Notícias
Ver matéria completa ...
Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe – 2021

PDF do documento

A Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe quer relembrar o que aconteceu na V Conferência Geral de Aparecida, e contemplar contemplativamente nossa realidade com seus desafios, reacenderemos nosso compromisso pastoral para que, em Jesus Cristo, nossos povos têm uma vida plena e em novos caminhos.

“Todos somos discípulos missionários em saída” é o lema que nos convoca, em comunhão com o Papa Francisco, a empreender um itinerário participativo para discernir os novos caminhos que devemos percorrer para responder aos desafios pastorais da Igreja na América Latina e no Caribe, no contexto atual, enquanto faremos memória da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano realizada em Aparecida (Brasil), em 2007.

Devido ao seu carácter sinodal, a realização desta Assembleia Eclesial – entre 21 e 28 de novembro de 2021, na Cidade do México – assim como o seu processo de escuta do Povo de Deus, o seu itinerário espiritual e a sua posterior implementação, marcarão um marco no caminhar dos discípulos missionários do nosso continente. Leigos e leigas, religiosas e religiosos, diáconos, seminaristas, sacerdotes, bispos, cardeais e pessoas de boa vontade, farão parte deste grande evento eclesial, sob a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina e do Caribe, à medida que nos aproximamos da celebração do 500º aniversário do Evento Guadalupano e do 2000º aniversário da nossa Redenção (2031+2033).

Será uma experiência de escuta, diálogo e encontro, à luz da Palavra de Deus, do Documento de Aparecida e do Magistério do Papa Francisco, para contemplar a realidade dos nossos povos, para aprofundar os desafios do continente no contexto da pandemia da Covid-19, para reacender o nosso compromisso pastoral e para procurar novos caminhos para que todos possamos ter vida em abundância.

Processo de Escuta

Este processo de escuta, desde uma perspectiva sinodal, será a base do nosso discernimento e nos iluminará para orientar os passos futuros que, como Igreja da região e como CELAM, devemos dar ao acompanhar Jesus hoje encarnado no meio. do povo, no seu “Sensus fidei” que é o seu sentido de fé. Esta escuta prevista primeiramente entre os meses de abril e julho, foi prolongada até o mês de agosto deste ano de 2021, por isso pedimos-vos que estais atentos e peçamos a participação dos vossos órgãos eclesiais de referência.

Na Arquidiocese de Ribeirão Preto o processo de escuta já está aberto e todas as instâncias eclesiais podem fazer a contribuição através de um link que dá acesso a um formulário digital. O link foi disponibilizado no grupo do Conselho Arquidiocesano de Pastoral e o prazo final para a devolutivas das respostas é 15 de agosto de 2021.

Informações

Acesse os Documentos: https://assembleiaeclesial.com.br/

Site oficial: https://asambleaeclesial.lat/

Facebook: https://www.facebook.com/asambleaeclesial

Youtube: Celam TV

Instagram: https://www.instagram.com/asambleaeclesial/

 

 

 

Fonte: Comitê de Informação Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe

Ver matéria completa ...
Eucaristia é suporte nas dificuldades, diz o papa sobre Corpus Christi

Na véspera da festa do Corpus Christi, o papa Francisco afirmou que o Corpo e o Sangue de Cristo são “um suporte em meio às dificuldades”.

Durante a audiência geral desta quarta-feira, 2 de junho, realizada no pátio de São Dâmaso, no Vaticano, o Santo Padre exortou a que “o Corpo e o Sangue de Cristo sejam, para cada um de vocês, uma presença e um suporte no meio das dificuldades, uma sublime consolação no sofrimento de cada dia e uma dádiva de eterna ressurreição”.

O pontífice convidou todos a encontrar “na Eucaristia, mistério de amor e glória, aquela fonte de graça e luz que ilumina os caminhos da vida”. E orou pedindo que a celebração da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo “aprofunde a nossa consciência da presença real de Jesus entre nós na Eucaristia”.

Por último, o papa recordou que este mês de junho está dedicado ao Sagrado Coração de Jesus e aconselhou a todos pedir ao Senhor “que nos conceda um coração orante, cheio de confiança e audácia filial, bem como a graça de permanecermos sempre unidos a Ele, e entre nós, através da participação no sacramento do seu Corpo e Sangue”.

Corpus Christi

Igreja celebra a festa do Corpus Christi na quinta-feira após a solenidade da Santíssima Trindade. A solenidade do Corpus Christi foi instituída em 1246 por Roberto de Thorete, então bispo de Liège, por sugestão de Santa Juliana de Mont Cornillon. Depois do milagre eucarístico de Bolsena, de 1263, no qual uma hóstia sangrou sobre um corporal preservado hoje na catedral de Orvieto, o papa Urbano IV estendeu a celebração a toda a Igreja com a bula “Transiturus”, em 1264, determinando que ela fosse celebrada na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Eu vos adoro devotamente

Um dos hinos eucarísticos mais difundidos para a festa do Corpus Christi foi o Adoro Te Devote, composto por Santo Tomás de Aquino, em 1264, a pedido do Papa Urbano IV.

Esta é a letra do hino:

Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências,
A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, vos contemplando, tudo desfalece.

A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós
Mas, somente em vos ouvir em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as vossas chagas
Entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus
Faça que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e vos amar.

Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Faça que minha alma viva de Vós,
E que à ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.

Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente vossa face revelada
Que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amém.

Ver matéria completa ...
10 fatos sobre a Eucaristia para recordar na Solenidade de Corpus Christi

Durante séculos, a Igreja e os santos animaram os fiéis ao amor a Eucaristia. Há inclusive algumas pessoas que entregam sua vida para protegê-la. Hoje, Solenidade de Corpus Christi, apresentamos 10 coisas que todo cristão deveria saber em relação a este grande milagre:

1. Jesus, reunido com seus apóstolos durante a Última Ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia: “Tomai e comei; isto é meu corpo…” (Mt, 26, 26-28). Desta maneira fez com que os apóstolos participassem do seu sacerdócio e mandou que fizessem o mesmo em memória dele.

2. A palavra Eucaristia, derivada do grego eucharistía, significa “Ação de graças” e se aplica a este sacramento porque nosso Senhor deu graças ao seu Pai quando a instituiu; além disso, porque o Santo Sacrifício da Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela Sua Bondade.

3. O Concílio de Trento define claramente: “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, junto a sua Alma e Divindade. Em realidade Cristo se faz presente integralmente”.

 

4. Na Santa Missa, os bispos e sacerdotes transformam realmente o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo durante a consagração.

5. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça, e recomenda a comunhão frequente. É muito importante receber a Primeira Comunhão quando a pessoa chega ao uso da razão, com a devida preparação.

6. O jejum eucarístico consiste em deixar de comer qualquer alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

7. A pessoa que comunga em pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a Comunhão sem antes receber o sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.

8. Frequentar a Santa Missa é um ato de amor a Deus que deve brotar naturalmente de cada cristão. E também é uma obrigação guardar os domingos e festas religiosas de preceito, salvo quando impedido por uma causa grave.

9. A Eucaristia no Sacrário é um sinal pelo qual nosso Senhor está constantemente presente em meio do seu povo e é alimento espiritual para doentes e moribundos. Devemos prestar sempre nosso agradecimento, adoração e devoção à real presença de Cristo reservado no Santíssimo Sacramento.

10. No Vaticano, a Solenidade de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Mas, em várias dioceses é comemorado no domingo posterior.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/10-fatos-sobre-a-eucaristia-para-recordar-na-solenidade-de-corpus-christi-39432

Ver matéria completa ...
Em junho, Papa reza pelo matrimônio: partilhar a vida é algo maravilhoso

Foi divulgada a videomensagem do Papa Francisco com a intenção de oração para este mês de junho: “A beleza o matrimônio”.

No início do vídeo, o Pontífice faz a seguinte pergunta: “Será verdade o que alguns dizem, que os jovens não querem se casar, especialmente nestes tempos tão difíceis?”. “Casar e partilhar a vida é algo maravilhoso”, respondeu.

Esse questionamento ecoa as dificuldades e complicações que muitas famílias e casamentos tiveram durante a pandemia.

Dados sobre os casamentos

A taxa de casamentos, segundo dados, vem diminuindo notavelmente desde 1972. Em países como os Estados Unidos, os números de matrimônios atingiram os pontos mais baixos da história.

Além disso, em muitos países, a queda nas taxas de casamento foi acompanhada por um aumento na idade em que se casa. A média na Suécia, por exemplo, aproxima-se, agora, dos 34 anos.

Outra informação é que a proporção de filhos nascidos fora do casamento aumentou consideravelmente em quase todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O número de divórcios se multiplicou; em alguns países, a separação atinge mais da metade dos casamentos.

Encorajamento do Papa

O confinamento, em muitos casos, gerou tensões e conflitos familiares e tornou a vida em comum uma tarefa mais árdua do que o normal. Porém, a mensagem do Papa encoraja a continuar:

“É uma viagem trabalhosa, por vezes difícil, chegando mesmo a ser conflituosa, mas vale a pena animar-se. E nesta viagem de toda a vida, a esposa e o esposo não estão sozinhos; Jesus acompanha-os. O casamento não é apenas um ato ‘social’. Ele é uma vocação que nasce do coração. É uma decisão consciente para toda a vida, que exige uma preparação específica”, destaca.

Francisco pediu que as pessoas nunca se esqueçam: “Deus tem um sonho para nós, o amor, e pede-nos que o tornemos nosso. Façamos nosso o amor que é o sonho de Deus”.

Na mensagem de vídeo, o Pontífice convida a rezar pelos jovens que se preparam para o matrimônio. Com o apoio de uma comunidade cristã, o Santo Padre deseja que eles cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência. “Porque para amar é preciso muita paciência. Mas vale a pena, não é mesmo?”, conclui.

Ano especial dedicado à família

A videomensagem do Papa sobre o matrimônio chega em um momento oportuno. Na festa da Sagrada Família de 2020, o Papa Francisco convocou um Ano especial dedicado à família, que começou em 19 de março de 2021 com o seguinte lema: “Amor em família: vocação e caminho de santidade”.

Essa convocatória coincide com o quinto aniversário da Exortação apostólica Amoris Laetitia e com o terceiro aniversário da Exortação apostólica Gaudete et Exsultate. O ano dá destaque à vocação ao amor que cada pessoa tem dentro de sua casa. Além disso, acompanha outro acontecimento importante: o Ano de São José, que se estenderá até 8 de dezembro de 2021.

Ver matéria completa ...
A oração de Jesus por todos nós não cessa, afirma Papa

“Jesus, modelo e alma de cada oração”. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco desta quarta-feira, 2. A Audiência Geral foi realizada no Pátio São Dâmaso, no Vaticano.

Hoje, o Pontífice recorda que os Evangelhos nos mostram como a oração era fundamental na relação de Jesus com os seus discípulos. Isto já é evidente na escolha daqueles que mais tarde iriam ser os Apóstolos. Lucas coloca a eleição deles num exato contexto de oração:

“‘Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles aos quais chamou apóstolos’. Jesus escolhe os apóstolos depois de uma noite de oração”, frisa.

Jesus reza pelos seus amigos

A oração a favor dos seus amigos reapresenta-se continuamente na vida de Jesus, assegura o Santo Padre.

Os Apóstolos, por vezes, tornam-se um motivo de preocupação para ele. Jesus, explica Francisco, como os recebeu do Pai, depois da oração, os leva no seu coração, até com os seus erros, inclusive as suas quedas.

Em tudo isso, o Pontífice destaca que é possível descobrir como Jesus foi mestre e amigo. Ele estava sempre pronto a esperar pacientemente a conversão do discípulo. O ponto mais alto desta espera paciente é a “teia” de amor que Jesus tece ao redor de Pedro.

Na Última Ceia, o Papa recorda que Jesus diz: “Simão, Simão! Olhe que Satanás pediu permissão para peneirar vocês como trigo. Eu, porém, rezei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando tiver voltado para mim, fortaleça os seus irmãos”.

O amor de Jesus não cessa

Segundo o Pontífice, “impressiona, no tempo da tentação, saber que naquele momento o amor de Jesus não cessa”.

“‘Padre, se estou em pecado mortal, há o amor de Jesus?’ Sim. ‘Jesus continua rezando por mim?’ Sim. ‘Se eu fiz muitas coisas ruins e muitos pecados, Jesus continua?’ Sim. O amor de Jesus, a oração de Jesus por todos nós não cessa, mas torna-se mais intensa. Estamos no centro da sua oração!”, sublinha.

Segundo Francisco, temos de nos lembrar sempre de que Jesus reza por nós, está rezando agora diante do Pai e lhe mostra as chagas a fim de que o Pai veja o preço da nossa salvação. “É o amor que nos mantém. Que cada um de nós pense: neste momento, Jesus está rezando por mim? Sim. Esta é uma segurança grande que temos de ter”. 

O Papa acrescenta que os grandes pontos de virada da missão de Jesus são sempre precedidos por uma oração. Não de maneira superficial, mas da oração intensa e prolongada. Esta verificação da fé parece ser um objetivo, mas em vez disso é um ponto de partida renovado para os discípulos. A partir daí, o Santo Padre explica que é como se Jesus assumisse um novo tom na sua missão, falando-lhes abertamente da sua paixão, morte e ressurreição.

Rezar intensamente quando o caminho se torna íngreme

De acordo com Francisco, nesta perspectiva, que instintivamente suscita repulsão, tanto nos discípulos quanto em nós que lemos o Evangelho, a oração é a única fonte de luz e força.

“É necessário rezar mais intensamente, cada vez que o caminho se torna íngreme. (…) Jesus não só quer que rezemos enquanto Ele reza, mas assegura-nos que mesmo que as nossas tentativas de oração fossem completamente vãs e ineficazes, podemos sempre contar com a Sua oração. Devemos estar conscientes de que Jesus reza por nós”, sublinha.

O Pontífice conta que uma vez, um bom bispo, num momento muito ruim de sua vida e de grande provação, olhou para cima na Basílica e viu escrito a frase: “Pedro, eu rezarei por você”. “Isso lhe deu força e conforto”, observa.

“Quanto houver uma dificuldade, lembre-se de que Jesus reza por você”. “Mas padre, isso é verdade? É verdade! Ele mesmo o disse”, frisou o Papa. “Não nos esqueçamos de que o que sustenta cada um de nós na vida é a oração de Jesus por cada um de nós, diante do Pai, mostrando-lhe as feridas que são o preço da nossa salvação.”

Mesmo que as nossas orações fossem apenas balbúcies, se estivessem comprometidas por uma fé vacilante, nunca devemos deixar de confiar n’Ele, defende o Santo Padre. “Sustentadas pela oração de Jesus, as nossas tímidas preces se apoiam-se nas asas da águia e elevam-se ao Céu”, conclui.

Ver matéria completa ...
Igreja iniciará celebração do jubileu de ouro do Mês da Bíblia

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoverá, nos dias 7 a 10 de junho, a Semana Bíblica Nacional. O evento, em modalidade virtual, marca o início da celebração do jubileu de ouro do Mês da Bíblia.

Padre Jânison de Sá, assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, explica que a proposta da Semana Bíblica é a de ser formativa e, ao mesmo tempo celebrativa. Isso, pelo fato de a Igreja no Brasil estar comemorando os 50 anos do Mês da Bíblia em 2021. “Um marco muito importante na história da Igreja no Brasil, onde os círculos bíblicos se espalharam em todas as comunidades do nosso imenso país”, afirma o padre.

Tema 2021

Para o jubileu do “Mês da Bíblia”, em 2021, o tema escolhido é a Carta de São Paulo aos Gálatas e o lema é “todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d). O texto é extraído do “hino batismal”, descrito em Gl 3,26-28, quando Paulo afirma que todos são filhos e filhas de Deus.

O tema e o lema estão em sintonia com o evangelho do Domingo da Palavra de Deus. Este último é extraído de Mc 1,14-20, quando Jesus inicia a sua missão, após a prisão de João Batista.

Padre Jânison salienta que, em sintonia com o Mês da Bíblia, a Semana Bíblica fará em sua abertura uma memória desses 50 anos “tão importantes para as novas gerações, para que se possa conhecer essa caminhada de animação bíblica, dos círculos bíblicos, de grupos de reflexão em todas as comunidades do país”.

Programação

Irmã Izabel Patuzzo, assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, explica que na abertura da Semana Bíblica, no dia 7, haverá uma mesa redonda. A atividade terá a participação de Dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão. Também participarão Dom Jacinto Bergmann; irmã Zuleica Silvano (Paulina); imrão José Nery (Lassalista) e o padre Jânison de Sá Santos.

Na segunda noite, dia 8, será apresentado o tema do Mês da Bíblia para o ano de 2021. O participante será o autor do texto-base, o professor Joel Antônio Ferreira.

O tema do dia 9 será a missão de Paulo Apóstolo com a participação da irmã Aíla Pinheiro, da Congregação Nova Jerusalém, e o padre Benedito Antônio Bueno de Almeida (Paulino).

O tema do último dia, 10, será a importância dos círculos bíblicos no Mês da Bíblia na perspectiva da Carta aos Gálatas. O dia terá a participação do professor Cláudio Vianney Malzoni; Mariana Aparecida Venâncio e o padre  João Batista Maroni.

A Semana Bíblica poderá ser acompanhada pelas redes socias da CNBB (@cnbbnacional); Edições CNBB (cnbbedicoes) e no canal da Catequese do Brasil (catequesedobrasil).

Ver matéria completa ...
Papa: Corpus Christi seja presença e conforto no sofrimento de cada dia

Assim, ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (2) ao saudar os peregrinos de língua italiana presentes no Pátio São Dâmaso, no Vaticano, o Papa Francisco recordou a celebração de Corpus Christi desta quinta-feira (3). No Vaticano, o Pontífice vai presidir a missa no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro no domingo, 6 de junho, com a presença limitada de fiéis devido às restrições da pandemia. A transmissão ao vivo pelos canais do Vatican News, com comentários em português, começa às 17h30 na Itália, 12h30 no horário de Brasília.

Corpus Christi no Brasil

Já as paróquias no Brasil deverão adaptar as celebrações segundo as normas sanitárias locais para conter a disseminação do coronavírus. No Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, uma das principais festas da Igreja vai sofrer alteração nesta quinta-feira (3). A principal cerimônia do dia, às 9h da manhã, vai receber os fiéis em número reduzido e será concluída com uma procissão interna e restrita: apenas religiosos vão poder seguir o ostensório que abriga a Eucaristia, que será conduzido pelos corredores da Basílica e não pelo pátio externo, como em anos anteriores. Os peregrinos que participarem da missa no interior do templo vão poder acompanhar o percurso diretamente dos bancos. Essa é a única procissão do ano realizada de forma pública e solene com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Para a solenidade, o número de missas no Santuário Nacional foi ampliado. Ao todo, oito cerimônias acontecem durante todo o dia e seguindo rigorosos protocolos sanitários. De casa, os fiéis poderão acompanhar as celebrações que serão transmitidas pelas redes sociais do Santuário Nacional (Facebook e Youtube) e Rede Aparecida de Comunicação.

Caridade marca Corpus Christi no sul do país

Na cidade de Bento Gonçalves, no interior do Rio Grande do Sul, por exemplo, a Paróquia Santo Antônio cancelou a missa campal e também não haverá a tradicional confecção de tapetes de serragem. Em conjunto com todo o Regional Sul 3 da CNBB, a paróquia local motiva os fiéis para a doação de alimentos não perecíveis, tanto no Santuário quanto nas comunidades. O que será arrecadado no “Mutirão pela Vida de quem tem fome”, que acontece simultaneamente nas 18 dioceses gaúchas, será destinado à Casa Pão dos Pobres, da Paróquia Santo Antônio de Bento, que atende famílias em situação de vulnerabilidade social toda a semana. Em todo o estado, as doações podem ser entregues nas igrejas e também onde as paróquias indicarem.

O Pe. Ricardo Fontana, pároco local, recordou que "Jesus se doa a cada um de nós na Eucaristia, que é seu Corpo e Sangue. Ele mandou, na última Ceia, que atualizássemos esse mistério e nós o fazemos sempre em sua memória. É o Cristo vivo em nosso meio e esse Cristo quer que todos tenham vida, por isso somos chamados a exercer nossa caridade também neste Corpus Christi, doando alimentos não perecíveis. O mesmo Cristo que cuidou e curou muita gente, hoje pede que nós o façamos. Juntos, façamos essa reverência à Eucaristia e também cuidemos de quem mais precisa”. Em comunhão também o Papa Francisco, ao finalizar a Audiência Geral de hoje:

“Que o Corpo e o Sangue de Cristo sejam para cada um de vocês presença e apoio em meio às dificuldades, sublime conforto no sofrimento de cada dia e garantia de ressurreição eterna.”

 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-06/papa-francisco-corpus-christi-audiencia-geral-brasil-coronavirus.html

Ver matéria completa ...
Solenidade de Corpus Christi, a eucaristia: o pão para a vida eterna

A solenidade do Corpus Christi é uma manifestação pública da presença de Jesus na eucaristia, que nos é ofertada por Deus Pai, na pessoa do Seu Filho e no manancial de amor do Espírito Santo como alimento para a nossa vida eterna. É uma celebração que nos une à quinta-feira santa, naquela ceia derradeira em que Jesus se entrega em corpo e sangue, passando pela cruz, para a salvação do mundo inteiro.

O Corpus Christi é uma festa celebrada após a Páscoa, Pentecostes e Santíssima Trindade. Vivenciamos a presença de Cristo no pão consagrado para que, assim, fé e vida caminhem juntas para testemunhar ao mundo o seguimento a Jesus Cristo e a Sua Igreja. A eucaristia é uma palavra grega, cujo significado é ação de graças[1], sacramento do pão e vinho consagrados, onde está presente o Senhor Jesus Cristo, que se entrega a todos nós. A eucaristia designa a ceia cristã, a benção consecratória, a própria ação eucarística[2]. A seguir, apresentamos uma visão da doutrina sobre a eucaristia, segundo alguns padres da Igreja, os primeiros escritores cristãos, fundamentada na Sagrada Escritura.

A eucaristia na celebração dominical

A Didaqué, documento doutrinário dos doze apóstolos, instruiu a tradição posterior como era celebrada a eucaristia na comunidade eclesial. No dia do Senhor, o domingo, as pessoas se reuniam para partir o pão e agradecer a Deus após confessarem os seus pecados. A reconciliação com o próximo estava presente na comunidade para a recepção da eucaristia[3].

Remédio de imortalidade

Santo Inácio, bispo de Antioquia, do século I, afirmava que a eucaristia deveria ser celebrada pelo bispo e em unidade com o presbitério, na qual haveria a partilha do mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre[4]. Ele pedia aos fiéis para considerar como legítima a eucaristia presidida pelo bispo e, onde ele aparecia, estaria presente Jesus Cristo e a Sua Igreja[5].

A eucaristia celebrada no domingo

São Justino de Roma, padre dos séculos I e II, afirmou que a eucaristia do pão e do vinho consagrados é celebrada pelos cristãos em todo lugar da terra[6]. Os cristãos aprenderam a celebrar a partilha do pão e do vinho como recordação da Paixão em que o Filho de Deus sofreu por eles[7].

São Justino destacou a importância da eucaristia para os fiéis que eram preparados para os sacramentos da iniciação cristã. A pessoa era conduzida ao lugar em que os fiéis estavam reunidos para elevar orações por si mesmas e por toda a humanidade. Aquele que presidia a reunião oferecia pão e uma vasilha com água e vinho aos irmãos presentes, ao tempo em que louvava e glorificava ao Pai do universo através do nome de Seu Filho e do Espírito Santo, e pronunciava uma longa ação de graças por ter-nos concedido esses dons que Dele provêm. O povo dizia amém, cujo significado é assim seja. As pessoas tomavam as espécies consagradas e os diáconos as levavam aos ausentes[8]. São Justino tinha presente também à teologia da eucaristia, na qual os cristãos não tomavam pão e vinho de uma forma ordinária, mas como carne e sangue de Jesus encarnado, Nosso Salvador, feito carne por força do Verbo de Deus[9]. Tudo isso era oferecido no dia do sol para os pagãos, mas, para os cristãos, era no domingo, com uma reunião de todos os que moravam nas cidades ou nos campos[10].

