco, “mas o importante é não permanecer errados”. E cita uma canção dos Alpinos que convida a não ficar pelo chão depois de cair. Levantar-se também graças a quem ajuda a levantar-se, sem nunca olhar de cima para baixo para quem caiu, porque “é indigno”.

“Tantas vezes nós na vida encontramos uma mão que nos ajuda a nos reerguer: também nós devemos fazê-lo com os outros: com a experiência que temos, fazer o mesmo com os outros”.

Experiência contagiante

Antes de se despedir, convida a aproveitar a experiência vivida para gerar o verdadeiro bem:

Faço votos que a experiência de vocês seja fecunda, que seja como a semente que se semeia e depois cresce, cresce. Que seja como uma boa doença: que contagia. Uma experiência contagiante. E que seja libertadora, que abra portas para tantas pessoas que precisam viver a experiência que vocês viveram.

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63 anos da celebração da primeira Missa na Nova Igreja Matriz, atual Catedral

Neste dia 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida , a comunidade votuporanguense celebra os 63 anos da primeira missa na atual Catedral Nossa Senhora Aparecida . Após mais de 4 anos de construção, no dia 12 de outubro de 1958 foi inaugurada solenemente a então nova Igreja Matriz, com missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Lafayette Libânio, às 17 horas e concelebrada pelos Freis Ambrósio de Bebedouro e Arnaldo Maria de Itaporanga. A celebração contou com a presença de uma multidão de fiéis de Votuporanga e região. Nesse mesmo dia, às 8 horas, Frei Arnaldo rezou a última missa na Capelinha. Uma semana depois, a pequena capelinha foi demolida.

A nova igreja foi inaugurada, sem as torres, sem forro e com as paredes sem reboco e pintura. Apenas anos mais tarde, com o apoio da comunidade, a Igreja Matriz foi embelezada.

Com o crescimento da população, a pequena Capelinha construída entre os anos de 1939 e 1940, onde hoje é a fonte luminosa, já não abrigava mais os fiéis que participavam das missas e demais celebrações.

Em janeiro de 1953, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida passou a ser administrada pelos Freis Capuchinhos, e nesse período chega a nossa cidade o visionário e missionário Frei Gregório de Protásio Alves. O saudoso frei acolheu os pedidos da comunidade e solicitou ao engenheiro civil, Dante Andreoli que elaborasse um projeto para a construção da nova Igreja Matriz. O estilo adotado foi o neo-gótico.

Para o local da construção da nova Igreja Matriz, escolheu-se o terreno em frente a pequena Capela que pertencia a prefeitura e onde estava localizado um campo de aviação, e para que fosse possível a edificação nesse local, o terreno da capelinha passaria ao poder público municipal.

A população se empolgou com a construção da igreja e se mobilizou para angariar recursos para custear as obras. Os freis capuchinhos visitavam as comunidades rurais, solicitando a doação de sacas de café, arroz e prendas e raramente recebiam uma resposta negativa. A comunidade votuporanguense também contribuiu com a doação de diversas prendas para as quermesses e leilões de gado cujas rendas eram revertidas para a construção do novo templo. Com todo esse apoio da comunidade, a nova igreja foi construída.

Ao longo dos anos a igreja foi sendo embeleza, recebendo o piso de granilite, altar de mármore, lustres, vitrais coloridos, forro pintado com símbolos católicos, novos e confortáveis bancos, torres, sinos e relógios.

Em outubro de1989, foi iniciado o processo para o Tombamento Histórico da Igreja Matriz, porém por não possuir um estilo arquitetônico puro, o processo foi arquivado.

Em abril de 2012, foi lançada a Campanha "Todos Unidos pela Igreja Matriz" para angariar recursos para as obras de adequação da Igreja preparando-a para se tornar Catedral, visto que o processo de criação da Diocese de Votuporanga estava em andamento. Nos anos seguintes, com o apoio fiel da comunidade, foram reformadas as sacristias, instalado um novo sistema de som, instalado um sistema digital nos relógios das torres para que eles voltassem a badalar, instalada uma nova iluminação externa e novos vitrais.

A Igreja Matriz que sempre acolheu a comunidade votuporanguense, tornou-se Catedral em julho de 2016, com a criação da Diocese de Votuporanga, passando a acolher os fiéis de 28 paróquias da Diocese.

Nesses 63 anos, a hoje Catedral de Votuporanga, foi o local de diversas celebrações religiosas como Missas Solenes, Batizados, Casamentos, Ordenações Diaconais e Presbiterais e diariamente acolhe muitas pessoas que ao passarem pelo centro de nossa cidade adentram na Catedral para rezarem e se aproximarem cada vez mais de Deus.

A Catedral Nossa Senhora Aparecida foi construída em estilo neogótico, representado pelas torres, vitrais, rosáceas e abóbadas e é a única da região com duas torres. 

 

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Catedral celebrará Dia da Padroeira

A Catedral Nossa Senhora Aparecida celebra nesta terça-feira, 12, o dia de sua padroeira e também padroeira de Votuporanga, da Diocese e do Brasil. As festividades tem neste ano o tema:  “Com Maria, somos povo de Deus unido pela aliança!”.

As celebrações iniciam-se às 9h com a Missa pelas Crianças que também celebram o seu dia nesta data. Ao meio-dia será realizada a Consagração Solene à Nossa Senhora Aparecida, na qual os fiéis poderão consagrar suas vidas à Maria. Ao final do dia serão celebradas Missas Solenes de Nossa Senhora Aparecida às 17h e 19h. Todas as celebrações serão realizadas na Catedral.

As Festividades da Padroeira tiveram início no dia 03 com a Novena de Nossa Senhora. Durante nove dias, os fiéis puderam rezar e agradecer a Nossa Senhora pelas graças e bênçãos alcançadas e pela saúde concedida em tempos de pandemia.

Pelo segundo ano consecutivo, não será realizada a tradicional procissão com a imagem da Padroeira do Brasil pelas ruas centrais de Votuporanga e a Tradicional Quermesse em virtude da pandemia.

Também no dia 12 de outubro, recordam-se os 45 anos de falecimento do saudoso Frei Arnaldo Maria de Itaporanga que foi vigário em Votuporanga por 12 anos e que faleceu no dia 12 de outubro de 1976 vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. Celebram-se também os 63 anos da celebração da 1ª Missa na Nova Igreja Matriz, atual Catedral de Votuporanga e símbolo de toda a região.

Desde a fundação de Votuporanga, a comunidade local sempre teve muita fé em Nossa Senhora Aparecida, dedicando a ela suas primeiras igrejas e tendo em Maria um modelo de amor, fé e serviço ao Reino de Deus.

Segundo o padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral, “ a devoção mariana, vivida no horizonte da centralidade de Jesus Cristo e do Reino de Deus, é legítima e saudável. Deve ser respeitada e estimulada, para que a mãe de Jesus molde nosso coração de discípulos e missionários de Cristo, levando-nos a viver autenticamente o mistério de amor e misericórdia em nossos tempos

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Famílias são protagonistas do próximo Encontro Mundial de Famílias 2022

Na medida do possível, convido, pois, as comunidades diocesanas a organizar iniciativas a partir do tema do encontro, utilizando os símbolos que a Diocese de Roma está a preparar. Peço que sejam dinâmicos, ativos e criativos, para se organizarem com as famílias, em sintonia com o que acontecerá em Roma”, referiu Francisco, numa mensagem em vídeo divulgada pelo Vaticano e enviada à Agência ECCLESIA.

O tema do 10.º EMF será ‘O Amor em família: vocação e caminho de santidade’ e decorre após o adiamento de um ano, por causa da pandemia.

O Papa sublinha que, nas edições anteriores, a maior parte das famílias ficava em casa e “o Encontro era visto como uma realidade distante, no máximo acompanhada pela televisão, ou desconhecida para a maioria das famílias”.

Desta vez, porém, vai decorrer com uma fórmula inédita: será uma oportunidade da Providência para realizar um evento mundial capaz de envolver todas as famílias que quiserem sentir-se parte da comunidade eclesial”.

Francisco fala numa organização “multicêntrica e disseminada” para promover a participação das comunidades diocesanas do mundo inteiro.

“Roma será a sede principal, com alguns delegados da Pastoral Familiar que participarão no Festival das Famílias, no Congresso Pastoral e na Santa Missa, transmitidos para o mundo inteiro”, precisa. indica o Papa, “cada diocese poderá ser o centro de um Encontro local para as suas famílias e comunidades”.

“Trata-se de uma ocasião valiosa para nos dedicarmos com entusiasmo à Pastoral Familiar: esposos, famílias e pastores, todos juntos. Portanto, coragem, queridos pastores e queridas famílias, ajudem-se mutuamente para organizar encontros nas dioceses e paróquias de todos os continentes”, deseja.

evento vai decorrer de 22 a 26 de junho de 2022, com iniciativas globais nas dioceses católicas e em Roma, que acolhe os delegados das Conferências Episcopais e dos movimentos internacionais empenhados na Pastoral Familiar.

O cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé), assinala em comunicado enviado à Agência ECCLESIA que este “importante encontro eclesial tem recebido uma participação crescente das famílias”.

“As milhares de pessoas que participaram das edições mais recentes, com a riqueza da sua língua, cultura e experiência, foram um sinal eloquente da beleza da família para a Igreja e para a humanidade inteira. Devemos continuar por esse caminho, procurando envolver ainda mais famílias nesta belíssima iniciativa”, acrescenta.

O “logo” pensado para o X Encontro Mundial das Famílias retoma a forma elíptica da colunata de Bernini, na Praça São Pedro, remetendo ao “seu significado original, que é o abraço acolhedor da Igreja-Mãe de Roma e do seu bispo, abraço que inclui e envolve todos os homens e mulheres de todos os tempos”.

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Santa Sé pede que Estados reduzam gastos militares para combater a pandemia

A Santa Sé pediu aos países que reduzam suas despesas militares diante da pandemia de coronavírus e que dediquem esse orçamento a “responder às necessidades humanitárias e às exigências de nossa casa comum”.

O secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, dom Paul Richard Gallagher, se pronunciou na ONU nesta quarta-feira, 29, um discurso que promoveu a jornada internacional para a eliminação total das armas nucleares.

Dom Gallagher pediu aos países que possuem armas nucleares que escutem “o pedido da humanidade de eliminar as armas nucleares” e que assumam o compromisso de “libertar o mundo da ameaça da guerra nuclear”.

O enviado da Santa Sé à ONU agradeceu aos 122 Estados que adotaram o Tratado de Proibição de Armas Nucleares e encorajou os Estados que ainda não assinaram o tratado a se unirem aos países que já o fizeram.

Dom Gallagher, no entanto, foi realista e expôs os dois fatores principais que, em sua opinião, perpetuam o status quo nuclear.

Em primeiro lugar, “a política da dissuasão que impulsiona os armamentos e gera um ambiente tecnológico desumanizante que mantém e piora a desconfiança entre nações”.

O segundo fator é “o gasto exorbitante por parte de alguns Estados para a produção e o desenvolvimento de arsenais nucleares que são uma fonte crescente de desigualdade, tanto no interior do país como entre as nações”.

“Diante de uma pandemia mundial de duração incerta e efeitos cada vez mais graves”, continuou dom Gallagher, “de mudança climática global, os Estados devem reduzir o orçamento militar em favor de uma resposta às necessidades humanitárias e das exigências de nossa casa comum”.

A esse respeito, dom Gallagher renovou o pedido da Santa Sé aos governos, formulado tanto na encíclica Populorum progressio, de Paulo VI, como na Fratelli tutti, de Francisco, para que destinem “o dinheiro que se gasta nas armas e em outros gastos militares à constituição de um fundo mundial para eliminar a fome e para o desenvolvimento dos países mais pobres”.

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Semana Nacional da Vida e Dia do Nascituro: 1º a 8 de outubro

Com o tema “Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas”, a Igreja em todo o Brasil realiza a Semana Nacional da Vida, entre os dias 1º e 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, as (arqui) dioceses são convidadas a desenvolverem atividades em torno do tema, com a proposta do debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até seu fim natural.

