17 cristãos por dia são mortos por radicais muçulmanos na Nigéria


02/08/2021 - 20:40

Cerca de 3,4 mil cristãos foram mortos por terroristas islâmicos na Nigéria durante os primeiros 200 dias de 2021. Em média, são 17 cristãos mortos por dia. Os números foram divulgados pela Sociedade Internacional das Liberdades Cívicas e do Estado de Direito (Intersociety) da Nigéria e incluindo dez sacerdotes católicos e pastores protestantes.

O relatório da Intersociety afirma que o número atual é quase igual ao do ano inteiro de 2020, “estimado em 3.530 segundo a lista de vigilância mundial de cristãos perseguidos da Open Doors”.

A cifra é a segunda mais alta desde 2014, quando foram registrados mais de 5 mil assassinatos de cristãos. Mais de 4 mil foram vítimas de membros do grupo muçulmano Boko Haram. Os pastores Fulani, também muçulmanos, foram responsáveis pelo assassinato de outras 1,2 mil pessoas.

Intersociety é um grupo de pesquisas sobre direitos humanos que, desde 2010, monitora e investiga a perseguição religiosa e outras formas de violência cometidas por órgãos estatais e não estatais na Nigéria.  O trabalho da Intersociety é realizado em contato direto com as vítimas e testemunhas, além da análise dos meios de comunicação e de relatórios credíveis a nível nacional e internacional, entre outros métodos.

Na pesquisa de 2021, a Intersociety descobriu que 2,2 mil cristãos indefesos foram sequestrados entre os meses de janeiro e abril.

Do dia 1º de maio até o dia 18 de julho, outros 780 cristãos também foram sequestrados, totalizando quase 3 mil.

Intersociety estima que pelo menos 3 de cada 30 cristãos sequestrados morrem em cativeiro, o que elevaria em 300 o número de mortos pelos jihadistas. A pesquisa também contabilizou 150 assassinatos ocorridos e não registrados, considerados pelos pesquisadores como “números obscuros”.

Além disso, se estima que, desde janeiro deste ano, 300 igrejas foram ameaçadas, atacadas ou queimadas.

O relatório lamentou que, até agora, os culpados dos massacres de cristãos no país conseguiram escapar da justiça e estão livres de investigações ou julgamentos, o que tem levado à impunidade e à repetição das atrocidades.

A organização de direitos humanos também denunciou o abandono das famílias das vítimas e dos sobreviventes pelo governo da Nigéria, que continua recebendo fortes críticas e sendo acusado de ter culpa e cumplicidade nos assassinatos dos cristãos.



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