A eucaristia, pão para a vida eterna

Santo Irineu de Lião, bispo dos séculos II e III, rebatia os gnósticos por não valorizarem a eucaristia como pão para a vida eterna. O bispo chamou de estultos os que rejeitavam toda a economia de Deus, negando a salvação da carne e declarando que esta seria incapaz de receber a incorruptibilidade. Segundo Irineu, se não é possível que a carne seja salva, então o Senhor não teria salvado o gênero humano com Sua carne e Seu sangue, nem o cálice eucarístico é comunhão de Seu sangue e nem o pão que é partido é a comunhão com Seu corpo. O bispo de Lyon afirmou contra os gnósticos que o pão e o vinho consumidos pelos fiéis, recebendo a palavra de Deus, se tornam eucaristia, isto é, o corpo e o sangue de Cristo, de modo que os nossos corpos alimentados pela eucaristia, depois de serem decompostos na terra, ressuscitarão no seu tempo, quando o Verbo de Deus os fará ressuscitar para a glória de Deus Pai, dando-lhe a imortalidade ao que é mortal e a incorruptibilidade ao que é corruptível, pois o poder de Deus se manifesta na fraqueza[11].

A comunidade ouvia a Sagrada Escritura e tinha a eucaristia

Tertuliano, padre dos séculos II e III, discorreu que a comunidade se encontrava para juntos lerem e comentarem as Escrituras Sagradas, para que estas fossem motivo de admoestação no presente e no futuro, auxiliando-os a interpretar o passado. Com aquelas santas palavras, eles alimentavam a fé, levando em alto a esperança, aprofundando a confiança e, ao mesmo tempo, tornavam mais sólida a disciplina e a caridade entre eles. Havia uma caixa comum onde as pessoas depositavam as suas ofertas para os pobres e, em seguida, ocorria a refeição, o banquete digno, pois louvavam a Deus. A comunidade não se sentava à mesa antes de ter feito uma oração a Deus[12]. Tudo era feito pela eucaristia, pão para a vida eterna.

A eucaristia com o seu significado espiritual

Orígenes, padre dos séculos II e III, enfatizou o significado espiritual da carne e do sangue de Cristo. Ao interpretar a passagem de João 6,54, “quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”, o padre explica que toda a carne do Senhor é alimento, bem como o sangue é bebida. Toda a Sua obra é santa e toda a Sua palavra é verdadeira, de modo que a Sua carne é verdadeiro alimento e o Seu sangue é verdadeira bebida[13]. O ser humano fica saciado com este alimento de vida eterna.

O alimento eucarístico para o corpo e para o espírito

São Gregório de Nissa, bispo do século IV, afirmou a importância do pão consagrado como alimento para o corpo e para o espírito. Muitos são os alimentos na natureza e eles têm as suas finalidades para a vida. O ser humano tem, entre outros alimentos, o pão. Para saciar a sede, existe a água e esta, quando misturada com o vinho, serve para ajudar ou manter o equilíbrio térmico do corpo. Aqueles elementos, uma vez transformados pela graça do Senhor, tornam-se sangue e corpo de Cristo dentro da pessoa humana. Desta forma, o corpo do Senhor vivifica a natureza humana para as pessoas que têm fé, distribuído a todos sem Ele mesmo ser diminuído[14].

A recepção das espécies consagradas

São Cirilo de Jerusalém, bispo no século IV, exaltava diante dos fiéis a importância de receber o Senhor nas espécies do pão e do vinho consagrados. Ele exortava a ter fé nesta presença importante, dizendo que os participantes não eram convidados a receber pão e vinho ordinários, mas sim o corpo e o sangue do Cristo escondidos no símbolo[15].

A solenidade de Corpus Christi enfatiza a importância do sacramento da eucaristia em nossas vidas. É a presença de Jesus nas espécies do pão e do vinho consagrados, que devem ser amados e adorados. É uma festa especial para todos os cristãos. Somos chamados a viver a eucaristia a fim de que, em nossas vidas, sejamos pessoas acolhedoras na família, na comunidade e na sociedade. Neste tempo de pandemia, sejamos solidários com todos os sofredores desta e de outras doenças, com os povos indígenas, os povos do campo e da cidade, mulheres e homens; e sejamos missionárias e missionários, levando a Boa Nova do Reino de Deus para toda a sociedade. Cristo Jesus, presente na eucaristia, deseja que testemunhemos Sua presença junto ao povo de Deus.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-06/a-solenidade-de-corpus-christi-a-eucaristia-o-pao-para-a-vida.html

Ver matéria completa ...
História da Solenidade de Corpus Christi

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu em Liége, Bélgica, no seculo XII: um Movimento Eucarístico na Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Liege.

Santa Juliana de Monte Cornillon, (ou Juliana de Liége) naquela época superiora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta maravilhosa Festa de Corpus Christi.

Santa Juliana de Liege sempre teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E esperava que tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições ao bispo de Liege, também ao doutor Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleon, nessa época arquidiácono de Liege, mais tarde o Papa Urbano IV.

O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real., no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais -onde se apoia o cálice e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o seguinte Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis, por João XXII, e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Após a Missa de Corpus Christi se faz a Procissão Eucarística. Estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV. Com toda a honra possível ao Rei Jesus.
Finalmente, o Concílio de Trento (em 1.500) declara que:...seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honradamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Assim nasceu esta maravilhosa Solenidade de Corpus Christi.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-06/historia-da-solenidade-de-corpus-christi.html

Ver matéria completa ...
Seminarista Alan Miatello será ordenado diácono neste sábado, 29

No próximo sábado, 29, o seminarista Alan Daga Miatello será ordenado diácono pela imposição das mãos e oração consecratória de Dom Moacir Aparecido de Freitas. A celebração eucarística será realizada na Sé Catedral de Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga às 9h e devido a pandemia a presença será restrita ao clero e aos familiares do seminarista.

A celebração será transmitida ao vivo pela página no facebook da Diocese de Votuporanga: facebook.com/diocesedevotuporanga.

Alan nasceu em Tanabi no dia 26 de dezembro de 1989, filho de Pedro Aparecido Miatello e Cleusa Daga Miatello (in memorian), sendo irmão de Anderson Clayton Daga Miatello.

Em Tanabi, Alan cursou o Ensino Fundamental nas E.M. Alexandre Kannebley Melotti e E.E João Portugal e Ensino Médio E.E. Padre Fidélis. O seminarista é graduado em Ciências Biológicas pela Unifev (2008-2011) e pós-graduado em Teologia pelo Instituto pró-Minas.

De família protestante, Alan se tornou católico após participar, a convite de uma vizinha, de uma Missa para a abençoar o início das obras de construção da Igreja de São João Batista e São Cristóvão de Tanabi, em que na oportunidade ficou encantado pelos serviços dos coroinhas e quis fazer parte daquele grupo.

“Jesus me chamou através daquela mulher, ela foi instrumento de Deus na minha vida e na minha vocação, por isso não podemos ter medo de convidar as pessoas, de chamar, de anunciar o Evangelho de Cristo do nosso jeito e com as nossas possibilidades. Com o tempo, sendo coroinha e participando das demais pastorais, o meu desejo de conhecer mais a Jesus e me consagrar a Ele foi crescendo. A decisão de entrar no seminário, futuramente, não seria fácil, mas com a Graça de Deus não me arrependo de ter seguido a voz do meu Pastor! Vale a pena, vale a vida!” afirma o Seminarista.

Após esse “chamado”, Alan teve sua infância e juventude marcada pela participação na Paróquia São João Batista e São Cristóvão de Tanabi, tendo atuado na Pastoral dos Coroinhas e Acólitos, Ministério de Música Litúrgica, Grupo de Adolescentes e Pastoral da Juventude.

O seminarista iniciou seus estudos para a vida sacerdotal em fevereiro de 2013, tendo cursado o Seminário Propedêutico naquele ano e Filosofia (2014-2016) e Teologia (2017-2020). Durante o período de seminário, Alan fez estágio pastoral nas seguintes paróquias: Catedral de São José em Rio Preto (2013-2014), São João Batista de Américo de Campos (2015-2017), Senhor Bom Jesus de Votuporanga (2018) e Nossa Senhora do Divino Livramento (Buritama) – 2019-2021.

Ao ser questionado sobre a ordenação, Alan afirma que: “é um sentimento de entrega e expectativa. São oito anos de preparação para uma missão que agora culminam num dia onde a Igreja toda, celeste e terrestre se unem para pedir a Deus a graça do Espírito Santo sobre o eleito. Estou desejoso de que, ao assumir este ministério na Igreja, todos os fiéis possam me colocar em suas orações para que eu consiga responder ao chamado de Cristo.”

Alan deve permanecer como Diácono Transitório por alguns meses aguardando a decisão do bispo diocesano sobre a data da sua ordenação sacerdotal.

Ver matéria completa ...
8 chaves para compreender Pentecostes

No domingo, 23 de maio, a Igreja celebra a Festa de Pentecostes, dia em que se cumpriu a promessa de Cristo aos apóstolos de que o Pai lhes enviaria o Espírito Santo para guiá-los na missão evangelizadora. Para compreender mais esta data, apresentamos 8 chaves:

1. O que significa o nome Pentecostes?

Provém da palavra grega que significa “quinquagésimo” (pentecoste). O motivo é porque Pentecostes é o quinquagésimo dia (em grego, pentecoste hemera) depois do Domingo da Páscoa (no calendário cristão).

Este nome começou a ser usado no período final do Antigo Testamento e foi herdada pelos autores do Novo Testamento.

2. Quais outros nomes tem esta festividade?

A festa das semanas; a festa da colheita; o dia dos primeiros frutos.

Hoje em dia, nos círculos judeus, é conhecida como Shavu’ot (em hebraico, “semanas”). Além disso, é conhecida com diferentes nomes em vários idiomas.

Nos países de fala inglesa também é conhecido como “Whitsunday” (Domingo Branco), nome que deriva, provavelmente, das vestes brancas dos recém-batizados.

3. Que tipo de festa Pentecostes foi no Antigo Testamento?

 

Foi um festival para a colheita e significava que estava chegando ao seu fim. Deuteronômio 16 diz:

“Contarás sete semanas, a partir do momento em que meteres a foice em tua seara. Celebrarás então a festa das Semanas em honra do Senhor, teu Deus, apresentando a oferta espontânea de tua mão, a qual medirás segundo as bênçãos com que o Senhor, teu Deus, te cumulou” (Dt 16,9-10).

4. O que Pentecostes representa no Novo Testamento?

Representa o cumprimento da promessa de Cristo ao final do Evangelho de São Lucas:

“Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de tudo isso. Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,46-49).

5. Como é simbolizado o Espírito Santo nos eventos no dia de Pentecostes?

O capítulo 2 de Atos dos Apóstolos recorda:

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”.

Esta passagem contém dois símbolos do Espírito Santo e sua ação: o vento e o fogo.

O vento é um símbolo básico do Espírito Santo; a palavra grega que significa “Espírito” (Pneuma) também significa “vento” e “sopro”. Embora o termo usado para “vento” nesta passagem seja ‘pnoe’ (em termo relacionado com penuma), ao leitor é dado a entender a conexão entre o vento forte e o Espírito Santo.

Em relação ao símbolo do fogo, o Catecismo assinala:

“Enquanto a água significava o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito Santo, o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo. O profeta Elias, que ‘apareceu como um fogo e cuja palavra queimava como um facho ardente’ (Sir 48, 1), pela sua oração faz descer o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo, que transforma aquilo em que toca. João Batista, que ‘irá à frente do Senhor com o espírito e a força de Elias’ (Lc 1, 17), anuncia Cristo como Aquele que ‘há-de batizar no Espírito Santo e no fogo’ (Lc 3, 16), aquele Espírito do qual Jesus dirá: ‘Eu vim lançar fogo sobre a terra e só quero que ele se tenha ateado!’ (Lc 12, 49). É sob a forma de línguas, ‘uma espécie de línguas de fogo’, que o Espírito Santo repousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si (31). A tradição espiritual reterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo (32). «Não apagueis o Espírito!» (1 Ts 5, 19)” (CIC696).

6. Há uma ligação entre as “línguas” de fogo e o fato de os discípulos falarem em outras “línguas” nesta passagem?

Sim. Em ambos os casos a palavra grega para “línguas” é a mesma (glossai) e o leitor é destinado a entender a ligação.

A palavra “língua” é utilizada para significar tanto uma “chama (de fogo)” como o “idioma”.

As “línguas como de fogo” que se distribuem e pousam sobre os discípulos fazem com que comecem a falar milagrosamente em “outras línguas” (ou seja, os idiomas).

Esse é o resultado da ação do Espírito Santo, representado pelo fogo.

7. Quem é o Espírito Santo?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a “Terceira Pessoa da Santíssima Trindade”. Ou seja, havendo um só Deus, existem Nele três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, mas é nos últimos tempos, inaugurados com a Encarnação, que o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus o apresenta a nós e se refere a Ele não como uma potencial impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com um agir próprio e um caráter pessoal.

8. O que significa a festa de Pentecostes para nós?

A solenidade de Pentecostes é uma das mais importantes no calendário da Igreja e contém uma rica profundidade de significado. Desta forma, Bento XVI a resumiu em 27 de maio de 2012:

“Esta solenidade faz-nos recordar e reviver a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os outros discípulos, reunidos em oração com a Virgem Maria no Cenáculo (cf. At 2, 1-11). Jesus, tendo ressuscitado e subido ao céu, envia à Igreja o seu Espírito, para que cada cristão possa participar na sua mesma vida divina e tornar-se sua testemunha válida no mundo. O Espírito Santo, irrompendo na história, derrota a sua aridez, abre os corações à esperança, estimula e favorece em nós a maturação na relação com Deus e com o próximo”.

Publicado originalmente em National Catholic Register.

Ver matéria completa ...
10 razões para amar e honrar a Virgem Maria

Virgem Maria esteve presente na encarnação, no nascimento, no primeiro milagre, na paixão e morte de Jesus Cristo, recebeu o Espírito Santo junto com os apóstolos em Pentecostes, e hoje continua participando da história da salvação, levando todos os fiéis ao seu Filho.

O ‘National Catholic Register’ propõe 10 razões para amar a Mãe de Deus, porque quanto mais se recorre a ela, mais se pode ajudar o ser humano no seu caminho ao céu.

1. Amar Maria agrada a Deus

Não se pode superar Deus. Ninguém amou e honrou Maria mais do que Deus. Deus Pai a escolheu para ser a Mãe do seu Filho único; Ela é a esposa do Espírito Santo e a mãe do Filho unigênito de Deus.

2. É um exemplo de humildade

“Como a mais humilde serva do Senhor que é ‘cheia de graça’, Maria era o instrumento perfeito de Deus, porque era apenas um instrumento dele”, disse o escritor católico e místico Thomas Merton.

3. É uma maneira de imitar Jesus

 

Jesus segue o quarto mandamento e honra a sua mãe. Portanto, todo filho de Deus deve fazer a mesma coisa.

4. É uma forma de imitar os santos

Não existe nenhum santo que não amou nem honrou Maria. Muitos deles tinham um terço na mão.

5. Maria é a intercessora por excelência

Jesus fez o seu primeiro milagre público porque a sua Mãe intercedeu. Cristo disse que ainda não era a sua hora, mas sua Mãe lhe pediu ajuda. A Bíblia é clara: Maria influencia o seu Filho.

6. É bíblico incluir Maria

A Santíssima Mãe fez parte da encarnação, do nascimento, do primeiro milagre, da paixão e da morte de Jesus e recebeu o Espírito Santo junto com os apóstolos. Acredita-se que esteve presente durante a Ascensão de Nosso Senhor. Jesus e Maria estão juntos.

7. É histórico

Durante os tempos do Antigo Testamento, era à Rainha, a mãe do rei naquela época, que as pessoas recorriam para fazer seus pedidos. A melhor oportunidade de ter uma boa resposta do rei era o pedido da sua mãe. Foi assim durante o tempo do Rei Davi, e Jesus descende da casa de Davi.

8. Deus continua nos entregando a sua mãe

Uma multidão de aparições marianas aprovadas pela Igreja mostra que Deus continua enviando a sua mãe para nos ajudar. Por exemplo, em Fátima, há 100 anos, em 13 de outubro, havia 70 mil pessoas que testemunharam o ‘Milagre do Sol’, no qual a Virgem Maria apareceu aos pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia. Sua mensagem para nós é rezar e reparar os pecados dos homens.

9. O Rosário é uma arma poderosa

O Padre Pio e muitos santos o chamaram de arma contra o mal e rezaram continuamente. Há muitas histórias de milagres documentados e histórias pessoais atribuídas à oração do Rosário.

10. Maria é justa

Ninguém poderia argumentar que ela não é a mais justa, portanto, a Bíblia atesta o poder de suas orações.

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5,16) e “o Senhor escutará a oração dos justos” (Provérbios 15,20).

Ver matéria completa ...
Papa em Pentecostes diz “não” às ideologias na Igreja: vêm do inimigo

O papa Francisco rejeitou a introdução de ideologias na Igreja, ideologias que dividem, que transformam a diversidade em oposição e que vêm do diabo, o inimigo.

A declaração foi feita neste domingo, 23 de maio, durante a Missa da Solenidade de Pentecostes que celebrou na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O Santo Padre ensinou que “se dermos ouvidos ao Espírito, deixaremos de nos focar em conservadores e progressistas, tradicionalistas e inovadores, de direita e de esquerda”.

Advertiu que, “se fossem estes os critérios, significava que na Igreja se esquecia o Espírito. O Paráclito impele à unidade, à concórdia, à harmonia das diversidades. Faz-nos sentir parte do mesmo Corpo, irmãos e irmãs entre nós. Procuremos o todo”.

“E o inimigo quer que a diversidade se transforme em oposição e por isso faz com que se torne ideologia. Devemos dizer ‘não’ às ideologias, ‘sim’ ao todo”, disse.

O Pontífice recordou que “os ‘ismos são ideologias que dividem, que separam. A Igreja não é uma organização humana – é humana, mas não é apenas uma organização humana –, a Igreja é o templo do Espírito Santo”.

O consolo do Espírito Santo

Em sua homilia, o papa Francisco convidou a recorrer ao Espírito Santo para obterconsolo e pediu para rejeitar as consolações que o mundo oferece.

“Todos nós, especialmente em momentos difíceis como este que estamos a atravessar devido à pandemia, procuramos consolações. Muitas vezes, porém, recorremos só a consolações terrenas, que depressa se extinguem, são consolações momentâneas”, afirmou.

Em contraposição a essas consolações do mundo, “hoje Jesus nos oferece a consolação do Céu, o Espírito, o ‘Consolador perfeito’. Qual é a diferença? As consolações do mundo são como os anestésicos: oferecem um alívio momentâneo, mas não curam o mal profundo que temos dentro. Insensibilizam, distraem, mas não curam pela raiz. Agem à superfície, ao nível dos sentidos, dificilmente ao nível do coração”.

Disse que “só dá paz ao coração quem nos faz sentir amados tal como somos. E o Espírito Santo, o amor de Deus, faz isso”. “É a ternura de Deus em pessoa, que não nos deixa sozinhos; e o fato de estar com quem vive sozinho, já é consolar”.

Ao contrário, advertiu contra o engano do diabo que “primeiro, lisonjeia-nos e faz-nos sentir invencíveis – as lisonjas do diabo, que fazem crescer a vaidade –, depois atira-nos ao chão e faz-nos sentir errados: joga conosco. Faz todo o possível por nos derrubar, enquanto o Espírito do Ressuscitado nos quer levantar”.

Assim se sentiam os apóstolos antes da vinda do Espírito Santo: “estavam sozinhos naquela manhã, estavam sozinhos e perdidos, com as portas fechadas pelo medo; viviam no temor, tendo diante dos olhos todas as suas fragilidades e fracassos, os seus pecados: tinham renegado Jesus Cristo. Os anos transcorridos com Jesus não conseguiram mudá-los, continuavam a ser os mesmos”.

“Depois, recebem o Espírito e tudo muda: os problemas e defeitos permanecem os mesmos, mas eles já não os temem porque não temem sequer quem pretende fazer-lhes mal. Sentem-se intimamente consolados, e querem fazer transbordar a consolação de Deus”.

Nesse sentido, o papa Francisco convidou: “Avancemos um passo. Também nós somos chamados a dar testemunho no Espírito Santo, a tornar-nos paráclitos, isto é consoladores”, porque “o Espírito pede-nos para darmos corpo à sua consolação”, “não fazendo grandes discursos, mas aproximando-nos das pessoas; não com palavras empoladas, mas com a oração e a proximidade”.

O Pontífice definiu o Paráclito como “o Advogado”, porque “não nos substitui, mas defende-nos das falsidades do mal, inspirando-nos pensamentos e sentimentos. Fá-lo com delicadeza, sem nos forçar: propõe, não Se impõe”.

Já “o espírito de falsidade, o maligno, faz o contrário: procura constranger-nos, quer fazer-nos acreditar que somos sempre obrigados a ceder às más sugestões e aos impulsos dos vícios”.

Três sugestões do Paráclito

O papa Francisco descreveu e convidou a acolher “três sugestões típicas do Paráclito”, “três antídotos basilares contra três tentações atualmente muito difusas”.

Primeiro, o Espírito Santo sugere: “‘vive no presente’; no presente, não no passado nem no futuro”. “O Espírito lembra-nos a graça do presente. Não há tempo melhor para nós: agora e aqui onde estamos é o único e irrepetível momento para fazer bem, fazer da vida uma dádiva. Vivamos no presente”.

Em seguida, “o Paráclito aconselha: ‘Procura o todo’. O todo, não a parte. O Espírito não molda indivíduos fechados, mas funde-nos como Igreja na multiforme variedade dos carismas, numa unidade que nunca é uniformidade. O Paráclito afirma o primado do todo. É no todo, na comunidade que o Espírito gosta de agir e inovar”.

Finalmente, o terceiro grande conselho do Espírito é: “coloca Deus antes do teu eu”. “Está aqui o passo decisivo da vida espiritual, que não é uma coleção de méritos e obras nossas, mas humilde acolhimento de Deus. O Paráclito afirma o primado da graça. Só deixaremos espaço ao Senhor, se nos esvaziarmos de nós mesmos; só nos encontramos a nós mesmos, se nos entregamos a Ele; só como pobres em espírito é que nos tornamos ricos de Espírito Santo”, concluiu sua homilia o papa Francisco.

Ver matéria completa ...
Pentecostes: o Espírito Santo atua na Igreja e no mundo

Estamos no tempo favorável para meditar as maravilhas do Senhor, a sua ressurreição e ascensão, e, logo mais, a ação do Espírito Santo. Esta semana antecede o grande acontecimento, Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos. Ele veio para renovar a face da terra, levar os discípulos a serem missionários de Jesus Cristo e de sua Igreja, em unidade com o Pai. Vivenciamos os seus dons e as suas graças na família, na comunidade e na sociedade, tendo presente os padres da Igreja, os primeiros escritores cristãos. Eles falaram sobre o Espírito Santo, a sua ação e missão no mundo e na igreja.

            O Espírito Santo como pessoa divina.

            Tertuliano, padre do norte africano, dos séculos segundo e terceiro, foi o primeiro autor na antiguidade cristã a usar o termo persona (pessoa) em relação à Trindade e ao Espírito Santo ao se referir à criação do ser humano. Quando Deus disse “façamos” (cfr. Gn 1,26), por ocasião da criação do homem, o padre africano interpretou que o termo expressava a Unidade na Trindade Santa. Não era apenas uma só pessoa que estava falando, mas as três pessoas que estavam juntas num único Deus para a criação do ser humano, homem e mulher, sendo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deus disse assim porque Ele tinha ao seu lado o Filho, como segunda pessoa, e o Espírito Santo, como terceira pessoa. O Espírito Santo vem do Pai através do Filho e é um com o Pai e com o Filho, em relação com a unidade da substância[1]. O Espírito Santo torna as pessoas, os cristãos, irmãos e irmãs. Quanto mais a bom direito os cristãos se sentem irmãos aqueles que reconhecem Deus como único pai e se chamam irmãos por causa do espírito de santidade[2].

            A unidade humana com o Espírito Santo.

            Orígenes de Alexandria, padre dos séculos segundo e terceiro, afirmou que não se pode participar do Pai e do Filho sem o Espírito Santo. O Espírito Santo faz as pessoas participarem de sua santidade. Ele afirmou que não se pode falar do Filho de Deus de maneira mais evidente e mais divina e dele dar conhecimento aos seres humanos a não ser por meio de sua Escritura, inspirada pelo Espírito Santo. O Espírito Santo age sobre aqueles e aquelas que são orientados para o bem e percorre o caminho de Cristo (cfr. 1 Cor 4,17), isto é, fazem o bem (cfr. Ef 2,10) e são em Deus (cfr. 1 Jo 4,13)[3].

            O temor de Deus pelo Espírito Santo.