A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Dia do Nascituro é um dia em homenagem ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção de sua vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Para auxiliar na organização e vivência das atividades de evangelização, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar oferecem o subsídio “Hora da Vida” 2014. Em sua 4ª edição, a publicação oferece sete encontros com diferentes abordagens.

O primeiro tema é “Vida e cultura do encontro”. Tem como base os ensinamentos da primeira Exortação Apostólica do papa Francisco, Evangelli Gaudium”. Outras temáticas são sugeridas para as reuniões em grupos como responsabilidade política e social, educação para o amor, memória e gratidão; todos eles voltados para a reflexão sobre a vida.

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Papa aos jovens de "Economia de Francisco": “o mundo precisa da coragem de vocês, agora"

"Renovo a vocês jovens a tarefa de colocar a fraternidade no centro da economia" para demonstrar, "guiados pelo amor do Evangelho", que "uma economia diversa existe", e que ela pode ser "mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum". Assim se dirigiu o Papa Francisco aos jovens empresários e economistas que foram os protagonistas do segundo evento mundial da "Economia de Francisco", na tarde deste sábado, ao vivo de Assis e coligados com 40 cidades do mundo inteiro.

A pandemia revelou e amplificou as desigualdades

Em sua mensagem em vídeo no final dos trabalhos, o Papa começou explicando que tinha ouvido falar "das experiências e iniciativas que vocês construíram juntos" e agradeceu aos jovens "pelo entusiasmo com que realizam esta missão de dar uma nova alma à economia". Ele enfatizou que a tragédia da Covid-19 não só "nos revelou as profundas desigualdades que infectam nossas sociedades: ela também as amplificou". E recordou "o grande aumento do desemprego, pobreza, desigualdade, fome" e a exclusão de muitos dos cuidados de saúde necessários.

Não esqueçamos que alguns poucos aproveitaram a pandemia para se enriquecerem e se fecharem na própria realidade. Todo esse sofrimento recai desproporcionalmente sobre nossos irmãos e irmãs mais pobres.

Esquecida a relação de reciprocidade entre nós e a natureza

Francisco falou de numerosas "falhas no cuidado da casa e da família comuns" durante os quase dois anos da pandemia e denunciou que "muitas vezes esquecemos a importância da cooperação humana e da solidariedade global", assim como "a existência de uma relação de reciprocidade responsável entre nós e a natureza".

Não somos proprietários da criação, mas custódios

A Terra nos precede e nos foi dada, lembrou o Pontífice, e "somos administradores dos bens, não proprietários", mas "a economia doente que mata" nasce precisamente "da suposição de que somos proprietários da criação, capazes de explorá-la para nossos próprios interesses e crescimento".

A pandemia nos lembrou este vínculo profundo de reciprocidade; nos recorda que fomos chamados a cuidar dos bens que a criação dá a todos; nos recorda de nosso dever de trabalhar e distribuir esses bens de tal forma que ninguém seja excluído. Finalmente, também nos recorda que, imersos em um mar comum, devemos abraçar a exigência de uma nova fraternidade.

Por uma economia mais justa, sustentável e "comum”

Este, explicou o Papa Francisco aos jovens, é um momento favorável para sentir novamente "que temos uma responsabilidade para com os outros e para com o mundo”, porque "a qualidade do desenvolvimento dos povos e da Terra depende acima de tudo dos bens comuns".

"É por isso que devemos buscar novos caminhos para regenerar a economia na era pós-Covid-19 para que seja mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum".

Precisamos de mais processos circulares, para produzir e não desperdiçar os recursos de nossa Terra, formas mais justas de vender e distribuir bens e um comportamento mais responsável quando consumimos.

Vocês são a última geração que pode salvar a Terra

O que também é necessário, continuou Francisco, é "um novo paradigma integral" para formar as novas gerações de economistas e empresários ao "respeito pela nossa interconectividade com a Terra". Isto é o que, reconhece o Papa, está sendo feito na "Economia de Francisco", assim como em muitos outros grupos de jovens. Mas não resta muito tempo: "Hoje nossa Mãe Terra geme e nos adverte que estamos nos aproximando de limiares perigosos". E vocês, disse o Pontífice aos jovens, "sejam talvez a última geração que pode nos salvar: eu não estou exagerando". Precisamos de "sua criatividade e resiliência" para "corrigir os erros do passado e nos conduzir a uma nova economia mais solidária, sustentável e inclusiva".

Esta missão da economia, entretanto, inclui a regeneração de todos os nossos sistemas sociais: inculcando os valores da fraternidade, da solidariedade, do cuidado com nossa Terra e com os bens comuns em todas as nossas estruturas, poderíamos enfrentar os maiores desafios de nosso tempo, da fome e desnutrição à distribuição equitativa das vacinas anti-Covid-19. Devemos trabalhar juntos e sonhar em grande.

Economistas que vivem o Evangelho nas empresas e mercados

A última tarefa do Papa aos jovens economistas e empresários é "lançar-se com criatividade na construção de novos tempos, sensíveis à voz dos pobres" e comprometidos em incluí-los "na construção de nosso futuro comum". Porque hoje existe a necessidade de "uma nova geração de economistas que vivem o Evangelho dentro das empresas, escolas, fábricas, bancos, dentro dos mercados". Novos mercantes "que Jesus não expulsa do templo, porque são seus amigos e aliados de seu Reino". E que levem ao mundo, à Igreja e a outros jovens "a profecia e a beleza" da qual são capazes.

"Vocês não são o futuro, vocês são o presente". Outro presente. O mundo precisa da coragem de vocês. Agora".

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Papa aos jovens de "Economia de Francisco": “o mundo precisa da coragem de vocês, agora"

"Renovo a vocês jovens a tarefa de colocar a fraternidade no centro da economia" para demonstrar, "guiados pelo amor do Evangelho", que "uma economia diversa existe", e que ela pode ser "mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum". Assim se dirigiu o Papa Francisco aos jovens empresários e economistas que foram os protagonistas do segundo evento mundial da "Economia de Francisco", na tarde deste sábado, ao vivo de Assis e coligados com 40 cidades do mundo inteiro.

A pandemia revelou e amplificou as desigualdades

Em sua mensagem em vídeo no final dos trabalhos, o Papa começou explicando que tinha ouvido falar "das experiências e iniciativas que vocês construíram juntos" e agradeceu aos jovens "pelo entusiasmo com que realizam esta missão de dar uma nova alma à economia". Ele enfatizou que a tragédia da Covid-19 não só "nos revelou as profundas desigualdades que infectam nossas sociedades: ela também as amplificou". E recordou "o grande aumento do desemprego, pobreza, desigualdade, fome" e a exclusão de muitos dos cuidados de saúde necessários.

Não esqueçamos que alguns poucos aproveitaram a pandemia para se enriquecerem e se fecharem na própria realidade. Todo esse sofrimento recai desproporcionalmente sobre nossos irmãos e irmãs mais pobres.

Esquecida a relação de reciprocidade entre nós e a natureza

Francisco falou de numerosas "falhas no cuidado da casa e da família comuns" durante os quase dois anos da pandemia e denunciou que "muitas vezes esquecemos a importância da cooperação humana e da solidariedade global", assim como "a existência de uma relação de reciprocidade responsável entre nós e a natureza".

Não somos proprietários da criação, mas custódios

A Terra nos precede e nos foi dada, lembrou o Pontífice, e "somos administradores dos bens, não proprietários", mas "a economia doente que mata" nasce precisamente "da suposição de que somos proprietários da criação, capazes de explorá-la para nossos próprios interesses e crescimento".

A pandemia nos lembrou este vínculo profundo de reciprocidade; nos recorda que fomos chamados a cuidar dos bens que a criação dá a todos; nos recorda de nosso dever de trabalhar e distribuir esses bens de tal forma que ninguém seja excluído. Finalmente, também nos recorda que, imersos em um mar comum, devemos abraçar a exigência de uma nova fraternidade.

Por uma economia mais justa, sustentável e "comum”

Este, explicou o Papa Francisco aos jovens, é um momento favorável para sentir novamente "que temos uma responsabilidade para com os outros e para com o mundo”, porque "a qualidade do desenvolvimento dos povos e da Terra depende acima de tudo dos bens comuns".

"É por isso que devemos buscar novos caminhos para regenerar a economia na era pós-Covid-19 para que seja mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum".

Precisamos de mais processos circulares, para produzir e não desperdiçar os recursos de nossa Terra, formas mais justas de vender e distribuir bens e um comportamento mais responsável quando consumimos.

Vocês são a última geração que pode salvar a Terra

O que também é necessário, continuou Francisco, é "um novo paradigma integral" para formar as novas gerações de economistas e empresários ao "respeito pela nossa interconectividade com a Terra". Isto é o que, reconhece o Papa, está sendo feito na "Economia de Francisco", assim como em muitos outros grupos de jovens. Mas não resta muito tempo: "Hoje nossa Mãe Terra geme e nos adverte que estamos nos aproximando de limiares perigosos". E vocês, disse o Pontífice aos jovens, "sejam talvez a última geração que pode nos salvar: eu não estou exagerando". Precisamos de "sua criatividade e resiliência" para "corrigir os erros do passado e nos conduzir a uma nova economia mais solidária, sustentável e inclusiva".

Esta missão da economia, entretanto, inclui a regeneração de todos os nossos sistemas sociais: inculcando os valores da fraternidade, da solidariedade, do cuidado com nossa Terra e com os bens comuns em todas as nossas estruturas, poderíamos enfrentar os maiores desafios de nosso tempo, da fome e desnutrição à distribuição equitativa das vacinas anti-Covid-19. Devemos trabalhar juntos e sonhar em grande.

Economistas que vivem o Evangelho nas empresas e mercados

A última tarefa do Papa aos jovens economistas e empresários é "lançar-se com criatividade na construção de novos tempos, sensíveis à voz dos pobres" e comprometidos em incluí-los "na construção de nosso futuro comum". Porque hoje existe a necessidade de "uma nova geração de economistas que vivem o Evangelho dentro das empresas, escolas, fábricas, bancos, dentro dos mercados". Novos mercantes "que Jesus não expulsa do templo, porque são seus amigos e aliados de seu Reino". E que levem ao mundo, à Igreja e a outros jovens "a profecia e a beleza" da qual são capazes.

"Vocês não são o futuro, vocês são o presente". Outro presente. O mundo precisa da coragem de vocês. Agora".

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Quem busca Deus o encontra nos pequenos e necessitados, diz Papa

“Jesus, fazendo o gesto de abraçar uma criança, identificou-se com os pequenos”. Foi o que disse o Papa Francisco na sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus deste domingo, 3.

Destacando o Evangelho do dia, o Pontífice afirmou aos fiéis reunidos na Praça São Pedro que é possível notar uma reação bastante incomum de Jesus: ele está indignado.

O que é mais surpreendente, observou o Santo Padre, é que a indignação de Jesus não é causada pelos fariseus – que o testam com perguntas sobre a legalidade do divórcio. A indignação é por seus discípulos que, para protegê-lo da multidão, repreendem algumas crianças que são levadas a Ele.

Em outras palavras, o Papa comentou que o Senhor não está zangado com aqueles que discutem com Ele. Ele está zangado com aqueles que, a fim de aliviá-lo da fadiga, distanciam d’Ele as crianças. “Por quê?”, perguntou Francisco.

“Recordamos – era o Evangelho de dois domingos atrás – que Jesus, ao fazer o gesto de abraçar uma criança, identificou-se com os pequenos: ele ensinou que são precisamente os pequenos, ou seja, aqueles que dependem dos outros, que estão e são necessitados, e que não podem retribuir, que devem ser servidos por primeiro”, respondeu.

Deste modo, o Santo Padre sublinhou: “Aqueles que buscam a Deus o encontram ali, nos pequenos, nos necessitados: não só de bens, mas de cuidados e conforto, como os doentes, os humilhados, os prisioneiros, os imigrantes e os encarcerados. Ele está ali. É por isso que Jesus está indignado: todo insulto feito a um pequeno, a uma pessoa pobre, a uma pessoa indefesa, é feito a Ele”.

Novidade

O Papa Francisco destacou em seguida que hoje o Senhor retoma este ensinamento e o completa. De fato, ele acrescenta: “Quem não acolher o Reino de Deus como o acolhe uma criança, não entrará nele”.

“Eis a novidade: o discípulo não deve servir apenas aos pequenos, mas reconhecer-se, ele mesmo, pequeno. Saber-se pequeno, saber-se necessitado de salvação, é indispensável para acolher o Senhor. É o primeiro passo para nos abrirmos a Ele. Mas muitas vezes esquecemos disso”.

Reconhecer-se pequeno

Na prosperidade, disse Francisco no bem-estar, todos têm a ilusão de serem autossuficientes, de serem suficientes a si mesmos, de não precisarem de Deus. Isto é um engano, porque cada um é um ser necessitado, um ser pequeno, destacou.

“Na vida, reconhecer-se pequeno é o ponto de partida para se tornar grande. Se pensarmos nisso, crescemos não tanto com base nos sucessos e nas coisas que temos, mas sobretudo nos momentos de luta e fragilidade. Ali, na necessidade, amadurecemos; ali abrimos nosso coração a Deus, aos outros, ao sentido da vida”.

O Santo Padre sublinhou que “quando nos sentimos pequenos diante de um problema, de uma cruz, de uma doença, quando sentimos cansaço e solidão, não devemos desanimar.

“A máscara da superficialidade está caindo e nossa radical fragilidade radical está reemergindo: é a nossa base comum, nosso tesouro, porque com Deus as fragilidades não são um obstáculo, mas uma oportunidade”. Uma bonita oração seria esta disse o Papa: “Senhor, olha para minhas fraquezas…” e enumrá-las diante d’Ele. Esta é uma boa atitude diante de Deus”.

Na verdade, prosseguiu o Santo Padre, é precisamente na fragilidade que se descobre o quanto Deus cuida de todos. O Evangelho deste domingo diz que Jesus é mais terno com os pequenos: “tomando-os em seus braços, abençoou-os, impondo-lhes suas mãos”.

Na fragilidade, experimentar o amor de Deus

Francisco disse em seguida que contradições, situações que revelam fragilidade são ocasiões privilegiadas para experimentar o amor de Deus. “Quem reza com perseverança sabe bem: em momentos de escuridão ou solidão, a ternura de Deus para conosco torna-se – por assim dizer – ainda mais presente. Isso nos dá paz, nos faz crescer”.

Em oração, sublinhou o Pontífice, o Senhor mantém homens e mulheres próximos de Si, como um pai com seu filho. “É assim que nos tornamos grandes: não na ilusória pretensão de nossa autossuficiência, mas na força de colocar toda a esperança no Pai. Assim como fazem os pequenos”.

O Papa concluiu exortando os fiéis a pedirem à Virgem Maria uma grande graça, a da pequenez: ser crianças que confiam no Pai, certos de que Ele não deixa de cuidar de todos.

 

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A diversidade é riqueza, nunca se deve tornar exclusão, afirma o Papa

O Papa Francisco recebeu em audiência, na manhã do sábado, 2, na Sala Clementina, uma delegação da Associação “Fé e Luz”, por ocasião do jubileu dos 50 anos do Movimento, uma oportunidade, disse o Papa no seu discurso, de olhar para o futuro, para a missão que o Espírito Santo ainda vos confia e para os frutos que a Igreja ainda espera da vocação e missão que recebeu do Senhor.

Desde a peregrinação a Lourdes na Páscoa de 1971 para a qual foram convidadas pessoas com deficiência mental, as suas famílias e muitos amigos, passaram 50 anos, prosseguiu Francisco, e a partir daquele momento, teve início a experiência de “Fé e Luz”, ou seja, o nascimento das comunidades, nas quais se celebra a alegria, a reconciliação e a comunhão recíproca:

“Assim, a luz e a força do Senhor ressuscitado deram esperança a muitas pessoas que se sentiam excluídas e rejeitadas, às vezes mesmo na Igreja”.

E desde então, ressaltou ainda Francisco, o Espírito Santo tem acompanhado o caminho do Movimento e surgiram muitas comunidades “Fé e Luz” em muitos dos cinco Continentes, levando uma mensagem de amor e acolhimento:

Esta mensagem é o coração do Evangelho! E nos recorda que cada pessoa, mesmo e sobretudo a mais pequena e frágil, é amada por Deus e tem um lugar na Igreja e no mundo, enfatizou o Papa:

“É o “evangelho da pequenez”, como nos recorda São Paulo quando na Carta aos Coríntios escreve: “… Deus escolheu o que é fraco para o mundo, para confundir os fortes; o que é desprezado pelo mundo, o que é nada para o mundo, para reduzir a nada as coisas que existem, para que ninguém se glorie diante de Deus”.

A presença de “Fé e Luz” foi e é uma profecia, enfatizou ainda Francisco, pois muitas vezes as pessoas mais frágeis são descartadas, consideradas inúteis:

“A vossa profecia hoje é ainda mais importante, para combater a cultura do descarte e recordar a todos que a diversidade é uma riqueza e que nunca se deve tornar motivo de exclusão e de discriminação”.

E são precisamente as pessoas mais frágeis que se tornam fonte de reconciliação, porque nos chamam a todos para um caminho de conversão, frisou Francisco.

E a propósito dos muitos que ainda hoje, na Igreja e no mundo, na pequenez e na fragilidade são esquecidos e excluídos, Francisco sublinhou:

“Encorajo-vos a levar para frente, com a força do Espírito Santo, a vossa presença acolhedora; que as vossas comunidades sejam sempre lugares de encontro, promoção humana e de festa para todos os que ainda se sentem marginalizados e abandonados … e um sinal de esperança, para que ninguém se feche em si mesmo, na tristeza e no desespero.

E ainda um convite do Papa Francisco a adoptar o estilo evangélico do fermente dentro das comunidades cristãs, sem se isolar nem fechar-se mas participando na vida da Igreja nas Paróquias e nos Bairros, levando a esperança e testemunhando a opção de Deus pelos últimos, os pequeninos, os excluidos, e sendo sempre instrumentos de reconciliação e paz, sobretudo onde existem conflitos e divisões.

No emblema ou logotipo do Movimento, tem um barco no mar agitado, observou Francisco a terminar, nesta pandemia estamos todos no mesmo barco, e acrescentou:

“Confirmo-vos no vosso empenho: ser, nas tempestades que as pessoas e as famílias vivem, um pequeno barco onde todos possam encontrar lugar, na certeza de que neste mesmo barco está o Senhor Jesus”.

Que o sol da fé e da esperança, que nasce das nuvens dos nossos medos e das nossas inseguranças, vos acompanha sempre no caminho que ainda vos espera, concluiu Francisco concedendo a todos a sua bênção e pedindo, por favor para que não nos esqueçamos de rezar por ele.

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Catedral inicia as Festividades da Padroeira com a Novena

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Catedral) inicia as celebrações das Festividades da Padroeira com a Novena de Nossa Senhora Aparecida no próximo domingo (3/10). 


A Novena será realizada nos noves dias que antecedem o Dia da Padroeira, 12 de outubro, sendo que no dia 11 a Missa será presidida pelo bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas, que nesta data completará cinco anos de ordenação episcopal. 


No dia 12 de outubro, Dia da Padroeira, as celebrações iniciam logo cedo com a Santa Missa pelas Crianças às 9h. Um pouco mais tarde, às 12h, será celebrada a Consagração Solene a Nossa Senhora Aparecida. Ainda no dia 12, serão celebradas Missas Solenes de Nossa Senhora Aparecida às 17h e 19h.


Devido a pandemia nesse ano também não será celebrada a Quermesse.

Resumo das celebrações:

12/10 – Celebrações da Padroeira

9h00: Missa pelas Crianças

12h00: Consagração Solene a Nossa Senhora

17h00: Missa Solene Nossa Senhora da Conceição Aparecida

19h00: Missa Solene Nossa Senhora da Conceição Aparecida

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Mês das Missões

O mês de outubro começa com a comemoração de Santa Teresinha do Menino Jesus, que é reconhecida pela Igreja, como a padroeira das missões. A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz, que leva aos mais necessitados a misericórdia que vem do Senhor. Deus que é Pai das Misericórdias, enviou o seu próprio Filho para evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça e levar a salvação a todos os povos.

O Mês das Missões deve lembrar a cada um de nós, que é missão de todo batizado ser evangelizador. Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz membros do Corpo de Cristo, a Igreja, e assim, participantes de Sua Missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus.

Outubro também é o mês de Nossa Senhora, a mais santa de todas as mulheres. Falando tão pouco e de modo tão suave, ela dizia tudo no silêncio de seu coração. Nossa mãe Maria quer os cristãos unidos e solidários como uma grande família… Quem medita e conhece o Evangelho sabe que Jesus e Maria nutriam especial predileção pelo silêncio, pelos lugares desertos. Silêncio é terapia, calmante, reconforto, reabastecimento psicológico, físico e espiritual.

Uma Igreja em missão é de responsabilidade de todo cristão. Deixe que o Senhor te guie!

Ser missionário é assumir a graça recebida a partir do Sacramento do Batismo. Nossa identidade como Igreja se dá em sermos Discípulos-Missionários de Jesus Cristo, conforme, nos lembra, o Documento de Aparecida, assim, seremos a “Igreja da atração” – a serviço da vida. O mês de outubro na Igreja se caracteriza como o mês missionário, recordando esta tarefa evangelizadora como marca do cristão. O Papa Francisco, logo no início do seu pontificado, convocou toda a Igreja a viver num estado permanente de missão, isto é, ser a “Igreja em Saída”, que promove a cultura do encontro, cura as feridas, vai às periferias, aos campos, lugares que não se conhece a Alegria do Evangelho.

Discipulado e missão são inseparáveis! À luz da Palavra de Deus e através de sua leitura orante estaremos abertos ao Espírito que age em nós e nos envia formando um povo em comunhão. Hoje, é necessário um novo impulso na atividade missionária da Igreja para enfrentar o desafio de anunciar Jesus morto e ressuscitado.

Chegar às periferias, aos ambientes humanos, aos ambientes culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho: nisto consiste o que chamamos missio ad gentes. E recordar que o coração da missão da Igreja é a oração.
Neste mês missionário, rezemos para que o Espírito Santo suscite uma nova primavera missionária para todos os batizados e enviados pela Igreja de Cristo.

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Padre Gilmar completará 10 anos a frente de nossa paróquia

No próximo dia 26 de outubro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto completa 10 anos à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em celebração presidida pelo bispo diocesano, Dom Paulo Mendes Peixoto, no dia 26 de outubro de 2011, o Padre Gilmar tomava posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida após o falecimento do saudoso Padre Edemur José Alves. 

Nestes 10 anos o padre Gilmar cativou a todos os paroquianos com sua dedicação e amor pelo povo de Deus. Como destaque de seu trabalho estão a reorganização territorial, reforma do Salão e Secretaria Paroquial, das sacristias, construção do Centro de Eventos, volta das badaladas do relógio, instalação dos vitrais, celebração dos sacramentos, Missa em todos os dias da semana, comemoração dos 70 anos da paróquia, transmissão da missa pela internet, criação da Web Rádio e Web TV, entre outros. Além disso, Padre Gilmar atuou incansavelmente na Comissão de Criação da Diocese de Votuporanga desde 2010 e desde 2016, com a instalação da nova diocese, o sacerdote tornou-se o Cura da Catedral. 

Padre Gilmar, somos gratos a Deus por tê-lo como nosso pároco e pedimos ao nosso Divino Mestre que te cumule de muitas graças e bençãos dos céus. 

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Saudade: 45 anos do falecimento do Frei Arnaldo

Celebramos no próximo dia 12 de outubro, os 45 anos de falecimento do Frei Arnaldo Maria de Itaporanga, vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. O saudoso frei foi vigário cooperador da Paróquia Nossa Senhora Aparecida por 13 anos, tendo desempenhado um maravilhoso trabalho pastoral e cativando a todos. Fica nos a lembrança do saudoso frei corintiano e que amava a Votuporanguense.