            Santo Irineu de Lyon, bispo dos séculos segundo e terceiro, afirmou que o temor de Deus e a fé na vinda de seu Filho vêm por obra do Espírito de Deus, que põe vida no coração humano, tornando as pessoas puras, viventes para Deus, porque possuem o Espírito do Pai que purifica o ser humano e eleva à vida de Deus. A fraqueza do ser humano é superada pela força do Espírito, graças à comunhão com Ele. Desta forma, os mártires não testemunharam segundo a fraqueza da carne, mas sim conforme a prontidão do Espírito. A fraqueza da carne desaparece pelo poder do Espírito, constituindo o ser humano como um ser vivente para Deus pela sua participação no Espírito[4].

            O Espírito é extraordinário em seus dons.

Segundo São Cirilo de Jerusalém, bispo do século quarto, o Espírito Santo é algo grandioso, onipotente, extraordinário nos seus dons. O Espírito Santo na medida e no modo idôneo para cada um age eficazmente, pois Ele conhece a natureza de cada um de nós, discernindo os pensamentos e a consciência, tudo quanto pronunciamos ou tememos com a mente. O bispo de Jerusalém tinha presente as dimensões do império romano com todos os povos, reconhecendo os ministros e a presença de Deus em todos eles. Constatamos que o grande protetor e distribuidor de graças dando a todos a misericórdia e o amor vem do Espírito Santo, o qual ilumina todas as coisas e também aqueles que têm olhos para vê-Lo. Ele é superior aos anjos e arcanjos, as potestades, aos tronos, as dominações, sendo Ele senhor e santificador[5].

            A iluminação por obra do Espírito Santo.

            São Cirilo de Jerusalém enfatizou ainda o cumprimento do bem e da salvação como ação do Espírito Santo. Antes de Sua chegada, surgem emanações de luz e de ciência, advertindo a pessoa para a sua vinda. Ele vem com a alma de um verdadeiro protetor, porque traz a salvação e ilumina a mente do fiel. O Espírito Santo instrui o ser humano para que possa distinguir perfeitamente aquilo que em determinado momento não conseguiria perceber. Realmente, precioso e bom é o Espírito Santo! Pois, somos batizados no Pai, Filho e Espírito Santo (cfr. Mt 28,19)[6].

            A libertação por obra do Espírito Santo.

            Para São Basílio, o grande, bispo de Cesaréia do século quarto, afirmou que uma alma que deseja libertar-se às coisas terrenas, verá na razão da criação puríssima, o Espírito Santo, donde são o Pai e o Filho, o Espírito Santo, o qual é da mesma natureza e substância, e possui também: a bondade, a justiça, a santidade, a vida. Ele é o doador dos dons como a santificação, a bondade e a justiça. Assim é o Espírito Santo na divina substância, não considerado uma pluralidade, mas visto na Trindade, na unidade.

            O Espírito Santo é um com o Pai e o Filho.

Ainda em São Basílio, afirma-se a unidade do Espírito Santo com as outras duas pessoas divinas. Como o Pai é um e o Filho é um, assim também o Espírito Santo é um. Não se pode colocar junto aquele que santifica com aqueles que são santificados. O Espírito enche os anjos, os arcanjos, santifica as potestades, vivifica tudo. Ele se distribui na inteira criação, mas a cada um, se dá de um modo, não resultando diminuído. O Espírito Santo dá a todos a sua graça, permanecendo indiviso. Ilumina todos ao conhecimento de Deus, entusiasma os profetas, torna sábios os legisladores, consagra os sacerdotes, consolida os reis, torna perfeitos os justos, distribui o dom da santificação, ressuscita os mortos, liberta os prisioneiros, faz filhos os estrangeiros[7].

            A obra da purificação pelo Espírito Santo.

            São João Crisóstomo, bispo de Constantinopla, dos séculos quarto e quinto, realçou que em virtude do Espírito Santo, nós obtemos o perdão dos nossos pecados por sua obra, somos purificados de todas as impurezas: através de sua mediação, tornamo-nos pessoas boas e angelicais pela graça que dele provem. A presença do Espírito Santo transforma nossos corações e vida[8].

            As aparições do Espírito Santo à realidade humana.

Santo Agostinho, bispo de Hipona, nos séculos quarto e quinto, disse que nas aparições do Espírito Santo, não foi assumida a criatura do mesmo modo que o Verbo assumiu a carne e a forma humana no seio da Virgem Maria. O Espírito Santo não santificou a pomba nem o vento e nem os uniu a si e à sua pessoa, porque a sua natureza não é mutável, mas é imutável e eterna. Essas figuras apareceram quando foi oportuno, como um gesto de serviço da criatura para com o seu Criador, obedecendo a um sinal de quem permanece imutável em si mesmo, com a finalidade de mostrá-lo ao mundo. Nessas realidades existentes, esteve oculta uma ação significativa, a ação do Espírito Santo, de modo que a figura material desses elementos surgiu com uma finalidade representativa e passageira, para impressionar os sentidos humanos pelo poder do Espírito Santo que está em comunhão com as outras duas pessoas divinas: o Pai e o Filho[9].

O Espírito Santo desceu em Pentecostes tornando viva a vida da Igreja em Jesus Cristo, em unidade com o Pai. Vivamos os seus dons a serviço da Igreja e da missão de tornar filhos e filhas de Deus a todas as pessoas. O Espírito Santo nos ilumine nesta caminhada de fé, de esperança e de caridade!

 

[1] Cfr. Contro Prassea, 12,3. CCL 2, 1173. In: Spirito di Dio, Introduzione, traduzione e note a cura di Mauro Todde, Edizioni Paoline, Milano, 1987, pg. 13, n. 6. e-cristianismo.com.br/.../tertuliano-contra-praxeas.html?start=2

[2]Cfr. Tertulliano, Apologetico, XXXIX, 9, a cura di A. Resta Barrile,. Oscar Mondadori, Bologna, 2005, pg. 139.

[3] Cfr. Origines, Tratado sobre os Princípios, 1,3,1-8. Paulus, SP, 2012, pgs. 84-94.

[4] Cfr. Cfr. Ireneu de Lião, V, 9,2, Paulus, São Paulo, 1995, pgs. 538-539.

[5]Cfr. Cirillo di Gerusalemme, Catechesi battesimali, 16, 22-23. In: La teologia dei padri, v. 3. Città Nuova Editrice, Roma, 1982,  pgs. 306-307.

[6]Cfr. Cirillo di Gerusalemme, Catechesi battesimali, 16,19-21. In: Idem, pgs. 308-309.

[7]Cfr. Basilio il Grande, Omelia sulla fede, 3. In: Idem, pg. 307.

[8]Cfr. Giovanni Crisostomo, Omelia sulla santa Pentecoste, 1. In: Idem, pg. 317.

[9] Cfr. Santo Agostinho, A Trindade, Livro II, 11-12. Paulus, SP, 1995, pgs, 81-84.

Ver matéria completa ...
Papa reza por população atingida pela erupção do vulcão Nyiragongo

Entre os vários apelos no Regina Coeli deste domingo, 23, o Papa Francisco também dirigiu seu pensamento à população da República Democrática do Congo. Na cidade de Goma, as pessoas foram atingidas pela erupção de um vulcão no início da noite de sábado.

“Rezemos também pela população da cidade de Goma, na República Democrática do Congo, obrigada a fugir devido à erupção do grande vulcão Nyiragongo”, disse Francisco.

A erupção começou na noite de sábado, obrigando milhares de pessoas a abandonar a cidade. Ao menos três mil pessoas fugiram em direção a Ruanda, segundo uma TV local. Na precedente grande erupção, ocorrida em 17 de janeiro de 2002, toda a parte leste da cidade ficou coberta de lava, matando mais de 100 pessoas. Já em 1977, a erupção do vulcão de três mil metros havia causado a morte de 600 pessoas.

O vulcão continuou a expelir lava durante toda a noite. O fluxo de lava desceu dos flancos do vulcão e parou nos subúrbios da cidade. As autoridades locais relatam que a lava atingiu a pista do aeroporto. Fogo e vapores fortes emanam da frente de lava rochosa, enegrecida e sempre instável. Vários tremores foram sentidos em Goma desde o amanhecer deste domingo.

Desdobramentos

O fornecimento de energia elétrica foi interrompido em grande parte da cidade. “A situação está se deteriorando”, disse um funcionário do Parque Nacional de Virunga, onde está localizado o vulcão.” O governo a ativou o plano de evacuação da cidade de Goma.

Na estrada a sudoeste da cidade em direção à localidade de Sake, região de Masisi, onde milhares de pessoas que fugiam da erupção repentina se refugiaram durante a noite, muitos preferiram esperar. “Não estamos convencidos de que a erupção vá acabar repentinamente, então esperamos”, explicou um pai de família.

“As pessoas estão voltando aos poucos para suas casas, a situação está bastante calma por enquanto”, testemunhou um morador”. “Mas a população ainda está com medo, está envergonhada porque as autoridades não fizeram nenhum comunicado esta manhã”, acrescentou.

O presidente do país, Felix Tshisekedi, anunciou que interromperá sua viagem diplomática à Europa para retornar à sua terra natal e “supervisionar a coordenação dos esforços de socorro”. O mandatário acompanha de perto a evolução da situação humanitária e de segurança no Kivu do Norte.

Ver matéria completa ...
Papa saúda católicos chineses pela celebração de sua padroeira

Entre as saudações após o Regina Coeli neste domingo, 23, o Papa Francisco se dirigiu aos católicos chineses. Nesta segunda-feira, 24, eles celebram sua padroeira, Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos.

Francisco recordou a veneração, com particular devoção, no Santuário de Sheshan, em Xangai. A Virgem Maria também é invocada assiduamente por famílias cristãs nas provações e esperanças da vida cotidiana.

“Quanto é bom e quanto é necessário que os membros de uma família e de uma comunidade cristã estejam sempre mais unidos no amor e na fé! Deste modo, os pais e os filhos, os avós e as crianças, os pastores e os fiéis podem seguir o exemplo dos primeiros discípulos que, na Solenidade de Pentecostes, eram unânimes na oração com Maria à espera do Espírito Santo”.

Francisco convidou os fiéis a acompanharem em oração os cristãos na China, que estão profundamente em seu coração. “Que o Espírito Santo, protagonista da missão da Igreja no mundo, os guie e os ajude a ser portadores do alegre anúncio, testemunhas de bondade e de caridade, e construtores em sua pátria de justiça e de paz”.

Ver matéria completa ...
Sínodo dará maior espaço ao povo de Deus, afirma Cardeal Grech

Sínodo se transforma para dar espaço ao povo de Deus, para que todos possam fazer ouvir suas vozes. Este é o significado das novidades introduzidas no processo sinodal e ilustradas pelo Cardeal Mario Grech, Secretário-geral do Sínodo dos Bispos, em entrevista à mídia Vaticana.

“A assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos será celebrada em outubro de 2023”, explica, “porque, por um lado, houve a dramática situação da pandemia e, por outro, a necessidade de aplicar em tempo as normas previstas pela constituição apostólica Episcopalis communio”.

Grech disse estar certo de que “a história do Sínodo ilustra o bem que estas assembleias têm feito à Igreja, mas também que o tempo estava maduro para uma participação mais ampla do povo de Deus em um processo decisório que diz respeito a toda a Igreja e a todos na Igreja”.

Novidades

Quanto às novidades introduzidas, o cardeal se refere à transformação do Sínodo de um evento em um processo:

“Enquanto antes se esgotava na celebração da assembleia, agora cada assembleia do Sínodo é desenvolvida de acordo com fases sucessivas, que a constituição chama de fase preparatória, de fase celebrativa e de fase de implementação”.

Sem o primeiro passo, o consultivo – afirma – “não haveria processo sinodal, porque o discernimento dos pastores, que é a segunda fase, é feito sobre o que emergiu da escuta do povo de Deus”.

O purpurado também enfatiza que “o processo sinodal não foi concebido em uma mesa redonda”. “Ele surgiu do próprio caminho da Igreja durante todo o período pós-conciliar”.

Comunhão

Cardeal Grech acrescenta que “a próxima assembleia se concentrará precisamente na sinodalidade”. Afinal, os frutos que podem ser esperados já estão implicitamente indicados no título indicado pelo Papa para a assembleia: Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

“Durante muito tempo”, observa o presbítero, “falou-se de comunhão como um elemento constitutivo da Igreja”. Hoje parece claro que tal comunhão ou é sinodal ou não é comunhão.

Parece um slogan, destaca o purpurado, mas seu significado é preciso: “a sinodalidade é a forma de comunhão da Igreja-povo de Deus”.

Objetivos

Quanto aos objetivos, o cardeal especifica que “a vontade da Secretaria Geral é permitir que todos possam fazer ouvir a sua voz; que a escuta seja a verdadeira conversão pastoral da Igreja”.

“Que Deus conceda que um dos frutos do Sínodo possa ser que todos nós compreendamos que um processo de decisão na Igreja começa sempre com a escuta, porque só assim podemos compreender como e para onde o Espírito quer conduzir a Igreja”.

Bispos

Sobre o papel dos bispos, Grech observa que “a força do processo está na reciprocidade entre consulta e discernimento”. Nisso reside o princípio fecundo que pode levar a um maior desenvolvimento da sinodalidade, da Igreja Sinodal e do Sínodo dos Bispos.

Por fim, conclui que: “Quanto mais se caminha, mais se aprende à medida que se vai caminhando. Estou convencido de que a experiência do próximo Sínodo nos dirá muito sobre a sinodalidade e como implementá-la”.

Ver matéria completa ...
Papa anuncia Plataforma Laudato si’ no fim do ano dedicado à encíclica

Termina nesta segunda-feira, 24, o Ano Laudato si’, instituído pelo Papa Francisco de maio de 2020 a maio de 2021 pelos cinco anos da encíclica de mesmo nome. Após o Regina Coeli deste domingo, 23, o Santo Padre recordou o término do Ano e já anunciou outra novidade: a Plataforma Laudato si’.

Francisco agradeceu a quantos participaram com numerosas iniciativas em todo o mundo. E destacou que este é um caminho que deve continuar em conjunto, ouvindo o clamor da Terra e dos pobres.

“Por isso, terá início imediatamente a ‘Plataforma Laudato si’, um percurso operativo de sete anos, que guiará as famílias, as comunidades paroquiais e diocesanas, as escolas e as universidades, os hospitais, as empresas, os grupos, os movimentos, as organizações, os institutos religiosos a assumir um estilo de vida sustentável”.

Celebração em Roma pelo fim do Ano

Hoje, uma celebração marca o término do Ano. Trata-se de uma missa em parte on-line e em parte presencial na Cúria-geral dos Frades Menores em Roma e na Igreja de São Damião em Assis. O evento é promovido pelo Movimento Católico Global para o Clima.

Concelebram a missa o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Luis Antonio Tagle; o ministro-geral da Ordem dos Frades Menore , fr. Michael Perry OFM; o bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino; e o secretário adjunto do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, padre Augusto Zampini.

A diretora do Movimento Católico Global para o Clima, Christina Leaño, participa de forma on-line. Assim como ela, representantes de animadores e diversas realidades envolvidas no projeto da Semana Laudato Si’.

Ao final da celebração, a entrega do Mandato missionário aos Animadores da Laudato si’ do Movimento Católico Global para o Clima e a outros agentes pastorais empenhados em iniciativas ecológicas.

“Saúdo tantos animadores que hoje recebem o mandato de difundir o Evangelho da Criação e de cuidar da nossa casa comum”, concluiu o Papa.

Ver matéria completa ...
A Igreja é templo do Espírito Santo, frisa Papa na Missa de Pentecostes

A Igreja é o templo do Espírito Santo, frisou o Papa Francisco ao presidir neste domingo, 23, a festa de Pentecostes na Basílica de São Pedro.

A homilia do Papa se deteve em dois pontos, que partiram da definição sobre o “Paráclito” que Jesus promete aos discípulos. Segundo o Papa, Paráclito significa Consolador e Advogado.

“O Paráclito é o Consolador. Todos nós, especialmente nos momentos difíceis, como aquele que estamos atravessando, por causa da pandemia, procuramos consolações”, disse. O Pontífice lembrou, porém, que muitas vezes se procura somente o consolo terreno, do momento, ao passo que Jesus oferece o consolo do céu, o Espírito.

A diferença, segundo o Papa, é que as consolações do mundo são como anestésicos: dão alívio momentâneo, mas não curam o mal profundo que há por dentro. Já o Espírito Santo age por dentro, visita o íntimo do coração.
“Irmã, irmão, se você sente o breu da solidão, se carrega dentro um peso que sufoca a esperança, se tem no coração uma ferida que queima, se não encontra a via de saída, abra-se ao Espírito Santo”, exortou o Papa.

Aqui Francisco mencionou o exemplo dos apóstolos, que estavam sós e perdidos naquela manhã, tinham medo e, diante dos olhos, suas fragilidades. Depois recebem o Espírito Santo e tudo muda. Os problemas e defeitos permanecem os mesmos, mas se sentem consolados por dentro e querem derramar o consolo de Deus.

A exemplo dos apóstolos, também os fiéis são chamados a testemunhar no Espírito Santo e serem consoladores, destacou o Papa. E isso não com grandes discursos, mas com oração e proximidade.

“O Paráclito diz à Igreja que hoje é o tempo da consolação. É o tempo do anúncio feliz do Evangelho, mais do que do combate ao paganismo. É o tempo para levar a alegria do Ressuscitado, não para nos lamentarmos do drama da secularização.”

O Paráclito: Advogado

Refletindo sobre o segundo significado – Advogado – o Papa ressaltou que, no contexto histórico de Jesus, o advogado não exercia suas funções como hoje. Em vez de falar pelo acusado, costumava ficar perto dele e sugerir argumentos para se defender.

Assim faz o Paráclito, disse o Papa. Defende-nos da falsidade do mal inspirando-nos pensamentos e sentimentos. E o faz com delicadeza: propõe, não impõe.

Aqui, o Papa citou três sugestões típicas do Paráclito a se acolher: viver no presente, procurar o conjunto e colocar Deus antes do eu. Trata-se de três antídotos contra tentações tão difundidas hoje em dia.

“O Espírito nos recorda a graça do presente. Não há tempo melhor para nós: agora e aqui onde estamos é o único e irrepetível momento para fazer bem, fazer da vida uma dádiva. Vivamos no presente!”.

Depois, procurar o conjunto. O Papa lembrou aqui que o Espírito nos funda como Igreja na variedade dos carismas, em uma unidade que não é uniformidade. Os próprios apóstolos eram diferentes entre si, com ideias políticas opostas, visões de mundo diferentes. Mas quando recebem o Espírito aprender a priorizar não o seu ponto de vista, mas o todo de Deus.

“Hoje, se ouvimos o Espírito, não nos concentraremos em conservadores e progressistas, tradicionalistas e inovadores, de direita e de esquerda: se fossem estes os critérios, significaria que na Igreja se esquece o Espírito. O Paráclito impele à unidade, à concórdia, à harmonia das diversidades. Faz-nos sentir parte do mesmo Corpo, irmãos e irmãs entre nós. Procuremos o conjunto!”.

O terceiro grande conselho é colocar Deus antes do eu. Francisco pontuou que somente esvaziando-se de si será dado espaço ao Senhor; de pobres em espírito nos tornamos ricos de Espírito Santo. “Vale também para a Igreja. Não salvamos ninguém nem a nós mesmos com as nossas forças. (…) A Igreja não é uma organização humana – é humana, mas não é só uma organização humana – a Igreja é o templo do Espírito Santo”.

Francisco concluiu a homilia pedindo a consolação do Espírito Santo para os corações. “Faça-nos missionários da tua consolação, paráclitos de misericórdia para o mundo”.

Ver matéria completa ...
Papa no Regina Coeli: o Espírito Santo é harmonia, une diferenças

Após a Solenidade de Pentecostes neste domingo, 23, o Papa Francisco rezou a oração do Regina Coeli com os fiéis presentes na Praça São Pedro. O foco da reflexão foi para o dom do Espírito Santo, que é harmonia, unidade, une as diferenças.

Francisco partiu do episódio bíblico que mostra Maria e os discípulos reunidos no Cenáculo e o Espírito Santo desceu sobre eles, se manifestando como um “sopro”. Segundo o Papa, esse acontecimento traz uma mensagem simbólica para toda a vida.

“Esta experiência revela que o Espírito Santo é como um vento forte e livre, isso é, traz força e nos leva à liberdade: vento forte e livre. Não se pode controlar, parar, nem mensurar, nem mesmo prever suas direções”.

O Papa explicou que, no dia de Pentecostes, os discípulos estavam desorientados e com medo, como muitas vezes acontece conosco. Mas frisou que Deus sabe como abrir as portas do coração e envia o Espírito Santo que vence todas as hesitações. “O Espírito nos torna novas criaturas, assim como fez naquele dia com os apóstolos”.

Universalidade, harmonia e unidade

Depois que receberam o Espírito Santo, os apóstolos não foram mais como antes, lembrou o Papa. Eles saíram sem medo e começaram a pregar Jesus ressuscitado e presente na vida das pessoas, de modo que todos os entendiam na própria língua.

“Porque o Espírito Santo é universal, não nos tira as diferenças culturais, as diferenças de pensamento, não, mas é para todos, mas cada um o entende na própria cultura, na própria língua. O Espírito muda o coração, alarga o olhar dos discípulos”.

O Espírito Santo torna os discípulos capazes de comunicar a todos a grande obra de Deus, acrescentou ainda o Papa. Em outras palavras, coloca em comunicação pessoas diferentes realizando a unidade e a universalidade da Igreja.

Essa é uma verdade que hoje diz muito, disse Francisco, onde na Igreja há grupinhos que procuram sempre a divisão. “Este não é o Espírito de Deus. O Espírito de Deus é harmonia, é unidade, une as diferenças”.

Francisco citou, por fim, a comparação feita por um cardeal que já foi arcebispo de Gênova. aDizia este cardeal que a Igreja é como um rio: o importante é estar dentro. Não interesse se está um pouco deste lado ou de outro, mas estar na unidade do Espírito Santo e não olhar para as pequenezas.

“A Igreja é para todos, para todos, como fez ver o Espírito Santo no dia de Pentecostes. Peçamos à Virgem Maria, Mãe da Igreja, para interceder para que o Espírito Santo desça em abundância e encha os corações dos fiéis e acenda em todos o fogo do seu amor”, concluiu.

Ver matéria completa ...
Papa convoca maratona de oração em maio pelo fim da pandemia

Para maio, Papa Francisco convoca maratona de oração pelo fim da pandemia. A iniciativa consiste na oração do Terço em trinta Santuários de todo o mundo. Nestes locais será conduzida a recitação do Terço todos os dias.

Leia mais
.: Intensifiquemos a reza do Terço, pede o Papa Francisco

Tema da maratona de oração é: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus”. A iniciativa, nascida do desejo sincero do Pontífice, é promovida pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização.

O objetivo da iniciativa é envolver, de modo especial, todos os outros santuários do mundo. Eles promoverão a oração do Terço junto dos fiéis, das famílias e das comunidades.

Papa abrirá a oração em 1º de maio

A maratona de oração será aberta pelo Papa Francisco em 1º de maio e será concluída também por ele em 31 de maio. A recitação do Terço será transmitida ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé às 18 horas (horário de Roma) todos os dias.

Desde 17 de abril, de segunda a sábado, ao meio-dia, a oração do Terço também foi retomada da Basílica de São Pedro. Ela é dirigida pelo Cardeal Angelo Comastri. O purpurado é Vigário emérito do Papa para a Cidade do Vaticano e Arcipreste emérito da Basílica.

O momento de oração que começou em março de 2020. Ele visava dar esperança no início da primeira onda da pandemia. Era possível acompanhá-lo ao vivo no site do Vatican News e no canal italiano da Rádio Vaticano.

 

Ver matéria completa ...
Devoção mariana é caminho para superar pandemia, afirma padre

O mês de maio é dedicado pela Igreja à Virgem Maria há muitos séculos. Este ano, ele está sendo marcado por uma iniciativa do Papa Francisco: a “maratona de oração”. Ela reúne 30 santuários do mundo para a recitação diária do terço.

O assessor de Liturgia da diocese de Lorena e vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, padre Thales Maciel, explica sobre a atribuição mariana ao mês de maio.

Segundo o sacerdote, alguns elementos antigos são capazes de contar o porquê dessa prática. Na Grécia antiga, recorda o presbítero, o mês de maio era dedicado à Artemisa, deusa da fecundidade. Na Roma antiga, este mesmo mês era consagrado à Flora, deusa da vegetação.

Antes do século XII, padre Thales conta que surgiu a tradição do Tricesimum. Isto é, trinta dias dedicados à Virgem Maria, normalmente situados entre o mês de agosto e o mês de setembro.

“O costume de dedicar trinta dias a Maria consolidou-se no século XVII e aprofundou-se com as devoções do século XIX”, pontua.