Frei Arnaldo Figueiredo (José Castilho) nasceu em Itaporanga aos 4 de abril de 1928. Entrou para o Seminário São Fidélis aos 23 de janeiro de 1946. Vestiu o hábito aos 5 de janeiro de 1949, tendo como Mestre Frei Epifânio Menegazzo. Ordenado sacerdote aos 19 de fevereiro de 1956, concluiu os estudos no final desse ano.
Seu primeiro campo de apostolado foi Votuporanga, já em janeiro de 1957. Ali granjeou a estima e a amizade de toda a população, sendo bastante querido, especialmente da colônia japonesa. Soube viver intensamente, sempre jovial, alegre, simpatizante dos esportes – especialmente do futebol – e também zeloso no apostolado. Generoso, mão aberta, expansivo, não se deixava prender por muitas normas ou etiquetas. Queria ver todos felizes e alegres; onde estivesse, era sempre o centro das brincadeiras, recordando aventuras dos tempos idos e das “tramas” para fugir à austera disciplina dos rigorosos tempos de estudante.
Em janeiro de 1969, com grande tristeza dos votuporanguenses, foi transferido para Ilha Solteira (SP), onde, igualmente, conquistou a todos.
Aos 12 de outubro de 1976, quando ia de Ilha Solteira para a estimada Votuporanga a fim de pregar na festa da Senhora Aparecida, padroeira local, seu carro, dirigido por Frei Ludovico Sesso foi colhido por um ônibus no Km. 509 da Rodovia Feliciano S. Cunha, no trevo de Nhandeara. Teve morte instantânea, enquanto Frei Ludovico ainda sobreviveu por algumas semanas. Mais de 5 mil pessoas participaram do funeral de Frei Arnaldo, quando houve missa concelebrada por inúmeros sacerdotes em Votuporanga, onde foi sepultado a pedido da população.

 

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Dom Moacir completará 5 anos de ordenação episcopal

No próximo dia 11 de outubro, Dom Moacir Aparecido Freitas, bispo diocesano de Votuporanga, celebrará cinco anos de sua Ordenação Episcopal. A data será comemorada com a Santa Missa na Catedral no dia 11/10 às 19h.

A celebração foi realizada na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus de Ibitinga em 11 de outubro de 2016, tendo iniciado às 19h30 e foi presidida por Dom Paulo Cezar Costa (ordenante principal), bispo de São Carlos, e teve como ordenantes Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Campinas, e Dom Moacir Silva, arcebispo de Ribeirão Preto. A Santa Missa também foi concelebrada por outros 11 bispos, quase cem padres e diáconos. Alguns dias depois, no dia 22 de outubro de 2016, Dom Moacir tomou posse como primeiro bispo de Votuporanga.

Dom Moacir foi nomeado como 1º bispo de Votuporanga pelo Papa Francisco no dia 20 de julho deste ano e na mesma data, foi criada também a nova diocese de Votuporanga. Ele escolheu como lema episcopal: “Verbum panis factum est”, isto é, “A Palavra se fez pão”. Ao explicar sobre a frase escolhida disse: “para mim esse mistério da Encarnação se renova em cada Celebração Eucarística, grande expressão do amor de Deus por nós, bem como nos dá a graça para entender e viver a vontade de Deus no meio dos irmãos e irmãs”. 

Dom Moacir entende que em sua missão na diocese de Votuporanga tem a oportunidade de organizar ações dentro dos princípios e diretrizes da Pastoral da Igreja. Dom Moacir descreve como três características fortes de um bispo: “anunciar Jesus Cristo, santificar o povo de Deus para que a graça Dele se mantenha em nosso meio, e apascentar o povo de Deus em Votuporanga.” 
 

 

 

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Papa Francisco adverte sobre o perigo da surdez do coração

Antes da oração do Ângelus dominical hoje, 5 de setembro, o papa Francisco lamentou que muitas vezes as pessoas não são capazes de escutar, devido à surdez interior, por isso convidou a pedir ao Senhor que cure essa "surdez do coração".

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100 anos da Legião de Maria no mundo

A Legião de Maria comemora 100 anos de fundação, no dia 7 de setembro. O movimento mariano que nasceu em 1921, na Irlanda, chegou ao Brasil em 1951 e, desde então, espalhou-se pelo país. Ao celebrar este centenário, legionários brasileiros se dizem privilegiados e querem deixar um “bom legado” para o futuro.

“É um privilégio celebrar o centenário de um movimento que está espalhado pelo mundo todo. Eu recebi um legado desses cem anos e tenho que deixar um legado para as gerações futuras, para que deem continuidade ao trabalho da Legião”, disse Alcirema Nazaré Almeida Caires, presidente Senatus Maria Imaculada, de Belém (PA).

“Para mim, viver o centenário é uma graça muito grande. Espero que daqui a cem anos os próximos legionários tenham tido um bom exemplo de nós, de perseverança, disciplina e muita devoção e respeito a Maria Santíssima”, afirmou Delma Pacheco Pinto, presidente Senatus Immaculata, de Belo Horizonte (MG).

O Senatus é um organismo que dirige a Legião de Maria em determinada área, podendo ser um país ou, no caso do Brasil que é amplo territorialmente, engloba alguns estados. Acima dele, está o Conselho Central, na Irlanda. Na estrutura do movimento há ainda outros organismos menores sendo que os grupos paroquiais, considerados “a unidade de Legião de Maria”, são o chamado praesidium.

A Legião de Maria foi fundada em Dublin, por Frank Duff. Ao participar da Sociedade de São Vicente de Paulo, Duff se sensibilizou com as necessidades dos pobres e desfavorecidos e percebeu que essas pessoas precisavam de mais do que bens materiais, tinham necessidade de ajuda espiritual. Assim surgiu a Legião de Maria, uma associação católica que tem como objetivo “a glória de Deus pela santidade de seus membros, desenvolvida pela oração e pela cooperação ativa na obra de Maria e da Igreja”, diz em seu site.  Trata-se, portanto, de uma associação de leigos que, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, destina-se à evangelização e à santificação dos homens por meio da oração e do trabalho apostólico ativo.

Segundo padre Fábio Siqueira, diretor espiritual do Senatus Assumpta, do Rio de Janeiro (RJ), Frank Duff foi “pioneiro no protagonismo leigo” e por isso participou como observador leigo do Concílio Vaticano II. “A Legião de Maria surgiu com o objetivo de atender as necessidades pastorais da Igreja, porque naquela época não tinha tanto essas questões de pastorais, do protagonismo dos leigos”, disse. O sacerdote afirmou que os legionários são “leigos engajados que, a partir da vida de oração, atuam na vida da Igreja, colocando-se a serviço do bispo ou do pároco para os trabalhos necessários”.

Alcirema Nazaré contou que, “quando criou a Legião de Maria, Frank Duff queria que fosse baseada no exército romano, que dizia ser o mais obediente aos seus superiores”. Por isso, disse, “a nossa superiora é Maria, a generalíssima”. Trata-se, segundo Delma Pacheco, de “um trabalho de evangelização em nome de Deus, através de Maria”. “Ela é o nosso sustentáculo, é quem guia nossos passos e não nos abandona nunca. Por isso, o primeiro quesito para ser legionário é ter uma devoção profunda por Nossa Senhora”, afirmou Delma, que se disse “privilegiada de fazer parte desse exército”.

Em um discurso aos peregrinos da Legião de Maria no Vaticano, em 1982, o papa São João Paulo II disse que os legionários têm “uma espiritualidade eminentemente mariana, não só porque a legião se orgulha de levar como bandeira desfraldada o nome de Maria, mas sobretudo porque baseia o seu método de espiritualidade e de apostolado sobre o dinâmico princípio de união com Maria, sobre a verdade da participação íntima da Virgem Mãe no plano de salvação”.

Passados cem anos desde a sua fundação, a Legião de Maria “não perdeu sua função da Igreja”, embora atue hoje “em um contexto diferente”, disse padre Fábio Siqueira. “A Legião continua com uma vida de oração onde a devoção mariana é central e os legionários estão à disposição da Igreja para os trabalhos de evangelização necessários”.

Segundo Alcirema Nazaré, “a missão da Legião de Maria é realizada com base em um tripé: oração, reunião e trabalho apostólico”. Delma Pacheco contou que este tripé se constitui em uma “disciplina legionária, com as orações diárias que temos que fazer, a reunião semanal e duas horas de trabalho por semana, que são as visitas a hospitais, asilos, orfanatos, famílias, pessoas doentes, enlutadas”.

Para Delma, essa disciplina permite que ela tenha um “aprendizado constante”. “Quando vamos nos deparando com essas situações, aprendemos a olhar para o outro do jeito que Jesus Cristo nos olha, com amor, misericórdia. Passamos a ver no outro o rosto de Cristo”, afirmou. Para Alcirema Nazaré este tripé legionário é o que a “completa na vida cristã”. “É como presto meu serviço à Igreja. E é através da Legião de Maria que tenho a minha disciplina de oração, as visitas ao Santíssimo Sacramento, a participação na missa e nos sacramentos”.

O padre Fábio Siqueira contou que, ao acompanhar a Legião de Maria como diretor espiritual do Senatus-RJ, experimenta um “crescimento na devoção mariana e reforça o olhar para Maria como modelo de discípula, aberta à Palavra de Deus”. Além disso, afirmou que há um enriquecimento do “aspecto missionário, principalmente ao ver a dedicação e entrega de tantos leigos à Legião de Maria, às vezes abrindo mão de muitas coisas em suas vidas para realizar o trabalho legionário”.

No Brasil, cada organismo que constitui Legião de Maria irá realizar uma programação específica. 

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Presidente da CNBB emite nota sobre o Dia da Pátria

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo divulgou nesta sexta-feira, 3 de setembro, um vídeo por ocasião do próximo Dia da Pátria, 7 de setembro. De acordo com o presidente da CNBB, a data deve inspirar em cada brasileiro o reconhecimento de que todos são irmãos, inclusive daqueles com quem não se concorda.

Essa verdade, segundo do Walmor, precisa ser contemplada e ajudar no reconfiguramento da interioridade de cada um frente a um contexto no qual o Brasil está sendo contaminado pela raiva e pela intolerância. De acordo com o arcebispo de Belo Horizonte, em nome de ideologias muitos dedicam-se à ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população.

“Quem se diz cristão ou cristã deve ser agente da Paz e a paz não se constrói com armas. Somos todos irmãos. Esta verdade é sublinhada pelo Papa Francisco na carta encíclica Fratelli Tutti”, disse.

Os ensinamentos da Fratelli Tutti, aponta dom Walmor, devem também inspirar cuidados com os que sofrem. “A fome é realidade de quase 20 milhões de brasileiros. Aquele pai que não tem alimento a oferecer para o próprio filho é seu irmão. Nosso irmão. Do mesmo modo, a criança e a mulher feridas pela miséria são suas irmãs, nossos irmãos e irmãs”, afirmou no vídeo.

De acordo com o presidente da CNBB, os católicos e cristãos não podem ficar indiferentes à realidade que mistura desemprego e alta inflação, num contexto agravado pela pandemia, situação que acentua as exclusões sociais. A saída, de acordo com o arcebispo, está na urgência em implementar políticas públicas para a retomada da economia e a inclusão dos mais pobres no mercado de trabalho.

Povos originários e a Casa Comum

Foto: Marina Silva/CIMI

O presidente da CNBB afirma que os olhares precisam voltar-se para os povos que estão mais sofrendo, como os indígenas, povos originários.

“Nossa pátria não começa com a colonização europeia. Nossas raízes estão nas matas e florestas, num sinal claro nos ensinando que a nossa relação com planeta deve ser pautada pela harmonia. Os povos indígenas, historicamente perseguidos e dizimados, enfrentam graves ameaças do poder econômico extrativista  e ganancioso que tudo faz para exaurir nossos recursos naturais”, disse.

O presidente da CNBB dedica um parte da mensagem ao cuidado com a Casa Comum (meio ambiente). Dom Walmor reforça o alerta dos cientistas brasileiros sobre a gradativa queda nos mananciais de água potável no Brasil. “A exploração desmedida e irracional do solo, com a derrubada de florestas, está levando à escassez de água em nossas torneiras. Não podemos deixar que o Brasil, reconhecimento internacionalmente por ser rico em recursos naturais, seja devastado e torne-se uma terra arrasada”, exortou.

 

Exercício da cidadania e superação da crise

Dom Walmor enalteceu a importância do dia 7 de Setembro como caminho para contribuir para o exercício qualificado da cidadania. Na mensagem, o arcebispo defende que a participação cidadã na política, reivindicando direitos, com liberdade, está diretamente relacionada com o fortalecimento das instituições que sustentam a Democracia.

“Não se deixe convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário. A existência de três poderes impede a existência de totalitarismos”, disse. Dom Walmor defende que não é possível aceitar, independentemente das convicções político-partidárias de cada um, agressões aos pilares que sustentam a democracia. Agredir, eliminar, hostilizar, ignorar ou excluir, segundo o arcebispo, são verbos que não combinam com um sistema democrático.

No próximo 7 de setembro, dom Walmor fez um pedido aos brasileiros: “respeite a vida e a de seu semelhante. (…) a intolerância nos distância da Justiça e da Paz e afasta-nos de Deus. Somos todos irmãos. No dia da Pátria, 7 de setembro, rezemos para que o Brasil encontre um caminho para superar as suas crises. Rezemos também pelas vítimas da Covid-19 “, reforçou.

Dom Walmor encerra o vídeo recordando o trecho de uma mensagem do Papa Francisco: “O bem não é conquista mas uma construção permanente, demandando a nossa dedicação a cada dia”.

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Mês da Bíblia refletirá sobre a Carta aos Gálatas

Vem aí o mês da Bíblia: setembro. Por que e para quê? Porque dia 30 de setembro é dia de Jerônimo (342-420), o tradutor da Bíblia para o latim, a Vulgata. Um dos pilares da patrística, Jerônimo colocou a Bíblia na linguagem do povo, o latim. E também porque, com a Opção pelos Pobres e a Dei Verbum, um dos ótimos Documentos do Concílio Vaticano II, a leitura da Bíblia a partir dos pobres, de forma comunitária, militante, (macro)ecumênica e transformadora, foi incentivada e vem sendo feita há cinquenta anos. Inicialmente com Dia da Bíblia e sucessivamente, Tríduo Bíblico, Semana Bíblica e, assim, pouco a pouco, setembro se tornou o Mês da Bíblia. Em 2021, a Carta do apóstolo Paulo aos Gálatas foi o livro bíblico escolhido para iluminar nossa caminhada no mês da Bíblia.  

Não esqueçam os pobres!” (Gl 2,10) e “sejam livres!” (Gl 5,13), eis duas colunas mestras imprescindíveis na Carta do apóstolo Paulo aos cristãos e cristãs da região da Galácia: Gálatas. A utopia é construir uma sociedade de pessoas livres e libertadas e a condição é cuidar bem dos pobres e defendê-los de toda e qualquer relação social que cause empobrecimento.

Assim como Jesus não nasceu Cristo, mas tornou-se Cristo, o apóstolo Paulo não nasceu discípulo de Jesus Cristo e do seu Evangelho. Aliás, Paulo nasceu Saulo, se tornou perseguidor de cristãos antes de se converter ao Evangelho de Jesus Cristo e se tornar um dos melhores e maiores apóstolos no meio das primeiras comunidades cristãs. Após estudar muito e se tornar um intelectual orgânico na convivência com o povo escravizado, fora da Palestina, Paulo passou por um profundo processo de adesão ao Evangelho de Jesus Cristo, que durou muito tempo, enfrentou ‘noites escuras’ e desertos – “foi para a Arábia” (Gl 1,17) -, muita incompreensão, perseguição e, por fim, foi martirizado – segundo a Tradição da Igreja -, identificando-se radicalmente com Jesus Cristo – “não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gl 2,20) -, condenado à pena de morte pelos podres poderes da religião institucional, da política imperial e de um modelo econômico escravocrata.

Ao longo da vida, Paulo se transfigura de judeu perseguidor contumaz das comunidades cristãs a apaixonado missionário de Jesus Cristo e do seu Evangelho. Paulo se descobriu chamado por Deus, “nosso Pai”, desde o ventre materno (Gl 1,15), assim como o profeta Jeremias e outros profetas e profetisas. Ele descobriu a vocação de ser ‘apóstolos dos gentios’, considerados pagãos (Gl 1,16). Paulo aprendeu a amar radicalmente as pessoas das comunidades fundadas ou animadas por ele como a mãe que, por amor, enfrenta as dores de parto, pois sabe que gerará um/a filho/a muito amado/a: “Meus filhos, sofro novamente como dores de parto, até que Cristo esteja formado em vocês” (Gl 4,19).

Inserida no Segundo Testamento após a Carta aos Romanos, a 1ª e 2ª Carta aos Coríntios, a Carta aos Gálatas, com seis capítulos, não é menos importante e nem menos eloquente que nenhuma outra carta paulina. Endereçada não apenas a uma comunidade, mas a várias, Gálatas foi escrita por um Paulo profundamente indignado e irado diante das calúnias e ataques que “intrusos, falsos irmãos” (Gl 2,4) lhe desferiam pelas costas no meio das comunidades da região da Galácia, alegando que ele não era Apóstolo, que inclusive os não-judeus deveriam se circuncidar e cumprir a Lei judaica, como condição para participar das comunidades cristãs. Essas acusações e questionamentos ao seu Evangelho anunciado não afetavam apenas Paulo, mas caso não fossem desmascarados, podiam implodir as comunidades cristãs que se inspiravam no ensinamento e testemunho de Paulo.

Em contexto de diversas tendências na evangelização, que vinham desde a briga entre Paulo e Pedro em Antioquia (Gl 2,14) por causa do conflito com “falsos irmãos” (Gl 2,4), Gálata é Carta de resistência e de luta contra os ataques que afetavam as bases da vida em comunidade e da luta pela superação de relações sociais escravocratas e busca conquistar condições objetivas que viabilizem a construção de relações sociais de liberdade, de equidade e de respeito à dignidade da pessoa humana. A Carta aos Gálatas nos convida à superação de uma vida cristã fundamentalista – ritualista, espiritualista, moralista, religião do consolo e da autoajuda – e conclama-nos ao compromisso radical com o Evangelho de Jesus e a causa de todos/as escravizados/as da história, o que exige abraçarmos pelo nosso modo de vida um estilo simples e austero, opção de classe e batalhar ao lado dos/as empobrecidos/as na luta pela conquista de seus direitos: terra, teto, trabalho com salário justo, meio ambiental sustentável e superação de todos os preconceitos e discriminações.

Paulo reivindica sua condição de apóstolo na controvérsia com os “falsos irmãos“, ao travar um debate “intracristão”. Em Gálatas, Paulo não está defendendo o Evangelho de Jesus Cristo diante de judeus, seguidores do judaísmo, mas está indignado com “falsos irmãos” que se dizem também seguidores de Jesus Cristo. Paulo se sentia Apóstolo autorizado diretamente por Jesus Cristo e por Deus, que ele compreendia como “nosso Pai” (Gl 1,3) e como quem ressuscitou Jesus Cristo (Gl 1,1), que é o “Senhor” de nossas vidas. Afirmar Jesus Cristo como Senhor (Kyrios, em grego) é algo tremendamente subversivo e revolucionário, pois “Senhor’ no Império Romano era o imperador divinizado. Sustentar que ‘senhor de nossas vidas’ é Jesus Cristo, aquele fora da lei, transgressor e subversivo condenado à morte pela pena mais execrável, a crucifixão, era ‘cutucar com vara curta’ o divinizado imperador romano e assumir o risco de sofrer a mesma condenação do galileu Jesus.

Paulo é elo vivo de um movimento comunitário de resistência: “Eu e todos os irmãos que estão comigo” (Gl 1,2) são os autores da Carta aos Gálatas. Segundo Paulo, Jesus não quis nos tirar do mundo, mas “do mundo mau” (Gl 1,4), ou seja, de um mundo com relações sociais escravocratas e alienadoras. Paulo abomina a ideia de “vários evangelhos” (Gl 1,6-7), como se fosse possível moldar o Evangelho de Jesus Cristo segundo interesses de classe e domesticá-lo para justificar posturas hipócritas e cúmplices de relações sociais de opressão. As comunidades cristãs não podem se reduzir a um grande guarda-chuva que abriga “gregos e troianos”, opressores e oprimidos, cada um/a com o tipo de religiosidade que lhe agrada. Esse relativismo é fulminado pelo apóstolo Paulo. De forma enfática, ele afirma: ‘Não existe outro Evangelho” (Gl 1,7), além do de Jesus Cristo, revelado a ele nas entranhas das relações humanas conflituosas (Gl 1,12). “Maldito quem anunciar a vocês um evangelho diferente do que anunciamos” (Gl 1,8-9). Paulo faz perguntas inquietantes: “Busco aprovação dos homens ou de Deus? Procuro agradar aos homens?” (Gl 1,10). É claro que aqui Paulo não se refere a todo e qualquer homem, toda e qualquer pessoa humana, mas certamente não busca a aprovação dos homens de poder, dos que sustentam e reproduzem relações sociais escravocratas. Paulo também não aceita adocicar o Evangelho de Jesus Cristo para “agradar aos homens”, seja os que estão no poder, seja o povão alienado e escravizado. Levemos a sério a exortação do apóstolo Paulo aos Gálatas: “Não esqueçam os pobres!” (Gl 2,10) e “sejam livres!” (Gl 5,13).

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10 anos de falecimento do Padre Edemur

No dia 07 de setembro completam-se 10 anos de falecimento do amado Padre Edemur José Alves. Conforme o tempo vai passando, mais aumenta a saudade. Porém, a gratidão ao saudoso sacerdote e a sua intercessão no céu conforta os corações de todos. 

Padre Edemur faleceu no dia 07 de setembro de 2011 na Santa Casa de Votuporanga, onde estava internado desde o dia 29 de agosto. Ele sofreu um choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal aguda e falência múltipla de órgãos, falecendo às 10h40min. 

Natural de Cosmorama, Padre Edemur nasceu no dia 25 de fevereiro de 1958. Filho de Adelino José Alves e Clementina Lucas Alves, sentiu sua vocação na juventude; entrando para o Seminário em 1978. Antes de ser ordenado, trabalhou pastoralmente na Igreja São Benedito, em São José do Rio Preto. 

Foi ordenado presbítero no dia 08 de dezembro de 1986, aos 28 anos, na Sé Catedral de São José, em Rio Preto, pela imposição das mãos de dom José de Aquino Pereira, bispo diocesano de Rio Preto naquele ano. Após a ordenação, foi pároco das paróquias São Bento (Votuporanga) e São João Batista (Álvares Florence).

Padre Edemur assumiu a paróquia Nossa Senhora Aparecida em janeiro de 1991, pastoreando a paróquia central da cidade por 20 anos e sempre apoiando os movimentos, pastorais e serviços. Preocupado com os mais necessitados, juntamente com alguns paroquianos, criou a Casa Abrigo Irmãos de Emaús, entidade que recebe diariamente de 35 a 40 pessoas, sendo a maioria ex-moradores de rua. Grande devoto de Nossa Senhora, em todas as celebrações consagrava os fiéis à santíssima mãe de Jesus. Todos os anos realizava uma carreata pelas ruas de Votuporanga com a imagem da Padroeira do Brasil, abençoando todo o povo votuporanguense.

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Reze pelo Afeganistão: CNBB promove jornada de oração e missão dedicada à paz no país em 01/09

Na próxima quarta-feira, 1º de setembro, a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN), convidam todos os cristãos de boa vontade a rezar pelo Afeganistão em mais uma edição da Jornada de Oração e Missão pela Paz.

Desta vez, a corrente de oração se faz ainda mais importante pois o povo afegão tem vivido desde 15 de agosto, quando o Talibã tomou a capital Cabul, dias de guerra com muitas mortes e violência. O grupo islâmico vem reconquistando territórios no Afeganistão desde maio, quando os Estados Unidos começaram o processo de retirada dos militares norte-americanos da região depois de 20 anos de ocupação.

Segundo o Vatican News, o Talibã é um regime que infelizmente entrou para a história, caracterizado por uma visão fortemente conservadora do Islã. Desde a invasão soviética em 1979, o Afeganistão não conhece a paz e agora o país sofre mais uma vez com a guerra, o exílio forçado e a fome.