O sacerdote afirma que alguns autores, como São John Henry Newman, observam que, no hemisfério norte, o mês de maio corresponde ao auge da primavera. Há uma correspondência entre o mês das flores e a Virgem Maria. Ela é considerada como a Rosa Mística.

A ênfase que recai sobre o mês de maio acentuou-se após as aparições da Virgem em Fátima, observa o presbítero. “Nossa Senhora confiou a sua mensagem, na segunda década do século XX, a três pastorinhos. No entanto, esta comunicação materna não se restringiu a Portugal. Ela se destinou ao mundo inteiro, de maneira a suscitar e a alimentar a devoção mariana na consciência católica em todo o orbe, especialmente durante o mês de maio”.

Rosário

A oração diária do terço, foco da “maratona de oração” do Papa, resgata a origem do rosário. Desde o século IV, padre Thales relata que os monges católicos recitavam o Pai-Nosso segundo determinada quantidade de contas.

São Domingos de Gusmão, no século XIII, desempenhou um importante papel para a constituição do santo terço, aponta o presbítero. “Ao combater a heresia albigense, foi-lhe revelado que a arma espiritual mais fundamental era o saltério da Virgem Maria”.

No século XIV, o sacerdote frisa que o monge cartuxo Domingo de Prusia organizou o saltério mariano associando a cada dezena de Ave-Marias um mistério da vida de Cristo.

“Foi o Papa S. Pio V que, no século XVI, fixou a atual configuração do Rosário, o qual obteve a adição de cinco mistérios luminosos por parte do Papa S. João Paulo II”, comenta.

Expressão de amor a Maria

Para o sacerdote, recitar o santo terço é ingressar na escola de Maria. “Como afirmou S. João Paulo II na Rosarium Virginis Mariae: ‘a contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável’ (RVM 10)”, relembra.

O terço, além de ser uma oração eminentemente cristológica, isto é, centrada em Cristo, é igualmente uma expressão de amor a Maria, explica o padre. “É um reconhecimento de que a acolhemos por mãe como o fez o discípulo amado aos pés da cruz”.

Terço pelo fim da pandemia

A iniciativa do Papa deste mês tem como principal intenção o fim da pandemia. Para padre Thales, a maratona demonstra a sensibilidade de Francisco em perceber na devoção mariana o caminho para a superação do sofrimento que assola o mundo neste tempo.

“O Papa, por meio dessa iniciativa, conseguiu reunir os católicos ao entorno de Maria para suplicar a Deus que nos liberte deste mal que perdura há mais de um ano” – Padre Thales Maciel

Desse mesmo modo, o presbítero define que o Santo Padre conseguiu reunir os católicos junto à Maria para suplicar o auxílio do alto, o consolo para tantos corações atribulados.

“Certamente, receberemos uma resposta, e a esperança cristã, que não decepciona, será a força motriz capaz de nos engajar no presente custoso deste mundo a fim de sermos sal na terra e luz do mundo”.

Santuários Marianos

Muitos Santuários Marianos estão participando da maratona de oração do Papa. No Brasil, o Santuário Nacional dedicado a Nossa Senhora Aparecida é um dos trinta que acolherá a oração do terço neste mês.

Padre Thales destaca que, ao contemplar a presença de fiéis nos mais diversos Santuários Marianos presentes em todo o mundo, é possível reconhecer que a devoção mariana é um patrimônio irrenunciável para a fé cristã.

“Isso se deve, antes de tudo, ao fato de que os discípulos e discípulas do Senhor em todos os tempos e lugares sempre recorreram à proteção maternal de Maria. Sempre estiveram certos de que aproximar-se dela é aproximar-se de Cristo”, destaca.

Devoção Mariana

O valor da devoção mariana para a fé católica é singular. Isto, aponta padre Thales, é atestado desde os primeiros escritores eclesiásticos, pela Tradição e Magistério da Igreja e, sobretudo, pela prática da fé.

“Maria, como bem definiu o Concílio Vaticano II, é membro supereminente da Igreja e participou de maneira singular na economia da salvação, pois foi por ela que adveio a nós o autor da vida. Jesus, Graça das graças, veio até nós por intermédio de Maria”.

Certamente, o sacerdote frisa que as graças que continuam recaindo abundantes dos céus contam com a participação de Maria enquanto intercessora junto a Jesus.

“É ela que nos auxilia nas tribulações, nos sofrimentos e angústias de nossa vida. Inclusive, historicamente, muitas superações de conflitos e pandemias foram atribuídas à intervenção de Maria Santíssima”, conclui.

Ver matéria completa ...
Papa ajuda a redescobrir a beleza do Terço em família, diz Fisichella

Muitas são as cartas de agradecimento que continuam a chegar para o Terço recitado todas as noites ao vivo em vídeo em um Santuário diferente ao redor do mundo. “Estamos tentando entender exatamente quantos são”, diz dom Rino Fisichella. No tempo da Internet pode parecer estranho não ter esses dados em mãos. No entanto, o prelado explica que além dos 30 lugares de culto incluídos na lista oficial há muitos outros que participam todos os dias de forma espontânea. “Muitas vezes – especifica – são pequenos Santuários espalhados pelo mundo que prosseguem com entusiasmo não só o momento da oração, mas também a transmissão da fé de acordo com as tradições da espiritualidade popular”.

Pensando nesta questão, é preciso ter em mente que ultimamente também os pequenos santuários se equiparam do ponto de vista técnico para a retransmissão do evento através de vários canais digitais, apesar da dificuldade representada pela diferença de fuso horário que muitas vezes é substancial em relação a Roma. Estas soluções permitem chegar aos peregrinos e aos fiéis que costumam frequentar as diversas comunidades, mas, em termos de números, torna-se complicado fazer um cálculo preciso das realidades realmente envolvidas. O que é certo – comenta dom Fisichella – “é que os meios de comunicação nos fazem compreender mais uma vez o quanto eles são determinantes para a evangelização”.

Graças ao Papa, recuperado o Terço em família

E há outra tendência que emerge das mensagens enviadas ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização: “muitos fiéis – relata o prelado – escrevem para sublinhar a importância de estar unidos ao Papa na oração do Terço e de ter recuperado esta prática na família”. É uma “descoberta” que confirma que a transmissão da devoção à Mãe de Deus ocorre na dimensão doméstica e, portanto, diante das crianças que crescem levando consigo esta tradição.

Numerosos pedidos para participar da oração conclusiva em 31 de maio

A atmosfera é, portanto, calorosa em vista do dia 31 de maio, às 18 horas, (hora de Roma) quando Francisco concluirá a iniciativa nos Jardins do Vaticano para invocar o fim da pandemia e a retomada das atividades sociais e produtivas. “Esperamos antes de tudo que haja bom tempo porque a celebração acontecerá ao ar livre”, disse Fisichella, salientando que estão em andamento trabalhos para organizar a procissão e a oração. “Como já recebemos muitos pedidos de participação”, continua ele, “vamos nos certificar de que outros santuários também possam estar presentes ao mesmo tempo, ao lado dos 30 diretamente envolvidos na maratona”.

“O Papa observa tudo isso com alegria”

Certamente, o Papa observa tudo isso com alegria. Fisichella conversou longamente com Francisco em 1º de maio, pois o Pontífice chegou com bastante antecedência à Basílica de São Pedro para o primeiro evento da série. Entre outras coisas”, confidenciou ele, “eu lhe disse que também há muitas comunidades evangélicas que se juntam a nós, ao vivo, para a recitação do Terço”. Mas o Papa já estava ciente desta tradição típica, sobretudo dos grupos que vivem na fronteira com as populações orientais”.

Ver matéria completa ...
O Papa Emérito Bento XVI faz 94 anos

Bento XVI completou 94 anos de idade na sexta-feira, 16 de abril. Desde que anunciou sua renúncia ao trono de Pedro em 11 de fevereiro de 2013, o Papa Emérito, depois de um breve período em Castelgandolfo vive no Mosteiro Mater Ecclesiae, nos jardins vaticanos cuidado por algumas Memores Domini, consagradas do movimento Comunhão e Libertação.

Este será o primeiro aniversário em que Ratzinger não terá ao seu lado - nem ouvirá a voz - de seu irmão Georg, que faleceu em 1º de julho de 2020 com a idade de 97 anos. Bento XVI, para despedir-se dele, empreendeu uma árdua viagem até Regensburg.

Certamente não faltarão pensamentos afetuosos do Papa Francisco no aniversário de Bento XVI. Ratzinger fez sua última declaração pública há duas semanas ao semanário católico alemão Die Tagepost, expressando sua gratidão pelo Ano de São José convocado pelo Papa Francisco e pela Carta Apostólica Patris corde.

Nossos parabéns e nossas orações ao Papa emérito.

Ver matéria completa ...
Papa à CNBB: promover a reconciliação do povo brasileiro

Solidariedade, caridade e unidade: estes são os conceitos apontados pelo Papa Francisco ao enviar uma videomensagem aos bispos que participam da 58a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pela primeira vez realizada de forma virtual.

No início da mensagem, o Pontífice não deixa de lado o bom humor, pedindo desculpa por falar em espanhol, bem sabendo que existe um idioma que brasileiros e argentinos dominam: o “portuñol”.

Assumindo logo um tom mais sério, o Papa afirma que, através dos bispos, se dirige a todo o povo brasileiro, “num momento em que este amado país enfrenta uma das provas mais difíceis da sua história”.

“Gostaria, em primeiro lugar, de expressar minha proximidade às centenas de milhares de famílias que choram a perda de um ente querido. Jovens e idosos, pais e mães, médicos e voluntários, ministros sagrados, ricos e pobres: a pandemia não excluiu ninguém no seu rastro de sofrimento. Penso em especial nos bispos que morreram vítimas da Covid.”

Francisco pede a Deus que conceda o descanso eterno aos mortos e consolação aos familiares, que muitas vezes nem puderam se despedir. “E este ir-se sem poder se despedir, ir-se na solidão mais despojada é uma das maiores dores de quem vai e de quem fica.”

Mas nossa fé em Cristo ressuscitado nos mostra que podemos superar este trágico momento e aqui se apresenta a importância da solidariedade, “a chorar com os que choram”. “E a caridade nos impulsiona como bispos a nos despojar. Não tenham medo de se despojar. Cada um sabe do quê.” A pandemia só será superada com a união e a CNBB deve ser una neste momento, “porque o povo que sofre é um”.

Igreja una, porque o povo é um

O Papa recorda sua “inesquecível” visita ao Brasil em 2013 e do que disse a respeito da história de Nossa Senhora AparecidaPor ter sido encontrada quebrada, poderia servir de símbolo da realidade brasileira: o que estava separado, recobra a unidade.

“E ser instrumento de reconciliação, ser instrumento de unidade: esta é a missão da Igreja no Brasil. Hoje mais do que nunca! E, para isto, é necessário deixar de lado as divisões e as desavenças. É necessário encontrarmo-nos no essencial. Com Cristo, por Cristo e em Cristo.”

Somente assim, prossegue o Papa, os bispos poderão inspirar os fiéis, outros cristãos e cidadãos, também em nível governamental, a trabalhar juntos para superar não só o coronavírus, mas também outro vírus: o vírus da indiferença, que nasce do egoísmo e gera injustiça social.

Francisco está consciente de que “o desafio é grande. Mas sabemos que o Senhor caminha conosco”. “Sempre Jesus! Aqui está nossa base, nossa força, nossa unidade.”

O Papa conclui pedindo ao Senhor ressuscitado que esta Assembleia Geral dê frutos de unidade e reconciliação a todo o povo brasileiro e à CNBB. “Unidade não é uniformidade”, recordou, mas harmonia.

“Imploro a Nossa Senhora Aparecida que ela, como Mãe, dê a todos os seus filhos a graça de ser custódios do bem e da vida dos demais e  promotores de fraternidade”, são as palavras finais de Francisco, concedendo sua bênção apostólica.

 

Fonte: VaticanNews

Ver matéria completa ...
Papa: uma política que ignora os pobres nunca pode promover o bem comum

Foi divulgada, nesta quinta-feira (15/04), a mensagem de vídeo do Papa Francisco aos participantes da Conferência Internacional “Uma política arraigada no povo”, em andamento, em Londres, na Inglaterra.

Promovida pelo Centro de Teologia e Comunidade em Londres, a iniciativa aborda os temas tratados no livro do Papa Francisco, Sonhemos Juntos, especialmente no que diz respeito aos movimentos populares e organizações que os apoiam.

Terra, teto e trabalho

Na videomensagem, Francisco sauda a Campanha Católica para o Desenvolvimento Humano que celebra 50 anos, ajudando as comunidades pobres nos Estados Unidos a fim de que possam viver com mais dignidade, promovendo sua participação nas decisões que as afetam.

Nesta dimensão trabalham também outras organizações aqui presentes, do Reino Unido, da Alemanha e outros países, cuja missão é acompanhar o povo na luta pela terra, teto e trabalho, os famosos três “T”, e permanecer ao seu lado quando se deparam com atitudes de oposição e desprezo. A pobreza e a exclusão do mercado de trabalho que resultam desta pandemia que estamos vivendo, tornam o seu trabalho e testemunho muito mais urgentes e necessários.

O Papa ressalta que “um dos objetivos do encontro é mostrar que a verdadeira resposta ao aumento do populismo não é mais individualismo, mas o contrário: uma política de fraternidade, arraigada na vida do povo. Em seu livro recente, o reverendo Angus Ritchie descreve essa política que vocês chamam de “populismo inclusivo”. Gosto de usar “popularismo” para expressar a mesma ideia. Mas o que importa não é o nome, mas a visão, que é a mesma: trata-se de encontrar mecanismos que garantam a todas as pessoas uma vida digna de ser chamada de humana, uma vida que seja capaz de cultivar a virtude e forjar novos vínculos”.

Política como serviço

Em Sonhemos Juntos, Francisco chama “esta política de “Política com letra maiúscula”, política como serviço, que abre novos caminhos para o povo se organizar e se expressar. É uma política não só para o povo, mas com o povo, arraigada em suas comunidades e em seus valores. Em vez disso, os populismos seguem como inspiração, consciente ou inconscientemente, outro lema: “Tudo para o povo, nada com o povo”, paternalismo político. Assim, na visão populista, o povo não é o protagonista de seu destino, mas acaba sendo devedor de uma ideologia”.

Quando o povo é descartado, fica privado não só do bem-estar material, mas também da dignidade de agir, de ser protagonista de sua história, de seu destino, de se expressar com seus valores e sua cultura, sua criatividade, sua fecundidade. Portanto, para a Igreja, é impossível separar a promoção da justiça social do reconhecimento dos valores e da cultura do povo, incluindo os valores espirituais que são a fonte de seu sentido de dignidade. Nas comunidades cristãs, estes valores nascem do encontro com Jesus Cristo, que incansavelmente busca quem está desanimado ou perdido, que vai até dos limites da existência, para ser o rosto e a presença de Deus, para ser “Deus conosco”.

“Muitos de vocês aqui reunidos trabalham há anos fazendo isso nas periferias e acompanhando os movimentos populares. Às vezes, pode ser incômodo. Alguns acusam vocês de serem muito políticos, outros de querer impor a religião. Mas vocês percebem que respeitar o povo é respeitar suas instituições, inclusive as religiosas; e que o papel dessas instituições não é impor nada, mas caminhar com o povo, lembrando-as a face de Deus que está sempre à nossa frente”, disse Francisco.

A Igreja nasceu na periferia da Cruz

Em Sonhemos Juntos, o Papa fala sobre o desejo de que todas as dioceses do mundo tenham uma colaboração forte com os movimentos populares. Sair ao encontro de Cristo ferido e ressuscitado nas comunidades mais pobres permite-nos recuperar o nosso vigor missionário, porque assim nasceu a Igreja, na periferia da Cruz“.

O Papa recorda que “uma política que ignora os pobres nunca pode promover o bem comum. Uma política que ignora as periferias nunca será capaz de entender o centro e confundirá o futuro com a projeção através de um espelho. Uma maneira de desconsiderar os pobres é desprezar sua cultura, seus valores espirituais e seus valores religiosos, descartando-os ou explorando-os para fins de poder. O desprezo pela cultura popular é o início do abuso de poder. O reconhecimento da importância da espiritualidade na vida do povo regenera a política. Por isso, é imprescindível que as comunidades de fé se encontrem, confraternizem e trabalhem “para e com o povo”. Com meu irmão, o Grão Imame Ahmad Al-Tayyeb, “assumimos” a cultura do diálogo como caminho, a colaboração comum como conduta e o conhecimento recíproco como método e critério. Sempre a serviço dos povos”.

“Queridos amigos, devemos construir um futuro partindo de baixo, a partir de uma política com o povo, arraigada no povo. Que sua conferência ajude a iluminar o caminho”, conclui.

 

Fonte: VaticanNews

Ver matéria completa ...
CNBB: bispos reunidos em assembleia divulgam mensagem ao povo brasileiro

No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.

Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.

Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.

Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.

Confira o texto na íntegra:

MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13) 

Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.

Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.

O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.

Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo[1]. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada[2].

Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”[3]. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!

Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.

Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”[4]. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia[5], com especial atenção aos pobres e desempregados.

É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.

A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco[6].

Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.

Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”[7]. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”[8].

É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis[10].

Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”[11]

Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Brasília, 16 de abril de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente  

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

Ver matéria completa ...
Por que rezamos o Regina Coeli e não o Ângelus no tempo pascal?

A oração à Rainha do Céu teria sido composta no século XII

Durante o tempo pascal, a Igreja se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli (pronuncia-se “Redgína Tchéli“, que quer dizer “Rainha do Céu”), junto à Mãe de Deus, pela Ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.

A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação.

Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.

Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão.

A oração:

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!

R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V. Ressuscitou como disse, Aleluia!

R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia!

R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).

Ver matéria completa ...
A ressurreição é ponto de partida, não de chegada!

 

Os sinos repicam ainda no nosso coração. Jesus Ressuscitou, Ele é a nossa Páscoa e a nossa alegria. Esta frase ecoa nos nossos ouvidos e na nossa mente vinda do anúncio da Vigília e do Domingo de Páscoa. Foi abundantemente repetida e cantada por todos nós nas celebrações pascais. Mas, o que significa esta alegria que vem da ressurreição de Cristo? E como se vive esta alegria?

A jornalista Lígia Silveira, da Agência Ecclesia, em Tempo de Quaresma, foi à procura de respostas, numa conversa com o padre Vasco Pinto de Magalhães. E dessa reflexão sobressai a frase: “a ressurreição é o ponto de partida não é o ponto de chegada”.

“Devia ser tão importante o percurso dos 40 dias depois do Domingo de Páscoa como os 40 dias para trás. Porque nós vivemos nesses 40 dias depois. Esse é que é o nosso paradigma. Porque o ponto de partida é a ressurreição” – sublinha.

“A ressurreição é o ponto de partida não é o ponto de chegada” – declara.

O padre Vasco Pinto de Magalhães recorda um livro que leu no seu inicio de noviciado na Companhia de Jesus que se chamava “A Quaresma da Alegria” e que apresentava uma proposta para os 40 dias depois da Páscoa.

O sacerdote jesuíta cita o Papa Francisco recordando que na fé “o que conta não é o momento, mas o processo”. “E a alegria é a força do processo” – afirma.

“O que conta não é o momento – diz o Papa – mas o processo. E o processo é este. E a alegria é a força do processo. Como são as palavras do anjo a Nossa Senhora, alegra-te – «Avé, Deus está contigo», alegra-te. Renasce, recomeça” – frisa.

O padre Vasco considera que é importante na vida da fé o caminho de preparação e de conversão, mas, por vezes, falta o mais importante que é a “experiência da ressurreição”.

“Penso muitas vezes nas catequeses que fazemos. Como se a catequese fosse o pecado, a conversão, o seguimento, mas depois falta a experiência da ressurreição. Temos a via purgativa, iluminativa, mas importante é a via unitiva, que é a da semana santa, que é a da comunhão. Semana santa é um chamamento a viver em comunhão com Cristo que se transforma, que dá a vida por nós, e diz agora faz o mesmo” – declara.

E fazer o mesmo que Jesus é dar a vida pelos outros, algo que vai “contra a corrente de um mundo instalado que não procura a paz” – diz o sacerdote jesuíta.

“Isto vai um bocadinho contra a corrente de um mundo instalado que não procura a paz, mas procura o bem-estar. Fala de justiça, mas está cada vez mais burguês. E, assim, é difícil vir com esta proposta do nascer de novo” – afirmou.

“A palavra alegria significa vontade de viver, ânimo” – define o padre Vasco clarificando que o seu verdadeiro significado não é contente nem divertido. “Uma alegria não superficial” como era “a vida interior de Jesus Cristo, confiadíssimo no amor do Pai”.

“Nós confundimos, muitas vezes, tristeza como se fosse o contrário da alegria. Ora a tristeza não é o contrário da alegria. O contrário da alegria é o pessimismo, é a desistência, é a negatividade é a depressão. A tristeza não, a tristeza é compatível com a alegria”. 

“A ressurreição é o ponto de partida não é o ponto de chegada” – é a frase que nos fica desta reflexão do padre Vasco Pinto de Magalhães e que nos pode ajudar a descobrir a ressurreição de Cristo na nossa vida.

Laudetur Iesus Christus

Ver matéria completa ...
Sonho do Beato Donizetti se tornará realidade em Santuário

O Santuário Nossa Senhora Aparecida de Tambaú é o segundo mais visitado do estado de São Paulo, com milagres atribuídos ao Beato Donizetti Tavares de Lima, sacerdote diocesano falecido há 60 anos.

Ele nasceu em Cássia-MG no dia 03 de janeiro de 1882. Seu pai Tristão, advogado, o guiou à música. Sua mãe, Francisca Cândida, professora, gravou nele o amor a Nossa Senhora Aparecida. Estudou em Franca, Sorocaba e em São Paulo, onde foi organista e professor de música. Com 21 anos buscou o sacerdócio e estudou filosofia no Seminário de São Paulo. Em Pouso Alegre-MG, terminou seus estudos e foi ordenado sacerdote em 12 de julho de 1908. Exerceu seu ofício em Campanha-MG, Jaguariúna-SP, Vargem Grande do Sul-SP e em Tambaú de 12 de junho de 1926 a 16 de junho de 1961, quando faleceu.

A chegada da imagem da Padroeira do Brasil

Padre Donizetti assumiu a Paróquia Santo Antônio, em Tambaú-SP, em 24 de maio de 1926. Logo que chegou, encomendou a réplica da imagem, vinda de Aparecida. A recepção aconteceu na Estação de Trem e foi conduzida em procissão até a Matriz. Chovia muito, e o fato testemunhado por todos é que ninguém se molhou.

A imagem da Mãe Aparecida sai intacta do incêndio

No dia 11 de outubro de 1929 aconteceu “o milagre”. Um curto circuito provocou incêndio na Matriz e a destruiu toda. Das 23 imagens presentes ali, restou intacta só a da Padroeira do Brasil. Padre Donizetti pegou-a no meio das cinzas, abraçou-a e a levou à casa paroquial, escrevendo no livro da paróquia:

“Atestamos que a 11 de outubro de 1929, às 8 horas, irrompeu, imprevistamente, pavoroso incêndio na Matriz Local, destruindo tudo. 22 imagens forma reduzidas a cinzas, restando, do edifício, apenas as paredes revestidas de reboco. Entretanto, ilesa, ficou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, com o manto de seda, o que causou profunda impressão em todos. Será perpetuado o fato insólito em suntuosa igreja que será construída no centro da cidade, à rua Santo Antônio, para conservação da milagrosa imagem” (Assinado por inúmeras pessoas de todas as classes sociais. Tambaú, 07 de setembro de 1946. Vigário Padre Donizetti Tavares de Lima).

Tal fato, o Beato Donizetti registrou com muitas assinaturas, pois dizia a quem lhe perguntava:

“Daqui a 50 ou 60 anos ninguém vai saber do ocorrido. Assim, fica registrado.”

O Beato Donizetti quis “perpetuar o fato insólito com a conservação da milagrosa imagem em suntuosa igreja construída no centro da cidade, à rua Santo Antônio”. Em vida, não pôde realizar seu sonho por obediência às autoridades eclesiásticas. O Santuário só foi construído após sua morte, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 1º. de novembro de 1961. Sua conclusão se deu no ano de 1966. Como o motivo da construção do Santuário, seria o de abrigar a imagem milagrosa, concluímos que aquele sonho ainda não se realizou totalmente. Agora chegou o momento esperado.

O sonho do Beato Donizetti vai se realizar

No dia 06 de março passado, recebi em mãos o pedido do Prefeito de Tambaú, Dr. Leonardo T. Spiga Real, do Reitor do Santuário, Pe. Paulo Sérgio de Souza, do Vigário, Pe. Agnaldo José dos Santos, e do Pároco Pe. Edward Gregório Júnior, da Paróquia Santo Antônio que abriga a imagem milagrosa, com a aceitação de seu conselho. A aprovação do pedido, por mim, foi imediata.