O arcebispo do Luxemburgo e presidente da Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE), dom Jean-Claude Hollerich, disse ao Vatican News nesta quinta-feira, 26 de agosto, que os bispos da UE estão preocupados com as pessoas “que estão desesperadas e querem sair do Afeganistão”, com medo da opressão, e pede compaixão e acolhimento.

“É muito claro que os Estados da União Europeia – e a própria União Europeia – têm de fazer tudo o que é possível para salvar o maior número de pessoas e também para recebê-los dentro dos países membros”, disse dom Jean-Claude.

No Afeganistão não tem representação católica. Apenas a Missio sui iuris no Afeganistão – missão independente comandada pelo padre barnabita Giovanni Scalese, que depois de quase sete anos no país asiático, voltou à Itália e, com ele, outros católicos, como as irmãs de várias Congregações que até agora exerciam seu silencioso, mas frutífero serviço e cuidado com os mais frágeis. O sacerdote foi repatriado como milhares de pessoas forçadas a fugir depois que o Talibã assumiu o poder.

Em entrevista ao Vatican News, nesta sexta-feira, 27 de agosto, padre Giovani disse que se houver condições, eles vão retornar a Cabul.  “Se nos for dada a possibilidade de regressar, por que não? Não cabe a nós decidir quem deve governar o país”.

O religioso contou que conclui uma presença iniciada por desejo do Papa Pio XI há cem anos no país asiático. Segundo ele, em 13 de outubro de 2017, “consagramos a missão e o Afeganistão” ao Imaculado Coração de Maria. Estou “convencido de que Nossa Senhora zelará por este país como ela zelou por nós”, disse padre Giovanni

A Jornada de Oração e Missão faz parte de uma série, que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar pelo país. Faça parte desta corrente de oração e nas redes sociais utilize a hashtag #rezepeloafeganistao.

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Setembro, mês da Bíblia

Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.

São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa “popular” e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).

A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.

Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n’Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.

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Papa afirma que é tempo de se purificar

É tempo de purificar: este é o convite do Papa Francisco. “Se olharmos dentro de nós, encontraremos quase tudo aquilo que detestamos fora.” Que Maria, então, purifique nosso coração, superando o vício de culpar os outros e de reclamar de tudo. Há um modo infalível para vencer o mal: começar a derrotá-lo dentro de nós.” Assim o Papa Francisco comenta o Evangelho deste domingo, 22º do Tempo Comum.

A Liturgia mostra alguns escribas e fariseus escandalizados com a atitude dos discípulos de Jesus de não lavar as mãos antes de tocar os alimentos.

“Por que Jesus e os seus discípulos ignoram essas tradições?”, questiona o Papa, explicando que para o Mestre é importante restabelecer a fé ao seu centro. É um risco observar formalidades externas colocando em segundo lugar o coração da fé. “Também nós muitas vezes ‘maquiamos’ a alma.” Para Francisco, trata-se do risco de uma religiosidade da aparência: aparecer bem por fora, esquecendo de purificar o coração.

“Há sempre a tentação de ‘sistematizar Deus’ com alguma devoção exterior, mas Jesus não se contenta com este culto. Não quer exterioridade, quer uma fé que chegue ao coração.”

Palavras revolucionárias

 

A este espanto dos escribas e fariseus, Jesus responde: “O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora. Mas é de dentro do coração humano que saem as más intenções”. O Papa define essas palavras como “revolucionárias”, porque Jesus inverte a perspectiva: não faz mal o que vem de fora, mas o que nasce de dentro.

Isto diz respeito também a nós, observa o Pontífice. Com frequência, pensamos que o mal provenha sobretudo de fora: dos comportamentos dos outros, de quem pensa mal de nós, da sociedade. “É sempre culpa dos ‘outros’: das pessoas, de quem governa, do azar. Parece que os problemas chegam sempre de fora. E passamos o tempo a distribuir as culpas; mas passar o tempo a culpar os outros é perder tempo.”

Culpar os outros é perda de tempo

Nervosismo, ressentimento, tristeza e acidez afastam Deus do coração: “Não se pode ser realmente religioso na lamentação”, recorda ainda Francisco.

“Peçamos hoje ao Senhor que nos liberte de culpar os outros. Peçamos na oração a graça de não desperdiçar o tempo poluindo o mundo com reclamações, porque isto não é cristão.”

O convite de Jesus é a olhar a vida e o mundo a partir do nosso coração, pedindo que Ele o purifique para tornar o mundo mais limpo. “Se olharmos dentro de nós, encontraremos quase tudo aquilo que detestamos fora”, afirma o Papa.

Portanto, indica Francisco, há um modo infalível para vencer o mal: começar a derrotá-lo dentro de nós. Os primeiros Pais da Igreja e também muitos monges, acrescenta o Pontífice, afirmam que o primeiro passo no caminho da santidade é acusar a si mesmo.

“Quantos de nós, num momento do dia ou da semana são capazes de acusar a si próprios? ‘Sim, mas esta pessoa me fez isto, fez aquilo, o outro fez uma barbaridade… Mas eu faço o mesmo. É uma sabedoria: aprender a acusar a si mesmo. Tentem fazer isto, lhes fará bem. A mim faz bem, quando consigo.”

“Que a Virgem Maria, que transformou a história através da pureza do seu coração, nos ajude a purificar o nosso, superando antes de tudo o vício de culpar os outros e de reclamar de tudo.”

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Papa doa equipamentos médicos a hospital católico na Libéria

São mais de 5.500 casos de coronavírus na Libéria, país africano que, até o momento, registra 245 mortes. A campanha de vacinação segue muito devagar, tanto que até agora apenas 0,6% da população recebeu a segunda dose da vacina.

Felizmente, porém, a máquina da solidariedade não para e, na semana passada, contou com um doador de excelência: o Papa Francisco. O Pontífice enviou uma grande quantidade de equipamentos médicos ao hospital católico “São José”, localizado na Diocese de Monróvia. Os equipamentos serão úteis para o tratamento de pacientes afetados pela Covid-19. A doação do Papa foi entregue ao hospital na quarta-feira, 25 de agosto, pelo núncio apostólico local, Dom Dagoberto Campos Salas, na presença do secretário-geral da Conferência Episcopal (Cabicol), pe. Dennis Cephas Nimene.

Os equipamentos entregues consistem em ventiladores, máscaras, capacetes respiratórios, oxigênio, protetores faciais e medicamentos antissépticos para as vias respiratórias. “Estamos gratos ao Santo Padre por esta doação”, disse o pe. Nimene, recordando que desde o início da pandemia, em 2020, o Pontífice tem apoiado o trabalho da Igreja católica na Libéria também através de doações em dinheiro, no valor de 40 mil euros. “Esta última oferta”, salientou o secretário-geral da Conferência Episcopal, “é a continuação de uma longa solidariedade”.

A Igreja católica na Libéria administra 22 estruturas de saúde, dentre as quais o Hospital São José, dirigido pela Ordem de São João de Deus (Fatebenefratelli), que é um ponto de referência. Em 2014, recordou o pe. Nimene, “todos os funcionários do hospital, tanto religiosos quanto leigos, enfrentaram a pandemia de ebola. Desde então, estão sendo feitos muitos esforços para preparar os funcionários e equipar adequadamente a estrutura para emergências semelhantes”. Entretanto, concluiu o secretário-geral da Conferência Episcopal, “a Igreja Católica apoia a campanha de vacinação contra a Covid, procurando incentivar os fiéis a submeterem-se à administração das doses previstas”.

A Libéria não é o único país onde chegou a solidariedade do Papa Francisco. Em 11 de agosto, dois ventiladores pulmonares portáteis, dez caixas de máscaras cirúrgicas e dez de máscaras N95 e alguns oxímetros foram enviados ao Hospital católico “Bom Pastor” de Siteki, em Essuatíni (ex-Suazilândia).

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O Papa: vacinar-se é um ato de amor

Numa mensagem em vídeo para os povos da América Latina, o Papa Francisco os convida a vacinar-se contra o coronavírus: um gesto simples, mas profundo, para um futuro melhor. Mensagem à qual se somam os apelos conjuntos de prelados do continente americano: é necessário ser responsável pelo bem comum, porque somos uma família.

“Com espírito fraterno, uno-me a esta mensagem de esperança por um futuro mais luminoso. Graças a Deus e ao trabalho de muitos, hoje temos vacinas para nos proteger da Covid-19. Elas dão a esperança de acabar com a pandemia, mas somente se elas estiverem disponíveis para todos e se colaborarmos uns com os outros.”

É o que afirma o Santo Padre numa mensagem em vídeo aos povos latino-americanos, lançando um apelo à consciência de cada um fazendo votos de uma atitude responsável para enfrentar juntos a pandemia.

O amor é também social e político

“Vacinar-se, com vacinas autorizadas pelas autoridades competentes, é um ato de amor. E ajudar a fazer de modo que a maioria das pessoas se vacinem é um ato de amor. Amor por si mesmo, amor pelos familiares e amigos, amor por todos os povos. O amor também é social e político, há amor social e amor político, é universal, sempre transbordante de pequenos gestos de caridade pessoal capazes de transformar e melhorar as sociedades”, prossegue o Papa.

Vacinar-se, um modo simples de promover o bem-comum

Francisco conclui afirmando que vacinar-se é uma forma simples mas profunda de promover o bem comum e de cuidar uns dos outros, especialmente dos mais vulneráveis. “Peço a Deus que cada um possa contribuir com seu pequeno grão de areia, seu pequeno gesto de amor. Por menor que seja, o amor é sempre grande. Contribua com estes pequenos gestos para um futuro melhor.”

Apelo conjunto dos prelados latino-americanos

O apelo do Papa é reforçado por vários cardeais do continente, que foram unânimes em nos lembrar da necessidade de vacinar-se contra o coronavírus. José Horacio Gómez, do México, presidente dos bispos dos EUA, espera que com a ajuda da fé as pessoas possam enfrentar os riscos da pandemia e que todos nós possamos nos vacinar. Carlos Aguiar Retes, arcebispo de Cidade do México, pediu a vacinação do norte ao sul do continente porque - afirma - estamos todos interligados e a esperança deve ser sem exclusão. O cardeal Hummes se faz porta-voz das mesmas palavras do Papa: vacinar-se é um ato de amor por todos e aponta que os esforços heroicos dos profissionais da saúde produziram vacinas seguras e eficazes para toda a família humana. O cardeal salvadorenho Rosa Chávez falou de uma "responsabilidade moral para toda a comunidade": "Nossa escolha de vacinar afeta os outros". O cardeal hondurenho Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga também expressou seu apoio à campanha de conscientização: "Ainda temos mais a aprender sobre o vírus, mas uma coisa é verdade: as vacinas autorizadas funcionam e salvam vidas, são uma chave para a cura pessoal e universal". Do Peru, dom Miguel Cabrejos Vidarte, presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), apelou à unidade e voltou ao aspecto de proteger nossa saúde integral, convidando as pessoas a se vacinarem porque "a vacinação é segura e eficaz".

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Caritas Paquistão se prepara para receber refugiados afegãos

Após a rápida conquista da capital do Afeganistão, Cabul, a Caritas Paquistão se prepara para dar assistência humanitária aos refugiados afegãos em fuga dos Talibãs. A organização caritativa já mobilizou suas unidades nas fronteiras com o Afeganistão, de onde se espera um fluxo maciço de refugiados.

Segundo a mídia local, milhares de afegãos teriam entrado no Paquistão, passando por Chaman, uma das rotas comerciais e de viagens mais movimentadas entre os dois países. Porém, a notícia que foi negada pelo ministro do Interior paquistanês, Sheik Rashid.

No entanto, mais de 200 famílias chegaram à área metropolitana de Quetta, província de Baluquistão, como confirma à Agência UCA News o diretor executivo da Caritas Paquistão, Amjad Gulzar.

“Nossos escritórios em Quetta e Islamabad-Rawalpindi já se prepararam para enfrentar a emergência humanitária, colocando à disposição funcionários que conhecem o pashtu”, a língua da principal etnia do Afeganistão.