No dia 31 de março de 2021, em uma coletiva de imprensa realizada no Santuário de Tambaú, foi divulgada a data da entronização da imagem milagrosa. O sonho do Padre Donizetti de abrigá-la em seu Santuário, vai se completar no dia 16 de junho de 2021, sessenta anos após sua morte. Esta é a data do Jubileu de Diamante da Páscoa do Beato Donizetti. A cada ano, nesta data, acontece a tradicional “Marcha da Fé” que reúne dezenas de milhares de pessoas na cidade de Tambaú.

O manto branco da imagem milagrosa

É branco o manto de seda da imagem de Nossa Senhora Aparecida que o Beato Donizetti resgatou intacta no incêndio ocorrido no dia 11 de outubro de 1929 na Matriz Santo Antônio de Tambaú. Assim sendo, a cor branca do manto que cobre a imagem será conservada em sinal de respeito ao Beato que assim revestia a imagem de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Deus e nossa.

*Dom Vilar é Bispo Diocesano de São João da Boa Vista

Da redação, com Vatican News,
Com colaboração de Dom Antonio Emidio Vilar, SDB*

Ver matéria completa ...
58ª Assembleia Geral dos Bispos: edição será realizada virtualmente

De 12 a 16 de abril, a já tradicional Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que se encontra em sua 58ª edição, será realizada virtualmente. O encontro do episcopado brasileiro é organizado, desde 2011, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeira em Aparecida (SP).

Para levar adiante esta edição, mesmo com a pandemia, os bispos brasileiros organizaram-se para que o evento pudesse ser posto em prática à distância. “Em novembro do ano passado, reunimos quase 200 bispos numa manhã de reflexão e oração. Adequação das plataformas para reuniões virtuais. As que tínhamos não suportavam tanto tempo e tanta gente. Essas têm sido as duas ações mais importantes”, explica o secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella.

Mensagem de esperança

Diante das mudanças que a pandemia trouxe, esta Assembleia será uma oportunidade para reforçar uma mensagem de esperança junto aos fiéis e a todos os brasileiros.

“A mensagem de esperança tem sido transmitida desde o início”, reforça Dom Joel. “Há um conjunto de manifestações escritas e também de atitudes, seja em nível nacional, seja em nível local. Esperança é tudo que os brasileiros necessitam nesse momento de cansaço, desânimo e, pior ainda, desistência em face das regras de proteção sanitária. Há muita morte. Há impossibilidade de luto. Tudo isso clama por esperança”, pondera.

Presença de todos os bispos

Atualmente, Igreja Católica no Brasil conta com 278 circunscrições eclesiásticas, totalizando 475 bispos, dos quais 309 exercem alguma missão e função de governo, além dos 166 bispos eméritos.

Toda esta força religiosa se fará presente nesta 58ª Assembleia Geral — mesmo os bispos eméritos, que mesmo não tendo direito a voto direto, terão sua presença garantida. “O fato de os bispos eméritos possuírem voz, porém não voto, é uma realidade estatutária. Não depende de outra condição”, explica Dom Joel. “Também para a 58ª assembleia, realizada em formato virtual, eles foram convidados, pois para eles não há convocação. Serão bem-vindos e ouvidos sempre que desejarem se manifestar sobre os assuntos tratados. A Comissão para os Bispos Eméritos terá uma fala, como sempre teve nas assembleias em formato fisicamente presencial”, reitera.

Tema central

“Casas da Palavra — Animação bíblica da vida e da pastoral nas comunidades eclesiais missionárias” é o tema em que os bispos se apoiarão nesta 58ª Assembleia Geral.

Os bispos, porém, ainda aprofundarão outros 30 assuntos, tais como o Ano Vocacional previsto para 2023; os anos temáticos de São José e Família Amoris Laetitia, convocados pelo Papa Francisco; o Colégio Pio Brasileiro, as Comissões, organismos e Regionais entre outros temas.

O futuro da Assembleia

Em caráter excepcional, como revelado no início deste texto, os bispos optaram por realizar esta edição da Assembleia em caráter virtual. Questionado sobre utilizar o mesmo expediente em edições futuras, Dom Joel afirma: é cedo para pensar nisso.

“Temos a clara certeza de que, se ainda estivermos sob o peso da pandemia, a 59ª Assembleia Geral poderá ser virtual. O formato não é mais problema para a CNBB nem para as outras instâncias da vida. Aprendemos a lição, ainda que sob dores muito fortes”, afirma o secretário-geral da CNBB.

A possibilidade, porém, de colocar-se em prática a próxima reunião do episcopado brasileiro nos mesmos moldes que a atual não está descartada. “A 58ª Assembleia será um grande teste, um desafio para todo o episcopado brasileiro. Uma vez encerrada, analisaremos com cuidado a questão virtual, discernindo o que poderá ser feito”, finaliza Dom Joel.

Ver matéria completa ...
Amoris laetitia é uma carta de amor do Papa às famílias, afirma padre

Amoris laetitia é uma carta de amor do Papa às famílias. A afirmação é do Secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, padre Alexandre Awi Mello.

O sacerdote brasileiro descreve a exortação do Pontífice como um texto com “muita riqueza prática”.

Em entrevista ao Vatican News, padre Alexandre falou da importância de se abrir a esse documento do Pontífice. A Amoris laetitia acaba de completar 5 anos de publicação.

Orientação para a vida familiar

Segundo o presbítero, a exortação ajuda a preencher a lacuna de muitas pessoas que têm “necessidade de orientação em relação à vida familiar”.

Padre Alexandre explicou o porquê de o Papa inclusive convocar um período especial chamado Ano “Família Amoris laetitia”.

“Sem dúvida é revitalizar; resgatar; até diria assim, para alguns, tirar da gaveta; outros que nem sabiam que existia a exortação; entrar em contato com essa carta de amor do Papa às famílias”.

A carta de amor traz ações práticas

A exortação, como o próprio Ano especial, tem o objetivo de colocar a família no centro da atenção pastoral da Igreja, fazendo dela protagonista.

Por isso, Amoris laetitia procura ir direto ao ponto, observou padre Alexandre. Ela propõe ações práticas para serem vividas dentro do lar.

O sacerdote brasileiro recorda o pedido de Francisco para que as famílias cultivem sempre as três “palavrinhas mágicas”: obrigado, desculpa e dá licença.

“São palavras muito práticas que se no dia a dia a gente usa, a gente consegue viver melhor”.

O Santo Padre também faz uma série de outras recomendações, recordou o presbítero. Elas são práticas e são sobre como cultivar o amor, se manter sempre enamorados, de como enfrentar o sofrimento, as dificuldades.

Livro de cabeceira

“O Papa diz claramente no início da exortação: não é um texto para ser lido, assim, corrido; é para ser lido pausadamente, com calma, meditando”, constatou padre Alexandre.

Para o sacerdote, a exortação é aquele livro de cabeceira que cada dia a gente pode se perguntar: “mas hoje será que eu vivi algo disso?”.

Aprofundamento

Junto à reflexão da exortação, o próprio Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida tem oferecido subsídios de aprofundamento da Amoris laetitia.

Esses subsídios são para ajudar diretamente as famílias a enfrentar as alegrias e as dificuldades do dia a dia.

“Não ficar esperando que o pároco, que o bispo, que o dicastério, façam as coisas. Mas é justamente que as famílias se sintam protagonistas, sintam que está nas mãos delas”, comentou.

Segundo o presbítero, é tempo de arregaçar as mangas e não ficar parado, perdido com a pandemia, que ninguém sabe como é que vai terminar e quando vai terminar.

Respeitando todas as regras de distanciamento, padre incentiva reuniões pelos meios de comunicação, vídeos e muita criatividade.

“Todos nós estamos nos reinventando nesse tempo e que seja um tempo justamente de reinventar a beleza e alegria do amor familiar”.

Encontro Mundial das Famílias de 2022 em Roma

Todas as iniciativas do Ano Especial vão culminar no Encontro Mundial das Famílias marcado para o próximo ano, em Roma.

O padre brasileiro afirma que a ocasião é perfeita para celebrar essa “beleza da vocação e da santidade da vida familiar”.

“Não sei se você já parou para pensar que existem Santos, esposos: marido e mulher que foram canonizados. Já existem muitos Beatos, muitos casais de esposos Beatos. Esse também é um tema que a gente gostaria de propor, ver que é possível ser Santo como casal.”

Além da santidade da vida familiar, os jovens também são tema de reflexão. O incentivo é para que busquem o diálogo intergeracional com os idosos e se motivem para a vocação matrimonial.

“Talvez falte esse momento para os jovens: ‘você já pensou que bonito que é casar?’. Mas a gente brinca entre nós no Brasil: ‘Ah, não, Deus me livre’. O próprio Papa brinca: ‘vocês são corajosos’.  Eu que trabalhei sempre com a juventude se brincava: ‘olha, vão te colocar a coleira’. Então, como se o casamento não fosse algo lindo, mas é uma vocação, é um chamado”.

O sacerdote observa que o casamento é para os que têm vocação matrimonial, porque Deus os chamou a essa vocação. É uma missão dada por Deus e por isso Ele se faz presente através dos sacramentos de uma maneira que cela esse amor.

“Então, é um Ano para resgatar tudo isso. Esperamos realmente que no próximo ano, em junho, nós possamos celebrar esse X Encontro Mundial das Famílias junto com o Papa, aqui em Roma, como uma combinação de toda essa reflexão sobre a vocação e a santidade matrimonial.”

Ver matéria completa ...
Jesus vence o mal e nos liberta do maligno, diz Papa na Missa do Crisma

O Pontífice presidiu a Missa do Crisma com os sacerdotes de Roma na Basílica de São Pedro. A celebração é conhecida tradicionalmente pela renovação das promessas sacerdotais e a bênção dos santos óleos.

Homilia

O Evangelho de hoje apresenta uma mudança de sentimentos das pessoas que escutavam Jesus. A mudança dramática, de acordo com o Santo Padre, reafirma o quão ligadas estão a perseguição e a cruz no anúncio do Evangelho.

Filho de José?

Francisco constata que a admiração do povo de Nazaré por Jesus durou pouco. Segundo o Papa, uma frase que alguém murmurou baixo – “Não é este o filho de José?” – viralizou entre os nazarenos.

Ela trata-se de uma daquelas frases ambíguas que se diz por dizer, comenta. “Uma pessoa pode usá-la para exprimir alegria – Que maravilha ver alguém de origem humilde que fala com autoridade. Ou pode ser usada com desdém – De onde ele veio? Quem ele pensa ser?”.

O Pontífice observa que a frase se repete enquanto os apóstolos, cheios do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, começam a pregar o Evangelho. Alguém diz: “Esses que estão a falar, não são todos galileus?”.

Enquanto uns acolheram a Palavra, Francisco destaca que outros os consideravam bêbados.

Frase que persegue Jesus

Essas frases, segundo o Santo Padre, assemelham-se a germes que se espalham. Elas viraram-se contra Jesus. “É uma frase motivadora, como quando se diz: ‘Isso é demais!’. É uma frase que agride o outro ou deixa-o e vá-se embora”, frisou

O Senhor, que as vezes ficava calado, desmascarava a forma maligna que aparentava ser uma bisbilhotice de aldeia.

Tudo que falaram em Carfanaun, o Papa comenta que foi falado em Nazaré: “Cura-te a ti mesmo!”. Essa mesma frase acompanha Jesus até a cruz, ressalta Francisco: “Salvou os outros, salva-se a si mesmo”. O Pontífice recorda também o pedido dos ladrões: “Salve a nós também”.

Jesus, segundo o Papa, não dialoga com o espírito maligno. Responde apenas com a Sagrada Escritura.

Jesus: causa de contradição

Nem mesmo os profetas Elias e Eliseu foram aceitos por seus compatriotas, mas por uma viúva e um leproso, recorda o Santo Padre. “Dois estrangeiros, duas pessoas de outras religiões”.

O Pontífice lembra então da afirmação de Simeão. “Jesus seria causa de contradição”. A palavra de Cristo, frisa o Papa, tem o poder de trazer à luz aquilo que uma pessoa guarda no coração. Sendo habitualmente uma mistura de coisas como o trigo e o joio. “Isto provoca luta espiritual”.

Os gestos de misericórdia, as bem-aventuranças e a frase de Jesus, “ai de vós”, exigem dos ouvintes escolhas.

Segundo o Santo Padre, neste caso do Evangelho, a palavra de Cristo não foi acolhida. A multidão ficou enfurecida e tentou tirar-lhe a vida. “Ainda não era a hora e Jesus, passando no meio deles, seguiu o seu caminho”, ressalta.

Cruz e perseguição

“Não era a hora, mas a rapidez com que desencadeou a fúria e a brutalidade do encarniçamento, capaz de matar o Senhor naquele momento, mostra-nos que é sempre a hora”, aponta Francisco.

Aos sacerdotes, o Papa revela que “andam juntas a hora do anúncio jubiloso e a hora da perseguição e da cruz”.

“A proclamação do Evangelho está sempre ligada ao abraço de uma cruz concreta. A luz suave da Palavra gera clareza nos corações bem-dispostos, e confusão e rejeição naqueles que o não estão. Vemos isso constantemente no Evangelho.”

Jesus abraçou a cruz

Ao contemplar a cruz precoce de Jesus, ou seja, a incompreensão, rejeição e perseguição, Francisco conta que fez duas reflexões.

A primeira é que a cruz, na vida Jesus, existia antes de seu nascimento. “Já estava presente no primeiro turbamento de Maria ao ouvir o anúncio do Anjo. Está presente nas insônias de José, sentindo-se obrigado a abandonar a sua esposa prometida. Está presente na perseguição de Herodes e nas agruras sofridas pela Sagrada Família, iguais às de tantas famílias que têm de exilar-se da sua pátria”.

Esta realidade abre ao mistério da cruz experimentada antes, destaca o Papa. Faz compreender que a cruz não é um fato indutivo, ocasional produzido por uma conjuntura na vida do Senhor.

Os crucificadores da história, observa o Pontífice, fazem aparecer a cruz como um dano colateral, mas não é assim: a cruz não depende das circunstâncias.

“Por que o Senhor abraçou a cruz em toda a sua integridade? Por que Jesus abraçou a paixão inteira: abraçou a traição e o abandono dos seus amigos já desde a Última Ceia, aceitou a prisão ilegal, o julgamento sumário, a sentença desproporcionada, a malvadez sem motivo das bofetadas e cuspidelas?”, questiona.

Para o Santo Padre, se as circunstâncias determinassem o poder salvífico da cruz, o Senhor não teria abraçado tudo. Mas quando chegou a sua hora, Francisco afirma que Jesus abraçou a cruz inteira. Porque a cruz não tolera ambiguidade; com a cruz, não se regateia, disse ele.

Triunfo de Deus

A segunda reflexão apresentada pelo Papa aos sacerdotes destaca que a cruz é parte integrante da condição humana, mas contém algo que não é inerente à fragilidade. “É a mordida da serpente que, vendo o Crucificado indefeso, morde-O e tenta envenenar e desacreditar toda a sua obra”.

“Mordida que procura escandalizar, imobilizar e tornar estéril e insignificante todo o serviço e sacrifício de amor pelos outros. É o veneno do maligno que continua a insistir: salva-te a ti mesmo. Nesta mordida, cruel e dolorosa, que pretende ser mortal, aparece finalmente o triunfo de Deus”, assegura o Pontífice.

Abraçar a cruz

No anúncio do Evangelho, há cruz; mas é uma cruz que salva, frisa o Santo Padre. A cruz é pacificada com o Sangue de Jesus, ela tem a força da vitória de Cristo que vence o mal e liberta do maligno.

“Abraçá-la com Jesus e como Ele permite-nos discernir e repelir o veneno do escândalo com que o demônio procurará envenenar-nos quando chegar inesperadamente uma cruz na nossa vida”, exorta o Papa.

Francisco concluiu sua homilia, partilhando uma lembrança de momento muito escuro de sua vida. “Eu pedia ao Senhor a graça de me libertar daquela situação dura e difícil”.

O Santo Padre conta que ao confessar uma irmã muito idosa, sentiu vontade de pedir a ela que rezasse por ele. O Pontífice conta que precisava alcançar uma graça e acreditava que se fosse a religiosa a pedi-la, com certeza o Senhor a daria.

Depois de rezar, a Irmã disse-lhe: “Certamente, o Senhor lhe concederá a graça, mas não se engane: ele a dará segundo o seu modo divino”.

“Isto fez-me muito bem: ouvir que o Senhor nos dá sempre o que lhe pedimos, mas o faz à sua maneira divina. Esta maneira envolve a cruz. Não por masoquismo, mas por amor, por amor até o fim”, finalizou.

Fonte:Papa Francisco durante Missa do Crisma desta Quinta-feira Santa, 1° /Foto: Andrew Medichini/Pool via REUTERS

Fonte foto: Papa Francisco durante Missa do Crisma desta Quinta-feira Santa, 1° /Foto: Andrew Medichini/Pool via REUTERS

 

Ver matéria completa ...
Mensagem de Páscoa - Padre Gilmar

Mensagem de Páscoa

                        Páscoa é o mistério central da fé cristã, que celebra o acontecimento da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ao assumir a condição humana, Deus rompe o limite do tempo e do espaço, conduzindo toda humanidade à eternidade. Uma das grandes novidades que a mensagem de Jesus deseja imprimir em nossa alma é a liberdade interior. A libertação de tudo o que nos impede de viver em plenitude. Jesus tem o poder de fazer novas todas as coisas, mas Ele só vai agir em nossa alma se estivermos dispostos a nos desapegar das coisas que guardamos ao longo de nossa vida, como certos rancores, mágoas, desejo de vingança, etc.

                        Não basta afirmar que o Cristo ressuscitou, é necessário sentir a sua presença em nosso meio e deixar-se transformar por Ele.  A celebração pascal é a grande oportunidade de deixarmos Jesus ser Deus e deixarmos que Ele atue livremente em nosso ser. A presença do Ressuscitado transforma a existência de quem o encontra. No entanto, encontra-lo e sentir a sua presença foi um desafio para os primeiros cristãos, e continua sendo ainda hoje.

                        A ressurreição de Cristo nos ensina a manter nossos corações ao alto. Somos tomados de alegria e gratidão diante de tão grande dom. Nós somos beneficiados por essa imensa graça e somos filhos de Deus pelo nosso batismo, acolhidos e perdoados. Somos ungidos para vivermos em Cristo e portadores dessa alegria da ressurreição como o sentido último de nossas vidas e de tudo o que fazemos.

                        À todos, minha oração e comunhão, na certeza de que Cristo reconstruirá os nossos corações enlutados por tantas dores e mortes causados pela pandemia e nos erguerá com o poder salvador de sua ressurreição.

Padre Gilmar Antônio Fernandes Margotto

Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga

Abril 2021

Ver matéria completa ...
Participe das celebrações do Tríduo Pascal

Pelo segundo ano consecutivo, as celebrações do Tríduo Pascal em Votuporanga serão realizadas sem a presença de fiéis. A medida foi tomada por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde. Assim como em 2020, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação existentes em cada paróquia, com adequada divulgação aos fiéis para participarem em seus lares e manterem-se unidos a sua igreja paroquial. 

Cada paróquia terá sua programação específica. Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:

• 01/04 – Quinta-Feira Santa – Missa da Ceia do Senhor às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 02/04 – Sexta-Feira Santa – Celebração da Cruz às 15h transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 03/04 – Sábado Santo – Vigília Pascal às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 04/04 - Domingo de Páscoa – Missa da Ressurreição do Senhor às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)

Na Quinta-feira Santa, a Igreja faz memória aos três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. Devido a pandemia, será omitido o rito do Lava-pés que já é facultativo.
Na Sexta-feira Santa ou da Paixão, a Igreja contempla o mistério do Crucificado, com a veneração da santa cruz.  É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. No sábado à noite, a Igreja celebra a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
No Domingo de Páscoa, a Igreja celebra a Ressurreição do Senhor, a vitória da vida sobre a morte. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.

Ver matéria completa ...
Católicos celebrarão Semana Santa pelos Meios de Comunicação

Pelo segundo ano consecutivo, as celebrações da Semana Santa em Votuporanga serão realizadas sem a presença de fiéis. A medida foi tomada por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde. Assim como em 2020, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação existentes em cada paróquia, com adequada divulgação aos fiéis para participarem em seus lares e manterem-se unidos a sua igreja paroquial. 

 

A Semana Santa inicia-se neste domingo, 28, com as celebrações do Domingo de Ramos e encerra-se no Domingo de Páscoa, 04 de abril, com as Missas da Ressurreição do Senhor. Ainda na Semana Santa a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, Celebração da Cruz na Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste ano, a Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente é celebrada na Terça-feira Santa será remarcada para uma outra oportunidade.


Cada paróquia terá sua programação específica. Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:


• 28/03 - Domingo de Ramos – Missa e Benção dos Ramos às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 01/04 – Quinta-Feira Santa – Missa da Ceia do Senhor às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 02/04 – Sexta-Feira Santa – Celebração da Cruz às 15h transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 03/04 – Sábado Santo – Vigília Pascal às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 04/04 - Domingo de Páscoa – Missa da Ressurreição do Senhor às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)

Conheça um pouco do significado das celebrações da Semana Santa:
A Semana Santa se inicia no Domingo de Ramos, 28, com o rito da benção dos ramos, “visto que eles serão também usados para a celebração de cinzas no próximo ano”, porém não será realizada a tradicional procissão.
A Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente ocorre na Terça-feira Santa com a presença dos padres e fieis da diocese será agendada para uma nova data.
Na Quinta-feira Santa, a Igreja faz memória aos três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. Devido a pandemia, será omitido o rito do Lava-pés que já é facultativo.
Na Sexta-feira Santa ou da Paixão, a Igreja contempla o mistério do Crucificado, com a veneração da santa cruz.  É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. No sábado à noite, a Igreja celebra a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
No Domingo de Páscoa, a Igreja celebra a Ressurreição do Senhor, a vitória da vida sobre a morte. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.

 

 

Ver matéria completa ...
Católicos celebrarão Semana Santa pelos Meios de Comunicação

Pelo segundo ano consecutivo, as celebrações da Semana Santa em Votuporanga serão realizadas sem a presença de fiéis. A medida foi tomada por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde. Assim como em 2020, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação existentes em cada paróquia, com adequada divulgação aos fiéis para participarem em seus lares e manterem-se unidos a sua igreja paroquial. 

 

A Semana Santa inicia-se neste domingo, 28, com as celebrações do Domingo de Ramos e encerra-se no Domingo de Páscoa, 04 de abril, com as Missas da Ressurreição do Senhor. Ainda na Semana Santa a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, Celebração da Cruz na Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste ano, a Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente é celebrada na Terça-feira Santa será remarcada para uma outra oportunidade.


Cada paróquia terá sua programação específica. Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:


• 28/03 - Domingo de Ramos – Missa e Benção dos Ramos às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 01/04 – Quinta-Feira Santa – Missa da Ceia do Senhor às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 02/04 – Sexta-Feira Santa – Celebração da Cruz às 15h transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 03/04 – Sábado Santo – Vigília Pascal às 18h30 transmitida pelo facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)
• 04/04 - Domingo de Páscoa – Missa da Ressurreição do Senhor às 7h30 transmitida pela TV Unifev, Radio 87,9 FM e facebook da paróquia (@catedraldevotuporanga)

Conheça um pouco do significado das celebrações da Semana Santa:
A Semana Santa se inicia no Domingo de Ramos, 28, com o rito da benção dos ramos, “visto que eles serão também usados para a celebração de cinzas no próximo ano”, porém não será realizada a tradicional procissão.
A Missa dos Santos Óleos que tradicionalmente ocorre na Terça-feira Santa com a presença dos padres e fieis da diocese será agendada para uma nova data.
Na Quinta-feira Santa, a Igreja faz memória aos três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. Devido a pandemia, será omitido o rito do Lava-pés que já é facultativo.
Na Sexta-feira Santa ou da Paixão, a Igreja contempla o mistério do Crucificado, com a veneração da santa cruz.  É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. No sábado à noite, a Igreja celebra a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
No Domingo de Páscoa, a Igreja celebra a Ressurreição do Senhor, a vitória da vida sobre a morte. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.

 

 

Ver matéria completa ...
Missas da Catedral são transmitidas pela internet, TV UNIFEV e rádio 87,9 FM

Com a determinação do decreto estadual, em decorrência da fase emergencial do Plano São Paulo de Flexibilização, desde a segunda-feira (15) estão suspensas as missas presenciais. Em Votuporanga, a Catedral Nossa Senhora Aparecida seguirá com as celebrações transmitidas ao vivo pelo facebook da paróquia, pela rádio 87,9 FM, além da TV Unifev. Pelo www.facebook.com/catedraldevotuporanga, os fiéis podem acompanhar a missa de quarta-feira, às 15 horas, que também é transmitida pela rádio 87,9 FM. Já no domingo, às 7h30, além do facebook, os católicos podem assistir na TV Unifev a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas ou ouvir na rádio 87,9 FM.

Ainda pela internet, os católicos têm acesso a Palavra do Dia e a reflexão feita pelo padre Gilmar Margotto. O conteúdo é compartilhado no youtube da paróquia. Outro canal de comunicação é a rádio Clube FM, que também transmite a homilia diária em sua programação. 

“Em nenhum momento paramos com a evangelização, pois precisamos estar sempre conectados com Deus. Seja presencial ou on-line, a nossa fé deve ser abastecida cotidianamente e nos fortalecer para vencer os desafios da vida”, destacou o padre Gilmar Margotto. Acompanhe as novidades da Catedral Nossa Senhora Aparecida pelo www.facebook.com/catedraldevotuporanga ou pelo instagram @catedral- devotuporanga e pelo site www.nossasenhoravotuporanga.com.br.

Ver matéria completa ...
Ano de São José e Ano da Família

Na Solenidade de São José e no Ano dedicado ao Patrono da Igreja Universal, tem início o Ano da Família Amoris laetitia, 5 anos após a publicação da Exortação pós-sinodal. Dois aniversários importantes que se cruzam com uma surpreendente continuidade.

São José e a família. Um vínculo de ternura que vem imediatamente à mente como a mais natural das associações. "Um homem justo e sábio", definiu-o o Papa Francisco na audiência de quarta-feira; um Pai amado, acolhedor e na penumbra, um Pai da coragem criativa, lemos em Patris corde, a Carta apostólica com a qual o Pontífice proclamou o Ano de São José no dia 8 de dezembro de 2020. Um ano que se sobrepõe ao da Família que começa nesta sexta-feira, na solenidade do esposo de Maria, e 5 anos após a publicação de Amoris laetitia.

Francisco - outra importante associação - assinou a Exortação Apostólica precisamente em 19 de março de 2016, em meio ao Jubileu da Misericórdia e sob a proteção de São José. Na conclusão de Amoris laetitia, os muitos fios desta tela, tecida de amor pela Igreja e seus filhos, são entrelaçados.

Oração à Sagrada Família

Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, a vós, confiantes nos entregamos. Sagrada Família de Nazaré, tornai também a nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, escolas autênticas do Evangelho e pequenas Igrejas domésticas. Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja episódios de violência, fechamento e divisão nas famílias; que qualquer um que tenha sido ferido ou escandalizado seja prontamente confortado e curado. Sagrada Família de Nazaré, conscientizai a todos do caráter sagrado e inviolável da família, de sua beleza no plano de Deus. Sagrada Família de Nazaré, fazei com que todos nós tomemos consciência do caráter sagrado e inviolável da família, de sua beleza no plano de Deus.

O Ano da Família Amoris Laetitia

É na Festa da Sagrada Família, 27 de dezembro de 2020, que o Papa Francisco no Angelus anuncia o Ano dedicado à Família Amoris laetitia. O início é 19 de março de 2021, cinco anos após a publicação da Exortação Apostólica; a conclusão está marcada para 26 de junho de 2022, por ocasião do décimo Encontro Mundial das Famílias em Roma. "Um ano - ele explica ao anunciar o Ano - de reflexão, uma oportunidade para aprofundar os conteúdos do documento". Coordenando as iniciativas pastorais, espirituais e culturais está o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida que, em seu site em 5 idiomas, www.amorislaetitia.va, disponibilizou subsídios e anunciou conferências e estudos aprofundados sobre o documento pontifício. É o próprio Papa que esclarece, no texto no número 5, a importância de Amoris laetitia:

“Esta Exortação adquire um significado especial no contexto deste Ano Jubilar da Misericórdia. Primeiro, porque a entendo como uma proposta para as famílias cristãs, encorajando-as a apreciar os dons do matrimônio e da família, e a manter um amor forte e cheio de valores como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paciência. Em segundo lugar, porque se propõe a encorajar a todos a serem sinais de misericórdia e proximidade onde a vida familiar não é perfeitamente realizada ou não se desenvolve em paz e alegria".

A família de Nazaré, estrela polar

Francisco olha para o "ícone da família de Nazaré, com sua vida cotidiana feita de dificuldades e até pesadelos", como a violência de Herodes, que ainda hoje se renova na pele de tantos refugiados, mas também à sua "aliança de amor e fidelidade" que "ilumina o princípio, que dá forma a toda família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história". E em Amoris laetitia, o Papa cita Paulo VI e seu discurso em Nazaré em 5 de janeiro de 1964:

“Aqui entendemos o modo de vida da família. Nazaré nos lembra o que é a família, o que é a comunhão de amor, sua beleza austera e simples, seu caráter sagrado e inviolável; nos faz ver como é doce e insubstituível a educação na família, nos ensina sua função natural na ordem social”.

O Ano de São José

É José quem cuida deste tesouro, "como chefe da família", é Ele - escreve Francisco no Patris Corde - que nos ensina que "ter fé em Deus também inclui acreditar que Ele pode operar mesmo através de nossos medos, nossas fragilidades, nossas fraquezas". "É o verdadeiro milagre com o qual Deus salva a Criança e sua mãe", confiando em sua "coragem criativa". A esta figura muito amada pelos fiéis, 150 anos após sua proclamação como Patrono da Igreja Universal graças ao decreto do Papa Pio IX Quemadmodum Deus, Francisco decidiu dedicar um Ano a São José. Ele também concedeu o "dom das Indulgências especiais" até 8 de dezembro de 2021 sob as condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração de acordo com as intenções do Papa.

Ver matéria completa ...
Papa: as máfias trocam a fé pela idolatria

Após rezar a oração mariana do Angelus o Papa Francisco recordou que neste domingo na Itália, celebra-se o Dia da memória e do compromisso em recordação das vítimas inocentes das máfias.

“As máfias estão presentes em várias partes do mundo e, aproveitando a pandemia, estão se enriquecendo com a corrupção. São João Paulo II denunciou sua "cultura de morte" e Bento XVI as condenou como "caminhos de morte".

Estas estruturas de pecado, estruturas mafiosas, - destacou o Papa - contrárias ao Evangelho de Cristo, trocam a fé pela idolatria. "Hoje lembramos todas as vítimas e renovamos nosso compromisso contra as máfias".

Francisco recordou ainda que nesta segunda-feira celebramos do Dia Mundial da Água, que nos convida a refletir sobre o valor deste maravilhoso e insubstituível dom de Deus. Para nós crentes, a "irmã água” – disse o Papa - não é uma mercadoria: é um símbolo universal e uma fonte de vida e saúde. Francisco em seguida recordou as pessoas que não tem água:

"Demasiados irmãos e irmãs têm acesso a pouca água e talvez água poluída! É necessário garantir água limpa e saneamento para todos".

Francisco então agradeceu e encorajou todos aqueles que, com diferentes habilidades profissionais e responsabilidades, trabalham para este objetivo muito importante. E dirigiu seu pensamento para a Argentina:

“Penso, por exemplo, na Universidade da Água, na minha pátria, naqueles que trabalham para levá-la adiante e para fazer as pessoas entenderem a importância da água. Muito obrigado a vocês, argentinos, que trabalham nesta Universidade da Água".

O Papa concluiu saudando todas as pessoas conectadas através dos meios de comunicação, com uma recordação especial aos doentes e às pessoas sozinhas e desejando a todos um bom domingo. Por favor, - repetiu mais uma vez - não se esqueçam de rezar por mim. Tenham um bom almoço e até breve!

 

Ver matéria completa ...
As catequeses do Papa Francisco sobre a oração

O Papa Francisco conclui na Audiência Geral da quarta-feira, 17 de março, seu ciclo de catequeses dedicado à Oração. Foram 27 catequeses, que tiveram início no dia 6 de maio de 2020, sendo interrompidas entre 5 de agosto e 30 de setembro, quando as catequeses foram dedicadas ao tema pandemia, no ciclo intitulado "Curar o mundo". A maior parte delas, foram realizadas na Biblioteca do Palácio Apostólico, devido às restrições para conter contágios.

"A oração é o respiro da fé, é a sua expressão mais adequada. Como um grito que sai do coração de quem crê e se confia a Deus (...). Mais forte do que qualquer argumentação contrária, no coração do homem há uma voz que invoca. Todos nós temos esta voz interior. Uma voz que sai espontaneamente, sem que ninguém a governe, uma voz que se interroga sobre o sentido do nosso caminho aqui na terra, especialmente quando nos encontramos na escuridão: “Jesus, tem compaixão de mim! Jesus, tem compaixão de mim!”. É uma bonita oração! Mas não estão estas palavras esculpidas em toda a criação? Tudo invoca e suplica para que o mistério da misericórdia encontre o seu cumprimento definitivo."

2020

06 de maio - O mistério da oração: https://bit.ly/3r34J4I

13 de maio - A oração do cristão: https://bit.ly/2P7vTKs

20 de maio - O mistério da Criação: https://bit.ly/3eMG8hW

27 de maio - A oração dos justos: https://bit.ly/3eRtyOy

03 de junho - A oração de Abraão: https://bit.ly/3tAcq3Z

10 de junho - A oração de Jacob: https://bit.ly/38TiWLf

17 de junho - A oração de Moisés: https://bit.ly/30Q7hZd

24 de junho - A oração de David: https://bit.ly/3tuVSKr

07 de outubro - A oração de Eliashttps://bit.ly/3qYH4lL

14 de outubro - A oração dos Salmos. 1: https://bit.ly/3qUbxBh

21 de outubro - A oração dos Salmos. 2: https://bit.ly/3eQt4rK

28 de outubro - Jesus, homem de oração: https://bit.ly/3bXqmim

04 de novembro - Jesus, mestre da oração: https://bit.ly/38Sywql

11 de novembro - A oração perseverante: https://bit.ly/3qVE5KV

18 de novembro - A Virgem Maria, mulher orante: https://bit.ly/2OIuf1R

25 de novembro - A oração da Igreja nascente: https://bit.ly/3s10VlB

02 de dezembro - A bênção: https://bit.ly/3tAKsFf

09 de dezembro - A oração de súplica: https://bit.ly/3lo5xzR

16 de dezembro - A oração de intercessão: https://bit.ly/3bXbzUV

30 de dezembro  - A oração de ação de graças: https://bit.ly/2P3KoyR

2021

13 de janeiro - A oração de louvor: https://bit.ly/3twDOQ6

20 de janeiro - A oração pela unidade dos cristãos: https://bit.ly/30PhZz0

27 de janeiro - A oração com as Sagradas Escrituras: https://bit.ly/3lqEILb

03 de fevereiro - Rezar na Liturgia: https://bit.ly/3eQoQjO

10 de fevereiro - Rezar na vida quotidiana: https://bit.ly/2QgNFLN

03 de março - A oração e a Trindade. 1: https://bit.ly/2P5SarH

17 de março - A oração e a Trindade. 2: https://bit.ly/3lr9SC7

Ver matéria completa ...
Francisco: São José, Santo da porta ao lado e guardião das vocações

Foi divulgada, nesta sexta-feira (19/03), a mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado em 25 de abril próximo, IV Domingo de Páscoa.

Intitulada «São José: o sonho da vocação», a mensagem recorda que o Pai putativo de Jesus é uma "figura extraordinária e, ao mesmo tempo, «tão próxima da condição humana de cada um de nós», escreve o Papa, citando um trecho da introdução da Carta Apostólica Patris corde.

"São José não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial aos olhos de quem se cruzava com ele. Não era famoso, nem se fazia notar: dele, os Evangelhos não transcrevem uma palavra sequer. Contudo, através da sua vida normal, realizou algo de extraordinário aos olhos de Deus. Deus vê o coração e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias", ressalta o Papa no texto.

“O Senhor deseja moldar corações de pais, corações de mães: corações abertos, capazes de grandes ímpetos, generosos na doação, compassivos para consolar as angústias e firmes para fortalecer as esperanças. Disto têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida.”

"São José vem em nossa ajuda com a sua mansidão, como Santo da porta ao lado; simultaneamente pode, com o seu forte testemunho, guiar-nos no caminho", sublinha Francisco.

O amor dá sentido à vida

"A vida de São José sugere-nos três palavras-chave para a vocação de cada um", sublinha o Papa. "A primeira é sonho. Todos sonham realizar-se na vida. E é justo nutrir aspirações grandes, expectativas altas, que objetivos efêmeros como o sucesso, a riqueza e a diversão não conseguem satisfazer. Realmente, se perguntássemos às pessoas para traduzirem numa só palavra o sonho da sua vida, não seria difícil imaginar a resposta: «amor». É o amor que dá sentido à vida, porque revela o seu mistério. Pois só se tem a vida que se doa, só se possui de verdade a vida que se doa plenamente. A este propósito, São José tem muito a nos dizer, pois, através dos sonhos que Deus lhe inspirou, fez da sua existência um dom."

De acordo com Francisco "assim acontece na vocação: o chamado divino impele sempre a sair, a doar-se, a ir mais além. Não há fé sem risco. Neste sentido, São José constitui um ícone exemplar do acolhimento dos projetos de Deus. Que ele ajude a todos, sobretudo os jovens em discernimento, a realizar os sonhos que Deus tem para cada um; inspire a corajosa intrepidez de dizer «sim» ao Senhor, que sempre surpreende e nunca desilude!"

Viver para servir

A segunda palavra, serviço, marca o itinerário de São José e da vocação. Segundo os Evangelhos, "ele viveu em tudo para os outros e nunca para si mesmo. O serviço, expressão concreta do dom de si mesmo, não foi para São José apenas um alto ideal, mas tornou-se regra da vida diária. Em resumo, adaptou-se às várias circunstâncias com a atitude de quem não desanima se a vida não lhe corre como queria: com a disponibilidade de quem vive para servir".

"Por isso gosto de pensar em São José, guardião de Jesus e da Igreja, como guardião das vocações. Com efeito, da própria disponibilidade em servir, deriva o seu cuidado em guardar. «Levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe»: refere o Evangelho, indicando a sua disponibilidade e dedicação à família. Este cuidado atento e solícito é o sinal duma vocação realizada. É o testemunho duma vida tocada pelo amor de Deus", ressalta o Papa.

A fidelidade é o segredo da alegria

O terceiro aspecto que atravessa a vida de São José e a vocação cristã, cadenciando o seu dia a dia é a fidelidade. "Como se alimenta esta fidelidade? À luz da fidelidade de Deus", frisa o Pontífice. "Esta fidelidade é o segredo da alegria. Como diz um hino litúrgico, na casa de Nazaré reinava «uma alegria cristalina». Era a alegria diária e transparente da simplicidade, a alegria que sente quem guarda o que conta: a proximidade fiel a Deus e ao próximo."

"Como seria belo se a mesma atmosfera simples e radiante, sóbria e esperançosa, permeasse os nossos seminários, os nossos institutos religiosos, as nossas residências paroquiais!", sublinha Francisco, desejando esta alegria a todos os que fizeram "de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que lhes foram confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria". "Que São José, guardião das vocações, os acompanhe com coração de pai", conclui o Papa.

Ver matéria completa ...
Francisco: ouvir o grito dos pobres nos faz partícipes de um mundo melhor

As palavras do Papa são dirigidas a um grupo de voluntários e responsáveis da FIDESCO, a Organização católica de solidariedade internacional nascida na França e engajada há quarenta anos no Sul do mundo em apoio aos mais pobres. Os agradecimentos e encorajamento de Francisco são por um compromisso realizado com ternura e misericórdia, que faz crescer em nível pessoal e eclesial.

Gabriella Ceraso, Silvonei José – Vatican News

Testemunhar Cristo com competência e profissionalismo, oferecendo à Igreja apoio voluntário para o desenvolvimento humano integral. Este é o trabalho realizado durante quarenta anos pela FIDESCO - Federação Internacional para o Desenvolvimento Econômico e Social através da Cooperação - uma ONG católica voluntária, nascida da Comunidade Emmanuel em 1981 e atualmente operativa nos quatro continentes. Em peregrinação nestes dias a Roma, uma representação de voluntários e dirigentes foi recebida nesta manhã de sábado (20/03) em audiência pelo Papa, após uma passagem aos túmulos dos Apóstolos que - como lhes disse Francisco em seu discurso de saudação - "permite enraizar ainda melhor as ações que vocês realizam diariamente na sua fé em Cristo morto e ressuscitado e no coração da missão da Igreja".

Um caminho de "renovação espiritual com uma conotação penitencial quaresmal" que foi empreendido, como Francisco o define, que - espera - tornará vocês ainda "mais entusiasmados e alegres" em seu serviço aos seus irmãos e irmãs no mundo.

A FIDESCO, de fato, é especializada no envio ao Sul do mundo de voluntários católicos motivados pela fé e treinados profissionalmente, em resposta a uma necessidade ou pedido da Igreja, independentemente da religião, etnia ou cultura de origem e em setores diversos ou em áreas problemáticas, como campos de refugiados ou dispensários. É por isso que se chama "fides-co", fé e cooperação.

Voluntários em busca do bem dos outros

Homens e mulheres, portanto, em busca do "bem dos outros", dos irmãos e irmãs "mais distantes, menos afortunados, mais desfavorecidos, com menos oportunidades que vocês, mas igualmente amados por Deus e dotados de dignidade". Assim, o Papa em seu discurso, no qual ele se baseou várias vezes na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, partindo precisamente do conceito de que é o amar e o sentir-se amado por Deus que provoca em nós o "desejo de cuidar dos outros ". E o período quaresmal com sua meditação sobre a Paixão de Cristo é - disse Francisco - para este tipo de missão, "a fonte": é Ele crucificado que vive nos pobres, nos excluídos, nos famintos, é Ele que nos amou a ponto de dar sua vida, salvando-nos:

Confessar que Jesus deu seu sangue por nós nos impede de manter a mínima dúvida sobre o amor sem limites que enobrece todo ser humano. Todo ser humano é digno. Todo ser humano é um irmão ou irmã para mim. Convido todos vocês, quando estiverem no vivo de sua missão, com a sua relação pessoal com o Senhor e com sua vida de fé, a preservar intacta a maravilha, o fascínio, o entusiasmo de viver o Evangelho da fraternidade. Precisamos disso nos momentos mais difíceis de solidão, desânimo, desilusão...

Testemunhas de ternura e compaixão para um mundo mais bonito

Diante deste compromisso que há quarenta anos marca a vida dos voluntários da FIDESCO, o Papa expressa seu agradecimento pela missão encarnada com "ternura e compaixão" e pelo testemunho "dado a Cristo", e encoraja todos a perseverarem neste caminho construindo um mundo mais bonito e fortalecendo a construção do Reino de Deus:

De fato, sua ação de solidariedade está orientada para o desenvolvimento integral das pessoas, cuidando não apenas de suas necessidades materiais, mas também de sua integração social, seu crescimento intelectual, cultural e espiritual, dando a cada um sua dignidade. Eu os encorajo a perseverarem neste caminho, permanecendo enraizados na doutrina social da Igreja. Hoje é mais importante do que nunca que os fiéis de Cristo sejam testemunhas de ternura e compaixão. Ouvir o grito dos pobres que ressoa dentro de nós, deixar-se provocar pelo sofrimento dos outros e decidir sair para tocar suas feridas - que são as feridas de Cristo - não só nos faz participar da construção de um mundo mais bonito, mais fraterno, mais evangélico, mas fortalece a Igreja em sua missão de apressar o estabelecimento do Reino de Deus.

Servir o próximo faz crescer na fé e na humanidade

A missão e o compromisso com o cuidado e o bem dos outros, como pode ser o trabalho na FIDESCO, mesmo que temporário, - observa ainda o Papa - também têm um efeito de "crescimento pessoal" importante, assim como em nível de fé e de formação para os mais jovens:

Aqueles que se comprometem nas suas missões encontram não somente a oportunidade de uma abertura ao mundo e às culturas, mas também os meios para responder à misericórdia que Deus lhes mostrou: "Sede misericordiosos, assim como vosso Pai é misericordioso" (Lc 6,36). Encontram também um caminho espiritual em resposta ao dom gratuito de Deus. Mais uma vez, merece reconhecimento a oportunidade que vocês oferecem, especialmente aos mais jovens, de crescer na fé e na humanidade.

Ver matéria completa ...
Cada criança é um dom, afirma Papa no Dia da Síndrome de Down

O Dia Mundial das pessoas com Síndrome de Down foi lembrado pelo Papa Francisco em sua conta no twitter. “Toda criança que se anuncia no ventre de uma mulher precisa ser amada e cuidada”, escreveu o Santo Padre.

A data foi estabelecido pela Assembleia Geral da ONU. Ela tem como objetivo difundir uma maior consciência e conhecimento da Síndrome de Down. A escolha do dia 21 não é casual. O número 21 lembra a presença de um cromossomo a mais. A síndrome é também chamada trissomia 21. 

Conectar

O tema escolhido para este ano é “Conectar”. O objetivo é conectar a comunidade mundial com as pessoas com Síndrome de Down. Isso, de formas inovadoras para continuar a apoiar a igualdade de direitos e oportunidades.

Direito a trabalhar 

CoorDown, a Coordenação Nacional das Associações de Pessoas com Síndrome de Down, por ocasião do Dia Mundial, lançou a campanha de conscientização internacional “The hiring chain” (A Cadeia de Contratação).

A finalidade é afirmar que a inclusão no emprego não é apenas um direito a ser garantido, mas que traz benefícios no contexto do trabalho e à sociedade como um todo.

O objetivo é garantir que essas pessoas possam ter oportunidades iguais de trabalho, conseguindo assim crescer tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

Cultura de descarte cada vez mais forte

A grave situação sanitária da pandemia também levou, nos últimos meses, a um agravamento da mentalidade em relação àqueles que nascem com um cromossomo a mais.

Na verdade, em muitos países, uma tendência chamada Down Syndrome Free está se desenvolvendo cada vez mais. Em países como a Dinamarca e a Islândia, 98% das mulheres grávidas diagnosticadas com síndrome de Down optam por abortar seus bebês. E estes nem sempre são diagnósticos corretos.

O Papa Francisco condenou repetidamente esta cultura do descarte que rejeita os seres humanos mais fracos e frágeis. “Por isso – explicou o Pontífice em sua Mensagem no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência em dezembro passado – certas partes da humanidade parecem sacrificáveis em benefício de uma seleção que favorece um setor humano digno de viver sem limites. Afinal, as pessoas não são mais sentidas como um valor primordial a ser respeitado e protegido, especialmente se são pobres ou deficientes”.

Proximidade da Igreja

Vittorio Scelzo, do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, explica que o Papa sempre demonstrou grande atenção aos mais frágeis. As audiências gerais, as visitas às paróquias, viagens, estão cheias de encontros de Francisco com pessoas com Síndrome de Down.

“Olhando para eles, percebe-se que são muitos para serem acidentais. Evidentemente, há uma grande atenção por trás desses encontros. E muitas vezes são imagens em que se capta a felicidade de ambos, do Papa e dessas pessoas que ele encontra. É como se fosse um magistério muito particular, feito, porém, acima de tudo, de gestos, de sorrisos e de abraços, é uma atenção que o Papa sempre tem”.

Durante a visita ao Iraque, por exemplo, Scelzo afirma que o Pontífice conheceu algumas pessoas com Síndrome de Down. “E certamente não se limita ao dia de hoje, o que também é muito importante, mas esta atenção do Papa nos convida a um compromisso pastoral renovado, em direção a uma inclusão cada vez maior das pessoas com deficiência”.

Ver matéria completa ...
Papa: o racismo é um vírus que ao invés de desaparecer, se esconde

“O racismo é um vírus que se transforma facilmente e, em vez de desaparecer, se esconde, mas está sempre à espreita”. É o que escreveu o Papa Francisco neste domingo, 21, em sua conta no twitter.

O Santo Padre prosseguiu em sua mensagem: “As manifestações de racismo renovam em nós a vergonha, demonstrando que os progressos da sociedade não estão assegurados de uma vez por todas”.

Neste domingo é celebrado o Dia internacional para a eliminação da discriminação racial.

Dia 21 de março

Este Dia internacional é comemorado todos os anos em 21 de março. A data faz memória ao fatídico dia 21 de março de 1960. Neste dia, na África do Sul, era o auge do apartheid. A polícia disparou contra um grupo de manifestantes negros, matando sessenta e nove e ferindo 180.