“As crises de refugiados — explica Gulzar — costumam prolongar-se ao longo do tempo e requerem estratégias para suprir as necessidades mais imediatas: água, primeiros socorros, vacinas, quer às exigências a médio e longo prazo como a saúde mental dos que sofreram traumas, o tratamento de doenças crônicas e a educação”.

Os responsáveis da Caritas Paquistão reuniram-se com a equipe do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os refugiados afegãos, em Peshawar, capital da Província de Khyber Pakhtunkhwa, para coordenar as primeiros ajudas.

O Paquistão não aderiu nem à Convenção de Genebra de 1951 sobre o status dos refugiados, tampouco ao Protocolo da ONU de 1967. Entretanto, a Caritas Nacional trabalhou pelos refugiados afegãos nos anos 1970, após a invasão soviética, nos anos 90, após a tomada do poder pelos Talibãs e em 2001, após a invasão dos Estados Unidos.

De acordo com o Alto Comissário da ONU para Refugiados (ACNUR), atualmente no país vivem 1,4 milhão de refugiados do Afeganistão, dos quais mais de 300.000 em Karachi. A Província de Khyber Pakhtunkhwa, no norte do país, tem 43 Campos de refugiados afegãos.

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Papa no Angelus: Encarnação nos chama a reconhecer Jesus nos outros

“Não devemos buscar Deus em sonhos e imagens de grandeza e poder, mas devemos reconhecê-lo na humanidade de Jesus e, consequentemente, na dos irmãos e irmãs que encontramos no caminho da vida.”

Foi o que disse o Papa na alocução que precedeu o Angelus, ao meio-dia deste XXI Domingo do Tempo Comum, este 22 de agosto, rezando a oração mariana com os fiéis e peregrinos presentes à Praça São Pedro.

Jesus, o verdadeiro pão descido do céu, o pão da vida

Explicando a Liturgia do dia, Francisco destacou que o Evangelho (Jo, 60-69) nos mostra a reação da multidão e dos discípulos ao discurso de Jesus após o milagre dos pães. Jesus convidou a interpretar esse sinal e a acreditar n’Ele, que é o verdadeiro pão descido do céu, o pão da vida; e revelou que o pão que Ele dará é sua a carne e o seu sangue.

Estas palavras, disse o Santo Padre, soam duras e incompreensíveis aos ouvidos do povo, tanto que, a partir daquele momento, muitos de seus discípulos voltam atrás, ou seja, deixam de seguir o Mestre. Então Jesus pergunta aos Doze: “Não quereis também vós partir?”, e Pedro, em nome de todo o grupo, confirma a decisão de ficar com Ele: “Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

O Pontífice deteve-se brevemente na atitude daqueles que se retiram e voltam para trás, decidindo não seguir mais Jesus. “De onde nasce essa descrença? Qual é o motivo desta recusa?”, questionou Francisco.

O escândalo da encarnação de Deus

“As palavras de Jesus causam grande escândalo: Ele está dizendo que Deus escolheu manifestar-se e trazer a salvação na fraqueza da carne humana. A encarnação de Deus é o que suscita escândalo e que representa para estas pessoas – mas muitas vezes também para nós — um obstáculo. De fato, Jesus afirma que o verdadeiro pão da salvação, que transmite a vida eterna, é sua própria carne; que para entrar em comunhão com Deus, antes de observar as leis ou cumprir os preceitos religiosos, é preciso viver uma relação real e concreta com Ele.”

O Santo Padre prosseguiu ressaltando que Deus se fez carne e sangue: abaixou-se ao ponto se tornar homem como nós, humilhou-se a ponto de assumir nosso sofrimento e nosso pecado, e nos pede para procurá-lo, portanto, não fora da vida e da história, mas no relacionamento com Cristo e com os irmãos e irmãs.

“Loucura” do Evangelho

Ainda hoje, a revelação de Deus na humanidade de Jesus pode causar escândalo e não é fácil de aceitar. É o que São Paulo chama de “loucura” do Evangelho diante daqueles que buscam os milagres ou a sabedoria do mundo (cf. 1 Cor 1, 18-25).

E este “escândalo” é bem representado pelo sacramento da Eucaristia: que sentido pode haver, aos olhos do mundo, ajoelhar-se diante de um pedaço de pão? Por qual motivo se alimentar assiduamente deste pão?

“Diante do gesto prodigioso de Jesus que alimenta milhares de pessoas com cinco pães e dois peixes, todos o aclamam e querem levá-lo em triunfo. Mas quando Ele mesmo explica que esse gesto é sinal de seu sacrifício, ou seja, do dom de sua vida, de sua carne e de seu sangue, e que aqueles que querem segui-lo devem assimilá-lo, sua humanidade dada por Deus e pelos outros, então não, esse Jesus não agrada mais”, observou o Papa.

Deixemo-nos colocar em crise

Não nos surpreendamos se Jesus Cristo nos coloca em crise, frisou Francisco. “Aliás, nos preocupemos se não nos coloca em crise, porque talvez tenhamos diluído sua mensagem! E peçamos a graça de nos deixar provocar e converter por suas ‘palavras de vida eterna'”.

Após a oração mariana, o Pontífice saudou os fiéis presentes na praça provenientes de vários países e de diferentes regiões da Itália. Havia também numerosos grupos de jovens aos quais o Papa dirigiu seu encorajamento para trilhar no caminho do Evangelho.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-no-angelus-encarnacao-nos-chama-a-reconhecer-jesus-nos-outros/

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17 cristãos por dia são mortos por radicais muçulmanos na Nigéria

Cerca de 3,4 mil cristãos foram mortos por terroristas islâmicos na Nigéria durante os primeiros 200 dias de 2021. Em média, são 17 cristãos mortos por dia. Os números foram divulgados pela Sociedade Internacional das Liberdades Cívicas e do Estado de Direito (Intersociety) da Nigéria e incluindo dez sacerdotes católicos e pastores protestantes.

O relatório da Intersociety afirma que o número atual é quase igual ao do ano inteiro de 2020, “estimado em 3.530 segundo a lista de vigilância mundial de cristãos perseguidos da Open Doors”.

A cifra é a segunda mais alta desde 2014, quando foram registrados mais de 5 mil assassinatos de cristãos. Mais de 4 mil foram vítimas de membros do grupo muçulmano Boko Haram. Os pastores Fulani, também muçulmanos, foram responsáveis pelo assassinato de outras 1,2 mil pessoas.

Intersociety é um grupo de pesquisas sobre direitos humanos que, desde 2010, monitora e investiga a perseguição religiosa e outras formas de violência cometidas por órgãos estatais e não estatais na Nigéria.  O trabalho da Intersociety é realizado em contato direto com as vítimas e testemunhas, além da análise dos meios de comunicação e de relatórios credíveis a nível nacional e internacional, entre outros métodos.

Na pesquisa de 2021, a Intersociety descobriu que 2,2 mil cristãos indefesos foram sequestrados entre os meses de janeiro e abril.

Do dia 1º de maio até o dia 18 de julho, outros 780 cristãos também foram sequestrados, totalizando quase 3 mil.

Intersociety estima que pelo menos 3 de cada 30 cristãos sequestrados morrem em cativeiro, o que elevaria em 300 o número de mortos pelos jihadistas. A pesquisa também contabilizou 150 assassinatos ocorridos e não registrados, considerados pelos pesquisadores como “números obscuros”.

Além disso, se estima que, desde janeiro deste ano, 300 igrejas foram ameaçadas, atacadas ou queimadas.

O relatório lamentou que, até agora, os culpados dos massacres de cristãos no país conseguiram escapar da justiça e estão livres de investigações ou julgamentos, o que tem levado à impunidade e à repetição das atrocidades.

A organização de direitos humanos também denunciou o abandono das famílias das vítimas e dos sobreviventes pelo governo da Nigéria, que continua recebendo fortes críticas e sendo acusado de ter culpa e cumplicidade nos assassinatos dos cristãos.

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Papa aos jovens de Medjugorje: seguir Cristo é a verdadeira alegria

A mensagem de Francisco chega aos jovens reunidos na Mladifest, um encontro anual internacional de oração que se realiza de 1° a 6 de agosto na cidade da Bósnia-Herzegóvina. Confiando-os ao modelo de Maria e seu "Eis-me aqui", o Papa os convida a acreditar na plenitude e na verdadeira felicidade que a entrega a Deus, livre de apegos, traz consigo

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

"O que farei de bom para ter a vida eterna"? As palavras do jovem rico de que falam os Evangelhos sinóticos (cf. Mt 19,16-22; Mc 10,17-22; Lc 18,18-23), aquele que "partiu, ou melhor, correu ao encontro do Senhor, para ter a vida eterna, isto é, a felicidade", são o tema guia do Festival dos Jovens em curso em Medjugorje até 6 de agosto. As saudações e a mensagem do Papa são dirigidas aos participantes, e ele toma estas palavras como ponto de partida e imediatamente indica o caminho: "É uma palavra - explica Francisco - que nos coloca diante do Senhor; e Ele fixa Seu olhar em nós, Ele nos ama e nos convida 'Vem! Segue-me'!" (Mt 19,21).

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Uma ocasião para ir ao encontro de Jesus

O Mladifest, recorda a todos o Papa, é de fato uma "semana de oração e de encontro com Jesus Cristo, em particular na sua Palavra viva, na Eucaristia, na adoração e no sacramento da Reconciliação", que tem o poder de "nos colocar no caminho para o Senhor". E assim este jovem do Evangelho, cujo nome não conhecemos, mas cuja alma conhecemos, torna-se o emblema de todos os que participam deste evento.

Ele, recorda o Papa, "educado e bem instruído", era animado por uma "saudável inquietação que o incitava a buscar a verdadeira felicidade, a vida em sua plenitude", por esta razão ele se colocou a caminho e em Jesus Cristo encontrou um guia "forte, credível e confiável" que "o dirigia a Deus, que é o único e supremo Bem do qual vem todo o outro bem".  A vida eterna, o bem pelo qual ele anseia, certamente não é um bem material a ser conquistado com "a própria força", mas através de etapas a serem percorridas que Francisco indica aos jovens.

As etapas da vida eterna: amar o próximo

A primeira etapa, indicada por Jesus, é o "amor concreto pelo próximo", mas não o amor dado pela observância de preceitos, mas um amor "gratuito e total".  De fato, Jesus está consciente do "desejo de plenitude que o jovem carrega em seu coração", mas também de seu "ponto fraco", que é seu apego a "muitos bens materiais". Por esta razão, como segunda etapa, "ele lhe propõe passar da lógica do 'mérito' para a do ‘dom’:

“"Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus" (Mt 19,21). Jesus muda a perspectiva: ele o convida a não pensar em assegurar a vida após a morte, mas a dar tudo em sua vida terrena, imitando assim o Senhor. É um chamado à maturidade adicional, para passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor livre e total. Jesus lhe pede para deixar para trás tudo o que pesa no coração e atrapalha o amor. O que Jesus propõe não é tanto um homem despojado de tudo, quanto um homem livre e rico em relacionamentos.”

Livre de todos os apegos

Se - explica o Papa - o coração está cheio de bens, o Senhor e o próximo se tornam apenas "coisas", porque "demais para ter e demais para querer" nos sufoca, "nos faz infelizes e incapazes de amar".

Daí a terceira etapa que Jesus propõe ao jovem, e que é uma escolha radical: "Vem! Segue-me!” Trata-se de "ser discípulos de Jesus", que significa - explica o Papa em sua Mensagem - não imitá-lo externamente, mas "conformar-se com Ele" no fundo, recebendo em troca "uma vida rica e feliz, cheia de rostos de muitos irmãos e irmãs, e pais e mães e filhos", como diz o Evangelho:

“Seguir Cristo não é uma perda, mas um ganho incalculável, enquanto a renúncia é sobre o obstáculo que impede o caminho. O jovem rico, porém, tem seu coração dividido entre dois senhores: Deus e dinheiro. O medo de arriscar e perder seus bens o faz voltar para casa triste”

Ligar-se a Cristo para ser feliz: dizer sim sem reservas

Triste, então, porque "não encontrou a coragem para aceitar a resposta, que é a proposta de se 'desamarrar' de si mesmo e das riquezas para se 'amarrar' a Cristo, para caminhar com Ele e descobrir a verdadeira felicidade". É isto então que o Papa, a partir do Evangelho, pede aos jovens que nesta semana desejam fazer um caminho interior:

Tenham a coragem de viver sua juventude, confiando-se ao Senhor e partindo com Ele. Deixai-vos conquistar por seu olhar amoroso que nos liberta da sedução dos ídolos, das falsas riquezas que prometem vida mas trazem a morte. Não tenham medo de acolher a Palavra de Cristo e de aceitar seu chamado. Não desanimem como o jovem rico do Evangelho; em vez disso, fixem o olhar em Maria, o grande modelo da imitação de Cristo, e confiem-se a Ela que, com seu "eis-me aqui", respondeu sem reservas ao chamado do Senhor.