Um episódio dramático conhecido como o massacre de Sharpeville. A data foi proclamada em 1966, com a Resolução 2142. A Assembleia Geral da ONU enfatizou a necessidade de maiores esforços para eliminar todas as formas de discriminação racial.

Manifestações nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, centenas de pessoas saíram neste sábado, 20, às ruas de Atlanta, Geórgia. Os manifestantes protestaram contra o massacre de oito pessoas, seis delas mulheres de origem asiática, perpetrado por um homem branco de 21 anos.

O grupo portava muitos cartazes com escritas “Acabe o ódio contra asiáticos” e “O racismo é um vírus”.

Discurso de Biden

Em discurso na Universidade Emory em Atlanta, presidente dos EUA, Joe Biden, falou sobre valores e crenças fundamentais. Para Biden, eles “deveriam unir os estadunidenses”.

“Lutar contra o ódio e o racismo – o veneno que há muito assombra e atormenta nossa Nação”, foi um pedido do presidente dos EUA. Segundo Biden, o ódio e violência muitas vezes se escondem à vista de todos. “E muitas vezes estão associados ao silêncio”.

Ver matéria completa ...
Olhar para a cruz para conhecer Jesus, exorta Papa Francisco

Olhar para a cruz para conhecer Jesus. É a exortação do Papa Francisco no Angelus deste domingo, 21. A reflexão e a tradicional oração mariana foram recitadas da Biblioteca do Palácio Apostólico do Vaticano.

Desejo de conhecer Jesus

O Pontífice observou que hoje, mesmo sem dizer de forma implícita, muitos gostariam de ‘ver Jesus’, encontrá-lo, conhecê-lo. Diante disso, o Santo Padre reforçou a importância dos cristãos e suas comunidades compreenderem a grande responsabilidade que têm.

Tomar sobre si o estilo de Deus

“Devemos responder com o testemunho de uma vida que se doa no serviço”. Foi o que afirmou o Papa. Para ele, é preciso que cada um tome sobre si o estilo de Deus. Este estilo consiste em viver a proximidade, compaixão, ternura e doação no serviço.

Francisco observou que se trata de plantar sementes de amor, não com palavras que voam para longe, mas com exemplos concretos, simples e corajosos. “Sem condenações teóricas, mas com gestos de amor”.

O Senhor, com sua graça, faz os cristãos darem frutos, mesmo quando o terreno é árido por causa de incompreensões, dificuldades ou perseguições ou pretensões de moralismos clericais, apontou o Pontífice.

Na provação, experimentar a fecundidade do amo

Na provação e na solidão, enquanto a semente morre, é o momento, de acordo com o Santo Padre, no qual a vida brota, para produzir frutos maduros em seu próprio tempo.

De acordo com o Papa, é neste entrelaçamento de morte e vida que se pode experimentar a alegria e a verdadeira fecundidade do amor.

Encontrando Jesus

Para todo homem que quer procurar, Jesus “é a semente escondida pronta para morrer a fim de dar muitos frutos”, disse Francisco. O Pontífice ilustra com estas palavras o Evangelho em que São João relata um episódio ocorrido nos últimos dias da vida de Jesus, pouco antes de Sua Paixão.

Enquanto se encontra em Jerusalém para a festa da Páscoa, alguns gregos expressam o desejo de vê-lo. Eles se aproximam do apóstolo Felipe e lhe dizem: “Queremos ver Jesus”.

A cruz expressa o amor

“No pedido daqueles gregos podemos discernir o pedido que tantos homens e mulheres, de todos os lugares e de todas as épocas, dirigem à Igreja”. É o que reforçou o Santo Padre.

O Papa recorda que Jesus responde ao pedido dos gregos. “Chegou a hora de o Filho do Homem ser glorificado”. […] Se o grão de trigo cai na terra e não morre, permanece sozinho; mas se morre, dá muito fruto”, disse Jesus.

Para conhecer e compreender Cristo, explicou Francisco, deve-se olhar “o grão de trigo que morre na terra”, deve-se olhar para a cruz.

Deste modo, o Pontífice comentou sobre o sinal da cruz. Ele, ao longo dos séculos, se tornou o emblema por excelência dos cristãos.

Crucifixo

Aqueles que querem “ver Jesus” hoje, talvez vindo de países e culturas onde o cristianismo é pouco conhecido, o que eles veem antes de tudo? Qual é o sinal mais comum que eles encontram? Questionou o Papa.

A resposta é o crucifixo. Ele está nas igrejas, nos lares dos cristãos, até mesmo usado em seu próprio corpo. O importante, para Francisco, é que o sinal seja coerente com o Evangelho. “A cruz não pode deixar de expressar o amor, o serviço, o dom de si sem reservas: só assim é verdadeiramente a ‘árvore da vida’, da vida superabundante”.

Oração

Por fim, o Santo Padre rogou pedindo que a Virgem Maria ajudasse homens e mulheres a seguirem Jesus. “Que o amor de Cristo possa brilhar em todas as nossas atitudes e se torne cada vez mais o estilo de nossa vida diária”, exortou o Papa.

Ver matéria completa ...
É necessário garantir água limpa e saneamento para todos, diz Papa

“É necessário garantir água limpa e saneamento para todos”. Foi o pedido do Papa Francisco após a oração do Angelus deste domingo, 21. Nesta segunda-feira, 22, é celebrado do Dia Mundial da Água.

O Pontífice convidou os fiéis a refletirem sobre o valor deste que considerou um maravilhoso e insubstituível dom de Deus.  “Para nós crentes, a ‘irmã água’ não é uma mercadoria: é um símbolo universal e uma fonte de vida e saúde”.

O Santo Padre recordou as pessoas que não tem água: “Demasiados irmãos e irmãs têm acesso a pouca água e talvez água poluída!”.

Francisco então agradeceu e encorajou todos aqueles que, com diferentes habilidades profissionais e responsabilidades, trabalham para garantir água limpa e saneamento para todos.

Universidade da Água

Ao dirigir seu pensamento para a Argentina, o Pontífice recordou a Universidade da Água. O local desenvolve um trabalho para fazer as pessoas entenderem a importância da água.

“Muito obrigado a vocês, argentinos, que trabalham nesta Universidade da Água”, disse Francisco.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco completa 8 anos de pontificado

Neste sábado, 13, o Papa Francisco completa oito anos de pontificado. “Proximidade, Assembleias Sinodais e impulso missionário”: eis as bases fundamentais do Pontificado de Francisco.

A perspectiva do seu Pontificado partiu de baixo, com uma maior atenção às “periferias” existenciais e geográficas do mundo, como ponto de partida do seu modo de ser e agir. Ao convidar os fiéis a retomar “o frescor original do Evangelho”, pediu-lhes um maior fervor e dinamismo, para que o amor de Jesus pudesse chegar realmente a todos. A Igreja que Bergoglio queria era uma Igreja “em saída”, de portas abertas, um hospital de campanha, sem temer a “revolução da ternura e o milagre da delicadeza”.

Novidades e a “Evangelii gaudium”, um texto programático do Pontificado

Jorge Mário Bergoglio foi o primeiro Papa a escolher o nome de “Francisco”: primeiro Jesuíta, de origens latino-americanas, mas também o primeiro Pontífice, dos tempos modernos, eleito após a renúncia do seu antecessor. Francisco começou o seu Pontificado marcado pela novidade. A mais importante foi a de celebrar Missas diárias na Casa Santa Marta, onde decidiu morar, ao invés da Residência Apostólica. Esta foi mais uma novidade! Em suas breves homilias, pronunciadas com rigor e estilo de pároco, buscou estabelecer um diálogo direto com os fiéis, exortando-os a um confronto imediato com a Palavra de Deus.

No mesmo ano da sua eleição, Francisco surpreendeu a todos com a publicação de uma Exortação apostólica “Evangelii gaudium”: um verdadeiro “texto programático” do seu primeiro Pontificado. No documento, o Papa exorta a uma “nova Evangelização”, caracterizada pela alegria, bem como à reforma das estruturas eclesiais e à conversão do Papado, para que sejam mais missionárias e próximas do sentido desejado por Jesus. Ainda em 2013, o Papa instituiu um “Conselho de Cardeais” para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica “Pastor bonus”, sobre a Cúria Romana, que remonta ao ano de 1988.

A família

A família foi o foco central da pastoral do Papa Francisco, em 2014, à qual dedicou um Sínodo extraordinário. Para o Pontífice, a sociedade individualista contemporânea agride duramente a família, colocando em risco os direitos dos filhos e dos pais, sobretudo no âmbito da educação moral e religiosa. O tema da família teve seu ápice na Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, em 8 de abril de 2016, na qual Francisco destacou a importância e a beleza da família, com base no matrimônio indissolúvel entre o homem e a mulher; o documento trata, com realismo, das fragilidades de algumas pessoas, que se divorciam e casam de novo, incentivando os pastores ao discernimento.

Confira
.: Especial Família

Do ponto de vista das reformas, em 2014, foi muito significativa a instituição da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, que tem o objetivo de propor iniciativas ao Pontífice sobre “a promoção e a responsabilidade das Igrejas particulares em relação à proteção de todos os menores e adultos vulneráveis”.

Sobre a ação diplomática, o ano de 2014 foi caracterizado por duas grandes iniciativas do Papa Francisco: primeiro, a “Invocação pela Paz” na Terra Santa, em 8 de junho, nos Jardins do Vaticano, junto com os Presidentes de Israel, Shimon Peres, e o da Palestina, Mahmoud Abbas; segundo, o restabelecimento das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba.

Salvaguarda da Criação

O ano 2015 foi dedicado à “salvaguarda da criação”: em 24 de maio, Francisco assinou a Encíclica “Laudato sì” sobre o cuidado da nossa Casa Comum, cujo ponto central foi a ecologia integral, em que a preocupação com a natureza, a equidade com os pobres e o compromisso da sociedade são inseparáveis. Por isso, o Pontífice instituiu o “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”, de cunho ecumênico, que se celebra, todos os anos, no dia 1° de setembro.

No entanto, em relação às reformas, continuam os trabalhos para a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana, cujo esboço provisório foi intitulado “Pregai o Evangelho”. Não obstante, explodiu o caso “Vatileaks 2”, sobre o vazamento de documentos reservados da Santa Sé: “Um ato deplorável”, – definiu o Papa na oração do Angelus de 8 de novembro, – porque “roubar documentos é um crime”. Depois de um regular julgamento no Tribunal do Vaticano, o caso foi encerrado, em julho de 2016, com duas condenações e duas absolvições.

Jubileu Extraordinário da Misericórdia

O fio condutor do Pontificado de Francisco, em 2016, foi, sem dúvida, a “misericórdia”. Naquele ano, foi proclamado o “Jubileu extraordinário da Misericórdia” sobre o tema “Misericordiosos como o Pai”. A preocupação com os últimos se concretizou com as “Sextas-feiras da Misericórdia”, com visitas privadas que o Pontífice fez às estruturas dedicadas ao acolhimento dos pobres, dos enfermos, dos marginalizados. Foi um Jubileu de ampla extensão, que deu a possibilidade de abrir uma “Porta Santa” em todas as igrejas do mundo. Antes de abrir a Porta da Basílica Vaticana, o Papa Francisco abriu outra, muito simbólica: a Porta da Catedral de Bangui, na República Centro-Africana, durante a sua Viagem Apostólica, em novembro de 2015.

Em 2016, aconteceu um evento inédito: em 12 de fevereiro, o Pontífice encontrou-se em Cuba com o Patriarca de Moscou e de toda a Rússia, Kirill. Ambos os líderes religiosos assinaram uma Declaração conjunta, com a qual se comprometeram em responder aos desafios do mundo contemporâneo, inclusive o fim da perseguição dos cristãos e das guerras, promover o diálogo inter-religioso, ajudar os migrantes e refugiados e proteger a vida e a família.

Dia Mundial dos Pobres

O ano 2017 também foi marcado por importante evento, que faz parte integrante da diplomacia de paz do Papa Francisco: em 20 de setembro de 2017, na sede das Nações Unidas, em Nova York, a Santa Sé foi um dos primeiros países a assinar e ratificar o “Tratado sobre proibição das Armas nucleares”. E, em âmbito pastoral, aquele ano foi caracterizado pela celebração do primeiro “Dia Mundial dos Pobres”: um acontecimento que deveria ser – segundo o Papa – uma advertência de que “a presença de Jesus se manifesta” sobretudo nos pobres: “eles abrem o caminho para o céu e são o nosso passaporte para o céu”.

Acordo com a China

Em 2018, dois acontecimentos marcaram o Pontificado de Francisco: em nível pastoral, o “Sínodo sobre os Jovens” representou um momento de reflexão eclesial. O Pontífice pediu aos jovens para “escutar, serem próximos e testemunhar”, porque “a fé é uma questão de encontro, não uma teoria”. Este apelo tornou-se bem mais forte com a Exortação apostólica pós-sinodal “Christus vivit”, em 2019. “Agora vocês são de Deus”, escreveu Francisco no documento, pedindo aos jovens para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo e dedicar mais atenção aos últimos.

Em 2018, em campo diplomático, deu-se o Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China, assinado em Pequim, em 22 de setembro, sobre a nomeação dos Bispos. Em 2020, o acordo foi renovado por dois anos.

Luta contra os abusos

O ano de 2018 contou com uma página muito amarga para a Igreja Católica: os abusos cometidos por alguns membros do clero, como o caso concernente ao Cardeal George Pell, julgado na Austrália e absolvido após 13 meses, passados injustamente na prisão; o do ex-sacerdote chileno, Ferdinando Karadima, que depois foi destituído por Francisco do estado clerical; enfim, a publicação do “Relatório da Pensilvânia”, nos Estados Unidos, sobre a importância de combater este crime, por determinação do Pontífice.

Em agosto, ao término da sua Viagem Apostólica à Irlanda, Francisco presidiu a um comovente “Ato Penitencial”, durante o qual pediu perdão por este crime, em nome da Igreja. No mesmo período, a mídia divulgou o “Caso McCarrick”, o ex Cardeal responsável por abusos sexuais de menores, exonerado do estado clerical, em 2019. Sobre este fato, a Santa Sé publicou um “Relatório” especial, elaborado pelo Cardeal Secretário de Estado, a pedido do Papa, em 10 de novembro de 2020.

A luta contra os abusos continuou, em 2019, com um Encontro de Cúpula, no Vaticano, sobre a tutela dos menores, do qual nasceu o Motu próprio “Vos estis lux mundi”, que obrigava os clérigos e religiosos a denunciar os abusos: cada diocese devia ter um sistema, que fosse facilmente acessível ao público, para acolher as denúncias. Além do mais, em dezembro, com um Rescrito, o Papa aboliu o Segredo pontifício para os casos de abuso sexual.

Fraternidade, paz e unidade dos Cristãos

Em 2019, aconteceram três grandes eventos: primeiro, a assinatura do documento “Fraternidade Humana pela Paz Mundial e a Convivência Comum”, assinado pelo Papa Francisco e pelo Grão Imame de Al-Azhar, Ahamad al-Tayyeb, em Abu Dhabi, em 4 de fevereiro. O documento, um marco nas relações entre o Cristianismo e o Islamismo, encorajava o fortalecimento do diálogo inter-religioso, promovia o respeito mútuo e condenava o terrorismo e a violência.

O segundo evento foi a realização de um Retiro espiritual, no Vaticano, para os líderes civis e eclesiásticos do Sul do Sudão. O encontro espiritual deu-se em abril e concluiu-se com um ato impressionante: Francisco ajoelhou-se e beijou os pés do Presidente da República do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, e dos vice-Presidentes presentes, para “implorar o fim definitivo da guerra” no jovem país africano.

Enfim, o terceiro e último evento, foi em vista da relação da unidade dos Cristãos: no dia 29 de junho, Francisco doou alguns fragmentos das relíquias de São Pedro a uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. Em uma Carta ao Patriarca Bartolomeu, o Santo Padre escreveu: “Esta doação representa uma ulterior confirmação do caminho das nossas Igrejas rumo à unidade”.

Reformas econômicas e financeiras

Em agosto de 2019, no âmbito das reformas, o Pontífice renovou, com um quirógrafo, o Estatuto do IOR, nomeando um Revisor externo para controlar as contas do Banco Vaticano. Esta decisão deu origem, em fins do ano 2020, a um novo Estatuto da Autoridade de Informação Financeira, chamada Autoridade de Supervisão e Informação Financeira (Asif), como também ao Motu proprio “Sobre determinadas competências em matéria econômica e financeira”, com o qual transferia à APSA a gestão dos fundos e bens da Secretaria de Estado, inclusive o Óbolo de São Pedro, a fim de reforçar o controle da Secretaria para a Economia.

Oração em plena pandemia

Em 2020, o ano da pandemia do Covid-19, o Papa Francisco permaneceu ao lado dos fiéis mediante o poder da oração constante. Permaneceu impressa, na memória do mundo inteiro, a “Statio Orbis”, que o Pontífice presidiu sozinho, dia 27 de março, diante da Basílica Vaticana, em uma Praça São Pedro deserta e chuvosa.

A tecnologia também ajudou a encurtar as distâncias necessárias para conter os contágios: neste período de pandemia, a Audiência Geral e a oração do Angelus são transmitidas ao vivo por áudio-vídeos, como as Missas matutinas na Casa Santa Marta.

Em fevereiro, foi publicada a quinta Exortação Apostólica intitulada “Querida Amazônia”, que reúne os frutos do Sínodo Especial para a Região Pan-Amazônica, realizado no Vaticano, em 2019; em outubro, foi a vez da terceira Encíclica, “Todos Irmãos”, que, mas pegadas salientes deste Pontificado, apela à fraternidade e à amizade social e reitera o “não” decisivo às guerras, para a construção de um mundo melhor, com o esforço de todos.

Viagens Apostólicas com atenção especial às periferias

O ano de 2020 concluiu-se com o anúncio da histórica Viagem Apostólica ao Iraque, que se realizou no fim da semana passada: pela primeira vez, um Sucessor de Pedro visita aquele país. Assim, após 15 meses de pandemia, Francisco retoma sua missão de levar a luz e a beleza do Evangelho ao mundo, voltando sempre seu olhar às periferias, onde a “fraternidade e a esperança” são urgentes.

Por outro lado, a sua primeira Viagem como Pontífice deu-se em 8 de julho de 2013, com uma visita à Ilha de Lampedusa, porto de desembarques desesperados. Ali, o Papa acendeu os refletores globais sobre o drama da migração, um tema importante do seu Pontificado. O Santo Padre recorda sempre que “os migrantes são, antes de tudo, pessoas, não apenas números ou questões sociais”, mas não o faz apenas com palavras, mas também com gestos concretos. Em abril de 2016, ao voltar de uma visita ao campo de refugiados em Lesbos, na Grécia, o Papa trouxe consigo, no voo de retorno, 12 refugiados sírios, para que recebessem assistência e acolhida em Roma.

Dados estatísticos

Até agora, Francisco fez 25 viagens na Itália e 33 internacionais. Os dados do seu Pontificado confirmam mais de 340 audiências gerais, mais de 450 orações do Angelus ou Regina Coeli, quase 790 homilias na Casa Santa Marta e proclamou cerca de 900 novos Santos, inclusive os 800 mártires de Otranto. O Papa presidiu a 7 Consistórios, com a criação de 101 Cardeais, e convocou vários Anos especiais, como os dedicados à Vida Consagrada (2015-2016), à figura de São José (2020-2021) e à Família “Amoris Laetitia” (2021-2022).

Francisco instituiu também diversas Jornadas: a última, em ordem cronológica, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrado, pela primeira vez, em julho de 2021, por ocasião da festa dos Santos Joaquim e Ana, “Avós” de Jesus.

Ver matéria completa ...
Missa da Catedral de Votuporanga é transmitida ao vivo pela TV Unifev

Os católicos de Votuporanga e região, há quatro anos, contam com mais uma opção de evangelização. Aos domingos, às 7h30, os fiéis podem acompanhar a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas, ao vivo, direto da Catedral Nossa Senhora Aparecida.

Desde o ano passado, essa tem sido uma alternativa para dezenas de pessoas, por conta da pandemia do novo coronavírus. “Com o passar dos anos, fomos evoluindo em tecnologia e equipamentos. Essa parceria com a TV Unifev é essencial, para levar a palavra de Deus para todos. Aqueles que desejarem, podem acompanhar a missa e a homilia de Dom Moacir pela TV Unifev, com a mesma fé e fervor, dos que acompanham presencialmente na igreja”, destacou o padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral Nossa Senhora Aparecida. Além da transmissão pela TV Unifev, a paróquia conta com lives de todas as missas e celebrações pelo facebook.com/catedraldevotuporanga. Diariamente, a população também pode ouvir a reflexão da palavra do dia, por meio do youtube e instagram.

Durante o período de missas presenciais, a igreja cumpre uma série de regras de prevenção da Covid-19, entre elas o uso obrigató- rio de máscara, o respeito ao distanciamento social e a dispensa de momentos como o cumprimento da paz. Outro zelo da igreja, é a entrega da eucaristia para cada fiel em seu banco, para evitar aglomeração e filas, e a disposição perma- nente de álcool em gel. Acompanhe as novidades da catedral Nossa Senhora Aparecida pelo www.facebook.com/catedraldevo- tuporanga e no instagram pelo @catedraldevotuporanga.

Ver matéria completa ...
Igreja no Brasil apoia campanha do Celam em defesa das mulheres

A campanha do Celam em defesa das mulheres recebeu o apoio da Igreja no Brasil. A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) somará esforços para auxiliar na ação.

Também a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB declarou o seu apoio. Um conjunto de organizações da Igreja no Brasil também mobilizou-se em favor da campanha que é contra tráfico de pessoas e se compromete na defesa da vida das mulheres.

A campanha

A mobilização alerta para as várias formas de violência contra as mulheres que se agravam com a pandemia de Covid-19.

Segundo a campanha, as mulheres continuam migrando forçadamente em busca de melhores condições de vida. Elas são as maiores vitimas do tráfico humano.

O compromisso da iniciativa é de proteger as mulheres vítimas. O acompanhamento às sobreviventes das diversas violências foi reafirmado. Materiais para disseminar as mensagens da campanha já estão disponíveis no facebook.

Rede Clamor

A Igreja da América Latina e do Caribe, através da Rede CLAMOR, lançou a Campanha Continental contra o Tráfico de Pessoas 2021. A iniciativa aconteceu no, no Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas 2021. O lema da ação é “A vida não é uma mercadoria, trata-se de pessoas”.

Mobilização pela vida das mulheres

Participam também desta mobilização a Cáritas Brasileira e o Serviço Pastoral dos Migrantes. A Comissão Brasileira de Justiça e Paz e o Instituto de Migrações e Direitos Humanos também demonstraram apoio.

A Pastoral da Mulher Marginalizada e a Pastoral Carcerária mostraram-se a favor da campanha.

CNBB no Dia das Mulheres

O arcebispo da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB divulgou uma mensagem no Dia da Mulher. Nela, Dom Walmor Oliveira chamou a atenção para as graves violências e o feminicídio. Para ele os crimes devem ser enfrentados com urgência e determinação.

Ver matéria completa ...
Povo iraquiano tem o direito de viver em paz, afirma Papa na Catequese

“Povo iraquiano tem o direito de viver em paz.” É o que afirmou o Papa na Catequese desta quarta-feira, 10. A Audiência Geral foi dedicada a sua recente viagem apostólica ao Iraque.

O Pontífice comentou que a visita ao país foi a realização de um projeto de São João Paulo II. “Nunca antes um Papa tinha estado na terra de Abraão. A Providência quis que isso acontecesse agora, como sinal de esperança, após anos de guerra e terrorismo e durante uma dura pandemia”.

Gratidão

Depois da visita, Francisco confidenciou que sua alma está cheia de gratidão. Gratidão a Deus e a todos aqueles que a tornaram possível. O Santo Padre citou então os colaboradores de sua visita ao Iraque.

Presidente da República e o Governo do Iraque. Os Patriarcas e Bispos do país. Todos os ministros e fiéis das respectivas Igrejas. As Autoridades religiosas. Grão-Aiatolá Al-Sistani, com quem teve um encontro. O Papa agradeceu a todos.

Sentido penitencial da viagem

“Experimentei o forte sentido penitencial desta peregrinação. Não podia aproximar-me daquele povo martirizado, daquela Igreja mártir, sem carregar, em nome da Igreja católica, a cruz que eles carregam há anos. Uma grande cruz, como aquela colocada na entrada de Qaraqosh”, frisou o Pontífice.

Segundo o Santo Padre, tudo foi sentido de forma particular quando viu as feridas ainda abertas da destruição. Ainda mais quando conheceu e ouviu “as testemunhas que sobreviveram à violência, à perseguição e ao exílio”.

Esperança

Ao mesmo tempo, o Papa destacou ter visto a alegria do povo do Iraque ao acolhê-lo. “Vi a esperança de se abrir a um horizonte de paz e fraternidade, resumida nas palavras de Jesus, que foram o lema da visita: ‘Sois todos irmãos’.”

A esperança foi vista pelo Pontífice também no discurso do Presidente da República. Ela foi sentida nas muitas saudações e testemunhos. Também nas canções e nos gestos das pessoas.

“Eu a li nos rostos luminosos dos jovens e no olhar vivaz dos idosos. Pessoas que esperavam o Papa há cinco horas, de pé, até mesmo mulheres com crianças no colo. Esperavam! Em seus olhos havia esperança”, destacou.

Direito de viver em paz

O povo iraquiano tem o direito de viver em paz, reforçou o Santo Padre. “Tem o direito de voltar a encontrar a dignidade que lhe pertence.” O Papa recordou as raízes religiosas e culturais milenares dos iraquianos.

A guerra é sempre um monstro

O Pontífice afirmou que a Mesopotâmia é berço de civilização. Na história, Bagdá foi uma cidade de importância primordial, que durante séculos albergou a biblioteca mais rica do mundo. “E o que a destruiu? A guerra”, pontuou.

“A guerra é sempre o monstro que, na medida em que os tempos mudam, transforma-se e continua a devorar a humanidade. Mas a resposta à guerra não é outra guerra, a resposta às armas não são outras armas”, enfatizou Francisco.

Armas

O Santo Padre destacou que os questionamentos que se fez são: “Quem vendia armas aos terroristas? Quem vende hoje armas aos terroristas?”. “Estão fazendo um massacre em outros lugares, pensemos na África, por exemplo. É uma pergunta que eu gostaria que alguém respondesse!”.

Resposta ao terror: a fraternidade

A resposta para a guerra é a fraternidade. De acordo com o Papa, o desafio para o Iraque, para as muitas regiões de conflito e para o mundo inteiro é a fraternidade.

“Seremos capazes de criar fraternidade entre nós, de criar uma cultura de irmãos? Ou continuaremos com a lógica iniciada por Caim: a guerra. Irmandade, fraternidade.”

Por isso Francisco frisou que cristãos e muçulmanos encontraram-se e rezaram com representantes de outras religiões em Ur. O local é onde Abraão recebeu o chamado de Deus há cerca de quatro mil anos.

“Abraão é pai na fé, porque ouviu a voz de Deus que lhe prometia uma descendência, deixou tudo e partiu”, disse ainda o Papa. “Deus é fiel às suas promessas, e ainda hoje guia os nossos passos de paz, orienta os passos daqueles que caminham na Terra com o olhar voltado para o Céu.”

Em Ur, Abraão viu sua descendência, e no coração de todos parecia ressoar a frase: “Sois todos irmãos”. Foi o que sublinhou o Santo Padre. Para ele, uma mensagem de fraternidade emanou também do encontro eclesial na Catedral sírio-católica de Bagdá.

Uma Igreja mártir

Na mesma Catedral, em 2010, quarenta e oito pessoas, incluindo dois sacerdotes, foram assassinadas durante a celebração da Missa. “A Igreja no Iraque é uma Igreja mártir. Naquele templo, que traz inscrita na pedra a memória daqueles mártires, ressoou a alegria do encontro. O meu entusiasmo por estar no meio deles fundia-se com a sua alegria de ter consigo o Papa”.

“Transmitimos uma mensagem de fraternidade de Mossul e de Qaraqosh, na margem do rio Tigre, próximo das ruínas da antiga Nínive”, recordou ainda Francisco. “A ocupação do Estado islâmico provocou a fuga de milhares de habitantes, entre os quais muitos cristãos de diferentes confissões e de outras minorias perseguidas, especialmente os yazidis”.

A antiga identidade daquelas cidades foi destruída, frisou o Pontífice. Agora, com grande dificuldade, procura-se reconstruir. Os muçulmanos convidam os cristãos a regressar e, juntos, restauram igrejas e mesquitas.

Acompanhando com as orações

“Continuemos, por favor, a rezar por esses nossos irmãos e irmãs tão provados, para que tenham a força de recomeçar. E pensando nos numerosos emigrantes iraquianos, gostaria de lhes dizer: vocês deixaram tudo, como Abraão; como ele, mantende a fé e a esperança, e sejam tecelões de amizade e de fraternidade onde quer que estejam.”

O Santo Padre comentou que uma mensagem de fraternidade emanou das duas celebrações eucarísticas. Ade Bagdá, em rito caldeu, e a de Erbil. “A esperança de Abraão e da sua descendência realizou-se no mistério que celebramos em Jesus. O Filho que Deus Pai não poupou, mas ofereceu para a salvação de todos: pela sua morte e ressurreição, Ele abriu-nos a passagem para a terra prometida, para uma nova vida onde as lágrimas são enxugadas, as feridas curadas, os irmãos reconciliados.”

“Queridos irmãos e irmãs, louvemos a Deus por esta visita histórica e continuemos a rezar por aquela terra e pelo Oriente Médio. No Iraque, apesar do fragor da destruição e das armas, as palmeiras, símbolo do país e da sua esperança, continuaram crescendo e dando frutos. Assim é com a fraternidade: não faz barulho, mas é fecunda e nos faz crescer. Deus, que é paz, conceda um futuro de fraternidade ao Iraque, ao Oriente Médio e ao mundo inteiro!”, concluiu.

Ver matéria completa ...
Há 8 anos Bento XVI se despedia dos fiéis como Papa pela última vez

Depois de anunciar a sua decisão de renunciar ao ministério em 11 de fevereiro, 2013, o Papa Emérito Bento XVI fez a sua renúncia no dia 28 de fevereiro do mesmo ano, se transladou do Palácio Pontifício do Vaticano a Castel Gandolfo.

Em 28 de fevereiro de 2013, às 17h07 (hora local), Bento XVI deixou o Vaticano e seguiu de helicóptero até Castel Gandolfo. Na varanda da casa de verão dos pontífices, ele, que havia sido Papa durante oito anos, se dirigiu aos peregrinos reunidos na praça para lhes dizer: "Eu sou simplesmente um peregrino que iniciou a última etapa da sua peregrinação nesta terra".

Logo depois de ser transladado a Castel Gandolfo, foram fechadas as portas do local, começou a Sede Vacante.

Bento XVI viveu em Castel Gandolfo durante dois meses, enquanto realizavam as adaptações apropriadas em sua nova residência, o antigo mosteiro "Mater Eclesiae".

Entretanto, durante esses 62 dias, não ficou sozinho. De fato, nas primeiras imagens "roubadas" do Pontífice, ele aparecia caminhando pelos jardins junto com o seu secretário, Dom Georg Gänswein.

Além disso, recebeu algumas visitas, como a do seu sucessor Papa Francisco, que visitou Castel Gandolfo em 23 de março. Naquele dia, as primeiras imagens de ambos se abraçando na frente do helicóptero e rezando na capela ajoelhados no mesmo banco deram a volta ao mundo.

Um pouco mais de um mês depois, Bento XVI voltou ao Vaticano, onde Francisco o esperava para lhe dar as boas-vindas. A partir disso, Bento XVI começou uma nova vida no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’ junto das quatro ‘memores Domini’ (Rossella, Loredana, Carmela e Cristina), leigas consagradas do Movimento Comunhão e Libertação que o ajudam desde então e com o Prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular do Papa Emérito, Dom Georg Gänswein.

Mas desde que vive no Vaticano, Joseph Ratzinger também visitou aquela que tinha sido sua casa durante os meses de verão e algumas semanas depois da sua renúncia; durante essas visitas, percorreu os jardins junto com Dom Gänswein, rezou o rosário e participou de um concerto de piano.

Bento XVI em boa forma

Embora nas primeiras imagens divulgadas após a sua renúncia, Bento XVI foi visto usando uma bengala e movendo-se com dificuldade, ele mesmo disse durante os meses seguintes que queria deixar claro que está "muito bem". Assim assegurou o ator italiano Lino Banfi quando encontrou com ele no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’, ocasião na qual também indicou que "toca piano, lê, estuda e reza".

Em outubro de 2017, Dom Gänswein desmentiu os rumores publicados no Facebook que Bento XVI estava à beira da morte.

Francisco visita Bento antes de cada viagem

Em meados de 2014, o Prefeito da Casa Pontifícia, Dom Georg Gaenswein, revelou que, antes de qualquer viagem internacional, o Papa Francisco visita Bento XVI, um gesto que mostra a boa relação que existe entre ambos e como o atual Pontífice continua a visão do seu antecessor.

Em 14 de fevereiro de 2015, Bento XVI participou da criação de 20 novos cardeais pelo Papa Francisco, e no dia 8 de dezembro do mesmo ano foi o primeiro peregrino a cruzar a Porta Santa da Basílica de São Pedro, durante a inauguração do Ano Santo da Misericórdia.

Do mesmo modo, em 28 de junho de 2016, Bento XVI pronunciou algumas palavras ao seu sucessor. Durante os 65 anos de ordenação sacerdotal do Papa Francisco, o Papa Emérito afirmou que “a sua bondade, desde o primeiro momento da eleição, em cada momento da minha vida aqui, me toca, me leva, realmente, interiormente”.

“Mais do que nos Jardins do Vaticano, com a sua beleza, a Sua bondade é o lugar onde eu moro: Sinto-me protegido”, acrescentou.

Uma vida de oração

Em 11 de fevereiro de 2017, quatro anos depois da renúncia de Bento XVI ao pontificado, o Pe. Federico Lombardi, ex porta-voz do Vaticano, afirmou que o Papa alemão vive em oração e com muita discrição o seu serviço de acompanhamento à Igreja e de solidariedade com seu sucessor, o Papa Francisco.

O sacerdote jesuíta, que foi Diretor da Sala de Imprensa durante o pontificado de Bento XVI, disse que, embora a força física de Joseph Ratzinger esteja debilitada devido à sua idade, "as forças mentais e espirituais estão perfeitas".

"Realmente é muito bonito ter o Papa Emérito que reza pela Igreja, pelo seu Sucessor. É uma presença que sentimos. Sabemos que ele está presente e, embora não o vejamos com frequência, quando o vemos, todos nós ficamos muito contentes, porque o amamos. Portanto, o sentimos como uma presença que nos acompanha, nos consola e nos tranquiliza", afirmou o sacerdote, atual presidente da Fundação Joseph Ratzinger.

Ver matéria completa ...
58ª Assembleia Geral da CNBB será realizada de forma virtual

A 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi adiada em 2020 e, neste ano, ocorrerá de forma virtual, de 12 a 16 de abril. No contexto de pandemia, a Presidência da CNBB buscou alternativas para a realização do encontro anual do episcopado brasileiro e encontrou como melhor opção a forma on-line, por videoconferência, assim como outros encontros já realizados desde 2020.

Na reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), nesta quarta-feira, 24 de fevereiro, foram apresentados os temas que estarão na pauta da assembleia e os procedimentos em relação ao debate e às deliberações permitidas pela legislação canônica. A comissão de canonistas estabelecida para ajudar na preparação da 58ª Assembleia Geral da CNBB analisou quais temas poderão ser debatidos e aprovados durante o encontro e apresentou as indicações aos bispos de que não poderão ser feitas votações que impliquem em alteração de texto legislativo, como as modificações referentes à concessão de ministérios às mulheres, a aprovação da tradução da Terceira edição do Missal Romano, o novo estatuto da Conferência e o próprio tema central da Assembleia. Tais assuntos serão somente debatidos para encaminhamento posterior.

A comissão ad hoc de canonistas é formada pelo consultor canônico da CNBB, frei Evaldo Xavier; o arcebispo de Ribeirão Preto (SP), dom Moacir Silva; o arcebispo de Mariana (MG), dom

Airton José dos Santos; e o bispo auxiliar de Brasília (DF), dom José Aparecido Gonçalves.

Tema central

O tema central da Assembleia diz respeito ao Pilar da Palavra proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023). Mesmo sem a possibilidade de votação de um documento, será debatido o tema “Casas da Palavra – Animação bíblica da vida e da pastoral nas comunidades eclesiais missionárias”.

Outros temas

Além dos assuntos listados acima, os quais não serão objeto de deliberação, a 58ª Assembleia Geral da CNBB vai tratar da análise de conjuntura; do Ano Vocacional previsto para 2023; dos anos temáticos de São José e Família Amoris Laetitia, convocados pelo Papa Francisco; do Colégio Pio Brasileiro, das Comissões, organismos e Regionais; da criação do Regional Leste 3, das Edições CNBB, do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS); e da pandemia do novo coronavírus.

Os bispos também aprovarão, como de costume, mensagens ao Papa Francisco, à Congregação para o Clero e ao povo brasileiro. Durante a assembleia, também serão apresentados os relatórios do presidente e o econômico. Este também será o primeiro encontro do episcopado com a presença do novo núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, que terá uma audiência on-line com os participantes.

Como de costume, há um momento de espiritualidade dos bispos, o retiro. Será na quinta-feira, 15 de abril, na parte da manhã. Conduzirá este momento o arcebispo de Boston, nos Estados Unidos, cardeal Seán Patrick O’Malley.

Agenda

A 58ª Assembleia Geral da CNBB será de 12 a 16 de abril com sessões pela manhã, das 8h às 12h, e à tarde, das 14h às 17h.

Confira alguns horários da programação já divulgados:

  • Retiro: 15 de abril, pela manhã;
  • Reunião dos Regionais: 15 de abril, à tarde;
  • Entrevistas coletivas: todos os dias, às 13h

Fonte: CNBB

Ver matéria completa ...
No Dia das Doenças raras, Papa pede orações por crianças que sofrem

Este domingo, 28, é o Dia Mundial das Doenças Raras. Recordando a data, o Papa Francisco rezou por todas as pessoas que sofrem com doenças raras, em especial as crianças.

Após a oração do Angelus, Francisco saudou as associações empenhadas nessa área que estavam na Praça São Pedro. Ele lembrou que, no caso das doenças raras, é mais que importante a rede de solidariedade entre os familiares, um trabalho promovido por essas associações. Isso ajuda as pessoas a não se sentirem sozinhas e a trocar experiências e conselhos.

O Santo Padre encorajou as iniciativas que apoiam a pesquisa e o tratamento dessas doenças. Ele também expressou sua proximidade aos doentes, às famílias e especialmente às crianças.

“Estar próximo das crianças doentes, das crianças que sofrem, rezar por elas, fazê-las sentir a carícia do amor de Deus, a ternura. Curar as crianças também com a oração… Quando existem doenças que não sabemos o que são, ou quando há um prognóstico bastante ruim. Rezemos por todas as pessoas que têm estas doenças raras, rezemos especialmente pelas crianças que sofrem”, concluiu.

Ver matéria completa ...
Papa alerta sobre preguiça espiritual: cristão é lâmpada do Evangelho

No Angelus deste domingo, 28, na Praça São Pedro, Papa Francisco deixou um alerta sobre a preguiça espiritual. A partir do relato bíblico sobre a transfiguração do Senhor, lembrou a missão do cristão de levar a luz de Cristo às pessoas.

Jesus chamou Pedro, Tiago e João e os levou para a montanha. O Santo Padre lembrou que a montanha, na Bíblia, tem um significado especial. Trata-se do lugar onde o céu e a terra se tocam, onde profetas tiveram o encontro com Deus.

A face radiante de Jesus e suas vestes resplandecentes que antecipam sua imagem como ressuscitado dão aos discípulos a luz da esperança, disse o Papa. É uma luz para atravessar as trevas. “A morte não será o fim de tudo porque se abrirá à glória da Ressurreição”.

Nas provações, lembrar da luz de Cristo

Estar na montanha com Jesus é uma “antecipação” de luz no coração da Quaresma. Segundo o Papa, é um convite a lembrar, nos momentos de provação, que o Senhor ressuscitou e não permite que as trevas tenham a última palavra.

No próprio caminho de fé, disse o Papa, as pessoas se deparam com o escândalo da cruz e as exigências do Evangelho. Este pede para viver a vida a serviço e perdê-la no amor, em vez de guardá-la para nós e defendê-la.

“Precisamos, então, de um outro olhar, de uma luz que ilumine em profundidade o mistério da vida e nos ajude a ir além dos nossos esquemas e critérios deste mundo. Também nós somos chamados a subir ao monte, a contemplar a beleza do Ressuscitado que acende vislumbres de luz em cada fragmento de nossa vida e nos ajuda a interpretar a história a partir da vitória pascal”.

Cuidado com a preguiça espiritual

O Papa ressaltou, porém, que não se pode permanecer no monte, desfrutando sozinhos das bem-aventuranças deste encontro com Jesus. Ele alertou sobre a preguiça espiritual lembrando que Jesus nos traz de volta ao vale entre os irmãos na vida cotidiana.

“Devemos nos cuidar sobre a preguiça espiritual: estamos bem, com nossas orações e liturgias, e nos basta isso. Não! Subir ao monte não é esquecer a realidade; rezar nunca é fugir das fadigas da vida; a luz da fé não serve para uma bela emoção espiritual. Não, essa não é a mensagem de Jesus”.

E essa reflexão faz lembrar a missão de vida do cristão. “Somos chamados a fazer experiência do encontro com Cristo para que, iluminados pela sua luz, possamos leva-la e fazê-la resplandecer em todos os lugares. Acender pequenas luzes nos corações das pessoas; ser pequenas lâmpadas de Evangelho que levam um pouco de amor e de esperança: essa é a missão do cristão”.

Ver matéria completa ...
EDIÇÕES CNBB DISPONIBILIZA VIDEOAULAS PARA AJUDAR COMUNIDADES NA PREPARAÇÃO DA CFE 2021

A Edições CNBB, editora da CNBB, disponibilizou três videoaulas para ajudar as comunidades na preparação e vivência da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 nas paróquias e dioceses. O conteúdo é apresentado pelo secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, de maneira didática, rápida, clara e objetiva, favorecendo a compreensão sobre o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema, “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14a).

Na primeira videoaula, padre Patriky fala sobre a estrutura do texto-base da campanha e das características do “ver”, a primeira de quatro partes do documento, na qual são oferecidas “impressões sobre o tempo presente”, a partir da figura dos discípulos de Emaús. Num tempo marcado por diversas polarizações, fica a pergunta: “O que aconteceu conosco que já não dialogamos mais como antigamente?”. A proposta de reflexão segue na perspectiva de reestabelecer o diálogo como compromisso de amor.

Confira:

https://youtu.be/96r7_HR-qFE

Na segunda videoaula, o secretário executivo das Campanhas aborda o segundo momento do texto-base, onde as pessoas são chamadas a iluminar a atual realidade, marcada por divisões e polarizações com a Palavra de Deus. “A segunda parada que o texto-base nos traz como proposta nos ajuda a refletir sobre dois textos bíblicos: os Discípulos de Emaús e a carta que Paulo escreve à comunidade de Éfeso”, explica padre Patriky.

Confira:

https://youtu.be/gIZMBUutIs0

Na videoaula de número 3, o padre Patriky fala sobre as duas partes finais do texto-base: o agir e o celebrar. No agir, o padre fala que é contemplada as diversas iniciativas que o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o Conic, entendeu ao longo dos anos como testemunho concreto da possibilidade do diálogo mesmo com as diferenças, a exemplo da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, uma oportunidade para conhecer a iniciativa. Já no celebrar ele explica que é uma proposta, um roteiro para a celebração ecumênica, que pode acontecer de forma virtual ou presencial.

Confira:

https://youtu.be/xkGQ3rqUf7o

fonte

https://www.cnbb.org.br/edicoes-cnbb-disponibiliza-videoaulas-para-ajudar-comunidades-na-preparacao-da-cfe-2021/

Ver matéria completa ...
Deserto é lugar de tentação: nunca dialoguem com o diabo, diz Papa

Deserto é lugar de tentação: "nunca dialoguem com o diabo", disse o Papa

O Evangelho do dia sobre as tentações de Jesus no deserto, neste primeiro Domingo de Quaresma, conduziu a reflexão do Papa Francisco na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus. O Pontífice nos lembrou que o ambiente simbólico do deserto é o lugar “onde Deus fala ao coração do homem”, uma dimensão existencial “para ficar em silêncio e escutar a palavra de Deus". Porém, também “é lugar da tentação” de Santanás. Sem medo, mas com cuidado, devemos nos preparar para combatê-lo como Jesus, disse o Pontífice, que "nunca fez um diálogo com o diabo, nunca". Quando o sedutor se aproximar, "não há diálogo possível. Somente a Palavra de Deus”.

Neste primeiro Domingo de Quaresma, na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia que evoca os temas da tentação e da conversão, através do “ambiente natural e simbólico” do deserto. De fato, com o rito penitencial das cinzas na última quarta-feira (17), começamos o caminho da Quaresma. E, neste primeiro domingo desse tempo litúrgico, a Palavra de Deus é quem nos conduz para melhor viver “os 40 dias que conduzem à celebração anual da Páscoa”.

O ambiente simbólico do deserto

O Papa, assim, através do Evangelista Marcos (cf. 1,12-15), comentou sobre o caminho percorrido por Jesus quando "o Espírito o levou para o deserto" (v. 12), se retirando durante 40 dias por lá, “onde foi tentado por Satanás”. O deserto, incentivou Francisco a refletir, um ambiente “natural e simbólico, tão importante na Bíblia”:

“O deserto é o lugar onde Deus fala ao coração do homem, e onde brota a resposta da oração, ou seja, o deserto da solidão, o coração separado de outras coisas e, somente naquela solidão, se abre à Palavra de Deus. Mas é também o lugar da provação e da tentação, onde o Tentador, aproveitando a fragilidade e as necessidades humanas, insinua a sua voz mentirosa, uma alternativa àquela de Deus, uma voz alternativa que te mostra outro caminho, um outro caminho de engano. O Tentador seduz.”

Na verdade, continuou Francisco, durante os 40 dias vividos por Jesus no deserto, “começa o ‘duelo' entre Jesus e o diabo, que terminará com a Paixão e a Cruz. Todo o ministério de Cristo é uma luta contra o Maligno nas suas muitas manifestações: curas de doenças, exorcismos sobre os possuídos, perdão dos pecados”. Jesus, ao agir com o poder de Deus, “parece que o diabo tem a vantagem, quando o Filho de Deus é rejeitado, abandonado e, finalmente, capturado e condenado à morte”. Mas, não, disse o Pontífice, porque “a morte era o último ‘deserto’ para se atravessar para derrotar definitivamente Satanás e libertar todos nós do seu poder”.

A vitória de todos nós sobre o mal

Todos os anos, no início da Quaresma, recordou Francisco, “este Evangelho das tentações de Jesus no deserto nos lembra que a vida do cristão, nos passos do Senhor, é uma batalha contra o espírito do mal”. Mas, que devemos fazer como Jesus, que enfrentou e venceu o Tentador: "devemos estar conscientes da presença deste inimigo astuto, interessado na nossa condenação eterna, no nosso fracasso, e nos prepararmos para nos defender dele e combatê-lo".  Assim, o Pontífice procurou enfatizar que, "nas tentações, Jesus nunca dialoga com o diabo, nunca":

“Na sua vida, Jesus nunca fez um diálogo com o diabo, nunca. Ou o afasta dos possuídos ou o condena ou mostra a sua malícia, mas nunca um diálogo. E, no deserto, parece que há um diálogo porque o diabo faz três propostas e Jesus responde. Mas Jesus não responde com as suas palavras. Responde com a Palavra de Deus, com três passagens da Escritura. E isso é para todos nós. Quando o sedutor se aproxima, ele começa a nos seduzir: 'mas pense isto, faça aquilo...', a tentação é de dialogar com ele, como fez Eva. Eva disse: 'mas não se pode porque nós...', e entrou em diálogo. E se nós entrarmos em diálogo com o diabo, seremos derrotados. Coloque isso na cabeça e no coração: com o diabo nunca se dialoga, não há diálogo possível. Somente a Palavra de Deus.”

Nunca dialogar com o diabo

O Papa, assim, finalizou a sua reflexão, encorajando todos nós, neste tempo de Quaresma, seguir o Espírito Santo, como Jesus, e entrar no deserto, "sem medo":

“Não se trata - como vimos - de um lugar físico, mas de uma dimensão existencial para ficar em silêncio, escutar a palavra de Deus, "para que a verdadeira conversão se realize em nós". Não tenham medo do deserto, procurem por momentos de mais oração, de silêncio, de entrar em nós mesmos. Não tenham medo. Somos chamados a percorrer os caminhos de Deus, renovando as promessas do nosso Batismo: renunciar a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções. O inimigo está ali, agachado, tenham cuidado. Mas nunca dialoguem com ele.”

Clique aqui para ver mais Matérias