Maria modelo para a vida de todos nós

Que Maria, a cuja materna intercessão o Papa confia os jovens presentes ao Festival, seja a fonte da "força" à qual nos inspiramos para dizer nosso "eis-me aqui", mas também um modelo para "levar Cristo ao mundo" e para "transformar nossas vidas em um dom para os outros". Como Ela, esforcemo-nos, pede o Papa, para estar atentos aos outros e descobrir na vontade de Deus "nossa alegria", acolhendo-a mesmo que não seja fácil, mas na certeza de que "ela nos faz felizes".

Sim, a alegria do Evangelho enche o coração e toda a vida dos que encontram Jesus". Aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo a alegria sempre nasce e renasce.

extraído de : https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-08/papa-francisco-jovens-medjugorje-mensagem-cristo.html

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2º Domingo de Agosto - Dia dos Pais

Ser pai não é apenas gerar vidas. Ser pai é muito mais, é estar ali, presente, marcando todos os momentos e contribuindo para a alegria da família.

Ser pai é participar, regando com carinho, amor e atenção, o fruto novo que necessita de cuidados para que possa se desenvolver e crescer saudável.

Ser pai é acompanhar todos os passos do filho, oferecendo, além de carinho e amor, segurança, bem-estar, educação e lazer.

Ser pai é conduzir o filho pelas veredas da vida, apontando o que é bom e o que é ruim. Ensinando que a vida é tão boa de se viver, e que cabe a nós dar rumo certo a ela.

Ser pai é promover o ensinamento e a educação da fé, mostrando a bondade e o amor de Deus para com a humanidade e que podemos e devemos imita-lo, sendo seus seguidores e promotores da paz.

Ser pai é ser amigo, companheiro, compreensivo e confidente, é saber escutar com o coração aberto. É estender a mão, não só na alegria, mas, principalmente nas adversidades.

Ser pai é carregar o filho no colo, brincar, correr, pular. É encher de alegria o pequenino ser. É também corrigir, sem, contudo, ofender a integridade física, fazendo com que o filho aprenda a ter respeito e não medo.

Ser pai é amar de corpo e alma, assim como Deus ama a cada um de nós, seus filhos.

Ser pai é enxergar no sorriso do filho, uma bênção de Deus e a alegria da vida. Ser pai é saber, juntamente com o filho, pintar a vida com as cores da felicidade.

Ser pai é entender a criação como obra-prima de Deus e um presente Dele para conosco.

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Dia do Diácono - 10/08

No dia 10 de agosto a Igreja comemora o ‘dia do diácono’, na festa de São Lourenço, diácono e mártir, que é o patrono dos diáconos.

O diácono é uma vocação ministerial para o serviço, seu nome vem do termo ‘diaconia’ que significa serviço. O ministério diaconal possui três dimensões: o serviço da Palavra de Deus, o serviço da Caridade e o serviço da Liturgia. O ministério diaconal vem crescendo nas comunidades à medida que é compreendido o seu valor e contribuição para uma Igreja cada vez mais servidora. O Documento de Puebla manifesta a missão confiada aos diáconos.

“O diácono, colaborador do bispo e do presbítero, recebe uma graça sacramental própria. O carisma do diácono, sinal sacramental de Cristo-Servo, tem grande eficácia para a realização de uma Igreja servidora e pobre, que exerce sua função missionária com vistas à libertação integral do homem” (Puebla, 697). Os diáconos podem ser transitórios ou permanentes. O diaconato transitório é o primeiro grau do Sacramento da Ordem.

Os diáconos transitórios permanecem por um período específico até completar sua formação e serem ordenados sacerdotes. O diácono permanente é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos.

O diácono  realiza atividades essenciais para a vida da Igreja. Eles podem administrar sacramentos (Batismo, Matrimônio e Eucaristia) e colaborar nas funções litúrgicas, como servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar os fiéis para o abraço da paz e fazer a despedida da missa.

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Dia do Padre - 04/08

A Igreja celebra no dia 04 de agosto, o Dia do Padre, data da Festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. Estes homens humildes e perseverantes deixaram suas casas e famílias para atenderam ao chamado de Deus, servindo-O na comunidade.

O Padre entende, desde muito cedo, o chamado para ser um servo de Deus, um “pai” espiritual do povo, que leva o Evangelho e o Amor de nosso Pai lá no Céu ao coração de cada pessoa. Essa não é uma missão fácil, pois o Padre é um ser humano e está sujeito a tentações, fraquezas, emoções e sentimentos. Mas toda a força, carinho e orações que a comunidade possa dar ao sacerdote é a certeza e a prova da graça divina na vida e na missão dele aqui no mundo.

É alguém escolhido por Deus, dentro de uma comunidade, no seio de uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade. Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus para todos.

O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio. O padre alimenta seus fiéis por esse sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho

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Mês Vocacional

Nossa Igreja comemora no mês de agosto o mês das vocações, dedicando cada domingo a uma vocação específica.

1º domingo: é comemorado o dia do padre.

2º domingo: dia dos pais (celebra-se o dia daqueles chamados a vida matrimonial, logo a gerarem novas vidas para Deus, aqueles que são chamados a serem co criadores de Deus)

3º domingo: em virtude da comemoração da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, é destacada a vocação religiosa feminina e masculina

4º domingo: o apostolado leigo, e os catequistas.

O catequista é sempre comemorado no último domingo do mês, portanto quando no mês tem 5 domingos ele é transferido para este.

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo. (cf. Mc 2, 14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, co

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Buscar Deus por amor e não por interesse, exorta Papa Francisco

Na manhã deste domingo, 1, o Papa Francisco fez a sua tradicional reflexão antes de rezar o Angelus. A oração foi proferida junto aos fiéis reunidos na Praça São Pedro no Vaticano. A narrativa do Evangelho de João da liturgia deste XVIII Domingo do Tempo Comum, em que Jesus é destacado como o Pão da vida, foi o centro da meditação do Pontífice.

O Santo Padre exortou homens e mulheres a buscar uma relação com Deus sem interesse. A busca deve ser por uma relação que “vá além das lógicas do interesse e do cálculo”. Ter com Ele uma relação de amor é o que pede Francisco.

O Papa apontou que no centro de uma fé imatura não existe Deus, mas apenas necessidades particulares. Assim, defendeu que para viver uma relação de amor verdadeiro com o Senhor é preciso interrogar-se sobre os motivos pelo qual O buscamos. O objetivo é fugir da tentação idolátrica que leva a buscá-Lo apenas para o “próprio uso e consumo”, e depois de satisfeitos, “nos esquecemos dele”.

Não ter uma fé superficial e miraculosa

Dirigindo-se aos fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, Francisco comentou que as pessoas que haviam testemunhado a multiplicação dos pães não haviam compreendido o significado do gesto, “se restringiram ao milagre externo e ao pão material.”

Neste sentido, o Santo Padre questionou: “Por que buscamos o Senhor? Por que eu busco o Senhor? Quais são as motivações da minha fé, da nossa fé?”. “Temos necessidade de discernir isso, porque entre as tantas tentações que temos na vida, entre as tantas tentações há uma que poderíamos chamar de tentação idolátrica. É aquela que nos leva a buscar a Deus para nosso próprio uso e consumo, para resolver os problemas, para obter, graças a Ele, o que não conseguimos obter sozinhos, por interesse.”

O Santo Padre prosseguiu observando que a fé permanece superficial e miraculosa. “Buscamos a Deus para matar nossa fome e depois quando estamos satisfeitos nos esquecemos dele”. “No centro desta fé imatura não existe Deus, estão as nossas necessidades.  Penso nos nossos interesses, tantas coisas… É justo apresentar ao coração de Deus as nossas necessidades, mas o Senhor, que age bem além das nossas expectativas, deseja viver conosco sobretudo uma relação de amor. E o amor verdadeiro é desinteressado, é gratuito: não se ama para receber um favor em troca. Isso é interesse, e tantas vezes na vida nós somos interesseiros!”

Purificar a busca por Deus

Mas vem então um segundo questionamento: “Mas como fazer para purificar a nossa busca por Deus? Como passar de uma fé mágica, que só pensa nas próprias necessidades, para uma fé que agrada a Deus?”.

Segundo o Pontífice, o próprio Jesus que responde, afirmando que “a obra de Deus é acolher Aquele que o Pai enviou, ou seja, Ele mesmo, Jesus”:

“Não é acrescentar práticas religiosas ou observar especiais preceitos; é acolher Jesus, é acolhê-Lo na vida, é viver uma história de amor com Ele. Será Ele quem purificará a nossa fé. Sozinhos, não somos capazes. Mas o Senhor deseja uma relação de amor conosco: antes das coisas que recebemos e fazemos, existe Ele a ser amado. Existe uma relação com Ele que vai além das lógicas do interesse e do cálculo”.

Não usar Deus nem as pessoas

Isso, disse Francisco, vale não só em relação a Deus, mas também nas relações humanas e sociais: “Quando buscamos sobretudo a satisfação das nossas necessidades, corremos o risco de usar as pessoas e de instrumentalizar as situações para os nossos objetivos”. 

“Quantas vezes ouvimos sobre uma pessoa: ‘Mas ele usa as pessoas e depois se esquece’. Usar as pessoas em proveito próprio, é feio isso! E uma sociedade que coloca no centro os interesses em vez das pessoas, é uma sociedade que não gera vida. O convite do Evangelho é este: em vez de nos preocuparmos apenas com o pão material que nos alimenta, acolhamos Jesus como o pão da vida e, a partir da amizade com Ele, aprendamos a amar-nos uns aos outros. Com gratuidade e sem cálculos.  Amor gratuito e sem cálculos, sem usar as pessoas, com gratuidade, com generosidade, com magnanimidade”.

Por fim, o Papa rogou à Virgem Santa, Aquela que viveu a mais bela história de amor com Deus, para que conceda a todos a graça de se abrirem ao encontro com o seu Filho.

Extraído de: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/buscar-deus-por-amor-e-nao-por-interesse-exorta-papa-francisco/

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Diocese de Votuporanga completou 5 anos de criação

Há cinco anos atrás, no dia 20 de julho de 2020, o Papa Francisco dava um presente à região noroeste paulista criando a Diocese de Votuporanga e nomeando seu primeiro bispo, Dom Moacir Aparecido de Freitas, até então sacerdote da Diocese de São Carlos. A Diocese de Votuporanga foi desmembrada das Dioceses de São José do Rio Preto e de Jales e é sufragânea da Arquidiocese de Ribeirão Preto e faz parte do Regional Sul 1 da CNBB.

A diocese foi instalada no dia 22 de outubro, data também da posse do primeiro bispo. Com a criação da nova diocese a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida tornou-se Catedral.

A diocese é composta por 28 paróquias localizadas em 25 municípios: Álvares Florence, Américo de Campos, Buritama, Cardoso, Cosmorama, Floreal, Gastão Vidigal, Lourdes, Macaubal, Magda, Monções, Nhandeara, Nova Luzitânia, Parisi, Paulo de Faria, Planalto, Pontes Gestal, Riolândia, Sebastianópolis do Sul, Tanabi, Turiúba, União Paulista, Valentim Gentil, Votuporanga e Zacarias. Para facilitar o trabalho pastoral, a diocese foi dividida em 5 regiões pastorais: Nhandeara, Buritama, Votuporanga, Cosmorama e Riolândia. Nossa diocese abrange uma superfície de 7.694 Km² e segundo o censo de 2010, a população da nova diocese é de 237.380 habitantes.

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